Intitulada “Fábulas Contínuas”, mostra tem curadoria de Fernando Schmitt

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Inaugura no dia 01 de agosto na Galeria Mascate a exposição “Fábulas Contínuas”, dos artistas Diego Vidart e Leo Caobelli, com curadoria de Fernando Schmitt. Uma mala abandonada em Malmö, Suécia; um álbum encontrado em Montevidéu, Uruguai. Uma viagem do Uruguai à Finlândia; uma viagem do Brasil ao Uruguai. Um diário; uma peregrinação. Estes são apenas alguns dos paralelos entre as histórias narradas por Vidart, uruguaio, e Caobelli, gaúcho radicado em São Paulo.

Diego viajou pela Suécia e Finlândia na trilha das pistas deixadas por Esko Tikanmäki, artista sueco que faria uma exposição sobre seu pai em Malmö, mas que, na véspera da abertura, desistiu da mostra deixando apenas uma mala, com todo conteúdo a ser exposto, na galeria. Leo encontrou um álbum de memorabilia de viagem catalogando uma década dos itinerários do bancário uruguaio Rodolfo Castellano e decidiu refazer sua última jornada, uma viagem rodoviária de um mês entre Montevidéu e Rio de Janeiro.

Em latitudes e longitudes distintas, ambos trabalharam em paralelo, seguindo os passos de seus personagens, agarrados a seus rastros em um labirinto de encontros e ausências. Esko nunca foi encontrado por Diego, Leo descobriu que Rodolfo morreu 25 dias após o encontro do álbum.

Fábulas Contínuas apresenta fotografias, textos, postais, imagens de arquivo e objetos coletados pelos artistas ao longo de suas viagens; resquícios dos percursos de quem, na busca pelo outro, descobre muito de si mesmo.

O projeto Fábulas Contínuas venceu o XII prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia de 2012 e é dividido em duas partes: um workshop e uma exposição. Primeira atividade do projeto, o Workshop “O Arquivo como Processo Criativo” acontece na Escola Fluxo de 26 a 28 de julho, ministrado pelos artistas e o curador da exposição, com entrada franca (inscrições esgotadas).

Na abertura, às 20h30, os artistas receberão o público para uma visita guiada seguida de debate sobre os processos de construção da exposição. Todas as atividades têm entrada franca.

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SAIBA MAIS

Leo Caobelli

Jornalista graduado pela PUCRS, desde 2000 dedica-se ao estudo da linguagem audiovisual. Integrou a equipe de fotografia do Palácio Piratini durante o governo Olívio Dutra, antes de se mudar para São Paulo em 2005. De 2006 a 2009 trabalhou como fotógrafo no jornal Folha de S. Paulo, além de fotografar para outros veículos como as revistas do Grupo Abril. Atualmente cursa Pós-Graduação em Fotografia na Fundação Álvares Penteado (FAAP), além de se dedicar ao Coletivo Garapa, do qual é um dos fundadores, especializando-se em produções multimídia independentes.

Diego Vidart

Fotógrafo documental independente com base em Montevidéu, Uruguai. Depois de cursar comunicação e de logo realizar um mestrado em fotografia documental no Reino Unido, começa a desenvolver uma linha de trabalho na qual experimenta e investiga o potencial comunicativo da fotografia. Ao longo dos últimos 10 anos realizou projetos fotográficos, tanto de forma individual como também trabalhando com artistas de outras disciplinas. Também trabalhou com diversos grupos comunitários em projetos de inclusão social, utilizando a fotografia como ferramenta de comunicação, expressão artística e canal de aprendizado de novas tecnologias digitais. Atualmente, com base na Universidad Católica del Uruguay, é professor de fotografia, investigador e coordenador do projeto Historias Digitales del Uruguay.

Fernando Schmitt

Fernando Bohrer Schmitt é Graduado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1994 e Mestre em Comunicação pela PUCRS em 1999. Atua como docente na área da fotografia desde 1995. Ensinou fotografia na Faculdade Panamericana de Arte e Design, Unisinos, PUCRS, UFRGS e ESPM-RS. Expôs seu trabalho recentemente no III Prêmio Diário Contemporâneo, 7º Paraty em Foco, II Mostra SP de Fotografia e IV Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre. Possui trabalhos nas coleções e acervos particulares de Joaquim Paiva, Rubens Fernandes Jr. e Orlando Azevedo.

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, o fotógrafo Tiago Coelho, o designer Régis Duarte criaram a Galeria Mascate em setembro de 2011.

O nome Mascate ficou sempre associado à imigração árabe no Brasil, resultante do grande contingente de imigrantes proveniente do Líbano e da Síria que se dedicaram a esta atividade. Em menor número chegaram também ao Brasil imigrantes de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque.

A mascateação introduziu inovações que hoje são traços marcantes do comércio popular, como as práticas de alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, das promoções e das liquidações. Inicialmente os mascates visitavam as cidades do interior e as fazendas de café, levando apenas miudezas e bijuterias. Com o tempo e o aumento do capital, começaram também a oferecer tecidos, roupas prontas e outros artigos.

SERVIÇO

Fábulas Contínuas

Inauguração | 01 de agosto, 19h

Visita Guiada com artistas e debate | 01 de agosto, 20h30

Todas as atividades têm entrada franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De terça a sábado, das 14h às 18h

Barracoestudio.com.br