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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

Autor

Bruna Paulin

Nei Lisboa se apresenta em Florianópolis na quarta-feira, 6 de julho, em forma acústico

Compositor faz show solo no Teatro Ademir Rosa, apresentando seu mais recente trabalho, o EP Pandora, além de diversos sucessos da carreira

Na quarta-feira, 06 de julho, às 20h30, o público de Florianópolis poderá conferir o show do compositor Nei Lisboa no Teatro Ademir Rosa. O músico se apresenta em formato acústico, lançando o EP Pandora, seu mais recente projeto, que conta com cinco faixas inéditas. Disponível nas plataformas de áudio desde o final do ano passado, Pandora foi produzidodurante o confinamento pela covid-19, com a participação dos músicos à distância mesclada com o trabalho presencial em estúdio. Entre as novas canções estão Capitão do matoNós é que vivemosBom lugarFoi você quem convidou e a faixa-titulo Pandora.

Sobre elas, a palavra do compositor: As cinco faixas trazem em comum, como pano de fundo, um olhar mordaz sobre o Brasil pós-golpe e todo o retrocesso que nos abateu desde então, cuja responsabilidade tem nome, cnpj, patente e concessão de canal (…) Mas escrevo canções, não ensaios. Então, embora levando um papo reto, as letras carregam também pedaços de sonhos, metáforas, humores e – últimas da caixa – esperanças que se possa ainda sobrepor a um tempo dos mais obscuros.”

Nesse retorno aos palcos pós-covid, Nei apresenta também um pouco do Em casa e ao vivo, programa que conduziu pela internet com muito sucesso ao lado de Cintia Belloc durante a pandemia. Pequenas intervenções de vídeo devem colorir o roteiro do show e divertir aqueles que acompanharam as lives ou que conhecerão agora a personagem Bebete, estrela das minisséries levadas ao ar dentro do programa.

O público pode contar ainda com um apanhado de sucessos no setlist, como Telhados de Paris, Pra te lembrar, Cena beatnik, Relógios de sol e No boleto ou no cartão, e participar ele próprio daquilo que já é tradição em show de Nei Lisboa: um bis no meio do espetáculo, com pedidos gritados e atendidos – dentro do possível e audível – na hora.

Os ingressos custam entre R$ 50,00 e R$ 120,00 e estão à venda pela plataforma Sympla: www.sympla.com.br/neilisboa.

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O quê: show Pandora, com Nei Lisboa (violão e voz)

Onde: Teatro Ademir Rosa (Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Agronômica, Florianópolis) 

Quando: 06 de julho de 2022

Horário: 20h30

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Ingressos:

1º lote

meia-entrada*: R$ 50,00 / inteira:  R$ 100,00       

2º lote

meia-entrada*: R$ 60,00 / inteira:  R$ 120,00       


* Estudantes, professores, idosos, menores de 18 anos, pessoas com deficiência e doadores de sangue.


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Todas as Informações, downloads e kit para a imprensa do EP Pandora estão em www.neilisboa.com.br

Terceira edição da Revista Corpo Futuro tem lançamento na terça-feira, 21 de junho

Evento na Fábrica do Futuro reunirá convidados e será transmitido pelo canal do projeto no YouTube com audiodescrição simultânea

Versão acessível estará disponível gratuitamente no site www.corpofuturo.com

Chega ao mercado no dia 21 de junho a terceira edição da Revista Corpo Futuro, que marca a data com evento de lançamento para convidados na Fábrica do Futuro, em Porto Alegre. A ação, que reunirá parte da equipe envolvida nesta edição, será transmitida pelo canal do projeto no YouTube e contará com audiodescrição. Reunindo mais de 20 colaborações de arte, moda, performance, poesia, fotografia, pintura e artigos, a publicação de 180 páginas reforça sua missão de valorizar a leitura e contemplação de obras criadas para arte impressa. 

A edição de 2022 conta com versão impressa, que será comercializada por R$ 30,00 em diversos locais do país, também conta com versão em PDF disponibilizada gratuitamente no site www.corpofuturo.com. O PDF conta com versão acessível em formato de audiodescrição para pessoas cegas e com baixa visão, desenvolvida por uma equipe de seis profissionais que trabalharam durante mais de um mês  no conteúdo, coordenados pela OVNI Acessibilidade Universal. Esta é a segunda edição da publicação que conta com uma versão acessível gratuita. 

Segundo o editor-chefe e curador Fernando Zugno, a Corpo Futuro é um “espaço para promover o debate de ideias, pensamentos, assuntos, estéticas diferentes. Criações e inspirações de regiões, universos e vivências diversos com o propósito de pensar o futuro. É arte sobre arte sobre papel reunidos numa revista que respira, que choca, embeleza, informa, desconcentra, desconcerta, mas, ao mesmo tempo, também nos apazigua com conhecimento”. Publicada pela Canard Produções, com produção da Primeira Fila Produções, conta com edição e curadoria de Carol Anchieta e reúne nomes como Anna Mariano, Araquém Alcântara, Bruno Barbosa, Cris Bartis, Deri Andrade, projeto Ecopoética, Eliane Brum, Else Bischheuer, Elza Lima, Fernanda Simon, Guilherme Fernandes, Lilo Clareto, Nina Fola, Pri Barbosa, Projeto Gompa, Rudinei Borges, Sandra Benites, Wanessa Yano e Xadalu. A foto de capa, um registro da performance “Iconoclasta”, de Julha Franz, é de Pedro Karg. O projeto gráfico e design são de Dídi Jucá.

“Essa edição, a mais brasileira de todas, também é a mais madura”, afirma Zugno, curador, diretor artístico e criador do projeto. “Ela traz de forma mais enraizada a contrainformação,  sobretudo através das novas presenças em espaços como universidades, museus, moda, direção artística, fotografia e dramaturgia. Essas presenças são os corpos futuros que acreditamos. Os corpos carregados de pensamentos e instintos em potencial de criação de beleza capazes de salvar o mundo. Uma artista abre caminho para outra que desencadeia em outro que se mescla com outras e, assim, vamos fazendo uma (n)ação”.

De acordo com a jornalista, mestra em design e curadora da Corpo Futuro, Carol Anchieta, “estas páginas refletem as experiências dos nossos corpos diversos e para onde quer que os levamos. Seja para a mata, o ambiente acadêmico (enriquecedor, de excelência e ao mesmo tempo amedrontador e excludente), os muros da rua, os ateliês, as galerias, os quilombos e, principalmente nesses últimos tempos, as nossas casas. Arte é resistência. Resistência não só na produção de arte, mas também no refletir a arte. Sempre foi. Mas no tempo presente, afirmar e firmar o corpo na arte num período de vivência pandêmica certamente exigiu muito mais dessa resistência”.

Com financiamento da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, através do Pró-Cultura RS/ LIC e  patrocínio da PMI Foods, a Corpo Futuro será distribuída gratuitamente a bibliotecas comunitárias, bem como para instituições de educação e cultura da cidade e do estado do RS. A Revista Corpo Futuro nasceu em 2020 e apresenta diversos formatos de contribuições que podem ser fruídos na ordem proposta ou de maneira independente, sem pressa ou com a preocupação do factual.

Versão impressa será distribuída no Brasil e no exterior

Em 2022, a Revista Corpo Futuro estará disponível para mais leitores. A edição impressa será distribuída para cidades como Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Salvador e Recife, à venda em livrarias e lojas de museus. “Estamos muito felizes de ver a revista chegando em outras praças, inclusive no exterior, com exemplares à venda em Portugal”, revela Zugno.

Edição acessível 

Segundo Mimi Aragón, da OVNI, “o PDF acessível é um arquivo como qualquer outro neste formato. Porém, caso ele seja utilizado em um leitor de tela, o programa transforma não somente os textos em comunicação sonora, mas também as imagens, fazendo com que a pessoa que está acessando o documento tenha uma experiência completa da publicação. Assim, tanto pessoas cegas ou com baixa visão quanto pessoas que enxergam podem experienciar o mesmo conteúdo”, afirma. 

A versão acessível contou com audiodescrição da empresa Ver com Palavras, audiodescrição das imagens de Rosangela Favaro, revisão de Lívia Motta, formatação do PDF acessível de Wagner Caruso e produção da OVNI. Felipe Monteiro  e Laercio San’Anna, consultores da equipe, têm deficiência visual e foram os primeiros a testar e conferir a publicação, confirmando que a experiência funciona corretamente.

O arquivo conta com a descrição completa das imagens em formato de texto, para que pessoas que enxergam possam conferir como funciona a audiodescrição sem necessitarem utilizar um leitor de telas. “É uma oportunidade de quem não necessita da audiodescrição conhecer um pouco como funciona, aproximando e familiarizando cada vez mais pessoas”, conta Mimi. 

No dia 21, a partir das 19h30,  o evento presencial de lançamento será transmitido ao vivo pelo canal do projeto no YouTube e contará com audiodescrição simultânea, onde o processo desta edição será apresentado com depoimentos de parte da equipe. A edição em PDF é gratuita e estará disponível na noite de lançamento no site. Para saber mais, acesse: @FuturoCorpo no Facebook e @RevistaCorpoFuturo no Instagram

Lançamento Edição Acessível da Revista Corpo Futuro – 3a edição

21 de junho, com evento presencial para convidados na Fábrica do Futuro em Porto Alegre + 

Transmissão ao vivo do evento de lançamento pelo YouTube do projeto a partir das 19h30: https://youtu.be/qGOlU72XLpE

Transmissão com audiodescrição: https://youtu.be/XIawHIB3kVo 

PDF acessível disponível gratuitamente pelo site http://www.corpofuturo.com

Edição impressa à venda por R$ 30,00 

CORPO FUTURO

Editor-chefe e Curador

Fernando Zugno • canardproducoes.com

Editora e Curadora

Carol Anchieta • @carolanchieta

Publicada pela Canard Produções

Foto de Capa

Registro da performance Iconoclasta de Julha Franz com foto de Pedro Karg

Colaborações

Anna Mariano, Araquém Alcântara, Bruno Barbosa, Cris Bartis, Deri Andrade, projeto Ecopoética, Eliane Brum, Else Bischheuer, Elza Lima, Fernanda Simon, Guilherme Fernandes, Lilo Clareto, Nina Fola, Pri Barbosa, Projeto Gompa, Rudinei Borges, Sandra Benites, Wanessa Yano e Xadalu. 

Revisão de Textos

Clara Corleone

Diagramação e Arte Final

Dídi Jucá • didijuca.com

Comunicação

Bruna Paulin / Assessoria de Flor em Flor • brunapaulin.com

Produção

Letícia Vieira / Primeira Fila Produções • @primeirafilaproducoes

Produção de acessibilidade

OVNI Acessibilidade Universal 

Audiodescrição

Ver Com Palavras

Roteiro 

Rosangela Favaro

Revisão

 Lívia Motta

Consultoria

Felipe Monteiro 

Formatação PDF acessível

Wagner Caruso

Consultoria em acessibilidade

Laercio Sant´Anna

Patrocínio

PMI Foods

Financiamento

Pró-Cultura RS

Secretaria da Cultura

Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Tássia Reis encerra programação do Circuito Orelhas edição 2021/2022 na quinta-feira, 12 de maio, no Agulha

Projeto realizou circulação por cinco cidades do RS promovendo atividades formativas e performances de artistas locais e nacionais com patrocínio Natura Musical

Ingressos estão à venda pela plataforma Sympla

Na quinta-feira, 12 de maio, o Circuito Orelhas, projeto patrocinado pela plataforma Natura Musical, promove a última sessão da etapa de performances ao vivo em cinco cidades do RS, encerrando em Porto Alegre, com show de Tássia Reis e os show cases de Nego Joca, Baile do Duda & Daw e Nina Fola no Agulha. Os ingressos já estão à venda pelo Sympla por R$ 20,00.

A edição 2021/2022 do projeto ocorreu em Porto Alegre, Santa Maria, Caxias do Sul, Uruguaiana e Pelotas e contou com equipes técnicas selecionadas em cada localidade por meio de edital, além de showcases de grupos locais. A circulação também contou com performances de Filipe Catto, Brisa Flow, Jup do Bairro e Marina Sena.

Tássia Reis retorna à Porto Alegre com o show de lançamento do disco Próspera D+ – um formato deluxe que expande e dá sequência ao universo criado por ela em 2019. Com 11 canções, o quentíssimo e brilhante álbum marca o mergulho que a artista faz na cena pop e vem com uma energia dedicada, de renovação, funcionando como trilha sonora de um levante que pode ser emocional ou até mesmo financeiro. O recado é sobre se reerguer e se manter forte. 

Além de Tássia, três artistas locais se apresentam em formato showcase, a partir das 19h: Nego Joca, Baile do Duda & Daw e Nina Fola. Nego Joca leva à programação o showcase de Pré-História: Introdução ao Sonho de Guri, Vol. II Deluxe (2021). Na companhia do DJ Cainan Xavier, o setlist aborda a sensação de precariedade que pende sobre a cena a atual cena de rap em Porto Alegre, além dos traumas subjetivos de um homem negro. Entretanto, há respiros nas baladas românticas, no desejo de fruição, ambição e ostentação. Aos que buscam a mistura entre versos versáteis e linhas sagazes sobre as camadas de boom bap, trap e R&B, o show será um prato cheio.

Dawmata e Duda Raupp, ambos produtores musicais, transmitem através de suas máquinas e parafernálias tecnológicas a energia sonora de um baile extremamente groovante, performando seus “beats” autorais que transitam dentro do mundo da música eletrônica malemolente. Muito inspirados em artistas como Kaytranada e DeeKapz, a dupla constrói todo seu espetáculo com base na discotecagem e no uso de Hardwares e Softwares de produção musical. A performance promove a tônica de baile e festa, interseccionando gêneros como Funk e R&B para criar uma atmosfera na qual se possa dançar das mais variadas formas sem parar por um segundo sequer.

Nina Fola é mulher negra, cantora, compositora e percussionista, nascida e criada nas rodas – de Batuque, de Samba e de Capoeira. Seu trabalho autoral une a música contemporânea e a sua ancestralidade, com um repertório que passeia pelo samba, batuque, swing e jazz. Neste novo projeto de Nina, temos outras linguagens musicais somadas, buscando nos samples de instrumentos orgânicos, tambores, couros, sementes, guitarras, violão, contrabaixo, inserção de trilhas, efeitos com sonoridades sintéticas que dialogam com uma roupagem mais minimalista e contemporânea, inseridas na produção atual do mercado fonográfico e se aproximando musicalmente das novas gerações sem se afastar dos ritmos e da pesquisa da música afro-brasileira.

O Circuito Orelhas foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Rio Grande do Sul (Pró-Cultura), ao lado de Dessa Ferreira, Pâmela Amaro, Gravina DasMina e Feijoada Turmalina, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para 39 projetos até 2020, como Filipe Catto, Tem Preto no Sul, Borguetti e Yamandu, Zudizilla, Sons que Vem da Serra e Thiago Ramil.

“Natura Musical sempre acreditou na força da música para mobilizar as pessoas. Para refletir esse propósito e dar espaço a diferentes vozes, a plataforma apoia artistas, bandas e projetos de fomento à cena capazes de amplificar debates como a diversidade, a sustentabilidade e o impacto positivo na sociedade”, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.

O Circuito Orelhas foi criado em 2019 com o objetivo de fortalecer o cenário musical de Porto Alegre e impulsionar novos artistas, promovendo shows de variados portes, para públicos diversos e em diferentes palcos da cidade. Idealizado pelos produtores culturais Bruno Melo, Diego Groisman e Miriane Brock, o Orelhas promoveu desde sua criação 15 eventos, recebendo 41 artistas e 5 intervenções de arte visual em 8 palcos diferentes e um festival online, mobilizando ao todo 4.500 pessoas presencialmente e milhares de pessoas online. Os três amigos, apaixonados por música, trabalharam juntos na produção de alguns dos maiores shows que já ocorreram na cidade, como Rolling Stones, Paul McCartney, Roger Waters e Foo Fighters, e levam toda a expertise das mega produções para eventos independentes dentro e fora do palco. 

Vendo a grande diferença de estrutura e mídia que artistas internacionais têm em relação aos artistas brasileiros, e ainda mais para artistas locais em início de carreira, o projeto se propôs a mudar aos poucos essa realidade. Ao longo do seu primeiro ano de vida, o Circuito Orelhas criou parcerias estratégicas com empresas locais para que a suas produções oferecessem todas etapas de um mega evento, como transporte, hospedagem, catering, mídia, nas devidas proporções, mas com qualidade, em um trabalho caloroso e atencioso com todos artistas. 

Para acompanhar as novidades e saber mais informações sobre a edição 2021/2022 do Circuito Orelhas, acesse o perfil do projeto: https://www.instagram.com/circuitoorelhas/

Shows:

PORTO ALEGRE |Tássia Reis + Nego Joca, Baile do Duda & Daw e Nina Fola – 12 de maio

Agulha – Rua Conselheiro Camargo, 300 – Ingressos: a R$ 20,00 https://www.sympla.com.br/evento/circuito-orelhas-apresenta-tassia-reis-agulha/1529373

Sobre Natura Musical

Natura Musical é a plataforma de cultura da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu cerca de R$ 174,5 milhões no patrocínio de mais de 518 projetos – entre trabalhos de grandes nomes da música brasileira, lançamento e consolidação de novos artistas e projetos de fomento às cenas e impacto social positivo. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do País e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais. Em 2020, o edital do Natura Musical selecionou 43 projetos em todo o Brasil e promoveu mais de 300 produtos e experiências musicais, entre lançamentos de álbuns, clipes, festivais digitais, oficinas e conferências. Em São Paulo, a Casa Natura Musical se tornou uma vitrine permanente da música brasileira, com uma programação contínua de lives, performances, bate-papos e conteúdos exclusivos, agora digitalmente.

Circuito Orelhas: Idealizado pelos produtores culturais Diego Groisman, Bruno Melo e Miriane Brock, o Circuito Orelhas fortalece o cenário musical de Porto Alegre e impulsiona novos artistas, promovendo shows de variados portes, para públicos diversos e em diferentes palcos da cidade. Os três amigos, apaixonados por música, já trabalharam juntos na produção de alguns dos maiores shows que já aconteceram na cidade e levam toda a expertise das megaproduções para realizar eventos independentes com muita qualidade dentro e fora do palco. Em 2021 o projeto terá uma edição especial patrocinada pela plataforma Natura Musical, que circulará por cinco cidades do RS. 

Glória Groove se apresenta na estreia do Rolê Fest – Edição Neon em 20 de abril no Pepsi On Stage 

Performance integra a programação dos 250 anos de Porto Alegre e contará com participações de DJ Hans Ancina, DJ Leticia Sartoreto, DJTiago Thi, G.A.LB., Drag Queen Kloe Saviñon e atrações surpresa

Porto Alegre recebe no dia 20 de abril de 2022, às 22h, no palco do Pepsi On Stage o Rolê Fest – Edição Neon, que promoverá o show de Glória Groove. A drag queen é uma das artistas de maior sucesso do momento, com mais de 80 milhões de streams nas plataformas digitais. Seu mais recente lançamento, A Queda, é o clipe pop solo mais visto e mais curtido de 2021. 
Gloria  é cantora, dubladora e drag queen brasileira. Ainda com o nome de Daniel Garcia, começou a trabalhar na infância, e fez parte de uma das formações do ‘Balão Mágico’ em 2002. Em 2006, participou do quadro ‘Jovens Talentos’ do ‘Programa Raul Gil’, e chamou atenção: acabou escalado para a novela ‘Bicho do Mato’, da Record. Como dubladora, deu voz a diversos desenhos famosos, como ‘Hannah Montana’ e ‘Digimon’. Como cantora de pop e funk, lançou diversos hits, entre eles ‘Bumbum de Ouro’, ‘Arrasta’ e ‘YoYo’. “Glória é meu alter-ego, o binóculo que escolhi colocar para enxergar o mundo. Antes de tudo, ela é a personificação da superação.. Uma figura desafiadora, questionadora e brilhante. No fundo ela é apenas a super-heroína da imaginação do pequeno Daniel, que neste caso sou eu. O criador”.
Após o sucesso do EP “Affair” (2020), a multiartista inaugura sua nova fase musical, com o álbum “LADY LESTE”, Como primeiro single, Gloria apostou em “BONEKINHA”, mas teve sua melhor estreia solo com a faixa “A QUEDA”, segundo single da nova era, disponíveis em todas as plataformas digitais. “Lady Leste é meu sonho (…), sinto que esse álbum é o que sempre quis ser como artista, não tenho mais um medo das pessoas verem minha versatilidade como mistério. Ele é meu passado (Leste) e meu futuro (Lady) esse ponto de ruptura”, afirma.
A apresentação de Glória em Porto Alegre marca a estreia de um novo evento, uma novidade assinada pela Bolico Produções: a Rolê Fest. A iniciativa pretende promover shows, espetáculos e atividades culturais em diversos formatos. A edição Neon, que inicia a programação, contará com outras atrações que serão divulgadas nos próximos meses. Outra novidade são as modalidades de ingressos: além de pista premium, pista e mezanino, o público poderá adquirir o ingresso Balada Premium Liberty, que conta com uma festa privada, com ingressos limitados, pré-abertura dos portões com DJs e espumante liberado. Além disso, é possível comprar entradas com valor especial na categoria Friends +: a cada dois ingressos comprados juntos, há um desconto de em torno de 40% nos tickets, dependendo da categoria adquirida.
O evento, que integra a agenda dos 250 anos de Porto Alegre, conta com as performances de DJ Hans Ancina, DJ Leticia Sartoreto, DJTiago Thi, G.A.LB., Drag Queen Kloe Saviñon, além atrações surpresa na balada premium e acessibilidade em Libras com a Rita D’Libra.
Os ingressos estão à venda através da plataforma de vendas SYMPLA. Para mais informações: contato@bolicoproducoes.com.br|https://www.instagram.com/rolefestoficial/

Bolico Produções apresenta: Rolê Fest – Edição Neon – com Glória Groove
20 de abril, 22h, no Pepsi On Stage – Av. Severo Dullius, 1995
Ingressos à venda pela plataforma SYMPLA
2 Lote
Pista: R$150,00 – Meia: R$75,00 – Friends +: R$250,00 (Friends + compra de 2 ingressos)
Mezanino: R$170,00 – Meia: R$85,00 – Friends +: R$280,00
Pista Premium Liberty: R$240,00 – Meia:  R$120,00 – Friends +: R$420,00
Balada Premium: R$ 400,00 (O ingresso individual dará acesso a uma balada ao som de DJs e espumante liberado por 40 minutos). (Ingressos limitados)
3 Lote:
Pista: R$180,00 – Meia: R$90,00 – Friends +: R$310,00 (Friends + compra de 2 ingressos)
Mezanino: R$200,00 – Meia: R$100,00 – Friends +: R$330,00
Pista Premium Liberty: R$280,00 – Meia:  R$140,00 – Friends +: R$500,00
Balada Premium: R$ 440,00 (Ingresso individual ao som de DJs e espumante liberado por 40 minutos). (Ingressos limitados)

Realização: A Bolico Produções atua no mercado de produção de shows e eventos corporativos. Com sede em Porto Alegre, tem posição de destaque no mercado de shows no Sul do Brasil.Dirigida por Fábio Bolico, empresário no ramo há mais de 17 anos com vasta experiência na área. Especialista em agenciamento de carreira, produção artística e executiva, realização de shows musicais, eventos corporativos, festas de Prefeituras, feiras comemorativas, feiras do livro, eventos culturais e produção e realização de lives. https://www.instagram.com/bolicoproducoes/

Feiras, gastronomia, música, teatro de bonecos e Parada da Estação integram a programação de abril da Estação Campos de Canella

Empreendimento promove mais de 30 atrações ao longo do mês


A Estação Campos de Canella promove durante o mês de abril uma intensa programação cultural, reunindo mais de 30 atividades incluindo duas feiras, ações de gastronomia, shows, teatro de bonecos, além da Parada de Páscoa da Estação, em sua maioria com entrada franca. O público poderá aproveitar todo espaço e complexo gastronômico, comercial e cultural que reúne ótimos e diversificados restaurantes, lojas e fomenta a cultura através de programações de entretenimento, incentivando o trabalho de artistas locais, como por exemplo a série de shows de vários estilos que vão do rock, pop internacional, pagode, samba sertanejo e MPB. 
Nos dias 9, 15 e 16 de abril na Rua Coberta de Canela, das 15h às 22h, está agendada a Feira da Estação – Edição Páscoa. O evento foi criado para estimular a participação da comunidade e fomentar o turismo na cidade de Canela, propiciando um ambiente de convívio e harmonia no centro da cidade, viabilizando a exposição e comercialização de produtos que colaborem para a valorização da cultura canelense e da Serra Gaúcha. Os 15 expositores são de Canela, Gramado, Porto Alegre, Farroupilha, Dois Irmãos e Garopaba, SC. Entre as centenas de produtos que estarão à venda, destacam-se as decorações de Páscoa, utilitários em madeira, costura criativa, utilitários em tecido, macramê, e crochê, bijuterias, óculos de sol em madeira e pedras preciosas. A já tradicional Feira de Adoção de Filhotes também ocorre na Rua Coberta nos sábados 09 e 16 de abril, das 14 às 19h.
Também movimentando a cidade no feriado de Páscoa, a Estação promove no dia 16 das 12h30 às 13h15 a Parada da Estação, com uma parada de Páscoa especial para o público infantil. O cortejo conta com banda, artistas circenses e um lindo coelho que desfilará por todo complexo. A criançada também pode fazer o passeio de trenzinho com direito a registro fotográfico como lembrança (a atração conta com ingresso único a R$ 20,00). Já das 16h às 16h45 uma sessão especial de teatro com os Bonecos da Montanha ocorre na Rua Coberta com entrada franca. 
Mais de 20 performances musicais estão programadas até o final do mês, todas com entrada franca (confira a programação completa abaixo). Além dos shows que ocorrem na Rua Coberta,  Largo Benito Urbani e Mezanino, também é possível conferir as performances que ocorrem diariamente na Cervejaria La Meuse, sempre a partir das 20h. 
Já o  restaurante Férreo oferece às sextas das 16h30 às 18h, o evento Happy Wine – Degustação no Vagão, uma degustação de vinhos gaúchos dentro do vagão de trem, no Férreo Restaurante. O evento é uma viagem pelos vinhos gaúchos, onde os visitantes passeiam por espumantes, brancos, tintos e rosés produzidos em regiões ícones do RS. Os rótulos, apresentados por Jessica Piffer,  vêm de Pinto Bandeira, Campos de Cima da Serra, Campanha Gaúcha, Altos Montes e Gramado. É uma experiência para esquecer as regras e os aprofundamentos teóricos: nesse vagão a viagem segue por um caminho mais descontraído e descomplicado. A degustação dos cinco rótulos, que são trocados de tempos em tempos, além de água, caderneta de anotações, finger food do chef Manoel Oliveira e voucher de descontos para consumo no restaurante após-experiência custa R$ 138,00. Informações e reservas: https://www.instagram.com/happywinedegustacao/
A Estação Campos de Canella comemora em 2022 três anos de seu lançamento, mobilizando a comunidade da região e se destacando como ponto turístico do município. Movimentando mensalmente em torno de 50 mil visitantes, a Estação Campos de Canella é uma concessão público-privada localizada na antiga estação férrea da cidade, no centro de Canela, na Serra Gaúcha. O espaço é um complexo gastronômico, comercial e cultural que reúne ótimos e diversificados restaurantes, lojas e fomenta a cultura local através de programações de entretenimento nos finais de semana, incentivando o trabalho de artistas locais.
“Hoje a Estação é uma referência cultural na cidade, não somente pela sua história, mas pelas atrações artísticas e culturais que proporciona gratuitamente durante todos os finais de semana para a comunidade e visitantes. Vários artistas da cidade e da região em diversos segmentos são contemplados através de contratações. Isso é um ato de valorização e fomento da cultura, um local de incentivo a classe artística em tempos tão difíceis”, declara Fernando Bassani, diretor do projeto, criado pela Incorporadora Novalternativa. 
A Estação Campos de Canella fica no Largo Benito Urbani – Centro, Canela. Mais informações: https://www.estacaocanella.com.br/ | https://www.instagram.com/estacaocamposdecanella 

ATRAÇÕES GRATUITAS PROMOVIDAS PELA ESTAÇÃO CAMPOS DE CANELLA
09 sábado das 14:00 às 19:00 Feira de Adoção de Filhotes na Rua Coberta
09 sábado das 15:00 às 22:00 Feira da Estação na Rua Coberta
09 sábado das 16:00 às 18:00 Banda Wild Bears Folk na Rua Coberta
10 domingo das 12:00 às 14:00 pop rock internacional com Luiz Terra no Largo Benito Urbani

15 sexta das 12:30 às 15:00 – Banda Piano Drink Bar no Largo Benito Urbani
15 sexta das 15:00 às 22:00 Feira da Estação na Rua Coberta
15 sexta das 18:00 às 20:00 Cirilo Barcellos no Largo Benito Urbani
15 sexta das 20:00 às 22:00 acústico rock com Paulo Mrovinski na Rua Coberta
16 sábado das 12:30 às 13:15 Paradinha de Páscoa pela Estação
16 sábado das 13:00 às 15:00 Cirilo Barcellos no Mezanino
16 sábado das 14:00 às 19:00 Feira de Adoção de Filhotes na Rua Coberta
16 sábado das 15:00 às 22:00 Feira da Estação na Rua Coberta
16 sábado das 16:00 às 16:45 Teatro com Bonecos da Montanha na Rua Coberta
16 sábado das 17:00 às 19:00 Banda Jazz Mix na Rua Coberta
16 sábado das 20:00 às 22:00 Cirilo Barcellos na Rua Coberta
17 domingo das 13:00 às 15:00 acústico rock com Paulo Mrovinski no Mezanino
17 domingo das 12:00 às 14:00 Banda 51 Blues no Largo Benito Urbani

23 sábado das 18:00 às 20:00 Deivid Wallauer no Largo Benito Urbani
24 domingo das 12:00 às 14:00 Cirilo Barcellos na Rua Coberta

30 sábado das 18:00 às 20:00 acústico rock com Paulo Mrovinski no Largo Benito Urbani

ATRAÇÕES PROMOVIDAS PELA CERVEJARIA LA MEUSE
Segunda – 20:00 às 22:00 – Rock e Mpb
Terça – 20:00 às 22:00 – Sertanejo
Quarta – 20:00 às 22:00 – Pagode
Quinta – 20:00 às 22:00 – Música gaúcha
Sexta – 20:00 às 22:00 – Samba
Sábado e Domingo – 20:00 às 22:00 Rock e pop rock

ATRAÇÃO PROMOVIDA PELO FÉRREO RESTAURANTE
HAPPY WINE – Degustação no vagão
Sextas das 16:30 às 18:00
Ingressos e reservas na bio do @ferreorestaurante ou https://www.instagram.com/happywinedegustacao/

PASSEIO DE TRENZINHO
R$ 20,00
Ganha uma foto cortesia

Cia La Negra apresenta Som da Madeira no teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa nos dias 09 e 10 de abril

Espetáculo indicado a destaque técnico artístico no Prêmio Açorianos 2021 tem direção cênica de Silvia Canarim

A Cia La Negra Ana Medeiros apresenta nos dias 09 e 10 de abril no teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa o espetáculo Som da Madeira. A produção, indicada a destaque técnico artístico no Prêmio Açoriamos 2021, a montagem tem direção cênica de Silvia Canarim.

O espetáculo conta com músicas do violonista Thiago Colombo, feitas no sul do Brasil com sotaque internacional, e apresenta uma dança com mescla de estilos entre o Flamenco e o folclore “sureño”. Nele, Ana La Negra, Ana Candida de La Campana, Emily Borghetti e Patrícia Corrêa, quatro bailarinas com formações em dança flamenca, traduzem através da sonoridade do violão, dos corpos e das possibilidades que os elementos feitos de madeira, como a castanhola, leque, baston, bata de cola, cajon e os saltos dos sapatos, proporcionam.

Para além da música e dança, o Som da Madeira provoca reflexões sobre diversidade, ancestralidade, os ciclos de nascimento e morte e deixa o recado da importância e urgência da nossa conexão com a natureza.

Os ingressos, com valores entre R$ 40,00 e R$ 80,00, estão à venda pela plataforma Sympla. As sessões ocorrem às 20h e o teatro do CHC fica na Av. Independência, 75.

Som da Madeira
09 e 10 de abril de 2022 (sábado e domingo) 20h
Quanto: R$ 80,00 inteira e R$ 40,00 meia
Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa – Av. Independência, 75
https://www.sympla.com.br/evento/som-da-madeira-9-de-abril/1525061

https://www.sympla.com.br/evento/som-da-madeira-10-de-abril/1525073

Concepção e Direção geral: Ana Medeiros La Negra

Direção artística e cênica: Silvia Canarim

Coreografia: Ana Medeiros, La Negra

Trilha sonora: Thiago Colombo

Cenografia e Identidade visual: Emily Borghetti

Bailarinas: Ana Cândida de La Campana, Ana Medeiros La Negra, Patrícia Correa e Emily Borghetti

Execução Cenografia: Rafa Costa

Figurino: Ana Medeiros, La Negra

Execução figurino: Tânia Ferreira

Iluminação Cênica: Fabrício Simões

Apoio para sala de ensaio: Cadica Danças e Ritmos

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Livro que conta a jornada de mulher em busca da família após 40 anos tem lançamento na quarta-feira, 06 de abril, no Barraco Cultural

“Dona Ana”, projeto de Tiago Coelho e Ana Sousa Werner, é selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural 2019 – 2020


Há 12 anos, Tiago Coelho e Ana Sousa Werner embarcaram em uma viagem de 4 mil quilômetros em busca de um reencontro, que resultou em uma série de fotos assinadas pelo artista de Santo Antônio da Patrulha. Em 2022 a obra se transforma em livro assinado pela dupla, com lançamento marcado para quarta-feira, 06 de abril, no Barraco Cultural. Dona Ana conta a saga de Ana Sousa Werner, que 40 anos depois de deixar a cidade natal, retorna para reencontrar a família, com textos da autora e fotos de Coelho, projeto contemplado pelo programa Rumos Itaú Cultural. 

Ana Sousa Werner nasceu em um povoado que hoje se chama Vila do Japim, no município de Viseu, a 320 quilômetros da capital paraense e na beira do Rio Piriá, conhecido pelas suas corredeiras e pelo bom banho de água doce. Filha de pais lavradores, cresceu junto aos dez irmãos debaixo de pés de bananeira, sob a supervisão da mãe e da avó. Aos oito anos, já trabalhava na roça plantando algodão, milho, cana e macaxeira. Aos 17, resolveu ir embora para a cidade e avisou só a mãe, hoje falecida. De lá foi para Belém, depois para São Paulo e, já casada e com três filhos, para Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul. Sem saber ler nem escrever, perdeu totalmente o contato com amigos e parentes.

Quando criança, dona Ana ouvia lendas do folclore brasileiro: histórias sobre a Mãe-d’água, metade mulher, metade peixe, que assoviava de dentro do rio; sobre o Curupira, guardião das florestas “que cantava nas matas como gente”; e também sobre lobisomens, “demônios que se apossavam do corpo das pessoas e as transformavam em animais como porcos, cachorros ou bois”. “Além da onça, que perseguia a mim e aos meus irmãos de verdade”, afirma ela.

Ana trabalhou na casa dos pais de Tiago como babá. Tiago tinha seis anos e Ana 49. “A primeira lembrança que tenho dela é de seu sorriso. E, como boa contadora de histórias que é, sempre povoou meu imaginário com suas memórias – repletas de onças, cobras, macacos, tatus, rios e florestas –, que, para mim, pareciam saídas diretamente de uma fábula. “Dona Ana é uma história de esperança, busca pelo passado, resgate de origens, reencontros, amor, paixão e fé, e que também reflete sobre a complexidade das relações sociais que temos aqui dentro do Brasil”, conta Tiago, professor de fotografia e idealizador da publicação. 

Ao chegar em Santo Antônio da Patrulha, Ana resolveu aprender a ler e escrever para poder resgatar seu passado. Matriculou-se em um curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e se formou no Ensino Fundamental. “Foi por necessidade. Não saber ler nem escrever é como se a pessoa fosse cega e não pudesse enxergar as coisas”, conta ela. 

Em 2010, dona Ana recebeu um dinheiro inesperado, um resgate do FGTS que tinha um valor muito maior do que ela imaginava. À época, fazia 40 anos que não tinha notícias da família, e decidiu que era hora de resgatar suas origens e voltar à terra natal na esperança de rever os irmãos. Pediu a Tiago que fizesse um retrato da família que constituíra no Sul, para o caso de encontrar a família do Norte. “Foi quando resolvi ir junto, para ajudá-la na busca e também para documentar o percurso, tendo a fotografia como nossa companheira. Porque me interessa muito a ideia de imaginação e relato. Escolhi a fotografia como ferramenta para estudar, conhecer e entrar em diferentes realidades, para construir contatos pessoais e conexões mais profundas com temáticas e personagens”, explica Tiago.

Partiram, então, para a viagem: avião, depois mais dois ônibus e muita estrada de terra. Dona Ana dava suas impressões sobre o caminho, contava sobre o entorno, as comidas, a fisionomia das pessoas. No segundo meio de transporte, quando comentavam sobre a busca, uma desconhecida os interpelou: “Você é a Ana, a falecida?”. “Foi quando descobri que todo mundo achava que eu tinha morrido, menos meu irmão Albino, que tinha feito uma promessa de orações e sessões de jejum para eu voltar. E voltei! No nosso reencontro, choramos que só faltava desmaiar. A máquina até trancou, parou de funcionar”, conta ela emocionada.

“Foi o ápice! Ninguém acreditava no que estava acontecendo. Todos abraçados, em silêncio. A câmera voltou e fiquei ali, registrando o momento, e depois os outros dias. É importante lembrar que por lá não havia luz elétrica em 2010. A tradição oral de passar os saberes é geral da família e do povoado. É interessante porque sempre passa a sensação da pessoa que conta a história, cujos significados são ricos justamente pelas interpretações dos casos e pela linguagem que cada um usa para reconstruir a relação de importância, mistério e felicidade, a maneira de perpetuar. Uma mesma história que me atravessou, da onça que perseguia a família, foi contada de maneiras diferentes pelos irmãos Adaltina, Albino e Ana. Como era a onça que perseguia as crianças? Ela perseguia mesmo ou só ouviam os ruídos dela? O pai matou a onça? Não? A onça era um bebê onça?”, indaga Tiago.

Desde seu lançamento em 2010 o projeto Dona Ana já passou por eventos como a Biennale Photoquai – Musée Du Quai Branly (França), MUFF – Festival internacional de Fotografía de Montevideo (Uruguai), XIX Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (Belém), Museo de Bellas Artes de Tandil (Argentina), Ningbo International Photography Week (China), entre outros.

Em 2013 Coelho publicou a primeira versão do projeto em versão zine. Dona Ana se queixou que havia muitas páginas em branco e que o resultado final, segundo ela, não chegava nem perto de contar sua história de forma satisfatória. Fez, então, pauta nos espaços que estavam em branco e resolveu redigir, ela mesma e de próprio punho, a sua história. O texto percorre memórias de infância, a vida na roça, a mudança para a cidade, o estranhamento do frio quando chegou ao Sul e as mudanças internas pelas quais passou, incluindo o fato de que não gostava de lavar roupa e de cozinhar, mas agora faz essas atividades com gosto: “Meu prato mais famoso é a feijoada, e também faço uns bifinhos bem bons”, conta orgulhosa.

Tiago também mudou nos 12 anos em que o projeto precisou amadurecer para ficar pronto. “Como fotógrafo e como pessoa. Nunca tinha ido ao Norte do país, tinha apenas referências fotográficas. Foi uma oportunidade para questionar estereótipos e buscar uma construção artística que mesclasse os nossos imaginários, meu e dela, com a realidade. Vivenciei essa experiência e ela segue transformadora na minha vida e no meu trabalho. E essa história, por mais que parta de algo pessoal, reflete a situação de grande parte da população brasileira que migra para outros estados e atravessa o país levando na bagagem seus sonhos, suas expectativas e sua própria cultura”, reflete.

Com 92 páginas, a primeira edição conta com 500 exemplares, editada pela Austral Edições. A sessão de autógrafos em Porto Alegre inicia às 18h e a intenção é lançar a publicação em outros lugares, inclusive no Pará. O livro está à venda pelo site da Austral Edições: https://austral.ink/dona-ana

Sobre o Rumos Itaú Cultural
Um dos maiores editais privados de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, é realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, fomentando a produção artística e cultural brasileira. A iniciativa recebeu mais de 75,8 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas 1,5 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa.

Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 7 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados.

Na última edição, de 2019-2020, os 11.246 projetos inscritos foram examinados, em uma primeira fase seletiva, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passaram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 23 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição. Foram selecionados 92 projetos.

Lançamento e sessão de autógrafos de “Dona Ana”, Tiago Coelho e Ana Sousa Werner
Quarta-feira, 06 de abril, 19h
Barraco Cultural – Rua Laurindo, 332 – Entrada Franca

Publicação à venda pela  https://austral.ink/dona-ana 
No evento será possível adquirir exemplares.

Eu quero ser seu amigo de novo estreia em 31 de março na Cubo Play

Podcast comandado por Lelê Bortholacci e Carol Govari apresenta a história da cena do rock gaúcho de 1995 a 2015

Os apaixonados por histórias do rock gaúcho podem celebrar: a partir de 31 de março estreia com exclusividade na Cubo Play o podcast Eu quero ser seu amigo de novo, que conta a história da Olelê Music, produtora que se destacou na cena cultural do RS de 1995 a 2015. Apresentado pelo comunicador Lelê Bortholacci e pela jornalista e pesquisadora de música Carol Govari, os episódios da primeira temporada trazem participações de músicos de bandas como Comunidade Nin-Jitsu, Ultramen e Cachorro Grande, que integraram o cast da produtora. Reunindo causos e muitos souvenirs, como crachás, ingressos, revistas, cartazes e CDs, Lelê, provocado por Carol, fala sobre as bandas e traz histórias nunca antes contadas.

A ideia surgiu em um encontro entre Carol e Lelê, que, ao ser entrevistado pela jornalista – ainda na época da Olelê Music -, se deu conta que tinha muita história para contar. Os anos se passaram, a produtora fechou, mas Lelê sempre foi instigado por colegas e amigos a contar a sua história – e consequentemente a história da cena que ajudou a construir por 20 anos. Além disso, a ideia do podcast é relembrar e confirmar a importância dessas bandas para a música e a cultura do estado. “Minhas pesquisas têm como fio condutor a memória e percebemos uma carência de registros sobre essa cena de meados dos anos 1990 pra cá. Há muito conteúdo sobre os anos 1980, – eu mesma escrevi minha tese sobre isso -, mas pouco sobre a última década do século XX”, comenta a jornalista.

As gravações iniciaram em outubro de 2021 e contarão com participações de todos os grupos que passaram pela Olelê ao longo dos anos. “Decidimos esticar a pauta e ampliar o assunto para falar sobre a história do rock em Porto Alegre. Teremos a participação de outras bandas, empresários, produtores, donos de bares etc”, revela. 

Desde 1995, Lelê  Bortholacci atua na produção cultural de Porto Alegre – seja como DJ, roadie, produtor, empresário e radialista. Entre os principais trabalhos, está o escritório que abriu em 1997 junto ao estúdio Bafo de Bira, do músico Rafael Malenotti, quando começou a levar o material autoral das bandas para as casas de shows pelo interior do Rio Grande do Sul. A LB Produtora virou Olelê Music e até 2015 gerenciou a carreira de bandas como Ultramen, Tequila Baby, Comunidade Nin-Jitsu, Cachorro Grande, Reação em Cadeira, Fresno, entre outras. Além disso, ao longo dos anos trabalhou com curadoria artística, e eventos como Festival Planeta Atlântida, Festa Nacional da Música (Palco Atlântida), Discografia Rock Gaúcho, Beatles Festival e Art & Beer Festival. Desde 2015, com o fechamento da Olelê,  dedica-se exclusivamente à função de radialista e comunicador nas rádios Atlântida, 102.3 e Gaúcha.

Carol Govari é jornalista graduada pela UFSM, com mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação pela Unisinos. Realizou estágio doutoral no Department of Art History & Communication Studies da McGill University, em Montreal, Canadá, onde aprofundou sua pesquisa sobre cenas musicais.  É autora do livro ‘As próximas horas serão muito boas. Materialidades e estéticas da Comunicação em duas apresentações ao vivo da banda Cachorro Grande’, (Novas Edições Acadêmicas, 2019), e desde 2010 atua na cobertura de shows no blog ‘The Backstage’. É vinculada ao Laboratório de Pesquisa Cultpop – Cultura Pop, Comunicação e Tecnologia, da Unisinos, e colaboradora do Centro de Investigação em Artes e Comunicação, da Universidade do Algarve (Portugal). 

A atração estará disponível gratuitamente na Cubo Play, e contará com episódios semanais. Para saber mais, acesse: https://www.instagram.com/eqssadn/

Tom Misch se apresenta em Porto Alegre na sexta-feira, 20 de maio

Guitarrista e produtor britânico realiza performance no Bar Opinião integrando a programação oficial do festival MITA

Ingressos à venda a partir de 14 de março

Chega a Porto Alegre na sexta-feira, 20 de maio, às 23h, o guitarrista e produtor britânico Tom Misch, marcando a primeira edição do MITA Day na cidade, parte da programação oficial do MITA, primeiro festival produzido em parceria pelas empresas Bonus Track e 30E – Thirty Entertainment, evento que terá periodicidade anual. Em 2022, o projeto conta com patrocínio do app Ame. 

Natural de Londres, o artista chama atenção devido ao seu versátil talento e abordagem multidisciplinar. Nascido em 1995, iniciou aos quatro anos aprendendo violino, para em seguida, desenvolver técnicas de violão. Em 2012 lançou os primeiros trabalhos pelo Soundcloud e apresenta faixas de jazz contemporâneo que trazem pitadas de soul, R&B, Hip Hop, usando instrumentos clássicos e misturando sintetizadores e linhas de baixo marcadas, revelando um groove especial às canções. Estreou no formato álbum em 2018, com Geography, onde conta com faixa em parceria com De La Soul. Em 2020, além de What Kinda Music, desenvolveu o projeto Quarantine Sessions, que conta com uma composição em parceria com Marcos Valle intitulada Parabéns, e que foi lançada em 2021. 

A The South America Tour conta com performances na Argentina e no Chile, além de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, onde Misch apresenta um repertório de diferentes álbuns, como Geography e What Kinda Music, e músicas novas de seu próximo álbum solo com a banda completa. O artista segue para apresentações na Europa e Austrália depois de passar pelo Brasil. 

A venda de ingressos inicia nesta segunda-feira, 14 de março, com valores a partir de R$ 125,00 pela plataforma Sympla ou nas lojas Planeta Surf Bourbon Wallig e  Verse Centro (confira as informações completas abaixo). 

Tom Misch em Porto Alegre – MITA Day

20 de maio de 2022, 23h

Bar Opinião – Rua José do Patrocínio, 834

Classificação etária: 18 anos.

Ingressos à venda a partir de 14 de março

Venda de ingressos online: https://www.sympla.com.br/opiniao

LOCALLOTE 1LOTE 2LOTE 3LOTE 4
INTEIRAR$ 250,00R$ 300,00R$ 350,00R$ 400,00
MEIAR$ 125,00R$ 150,00R$ 175,00R$ 200,00
INGRESSO SOLIDÁRIOR$ 130,00R$ 155,00R$ 180,00R$ 205,00

Todas as pessoas podem comprar o Ingresso Solidário. Para acesso ao show, deverá ser feita a doação de 1kg de alimento não perecível, a ser entregue na entrada do Opinião.

Para vendas pela Internet, é necessária a comprovação do direito ao benefício da meia-entrada no acesso ao evento. Para Bilheteria, é necessária a comprovação do direito ao benefício da meia-entrada no ato da compra e no acesso ao evento.

Para pagamento online serão aceitos os cartões de crédito MasterCard, American Express, Visa, ELO.

– Venda limitada a 6 ingressos por CPF.

–  Vendas online – Taxa de conveniência de 15% sobre o valor total da compra

– Todas as condições acima poderão ser alteradas sem aviso prévio.

Bilheteria oficial – sem cobrança de taxa de conveniência

Loja Planeta Surf Bourbon Wallig: Avenida Assis Brasil 2611 / loja 249 – Jardim Lindóia – Porto Alegre

Funcionamento: das 10h às 22h

Formas de pagamento: Somente em dinheiro

Outros pontos de venda – sujeito à cobrança de taxa de conveniência

Loja Verse Centro: Rua dos Andradas, Galeria Chaves, 1444 / loja 06 – Centro Histórico – Porto Alegre

Funcionamento: das 10h às 22h

Formas de pagamento: Somente em dinheiro

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