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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

abril 2014

O Mercado de Notícias na imprensa

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O Mercado de Notícias vence prêmio de melhor documentário no 18º Cine PE

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Filme escrito e dirigido por Jorge Furtado foi escolhido Melhor Documentário pelo Júri Oficial e Popular na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Documentários Internacionais

“O Mercado de Notícias”, uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre, escrito e dirigido por Jorge Furtado, vence prêmio de melhor documentário no Cine PE em duas categorias: Melhor Filme e Prêmio do Júri Popular, na Mostra Competitiva de Longas-Metragens Documentários internacionais. O prêmio foi entregue na noite de terça-feira, em cerimônia realizada no Teatro dos Guararapes, em Olinda.

O projeto mescla entrevistas de grandes jornalistas brasileiros (confira a lista abaixo), trechos de documentários sobre a história do jornalismo e trechos da peça “O Mercado de Notícias”, do dramaturgo inglês Ben Jonson, escrita em 1625. O texto de Jonson foi traduzido pela primeira vez para o português por Furtado e Liziane Kugland. O elenco que reúne grandes nomes do teatro gaúcho, como Antonio Carlos Falcão, Evandro Soldatelli, Mirna Spritzer, Irene Brietzke, Janaína Kremer, Nelson Diniz, Zé Adão Barbosa, Eduardo Cardoso, Ismael Caneppele, Marcos Contreras, Sérgio Lulkin, Thiago Prade e Ursula Collischonn.

A parte ficcional do documentário traz referências elizabetanas nos figurinos de Rô Cortinhas e na caracterização de Britney. A Direção de Arte é de Fiapo Barth, Direção de Fotografia de Alex Sernambi e Jacob Solitrenick, Produção Executiva de Nora Goulart e Montagem de Giba Assis Brasil. “O Mercado de Notícias” foi selecionado no Edital de Apoio à Produção de Obras Audiovisuais Cinematográficas do Gênero Documental do Ministério da Cultura.

A jornalista Maria do Rosário Caetano representou o diretor na noite de premiação, que enviou seu agradecimento por email:

“Infelizmente não pude ficar até o fim do Festival.
Caso o filme ganhe algum prêmio, pedi a Maria do Rosário, uma jornalista que defende bravamente o bom cinema brasileiro, que recebesse o prêmio para um filme brasileiro que defende o bom jornalismo.
Sem ele, não há democracia possível.
Quero agradecer ao festival, a equipe do filme, aos atores e entrevistados, e hoje, especialmente, aos pernambucanos.
Ao Raimundo Pereira, nascido em Exu, no sertão de Pernambuco, que nos ensina que “novo é aquilo que reorganiza o passado”.
Ao recifense Geneton de Moraes, que nos lembra da necessidade de manter a inocência e orar diariamente à Nossa Senhora do Perpétuo Espanto.
Ao meu companheiro de 25 anos de trabalho, Guel Arraes, que me mostrou a riqueza da diversidade cultural brasileira e a importância de lutar por uma televisão de qualidade.
E ao seu pai, o governador Miguel Arraes, que me deu o prazer de algumas longas conversas e que, num dos momentos mais graves da história brasileira, soube ficar de pé em defesa da liberdade.

Muito obrigado.
Jorge Furtado”

 

Saiba mais:

* Os jornalistas entrevistados:

Bob Fernandes

Cristiana Lôbo

Fernando Rodrigues

Geneton Moraes Neto

Janio de Freitas

José Roberto de Toledo

Leandro Fortes

Luis Nassif

Mauricio Dias

Mino Carta

Paulo Moreira Leite

Raimundo Pereira

Renata Lo Prete

Ben Jonson (Westminster, 11 de Junho de 1572 — Londres, 6 de Agosto de 1637) foi um dos grandes dramaturgos da Renascença inglesa, contemporâneo de Shakespeare. Entre suas peças mais conhecidas estão Volpone e O Alquimista. Embora sem curso universitário, Ben Jonson se tornou um dos homens de maior cultura de seu tempo, chegando a merecer títulos honorários das Universidades de Oxford e Cambridge.  Dotado de uma genialidade multiforme, sua obra conta não apenas com peças teatrais, mas com a poesia lírica, o epigrama, a crônica, o gênero epistolar, as traduções e até a gramática. Foi também mestre na produção de mascaradas, entretenimentos festivos que utilizavam a música, a dança e o canto em cuidadosa coreografia. Falava grego, latim, espanhol, italiano, além de inglês e francês. Além disso, teve uma vida totalmente aventuresca: foi pedreiro, soldado, professor e ator. Ben Jonson faleceu em agosto de 1637 e está enterrado na Abadia de Westminster, em Londres.

Obras de Ben Jonson (no Projeto Gutenberg):

 

Nota do diretor

O roteiro do documentário “O Mercado de Notícias” tem como linha condutora a peça homônima do dramaturgo inglês Ben Jonson (1572- 1637), “The staple of news”. A peça de Jonson foi encenada pela primeira vez em 1626, em Londres, e esta é sua primeira tradução para a língua portuguesa, feita por mim e pela professora Liziane Kugland. A peça é uma crítica bem humorada a uma atividade recentemente criada, uma novidade em Londres: o jornalismo.

O Mercado de Notícias, o filme, traça um painel sobre mídia e democracia, incluindo uma breve história da imprensa, desde o seu surgimento, no século 17, até hoje, destacando seu papel na construção da opinião pública, seus interesses políticos e econômicos.

O documentário enfatiza dois aspectos destacados na peça de Ben Jonson: o primeiro o debate sobre a credibilidade da notícia, que inevitavelmente contraria e favorece interesses; o segundo é a necessidade constante e crescente de informações, a demanda por notícias que acaba por se tornar entretenimento.

Além dos trechos da peça e de pequenos documentários sobre a história do jornalismo, o filme traz entrevistas com treze grandes jornalistas brasileiros. Estas entrevistas, onde os profissionais compartilham suas experiências e percepções acerca da profissão – presente, passado e futuro – estão também disponíveis no site do filme, em versões ampliadas.

Acredito que um documentário, para ser durável – e ele deve ser, mais que uma notícia -, tem que ser útil, no sentido de iluminar um tema, uma atividade, uma época. Deve servir de elemento deflagrador de debates, instigar novas pesquisas, despertar nos espectadores aquilo que o Umberto Eco chama de “espírito de decifração”.

“O Mercado de Notícias” debate critérios jornalísticos, e este é o seu sentido e o sentido da peça de Jonson. É também uma defesa da atividade jornalística, do bom jornalismo, sem o qual não há democracia.

Jorge Furtado – Diretor e Roteirista

 

O MERCADO DE NOTÍCIAS (HD, 94 min, 2013)

Roteiro e Direção – JORGE FURTADO

Produção Executiva – NORA GOULART

Montagem – GIBA ASSIS BRASIL

Direção de Fotografia – ALEX SERNAMBI /JACOB SOLITRENICK

Direção de arte – FIAPO BARTH

Figurinos – ROSÂNGELA CORTINHAS

Som Direto – RAFAEL RODRIGUES

Música – LEO HENKIN

Pesquisa – BIBIANA OSÓRIO

Direção de Produção – NICKY KLÖPSCH

Assistente de Direção – JANAÍNA FISCHER

Coordenação de Finalização – BEL MEREL

Estúdio de som – KIKO FERRAZ STUDIOS

Animações – ROCKET

Finalização – CUBO FILMES

Masterização DCP – MISTIKA

Site – DOBRO COMUNICAÇÃO

Filmado em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília entre dezembro de 2012 e junho de 2013.

http://www.omercadodenoticias.com.br/

Trailer – https://www.youtube.com/watch?v=yQ0C7z4kfz8

 

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Britto Velho inaugura exposição na Pinacoteca Ruben Berta no dia 08 de maio

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Mostra apresenta 20 das mais recentes pinturas do artista e seleção de obras da Pinacoteca que influenciaram sua obra

Inaugura no dia 08 de maio na Pinacoteca Ruben Berta uma exposição individual do professor, pintor, gravurista e escultor Britto Velho. A mostra apresenta 20 das mais recentes pinturas em tinta acrílica sobre tela, no formato 30x30cm. É a primeira vez que o artista realiza uma exposição com pequenos formatos, de caráter mais intimista.

Britto Velho também colaborou em uma seleção de obras da própria Pinacoteca. São pinturas, aquarelas e gravuras que influenciaram suas criações durante a década de 1970 e apresentam nomes como Di Cavalcanti e Peter Behan, entre outros. “Antes mesmo de a Pinacoteca existir com este nome, eu já adorava frequentar o acervo da prefeitura”, revela Britto. “São artistas que me influenciaram fortemente e estou muito feliz de poder contar um pouco da minha história através dessas obras”, afirma.

No dia 12 de maio, às 19h, o artista participa de conversa na Pinacoteca com o tema Conexões da Pinacoteca Ruben Berta com a obra de Britto Velho, evento integrado à 12ª Semana de Museus. As mostras seguem em cartaz até 11 de julho com entrada franca.

 

Saiba Mais

A representação do corpo não é novidade no trabalho de Britto Velho. Ao longo da carreira, o artista focou a figura humana em tudo que ela oferece como universo a ser plasticamente explorado e como nicho de reflexão filosófica. Pois este inquieto porto-alegrense é um sujeito cosmopolita, que testemunhou a eclosão das vanguardas na Buenos Aires na década de 1960, passou por estudos em Paris e vivenciou uma exitosa temporada em São Paulo, com participações em inúmeros salões, além de mostras individuais em diferentes museus e galerias.

Considerando esta vivência em cidades referenciais, poderia ter encaminhado sua carreira pelas múltiplas possibilidades que a arte contemporânea oferece, ou mesmo por outras veredas no campo da pintura, como a abstração, ou ainda gêneros tradicionais como a paisagem ou a natureza-morta. Mas

Britto Velho se realiza enquanto um observador atento da humanidade. Senhor de aparência sóbria pode até parecer um paradoxo que venha a registrar a condição humana com as cores fortes que caracterizam a visualidade latino-americana e com um desenho que reconstrói dramaticamente o corpo através dos seus fragmentos, muitas vezes interligados a detalhes de objetos do cotidiano ou mesmo de animais. Mas o fato é que Britto Velho é um homem sorridente, dançarino contumaz e excelente contador de histórias. Assim vive sua vida: como que desenhando incessantemente uma nova identidade do humano, criando formas inimagináveis sobre as suas telas, saturando-as de cores improváveis.

Desvela o ser humano em tempos de incertezas e transformações. Reconstitui o corpo pelas suas partes em um novo arranjo, transfigurado, agregando próteses de origem inumana. Recupera assim o lugar do corpo na arte e sua aptidão em sinalizar o sentido de um novo tempo.

Anete Abarno e Flávio Krawczyk

Carlos Carrion de Britto Velho (Porto Alegre RS 1946). Pintor, desenhista, gravador, professor e escultor. Muda-se para Buenos Aires (Argentina) e reside dos onze aos dezenove anos na cidade, onde faz as primeiras pinturas. Em 1965 retorna a Porto Alegre, onde expõe pela 1ª vez em 1971. Estuda litografia com Danúbio Gonçalves, em 1974.

No ano seguinte, viaja a Paris (França) e faz estágio na gráfica de litografia Desjobert. Na cidade pinta a série Reflexões e Variações sobre a América Latina, onde as figuras em cores escuras surgem vendadas e com microfones, que segundo o artista representam uma denúncia à ditadura da época. Fica em Paris até 1976, quando volta ao Brasil e passa a lecionar pintura no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, entre 1978 e 1981. Nessa época ocorre uma mudança em seu trabalho. As figuras passam a ter olhos novamente e como no início de sua carreira, são pintadas em tonalidades mais claras.

Em 1981, as figuras ganham um 3º olho, o que segundo o artista significa o olho da visão interior. Nas pinturas, interagem o homem, animais e objetos do cotidiano, como elefantes de rodas, transformando-se em veículos e esses possuindo membros humanos. A partir daí em todas as pinturas observam-se os três olhos, até 1995, quando volta a pintar figuras com dois olhos. É convidado pela Rede Brasil Sul de Comunicações de Porto Alegre a fazer um outdoor para o projeto Vamos Colorir a Cidade. Muda-se para São Paulo em 1985 e no ano seguinte participa da 2ª Bienal de Havana. Participa do Projeto Extremos, uma exposição de pintura com Aprígio Fonseca, Dina Oliveira e Leonel Mattos, montada em 10 capitais brasileiras. É convidado pelo Sesc Pompéia em São Paulo a realizar o cartaz da exposição Gente de Fibra, mostra de que participa com esculturas.

Em 1991, volta a morar em Porto Alegre, onde recebe homenagens do Museu de Arte Contemporânea de Porto Alegre – MAC e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs que dão destaque a sua obra. Nessa época realiza a retrospectiva O Realismo Mágico de Britto Velho, com obras desde 1975. Realiza em 2011, na La Photo Galeria, uma mostra individual de pinturas, com recentes produções do artista. Em 2012, ganhou o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, e a Casa Rima e os criativos da Galeria Mascate apresentam a edição limitada de estampas do consagrado artista Britto Velho, dando continuidade em 2013, com o lançamento de baguettes. Vive atualmente em Porto Alegre, onde ministra cursos particulares de pintura em seu ateliê.

BRITTO VELHO

pinturas recentes

 UM OLHAR SOBRE A PINACOTECA

obras da Pinacoteca referenciais para o artista

Abertura dia 8 de maio de 2014, às 19h

Visitação de 9 de maio a 11 de julho de 2014

segunda a sexta das 9h às 18h

Conversa com o artista

12 de maio de 2014, 19h

conexões da Pinacoteca Ruben Berta com a obra de Britto Velho

evento integrado à 12ª Semana de Museus

Pinacoteca Ruben Berta – Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico

(51) 3224-6740

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