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Aliança Francesa na mídia

 

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Aliança Francesa na coluna Perimetral de Paulo Germano em Zero Hora de hoje

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Festival Varilux de Cinema Francês 2019 na mídia

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Goethe-Institut e Aliança Francesa Porto Alegre promovem mostra sobre movimentos sociais e insurgências populares na Cinemateca Capitólio Petrobras

Uma Juventude Alemã

 Insurreição ocorre de 18 a 27 de junho e traz em sua programação filmes e debates sobre as relações entre os movimentos estudantis da década de 1960 e os protestos atuais

 

No exato momento em que as ruas do Brasil voltam a ser palco de grandes manifestações políticas, o Goethe-Institut e a Aliança Francesa Porto Alegre promovem de 18 a 27 de junho na Cinemateca Capitólio Petrobras, a mostra Insurreição, que conta com 17 filmes e três mesas de debate sobre as relações entre os movimentos sociais protagonizados por estudantes nas décadas de 1960 e 1970, em particular na Alemanha e na França, e as atuais formas de insurreição popular e desobediência civil.

Os 50 anos das revoltas estudantis de Maio de 1968, celebrados em 2018, a passagem do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim e das revoltas estudantis na Praça da Paz Celestial de Pequim, ou ainda os 50 anos do levante de Stonewall, em Nova York, marco da luta pelos direitos da comunidade LGBT (todos comemorados em 2019), são acontecimentos que estimularam os organizadores a propor uma reflexão sobre a permanência dos movimentos de insurreição na sociedade contemporânea. Para tanto, o crítico e pesquisador de cinema Marcus Mello, curador da mostra, elegeu como ponto de partida o filme Uma Juventude Alemã, de Jean-Gabriel Périot, uma co-produção entre Alemanha e França que estreou na seção Panorama do Festival de Cinema de Berlim em 2015 e permanece inédita no Brasil.

Neste documentário, o diretor resgata, através de um riquíssimo material de arquivo, as origens estudantis do grupo Baader-Meinhof e suas relações com o movimento dos estudantes franceses que tomaram as ruas em maio de 1968, refletindo sobre os seus distintos desdobramentos históricos e sua repercussão internacional.

Através de uma seleção de filmes clássicos e outros de produção recente, Insurreição busca relacionar esses movimentos de revolta iniciados na Europa no final da década de 60 e ver como eles ainda reverberam nos dias de hoje, em particular com as ocupações de escolas por estudantes secundaristas no Brasil, reconhecido como um dos mais relevantes e inspiradores gestos de desobediência civil no cenário político atual. “Junte-se a isso outras manifestações recentes, como as ocupações urbanas protagonizadas pelo MTST, ou de grupos feministas radicais, como o ucraniano Femen, e teremos um atestado revelador de que os tempos atuais estão longe de poderem ser classificados como conformistas, existindo uma chama persistente de insatisfação e revolta na sociedade civil”, declara Mello.

Entre os destaques da programação, está a primeira exibição na cidade do documentário Espero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai, sobre o movimento de ocupação das escolas em São Paulo, que ganhou o prêmio da Anistia Internacional no último Festival de Berlim. A diretora e a jovem ativista Marcela Jesus, uma das protagonistas do filme, estarão presentes na abertura da mostra, no dia 18, para sessão seguida de debate ao lado de Cacá Nazário, diretor do curta Secundas, que retrata o movimento de ocupações escolares em Porto Alegre.

Já controversa atuação do grupo terrorista Baader-Meinhof e suas repercussões na história recente da Alemanha está representada por um bloco de cinco filmes que trazem a visão de diretores alemães de diferentes gerações sobre as ações do grupo, também conhecido como Fração do Exército Vermelho: A Terceira Geração (1979), de Rainer Werner Fassbinder, Os Anos de Chumbo (1981), de Margarethe von Trotta, A Segurança Interna (2000), de Christian Petzold, e As Consequências do Crime (2015), de Julia Albrecht e Dagmar Gallenmüller, além de Alemanha no Outono (1978), produção coletiva assinada por dez diretores (Rainer Werner Fassbinder, Alf Brustellin, Hans Peter Cloos, Alexander Kluge, Maximiliane Mainka, Edgar Reitz, Katja Rupé, Volker Schlöndorff, Peter Schubert e Bernhard Sinkel), considerado um dos clássicos do cinema político alemão.

A programação inclui ainda produções inéditas no Brasil, como os documentários Morrer aos 30 Anos, de Romain Goupil (sobre Maio de 1968 e suas consequências), e A Assembleia, de Mariana Otero (sobre o movimento de organização social Nuit Debout, que eclodiu na França em 2016). Já a resistência dos movimentos em prol dos direitos homossexuais, está representada pela exibição de 120 Batimentos por Minuto, emocionante drama de ficção que resgata a história dos ativistas do Act Up na França, à época da eclosão da epidemia da Aids. Também da França vem a obra-prima Zero de Conduta (1933), de Jean Vigo, que mostra a ocupação de uma escola por alunos revoltados com a tirania de seus professores, na década de 1930 do século passado.

Ao lado do inédito Espero Tua (Re)Volta, os recentes movimentos de resistência e desobediência civil no Brasil estão representados por uma seleção de títulos que retratam desde as revoltas dos estudantes secundaristas, como Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli, e Rasga Coração, de Jorge Furtado, a mobilização dos trabalhadores sem teto (O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni, e Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé), e as grandes  manifestações de junho de 2013 (Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos).

A mostra também conta com três debates. O primeiro deles, na abertura da mostra em 18 de junho, reúne os diretores Eliza Capai e Cacá Nazário e a ativista Marcela Jesus. Já no dia 24, às 19h, o diretor Jorge Furtado debate o seu filme Rasga Coração, ao lado da cientista política Céli Pinto, no Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre. Finalmente, no dia 27 de junho, a cineasta Liliana Sulzbach e a cientista política Silvana Krause, discutem o documentário Uma Juventude Alemã, no encerramento da mostra, na Cinemateca Capitólio Petrobras, às 19h30.

Os ingressos custam R$ 10,00 para as sessões na Cinemateca Capitólio Petrobras, com bilheteria aberta 30 minutos antes das sessões. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. A sessão de Rasga Coração no auditório do Goethe-Institut Porto Alegre tem entrada franca e distribuição de senhas uma hora antes da sessão.

 

FILMES DA PROGRAMAÇÃO

Uma Juventude Alemã (Une Jeunesse Allemande), de Jean-Gabriel Périot (França/Suíça/Alemanha, 2015, documentário, 93 minutos).

No final da década de 1960, a geração do pós-guerra alemão, desiludida pelo capitalismo anticomunista, se revoltava. O protesto contra o Estado levou à fundação da Fração do Exército Vermelho (RAF). O documentário de Jean-Gabriel Périot descreve, sem comentários, a transformação gradual e a crescente politização da era RAF, das suas origens estudantis até chegar à resistência armada, comparando o movimento dos estudantes alemães e seus desdobramentos com o movimento de Maio de 1968 na França. Exibição em HD.

 

Espero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai (Brasil, 2019, documentário, 90 minutos).

Quando a crise se aprofundou no Brasil, os estudantes saíram às ruas e ocuparam escolas protestando por um ensino público de qualidade e uma cidade mais inclusiva. O documentário de Eliza Capai acompanha as lutas estudantis desde as marchas de 2013 até a vitória do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Inspirada pela linguagem do próprio movimento, o filme é conduzido pela locução de três estudantes, representantes de eixos centrais da luta, que disputam a narrativa, explicitando conflitos do movimento e evidenciando sua complexidade. Ainda inédito nos cinemas, o filme de Eliza Capai ganha sua primeira exibição em Porto Alegre. Prêmio da Anistia Internacional no último Festival de Berlim. Exibição em DCP.

 

Alemanha no Outono (Deutschland im Herbst), de Rainer Werner Fassbinder, Alf Brustellin, Hans Peter Cloos, Alexander Kluge, Maximiliane Mainka, Edgar Reitz, Katja Rupé, Volker Schlöndorff , Peter Schubert e Bernhard Sinkel (Alemanha, 1978, 123 minutos).

Filme formado por diferentes episódios, assinados por um grupo de diretores que inclui alguns dos nomes mais importantes do cinema alemão do pós-guerra, como Alexander Kluge, Rainer Wener Fassbinder, Edgar Reitz, Volker Schlöndorff e Hans Peter Cloos. O filme cobre o período de dois meses no ano de 1977, quando um empresário foi raptado e posteriormente morto pela Fração do Exército Vermelho, grupo terrorista de esquerda cujas ações convulsionaram a opinião pública alemã na década de 1970. Após essa operação frustrada, três líderes do movimento, Andreas Baader, Gudrun Ersslin e Jean-Carl Rasper, teriam cometido suicídio na prisão de Stammheim. O filme inclui raras imagens do funeral de Baader, Ersslin e Rasper, e a participação de intelectuais como os escritores Heinrich Böll e Max Frisch e dos cineastas Margarethe von Trotta, Rainer Werner Fassbinder e Volker Schlöndorff. Exibição em HD.

 

A Terceira Geração (Die Dritte Generation), de Rainer Werner Fassbinder. Com Margit Carstensen, Hanna Schygulla, Eddie Constantine, Bulle Ogier, Udo Kier e Hark Bohm (Alemanha, 1979, 111 minutos).

Uma comédia de humor negro sobre as atrapalhadas ações de um grupo de terroristas clandestinos. Polêmica visão de Fassbinder em relação à atuação da Fração do Exército Vermelho na Alemanha, o filme provocou reações extremas na época de seu lançamento, incluindo o espancamento de um projecionista em Hamburgo e a invasão de um grupo de jovens a um cinema em Frankfurt, que tentaram destruir a sua cópia com ácido. Condenado a um longo período de invisibilidade, e ofuscado pelo sucesso de outras produções do prolífico diretor Fassbinder, este filme debochado e anárquico somente seria redescoberto em meados dos anos 2000, quando reestreou nos cinemas alemães e pode ter suas virtudes finalmente reconhecidas. Exibição em HD.

 

Os Anos de Chumbo (Die Bleierne Zeit), de Margarethe von Trotta. Com Jutta Lampe, Barbara Sukowa, Rüdiger Vogler e Luc Bondy (Alemanha, 1981, 106 minutos).

Filhas de um rígido pastor protestante, as irmãs Juliane (Jutta Lampe) e Marianne (Barbara Sukowa) se afastam da severidade religiosa de seu ambiente familiar para militarem na luta pelos direitos das mulheres. Enquanto Juliane se torna uma jornalista engajada, sua irmã passa a integrar uma organização terrorista. Quando Marianne é presa, Juliane decide ajudar a irmã, apesar das diferenças de opinião que ambas têm em relação aos limites de seu comprometimento político. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, onde conquistou também o prêmio de melhor atriz para Jutta Lampe e Barbara Sukowa, este impactante drama de Margarethe von Trotta foi incluído pelo diretor sueco Ingmar Bergman na lista de seus filmes favoritos. Exibição em HD.

 

A Segurança Interna (Die Innere Sicherheit), de Christian Petzold. Com Julia Hummer, Barbara Auer, Richy Müller, Bilge Bingül e Bernd Tauber (Alemanha, 2000, 106 minutos).

Um casal de ex-terroristas alemães vive na clandestinidade em Portugal, na companhia de sua rebelde filha adolescente. Com roteiro co-assinado por Harun Farocki, foi o filme que revelou o cineasta Christian Petzold, um dos grandes nomes do cinema alemão contemporâneo, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros com Em Trânsito. Vencedor do troféu de melhor filme do ano no Deutscher Filmpreis, a principal premiação do cinema alemão. Exibição em HD.

 

As Consequências do Crime (Die Folgen der Tat), de Julia Albrecht e Dagmar Gallenmüller (Alemanha, 2015, documentário, 80 minutos).

Após 37 anos do assassinato de Jürgen Ponto, diretor do Dresdner Bank, por um grupo terrorista, as diretoras Julia Albrecht e Dagmar Gallenmüller investiga o envolvimento de sua irmã Susanne Albrecht neste crime, que provocou traumas profundos tanto entre os familiares de Ponto quanto na sua própria família. Um documentário corajoso e altamente pessoal, que investiga os efeitos de fatos históricos recentes na vida de indivíduos comuns. Exibição em HD.

 

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé. Com Carmen Silva, Isam Ahmad Issa, Suely Franco, José Dumont e Gabriel Tonin (Brasil, 2016, 93 minutos).

No centro de São Paulo, o prédio do antigo Hotel Cambridge é ocupado por trabalhadores sem moradia. Através de uma hábil combinação entre documentário e ficção, a diretora Eliane Caffé produz um contundente retrato sobre os movimentos de ocupação dos trabalhadores sem-teto, o MTST, no Brasil, descrevendo sua organização e seus embates contra o Estado. Exibição em DCP.

 

Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos (Brasil, 2017, documentário, 83 minutos).

As manifestações que ocorreram no Brasil entre junho de 2013 e julho de 2014 estão no centro do documentário de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos, que trabalha exclusivamente com material de arquivo. A abordagem tradicionalista dos grandes meios de comunicação e a cobertura alternativa das mídias independentes são comparadas e exploradas, evidenciando as suas diferenças e a posição do observador e do observado em cada uma delas. Ao propor um olhar sobre reportagens de televisão, materiais gravados por jornalistas e cineastas que acompanharam as manifestações e mídias alternativas (como a cobertura do coletivo Mídia Ninja), a dupla de diretores busca encontrar as relações internas às imagens, apresentando esses documentos produzidos no calor da hora sem hierarquização entre as diferentes fontes. Um filme de arquivo tenso e urgente, no qual a edição provoca novas relações entre imagem e discurso. Exibição em DCP.

 

Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli (Brasil, 2017, documentário, 77 minutos).

Em São Paulo, alunos secundaristas reagem ao decreto oficial que determina o fechamento de 94 escolas da rede pública e a realocação dos alunos. A resposta estudantil surpreende. Em poucos dias, por meio de redes sociais e aplicativos, eles organizam uma reação em uma verdadeira Primavera Secundarista – algo completamente inédito no país –, ocupando 241 escolas e saindo às ruas para protestar. O estado decreta guerra aos estudantes. Exibição em DCP.

 

Zero de Conduta (Zéro de Conduite), de Jean Vigo. Com Jean Dasté, Robert le Flon, Louis Lefebvre, Delphin e Gilbert Prouchon (França, 1933, 47 minutos).

Um grupo de estudantes ocupa sua escola para protestar contra a tirania de seus professores. Clássico de Jean Vigo realizado na década de 30, este média-metragem é considerado uma autêntica celebração da revolta e da insubordinação, e durante anos esteve proibido na França. Um filme maldito, de um diretor maldito, que somente teria seu talento reconhecido após a sua morte. Exibição em HD.

 

Morrer aos 30 Anos (Mourir à 30 Ans), de Romain Goupil (França, 1982, documentário, 95 minutos).

Após o suicídio de seu amigo Michel Récanati, o cineasta Romain Goupil se interroga a respeito de seu passando militante na extrema esquerda da CAL (Comités d’Action Lycéens). Ele insere em meio a imagens de assembleias gerais e manifestações em torno de 1968, documentos íntimos e depoimentos de antigos companheiros que partilharam desse momento. Através de um documentário de tom comovedoramente pessoal, Goupil traça o retrato de uma geração. Vencedor da Caméra d’Or no Festival de Cannes em 1982. Exibição em HD.

 

A Assembleia (L’Assemblée), de Mariana Otero. França, 2017, documentário, 99 minutos.

Em 31 de março de 2016, na Praça da República em Paris, nasce o movimento Nuit Debout. Durante mais de três meses, pessoas de todos os horizontes experimentaram a invenção de uma nova forma de democracia. Como falar juntos sem falar de uma só voz? Eis a pergunta colocada pelo movimento, ao qual a diretora Mariana Otero procura dar voz, neste documentário inédito nos cinemas brasileiros. Exibição em HD.

 

120 Batimentos por Minuto (120 Battements par Minute), de Robin Campillo. Com Nahuel Pérez Biscayart, Arnaud Valois, Adèle Haenel e Antoine Reinartz (França, 2017, 143 minutos).

A organização dos movimentos LGBT na França no começo da década de 80, a fim de garantir aos portadores do vírus da Aids tratamento de saúde digno e recursos para as pesquisas na área médica. Grande Prêmio do Júri e vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes de 2017. Exibição em DCP.

 

Rasga Coração, de Jorge Furtado. Com Marco Ricca, Drica Moraes, Chay Suede, George Sauma, João Pedro Zappa e Luisa Arraes (Brasil, 2018, 113 minutos).

Após 40 anos de militância, Manguary Pistolão (Marco Ricca) vê o filho (Chay Suede) acusá-lo de ser um conservador, revivendo o mesmo conflito que teve com seu pai (Nelson Diniz) na juventude. Elogiada adaptação de Jorge Furtado para o texto de Oduvaldo Vianna Filho, um clássico da dramaturgia brasileira. Sessão única no Auditório do Goethe-Institut, seguida de debate com o diretor Jorge Furtado e a professora e cientista política Céli Pinto. Exibição em HD.

 

Secundas, de Cacá Nazário (Brasil, 2017, documentário, 20 minutos).

“Uma fagulha pode incendiar uma pradaria”. O conhecido provérbio chinês ilustra a dimensão tomada pelo movimento de ocupação das escolas brasileiras pelos estudantes secundaristas, que se alastrou pelo Brasil em 2016. O empolgante documentário de Cacá Nazário acompanha as repercussões e desdobramentos da ação política desses jovens estudantes nas escolas de Porto Alegre. Prêmio de melhor curta-metragem gaúcho no Festival de Gramado em 2017. Exibição em DCP.

 

O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni. Com Cosme RodriguesFrancisco GickSilvana Rodrigues (Brasil, 2015, 22 minutos).

Ocupantes de um prédio abandonado recebem a notícia de que podem ser despejados a qualquer momento. Enquanto Anna tenta lidar com a notícia, ela se depara com um misterioso homem deitado em sua cama. Prêmio de melhor direção no Festival de Gramado em 2015. Exibição em DCP.

 

 

GRADE DE HORÁRIOS

18 a 27 de junho de 2019 

 

18 de junho (terça-feira)

16:00 – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge

18:00 – Zero de Conduta

19:00 – Secundas + Espero Tua (Re)Volta, sessão seguida de debate com os diretores Cacá Nazário e Eliza Capai e a ativista Marcela Jesus

 

19 de junho (quarta-feira)

16:00 – As Consequências do Crime

18:00 – Os Anos de Chumbo

20:00 – Morrer aos 30 Anos

 

20 de junho (quinta-feira)

16:00 – Operações de Garantia da Lei e da Ordem

18:00 – 120 Batimentos por Minuto

20:30 – Uma Juventude Alemã

 

21 de junho (sexta-feira)

16:00 – A Segurança Interna

18:00 – A Assembleia

20:00 – Secundas + Escolas em Luta

 

22 de junho (sábado)

16:00 – Morrer aos 30 Anos

18:00 – Os Anos de Chumbo

20:00 – A Terceira Geração

 

23 de junho (domingo)

16:00 – Uma Juventude Alemã

18:00 – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge

20:00 – Alemanha no Outono

 

24 de junho (segunda-feira)

19:00 – Rasga Coração, sessão seguida de debate com o cineasta Jorge Furtado e a professora e cientista política Céli Pinto, no Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre – ENTRADA FRANCA

 

25 de junho (terça-feira)

16:00 – Morrer aos 30 Anos

18:00 – A Segurança Interna

20:00 – Secundas + Escolas em Luta

 

26 de junho (quarta-feira)

16:00 – Os Anos de Chumbo

18:00 – A Assembleia

20:00 – Secundas + Zero de Conduta

 

27 de junho (quinta-feira)

16:00 – As Consequências do Crime

18:00 – Operações de Garantia da Lei e da Ordem

19:30 – Uma Juventude Alemã, sessão seguida de debate com a cineasta Liliana Sulzbach e a cientista política Silvana Krause

 

 

MOSTRA INSURREIÇÃO

18 a 27 de junho de 2019

Cinemateca Capitólio Petrobras

(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico – Porto Alegre)

Entre os dias 18 e 27 de junho de 2019

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

 

Auditório do Goethe-Institut

(Rua 24 de Outubro, 112 – Independência – Porto Alegre)

Dia 24 de junho de 2019, às 19 horas

 

Exibição e debate do filme Rasga Coração, de Jorge Furtado

(entrada franca)

 

Realização:

 Goethe-Institut Porto Alegre

 Aliança Francesa de Porto Alegre

 

Sessão Acessível de junho na Cinemateca Capitólio Petrobras traz o longa “Diamantino”, no sábado, dia 22

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Atividade integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 

Porto Alegre, 06 de junho de 2019 – No sábado, 22 de junho, o público poderá conferir a terceira das dez sessões acessíveis que integram a programação especial da Cinemateca Capitólio Petrobras com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação de Cinema e Audiovisual da Secretaria da Cultura. O filme Diamantino, dirigido por Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, será exibido com sessão gratuita, às 14h. A atividade terá interpretação em Libras feita pela Ovni Acessibilidade Universal, parceira cultural do projeto.

Diamantino foi o Grande Prêmio da Semana da Crítica de Cannes 2018, e é uma coprodução entre Portugal, França e Brasil. Com inspirações no ensaio do escritor norte-americano David Foster Wallace sobre o tenista Roger Federer e no mítico Cristiano Ronaldo, a trama traz o jogador de futebol Diamantino (Carloto Cotta) no centro da história. Depois de ser responsabilizado por um dos maiores fracassos da história recente do futebol português, o jogador resolve deixar os campos. Em crise, ele resolve fazer uma série de coisas em busca de um novo propósito na vida, entre elas, a adoção de um refugiado. Enquanto embarca nessa odisseia, as irmãs gêmeas do jogador tramam para continuarem lucrando às custas do seu talento nas quatro linhas. Rodado em Portugal, o filme trata de maneira bem-humorada assuntos da atualidade, como o culto à celebridade, o crescimento da extrema direita e a crise dos refugiados.

As sessões acessíveis da Programação Especial 2019 da Cinemateca Capitólio Petrobras contam com legendagem descritiva, audiodescrição e libras. Além desta atividade, o projeto engloba oito mostras de cinema, quatro eventos “Noites na Cinemateca”, duas masterclasses e duas exposições relacionadas ao acervo da Cinemateca. A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o Projeto Cinemateca Capitolio Petrobras – Programação Especial 2019, aprovado na Lei Rouanet/ Governo Federal, realizado pela Fundação Cinema do RS – Fundacine e possui patrocínio master da Petrobras.

“O projeto como um todo reforça a vocação da Cinemateca como um espaço de cinefilia e reflexão crítica do cinema clássico e contemporâneo e como um local de referência na preservação do audiovisual garantindo a difusão do seu acervo ao público. Estamos também muito felizes com a realização da programação acessível que vem ampliar a democratização do acesso à Cinemateca garantindo a inclusão de pessoas com deficiências”, afirma Andreia Vigo, Diretora da Cinemateca Capitólio Petrobras.

A bilheteria abre 30 minutos antes da sessão, para distribuição de senhas. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br | facebook.com/cinemateca.capitolio

 

Sobre o filme

Sinopse:

Diamantino, o maior jogador de futebol do mundo, perde seu talento e encerra sua carreira em desgraça. Em busca de um novo propósito na vida, o ícone internacional embarca numa odisseia delirante, onde ele enfrenta o neofascismo, a crise dos refugiados, mutações genéticas, e a busca pela origem de seu gênio.

 

Ficha Técnica:

direção: Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt

produzido por: Daniel van Hoogstraten, Justin Taurand e Maria João Mayer

produtora: Maria & Mayer (Portugal) / Les Films du Belier (França)

coprodução: Syndrome Films (Brasil)

roteiro: Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt

elenco: Carloto Cotta, Cleo Tavares, Anabela Moreira, Margarida Moreira, Joana Barrios, Maria Leite

direção de fotografia: Charles Ackley Anderson

direção de arte: Bruno Duarte e Cypress Cook

montagem: Raphaëlle Martin-Holger

edição de som: Daniel Turini e Fernando Henna

mixagem: Benjamin Viau

música original: Ulysse Klotz & Adriana Holtz

 

 

 

 

Festival Varilux de Cinema Francês 2019 na imprensa

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Festival Varilux de Cinema Francês 2019 na capa do caderno Panorama do Jornal do Comércio

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Festival Varilux de Cinema Francês 2019 ocorre de 06 a 19 de junho

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Evento que celebra a cinematografia francesa tem sessões em mais de 70 cidades brasileiras

 

O Festival Varilux de Cinema Francês comemora sua décima edição em 2019, com atividades de 06 a 19 de junho, exibindo por todo Brasil 16 longas-metragens da nova safra da cinematografia francesa e um clássico. No Rio Grande do Sul, a mostra chega às cidades de Porto Alegre, São Leopoldo, Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Caxias do Sul.

Este ano o evento ultrapassa a marca de um milhão de espectadores e chegará a mais de 70 cidades. O Festival Varilux de 2010 foi realizado em nove cidades, exibido em 11 salas de cinema e visto por cerca de 25 mil pessoas. Nove anos depois, em 2018, atingiu quase todo o Brasil, tendo passado por 88 municípios, 118 salas e consumido por um público de 172 mil pessoas de todas as idades. Os longas-metragens programados se destinam tanto a adultos quanto jovens e crianças.  

Na seleção de 2019 destacam-se as seguintes produções: Graças a Deus (Grâce à Dieu), último filme de François Ozon. Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim esse ano – prêmio do júri -, tem como base uma história real que conduziu à condenação do cardeal francês Philippe Barbarin por seu silêncio sobre os abusos sexuais cometidos contra menores de idade por um padre de sua diocese. O filme estreou na França em fevereiro de 2019, apenas alguns dias antes do julgamento do Cardeal e suscitou muitos debates. A animação Astérix e o Segredo da Poção Mágica (Asterix – Le Secret de la Potion Magique), de Alexandre Astier e Louis Clichy, verdadeiro fenômeno, que vendeu cerca de quatro milhões de ingressos na França. O ambicioso e espetacular filme histórico A Revolução em Paris (Un Peuple et son Roi) de Pierre Schoeller, que retrata a gênesis da Revolução Francesa. Essa produção, que foi construída a partir de uma pesquisa de quase seis anos e custou 17 milhões de euros, reúne um elenco excepcional formado por nomes como Louis Garrel, Adèle Haenel, Izïa Higelin, Gaspard Ulliel, Laurent Lafitte, Olivier Gourmet e Denis Lavant, entre outros.

O clássico desta edição é Cyrano de Bergerac, de Jean-Paul Rappeneau, inspirado na famosa peça de Edmond Rostand. A versão apresentada tem Gérard Depardieu como protagonista e completa 30 anos de lançamento. O filme, de 1990, já foi visto por cerca de 4, 8 milhões de espectadores na França e por 1,700 milhão no estrangeiro.

Na capital gaúcha, os cinemas que receberão o evento são o Espaço Itaú de Cinema (Túlio de Rose, 80), o Guion Center (Gen. Lima e Silva, 776), o Cinemark Barra Shopping Sul (Diário de Notícias, 300) e a Sala Redenção (Eng. Luiz Englert, s/n, Campus Central da UFRGS).

Lançamento em Porto Alegre

Em Porto Alegre, o lançamento exclusivo do Festival ocorre no dia 4 de junho, às 19h, no Espaço Itaú de Cinema do Bourbon Country, oferecendo aos convidados o melhor do cinema, música e da gastronomia francesa. Antes da projeção de Cyrano Mon Amour (Edmond), longa de Alexis Michalik, um coquetel será oferecido pela Fouet Gastronomia, com cardápio assinado pelo chef Lucio Rocha. No menu, sabores inspirados pelo filme e a gastronomia francesa: Vol au vent de frango defumado, tartelete de queijo de cabra, miniquiche caprese, grissinis de parmesão, patê de foie e pâte à choux de crème pâtissière. Tudo isso harmonizado com espumantes da Salton. Para animar o evento, o DJ francês Clément Desnoux fará um set para recepcionar os convidados.

Com Thomas Solivérès, Olivier Gourmet, Mathilde Seigner, Cyrano Mon Amour é uma comédia dramática ambientada na Paris de 1897. Edmond Rostand ainda não completou 30 anos, mas já tem dois filhos e muitas angústias. Desesperado por trabalho e há dois anos sem conseguir escrever, ele propõe ao renomado ator Constant Coquelin uma nova peça, uma comédia heroica, em verso. Assim começa a escrever essa peça na qual ninguém acredita, mas por enquanto, ele só tem o título: Cyrano de Bergerac. Em seu filme de estreia, Michalik faz um grande afresco romântico, homenageando os atores, o amor e a alegria de viver.

O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinador principal a Essilor/Varilux, além do Ministério da Cidadania por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; a Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro; a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Outros parceiros importantes são as unidades das Alianças Francesas em todo Brasil, a Embaixada da França no Brasil, as distribuidoras dos filmes e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial. Em Porto Alegre, a mostra recebe o apoio da Aliança Francesa, da Fouet Gastronomia e Salton.

Sinopses, grades e trailers no site http://variluxcinefrances.com/

Mostra com produções de realizadores que transformaram o cinema nos anos 1960 inicia em 04 de junho na Cinemateca Capitólio Petrobras

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  O Fenômeno dos Novos Cinemas ocorre de 04 a 16 de junho e integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 

 

A Cinemateca Capitólio Petrobras recebe de 04 a 16 de junho a mostra O Fenômeno dos Novos Cinemas, com uma programação que apresenta obras de quatorze cineastas que transformaram o cinema na década de 1960, como o brasileiro Glauber Rocha, o indiano Mrinal Sen, a norte-americana Barbara Rubin, o canadense Gilles Groulx e o alemão Alexander Kluge.

A mostra conta com a exibição de As Pequenas Margaridas, obra-prima transgressora da tcheca Věra Chytilová, realizada em 1966, na abertura, terça-feira, 04 de junho, às 20h. Carro-chefe da Nouvelle Vague Tcheca, o filme é um exercício audiovisual extravagante, anarquista e dadaísta, com uma explosão de cores psicodélicas e símbolos do inconsciente. A diretora definiu o filme como “uma farsa filosófica feminista”.

O público poderá participar de duas sessões comentadas, agendadas para os dias 05 e 16 de junho: na quarta-feira, 5 de junho, às 20h, o pesquisador das cinematografias africanas Pedro Henrique Gomes participa de um debate após a sessão com quatro filmes do realizador nigerino Moustapha Alassane realizados entre 1962 e 1966. No domingo, 16 de junho, às 18h, a sessão de encerramento da mostra apresenta a cópia restaurada em DCP de O Demônio das Onze Horas, um dos filmes mais celebrados de Jean-Luc Godard, seguida de debate com o crítico Enéas de Souza, autor do livro Trajetórias do Cinema Moderno.

Barravento, primeiro longa-metragem de Glauber Rocha, tem exibição de cópia restaurada em DCP no sábado, dia 08. A mostra também marca a celebração do 50º aniversário de três obras-primas vanguardistas realizadas em 1969: O Chacal de Nahueltoro, filme emblemático do nuevo cine chileno de Miguel Littin, Mr. Shome, o marco inicial do Cinema Paralelo Indiano, realizado por Mrinal Sen, e Diário de um Ladrão Shinjuku, um dos filmes mais radicais de Nagisa Oshima, um dos fundadores da Nouvelle Vague Japonesa.

O Fenômeno dos Novos Cinemas tem co-organização do Goethe-Institut Porto Alegre, da Cinemateca Chilena, da Embaixada da França no Brasil, Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e Institut Français.

A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o projeto Cinemateca Capitólio Petrobras programação especial 2019 aprovado na Lei Rouanet/Governo Federal, que será realizado pela FUNDACINE – Fundação Cinema RS e possui patrocínio master da PETROBRAS. O projeto contém 26 diferentes atividades entre mostras, sessões noturnas e de cinema acessível, master classes e exposições.

A bilheteria abre 30 minutos antes das sessões, para distribuição de senhas. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br |facebook.com/cinemateca.capitolio

 

 

FILMES

 Barravento

Brasil, 1962, 78 minutos, DCP

Direção: Glauber Rocha

Numa aldeia de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local, polarizando tensões.

 

A Solidão do Corredor de Fundo

(The Loneliness of the Long Distance Runner)

Reino Unido, 1962, 104 minutos, HD

Direção: Tony Richardson

Rapaz rebelde vai para reformatório depois de um roubo mal sucedido. O diretor descobre nele um enorme talento para corrida e se aproveita disso para tentar conquistar o campeonato entre reformatórios.

 

Natal na Terra

(Chrismas on Earth)

Estados Unidos, 1963, 30 minutos, HD

Direção: Barbara Rubin

Obra transgressora inspirada no poema Uma Temporada no Inferno, escrito por Arthur Rimbaud. Ao combinar, através de um ritual orgiástico, as paixões da jovem cineasta – 17 anos de idade – e as aspirações de emancipação de seu tempo, Natal na Terra tornou-se rapidamente uma obra de arte icônica da cena underground dos Estados Unidos.

 

O Evangelho Segundo São Mateus

(Il vangelo secondo Matteo)

Itália, 1964, 138 minutos, HD

Direção: Pier Paolo Pasolini

A vida de Jesus Cristo é recontada segundo o primeiro e o mais belo dos Evangelhos, o de São Mateus.

 

O Gato no Saco

(Le Chat dans le Sac)

Canadá, 1964, 75 minutos, HD

Direção: Gilles Groulx

Um jornalista encontra-se em um conflito entre tentar mudar a sociedade ou aceitar seu lugar nela. Enquanto vive essa tensão existencial, sua namorada, uma jovem atriz, não compartilha dos mesmos pensamentos. Surge uma tensão entre os dois. O longa de estreia de Groulx é um dos pilares do cinema moderno realizado no Québec nos anos 1960.

 

O Demônio das Onze Horas

(Pierrot Le Fou)

França, 1965, 115 minutos, HD

Direção: Jean-Luc Godard

Para escapar de uma sociedade entediante, Ferdinand Griffon viaja com Marianne. Os dois iniciam uma onda de crimes que vai da França ao Mediterrâneo e termina com um banho de sangue.

 

Filmes de Moustapha Alassane

 

O Anel do Rei Koda

(La bague du roi Koda)

Níger, 1962, 24 minutos, HD

Direção: Moustapha Alassane
Ilustração de uma lenda do país de Djerma em Niger. No reino do Rei Koda, um selvagem e cruel déspota, vive um bravo pescador chamado “Dedo de Deus”. Para testar sua virtude, o rei Koda lhe dá o anel que ele usa em seu dedo com a missão de devolvê-lo depois de um ano.

 

Aouré

Níger, 1962, 30 minutos, HD

Direção: Moustapha Alassane

Neste híbrido de ficção e documentário, Alassane narra a vida conjugal de um jovem casal muçulmano de etnia Zharma que vive no vale do rio Níger.

 

O Retorno do Aventureiro

(Le retour d’un Aventurier)

Níger, 1966, 33 minutos, digital

Direção: Moustapha Alassane

Uma sátira aos filmes de cowboys norte-americanos é o plano de ação que leva o diretor Moustapha Alassane a questionar a África e o mundo ocidental.

 

Boa Viagem, Sim

(Bon Voyage, Sim)

Níger, 1966, 5 minutos, digital

Direção: Moustapha Alassane

Sim, presidente da ‘Repúplica dos Sapos’, parte em viagem convidado pelo presidente de um país vizinho

 

As Pequenas Margaridas

(Sedmikrásky)

Tchecoslováquia, 1966, 72 minutos, 35mm

Direção: Věra Chytilová

Duas garotas, ambas chamadas Marie, reconhecem que o mundo está corrompido e decidem embarcar em uma série de brincadeiras destrutivas que consomem e destroem o que está ao redor delas. Carro-chefe da Nouvelle Vague Tcheca, o filme é um exercício audiovisual extravagante, anarquista e dadaísta, com uma explosão de cores psicodélicas e símbolos do inconsciente. A diretora definiu o filme como “uma farsa filosófica feminista”.

 

Despedida de Ontem

(Abschied von Gestern)

Alemanha, 1966, 84 minutos, digital

Direção: Alexander Kluge

Uma jovem, Anita G., rouba um pulôver para se aquecer. Cumprida a pena, ela faz várias tentativas de começar vida nova. Depois de uma fuga em ziguezague, vai parar de novo na cadeia. Os nazistas tinham levado seus pais. Ela vem do Leste. E agora passa frio no Oeste. Três Alemanhas.

 

Memórias do Subdesenvolvimento

(Memorias del subdesarrollo)

Cuba, 1968, 97 minutos, HD

Direção: Tomás Gutiérrez Alea

Baseado no livro homônimo de Edmundo Desnoes, o filme conta a história de Sergio. Mesmo após a partida de seus amigos e familiares de Cuba, no início dos anos 1960, ele decide permanecer no país e acompanhar as transformações vivenciadas após a Revolução.

 

A Cor da Romã

(Sayat Nova)

União Soviética, 1969, 80 minutos, HD

Direção: Sergei Parajanov

A vida, a arte, as ideias, as paixões, os tormentos e as trepidações da alma do trovador armênio do século XVIII, Harutyun Sayatyan, conhecido como Sayat Nova (O Rei da Canção). Uma abordagem lírica e mística recriada por Parajanov a partir do mundo interior do poeta.

 

O Chacal de Nahueltoro

(El Chacal de Nahueltoro)

Chile, 1969, 95 minutos, HD

Direção: Miguel Littin

Basado em fatos reais, o filme é a recriação de um impactante crime, descoberto na crônica policial do Chile em meados da década de 1960, quando um campesino chamado Jorge del Carmen Valenzuela Torres foi preso pelo assassinato múltiplo de uma mulher campesina e seus cinco filhos, na localidade de Nahueltoro.

 

Mr. Shome

(Bhuvan Shome)

Índia, 1969, 85 minutos, digital

Direção: Mrinal Sen

Viúvo acostumado à rotina resolve tirar um dia de folga. O encontro com uma jovem camponesa abala seu modo de ver a vida. Comédia política com uma enorme abertura à invenção cinematográfica, o filme é considerado o marco inicial do cinema paralelo indiano.

 

Diário de um Ladrão de Shinjuku

(Shinjuku Dorobu Nikki)

Japão, 1969, 96 minutos, HD

Direção: Nagisa Oshima

Um retrato híbrido de Shinjuko, bairro famoso de Tóquio, livremente centrado em duas personagens: Torio Okanoue, que tem um fascínio quase erótico pelos livros que rouba de uma livraria, e Umeko Suzuki, a assistente da loja começa a se relacionar com ele após tê-lo observado a roubar.

 

GRADE DE HORÁRIOS

4 a 16 de junho

 

4 de junho (terça-feira)

20h – As Pequenas Margaridas

 

5 de junho (quarta-feira)

18h30 – As Pequenas Margaridas

20h – Filmes de Moustapha Alassane + debate com Pedro Henrique Gomes

 

6 (quinta-feira)

18h30 – Filmes de Moustapha Alassane

20h – O Gato no Saco

 

7 (sexta)

18h30 – Despedida de Ontem

20h – A Cor da Romã

 

8 (sábado)

18h30 – Barravento

20h – Memórias do Subdesenvolvimento

 

9 (domingo)

18h30 – Despedida de Ontem

20h – A Solidão do Corredor de Fundo

 

11 (terça)

18h30 – Despedida de Ontem

20h – Memórias do Subdesenvolvimento

 

12 (quarta)

18h30 – O Demônio das Onze Horas

20h30 – O Chacal de Nahueltoro

 

13 (quinta)

18h – A Solidão do Corredor de Fundo

20h – Mr. Shome

 

14 (sexta)

18h – A Cor da Romã

20h – Projeto Raros Especial: Diário de um Ladrão Shinjuku

 

15 (sábado)

18h – O Evangelho Segundo São Mateus

21h – Natal na Terra

 

16 (domingo)

18h – O Demônio das Onze Horas + debate com Enéas de Souza

 

 

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