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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

maio 2015

apDesign promove palestra no dia 02 de junho no Instituto Ling

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“Presença do Brasil em Milão – tendência ou influência?” marca ciclo de palestras e cursos promovidos pela nova diretoria da associação

No dia 02 de junho a Associação dos Profissionais em Design do RS – apDesign promove a palestra “Presença do Brasil em Milão – tendência ou influência?” no Instituto Ling, a partir das 19h. O evento marca um ciclo de palestras e cursos que serão promovidos mensalmente pela nova diretoria (gestão 2015-2016).

“Há anos que o I Saloni de Milão é uma das maiores fontes de pesquisa e inspiração para o design, indústria e diversas áreas criativas, porém o Brasil nunca esteve tão presente”, afirma o presidente da apDesign, Rodrigo Leme. Foram convidados três profissionais do design que inspiraram o mundo em Milão durante a última edição do evento: Fernanda Tissot, Nicole Tomazi e Roque Frizzo.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas através do site da entidade https://www.apdesign.com.br/autoflow/palestra_APD_02_06, com valores entre R$ 5,00 e R$ 30,00.

Saiba Mais

Palestrantes

Fernanda Tissot – atualmente sócia-gerente e responsável pelo design de luminárias para Luxion Iluminação, de Caxias do Sul. Durante toda a carreira, participou de congressos e feiras internacionais, como Hong Kong International Light Fair e Euro Shop, e foi professora convidada do curso de pós-graduação em arquitetura comercial IMED, de Passo Fundo. Vencedora da premiação Abilux Empresarial de Design em 2004, 2005, 2006 2007 e 2010.

Nicole Tomazi – À frente da Oferenda Objetos desde 2007, tem como premissa a valorização da produção social em suas criações. Seus produtos unem design, artesanato e indústria e já foram expostos internacionalmente no Salone Satellite (2010, 2012 e 2013) e Fuori Salone 2009 e 2015. Vencedora do prêmio Planeta Casa 2012 e finalista do Salone Satellite Award 2012 e 2013, suas criações surgem de suas inquietudes e curiosidades. Atualmente, desenvolve peças de autoprodução para sua marca e também para projetos de indústrias nacionais.

Roque Frizzo – graduado em arquitetura pela Unisinos. Atua na área do design desde 1990 e como arquiteto desde 2001. Presta consultoria no desenvolvimento de produto em todas as áreas da indústria e principalmente para o setor moveleiro, tendo alguns dos seus trabalhos destacados no Museu da Casa Brasileira, I e II Bienal Brasileira de Design e Salão de Design da Movelsul. A principal marca com quem atua no mobiliário é a Saccaro, que produz móveis em série com um cuidado artesanal nos detalhes.

Presença do Brasil em Milão – – tendência ou influência?

02 de junho, terça-feira

19h – 21h30

Instituto Ling – Rua João Caetano, 440

Inscrições – https://www.apdesign.com.br/autoflow/palestra_APD_02_06

Sócio profissional – R$ 30,00

Sócio estudante – R$ 20,00

Não-sócio – R$ 40,00

Acompanhante de sócio – R$ 5,00 (estudante) | R$ 10,00 (profissional)

Longa metragem “Mulher do Pai” na capa do Segundo Caderno em Zero Hora

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Longa metragem Mulher do Pai, coprodução Brasil-Uruguai, começa a ser rodado em Dom Pedrito

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Com direção de Cristiane Oliveira, do premiado curta Messalina (2004) e produção de Aletéia Selonk (As Aventuras do Avião Vermelho), as filmagens serão realizadas em maio e junho

Apresentando a jovem atriz gaúcha Maria Galant , o filme tem Marat Descartes e os uruguaios Verônica Perrota (Wisky) e Jorge Esmoris (Artigas) no elenco principal. Completam o time de atores Amélia Bittencourt, Aurea Baptista, Fabiana Amorim e Liane Venturella

Seguem até 16 de junho as filmagens do longa-metragem Mulher do Pai, dirigido por Cristiane Oliveira. As gravações ocorrem na Vila de São Sebastião, distrito de Torquatro Severo, pertencente ao município de Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha.

Em Mulher do Pai, Nalu é uma adolescente que precisa cuidar do pai cego depois da morte da avó, que os criou como irmãos numa modesta casa perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando Ruben percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, surge uma perturbadora proximidade entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma professora uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

Diretora de um dos curtas mais premiados dos anos 2000 (Messalina, 2004), a cineasta porto-alegrense Cristiane Oliveira estreia em longas com Mulher do Pai. Atuou como assistente de direção em diversos curtas, documentários, longas e série para TV. Entre 2005 e 2007, coordenou a produtora gaúcha Clube Silêncio, onde produziu o longa-metragem Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, além de curtas e telefilmes. Trabalhou também como co-roteirista, produtora associada e assistente de direção nos longas Nove Crônicas para um Coração aos Berros e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, ambos de Gustavo Galvão .

No elenco do filme, a jovem atriz gaúcha Maria Galant e o ator paulista Marat Descartes, reconhecido pela versatilidade e talento em filmes como Quando Eu Era Vivo, Super Nada (Kikito de melhor ator em Gramado) e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, entre outros. O elenco terá atores uruguaios, dentre eles Verónica Perrota (Whisky e Acné) e Jorge Esmoris (Rincón de Darwin e Artigas).

A direção de fotografia é assinada por Heloísa Passos, nome de destaque no cenário nacional por seu olhar inovador. Premiada no Festival do Rio 2009 pelos longas Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes (Festival de Veneza, mostra Orizzonti) e O Amor Segundo B. Schianberg, de Beto Brant, ela alia a sensibilidade artística à experiência de muitos anos em cinema, TV e publicidade.

Raúl Locatelli assina a captação de som. Profissional uruguaio reconhecido internacionalmente com extensa experiência em longas-metragens tendo atuado em mais de uma dezena de filmes no Uruguai, México e Colombia, teve seu trabalho em evidência a partir do premiadíssimo Luz Silenciosa, do mexicano Carlos Reygadas.

A produção está a cargo de Aletéia Selonk, da Okna Produções. Aletéia tem em seu currículo diferentes projetos audiovisuais. Entre eles destacam-se, recentemente, o longa-metragem de animação As Aventuras do Avião Vermelho (direção Frederico Pinto e José Maia), lançado comercialmente no Brasil em dezembro de 2014; o primeiro longa-metragem do diretor Fabiano de Souza, A Última Estrada da Praia e o documentário Walachai (direção Rejane Zilles). Além da Okna Produções, Aletéia coordena a implantação do Tecna – Centro Tecnológico Audiovisual do RS, iniciativa da PUCRS, Fundacine e Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Mulher do Pai tem coprodução com o Uruguai através da produtora Transparente Filmes, capitaneada por Diego Parker. Com base em Montevidéu, a Transparente tem se consolidado no mercado audiovisual desde 2003, ao produzir filmes para cinema e publicidade, conteúdos para televisão e ainda prestando serviços para produções internacionais.

O filme se passa próximo à fronteira do Brasil com o Uruguai e tem histórico de premiações já na fase de projeto. Em 2009, recebeu o Prêmio Santander Cultural / Prefeitura de Porto Alegre / APTC para o desenvolvimento do projeto. Já com uma primeira versão do roteiro, a produtora Aletéia Selonk e a diretora Cristiane Oliveira foram selecionadas para participar do concorrido Produire au Sud (Nantes – França), em 2010, com o Mulher do Pai. No ano seguinte, foi a vez do Talent Project Market, do Festival de Berlim, selecionar o projeto para a sua rodada de inserção de produtores no mercado internacional e estímulo à coprodução. A participação em Berlim, rendeu ainda ao Mulher do Pai o prêmio VFF Pitch Highlight, que também investiu recursos no desenvolvimento da iniciativa.

A partir da coprodução com o Uruguai, o projeto foi contemplado pelo Edital de Coprodução Brasil-Uruguai, promovido pela Ancine (Brasil) e pelo ICAU (Uruguai), e pelo Ibermedia (programa de apoio à produção ibero-americana). Em dezembro de 2014, Mulher do Pai foi premiado também no FSA pela linha PRODECINE 05/2014 (voltada para filmes de longa-metragem autorais), o que garantiu a viabilização da obra.

No mês de abril, foram captadas as primeiras tomadas do filme, com cenas externas das principais locações, a fim de preservar a paisagem com os traços do início de outono. O período principal de filmagens acontece agora, entre os dias 20 de maio e de 16 de junho de 2015.

Equipe técnica principal

Roteiro e direção: Cristiane Oliveira

Produção: Aleteia Selonk

Coprodução: Diego Parker

Produção Executiva: Graziella Ferst e Gina O´Donnell

Produtor Associado: Gustavo Galvão

Direção de Produção: Gina O´Donnel

Direção de Fotografia: Heloísa Passos

Direção de Arte: Adriana Borba

Captação de som: Raúl Locatelli

Montagem: Tula Anagnostopoulos

Figurino: Coca Serpa

Maquiagem: Nancy Marignac

“Se essa rua fosse minha” tem segunda edição no dia 31 de maio

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Projeto independente de arte de rua ocupa uma vez por mês o Parque Mascarenhas de Moraes no bairro Humaitá

Em maio, Teatro Mototóti apresenta “O Vendedor de Palavras”

 

Após o sucesso de sua primeira edição em abril, o Teatro Mototóti retorna ao Parque Mascarenhas de Moares para a segunda edição do projeto independente de arte de rua “Se essa rua fosse minha”. Os atores do grupo, Fernanda Beppler e Carlos Alexandre vivem no bairro e aproveitam o espaço do parque para ensaios e apresentações.

O projeto transforma o parque Mascarenhas de Moraes em um espaço de arte de rua, um domingo por mês, com acesso gratuito. Sediado há três anos no Bairro Humaitá, na Zona Norte de Porto Alegre, o Teatro Mototóti vem construindo essa ideia de estar mais presente na rotina da comunidade. Nesse período, o grupo adotou o parque, que fica no coração do bairro, como sua Sede Pública. Este é um conceito bastante difundido entre artistas de rua de todo o Brasil, que permite aos grupos a ocupação artística de espaços públicos, promovendo atividades diversas tais como apresentações, ensaios e oficinas.

Com atividades regulares, o foco do grupo é a formação de plateia, a longo prazo, construindo o hábito de ir para a rua consumir arte. No próximo domingo, dia 31, o primeiro espetáculo do grupo será apresentado, O vendedor de palavras, de 2008. Nas edições seguintes, os outros espetáculos do Mototóti serão apresentados à comunidade. A programação do projeto também conta com apresentações de companhias e artistas convidados, envolvendo não somente a linguagem teatral, mas trazendo espetáculos de dança, circo, música e todas as formas de arte que contemplam a rua como palco.

Segundo os atores, “a rua é das pessoas, e precisamos encontrar esse caminho de volta, que faça as famílias compartilharem uma tarde de domingo no gramado verde, entre às árvores, conhecendo e interagindo com seu vizinho. E que façamos da rua um espaço de convivência e arte”!

Em O Vendedor de Palavras, o Grupo inicia uma jornada no universo do trabalho autoral, comprometido com a arte como um canal de comunicação entre criadores e público. Com versões em português e espanhol, este espetáculo já percorreu o Brasil, Argentina e Uruguai. O grupo já foi assistido por 124.000 espectadores em mais de 450 apresentações, passando por 165 cidades.

A apresentação de O Vendedor de Palavras tem entrada franca, assim como todas as atividades oferecidas dentro do projeto. Para saber mais, acesse: www.mototóti.com.br.

Saiba Mais

Sinopse: Há uma grande falta de palavras no mundo e as pessoas ficam repetindo e repetindo as mesmas poucas que têm. Se cada palavra vale um pensamento, quanto mais palavras, mais pensamentos! Essa é a descoberta de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e… palavras!!! Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

O Teatro Mototóti existe há oito anos e já possui quatro espetáculos em seu repertório. Formado pelos atores Carlos Alexandre e Fernanda Beppler em 2007, o grupo vem se destacando no cenário de teatro de rua, atuando em todo o país, tendo como características de trabalho a pesquisa e prática permanentes em teatro de rua e a construção/manutenção de um repertório de espetáculos, com o propósito de colocar em cena trabalhos autorais que dialoguem com o público nos mais diferentes lugares.

O primeiro espetáculo, O Vendedor de Palavras – Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2008 –   já foi assistido por 80 mil espectadores em mais de 270 apresentações e ganhou uma versão em espanhol, para apresentações na Argentina e Uruguai. A segunda montagem do grupo, i-MUndo – Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2010 – estreou em setembro de 2011 na capital gaúcha e vem realizando participações em importantes mostras e festivais pelo país.  Ao final de 2012, o Grupo comemorou seu quinto ano de atividades, trazendo à cena mais um espetáculo de teatro de rua, “Folia dos Reis”, um auto que conta a história do Natal sob a perspectiva dos três Reis Magos. O espetáculo estreou no Natal luz de Gramado e integra as principais festividades de Natal do Sul do país.

Em 2013 o Grupo trouxe à cena a história da vida e obra de Hermeto Pascoal, com a peça “Hermeto Pascoal: o mago dos sons”, que mescla a linguagem teatral com a contação de histórias. 2014 foi o ano da estreia de Flor da Vida, quarto espetáculo do repertório do Grupo, contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes na Rua (Circo Dança e Teatro) 2013. Este trabalho teve orientação de Esio Magalhães (Barracão Teatro – Campinas/SP), referência na linguagem do palhaço no Brasil.

Serviço

Segunda edição projeto “Se essa rua fosse minha”

Dia 31 de maio, às 16h

Parque Mascarenhas de Moraes, bairro Humaitá

 

28 de junho, 16h

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Entrada Franca

 

 

 

 

 

 

Mirna Spritzer na Contracapa de Roger Lerina em Zero Hora

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Quinteto Canjerana faz show gratuito em Santa Maria no dia 21 de maio

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Apresentação integra turnê por dez cidades do RS

Chega a Santa Maria no dia 21 de maio o show do Quinteto Canjerana. A apresentação integra turnê por dez cidades do RS realizada até o final deste ano, projeto financiado pelo Pró-Cultura LIC-RS. O grupo de música gaucha contemporânea divulga seu primeiro disco, Promessa, lançado em 2014.

No primeiro semestre as cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Caxias e Bagé recebem o grupo. A turnê iniciou por Porto Alegre e após a apresentação no Teatro Caixa Preta, segue para Bagé no dia 10 de junho, no IMBA.

O Quinteto Canjerana é formado por Fernando Graciola (violão), Maurício Horn (acordeon), Maurício “Lito” Malaggi (bateria), Tiago Ferrari Daiello (gaúcho) (contrabaixo acústico) e ZocaJungs (guitarra e viola) que apresentam um trabalho autoral instrumental contemporâneo das músicas nativista e folclórica gaúchas.

Criado em 2012, o quinteto apresenta temas autorais propõem uma sonoridade gaúcha mesclada com música de câmara, permeados com espaços para improvisação e diálogo entre os instrumentistas, que apresentam suas fortes referências da música nativista de seu local de nascimento, mas também revelando o conhecimento adquirido com os estudos da música advinda de outras partes do Brasil.

Quinteto Canjerana valoriza a todos instrumentos do grupo, criando sólida unidade, apresentando um espetáculo vivo, alegre, leve, dinâmico, de melodias fortes e harmonias emocionantes, que tem conquistado o público por ser um espetáculo de música instrumental para todos. O disco “Promessa”, gravado ao vivo em junho de 2013 no Estúdio Dreher em Porto Alegre, reúne oito temas autorais instrumentais.

Nos dias de apresentação em cada cidade os músicos ministrarão oficinas musicais gratuitas, às 14h, através de inscrição pelo email cainarodrigues@gmail.com até a véspera da atividade. A apresentação em Santa Maria ocorre no Teatro Caixa Preta, às 20h30, com entrada franca.

Serviço

Turnê RS – Quinteto Canjerana

Santa Maria

21 de maio | Teatro Caixa Preta – Campus UFSM – Avenida Roraima, 1000

Oficina gratuita – 14h – inscrições pelo email cainarodrigues@gmail.com

Show gratuito – 20h30 – retirada de senhas uma hora antes do espetáculo

Mais informações: http://www.canjerana.com.br/

Encontro de Vera Chaves Barcellos com Ivair Reinaldim e Glória Ferreira e lançamento da publicação Enigmas ocorre no dia 22 de maio

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O projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos com financiamento do Rede Nacional Funarte Artes Visuais promove encontro com entrada franca

Encerra a visitação no dia 23 de maio no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica a exposição Enigmas, de Vera Chaves Barcellos. Para finalizar a temporada da mostra promovida pela FVCB, o público poderá participar de um encontro de Vera com o crítico, curador e historiador Ivair Reinaldim e a crítica e curadora Glória Ferreira no dia 22 às 18h30, com entrada franca. A data também marca o lançamento da publicação da exposição, que será distribuída gratuitamente aos participantes da atividade.

A presente exposição, atualmente exibida no Rio de Janeiro, é uma releitura da mostra originalmente apresentada na Galeria Artual, em Barcelona em 1996. Igualmente, marcou a abertura da Fundação Vera Chaves Barcellos em 2005, em Porto Alegre.

Formada por fotografias de primatas, e a sua manipulação, um alfabeto grego esculpido em sal, em caixas de luz, pequenos “sudários” (pele de vison coladas a telas pintadas), pequenos fósseis de peixes em uma vitrine e, em um salto de tempo, fotos de uma galáxia do telescópio Hubble. A instalação culmina na contravertida imagem da noiva primata, questionando de forma irônica a efetividade do casamento do animal-homem com a cultura.

Para o curador Bernardo José de Souza, Enigmas resgata questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico. “Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida”.

 

Enigmas

Período da exposição: 07 de março até 23 de maio de 2015

Encontro com Vera Chaves Barcellos, Ivair Reinaldim e Glória Ferreira: 22 de maio, às 18h30, com entrada franca. Na data também ocorre o lançamento da publicação da exposição

Galerias 1 e 2 (térreo) | Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Rua Luís de Camões – Centro | Rio de Janeiro – RJ, 20060-030

Telefone (21) 2232-4213/2242-1012.

Enigmas é um projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos, viabilizado através de recursos obtidos do programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais.

 

Saiba Mais

Enigmas – por Bernardo José de Souza

A partir de uma série de elementos visuais que nos fornecem pistas sobre as questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico, Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida. Construída como uma espécie de laboratório, esta instalação composta por imagens, fósseis, pedaços de pele e caixas de sal, lança o público em um universo tão familiar quanto intrigante, confrontando-o com o desconhecido, mas também com o reconhecível.

Fotografias de primatas contemplativos, aparentemente confortáveis em suas celas num zoológico, produzem um incômodo sentimento de empatia com esta espécie ancestral tão semelhante à nossa ao ponto de recuperarmos, ainda que inadvertidamente, a noção de sermos todos animais – muito embora nós dotados de uma inteligência transcendente. Entretanto a faculdade de pensar que, em tese, nos permitiria compreender a complexidade do mundo e das coisas de maneira holística, aparta a humanidade dos demais seres vivos, gerando uma cisão entre cultura e natureza absolutamente deletéria à manutenção da vida; esta consiste em uma das principais questões a se impor à agenda contemporânea nesta era do antropoceno, quando o homem impacta o ecossistema de forma tão dramática ao ponto de rivalizar com as sucessivas mudanças de ordem natural e geológica ocorridas em nosso passado remoto.

Se a tipologia de peles de vison (caçados, abatidos?) dispostas na parede concorre com os resíduos de sal que formam um alfabeto grego nas caixas dispostas pelo chão, aludindo assim não só à selvageria de nossa relação com o reino animal, mas também à esfera do conhecimento acumulado ao longo da história, é, no entanto, a imagem de uma primata, vestindo véu e grinalda, que sintetiza a condição humana. Somos os mesmos, mas também somos o outro.

A relação com a alteridade segue profundamente mal resolvida em nossa espécie, em que pese nosso esforço coletivo para superar querelas filosóficas e científicas quanto à essência humana, quanto às faculdades humanistas e quanto a esta centelha criativa, por nós tão celebrada, que nos distingue no cosmos de toda e qualquer forma de vida da qual se tem notícia.

A imagem difusa da galáxia M100, registrada pelo telescópio Hubble, e publicada pela Associated Press, nos dá a dimensão do universo, mas também a escala e a estatura do homem.  O céu seria o limite? Mas há limites para a engenhosidade humana, tanto na ciência quanto na ficção? Não seriam a vida e a própria ciência formas de ficção?

Representamos o mundo e, apenas assim, dele depreendemos sentido. Somente deste modo fomos capazes de articular a linguagem, ela própria um instrumento de limitado alcance face à complexidade do mundo.

Em seu processo de criação intuitivo, Vera Chaves Barcellos parece ignorar a busca pela resposta última, pelo elo perdido, assim descartando o evolucionismo e mesmo o misticismo para nos demandar ontologicamente, sempre a partir da linguagem: que coisa é essa que chamamos arte?

Sobre a FVCB – http://fvcb.com.br/

A Fundação Vera Chaves Barcellos – FVCB – é uma entidade cultural privada e sem fins lucrativos, que tem como missão a preservação, pesquisa e difusão da obra da artista Vera Chaves Barcellos, assim como o incentivo à criação artística e à investigação da arte contemporânea. Entre as metas da instituição estão a realização de uma programação regular de exposições, o estímulo à pesquisa, debates, seminários e projetos editoriais.

A programação conta com exposições regulares e gratuitas que trazem ao público sempre um novo olhar sobre o acervo da instituição. As mostras são acompanhadas de atividades paralelas, com o intuito de dar suporte ao debate da arte contemporânea. A Fundação dispõe ainda de um rico acervo documental sobre arte contemporânea, aberto à pesquisa pública em seu Centro de Documentação e Pesquisa, na região central de Porto Alegre.

Em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, estão localizadas a Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², construído especialmente para abrigar a programação de exposições e atividades e a reserva técnica que abriga o acervo da instituição.

A sede

A sede da FVCB está localizada em Viamão-RS, a 22 Km de Porto Alegre. É formada pela Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², com áreas expositivas, sala multiuso e sala de trabalho, projetado especialmente para receber a programação de atividades e pela Reserva Técnica, aonde está guardado o acervo de obras.

Em Porto Alegre, estão localizados a Administração e o Centro de Documentação e Pesquisa, aberto ao público desde 2008, quando aumentou sua coleção, através da aquisição de livros e catálogos e iniciou um processo de intercâmbio com outros centros de pesquisa do Brasil e do exterior.

Vera Chaves Barcellos

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil, em 1938. Nos anos 60, dedicou-se à gravura depois de estudos na Inglaterra e Holanda. Em 1975, foi bolsista do British Council, no Croydon College em Londres, estudando fotografia e sua aplicação em técnicas gráficas. Em 1976, participou da Bienal de Veneza com o trabalho Testarte. Está entre os fundadores do Nervo Óptico (1976-78) e do Espaço N.O. (1979-82), e também da galeria Obra Aberta (1999-2002), atuantes no sul do Brasil.

Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior; participou de quatro Bienais de SP e exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Como artista convidada, participou da exposição Cegueses no Museu de Arte de Girona e do Panorama de Arte Brasileira em SP (1997), do Salão Nacional do RJ e da exposição Pasaje de Ida, na Galeria Antonio de Barnola, Barcelona, Território Expandido no SESC Pompéia, SP (2000) e Sem Fronteiras, mostra de abertura do Santander Cultural, em Porto Alegre (2001), onde mostra sua instalação Visitant Genet,

Entre suas exposições, a partir do ano 2000, individuais estão: Visitant Genet no Museu D´Art de Girona (2000) e Le Revers de Rêveur na Capela de San Roc, em Valls, (2003), ambas na Espanha, e Enigmas, FVCB, Porto Alegre, (2005). Em 2007, realizou uma grande mostra antológica – O Grão da Imagem – realizada no Santander Cultural, em Porto Alegre, Brasil. Essa mostra contou com curadoria triple de Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale e Moacir dos Anjos.

Participou da V Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre (2005) e da mostra MAM na Oca, Arte Brasileira do Acervo do MAM, São Paulo, (2006).

Com curadoria de Glória Ferreira, faz uma grande mostra abrangente de sua trajetória denominada Imagens em Migração, no MASP, São Paulo, em 2009.

No mesmo ano, tem publicou o livro Vera Chaves Barcellos- Obras Incompletas (Editora Zouk) sobre sua obra, analisada em detalhes num extenso texto do filósofo francês especializado no estudo da imagem fotográfica contemporânea, François Soulages.

Desde a década de oitenta, realiza instalações multimídia, empregando, além da fotografia, outros meios. Instituiu uma fundação que leva seu nome, dedicada à divulgação da arte contemporânea (2004). Vive e trabalha em Viamão, RS, Brasil, mantendo também seu estúdio em Barcelona, Espanha, desde 1986.

Jorge Furtado no jornal O Globo

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Espetáculo Tribos tem apresentações em Porto Alegre nos dias 30 e 31 de maio

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Ingressos para as três sessões estão à venda na bilheteria do Theatro São Pedro

 

Chega a Porto Alegre nos dias 30 e 31 de maio, com três apresentações no Theatro São Pedro, o espetáculo Tribos, com direção de Ulysses Cruz e Antonio e Bruno Fagundes no elenco, ao lado dos atores Arieta Correa, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon e Maíra Dvorek.

A montagem é a segunda produção que traz pai e filho juntos em cena. Sucesso no Royal Court Theater, em Londres, e vencedor do New York Drama Critics, o texto de Nina Raine tem tradução de Rachel Ripani. O espetáculo, que estreou em 2013 em São Paulo, usa a figura de um deficiente auditivo para questionar os diversos tipos de limitação do ser humano e, de uma maneira perversamente divertida e politicamente incorreta, revive as típicas questões familiares e reforça as dificuldades de convivência – como em toda tribo.

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: 1) daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria 2) dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy, o protagonista. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor?

Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth (Eliete Cigaarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek). Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia (Arieta Correa), uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

Na equipe, André Abujamra assina a trilha sonora e os figurinos são criação de Alexandre Herchcovitch. Tribos já foi assistida por mais de 200.000 espectadores e foi produzida sem patrocínios de lei de incentivo, sobrevivendo única e exclusivamente da renda da bilheteria.

Os ingressos para as apresentações no São Pedro já estão à venda na bilheteria do teatro, com valores entre R$ 40,00 e R$ 150,00 e desconto de 50% para cliente Porto Seguro e acompanhante.

No sábado, as sessões ocorrem às 18h e 21h, com intérprete de libras para acessibilidade na apresentação das 21h. No domingo, o espetáculo inicia às 17h. Após cada sessão, o elenco participa de um bate papo com o público.

Saiba Mais

Tribos

Autor: Nina Raine

Tradutor: Rachel Ripani

Diretor: Ulysses Cruz

Elenco: Bruno Fagundes, Arieta Correia, Eliete Cigaarini, Guilherme Magon, Maíra Dvorek e Antonio Fagundes

Figurinista: Alexandre Herchcovitch

Cenógrafo: Lu Bueno

Assistente de cenografia: Livia Burani e Moises Moshe Motta

Iluminador: Domingos Quintiliano

Diretor de produção: Carlos Martin

Assistente de produção: Gustavo de Souza

Assessoria de imprensa: Coletiva comunicação.

Realização: Antonio Fagundes e Bruno Fagundes

Produção Porto Alegre: Primeira Fila Produções

Assessoria de Imprensa Porto Alegre: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Apoio local: Porto Seguro.

Classificação etária: 14 anos

Mais informações: http://www.tribosnet.com/ | www.facebook.com/espetaculotribos

Instagram: @tribosoficial

 

Tribos

Dias 30 e 31 de maio

Sábado às 18h e 21h (sessão com intérprete de libras)

Domingo às 17h

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

 

Ingressos:

Plateia e Cadeira Extra – R$ 150,00

Camarote Central – R$ 120,00

Camarote Lateral – R$ 80,00

Galerias – R$ 40,00

Descontos – 50% para titular e acompanhante Porto Seguro

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