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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

“Dance a Diversidade” estreia em 17 de maio

Projeto da Macarenando é vencedor do Edital de Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Lei Aldir Blanc no estado do RS e conta com mostra coreográfica em vídeos e masterclass gratuitas

Com estreia agendada para 17 de maio, a Macarenando apresenta ao público seu mais recente projeto, Dance a Diversidade, uma série de 21 vídeos criados a partir de um desdobramento da pesquisa e do trabalho da companhia com o procedimento Dance a Letra, que já deu origem a diversos espetáculos e obras em vídeo.

Dance a Diversidade traz a temática LGBTQIA+ através de uma seleção de músicas de diversos estilos e épocas, tanto da MPB quanto de artistas internacionais, com canções de artistas como Johnny Hooker, Adriana Calcanhoto, Nei Matogrosso, Lulu Santos, Vitor Kley, entre outros. O projeto é vencedor do Edital de Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Lei Aldir Blanc no estado do RS.

Dance a Diversidade se propõe a focar, dar visibilidade e investir no potencial de criação de novos sentidos para temas que envolvam o universo LGBTQIA+, realizada por artistas pertencentes a essa parcela da população. O projeto contém em seu título uma cacofonia, podendo ser lido como ‘Dance Adversidade’ – o que não é à toa. Temos muito a dizer, refletir e dançar a respeito dos desafios e adversidades que se impõe à população LGBTQIA+ e aos artistas em nossa sociedade – somam-se a isso os obstáculos do fazer cultural e artístico provocados pela pandemia do COVID-19. No ano em que a Macarenando completa oito anos de trajetória, contemplamos uma história de lutas e de busca pela sobrevivência pela arte, em um grupo majoritariamente composto por pessoas LGBTQIA+ e mulheres. Isso significa permitir que a voz da diversidade se efetive dentro de poéticas videocoreográficas com alcance e projeção dentro da sociedade do RS, fomentando processos de reflexão e de identificação com o público, em especial com o público LGBTQIA+”, declara um dos diretores do grupo, Gui Malgarizi.

As reflexões propostas no projeto não são novas para o grupo, que tem se debruçado sobre temas, conceitos e procedimentos relativos à diversidade de corpos dançantes em toda a sua obra. Isso se exemplifica pela composição da equipe, formada por bailarinos e bailarinas que não se identificam com o padrão estético-corporal único tradicionalmente empregado pela dança: há corpos magros e gordos; jovens e maduros; masculinos, femininos e o que há entre esses espectros. Também não é novidade para o grupo a utilização de plataformas digitais para a realização do projeto. A Macarenando vem, desde 2017, pesquisando e operando nas redes online, tanto para criar arte quanto para se relacionar com o seu público e fomentar novos. Respaldam tais ações a experiência do diretor Diego Mac sobre as relações entre Dança e Tecnologia, que pesquisa sobre o tema desde 2006, passando por um mestrado em Poéticas Visuais (UFRGS) com dissertação acerca de processos de criação entre vídeo e dança.

A dupla de diretores, formada por Diego Mac e Gui Malgarizi, lançou uma regra desafiante à equipe de criação: os gestos a serem utilizados para atribuir às palavras das letras das músicas deveriam ser obrigatoriamente escolhidos de uma única e mesma Coleção de Gestos, composta por 30 itens. Os itens gestuais foram criados e colecionados a partir dos títulos das cenas do primeiro espetáculo original da Macarenando: 100 Formas para o Amor (2014), tornando “o amor sem formas” uma premissa temática para abordar o universo LGBTQIA+.

De acordo com Mac, “Dance a Letra é um procedimento de criação desenvolvido pela Macarenando que consiste em atribuir gestos literais para letras de músicas brasileiras. Para esse projeto, as músicas serão escolhidas de acordo com seu potencial de criação de novos sentidos para temas que envolvam o universo LGBTQIA+. Mas é importante frisar que o trabalho não se propõe a colocar em cena uma visão biográfica, histórica, política, educadora ou sociorealista sobre o tema. Trata-se, antes de tudo, de apresentar o que a dança que fazemos diz e reflete sobre corpos, sexualidades, gêneros, transformações, representações, diversidades e amores. Essa empreitada coloca-nos, sem dúvida, num estado de pesquisa sobre o procedimento Dance a Letra, aprofundando e revelando novas possibilidades para o seu uso e aplicação em um contexto de criação coreográfica.”

Os bailarinos ensaiaram e gravaram suas performances cada um de sua casa. Todo o processo foi realizado remotamente, com duração de sete semanas entre ensaios, gravações e edição do material. Com orientação coreográfica de June Machado, será possível conferir diariamente nas redes da Macarenando no YouTube, Facebook e Instagram performances dos bailarinos Aline Karpinski Dias, Arthur Bonfanti, Chiarah Cohén, Daniela Aquino, Dani Dutra, Dani Boff, Denis Gosch, Diego Mac, Eduardo Richa, Freda Corteze, Giulia Baptista Vieira, Juliana Rutkowski e Nilton Gaffree Jr.

Encerrando a programação, o grupo promove uma masterclass gratuita no dia 12 de junho, destinada a artistas LGBTQIA+ do Rio Grande do Sul, com a participação da equipe Macarenando e mediação da Professora Drª. Luciane Coccaro (UFRJ). A atividade, intitulada COMO ESSE VÍDEO DANÇA? Ferramentas para a criação de dança para telas tem como objetivo proporcionar o compartilhamento e reflexão a respeito dos procedimentos e técnicas de criação artística utilizadas no projeto. O encontro ocorre das 14h às 17h pela plataforma Zoom e as inscrições estão abertas através do link http://bit.ly/masterclassdanceadiversidade

Mais informações: https://www.facebook.com/macarenando | https://www.instagram.com/macarenandodanceconcept/

Dance a Diversidade

A partir de 17 de maio, diariamente, nas redes da Macarenando

Canções que integram as performances:

  • Under Pressure (instrumental)
  • Pau, Perereca e Cu (cantado por Harmonia do Sampler)
  • Escandalizar (cantado por Johnny Hooker)
  • Como 2 e 2 (cantado por Ney Matogrosso)
  • Tato (cantado por Arnaldo Antunes)
  • Homem (cantado por Alice Caymmi)
  • Pelo Amor De Deus (cantado por Alice Caymmi)
  • Corpo Fechado (cantado por Johnny Hooker)
  • Lizete (cantado por Na Ozetti)
  • Você Me Pergunta (cantado por Adriana Cacanhotto e Rubel)
  • Touro (cantado por Johnny Hooker)
  • Antes De Tudo (cantado por Alice Caymmi)
  • Que Estrago (cantado por Letrux)
  • Lamento (cantado por Caio Prado)
  • Bastidores (cantado por Cauby Peixoto)
  • A Mulher Barbada (cantado por Adriana Cacanhotto)
  • Era Pra Ser (cantado por Adriana Cacanhotto)
  • Velhos E Jovens (cantado por Adriana Cacanhotto)
  • A Cura (cantado por Lulu Santos e Vitor Kley)
  • Amor Meu Grande Amor (cantado por Angela Ro Ro)
  • Esse Cara (cantado por Cazuza)

Masterclass COMO ESSE VÍDEO DANÇA? Ferramentas para a criação de dança para telas – 12 de junho, das 14h às 17h, pelo Zoom. Inscrições – http://bit.ly/masterclassdanceadiversidade

FICHA TÉCNICA

Direção: Diego Mac e Gui Malgarizi

Bailarinos: Aline Karpinski Dias, Arthur Bonfanti, Chiarah Cohén, Daniela Aquino, Dani Dutra, Dani Boff, Denis Gosch, Diego Mac, Eduardo Richa, Freda Corteze, Giulia Baptista Vieira, Juliana Rutkowski e Nilton Gaffree Jr.

Orientação coreográfica: June Machado

Videocoreografia: Diego Mac

Participação especial: Jack Garcia (vídeo “Antes de Tudo”)

Mediação da Masterclass: Luciane Coccaro

Produção: Sandra Santos e Arthur Bonfanti

Gestão de comunicação digital: Giulia Baptista Vieira

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin

Assessoria contábil: Fernanda Raab Prass

SOBRE A MACARENANDO

Macarenando é uma iniciativa cultural que investe na mistura da dança, do humor e da cultura pop para criação de conteúdos, projetos e serviços.

No portfólio de espetáculos constam ABOBRINHAS RECHEADAS – O JOGO (2013), 100 FORMAS PARA O AMOR (2014), A CLASSE (2015), QUAL É A MÚSICA DESSA CENA (edição 2017 e 2018), DANCE A LETRA GRUPÃO POCKET LIVE GESTOS CAETANO (2017), DANCE A LETRA: SOBREVIDA (2018), ABOBRINHAS RECHEADAS: REI ROBERTO (2018), DAS TRIPAS SENTIMENTO (2018), as intervenções urbanas 100FORMAS.LOV (2016), ENSAIO SOBRE AUSÊNCIA E DOÇURA (2016) e MASH (2018), BALBÚRDIA (2019), e a encenação de terror imersivo CASA DO MEDO (2017-2020).

Em âmbito digital, a Macarenando executa o projeto de Presença Digital da marca por meio da atuação em diversas plataformas, como Youtube, Facebook, Instagram, Spotify e site institucional, com criação e distribuição de conteúdos sobre dança, humor e cultura pop, em contínua aproximação e relação com o público. Em 2017, lançou o eBook #TEXTÃO @MACARENANDO, que reúne textos produzidos pela equipe Macarenando e publicados em sua página no Facebook sob a forma de #textão. Em 2018 e 2109, publicou a série “Vídeo Dance a Letra”, com 24 vídeos. Em 2019, realizou o Prêmio Macarenão, um debate em formato live sobre os destaques da Dança em Porto Alegre no ano. Em 2020, em função da pandemia do COVID-19, intensificou-se o trabalho neste projeto, de modo prioritário, perfazendo uma série de ações online, como: criação e publicação de mais de 100 de vídeos, lives, cursos online e exibição de espetáculos em vídeo.

É dirigida por Diego Mac, que ao longo de sua trajetória artística vem se apropriando da coreografia Macarena em suas criações, entendendo-a como marca da dança no mundo.

Inaugurada em dezembro de 2013, a Macarenando construiu forte presença no setor cultural ao apresentar diferentes nichos e abordagens para a dança como linguagem criativa. Inserida na perspectiva do desenvolvimento cultural e econômico junto à indústria criativa, opera na simplicidade, na diversidade, no bom humor, na proposição da experiência sensível, na aproximação com o público, na popularização da dança cênica, na formação de plateia, no agenciamento com diferentes setores e mercados, e no desejo de mudar o mundo, mobilizar pessoas e provocar transformações.

Terceiro single de Ianaê Régia tem lançamento nesta quinta, 13 de maio

Edredom tem clipe dirigido por Vinicius Angeli e Vitória Proença

Nesta quinta-feira, 13 de maio, chega às plataformas digitais o terceiro single de Ianaê Régia, Edredom. A cantora de R&B Alternativo usa pedal de looping e compõe melodias coloridas ao explorar sua personalidade e extensão vocal. Entre o orgânico e o eletrônico, tem como proposta despertar o groove interno do público. Edredom é composta por quatro elementos primordiais: a voz, o beat, a guitarra elétrica e o baixo acústico – agentes criam uma atmosfera suave influenciada pelo Lofi Hip-Hop, R&B Alternativo e NeoSoul que contrastam com o uso de percussões que também evidenciam o caráter latino-americano da música.

Com produção musical de João Pedro Cé, o single conta com Mateus Albornoz no baixo acústico, Gabriel Gorski na guitarra, e Ianaê nos vocais e synth. A letra de Edredom, de caráter subjetivista e nostálgico, narra o processo dialógico ansioso de uma personagem consigo própria. À distância, ela é capaz de visualizar o movimento pela cidade e sua imaginação a torna presente aos ambientes nos quais ela não habita.

A cantora e compositora lançou seu primeiro single chamado Os Malditos Versos Livres em 2019, onde relata as angústias em relação à censura sobre a classe artística-política. Nessa canção, seus versos metafóricos denunciam acontecimentos do período da Ditadura Civil-Militar. Em 2020 foi a vez de Devir, inspirado em uma estética lo-fi, que retrata cenas do cotidiano em período de distanciamento social. A canção, produzida por Ianaê, apresenta uma atmosfera introspectiva, nostálgica e intimista sobre a conexão entre corpo e cidade. O pianista Diego Schutz é quem executa, no single, a criação instrumental.

O clipe de Edredom tem roteiro, direção e direção de fotografia de Vinicius Angeli e Vitória Proença, da 229 Visuais, com direção cênica e direção de arte de Paola Kirst, que também abriu as portas da sua casa para a gravação do clipe. O filme estará disponível no canal do YouTube da artista. Para saber mais sobre o projeto, acesse: https://www.instagram.com/ianaeregia/ |

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCMXhMQEZq8Bevn1dMmHHGgQ?view_as=subscriber

Spotify: https://open.spotify.com/artist/2U6yol0dEwL4ORqWSuTly7

Ianaê Régia é cantora de R&B Alternativo e seu repertório segue três pilares: o político, o conceitual e o sensual. Usa pedal de looping e compõe melodias coloridas ao explorar sua personalidade e extensão vocal. Entre o orgânico e o eletrônico, tem como proposta despertar o groove interno do público.

Em 2020 seu projeto de lançamento de podcast e singleclipe foi contemplado no edital do FAC Digital. De caráter educativo, o podcast “Devir: Conexão Corpo-Cidade”, é onde Ianaê conversa com artistas pretes da cena local acerca de pautas da luta antirracista. Também em 2020 foi aluna na primeira turma do curso de capacitação TREINAM, apresentando pitch para agentes da indústria da música como Fernanda Paiva, Ana Morena e Renata Gomes.

É também Produtora Artística e atualmente toma frente nos trabalhos de Identidade, Preparação de Elenco e Direção Cênica com artistas como Dessa Ferreira, Cassi3 e Charles Frutas no projeto Cores do Sul. Será mentora de Presença de Palco no Circuito Orelhas, projeto contemplado pelo Natura Musical.

Edredom, lançamento em 13 de maio

Um filme de 229 Visuais

Direção: Vinicius Angeli e Vitória Proença

Roteiro: Vinicius Angeli e Ianaê Régia

Direção Cênica e Direção de Arte: Paola Kirst

Direção de Fotografia: Vinicius Angeli e Vitória Proença

Colorização e Edição: Vinicius Angeli

Montagem e edição: Vinicius Angeli, Vitória Proença, Ianaê Régia

Figurino: Acervo Bruxó e Ianaê Régia

Maquiagem: Caroline Rodrigues

Cabelo: Atelier Glamour AfroHair e Paola Kirst

Apoio: Bruta Art

Autoria: Ianaê Régia

Produção Musical: João Pedro Cé

Masterização: Wagner Lagemann

Baixo Acústico: Mateus Albornoz

Guitarra: Gabriel Gorski

Synth: Ianaê Régia

Produção Executiva: Bruna Anele

Social Media: Thiago Valentini – Lado C

Lançamento de trilha sonora marca o fim da primeira temporada de A Ciência como ela é – a Saga de Carlota

Série original de podfiction sobre mulheres na ciência conta a história de Carlota, interpretada por Mel Lisboa

Trilha sonora assinada por Ricardo Severo será lançada na sexta-feira, 14 de maio, nas plataformas de streaming (pré-save – https://ffm.to/asagadecarlota)

Está no ar o décimo e último episódio da primeira temporada de A Ciência como ela é – a Saga de Carlota, uma série original de podcast ficcional sobre mulheres na ciência. A podfiction narra a história de Carlota, interpretada por Mel Lisboa, uma professora de física que enfrenta diversos desafios ao longo da vida para ser uma cientista. Desde a estreia, em 08 de março, o programa alcançou mais de 4.800 execuções de ouvintes no Brasil, EUA, Canadá, Portugal, Reino Unido, Espanha, Alemanha e Austrália. 

Nesta sexta-feira, 14 de maio, será possível conferir a trilha sonora original da podfiction, composta por Ricardo Severo. As nove faixas instrumentais serão disponibilizadas gratuitamente em diversas plataformas de streaming. Inspirado pelos sintetizadores de compositores como Vangelis e Jean Michel Jarre, Severo traz, com sua sonoridade eletrônica, uma atmosfera moderna a esse novo formato de áudio que tem elementos das antigas novelas de rádio, mas que é totalmente voltado para o streaming. Compositor, diretor musical e dramaturgo, Ricardo iniciou sua carreira musical há mais de 35 anos. Desde então, vem compondo e produzindo trilhas para teatro, cinema, dança e TV, além de ter feito canções originais e produções para diversos intérpretes.

A série de podfiction tem como objetivo discutir dados de estudos científicos sobre a baixa representatividade de mulheres na ciência, debater a importância e as vantagens da diversidade na área, trazendo algumas possíveis soluções para resolver o problema. A Saga de Carlota teve origem em uma peça teatral, em 2017. A ciência como ela é foi criada por Carolina Brito (professor.ufrgs.br/carolinabrito/) e Márcia Barbosa (www.if.ufrgs.br/~barbosa/), doutoras e professoras do Instituto de Física da UFRGS, com ampla experiência em ensino, pesquisa e extensão. Além de serem pesquisadoras sobre as questões de gênero na ciência,  ambas integram o programa de Extensão Meninas na Ciência (https://www.ufrgs.br/meninasnaciencia/), que tem como objetivo principal atrair meninas para áreas de ciências exatas e tecnológicas. 

A partir da montagem teatral, surgiu a história de Carlota. Segundo a dupla, baseadas em histórias de muitas cientistas que diariamente enfrentam diversos desafios, em especial por conta de gênero, elas resolveram construir um projeto de ficção que reunisse parte de diversas vivências de mulheres na ciência. 

O espetáculo A ciência como ela é narrava a vida de Carlota desde sua infância até se tornar uma cientista feminista. Neste processo, ela encontrava diversos personagens, cada um representando uma barreira a ser enfrentada. O texto dramatúrgico, dividido em cinco atos, trazia esquetes ficcionais intercaladas pela discussão sobre as pesquisas e estatísticas relacionadas a cada segmento. A peça foi apresentada em diversos eventos com bastante sucesso, tanto no Brasil quanto em congressos científicos internacionais e foi gravada em estúdio (https://www.ufrgs.br/napead/portfolio/70). A partir daí, surgiu a podfiction, que também conta com Jeferson Arenzon (www.if.ufrgs.br/~arenzon/), colega de Carolina e Márcia no Instituto de Física, Cristina Bonorino, imunologista e Professora Titular da UFCSPA, e Ricardo Severo, compositor, diretor musical e dramaturgo, no time de criadores e roteiristas.

Como produtores há mais de 10 anos do podcast de divulgação científica  “Fronteiras da Ciência” ( http://frontdaciencia.blogspot.com/ ), Jeferson e Carolina viram crescer o consumo de podcasts nos últimos anos. A equipe então identificou a necessidade de um programa que trouxesse a pauta das mulheres na ciência para o mundo dos podcasts e criou A Saga de Carlota. A série pretende levantar a questão da diversidade na ciência para além da esfera acadêmica, trazendo a linguagem artística para atingir um público mais amplo, mas sem abandonar um ponto essencial neste projeto, que é a apresentação de resultados científicos sobre o assunto.

“A partir de A Saga de Carlota, pretendemos contribuir para uma transformação na percepção dos ouvintes no que concerne a necessidade de uma maior diversidade na ciência e elevar o debate sobre machismo, diversidade, assédios sexual e moral a temas científicos que devem ser tratados com base em evidências e com método”, declaram os criadores. Passando pela infância e os desafios das pequenas cientistas e suas famílias, assédio de professores e colegas, participação de mulheres na vida política, preconceito na academia, assédio por superiores, diversidade racial, Carlota segue sua trajetória, assim como diversas mulheres que inspiraram a criação desta história. “Alguns episódios que integram os roteiros foram presenciados por nós, outros são relatos de colegas, não só no Brasil, mas no mundo todo”, afirmam Carolina, Márcia e Cristina. 

Com financiamento do Instituto Serrapilheira, A Saga de Carlota traz no elenco Eduardo Semerjian, Eduardo Silva, Érica Montanheiro, Fafy Siqueira, Herbert Richers Jr., Ilana Kaplan, Jamile Godoy, Mel Lisboa, Nany People, Otavio Martins, Rubens Caribe, Samuel de Assis e Tuna Dwek. Os episódios, disponíveis gratuitamente em diversas plataformas de streaming,  vão ao ar semanalmente às segundas-feiras até 10 de maio. Para saber mais sobre o projeto, acesse https://ufrgs.com/asagadecarlota/ ou nas redes sociais @asagadecarlota.

A Ciência Como ela é – A Saga de Carlota

Disponível diversas plataformas de streaming – último episódio da primeira temporada no ar em 10 de maio

Trilha sonora original disponível em diversas plataformas de streaming a partir de 14 de maio – pré-save – https://ffm.to/asagadecarlota

Ficha técnica

  • Carolina Brito: autora, roteirista e produtora geral 
  • Márcia C Barbosa: autora, roteirista
  • Cristina Bonorino: roteirista-chefe 
  • Jeferson J. Arenzon: roteirista e co-produtor 
  • Ricardo Severo: roteirista, diretor de elenco, produtor musical, editor de som e áudio
  • Identidade visual:  Agência Monday 
  • Assessoria de comunicação: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
  • Vinhetas e animações: Francine dos Santos  
  • Oferecimento: Instituto de Física da UFRGS
  • Apoio do Instituto Serrapilheira

Elenco:

Mel Lisboa: Carlota 

Ilana Kaplan: Narradora  

Rubens Caribé:  Narrador  

Nany People: Mãe da Magda, Profa Ana, Amélia e mulher no armário 

Fafy Siqueira : Mãe da Carlota , Claudia, Beatriz 

Tuna Dwek: Magda e Nádia  

Jamile Godoy: Marina, Clara,  Angélica, Mariana, Maria

Eduardo Semerjian: Mateus, Prof de Física,  Prof Pedro

Herbert Richers Jr: Carlos Alejandro, Gerald, Prof.Bernardo, Prof Nicolas, Guilherme

Otávio Martins: Rafael,  Aluno2,  Leonardo, Gustavo e Felipe 

Erica Montanheiro: Magda criança,  Jeniffer, Laura, Angela 

Samuel de Assis: Aluno 1, André, Renato, Richard, Jean

Edu Silva: pai da carlota , Prof Jader, Roberto, segurança

Lupa – festival de videoclipes está com inscrições abertas até 31 de maio

Primeira edição do projeto vencedor do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, oferece prêmios entre R$ 1.500,00 a R$ 4.000,00 para os vídeos vencedores

Um novo festival voltado à produção de videoclipes está com inscrições abertas: o Lupa – festival de videoclipes tem como objetivo dar visibilidade à produção de videoclipes produzidos a partir de 2019, no território do estado do Rio Grande do Sul. O projeto, promovido pela OSC Sempre-Viva, da cidade de Santa Rosa/RS, sob a coordenação geral e produção executiva da GAIA PRODUÇÃO CULTURAL, é vencedor do Edital de Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Lei Aldir Blanc no estado do RS.

Até 31 de maio será possível enviar videoclipes produzidos por pessoas físicas e jurídicas, realizadores e produtoras audiovisuais, videomakers, músicos e bandas. O videoclipe não tem limite mínimo de duração, e concorrerá a prêmios entre R$ 1.500,00 e R$ 4.000,00. Os cinco primeiros lugares serão eleitos pelo júri do festival, além de um prêmio para o vídeo vencedor escolhido pelo público, que poderá votar nos preferidos pelo site www.lupafestival.com.br

Com abrangência para produções realizadas no Rio Grande do Sul, a primeira edição do Lupa tem como objetivo fomentar a produção audiovisual local, assim como a divulgação de bandas independentes, proporcionando um cenário mais amplo, através do ambiente digital. “Além da importância do fomento a esta nova cadeia da produção cultural, é preciso ressaltar que o foco do projeto é incentivar os artistas e bandas a se conscientizarem que o videoclipe é uma ferramenta fundamental para que seus trabalhos sejam divulgados e conhecidos pelo grande público”, declara Fernando Keiber, organizador do projeto.

A curadoria, formada por Fernando Keiber, Lanza Xavier, Henrique de Freitas Lima e Alexandre Mattos, selecionará os 30 vídeos que integrarão a final e estarão disponíveis para votação a partir de 09 de junho. A mostra virtual dos vídeos selecionados bem como o evento de premiação se dará no dia 15 de julho, através do canal do YouTube do projeto.

Dúvidas podem ser encaminhadas pelo e-mail oscsempreviva@gmail.com ou pelos telefones (51) 996158335 e (55) 984073617. Para acompanhar as novidades do Lupa Festival, acesse: www.lupafestival.com.br | instagram.com/lupafestival | https://www.facebook.com/lupafestival

Lupa – festival de clipes

Inscrições gratuitas de 24 de abril a 31 de maio pelo site www.lupafestival.com.br

Divulgação classificados 07/06

Abertura Votação Popular online 09/06

Evento de Premiação 15/07

Prêmios:

1º Lugar – R$ 4.000,00

2º Lugar – R$ 3.000,00

3º Lugar – R$ 2.500,00

4º Lugar – R$ 2.000,00

5º Lugar – R$ 1.500,00

Júri Popular – R$ 1.500,00

Curadores

ALEXANDRE MATTOS é natural de Pelotas, é produtor cultural e realizador audiovisual Membro-fundador da produtora Moviola Filmes, tendo produzido vários filmes e documentários. Atualmente, participa do Laboratório de Narrativas Negras para Audiovisual da FLUP em parceria com a Rede Globo, onde foi selecionado para desenvolvimento de argumento da série “Sal e Sangue”, também foi selecionado para participar do curso EAD Projeções –Linguagem e Processos Criativos no Cinema Brasileiro Contemporâneo do Itaú Cultural. Durante doze anos integrou a Banda Auto Retrato, participando shows, festivais, gravando videoclipes e compondo.

FERNANDO KEIBER é produtor cultural, professor e músico. É formado em música pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL – 1992); Leitura e Transposição e Harmonia e Improvisação no Conservatório de Música de Pelotas. Atuou como coordenador do Setor de Tomada de Contas da Lei de Incentivo à Cultura – SEDAC/RS (2005 a 2009). Atualmente é conselheiro fiscal da Associação dos Produtores Culturais do Estado do Rio Grande do Sul – APCERGS, proprietário da Gaia Cultura & Arte, empresa especializada em planejamento e gestão de projetos culturais, coordenador do Musicanto, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Santa Rosa, gestão 2020/2022,presidente da Comissão Municipal e Incentivo à Cultura – CMIC de Santa Rosa/RS e gestor administrativo e financeiro da Organização da Sociedade Civil Sempre-Viva.

HENRIQUE DE FREITAS LIMA DIRETOR é roteirista, Produtor de Cinema e Televisão e Consultor e Advogado especializado em Cultura, Esportes e Terceiro Setor, nascido em Sobradinho, RS, em 27/10/1959. Dirigiu os longas metragens TEMPO SEM GLÓRIA (1984), LUA DE OUTUBRO (1997), CONCERTO CAMPESTRE (2003), DANUBIO (2010), CONTOS GAUCHESCOS (2012) e ZORAVIA (2018), os curtas em 35 mm A HORA DA VERDADE (1988) e O MACACO E O CANDIDATO (1990), e a Série de Televisão PORTEIRA ABERTA (2004), entre outros. Foi Membro Fundador e 1o Presidente da Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do RGS – APTC/RS, Conselheiro do Conselho Nacional de Cinema – CONCINE (1986/1989) e Membro Fundador e 1o Presidente da Associação dos Produtores Culturais do RGS – APCERGS. Sócio Proprietário e Diretor da Cinematográfica Pampeana, fundada em 1995. É advogado e Sócio Gerente da Freitas Lima Consultores Associados S/C, fundada em 2007 e participa de Conselhos da Academia Brasileira de Artes Audiovisuais e API Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro.

LANZA XAVIER possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pelotas (2003) e mestrado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2006). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Pelotas nos cursos de Cinema de Animação e Cinema e Audiovisual. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Cinema, atuando principalmente nos seguintes temas: produção e autoria cinematográfica, cinema gaúcho, políticas públicas para o audiovisual e acompanhamento de egressos. Responsável pelas disciplinas de Introdução à Linguagem Audiovisual, Direção de Produção, Produção Executiva e Projeto em Audiovisual I e II. Integra a equipe da Diretoria do FORCINE, Gestão 2021-2022. Doutoranda em Educação pela UFPEL. Mãe do Theo (9 anos) e da Nalu (5 anos).

Workshop “Arte, Gênero & Sexualidade” tem inscrições abertas a partir desta segunda-feira, 19 de abril

Atividade ministrada pelo Doutor em Teatro Daniel Colin integra a programação do projeto Decolonizando Práticas Cênicas: processos formativos em artes, gêneros e sexualidades no Rio Grande do Sul, vencedor do  Edital de Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Lei Aldir Blanc no estado do RS

Inscrições gratuitas pelo formulário – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScmdSatR59VB161Fb7HrijRqlEzc9R1TInUHshiRxl_w6wCOA/viewform

A partir desta segunda-feira, 19 de abril, estão abertas as inscrições para o workshop Arte, Gênero & Sexualidade, ministrado pelo Doutor em Teatro e ativista LGBTQIA+ Daniel Colin. A atividade integra a programação do projeto Decolonizando Práticas Cênicas: processos formativos em artes, gêneros e sexualidades no Rio Grande do Sul, vencedor do  Edital de Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Lei Aldir Blanc no estado do RS.

Aberto para qualquer pessoa, sem precisar de experiência anterior na área artística, o workshop utiliza a perspectiva decolonial como ponto de partida para os participantes experimentarem outras possibilidades, outros prazeres e outros caminhos na vida cotidiana e na prática artística. Realizador e pesquisador teatral há duas décadas, Colin desenvolve pesquisas que percebem a arte como um manifesto poderoso vinculado diretamente com seu entorno social. A partir de aportes teóricos e de referenciais práticos do ministrante, o curso incentiva a turma para que cada participante seja capaz de reavaliar suas vivências do dia-a-dia para que possam produzir vídeo performances artísticas individuais, todas com orientação do professor. “Esta pode ser uma ótima oportunidade para todes interessades inspirarem seus sentidos, renovarem o olhar e explorarem o corpo de outras formas”, declara. “São atividades que pretendem estimular a formação tanto de artistas, quanto de espectadores, bem como almeja incentivar o debate crítico acerca dos temas e campos envolvidos neste projeto”. 

Os encontros incentivam os participantes a produzirem materiais corporais e artísticos levando-se em consideração as condições adversas dos locais nos quais alunes estarão assistindo às aulas. O professor também disponibilizará material didático textual, por meio de artigos e capítulos científico-artísticos disponíveis na internet.

O programa do curso se baseia na experiência teórico-prática que resultou na tese de doutorado de Colin, bem como na sua trajetória como professor de artes. O curso conta com quatro participações: a atriz e licencianda em teatro pela UERGS Elena Trindade, a bacharela em Direção Teatral pela UFRGS, Silvana Rodrigues, a atriz e realizadora audiovisual Thais Fernandes e o performer e mestrando em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa FCSH Xico Tuchtenhagen. O resultado dos 12 encontros poderá ser conferido em um microfestival on-line, intitulado Plurais, que poderá ser conferido pelo YouTube do projeto.

Os encontros serão realizados através de plataforma Zoom a partir de 04 de maio, com aulas às terças e quintas-feiras às 19h e sábados das 15h às 17h30. A carga horária total é de 30 horas/aula, com distribuição de certificados digitais para participantes (com 75% de presença nas aulas). As aulas serão gravadas e poderão ser acessadas exclusivamente por estudantes que não tenham conseguido assistir aos encontros em tempo real.

Toda a programação do projeto é gratuita e as inscrições seguem abertas até 30 de abril pelo formulário https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScmdSatR59VB161Fb7HrijRqlEzc9R1TInUHshiRxl_w6wCOA/viewform, com divulgação dos selecionados em 02 de maio. O projeto Decolonizando Práticas Cênicas: processos formativos em artes, gêneros e sexualidades no Rio Grande do Sul é executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20.  Mais informações pelo email danielcolin@gmail.com ou pelo whatsapp (51) 98210-6539.

Workshop “Arte, Gênero & Sexualidade”, ministrado pelo Doutor em Teatro e ativista LGBTQIA+ Daniel Colin

Eixos Temáticos:

Eixo 1 – DECOLONIALIDADE, GÊNERO E SEXUALIDADE (2 encontros): Discussão sobre a inflexão decolonial e os possíveis cruzamentos com as artes do corpo produzidas na América Latina (sobretudo no Brasil) na última década, além do entrecruzamento com questões de gênero e sexualidade. Professora convidada: Elena Trindade.

Eixo 2 – ARTE AUTO-BIOGRÁFICA (3 encontros): Breve revisão histórica da performance art e do teatro performativo, bem como de conceitos geohistórico-políticos como parâmetro inicial para o debate decolonial e para a produção artística autoral. Professora convidada: Silvana Rodrigues.

Eixo 3 – CONTRADISPOSITIVOS ARTÍSTICOS: (VÍDEO)PERFORMANCES (3 encontros): Exploração teórico-prática da noção de inversão dos dispositivos de poder colonial como estratégia para a criação artística autoral. Orientações técnicas acerca da produção de material audiovisual para internet. Professora convidada: Thais Fernandes.

Eixo 4 – MEU CORPO, MINHA VOZ, MEU DISCURSO (4 encontros): Aulas de criação das videoperformances e troca de olhares sobre as mesmas, com sugestões de professores e da turma. Aulas expositivas dos trabalhos artísticos produzidos pela turma a partir dos estímulos discutidos e assimilados nos encontros anteriores. Professor convidado: Xico Tuchtenhagen.

Inscrições de 19 a 30 de abril pelo formulário  – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScmdSatR59VB161Fb7HrijRqlEzc9R1TInUHshiRxl_w6wCOA/viewform

Encontros 04, 06, 08, 11, 13, 15, 18, 20, 22, 25, 27 e 29/5): sempre às terças e quintas (19h às 21h30) e aos sábados (15h às 17h30).

Daniel dos Santos Colin é Doutor em Teatro (UDESC), Mestre e Bacharel em Artes Cênicas (UFRGS). Também é professor convidado da Pós-Graduação Lato Sensu / Especialização – Artes Cênicas (CENSUPEG) desde 2018. Dentre suas principais funções na área teatral estão: diretor, ator, performer, dramaturgo e professor. É integrante e membro-fundador do grupo Teatro Sarcáustico, em Porto Alegre/RS. Sua pesquisa teórico-prática articula conceitos como corpo,  performance, arte e atuação em relação com estudos sobre decolonialidade, gênero e sexualidade, a partir da qual resultaram suas investigações de mestrado e doutorado. Atua como professor de artes há 18 anos em diversas cidades do Brasil, sobretudo em Porto Alegre e Caxias do Sul, ambas no RS. Ministra oficinas e workshops de temáticas diversas, dentre elas: direção cênica, dramaturgia, performance, atuação e práticas decoloniais.

Instagram: @danielcolin_ator

Facebook: https://www.facebook.com/atordanielcolin/

Twitter: @Odanielcolin

14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira divulga vencedores e disponibiliza obras até 18 de abril

Obras vencedoras da Mostra Competitiva Brasil foram divulgadas nesta quarta-feira pelas redes sociais do festival

Júri elegeu Os Últimos Românticos do Mundo e Célio’s Circle como os vencedores do Grande Prêmio Cine Esquema Novo 

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Obras poderão ser conferidas até 18 de abril, no Chorinho do CEN

Porto Alegre, 14 de abril de 2021 – Nesta quarta-feira, 14 de abril, o 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira divulgou os ganhadores da Mostra Competitiva Brasil. O júri, composto pela  curadora e crítica de arte Fernanda Brenner, a documentarista, curadora e jornalista Flavia Guerra, a cineasta, curadora e produtora Graciela Guarani e a multiartista Linn da Quebrada, elegeu Os Últimos Românticos do Mundo, de Henrique Arruda, e Célio’s Circle, de Diego Lisboa, como os vendedores do Grande Prêmio Cine Esquema Novo em 2021. As obras recebem o troféu assinado pelo artista Luiz Roque, além de R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de luz e maquinária da Locall RS e R$ 10.000,00 em utilização dos serviços de infraestrutura de produção e pós-produção do TECNA, centro de Produção Audiovisual, um empreendimento do ecossistema do TECNOPUC. O prêmio será dividido entre os dois vencedores. A juradas também concederam para Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo, o prêmio em empréstimo de equipamentos (Black Magic Ursa e acessórios) por duas semanas ou serviço de mixagem de 20 horas, do CTAV – Centro Técnico Audiovisual.

As 31 obras selecionadas pelos curadores Jaqueline Beltrame, Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro e Vinicius Lopes para a Mostra Competitiva Brasil foram avaliadas pelas juradas, que tiveram a missão de eleger o Grande Prêmio do 14º Cine Esquema Novo e mais cinco destaques, todos eles acompanhados de uma justificativa que explicita as razões da escolha. As produções selecionadas foram Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Henrique Amud & Lucas H. Rossi dos Santos, Caminhos Encobertos, de Beatriz Macruz e Maria Clara Guiral, Entre Nós e o Mundo, de Fabio Rodrigo, Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira e Ser Feliz no Vão, de Lucas H. Rossi dos Santos.

Este ano, por conta do formato on-line, a organização do festival criou uma novidade para a Mostra Competitiva Brasil: o Caderno de Artista. A novidade apresentou, no site do festival, diversos conteúdos construídos em parceria com cada um dos selecionados, disponíveis em um ambiente digital criado para cada participante. Além disso, cada realizador foi instigado a trazer outra obra audiovisual que entre em diálogo com seu trabalho para esse espaço virtual.  O Caderno de Artista, uma proposição inédita, “é um espaço que reúne, além do filme selecionado, a obra que dialoga com o trabalho em competição, entrevistas, informações e outras imagens, convidando o público a ter uma maior compreensão do universo de cada realizador”, declara a diretora do festival, Jaqueline Beltrame. 

Além da Mostra Competitiva Brasil, o CEN realizou a segunda edição da Mostra Outros Esquemas, que contou com 12 obras, e a Mostra Artista Convidado Welket Bungué, que reuniu seis filmes do artista transdisclipinar de Guiné Bissau cujo nome é título da mostra. Todos os filmes estão disponíveis no site do festival gratuitamente e on-demand. 

Além das mostras, o festival promoveu projeções urbanas em três pontos de Porto Alegre; quatro oficinas, uma em parceria com o projeto Câmera Causa e três em parceria com o Macumba LAB; a segunda edição do Seminário Pensar a Imagem, com produção e curadoria de Gabriela Almeida e que segue até esta quinta, 15 de abril, através do YouTube do evento, gratuitamente e com intérprete de LIBRAS; e debates com os realizadores da Mostra Competitiva. O público também pode conferir entrevistas pelo Instagram do Cine Esquema Novo através das lives Abrindo Cadernos, nas quais os realizadores da Mostra Outros Esquemas falam sobre seus processos de criação em entrevista com a jornalista Bruna Paulin, e o Shot Esquema Novo, um momento de descontração com a equipe do festival e diversos convidados. As duas atividades ocorrem até esta quinta-feira.

O time de curadores das mostras contou com Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame e Vinicius Lopes. A curadoria das projeções urbanas é assinada por Tiatã, com intervenção artística da VJ Janaina Castoldi, e Alisson Avila, um dos sócios-fundadores do CEN, integrou a curadoria da mostra de Bungué, ao lado de Jaqueline e Gustavo.

CHORINHO DO CEN

Devido ao sucesso desta edição on-line, a organização do 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira disponibilizará por mais três dias a possibilidade de o público assistir às obras deste ano, que ficarão no site até as 23h59 deste domingo, 18 de abril. “Diferente das edições fisicamente presenciais, e por conta do grande volume de conteúdos disponíveis através dos Cadernos de Artista, recebemos muitos pedidos do público que gostariam de mais tempo para apreciar as obras. Assim surgiu a ideia do Chorinho do CEN”, revela Jaqueline, que também é uma das fundadoras do festival, curadora das três mostras e coordenadora de produção do evento. O Chorinho também é a chance de quem não assistiu aos vencedores deste ano ter tempo extra para conferir os escolhidos pelas juradas”, conta. Os conteúdos dos Cadernos de Artista, exceto os filmes da Competitiva e as obras convidadas, seguirão disponíveis no site do festival para consulta após o período de exibição. 

O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020. Mais informações, acesse: http://www.cineesquemanovo.org | http://www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo 

Saiba Mais

Mostra Competitiva Brasil – Grande Prêmio 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira 

“Uma escolha que não divide, mas que complementa o olhar sobre o futuro que já é. Presente. “Principício” entre o início e o fim, ou o início do fim. Um mundo termina para que outro sonhado nasça. O mundo como o conhecemos já acabou muitas vezes. E ainda vai acabar tantas outras. 

Se em Célio’s Circle o personagem-antena é atravessado por ondas, energias, discursos e um cotidiano duro e de esquecimento, em Os Últimos Românticos do Mundo, os corpos são atravessados pela ideia de uma nova realidade construída segundo outros parâmetros. Uma onda rosa substitui um mundo que já demorou para desmoronar. 

Em Célio’s Circle, a linguagem quase documental se une à experimentação de montagem e a uma construção engenhosa de um universo sonoro não diegético que não só enriquece mas constrói a própria narrativa. 

Em Os Últimos Românticos do Mundo, a narrativa ressignifica e constrói uma nova linguagem a partir de símbolos gastos e já decodificados. Ao dar novos sentidos a eles, o filme propõe novos caminhos e possibilidades para o futuro presente. O primeiro romântico do mundo acena aos últimos”.

CÉLIO’S CIRCLE, Diego Lisboa

OS ÚLTIMOS ROMÂNTICOS DO MUNDO, de Henrique Arruda

Prêmio Quebra de Eixo

“Conduzida pelo som da mata, a câmera caminha junto com os jovens guaranis, Karai Mirim e Karai Jekupe, lideranças Guarani Mbyá da Terra Indígena Jaraguá em São Paulo. Por meio de um olhar coletivo, o filme reescreve e instaura uma narrativa orgânica e de respeito mútuo. Enquanto espectadores, nos tira do eixo, desestabiliza e desloca. O filme amplia o olhar. A  inversão do eixo narrativo, tanto cinematográfico quanto histórico, é uma conquista para o cinema e audiovisual brasileiro”.

CAMINHOS ENCOBERTOS, de Beatriz Macruz e Maria Clara Guiral (diretoras); Thiago Henrique Karai Jekupe e Victor Fernandes Karai Mirim (história original)

Prêmio Contra-Plano 

“O diretor lança um olhar afetivo e sagaz de um cotidiano que, via de regra, é retratado friamente pela mídia e pelas estatísticas. Revelando o seu próprio universo, o cineasta se implica na narrativa que conduz. Faz cinema de autor. Ao ser ao mesmo tempo o pássaro que bica e o pássaro que vê, redireciona o modo como vemos e nos movemos diante de um imaginário coletivo dado e instaurado, e, assim, nos aproxima”. 

ENTRE NÓS E O MUNDO, de Fabio Rodrigo

Prêmio Perspectiva  

“O frescor do filme é resultado de um encontro coletivo de realizadores e realizadoras que, a partir das supostas fragilidades apontadas, constroem potência. Aquelas que são colocadas à margem, ocupam o centro da narrativa e o descentraliza. Irreverente, Perifericu descortina temas prementes do momento em que vivemos”. 

PERIFERICU, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira

Prêmio Fricção 

“O filme estabelece uma disputa de narrativas. Retoma memórias e tensiona o presente a partir de um relato contundente e pessoal. O filme dá conta de um passado histórico traumático enquanto aponta seus reflexos e cicatrizes na atualidade. Quando se tem um presidente que enaltece a tortura, é ainda mais urgente que o cinema se comprometa em preservar a história de suas vítimas e os fatos, e revele as contradições que compõem a narrativa do País”. 

ATORDOADO, EU PERMANEÇO ATENTO, de Henrique Amud & Lucas H. Rossi dos Santos

Prêmio Requadro 

Colagem caleidoscópica de imagem e som, o filme constrói um ensaio visual fragmentado sobre o racismo e como este se articula de maneira sofisticada e cruel em nosso imaginário. O filme revela um incômodo racial e de classe e, ao mesmo tempo, celebra a vida e a potência das negritudes por meio de sua montagem multifacetada. 

SER FELIZ NO VÃO, de Lucas H. Rossi dos Santos

Prêmios: 

Todos os vencedores recebem Troféu criado pelo artista Luiz Roque

Grande Prêmio Cine Esquema Novo – prêmio será dividido entre os dois filmes eleitos pelo júri

· R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de luz e maquinária na Locall RS

· R$ 10.000,00 (dez mil reais) em utilização dos serviços de infraestrutura de produção e pós-produção do TECNA, centro de Produção Audiovisual, um empreendimento do ecossistema do TECNOPUC

Prêmio Contra-Plano

· Empréstimo de equipamentos (Black Magic Ursa e acessórios) por 02 semanas ou serviço de mixagem de 20 horas, do CTAV Centro Técnico Audiovisual 

Juradas

Fernanda Brenner nasceu em São Paulo, Brasil, em 1986. É curadora, crítica de arte e fundadora e diretora artística do Pivô, em São Paulo. Em paralelo ao seu trabalho na instituição, atua como consultora de arte latino-americana da Kadist Art Foundation, faz parte da equipe curatorial da feira italiana Artissima, é editora colaboradora da revista Frieze e integra o comitê de desenvolvimento da plataforma Ordet em Milão. Entre suas curadorias mais recentes estão as exposições individuais República, Luiz Roque (2020), Avalanche, Katinka Bock (2019), ambas no Pivô e as coletivas A Burrice dos Homens, na galeria Bergamin Gomide, São Paulo (2019), Neither, Mendes Wood DM, Bruxelas (2017), co-curadoria da exposição Caixa Preta, na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre (2018). Seus textos já foram publicados em uma série de publicações, incluindo Textwork da Fondation d’Enterprise Pernod Ricard, Art Review, Terremoto, Mousse, Cahiers d’Art, além de contribuir com catálogos institucionais, nacionais e internacionais, e monografias para a editora Cobogó, MASP, Centre Georges Pompidou, Fridericianum e MOCA Detroit.

Flavia Guerra é documentarista, curadora e jornalista. Formada em jornalismo pela ECA-USP. Bolsista do Chevening Scholarship Programme, tem mestrado em Direção de Documentário e Cinema na Goldsmiths – University of London. Produziu e dirigiu Karl Max Way (premiado no Festival É Tudo Verdade); roteirizou e narrou a série Brasil Visto do Céu, coprodução entre a brasileira Gullane Filmes e a francesa Gedeon para a  ARTE. É codiretora de Poemaria (www.poemaria.com.br). Atualmente, desenvolve o documentário Notícias Populares – Muito Além da Verdade. É roteirista do longa Soprando Búzios, de João Gabriel, e produtora associada de Meu Sangue É Vermelho (Needs Must Film-BR/UK). Foi repórter de Cultura de O Estado de S. Paulo por 15 anos, além de colaborar com diversos veículos como Carta Capital, Revista Trip, Revista Continente, Folha de S. Paulo, entre outros. É colunista de cinema da Rádio Band News FM. É criadora do podcast Plano Geral. Entre 2019 e início de 2020, cobriu festivais internacionais para o Canal Brasil, para o qual produz conteúdo regularmente. É curadora do Feed Dog – Festival Internacional de Documentários de Moda. É criadora e editora do TelaTela. Integra os coletivos Mais Mulheres e Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema. 

Graciela Guarani é pertencente à nação Guarani Kaiowá, Graciela é produtora cultural, comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual. Uma das mulheres indígenas pioneiras em produções originais audiovisuais no cenário Brasileiro, tem um currículo que inclui direção e roteiro em 8 curtas metragens, uma série de vídeos cartas “Nhemongueta Cunha Mbaraete “ (IMS/RJ),co-direcao no longa My Blood is Red (Needs Must Film),  formadora no Curso Mulheres Indígenas e Novas Mídias Sociais- da Invisibilidade ao acesso aos direitos pela @onumulheresbr  e TJ/MS – MS 2019, Cineasta facilitadora na Oficina de Cinema – Ocupar a Tela: Mulheres, Terra e Movimento pelo IMS e Museu do Índio – RJ 2019, Convidada como debatedora da Mesa redonda Internacional de Mulheres na Mídia e no Cinema na 70a. Berlinale – Berlin International Film Festival 2020 @berlinale

Linn da Quebrada é uma multi-artista brasileira. Além do elogiado disco Pajubá (2017), Linn é apresentadora de um talk-show e também atua no cinema e na TV. Travesti e “artivista”, Linn  tem alcançado e conquistado territórios em outros países e continentes, para além do Brasil, com uma arte combativa, que disputa espaços, narrativas e imaginários.

14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre de 10 a 15 de abril em Porto Alegre

Três mostras com seis world premières, oficinas, seminário, debates e muita interação nas redes sociais integram a programação totalmente on-line e gratuita pelo www.cineesquemanovo.org

Júri desta edição é composto por Fernanda Brenner, Flávia Guerra, Graciela Guarani e Linn da Quebrada

Porto Alegre, 03 de abril de 2021 – O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre entre os dias 10 e 15 de abril, com três mostras, 49 obras, seis delas estreias internacionais, seminário, oficinas, debates, muita interação nas redes sociais e o artista transdisciplinar Welket Bungué como artista convidado. Toda a programação será on-line e gratuita pelo www.cineesquemanovo.org, e as obras estarão disponíveis no site durante os seis dias de evento para serem visualizadas a qualquer horário, on demand. “Já que não podemos realizar o festival de forma presencial este ano, decidimos então tirar partido de algumas vantagens que o ambiente virtual nos proporciona, como a conveniência de deixar os filmes das mostras em exibição on-line, sem horário ou sessão. Vai ser possível assistir a todas as obras e levar a conversa para as redes sociais”, comenta Jaqueline Beltrame, diretora e curadora do festival.

As obras se dividem em três mostras: a Mostra Competitiva Brasil, a Mostra Artista Convidado Welket Bungué e a Mostra Outros Esquemas. A primeira delas, a Competitiva, atraiu mais de 395 inscritos, com 31 obras escolhidas para integrar a principal mostra da programação do festival. Foram mais de 144 horas de material avaliadas e selecionadas pelo time de curadores formado por Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro, Jaqueline Beltrame e Vinícius Lopes.

Este ano, por conta do formato on-line, a organização do festival inovou na Mostra Competitiva Brasil, criando o Caderno de Artista. A novidade, disponível no portal do festival, exibe diversos conteúdos construídos em parceria com cada um dos selecionados em espaços formatados para cada um deles, contendo, além do filme selecionado, uma outra obra que dialogue com o trabalho em competição, entrevistas, informações e outras imagens, convidando o público a ter uma maior compreensão do universo de cada realizador. “Propusemos aos selecionados que compartilhassem nessa área especial do site referências artísticas, inspirações, processos criativos para a realização da obra audiovisual selecionada para a Mostra Competitiva. É como se eles abrissem os seus cadernos para o público: o Caderno de Artista. Esse material, que já está disponível no portal, será acrescido ainda da exibição do filme selecionado bem como de uma outra obra à escolha do realizador que seja uma inspiração para seu trabalho. É uma exibição quase dois em um”, declaram Jaqueline Beltrame, Ramiro Azevedo, Gustavo Spolidoro e Alisson Avila, organizadores do CEN, que celebra 18 anos de existência em 2021.

A seleção conta com dez projetos assinados por duos ou grupos, 8 realizadoras, 19 realizadores, além de artistas agênero e não-bináries. Temáticas como cenário político brasileiro atual, direitos humanos, fim do mundo, saúde mental, questões indígenas, memória e história, racismo, solidão na contemporaneidade, identidade queer, religiosidade, futuro, exploração da natureza, territorialidade, laços familiares, entre outras, pautam os títulos selecionados a partir de onze Estados brasileiros e duas produções assinadas por brasileiros realizadas no exterior (ou em coprodução internacional).

Eu não sou um robô (Gabriela Richter Lamas, Maurílio Almeida, Felipe Yurgel e Guilherme Cerón), O Ciclope (Guilherme Cenzi, Pedro Achilles), Per Capita (Lia Leticia), Performatividades do Segundo Plano (Frederico Benevides e Yuri Firmeza), sem título #6: o Inquietanto (Carlos Adriano) e Urubá (Rodrigo Sena) têm estreia mundial no festival, além de quatro estreias nacionais: 13 Ways of Looking at a Blackbird (Ana Vaz), A chuva acalanta a dor (Leonardo Mouramatheus), As vezes que não estou lá (Dandara de Morais) e Para Colorir (Juliana Costa).

A lista reúne títulos como O Mundo Mineral, de Guerreiro do Divino Amor, artista contemplado com o Prêmio Pipa 2019 e que participa pela terceira vez do festival; 13 Ways of Looking at at a Blackbird, de Ana Vaz, que integra a mostra Forum Expanded do 71º Festival Internacional de Cinema de Berlim. O título é inspirado no poema de Wallace Stevens e a obra é composta de série de tentativas de olhar e ser olhado, que propõe um caleidoscópio de experiências, questionamentos e maravilhas de um casal de alunos do ensino médio após um ano de experiências com a cineasta, questionando o que o cinema pode ser. Aqui, a câmera torna-se um instrumento de investigação, um lápis, uma canção. “O filme é uma música que dá para ver”, escreveu um dos alunos em uma constelação coletiva de frases e desenhos feitos durante uma das oficinas. 

Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira, traz a história de Luz e Denise que cresceram em meio às adversidades de ser LGBTQA+ no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso à cidade, os sonhos e incertezas da juventude inundam suas existências. O curta já integrou mais de 70 festivais e mostras e recebeu 25 prêmios, entre eles o de Filme Mais Transgressor e Júri Popular no 27° Mix Brasil, e melhor da competitiva do Kino Forum. “Denise e Luz descolonizam sua existência com ancestralidade e uma boa dose de deboche. Elas existem e estão aqui, todos os dias, no gerúndio, amando, dançando, sonhando, sendo o que são. Ou melhor, o que somos. Somos seres poéticos e políticos. Reais, de verdade, não apenas os retratos sem voz do noticiário policial ou dos estereótipos que outros nos dão por ai”, afirma Well Amorim, diretor de fotografia e produtor executivo do filme.

A Mostra Competitiva Brasil conta com projetos de nomes que já estiveram em outras edições do festival, como a dupla Frederico Benevides e Yuri Firmeza, com Performatividades do Segundo Plano, uma continuidade de um trabalho em dupla que mantém uma pesquisa sobre imagens projetivas que começa com Entretempos e segue questionando o poder de modulação de futuro, mas também de presente e passado que essas narrativas tomam. “Dessa vez centramos foco na performance dos figurantes e dois filmes ensaios e oito fotos lenticulares, onde aproximamos imagens que podem ser vistas apenas como sofisticações da estratificação que sempre esteve posta entre quem olha e quem é olhado”, contam os realizadores.

Leonardo Mouramatheus também é um dos criadores que já passou por outras seleções do CEN. Em 2021 ele apresenta A chuva acalanta a dor, baseado no conto Lucrèce de Marcel Schwob. No ano 74 a.C, Tito Lucrécio Caro, um jovem com ideias ousadas, tenta convencer seu amigo Mêmio que ir estudar para a cidade de Roma é uma total perda de tempo. Anos depois, Lucrécio volta da capital. Tentando encontrar um equilíbrio entre suas explicações do mundo natural e sua experiência emocional do mesmo, Lucrécio vive uma paixão profunda e conturbada com Isa, sua esposa estrangeira. O filme já participou de festivais como IFFR | International Film Festival Rotterdam, na Holanda, IndieLisboa International Film Festival  em Portugal, Viennale – International Film Festival, entre outros, e estreia nacionalmente na programação do 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira. 

#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald, expressa a ansiedade e exasperação dos realizadores com a situação política do Brasil e do mundo. “A extrema direita cresce a cada dia. Os ativistas e intelectuais de esquerda não sabem como reagir. A Universidade parece cada vez mais distante da periferia e sua gente. E agora, o que devemos fazer? Ficção e realidade se misturam nessa busca urgente por respostas”, refletem. Lyz Parayzo Artista do Fim do Mundo, de Fernando Santana, acompanha o início da trajetória artística de Lyz Parayzo, artista visual que, através de suas obras e performances, coloca em discussão qual o espaço da arte em um corpo não-binário provindo da periferia. Artista performática nascida e criada em Campo Grande, zona oeste e periférica do Rio de Janeiro, Lyz  tem o corpo como principal suporte de trabalho e sua performatividade diária como plataforma de pesquisa revelando o descompasso entre o que se diz, o que se faz, o discurso e a prática. 

Vil, Má, de Gustavo Vinagre, apresenta a história de Wilma Azevedo, uma escritora de contos eróticos e dominatrix de 74 anos, conhecida como a Rainha do Sadomasoquismo nos anos 1970 e 1980. Mas ela é também Edivina Ribeiro, jornalista, mãe de três filhos, religiosa e esposa dedicada. Wilma/Edivina conta suas histórias para o diretor Gustavo Vinagre, em um documentário que funciona como um jogo de dominação entre diretor e personagem. O filme integrou a seleção oficial na Berlinale e no Queer Lisboa. Vento Seco, de Daniel Nolasco, mais um nome que já esteve em outra edição do festival, também participou do Festival de Berlim em 2020 e traz a história de Sandro, que vive em uma pequena cidade do interior de Goiás. O protagonista divide seus dias entre o clube, o trabalho, o futebol e a vida social, além do relacionamento com Ricardo. Mas a sua rotina começa a mudar com a chegada de Maicon, um rapaz que desperta o seu interesse e do qual todos sabem muito pouco.

Obra inédita que terá première mundial na programação do festival, Eu Não Sou Um Robô é uma criação de Gabriela Richter Lamas, Maurílio Almeida, Felipe Yurgel e Guilherme Cerón. O filme é uma experimentação sobre a solidão e o contato por meio do digital que se acentuou durante a pandemia de 2020. Ao falhar incontáveis vezes em um teste ReCAPTCHA, que diferencia humanos de robôs, a personagem Tânia se pergunta sobre o real e anseia por qualquer tipo de contato presencial e físico, deliberando sobre a vida com a visita de uma Mosca. Ansiosos por estarem juntos na distância durante a pandemia de COVID-19 em 2020, Gabriela Lamas, Maurílio Almeida e Felipe Yurgel fizeram diversas reuniões on-line para escrever “Eu Não Sou Um Robô”. O filme foi, então, gravado com uma equipe de três pessoas, sendo elas a diretora Gabriela Lamas e o roteirista Maurílio Almeida, que também atuam como os personagens Tânia e Mosca, e a diretora de fotografia Lívia Pasqual. “Pode-se dizer que este filme foi mais uma das tentativas de se manter são durante o isolamento e entender mais sobre o digital e a vontade de estar ‘junto”, afirmam. 

Estreando como realizadora, Juliana Costa integra a lista de selecionados com o longa Para Colorir, uma investigação sobre as possibilidades e limites do cinema erótico. Já Romy Pocztaruk apresenta Antes do Azul, curta que traz a multiartista Valéria Barcellos como protagonista e que circulou ao longo de 2020 por diversos festivais internacionais. Rodrigo Sena participa com URUBÁ, obra que levanta questões espirituais do protagonista Luiz. 

Davi Pretto, que em 2016 recebeu Prêmio Destaque do Cine Esquema Novo com Rifle, integra a seleção de 2021 com o curta-metragem Deserto Estrangeiro, projeto realizado durante a residência do DAAD Berlin Artists-in-residence em 2018. Um jovem brasileiro, que recém começou a trabalhar em uma imensa floresta em Berlim, é arrastado para um pesadelo envolvendo o passado colonial alemão quando tenta encontrar uma garota perdida na mata. O filme venceu em três categorias na seleção de filmes gaúchos do Festival de Gramado em 2020. 

A Mostra Competitiva Brasil premiará ao final do evento o Grande Prêmio Cine Esquema Novo 2021, com um troféu criado por Luiz Roque especialmente para o festival, além de prêmios em serviços da Locall, TECNA/PUCRS e CTAV. O júri desta edição é formado pela curadora Fernanda Brenner, a jornalista e documentarista Flávia Guerra, a realizadora Graciela Guarani e a multiartista Linn da Quebrada.

Paralelamente à Mostra Competitiva Brasil – Caderno de Artista, o CEN exibe ainda a Mostra Artista Convidado Welket Bungué. O artista transdisciplinar lusófono Welket Bungué, da Guiné Bissau, estará na edição deste ano do Cine Esquema Novo com uma mostra especial toda dedicada à sua obra, com seis títulos de sua autoria, selecionados com curadoria de Alisson Avila, Gustavo Spolidoro e Jaqueline Beltrame. Entre os filmes em exibição, três são inéditos e terão estreia no CEN: cacheu Cuntum, que se debruça sobre a cidade de Cacheu, primeiro porto de partida de pessoas escravizadas na Guiné Bissau para o continente americano (estreia mundial), e as estreias nacionais Bustagate, documentário experimental sobre violência policial em zonas periféricas de Lisboa, e Mudança, recentemente exibido no Forum Expanded, mostra do 71º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Completam a lista Buôn, É bom te conhecer e Treino Periférico.

A terceira mostra que ficará disponível on-line e gratuita nos seis dias de festival é a Mostra Outros Esquemas, que passou a integrar a programação do CEN em 2019 como forma de contemplar mais um espaço de expressão da arte audiovisual brasileira. Vêm de sete Estados brasileiros os 12 filmes selecionados pelos curadores Jaqueline Beltrame, Dirnei Prates, Gustavo Spolidoro e Vinicius Lopes, sendo que metade deles são obras assinadas por mulheres. No geral, as obras perpassam temas como a diversidade cultural brasileira, movimento feminista surdo, além de questões LGBTQIA+, povos originários, entre outras. São elas: Dois Homens ao Mar (Gabriel Motta), Espero Que Esta Te Encontre e Que Estejas Bem (Natara Ney), Eu, um outro (Silvia Godinho), GLAUBER, CLARO (Cesar Meneghetti), Homens Invisíveis (Luis Carlos de Alencar), King Kong en Asunción (Camilo Cavalcante).  Mulher Oceano (Djin Sganzerla e Vana Medeiros), Nuhu Yãg Mu Yõg Hãm: Essa Terra É Nossa! (Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero), O que Pode um Corpo? (Victor Di Marco e Márcio Picoli), Pega-se Facção (Thais Braga), Seremos Ouvidas (Larissa Nepomuceno), Zabé do Cariri (Beth Formaggini)

Além das mostras, o Cine Esquema Novo promove o seminário Pensar a Imagem, uma iniciativa realizada em diálogo com a proposta curatorial do festival para proporcionar encontros temáticos dedicados a discussões sobre questões estéticas, políticas, teóricas, conceituais, narrativas e de consumo relativas às imagens, especialmente à produção autoral e experimental. Para 2021, propõe-se como tema Repertórios e afetos: espectatorialidades e olhares opositores. Com transmissão pelo YouTube https://www.youtube.com/channel/UC4YhUX_47j6BgsJDqQR2zxQ, o seminário vai ocorrer de 12 a 15 de abril, das 19h às 21h, com LIBRAS.

Quatro oficinas ainda integram a programação do evento, três delas em parceria com o Macumba LAB, coletivo de profissionais negros e negras do audiovisual no Rio Grande do Sul e outra com o projeto Câmera Causa, que promove pela terceira vez na programação do festival sua oficina. Com o Macumba, as oficinas são: Animação Pixillation e a ilusão do movimento impossível, ministrada pela multiartista e Mestra em Meios e Processos Audiovisuais pela USP, Marina Kerber, no dia 11 de abril, das 15h às 18h; Pluralidade e cinema, uma realidade possível?, com as artistas Kaya Rodrigues e Sofia Ferreira, na segunda, dia 12 de abril, das 18h às 19h e o workshop Narrativas Antirracistas, com a roteirista, diretora e crítica de cinema formada pela PUCRS, Gautier Lee, no dia 13/4, das 9h às 12h. O projeto Câmera Causa ocorrerá em aulas práticas e teóricas ao longo dos dias de festival somando carga horária de 20 horas, com atividades ministradas pelos realizadores audiovisuais Gustavo Spolidoro e Lucas Heitor.

Diariamente, os filmes exibidos nas Mostras serão temas também de debates com convidados especiais. Nesses encontros, on-line, realizadores e críticos da ACCIRS debaterão, em transmissão no canal do YouTube, as obras exibidas. Participam dos debates Adriana Androvandi, Daniel Rodrigues, Giordano Gio e Maurício Vassali. A programação completa destes debates pode ser conferida em breve no site do festival: www.cineesquemanovo.org

Entre as novidades desta edição online estão algumas iniciativas criadas especialmente para interagir com o público em uma edição sem o calor humano dos encontros presenciais. Em lives curtas, de até 30 minutos no perfil do Instagram do Festival (@cine_esquema_novo), a equipe do CEN receberá convidados no programa Shot Esquema Novo, que inicia como um aquecimento para o festival, a partir de quinta, 08 de abril. A ideia é proporcionar, em estilo informal, lembrando mesa de bar, um bate-papo sobre assuntos leves relacionados à arte audiovisual. Os filmes da vida, as trilhas da vida… tudo pode ser estopim para uma conversa com os convidados. Além desse encontro, outra seção da programação é o Abrindo os Cadernos, um momento diário em que a jornalista Bruna Paulin vai receber os realizadores da Mostra Outros Esquemas para falarem sobre seus processos e inspirações. Uma série de episódios de podcasts do CEN também vai entrar na programação de modo a levar o universo dos artistas ao público em casa. 

A abertura do Cine Esquema Novo deste ano também traz uma atração especial: uma série de projeções urbanas em quatro pontos de Porto Alegre. Com curadoria de Tiatã, poeta, MC e educadora, performances dos slammers Bia Machado, Bruno Negrão, Jamile e Jovem Preto Rei serão projetadas com intervenção artística da VJ Janaína Castoldi no sábado de abertura do Festival, dia 10 de abril, às 20h. Para evitar aglomerações, as projeções serão transmitidas pelas redes sociais do evento, permitindo que o público possa acompanhar as performances de casa.

O 14º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei nº 14.017/2020. Mais informações, acesse: http://www.cineesquemanovo.org | http://www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo 

EP de estreia de Arthur Koucher chega às plataformas nesta sexta-feira, 02 de abril

Reencontros traz seis faixas que contam com produção de Erick Endres

O instrumentista, cantor e compositor Arthur Koucher lança nesta sexta-feira, 02 de abril, seu EP de estreia, Reencontros. O projeto já contou com o lançamento de dois singles no início de 2021, Armação e Marchinha de Outono, e conta com produção de Erick Endres. 

As faixas apresentam diversas memórias do autor transformadas em música falando sobre amizade, paixões, ciúmes e afeto. Iniciando por Dentro daquela Concha e Armação que trazem um frescor de verão, passando por Marchinha de Outono e a chegada de uma nova estação, até encontrar nas últimas faixas do EP, que revelam outras sensações e temperaturas, um clima invernal. “Tanto a cadência quanto a textura dos timbres em conjunto com a letra dão à canção (Entre Nós) uma cor mais azul, expressivamente mais fria que Armação e delicadamente mais fria que Marchinha de forma que há uma mudança progressiva nas cores e tonalidades das canções ao longo do EP”, conta.

O cantautor de 23 anos iniciou sua trajetória na música ainda criança, aos seis anos de idade, com estudos de violão. Rapidamente desenvolveu habilidades e aprofundou seu conhecimento no violão erudito e no canto, assim como encontrou na poesia uma paixão. Todas as canções foram totalmente compostas pelo artista que, após um período afastado da música, teve a ideia deste projeto ao reencontrar o músico, amigo de infância e produtor do EP, Erick Endres. “Nos reencontramos depois de alguns anos afastados e o entrosamento e conexão tocando juntos foram imediatos”, conta Arthur.

A dupla iniciou as gravações em agosto de 2019 no estúdio Armazém Sonoro, onde seguiram com sessões até dezembro de 2020. Acompanharam Arthur (voz, guitarra e piano) e Erick (guitarra) no EP os instrumentistas Rafael Müller (bateria), Miriã Farias (violino), Lourenço Marques (baixo) e Pedro Dom (Clarinete)

A capa de Reencontros, assim como dos singles anteriores, é uma obra do artista João Salazar, uma aquarela sobre papel que representa memórias da infância de Arthur através da imagem de duas crianças sentadas na escada que leva à porta da casa onde Arthur mora desde pequeno no bairro Cidade Baixa.

Em breve Arthur disponibilizará em seu canal no YouTube uma performance do EP, que será divulgada nos próximos meses. Para acompanhar as novidades e conferir um pouco do processo de produção do projeto, acesse: instagram.com/arthurckoucher

Lançamento EP Reencontros de Arthur Koucher

02 de abril  em todas as plataformas de streaming

Produção Musical: Erick Endres e Arthur Koucher

Produção Executiva: Bruno dos Anjos / OcorreLAB

Arte de Capa: João Salazar

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Gravado no estúdio Armazém Sonoro (set 2019 – dez 2020)

Mixagem: Erick Endres

Masterização: Erick Endres

1. Dentro daquela Concha (1:40) – Arthur Koucher

Arthur Koucher: vozes

2. Armação (4:04) – Arthur Koucher

Arthur Koucher: vozes, guitarra e piano

Erick Endres: guitarra

Lourenço Marques: baixo elétrico

Rafa Müller: bateria

3. Marchinha de Outono (3:59) – Arthur Koucher

Arthur Koucher: vozes e guitarra

Miriã Moreira: violino

Lourenço Marques: baixo elétrico

Rafa Müller: bateria

4. Passagem (0:38) – Arthur Koucher

Arthur Koucher: guitarra

5. Entre Nós (3:45) – Arthur Koucher

Arthur Koucher: vozes e guitarra

Pedro Dom: clarinete

Erick Endres: baixo elétrico

Rafa Müller: bateria

6. Amanhecer (1:09) – Arthur Koucher

Arthur Koucher: vozes e guitarra

SOBRE AS CANÇÕES

  1. Dentro daquela Concha

O som do mar e o arranjo vocal introduzem a textura da primeira música do EP Armação. 

  1. Armação

Nosso pés nus a beira-mar

amassam a areia fria.

O som das ondas só me faz lembrar

dos momentos de alegria.

Nossos sorrisos juntos brilham mais,

Nossos suspiros são mais profundos,

A vida torna-se uma fantasia,

E tudo isso porque estamos juntos.

O tempo não quer passar.

Esse retrato só me faz lembrar

dos morros, do mar ao sul,

da grama verde e dos nossos mergulhos no azul.

Nunca se esqueçam das brincadeiras,

das piadas, das correrias,

da nossa falta de boas maneiras,

dos momentos de alegria.

Nossos sorrisos juntos brilham mais,

Nossos suspiros são mais profundo,

A vida torna-se uma fantasia,

Tudo isso porque estamos juntos.

O tempo não quer passar.

Esse retrato só me faz lembrar

dos morros, do mar ao sul,

da grama verde e dos nossos mergulhos no azul.

Armação é uma coleção de memórias de uma viagem que foi feita com dois amigos muito queridos até Florianópolis. São imagens de nós três próximos ao mar num momento da vida no qual me sentia vivendo plenamente o presente, sem muita preocupação com os capítulos que viriam.

A música começou a ser composta durante a viagem e por isso carrega a proximidade do mar. A forma como a harmonia é tocada no violão é a mesma desde o rascunho da canção, por mais que o arranjo tenha sido reestruturado anos depois com a adição das frases de piano. Mas, se por um lado a harmonia invoca a presença do mar, por outro, a letra suscita um tom de recordação, inclusive porque terminei de escrever a letra dias depois de ter voltado para Porto Alegre.

Logo, o resultado foi uma música não melancólica, mas esperançosa. Esperança de que, dentro de mim, sempre haverá um lugar onde estarão “as brincadeiras, as piadas e as correrias” como diz a canção. 

  1. Marchinha de Outono

O calor de março não quer

deixar ninguém dizer

que não aguenta mais tremer

de frio.

As flores não nascem mais

naquele canteiro ali.

Olha a roseira, os espinhos sem cor

sem flor.

O vento enrosca as folhas e os caules

momentos antes

do temporal.

E não existe lugar mais seguro

pra você e eu

que o meu quintal.

Brisa leve de outono

acaricia os meus pés e diz:

corre atrás dela e não te atrasa pra ser feliz.

Brisa leve de outono

acaricia o rosto dela e diz…

Marchinha é, inevitavelmente, uma música sobre a contemplação da estação do Outono.

Na época que a música foi composta, eu era extremamente apaixonado por uma menina que era minha colega no colégio e esse sentimento me movimentava – a paixão sempre me desloca. De certa forma, as cores do Outono me atingiam como as cores desse sentimento.

Assim como essa paixão, a Marchinha de Outono representa um movimento, e, mais especificamente, um movimento que precede o inverno, estação onde me resguardo. É uma corrida para alcançar a paixão e encontrar um lugar para se abrigar de nuvens chuvosas (o inverno porto alegrense é irreparavelmente chuvoso) e ventos frios dos quais “o calor de março não quer deixar ninguém dizer que não aguenta mais tremer…” como diz a canção.

Na música, a mudança de cadência com a entrada da bateria representa um dar-se conta da paixão e, portanto, uma saída do estado de repouso até um momento de êxtase quando os violinos desabam no último refrão.

  1. Passagem

Passagem é um interlúdio que conduz a atmosfera de movimento da marchinha a um patamar mais misterioso, introdutor de uma possível reflexão.

  1. Entre Nós

Salto alto

no tapete sala aberta.

Pulseiras recostadas

nas braceleiras do sofá.

Lábios negro

declamam palavras lerdas.

Cílios espetados,

no vai e vem do teu olhar.

Curtos pensamentos me distraem:

Eu e você

bicicletas

num fim de tarde.

Ela nos separa e não

tem vergonha

de aparecer aqui.

E eu não sei viver sem ela

mas só você

me faz sorrir.

Se Armação encontra-se num lugar de recordação e Marchinha num lugar de deslocamento, Entre Nós mistura os elementos das canções anteriores com estrofes que, num primeiro momento, constituem imagens de um encontro de amigos adolescentes e, num segundo momento, transfiguram-se em cenas de desejo de companhia e movimento.

Pela primeira – e acredito que única – vez no EP, aparece, no refrão, um tom realmente reflexivo sobre uma disputa na qual há duas personagens além do eu lírico. No refrão, então, fica claro que três pessoas estão enodadas e entre elas (daí o duplo sentido do nome da canção) coexistem ciúmes e afeto.

Tanto a cadência quanto a textura dos timbres em conjunto com a letra dão à canção uma cor mais azul, expressivamente mais fria que Armação e delicadamente mais fria que Marchinha de forma que há uma mudança progressiva nas cores e tonalidades das canções ao longo do EP.

  1. Amanhecer (Poslúdio)

Eu girando no meu quarto

até o dia raiar.

O teu sono é leve,

mas eu danço sem te acordar.

Amanhecer encerra o EP continuando a harmonia de Entre Nós em uma cena comemorativa da paixão, na qual o eu lírico dança enquanto sua companheira dorme momentos antes do nascer do sol.

A Vida Viva estreia em 29 de março

Performance-transmídia, protagonizada pela atriz Bianca Joy Porte,  com direção e roteiro de Antonio Guedex,  

estreia em 29 de março pelo YouTube

O público poderá assistir no final do mês a performance-transmídia A Vida Viva, protagonizada pela atriz Bianca Joy Porte, com direção de Antonio Guedex. Ao longo de dois anos a dupla, inspirada em filmes e séries fantásticas, nos quadrinhos e em obras literárias, desenvolveu a concepção e o roteiro do projeto, onde Bianca contracena consigo mesma através de inserções de vídeos projetados. Originalmente concebida para ser encenada nos palcos, mas com a interrupção das atividades culturais decorrente da pandemia, a maneira encontrada para dar materialidade ao sonho foi adaptá-lo para o mundo digital. Assim sendo, os ensaios ocorreram em janeiro, as filmagens em fevereiro, na cidade do Rio de Janeiro, e o resultado desta imersão será disponibilizado a partir de 29 de março no Youtube.

A Vida Viva traz a saga de Eva, filha de um psiquiatra e cientista que tentou fazer a diferença, mas acabou sendo morto. Eva é levada para um campo de trabalho mas em seus sonhos recebe a visita de seu “self selvagem” que a lembra de seu dever: se libertar do sistema opressor e encontrar um lugar melhor, mais humano para todos. Eva precisa conduzir outros “presos” para onde está a Vida Viva.

O título é inspirado nas teorias do psiquiatra e cientista austríaco Wilhem Reich, que escreveu, entre diversos tópicos, sobre o enigma do aprisionamento humano por ele mesmo. De acordo com Reich, ao normalizarmos a violência e a censura nos tornamos os detentos e os guardas de nossa prisão social e intelectual. O motivo desse status quo, segundo ele, seria a Peste Emocional. De acordo com o cientista,  a Vida Viva é o oposto da Peste Emocional, é uma energia criativa, natural, pacífica, que nasce conosco, mas é esgotada e esquecida ao nos adaptarmos ao Mundo contemporâneo.

Wilhelm Reich nasceu em 1897, na Áustria. Ex-colaborador de Sigmund Freud, rompeu com este para dar prosseguimento à elaboração de suas próprias ideias no campo da psicanálise. Reich se interessou, estudou e elaborou teorias em muitos ramos da ciência, como psicologia, psicanálise, biologia, sociologia, educação, química, física, sexologia, filosofia e vários outros. Pesquisou desde o ser humano e as plantas até as galáxias e a atmosfera, colocando sua multiplicidade dentro de uma ciência que criou denominada Orgone.

Guedex descobriu a história de Reich através da máquina que fazia chover, uma invenção do cientista austríaco. A música Cloudbusting, de Kate Bush, levou o diretor e roteirista ao livro A Book of Dreams, do filho de Reich, Peter, que inspirou Kate a compor a canção e a dupla a construir este projeto. “Reich não é citado na obra, o projeto é uma história original que inspirou-se no cientista, sobre uma mulher que reencontra com sua essência e, indo contra as expectativas, decide viver”, conta o diretor e roteirista.

Por conta do desejo de trabalhar novamente com Bianca, – a dupla já havia se reunido em Tundra, de 2016, uma performance escrita e dirigida por Antonio, (apresentada no Tempo Festival), que contava com a atriz outros três atores no elenco e tratava sobre invisibilidade em termos de Redes Sociais – surgiu a ideia inicial de A Vida Viva.

Bianca também colaborou no roteiro, acrescentando ao conceito do projeto seu olhar como uma mulher feminista uma trajetória relacionada à de Reich de que o homem passa a vida como escravo, entrega o poder para o outro pelo viés da prisão do patriarcado. Somaram-se referências como Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés, e um vasto material de estudo sobre patriarcalismo e civilização. “Bianca trouxe o ponto de vista da opressão da mulher, o controle dos corpos, a repressão do poder criativo e intuitivo da energia feminina, algo cujo domínio parece constar nas agendas das autoridades há séculos. São as potências humanas suprimidas, em nome do controle de massas”, revela.

“Eva é oprimida e não tem voz, passa a vida baixando a cabeça e sendo obediente, perfeita e vivendo os limites que lhe são impostos”, afirma Bianca. Para ela, é sobre uma mulher tentando se libertar desse sistema de dominação patriarcal.

Destaca-se na ficha técnica o cenário de Sandro Vieira, construído no Espaço Gamboa, onde a equipe passou uma semana gravando as cenas, que contam com fotografia, projeções, iluminação e pós-edição de Júlio Parente. A orientação de movimento de Raquel Karro, trilha sonora de Marcello H, arte gráfica de Edu Castelo, edição de Lucas Andrade e produção executiva da Quintal Produções.

A Vida Vida tem estreia na segunda, 29 de março, às 21h no canal do YouTube da Quintal Produções – https://www.youtube.com/channel/UCBAw6G4Cjxqq52A2BCHOZ3g. Para mais informações, acesse @_avidaviva_

A VIDA VIVA


Direção e roteiro: Antonio Guedex

Atuação e colaboração de roteiro: Bianca Joy Porte

Fotografia, projeções, iluminação e pós-edição: Júlio Parente

Cenografia e figurinos: Sandro Vieira

Orientação de movimento: Raquel Karro

Trilha Sonora: Marcello H

Arte Gráfica: Edu Castelo

Edição: Lucas Andrade

Assistente de direção 1: Adassa Martins 

Assistente de direção 2: Louise Clós

Assistente de movimento corporal: Monique Ottati

Assistente de cenografia: Luiza Pimentel

Captação e operação de som: Adriana Lima

Vozes “Eles”: Gustavo Carvalho

Platô: Alex Souza

Operação de ponto eletrônico: Leonardo Maia

Técnico Espaço Gamboa: Thiago Katona

Visagismo: Anderson Milfont

Máscaras: Rona Neves

Fotografia: Priscila Jammal

Catering: Wanessa Vianna

Agradecimentos: Fernando Libonati, Marcos Salgado e Pequena Central produções

Assessora de comunicação: Bruna Paulin (Assessoria de Flor em Flor)

Produção executiva: Quintal Produções

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