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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

setembro 2022

Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Porto Alegre recebem solo estrelado por Claudia Abreu em outubro

‘Virginia’, dirigido por Amir Haddad, marca a estreia da atriz como autora teatral em um mergulho no universo de Virigina Woolf

Claudia Abreu retorna aos palcos gaúchos a partir de 04 de outubro, realizando uma turnê por Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Porto Alegre, com apresentações de seu mais recente projeto no teatro, Virginia. A montagem, que já passou por temporadas de sucesso em São Paulo e Belo Horizonte, é o resultado dos vários atravessamentos que Virginia Woolf (1882-1941) provocou em Claudia Abreu ao longo de sua trajetória. A vida e a obra da autora inglesa são os motores de criação deste espetáculo, fruto de um longo processo de pesquisa e experimentação que durou mais de cinco anos. Primeiro monólogo da carreira da atriz, o solo marca ainda a sua estreia na dramaturgia e o retorno da parceria com Amir Haddad, que a dirigiu em ‘Noite de Reis’ (1997). O projeto conta com a co-direção de Malu Valle
A relação de Claudia com Virginia Woolf começa em ‘Orlando’, montagem assinada por Bia Lessa, em 1989. Aos 18 anos, ela travou contato inicial com a escritora de clássicos como ‘Mrs Dalloway’, ‘Ao Farol’ e ‘As Ondas’. No entanto, somente em 2016, com a indicação de uma professora de literatura, que a atriz reencontrou e mergulhou de cabeça no universo da autora. Após ler e reler alguns livros, incluindo as memórias, biografias e diários, a vontade de escrever sobre Virginia falou mais alto.
‘Eu me apaixonei por ela novamente. Fiquei fascinada ao perceber como uma pessoa conseguiu construir esta obra brilhante com tanto desequilíbrio, tragédias pessoais e problemas que teve na vida. Como ela conseguiu reunir os cacos?’, questiona a atriz, que enxerga Virginia também como um marco de maturidade em sua trajetória: ‘o texto também vem deste desejo de fazer algo que me toca, do que me interessa falar hoje. De falar do ser humano, sobre o que fazemos com as dores da existência, sobre as incertezas na criação artística, e também falar da condição da mulher ontem e hoje. Não poderia fazer uma personagem tão profunda sem a vivência pessoal e teatral que tenho hoje’, avalia.
A dramaturgia de Virginia foi concebida como inventário íntimo da vida da autora. Em seus últimos momentos, ela rememora acontecimentos marcantes em sua vida, a paixão pelo conhecimento, os momentos felizes com os queridos amigos do grupo intelectual de Bloomsbury, além de revelar afetos, dores e seu processo criativo.
A estrutura do texto se apoia no recurso mais característico da literatura da escritora: a alternância de fluxos de consciência, capaz de ‘dar corpo’ às vozes reais ou fictícias, sempre presentes em sua mente.
‘Fazer o monólogo foi uma opção natural neste processo, pois todas as vozes estão dentro dela. Eu nunca quis estar sozinha, sempre gostei do jogo cênico com outros colegas, mas a personagem me impeliu para isso’, analisa Claudia, cujo processo de criação se desenvolveu a partir de uma série de improvisações solitárias que fez ao longo dos últimos anos, em especial durante o período pandêmico, já acompanhada por Amir Haddad.
A chegada de Amir ao projeto vem ao encontro do desejo de Claudia em encenar o seu próprio texto. ‘Ele tem como premissa a liberdade, permite que o ator seja o autor de sua escrita cênica, isso foi fundamental em todo o processo. O ator é um ser da oralidade, a maior parte do texto foi escrita também a partir do que eu improvisava de maneira espontânea e depois organizava como dramaturgia’, relata a atriz, que se aventurou na escrita pela primeira vez com o roteiro da série ‘Valentins’, em 2017, da qual também é co criadora.
Malu Valle, que assina a codireção da montagem, chegou no processo quando Amir se recuperava de covid e teve uma contribuição valiosa em Virginia com seu olhar feminino. 
As apresentações no RS iniciam por Santa Cruz do Sul na terça-feira, 04 de outubro, às 20h30 no Teatro Mauá. Em Santa Maria, a performance ocorre no Theatro Treze de Maio, na quinta-feira, dia 06. Encerrando a circulação pelo RS, Claudia sobe ao palco do Theatro São Pedro no sábado e domingo, dias 08 e 09. Os ingressos custam entre R$ 30,00 e R$ 100,00 em Santa Cruz e  R$ 60,00 e R$ 120,00 em Santa Maria, à venda pela plataforma Sympla. Em Porto Alegre, as entradas estão à venda pelo site do teatro com valores entre R$ 20,00 e R$ 100,00. 

Virginia – turnê RS

Santa Cruz do Sul, 04 de outubro, 20h30
Teatro Mauá – Rua Cristóvão Colombo, 366, Prédio 2, Higienópolis
Ingressos – https://www.sympla.com.br/evento/virginia-teatro-maua-santa-cruz-do-sul/1714258

Santa Maria, 06 de outubro, 20h
Theatro Treze de Maio – Praça Saldanha Marinho, s/n, Centro
Ingressos https://www.sympla.com.br/evento/virginia-theatro-treze-de-maio/1713326

Porto Alegre, 08 de outubro, 21h, 09 de outubro, 18h
Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n
Ingressos https://theatrosaopedro.eleventickets.com/#!/evento/db8d37c491981456850b844929e14ec5bfff7c0a

Sinopse resumida: Claudia Abreu estreia seu primeiro monólogo, que foi idealizado e escrito por ela a partir da vida e da obra de Virginia Woolf (1882-1941). Em cena, a atriz interpreta a genial escritora inglesa, cuja trajetória foi marcada por tragédias pessoais e uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. A estrutura do texto se apoia no recurso mais característico da literatura da escritora: a alternância de fluxos de consciência, capaz de ‘dar corpo’ às vozes reais ou fictícias, sempre presentes em sua mente.

“Minha querida Virginia,
Minha relação com sua literatura começou aos dezoito anos, quando encenei no teatro uma adaptação de seu romance “Orlando”. Como eu era muito jovem, talvez não tenha tido o entendimento total da profundidade da obra, mas me lembro de achá-la bastante moderna para a época em que foi escrita. Era surpreendente o questionamento simbólico acerca das questões de gênero ali presentes, principalmente por se tratar da primeira metade do século XX. Uma escritora avant la lettre.
Meu reencontro com você, Virginia, aconteceu de maneira fulminante há alguns anos. Eu comecei a me aventurar na escrita e conheci uma professora de literatura que auxiliava escritores com seu olhar sofisticado, além de sugerir valiosas referências literárias. Divagando entre uma aula e outra, eu disse a ela que tinha vontade de escrever sobre uma história que tivesse uma fluência no tempo coexistente, eu queria que as personagens passeassem pelas várias fases da vida, que dialogassem com elas mesmas no passado, assim como no futuro.
Fluxo de consciência, essa era chave. Assim eu poderia viajar em todas as mentes, por todas as fases da existência E qual foi a minha surpresa? Você tinha revolucionado a literatura alternando os fluxos de consciência de forma brilhante!
Imaginei um encontro fictício nosso, quando lhe contaria impressões de minhas leituras, falaria de como sua sensível e aguda percepção da realidade me iluminava, o quanto sua personalidade extraordinariamente singular me inspirava Li suas biografias, seus diários, suas memórias E descobri algo que me parecia impossível sua vida era tão interessante quanto sua literatura Como sobreviveu, tendo os nervos tão frágeis, a tantas tragédias familiares, às depressões, às violações à sua sensibilidade? Ainda hoje me compadeço de suas angustiantes crises nervosas.
O desejo de reviver sua existência no teatro foi um processo natural.
Desde então, todos os caminhos me levaram a você, Virginia.
Passei os últimos anos dedicada à tarefa de tentar fazer um recorte potente e amoroso de sua vida
Espero que goste
Com carinho,
Cláudia”

VIRGINIA – FICHA TÉCNICA
CLÁUDIA ABREU Idealização Dramaturgia Atuação
AMIR HADDAD Direção
MALU VALLE Codireção
MARCIA RUBIN Direção de Movimento
MARCELO OLINTO Figurinos
BETO BRUEL Iluminação
DANY ROLAND Trilha Sonora com colaboração de José Henrique Fonseca
BRUNA MORETI Operação de som
IGOR SANE Assistente de iluminação / operação de Luz
CAROLINA PINHEIRO Design gráfico
FOTOS Rogério Faissal, Pablo Henriques e José Henrique Fonseca
ASSESSORIA DE IMPRENSA LOCAL Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
PRODUÇÃO LOCAL Letícia Vieira – Primeira Fila Produções
PRODUÇÃO EXECUTIVA Carlos Chapeu
DADÁ MAIA Direção de Produção

Rancho Tabacaray recebe Piquete Refúgio El Topador 2022 a partir de quinta, 08 de setembro

Novo empreendimento do projeto El Topador sediará programação especial em comemoração à Semana Farroupilha

A partir desta quinta-feira, 08 de setembro, o Rancho Tabacaray abre as portas para a programação do Piquete Refúgio El Topador 2022. O empreendimento, inaugurado em junho deste ano, é o mais novo local do projeto El Topador, comandado pelo mestre parrillero Antônio Costaguta. O Rancho surge como um local de valorização da cultura dos povos sulistas, com a gastronomia como um desses pilares, ao lado da história e das artes. “Acredito que entender a gastronomia de um local é conhecer um pouco da sua história. E nada melhor do que reunir as pessoas para boa música, conversas, um braseiro forte e muita carne para cultura do ritual”, revela o parrillero e comunicador, diplomado pela Escuela Argentina de Parrilleros em Buenos Aires, e formado na MasterClass Los Siete Fuegos com Francis Mallmann, do Bodega y Restaurante Garzón.
Este é o primeiro ano que a programação do Piquete El Topador será presencial. Na semana mais querida pelos gaúchos, há dois anos Costaguta promove uma programação especial relacionada à data. Em 2020 e 2021 foram veiculadas uma série de lives com músicos regionalistas como Ernesto Fagundes, Maria Alice, Erlon Péricles, Marcelo Oliveira, Ricardo Bergha, Thiago Reder, Analise Severo, Ranieri Spohr e André Teixeira, que mobilizaram mais de 85 mil visualizações.
A programação de 2022 conta com 11 eventos, com ações para instituições e sete lives-shows (transmissão no canal no YouTube do projeto com plateia presencial). Entre 08 e 10 de setembro, das 14h às 16h, o Rancho abrirá as portas para receber as instituições Pão dos Pobres e Spaan e o projeto Gurizadaí da Vila Planetário. Os 90 convidados vão acompanhar gratuitamente atividades artísticas e degustação de receitas típicas.
A partir de quarta-feira, 14 de setembro, diariamente ocorrem as live-shows, performances musicais que serão transmitidas pelo YouTube e contarão com plateia presencial (com 60 vagas por dia, ingressos via Sympla). Integram o lineup o Grupo Mas Bah, Guilherme Valadas e Jadir Filho, Jari Terres, Maria Alice e Nicole Carrion, Shana Müller, Ângelo Franco e encerrando no dia 20, Paquito e Joia. Nos dias 14, 15, 16, 17 e 19 de setembro, os eventos iniciam às 18h no módulo presencial com transmissão ao vivo a partir das 20h; já no domingo, dia 18, e no feriado, a performance será no almoço (confira os detalhes no serviço do release).  
Localizado na zona sul de Porto Alegre, o local foi construído no fim do século XIX pelo italiano Vicente Monteggia que estabeleceu ali sua casa, uma capela, uma escola, um moinho de farinha de milho e um engenho de moer cana-de-açúcar. Entusiasmado com a beleza do local e com a adequação da terra para o cultivo da uva, Monteggia estimulou a vinda de novas famílias de colonos para Vila Nova. Em homenagem a este importante personagem, deu-se a uma das ruas de acesso ao bairro o nome de Avenida Vicente Monteggia. A Vila Nova é um bairro único, principalmente por sua formação, teve grande destaque econômico devido sua produção agrícola no final do século XIX, importante não apenas para Porto Alegre, mas para a história da colonização italiana no RS. A história da Vila Nova se funde com a história da família Monteggia, uma história de empreendedorismo e cooperativismo liderada por Vicente Monteggia, negociante de terras, industrial, agricultor, comerciante, organizador de empresas, construtor e técnico em construção de estradas (Agrimensor). Ele foi um dos responsáveis pelo surgimento do bairro e o grande responsável por seu desenvolvimento.
O Rancho Tabacaray contará em breve com um espaço para contar a história da família e sua importância no crescimento da zona sul de Porto Alegre. O nome do rancho surge de uma placa, encostada há 30 anos em um galpão em Santana do Livramento, cidade natal de Costaguta. O significado: o filho de um grande líder. Para mais informações, acesse: https://www.eltopador.com.br/ https://www.instagram.com/eltopador
Saiba mais
EL TOPADOR 
Somos uma multiplataforma dedicada a disseminar a cultura do assado em sua essência, falando sobre toda a cadeia produtiva da carne, do homem do campo até ela chegar na mesa em forma de gastronomia. Acreditamos no poder do fogo como forma agregadora da vida, proporcionando encontros e experiências memoráveis. Levamos em nossa mala de garupa a bandeira do Rio Grande do Sul, abraçando a arte, história, cultura e pessoas que fazem deste pago um lugar único e especial.
Nossa missão é levar para nossa comunidade conteúdo de qualidade, informação, conhecimento, arte, cultura e entretenimento, junto de parceiros. Além de produzir documentários, programa de entrevistas e TV, lives, curso online e criação de conteúdo para redes sociais, o projeto El Topador também vive de encontros. De eventos dos mais variados tipos e tamanhos à festas de casamento, cursos e festivais de gastronomia pelo Brasil afora. Somos referência no Rio Grande do Sul e no Brasil quando o assunto é churrasco e cultura.
Criado há sete anos pelo mestre parrillero Antônio Costaguta, o El Topador conta com os empreendimentos Refúgio El Topador e Rancho Tabacaray, os programas Buenas Hermanos e Desbravando, além de promover cursos e workshops. 
Antônio Costaguta nasceu na fronteira, em Santana do Livramento/RS, divisa do Brasil com o Uruguai. Traz da família um pouco desta origem do “Gaucho”, unindo o amor e a cultura das duas pátrias. Fez desta tradição do mundo rural e campeiro a sua essência, se especializando na cultura do assado e do fogo e se tornando um dos grandes expoentes do Estado quando o assunto é valorização da cadeia produtiva da carne, promovendo e disseminando um consumo consciente da pecuária produzida nos vastos campos verdes do nosso Bioma Pampa.
Formado em Publicidade e Propaganda pela ESPM, tem sobretudo um olhar romântico e bucólico da vida do gaúcho e do nativismo. Andou por países como Uruguai e Argentina. Aprendeu nesses lugares técnicas que revelam sua essência: é mestre parrillero com mais de 10 anos de assados, diplomado pela Escuela Argentina de Parrilleros em Buenos Aires, e formado na MasterClass Los Siete Fuegos com Francis Mallmann, do Bodega y Restaurante Garzón. Atualmente Antônio tem um programa dominical no SBT RS chamado “Na Beira do Fogo”. Além de apresentador, é curador e gestor do programa.

PIQUETE REFÚGIO EL TOPADOR 2022
08/09 – 14h – 16h: Ação com Pão dos Pobres
09/09 – 14h – 16h: Ação com Spaan
10/09 – 14h – 16h: Ação com projeto Gurizadaí da Vila Planetário
18h – 22h: Evento para convidados com acendimento da Chama Crioula

LIVE-SHOWS (aberto ao público) – ingressos a R$ 123,00
14/09 – Grupo Mas Bah, às 20h (evento no Rancho das 18h às 22h)
15/09 – Guilherme Valadas e Jadir Filho, às 20h (evento no Rancho das 18h às 22h)
16/09 – Jari Terres, às 20h (evento no Rancho das 18h às 22h)
17/09 – Maria Alice e Nicole Carrion, às 20h (evento no Rancho das 18h às 22h)
18/09 – Shana Müller, às 14h (evento no Rancho das 12h às 16h)
19/09 – Ângelo Franco, às 20h (evento no Rancho das 18h às 22h)
20/09 – Paquito e Joia, às 12h (evento no Rancho das 11h às 15h)
De 14 a 19 de setembro a casa servirá cardápio e pratos saindo da parrilla e bebidas (valor não incluso no ingresso). Na quarta-feira, dia 20, o almoço contará com assados no fogo de chão e buffet de acompanhamentos (bebidas à parte), por R$ 245,00 por pessoa (ingresso e almoço incluso).
60 vagas por dia. Crianças de até 08 anos não pagam

Série de imersões artísticas multidisciplinares Farol.live ocupará o Cine Farol Santander com programação ao longo de 10 meses

  • Com patrocínio do Santander, primeira temporada do Farol.live contará com 20 performances ao vivo a partir de 21 de setembro, além de atividades formativas;
  •  Já estão confirmadas as apresentações de nomes como Kiko Dinucci, Fernando Velasquéz, Guizado, Manuela Eichner e da dupla francesa Franck Vigroux e Kurt d’Haeseleer.

Ingressos à venda no link

A partir de 21 de setembro, o Cine Farol Santander, no Farol Santander Porto Alegre, será ocupado a cada quinze dias e se transformará em um palco e laboratório para criações ao vivo. O Farol.live, projeto produzido pelo festival Kino Beat e Cuco Produções, é um espaço de incentivo à criação e experimentação em diversas linguagens e tecnologias, suas intersecções e desdobramentos. A programação conta com variadas imersões artísticas envolvendo nomes da cena cultural brasileira, apostando no cruzamento de música, artes visuais, artes cênicas, audiovisual e tudo mais que couber no imaginário de cada artista envolvido.

Com curadoria de Gabriel Cevallos, fundador e curador do Kino Beat Festival, as apresentações serão desenvolvidas de forma inédita ou em adaptações pensadas especificamente para o espaço, explorando os recursos e limitações da sala enquanto dispositivo criativo. Ao longo de 10 meses, o público poderá conferir 20 performances da primeira edição reunindo artistas de diferentes vertentes, com projetos comissionados ou adaptados que serão gravados ao vivo na sala e difundidos pelos canais do projeto.

Iniciando a programação, o Farol.live recebe a performance Rastilho Encruzilhada na quarta, 21 de setembro, às 20h. A performance audiovisual inédita reúne o compositor e instrumentista Kiko Dinucci e o artista multimídia Fernando Velazquéz, a partir do mais recente álbum de Kiko, Rastilho.

Já estão confirmadas as participações de Clarrisa Ferreira e Marília Kosby, Guizado e Manuela Eichner em outubro, a dupla francesa Franck Vigroux e Kurt d’Haeseleer em novembro e o projeto Cine Rabeca, em dezembro. Novas atrações e datas serão confirmadas em breve.

Além das performances, atividades formativas gratuitas também serão promovidas como oficinas, palestras, vivências e workshops, criados a partir de tópicos práticos e teóricos derivados das apresentações artísticas. “O corpo presente, seja na prática dos artistas envolvidos ou na fruição do público, será premissa das apresentações. O objetivo é promover e difundir a produção artística autoral do estado do RS em intercâmbio com a produção nacional”; revela o curador.

Os ingressos custam R$ 15,00 com benefícios de meia-entrada, e já estão à venda por meio da plataforma Sympla. O projeto prevê algumas apresentações gratuitas, que serão informadas com antecedência. Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto) de estudante, idosos, PNE, jovens de baixa renda, entre outros, os documentos válidos são determinados pela Lei Federal 12.933/13. Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/farol.live.poa/

Esse projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio do Santander e realização da Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo – Governo Federal.

Farol.live

21/09Rastilho Encruzilhada, com Kiko Dinucci e Fernando Velazquéz (ingressos esgotados):

Rastilho Encruzilhada é o encontro de dois artistas múltiplos. Uma performance audiovisual inédita que tem como propulsor o violão-criador do disco Rastilho, de Kino Dinucci. Reprocessado em tempo real por Fernando Velázquez, a matéria sônica se expande e metamorfoseia em encruzilhadas improvisadas ao lustre de imagens que ecoam cinemas outros. Rastilho, último álbum de Kiko, compositor/violonista/guitarrista das bandas Metá Metá e Passo Torto, gravado apenas com violão, foca nas possibilidades percussivas do instrumento. Kiko Dinucci traz uma abordagem baseada em características melódicas e rítmicas com influências que vão do violão de Baden Powell às linhas melódicas do guembri marroquino. Fernando Velázquez é artista multimídia. Suas obras incluem vídeos, instalações e objetos interativos, performances audiovisuais e imagens geradas com recursos algorítmicos. Se interessa pelo cruzamento da arte com outras áreas do conhecimento como a ciência, a filosofia e a antropologia visual. Ingressos aqui

Outubro 

04/10 – Poesia Xucra, com Clarrisa Ferreira e Marília Kosby, com participação de Lorenzo Beust:

A performance poesia xucra junta a violinista Clarissa Ferreira e a poeta Marília Kosby numa intervenção artística com aires de extremíssimo sul. As artistas, nascidas no interior gaúcho e radicadas em Porto Alegre, apresentam canções autorais e a leitura de poemas, além de experimentações sonoroas. Em poesia xucra, cruzam-se o universo do livro Mugido (ou diários de uma doula), de Marília, e a trajetória como musicista e pesquisadora de Clarissa, autora do livro Gauchismo Líquido. Acompanha a performance um zine homônimo, com as letras, poemas e código QR das canções. Ingressos aqui

Guizado e Manuela:

Manuela e Guizado apresentam o projeto que começou virtualmente na pandemia, com composições sonoras, interferências e colagens manuais criadas e projetadas em tempo real – das lives do Instagram para o ao vivo. Manuela Eichner é artista visual. Seu trabalho percorre desde vídeos e performances até ilustrações, instalações e murais, tendo a colagem como principal técnica e linguagem enquanto a expande para além do bidimensional. Guizado está entre os nomes mais celebrados da ótima safra da música independente brasileira. O trompetista e compositor segue se superando na arte de mesclar elementos sonoros orgânicos com sintetizadores e outras programações eletrônicas.

Novembro – The Island, com Franck Vigroux e o Kurt d’Haeseleer:

O concerto audiovisual “The Island” é a mais recente colaboração entre o compositor Franck Vigroux e o videoartista Kurt d’Haeseleer. Uma dupla prolixa que procura encontrar modos comuns de linguagem artística e tenta inventar experiências sinestésicas com uma identidade própria. A apresentação é uma experiência sensorial, associativa e eletrizante, inspirada em várias histórias de ilhas e vales destinados a serem submersos pela construção de uma barragem hidrelétrica, causando profundas convulsões humanas e geográficas. As imersões de Naussac em Lozère (uma aldeia engolida em 1980), o romance “adeus, ilhota”, de Valentin Rasoutine, ou a barragem das 3 Gargantas na China (que é tão grande que influenciou a velocidade de rotação do Planeta Terra). “Ilha” questiona a substituição de um mundo por outro e a nossa crença cega no progresso. Um universo fantasmagórico se desdobra através de música e imagens de vídeo que dobram a realidade, resultando em uma “jornada mental” por uma topografia de lugares em mutação.

Dezembro – Cine Rabeca:

Cine Rabeca é uma performance multimídia, um cine-concerto, um documentário que se expande para o palco onde a música conduz arquivos de volta à vida e a montagem versa sobre o tempo, a memória, os desaparecimentos e a incessante fabricação de imagens. Renata Rosa é cantora, compositora e rabequeira. Seu cd de estreia Zunido da mata recebeu o Prêmio Choc de lAnnée do Le Monde de la Musique e a projetou para uma sólida carreira internacional com inúmeras turnês e prêmios. Desde então realizou criações especiais para o Museu do Louvre, Théâtre de la Ville de Paris, Olimpíadas Rio 2016, registros especiais para as Rádios Nacionais Holandesa e Alemã e recebeu o Prêmio da Música Brasileira. Seu CD Encantações foi eleito TOP 10 pela BBC e foi nominada Artista do Ano em 2018 no Reino Uido pela Songlines Britânica. Atuou durante 11 aos como rabequeira do cavalo-marinho Boi Brasileiro, de Condado, ao lado de Luiz Paixão.

Sobre o Farol Santander Porto Alegre

Criado para relembrar o passado, marcar o presente e iluminar o futuro, o Farol Santander Porto Alegre completou três anos em março de 2022. Neste período, recebeu 11 exposições de artes visuais, em diversas temáticas, com artistas nacionais e internacionais, divididas entre os espaços do Grande Hall e do Átrio. Em 2022, o Farol Santander ampliou sua atuação cultural com concertos de música clássica e popular, além de espetáculos de dança. Participaram respectivamente a Orquestra de Câmara da ULBRA e a Cisne Negro Cia. de Dança.

O Cine Farol Santander, no sobsolo do prédio, exibe programações com títulos e mostras cinematográficas de cineastas brasileiros e internacionais.

O histórico edifício no Centro da capital gaúcha, construído na década de 1930 e tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual, também possui atrações permanentes.

Na Galeria, a exposição fixa Memória e Identidade apresenta a história da cidade, do prédio e da política monetária brasileira. Já no subsolo, a outra mostra permanente, Os Dois Lados da Moeda, conta com um importante acervo de numismática do Rio Grande do Sul, propondo uma analogia entre as moedas “oficiais” e “não oficiais” que circulavam na região Nas laterais da sala é contada a evolução da moeda oficial do estado brasileiro.

Além dos espaços já citados, o Farol Santander Porto Alegre conta ainda com duas arenas para discussões e debates acerca de temas como cultura e gastronomia. O subsolo, que já conta com o Cine Farol Santander e a mostra Os Dois Lados da Moeda, ainda oferece aos visitantes um café.

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