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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

junho 2021

Para não esquecer: ação performática que (d)enuncia as mortes por COVID-19 terá última reativação para marcar a trágica soma de 500 mil óbitos em função da doença

Projeto promoverá última etapa de performances entre 25 de junho a 5 de julho através de lives no Instagram

A performance Quase-Oração realizará, de 25 de junho a 5 de julho, a sua última etapa de reativação com a meta de alcançar a emblemática e trágica marca de 500 mil mortos pela COVID-19 no Brasil. A ação coletiva duracional conta com a participação de dezenas de pessoas, entre artistas e não-artistas, de diferentes estados do território nacional e brasileiros residentes no exterior, que se revezarão para contabilizar os números das vítimas fatais da doença. O público poderá acompanhar ao vivo a leitura dos números pelo Instagram @quaseoracao.

O ato coletivo de contagem e denúncia deverá reunir, para este momento final, cerca de 80 pessoas e partirá do número de 335 mil vidas perdidas, atingido em suas etapas anteriores, e cuja soma de tempo de realização chega hoje a cerca de 350 horas. A primeira ativação ocorreu entre 25 de janeiro e 02 de fevereiro, partindo do número 1 ao 225.143. Nesta largada, os algarismos foram contados durante 24 horas, tornando-se uma das mais longas performances ininterruptas já realizadas no país. Na sequência, o registro de 250 mil óbitos no país desencadeou novo engajamento do grupo, que agregou participações como a dos criadores do Memorial Inumeráveis (@inumeraveismemorial), Edson Pavoni e Gabriela Veiga.

A respeito do encerramento da ação, destaca Diego Vacchi, um dos organizadores: “estamos diante de uma das maiores crises sanitárias do mundo e as mortes pela doença estão sendo relativizadas, como se estivéssemos amortizados diante da marca diária de óbitos. O Quase-oração é uma resposta coletiva à essa barbárie, e cujos resultados poderiam ser outros se medidas mais adequadas tivessem sido adotadas e houvesse o respeito à vida”.

Um fragmento do texto coletivo, que acompanha o trabalho, afirma: “Solitária e em conjunto, a performance denuncia a impessoalidade dos números constantes nas estatísticas e presta uma homenagem às vítimas da pandemia. O som de cada número está no lugar de uma vida – irrepetível, irrecuperável – que se extinguiu. Assim, a enunciação é realizada como um cumprimento de um rito lento, longo, repetido e sistemático. Uma “quase-oração” de despedida por e daqueles que deram seus últimos suspiros”.

A performance ocorrerá em diversos horários ao longo dos dias propostos. Os vídeos ficam salvos, criando um grande corpo de memória para que não esqueçamos nunca essa tragédia que vivemos. Para acompanhar, acesse instagram.com/quaseoracao

Quase-Oração

Como pensar a coletividade – seus condicionamentos, prescrições e inscrições – a subjetivação em sua dimensão coletiva e sociopolítica, neste aqui e neste agora, no qual a vida e a morte parecem viver processos de ressignificação e quantificação, que fogem aos seus tidos “normais” lugares semânticos-conceituais? Diante dessa traumática realidade que se impõe sobre nós, não há espaço para simulação de um distanciamento reflexivo frio diante da dor que, individual e coletivamente, de forma implacável, nos toma.

A enunciação de cada número é o modo de cumprir um rito lento, longo, repetido e sistemático; uma “quase-oração” de despedida por e daqueles que deram seus últimos suspiros. Performance quieta e ruidosa. Solitária e em conjunto. Números. Impessoais números. Uma rude e soturna ironia, posto que cada som e sílaba de cada palavra, em verdade, evoca e está no lugar de uma vida – única, irrepetível, irrecuperável – que se extinguiu. A matemática seca das estatísticas é alongada à exaustão, à náusea. A esses números, são contrapostas as cifras da equação capitalista capaz de relativizar a “vida humana” em prol “da saúde econômica”.

 Que a nós, sobreviventes inquietos, perturbados pela ameaça ou iminência da perda, o som dessa contagem persiga de forma incômoda e insistente. A soma ainda está em aberto. Assim como a ferida.

O quê: Performance coletiva | “Quase-oração”

Quando: 25 de junho a 5 de julho | horários diversos

Onde: Instagram @quaseoracao

My Favourite Kind, de Victor Todt, chega às plataformas de streaming na sexta, 18 de junho

Nono single do cantor e compositor é um pop rock, com melodias “catchy” e com referências do britpop

Um britpop psicodélico repleto de referências sessentistas e noventistas será lançado na próxima sexta-feira, 18 de junho, nas plataformas de streaming. My favourite kind é o nono single do cantor e compositor Victor Todt. Coincidentemente, a faixa é lançada no mesmo dia que uma de suas grandes inspirações, o músico britânico Paul McCartney, comemora 79 anos.

Desde 2016 lançando produções autorais, a partir de 2020 Todt começa a compor em inglês. A mudança surge por conta de uma temporada vivendo em Liverpool e inspirações que nascem através da troca com músicos locais: “me apaixonei tanto pela cidade e suas pessoas que foi um processo natural o desejo de compor em inglês, trazendo um pouco do que vivi para minha produção artística”, comenta. Atualmente Victor segue compartilhando seu processo e inspiração com artistas britânicos parceiros.

“Escrevi My Favourite Kind em janeiro deste ano. Surgiu a partir de uns poemas sobre flores que li do Pablo Neruda e de Rubem Braga. Falar sobre alguém usando a figura metafórica me chamou atenção, então rabisquei a primeira frase da primeira estrofe, que traduzindo é: ‘você pode crescer em qualquer lugar, entre as falésias/penhascos, o concreto e os trilhos’. Ao finalizar, levei em voz e violão para o meu atual produtor, Bruno Mad, para pensarmos juntos na sonoridade dela e assim iniciar as gravações.

A parceria com Mad iniciou no ano passado, com o lançamento de Liverpool e In this Dream. “Bruno me provocou para que eu fosse intercalando as faixas entre canções mais animadas e mais lentas e eu gostei do desafio”, revela. My Favourite Kind é um pop rock, com melodias “catchy” e com referências do britpop, desde Beatles do período Rubber Soul-Revolver, passando por Stone Roses, Oasis e Miles Kane. Bem ao estilo “Cool Brittania” dos anos 1990, Todt também cita como influência Richard Ashcroft, assim como os contemporâneos australianos DMAs, e destaca que suas grandes paixões são a música e o futebol.

A faixa foi gravada em Porto Alegre, na casa de Mad e no Nektarestudio, onde Victor e o produtor dividiram a execução de todos os instrumentos: Todt na voz, violão e guitarras e Bruno baixo, bateria, guitarras e sintetizador.

Victor inicia sua relação com a música ainda criança, na escola. Em 2012, vivendo em Barcelona, decide aprofundar seus conhecimentos em violão, guitarra e canto, lançando Sem Direção em 2016. Além de apresentações em diversos espaços em Porto Alegre, o músico já tocou em Ushuaia, na Argentina e na cidade do Porto, em Portugal.

Ao longo dos próximos meses estão previstos o lançamento de mais singles, também produzidos por Bruno Mad. Para acompanhar as novidades de Victor Todt, acesse https://linktr.ee/victortodtmusic

Lançamento de My Favourite Kind, de Victor Todt

18 de junho, nas plataformas de streaming

Composição, guitarra, voz e violão – Victor Todt

Produção, gravação, mixagem e masterização – Bruno Mad

Baixo, bateria, guitarras e sintetizador – Bruno Mad

Gravada em Porto Alegre, em março e abril de 2021

Planejamento Executivo e Design – Ocorre Lab

Assessoria de Imprensa e Relacionamento – Bruna Paulin Assessoria de Flor em Flor

Lupa – festival de videoclipes divulga os selecionados para a votação do público nesta segunda, 07 de junho

Primeira edição do projeto vencedor do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, oferece prêmios entre R$ 1.500,00 a R$ 4.000,00 para os vídeos vencedores

Votação inicia pelo site do evento na quarta, 09 de junho

Com as inscrições encerradas na última segunda-feira, 31 de maio, o Lupa – Festival de Videoclipes recebeu 346 vídeos que alcançam mais de 23 horas de conteúdo, material que está sendo avaliado pelo time de curadores. No dia 07 de junho o público poderá conferir as 30 obras selecionadas que integraram a votação popular que inicia na quarta-feira, 09 de junho, e segue até 14 de julho. O Lupa – festival de videoclipes tem como objetivo dar visibilidade à produção de videoclipes produzidos a partir de 2019, no território do estado do Rio Grande do Sul. O projeto, promovido pela OSC Sempre-Viva, da cidade de Santa Rosa/RS, sob a coordenação geral e produção executiva da GAIA PRODUÇÃO CULTURAL, é vencedor do Edital de Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Lei Aldir Blanc no estado do RS.

Esta primeira edição do festival abrangeu 45 municípios, representando 9% das cidades do RS. De acordo com o coordenador do projeto, Fernando Keiber, “as inscrições foram um sucesso, reforçando a nossa tese de que o setor do audiovisual, ligado à música, tem uma produção expressiva e clama por atenção. Os tempos de pandemia têm sido ao mesmo tempo que um agravante na situação econômica, um impulso para a criatividade”. Porto Alegre foi o município com o maior número de inscritos, com 159 vídeos enviados. Em segundo lugar vem Pelotas, com 40 videoclipes inscritos; Canoas, 23; Caxias do Sul, 14; Santa Maria, 11; e, empatados com 8 clipes inscritos cada uma, Alvorada e Santa Rosa, a cidade sede da proponente do Lupa, a OSC Sempre-Viva.

O Lupa contemplou entre os inscritos os mais diversos gêneros musicais, tendo sido formado um mosaico muito interessante, com destaque em quantidade de inscritos aos mais variados estilos do Rock (85 inscrições), nos gêneros do rap e hip hop (49), entre baladas de todas as nuances (33), nativista e gauchesca (26 inscrições) além de gospel, fado, MPB, funk, música erudita, sertanejo, soul, bolero, sambas de todas as cores, pop, disco, dance, entre outros. “Um ponto que chama a atenção é a quantidade de inscritos com a categoria videodança, apontando para a necessidade de atenção para este estilo e público específico”, conta Keiber, que também é um dos curadores.

A curadoria, formada por Keiber, Lanza Xavier, Henrique de Freitas Lima e Alexandre Mattos, selecionará os 30 vídeos que integrarão a final e estarão disponíveis para votação no site a partir de 09 de junho. Nesta segunda, dia 07, às 20h, através do Facebook e Instagram do festival, a lista será divulgada. A mostra virtual dos vídeos selecionados bem como o evento de premiação se dará no dia 15 de julho, através do canal do YouTube do projeto.

Os videoclipes concorrem a prêmios entre R$ 1.500,00 e R$ 4.000,00. Os cinco primeiros lugares serão eleitos pelo júri do festival, além de um prêmio para o vídeo vencedor escolhido pelo público. Para acompanhar as próximas etapas do evento, acesse @lupafestival e www.lupafestival.com.br

O LUPA – festival de videoclipes do Rio Grande do Sul é realizado pela Organização da Sociedade Civil Sempre-Viva e financiado pela lei nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e a Fundação Marcopolo.

Lupa – festival de clipes

Divulgação classificados 07/06 às 20h pelas redes @lupafestival

Abertura Votação Popular online 09/06 pelo site www.lupafestival.com.br

Evento de Premiação 15/07

Prêmios:

1º Lugar – R$ 4.000,00

2º Lugar – R$ 3.000,00

3º Lugar – R$ 2.500,00

4º Lugar – R$ 2.000,00

5º Lugar – R$ 1.500,00

Júri Popular – R$ 1.500,00

Curadores

ALEXANDRE MATTOS é natural de Pelotas, é produtor cultural e realizador audiovisual Membro-fundador da produtora Moviola Filmes, tendo produzido vários filmes e documentários. Atualmente, participa do Laboratório de Narrativas Negras para Audiovisual da FLUP em parceria com a Rede Globo, onde foi selecionado para desenvolvimento de argumento da série “Sal e Sangue”, também foi selecionado para participar do curso EAD Projeções –Linguagem e Processos Criativos no Cinema Brasileiro Contemporâneo do Itaú Cultural. Durante doze anos integrou a Banda Auto Retrato, participando shows, festivais, gravando videoclipes e compondo.

FERNANDO KEIBER é produtor cultural, professor e músico. É formado em música pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL – 1992); Leitura e Transposição e Harmonia e Improvisação no Conservatório de Música de Pelotas. Atuou como coordenador do Setor de Tomada de Contas da Lei de Incentivo à Cultura – SEDAC/RS (2005 a 2009). Atualmente é conselheiro fiscal da Associação dos Produtores Culturais do Estado do Rio Grande do Sul – APCERGS, proprietário da Gaia Cultura & Arte, empresa especializada em planejamento e gestão de projetos culturais, coordenador do Musicanto, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Santa Rosa, gestão 2020/2022,presidente da Comissão Municipal e Incentivo à Cultura – CMIC de Santa Rosa/RS e gestor administrativo e financeiro da Organização da Sociedade Civil Sempre-Viva.

HENRIQUE DE FREITAS LIMA DIRETOR é roteirista, Produtor de Cinema e Televisão e Consultor e Advogado especializado em Cultura, Esportes e Terceiro Setor, nascido em Sobradinho, RS, em 27/10/1959. Dirigiu os longas metragens TEMPO SEM GLÓRIA (1984), LUA DE OUTUBRO (1997), CONCERTO CAMPESTRE (2003), DANUBIO (2010), CONTOS GAUCHESCOS (2012) e ZORAVIA (2018), os curtas em 35 mm A HORA DA VERDADE (1988) e O MACACO E O CANDIDATO (1990), e a Série de Televisão PORTEIRA ABERTA (2004), entre outros. Foi Membro Fundador e 1o Presidente da Associação Profissional dos Técnicos Cinematográficos do RGS – APTC/RS, Conselheiro do Conselho Nacional de Cinema – CONCINE (1986/1989) e Membro Fundador e 1o Presidente da Associação dos Produtores Culturais do RGS – APCERGS. Sócio Proprietário e Diretor da Cinematográfica Pampeana, fundada em 1995. É advogado e Sócio Gerente da Freitas Lima Consultores Associados S/C, fundada em 2007 e participa de Conselhos da Academia Brasileira de Artes Audiovisuais e API Associação das Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro.

LANZA XAVIER possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Católica de Pelotas (2003) e mestrado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2006). Atualmente é professora adjunta da Universidade Federal de Pelotas nos cursos de Cinema de Animação e Cinema e Audiovisual. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Cinema, atuando principalmente nos seguintes temas: produção e autoria cinematográfica, cinema gaúcho, políticas públicas para o audiovisual e acompanhamento de egressos. Responsável pelas disciplinas de Introdução à Linguagem Audiovisual, Direção de Produção, Produção Executiva e Projeto em Audiovisual I e II. Integra a equipe da Diretoria do FORCINE, Gestão 2021-2022. Doutoranda em Educação pela UFPEL. Mãe do Theo (9 anos) e da Nalu (5 anos).

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