Virginia e Adelaide, uma coprodução com Globo Filmes, conta com roteiro de Jorge Furtado, que divide a direção com Yasmin Thayná

Iniciaram na terça-feira, 21 de novembro, em Porto Alegre, as gravações do longa-metragem Virginia e Adelaide, uma produção da Casa de Cinema de Porto Alegre em coprodução com Globo Filmes. O roteiro, assinado por Jorge Furtado, que divide a direção com Yasmin Thayná, conta a história de Virgínia Leone Bicudo e Adelheid (Adelaide) Koch, interpretadas por Gabriela Correa e Sophie Charlotte.

Adelaide e Virgínia se conheceram em 1937, um ano após a chegada da alemã ao Brasil, fugindo da perseguição nazista aos judeus, para onde veio com seu marido e duas filhas. Juntas, fundaram e popularizaram a psicanálise no Brasil, quebrando barreiras e preconceitos. Foram médica e paciente por 5 anos, colegas por mais de 30 anos, grandes amigas a vida inteira.  Adelaide foi a primeira psicanalista no Brasil reconhecida pela Associação Internacional de Psicanálise, e uma das criadoras da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Virgínia foi a primeira psicanalista do Brasil, uma das fundadoras da psicanálise brasileira, e uma das primeiras professoras universitárias negras no Brasil. Por vários anos escreveu uma coluna de muito sucesso no jornal Folha de Manhã, intitulada “Nosso Mundo Mental”, que se transformou em livro e programa de rádio sobre psicanálise, veiculado pela Rádio Excelsior de São Paulo.

O filme conta com produção de Nora Goulart, direção de fotografia de Lívia Pasqual e direção de arte de Vanessa Rodrigues e Richard Tavares. Com distribuição da H2O Filmes, a produção tem previsão de lançamento nos cinemas em 2024.

Virgínia Leone Bicudo (São Paulo, 1910 – 2003) foi uma socióloga e psicanalista brasileira. Foi a primeira psicanalista do Brasil, uma das fundadoras da psicanálise brasileira, e uma das primeiras professoras universitárias negras no Brasil. Em 1945, concluiu e apresentou a sua tese de mestrado, o primeiro trabalho acadêmico sobre o racismo brasileiro, e tornou-se membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Nos anos 50, muda-se para Londres onde conclui sua formação e convive com Melanie Klein e Wilfred Bion, que se tornariam seus correspondentes. De volta ao Brasil, em 1962 foi eleita presidente do Instituto de Psicanálise, função que exerce até 1975. Em 1970, formou a Sociedade de Psicanálise de Brasília. Participou da criação da Revista Brasileira de Psicanálise (RBP). Virgínia escreveu por vários anos uma coluna de muito sucesso no jornal Folha da Manhã, “Nosso mundo mental”, que se transformou num livro e num programa de rádio sobre psicanálise.

Adelheid (Adelaide) Koch (Berlin, 1896 – São Paulo, 1980) foi uma médica e psicanalista alemã. Era membro da Sociedade Psicanalítica de Berlin, analisada e formada pelo doutor Otto Fenichel, que por sua vez foi formado e analisado por Sigmund Freud. Adelaide era, portanto, da terceira geração de psicanalistas. Em 1936, fugindo da perseguição nazista aos judeus, imigrou para o Brasil com seu marido e duas filhas. Adelaide foi a primeira psicanalista no Brasil reconhecida pela Associação Internacional de Psicanálise, e uma das criadoras da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Formou, além de Virgínia, a primeira turma de psicanalistas brasileiros: Durval Marcondes, Lygia Alcântara Amaral, Flávio

Dias, Darcy Uchôa, Judith Andreucci, Frank Philips, José Nabantino Ramos, Henrique Mendes, Isaías Hessel Melsohn, Mário Yahan, Margareth Jones Gill.

Adelaide e Virgínia se conheceram em 1937. Juntas, fundaram e popularizaram a psicanálise no Brasil, quebrando barreiras e preconceitos. Foram médica e paciente por 5 anos, colegas por mais de 30 anos, grandes amigas a vida inteira.