VOO LIVRE reúne Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Danilo Grangheia, Felipe Storino com participações de Bárbara Arakaki, Flow Kountouriotis, Leda Maria Martins, Yumo Apurinã, Jessyca Meyreles, Cristina Moura, Rafael Bacelar, Bianca Manicongo, Luiza Mugnol Ugarte e Sidarta Tollendal Ribeiro em três experimentos cênicos que articulam diversas linguagens e modos de conexão com o público

Duas atrizes, um ator e um músico, dez participações, três movimentos distintos: Arte, Tempo e Futuros. Voo Livre, projeto de criação e povoação de gestos afirmativos na sociedade por meio das artes vivas, realizado pela companhia brasileira de teatro ocupa a Arena do Sesc Copacabana a partir de 22 de setembro. O novo trabalho está inserido em um projeto artístico mais amplo, que se organiza em três movimentos: duas ações no teatro e um filme, que tem previsão para acontecer de agora até 2025. 

O primeiro movimento é justamente este VOO LIVRE, que conta com a presença de Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Danilo Grangheia e Felipe Storino, mais a participação de artistas, pensadores e outros profissionais convidados a cada semana. O projeto é uma mobilização coletiva que busca ventilar as estruturas de produção artística, colocando no mesmo plano e em simultaneidade os processos criativos, os ensaios e as ações de compartilhamento com o público carioca. 

Ao longo de quatro semanas, de 22 de setembro e 14 de outubro, será possível conferir três acontecimentos teatrais nos quais se articulam cenas, reflexões, conversas públicas, performances, leituras, escutas, todas compondo três roteiros diferentes, iluminados cada um, por um tema distinto: Arte, Tempo e Futuros, identificados a partir da pesquisa sobre a obra do autor russo Anton Tchekhov. “Ao longo deste mês, perceberemos que a ação de criar e a ação de apresentar/compartilhar com público são simultâneas, como uma única experiência, com seus riscos, tempos e lacunas presentes. Cada dia no processo de ensaio de VOO LIVRE foi autônomo. Cada noite/acontecimento também será. O que está em cena e em jogo é uma sequência de ações no Teatro, na presença do público e de artistas diversos”, revela o diretor Marcio Abreu, que assina a pesquisa e criação com Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria. 

A partir do texto seminal de Tchekhov, A Gaivota, materiais ligados à memória dos atores, atrizes, performers, poetas, pensadores, e do repertório artístico da companhia brasileira de teatro, cria-se um gesto artístico plural em seus modos de conexão entre artistas e público, e traz a primeiro plano o trajeto e o movimento desse coletivo, pensando e questionando as ideias de chegada e caminho, produto e processo, “destacando elementos que nos permitam realizar ações no agora para criar futuros possíveis”, afirmam. 

As ações articuladas entre os gestos Arte, Tempo e Futuros, contam cada uma com uma estrutura específica e a participação de diferentes convidades: ARTE inicia e encerra a programação, com sessões nos dias 22 a 24 de setembro e 12 a 14 de outubro e traz as participações de Bárbara Arakaki e Flow Kountouriotis; TEMPO poderá ser conferida em quatro sessões de 29 de setembro a 1º de outubro e conta com a presença da poeta, ensaísta, escritora e professora Leda Maria Martins; já FUTUROS ocorre nos dias 6, 7 e 8 de outubro e receberá Yumo Apurinã, Jéssyca Meyrelles, Cristina Moura, Bianca Manicongo e Rafael Bacelar. Nos dias 6 e 7 Sidarta Tollendal Ribeiro e Luiza Mugnol Ugarte também integram a performance. 

A ficha técnica conta com nomes como Nadja Naira (iluminação e assistência de direção), Felipe Storino (direção musical e trilha sonora original), Cristina Moura (direção de movimento), Batman Zavareze (filme ação FUTUROS), Marina Franco (figurino), Clara Cavour (captação e edição de imagens do espetáculo e câmera em cena) e Pablito Kucarz (programação visual). Os ingressos custam R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 30 (inteira) e já estão à venda na bilheteria do Sesc Copacabana, que fica na Rua Domingos Ferreira, 160. Mais informações (21) 2547-0156. 

VOO LIVRE

Entre os dias 22 de setembro e 14 de outubro de 2023

ARTE: 22, 23 e 24 de setembro, 12, 13 e 14 de outubro de 2023; quinta, sexta, sábado e domingo às 20h. Sessões extras no domingo, 24 de setembro, e na sexta 13 de outubro, ambas às 17h. Em ação: Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Danilo Grangheia, Felipe Storino, Bárbara Arakaki e Flow Kountouriotis. 

TEMPO: 29 e 30 de setembro e 1º. de outubro de 2023; sexta, sábado e domingo às 20h, e uma sessão extra no sábado, 30 de setembro, às 17h. Em ação Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Danilo Grangheia, Felipe Storino e Leda Maria Martins.

FUTUROS: 6, 7 e 8 de outubro de 2023, sexta, sábado e domingo às 20h, e uma sessão extra no sábado, 07/10, às 17h. Em ação:  Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Danilo Grangheia, Felipe Storino, Yumo Apurinã, Jessyca Meyreles, Cristina Moura, Rafael Bacelar, Bianca Manicongo. Luiza Mugnol Ugarte e Sidarta Tollendal Ribeiro participam das sessões nos dias 6 e 7 de outubro.

Local: Arena do Sesc Copacabana 

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira)

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: Terça a domingo – de 14h às 20h;

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 90 minutos

Sujeito à lotação

Sinopse: VOO LIVRE propõe uma série de ações no Teatro como um gesto afirmativo e artístico da companhia brasileira de teatro nos tempos de hoje, criando experiências ao vivo com o público através de cenas, performances, leituras, escutas, músicas, conversas públicas e reflexões sobre a ARTE, o TEMPO e os FUTUROS. 

FICHA TÉCNICA 

VOO LIVRE

Acontecimento artístico a partir da obra de Anton Tchekhov e estudos sobre Arte, Tempo e Futuros

Direção Geral: Marcio Abreu

Pesquisa e criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria.

Criação e performances: Renata Sorrah, Cássia Damasceno, Danilo Grangheia e Felipe Storino,

Colaboração artística, ações, performances: Bianca Manicongo, Bárbara Arakaki, Cristina Moura, Flow Kountouriotis, Jessyca Meyreles, Leda Maria Martins, Luiza Mugnol Ugarte, Rafael Bacelar, Sidarta Tollendal Ribeiro e Yumo Apurinã.

Direção de produção e administração: José Maria e Cássia Damasceno

Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira

Direção Musical e Trilha Sonora Original: Felipe Storino

Direção de Movimento: Cristina Moura

Instalação videográfica e filme ação FUTUROS: Batman Zavareze

Figurinos: Marina Franco

Produção Executiva: Fábio Osório Monteiro

Fotos: Nana Moraes

Programação visual: Pablito Kucarz

Assessoria de imprensa: Bruna Paulin   

Captação e edição de imagens do espetáculo e câmera em cena | ARTE: Clara Cavour

Técnica de vídeo: Michelle Bezerra

Técnica de luz: Dafne Rufino

Técnico de som: Bob Reis

Criação e produção: companhia brasileira de teatro

Projeto realizado por meio do Edital de Cultura Pulsar do Sesc RJ

Realização: Sesc RJ

A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do país fundado pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu em 2000, em Curitiba, onde mantém sua sede num prédio antigo do centro histórico. Sua pesquisa é voltada sobretudo para novas formas de escrita e para a criação contemporânea.

Entre suas principais realizações, peças com dramaturgia própria, escritas em processos colaborativos e simultâneos à criação dos espetáculos, como PRETO (2017); PROJETO bRASIL (2015); Vida (2010); O que eu gostaria de dizer (2008).

Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país como Krum (2015) de Hanock Levin; Esta Criança (2012), de Joël Pommerat; Isso te interessa? (2011), a partir do texto Bon, Saint-Cloud, de Noëlle Renaude; Oxigênio (2010), de Ivan Viripaev, Apenas o fim do mundo (2006) de Jean Luc Lagarce; Suíte 1 (2004) de Phillipe Myniana.

Suas peças mais recentes são uma adaptação da obra Platonov de Anton Tchekov intitulada POR QUE NÃO VIVEMOS? (2019); e o espetáculo SEM PALAVRAS (2021) com texto e direção de Marcio Abreu.

A companhia realiza ainda frequentes intercâmbios com outros artistas no país e no exterior, mantém um repertório ativo e circula com frequência pelo Brasil e Europa. Recebeu os principais prêmios das artes no país.