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LabART 760 inaugura nova mostra em 11 de junho

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‘Horror Vacui Tropical’ reúne obras de dez artistas com curadoria de Gaudêncio Fidelis

 

No próximo sábado, 11 de junho, o Laboratório de Experimentações Artísticas – LabART 760, inaugura sua segunda exposição desde sua abertura em abril. Horror Vacui Tropical (experiência 2) tem curadoria de Gaudêncio Fidelis e reúne 23 obras dos artistas Ana Norogrando, Britto Velho, Dudi Maia Rosa, Eduardo Haesbaert, Flávio Morsh, Frantz, Ilsa Monteiro, Oswaldo Maciá, Romanita Disconzi e Wilson Cavalcante.

Horror Vacui Tropical é uma exposição que aborda a manifestação do excesso na ocupação do espaço. O termo horror vacui, que designa “medo do vazio”, é uma característica que aparece na produção artística desde a antiguidade, na montagem de exposições da década de 1930, e no design e na decoração de interiores mais recentemente, encontrando assim correspondência em inúmeros aspectos da vida contemporânea. A mostra trata da ocupação do espaço a partir de uma perspectiva produtiva, recusando a estética minimalista do “cubo branco”, padronização muito comum na museografia encontrada em museus e galerias. “O objetivo é estabelecer uma experiência corpórea do espectador com a obra que não seja mais aquela do distanciamento estético, aproximando o contato com o corpo e a visão”, revela Fidelis.

A exposição retira seus ensinamentos da história pregressa das exposições Dadá e surrealistas da década de 1930, dos Penetráveis de Hélio Oiticica e da visualidade excessiva do espaço público da vida contemporânea, para construir uma relação mais direta com a obra de arte. “Podemos constatar de forma mais evidente o horror vacui no Barroco e seu contraponto no Minimalismo, com diversas nuances entre eles e outras manifestações artísticas”, conta. O Minimalismo projetou-se assim contra o horror vacui, enfrentando o “medo do vazio” e desenvolvendo uma estética voltada para a ausência de informação e a estetização dos objetos no espaço. A política da estética minimalista atingiu não só a obra dos artistas, onde sua manifestação estilística produziu obras surpreendentes, mas igualmente um espaço de exposições exclusionário, através de um arremedo da ausência, com seus projetos museográficos mínimos, destituídos de excesso e excessivamente estetizados. Em diversos momentos a obra de arte e seu conteúdo estético e artístico se confundiu com aquele do espaço, determinado por uma política do vazio e da “limpeza” arquitetônica.

De acordo com o curador, esta opção museográfica revela um desdobramento político desta tendência de desocupação. Trata-se de um processo equivalente de exclusão que se reflete tanto em uma tipologia de obras, expresso através de menos obras no espaço e, portanto, menos artistas representados nestas exposições, alimentando a exclusão dos artistas e suas obras.

Horror Vacui Tropicalista rejeita o vazio como manifestação estetizante dos mecanismos de display em uma exposição mediada por um desejo de ocupação produtiva do espaço. Segundo Fidelis, é uma perspectiva tropicalizada da abordagem do espaço, através do informalismo tropicalista da ocupação, com os ensinamentos de Hélio Oiticica e seus Penetráveis. “A abordagem labiríntica do espaço, advinda dos ensinamentos das favelas de onde a obra de Oiticica se alimentou, proporciona lições para que possamos repensar nossa relação com a obra de arte no espaço de exposições. Ao mesmo tempo a cultura visual do espaço urbano, com seu excessivo volume de informação proporciona inspiração para que trabalhemos sem as limitações estetizantes da exibição museográfica e os preconceitos da visão academicista da realização de exposições visualmente reducionistas”.

A exposição inclui obras de períodos diversos da produção destes artistas, que em sua disposição incitam a aproximação do público, promovendo um novo ponto de vista do expectador com obras fora do espaço institucionalizado, minimalista e asséptico que domina o mercado de arte.

Localizado no Caminho dos Antiquários, na rua Marechal Floriano, o LabART 760 é uma iniciativa independente comprometida em apoiar a produção, a crítica e a investigação interdisciplinar acerca das práticas artísticas contemporâneas. Na equipe, os curadores e historiadores Ana Zavadil e Márcio Tavares, a advogada e gestora cultural Marla Trevisan, e o advogado e artista visual Ricardo Giuliani. Horror Vacui Tropical segue em cartaz até 13 de agosto, com entrada franca. O LabART  760 funciona de segunda a sexta-feira das 14h às 18h, e aos sábados, das 10h às 15h, na Rua Marechal Floriano, 760.

Saiba Mais

 

Horror vacui tropical (experiência 2)

Curadoria: Gaudêncio Fidelis

Obras dos artistas:

Ana Norogrando

Britto Velho

Dudi Maia Rosa

Eduardo Haesbaert

Flávio Morsh

Frantz

Ilsa Monteiro

Oswaldo Maciá

Romanita Disconzi

Wilson Cavalcante

 

Gaudêncio Fidelis (Brasil, 1965) é curador e historiador de arte, especializado em arte brasileira, moderna e contemporânea e arte das américas. É mestre em arte pela New York University (NYU) e doutor em História da Arte pela State University of New York (SUNY) com a tese The Reception and Legibility of Brazilian Contemporary Art in the United States (1995-2005). Foi fundador e primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul em 1992. Publicou entre outras obras Dilemas da Matéria: Procedimento, Permanência e Conservação em Arte Contemporânea (MAC-RS, 2002); Uma História Concisa da Bienal do Mercosul (FBAVM, 2005) e O Cheiro como Critério: em Direção a uma Política Olfatória em Curadoria (Chapecó: Argos, 2015). Entre 2004 e 2005 foi curador-adjunto da 5a Bienal do Mercosul. É membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico Brasileiro do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS (2011-2014) e Curador-chefe da 10a Bienal do Mercosul (2014-2015).

 

 O EXCESSO COMO POLÍTICA DE EXPOSIÇÃO

Gaudêncio Fidelis

Horror Vacui Tropical é uma exposição que aborda a manifestação do excesso na ocupação do espaço. O termo horror vacui, que designa “medo do vazio”, é uma característica que aparece na produção artística desde a Antiguidade, na montagem de exposições da década de 1930, na arte islâmica e no design de interiores, notadamente no período vitoriano, encontrando também correspondência em inúmeros aspectos da cultura contemporânea. Ao longo da história da arte, é possível constatar de forma mais evidente o horror vacui no Barroco e seu contraponto no Minimalismo, com diversas nuances entre eles e outras manifestações artísticas. Por outro lado, o horror vacui do Barroco coincide com uma inclinação inclusiva que se contrapõe à construção excludente da estética minimalista e sua estratégia, em que a aparência do espaço aponta para um universo autônomo desligado do mundo exterior e ausente de indivíduos.

O Minimalismo projetou-se assim contra o horror vacui, enfrentando o “medo do vazio” e desenvolvendo uma estética voltada para a subserviência da informação a uma condição reducionista e à estetização dos objetos no espaço. A política da estética minimalista atingiu não só a obra dos artistas, cuja manifestação estilística produziu obras surpreendentes, mas gera igualmente um espaço de exposições excludente, através de um arremedo da ausência, com seus projetos museográficos mínimos, destituídos de excesso e, ao mesmo tempo, grandemente estetizados. Em diversos momentos, tanto a obra de arte quanto o seu conteúdo estético e artístico confundem-se com aquele do espaço, determinado por uma política do vazio e da “limpeza” arquitetônica. É possível encontrar um desdobramento político dessa tendência de desocupação, que se configura como um processo equivalente de exclusão que se reflete em uma tipologia museográfica, expressa através de poucas obras no espaço e, por consequência, de menos artistas representados nessas exposições.

Em uma disfarçada “tecnologia da exposição”, supostamente baseada na excelência técnica e estética da montagem, exposições com uma inclinação minimalista transformam-se, por vezes, em instrumentos excludentes da história da arte. Horror Vacui Tropical é, portanto, uma exposição que tem antipatia pelo vazio museográfico, ou melhor, rejeita o vazio como manifestação estetizante dos mecanismos de display. Além disso, liberta-se da política de escolhas baseada em critérios determinados pela subsequente disposição de obras no espaço. Em outras palavras, trata-se de uma exposição mediada por um desejo de ocupação produtiva daquele espaço, uma vez abandonado o seu caráter estetizante. Retirando suas lições do horror vacui do Barroco, das exposições dadaístas e surrealistas dos anos de 1930, dos estúdios dos artistas e de recentes projetos de exposições, Horror Vacui Tropical procura ensaiar uma perspectiva que não seja euro-americana e mostre-se mais “tropicalizada”, digamos assim, da abordagem do espaço. O informalismo tropicalista da ocupação espacial, com os ensinamentos de Hélio Oiticica, a partir de seus Penetráveis, a abordagem labiríntica, advinda dos ensinamentos das favelas de onde se alimentou sua obra, proporciona lições para que possamos repensar nossa relação com a obra de arte no espaço de exposições.

Nesse sentido, a cultura visual do espaço urbano, com seu excessivo volume de informação, gera inspiração para que trabalhemos sem as limitações da exibição museográfica e os preconceitos da visão academicista da realização de exposições visualmente reducionistas. A exposição inclui obras de períodos diversos da produção desses artistas. Por outro lado, em Horror Vacui Tropical, a disposição das obras incita a aproximação, uma relação erótica dos objetos com o olhar, e uma experiência física da arte com o corpo. Aproveitando-se da arquitetura do espaço do Lab Art 760, em que se realiza a exposição, o projeto curatorial busca promover a consciência da percepção das implicações políticas de exibir as obras fora do território desprotegido do estúdio do artista ou da institucionalização minimalista e asséptica do “cubo branco”.

As obras de Ana Norogrando (1951), incluídas nessa exposição, produzem uma ocupação do espaço através da escultura, com uma manifestação ornamental da superfície em que a tão proclamada dicotomia “cheio/vazio” aparece agora como complementar. O resultado da experiência planar na escultura é, antes de tudo, uma contingência do material, que está sujeito a torções físicas relativamente simplificadas, mas conceitualmente complexas, já que atravessam a história da forma na escultura e a trajetória das superfícies planares. Tendo adquirido parte de seus ensinamentos dos Bichos de Lygia Clark (1920-1988), essas obras em algum momento se contorcem pelas mãos da artista, mas permanecem em um movimento congelado, frustrando a vontade do espectador. O olhar pode atravessá-las com alguns impedimentos, como no caso de Contorsão I (2016), em que uma malha de tecido tenciona o metal e embaralha a visão através de uma camuflagem que, de certo modo, imita a própria trama metálica da escultura. Essa forma faz também uma alusão a uma fita de Möebius cuja topologia consiste em uma superfície infinita dobrada sobre si mesma. A retina também é embaralhada pela grade vibracional de que são feitas, produzindo no olhar um anteparo para que este possa estruturar a forma de uma perspectiva fenomenológica.

Por outro lado, as duas pinturas de Dudi Maia Rosa (1946), incluídas em justaposição com essas obras de Ana Norogrando, cuja forma surge arrancada da fôrma que lhe dá surgimento, apresentam uma superfície densa e fechada, embora suas protuberâncias não permitam que o olhar descanse. O caráter táctil/visual dessas obras, visto que não são feitas para tocar, mas para serem compreendidas pelo olhar, redimensiona o status da pintura, inclusive em termos de escala: elas parecem intimistas, mas, na verdade, dissimulam uma massa pictórica que é imensurável. Seu aspecto barroco é exacerbado pela confluência de uma excessiva densidade material e pelo caráter informe,[1] ainda que no final das contas essas pinturas não ilustrem apropriadamente o referido conceito, pois equivalem a uma espécie de falsificação da matéria moldadas em fibra de vidro e pigmento, tendo nascido prontas, em forma e cor. Elas não são pintadas; o gesto é moldado e impresso na superfície a priori. Assim, nessa exposição, as obras de Ana Norogrando e as de Dudi são exibidas em paralelo, a primeira demonstrando a ocupação do espaço pela definição da linearidade e a segunda pela densidade da massa pictórica (dissimulada) na construção da forma.

A ocupação do “vazio”, motivada pelo horror vacui artístico e museográfico do display, é uma operação que requer estratégias capazes de preencher o espaço em todas as suas características. Por essa razão, foi necessário pensar em uma dimensão olfatória e a inclusão da obra Quien limpia a quien/Jabón de ajo (1994-2015), de Oswaldo Maciá (1960), tem o objetivo de chamar a atenção para esse fato. A convivência que temos com o cheiro não pode ser controlada, e o olfato transforma-se assim em um dispositivo de redimensionamento das relações espaciais, especialmente se estamos falando da impregnação do espaço nos “trópicos”. Quien limpia a quien é uma obra que exercita a dimensão política do objeto como forma de chamar a atenção para a mais-valia da limpeza, suas implicações no universo da cultura e uma dimensão de alteridade, na medida em que enfatiza as disparidades em nossa relação com o Outro. Em uma exposição que trata do espaço como ocupação desmesurada, a obra de Maciá reivindica diversos questionamentos, incluindo, mas não se limitando, àquele pertinente à dimensão expansiva dos objetos como dispositivos de reflexão. Embora à primeira vista pareça um objeto inócuo, essa obra problematiza politicamente o espaço ao introduzir questionamentos sobre a política do olfato e seu exercício através dos tempos. A limpeza apresenta inúmeras conotações. Da contaminação física e simbólica à ideologia de imigração tingida muitas vezes em concepções de etnia; do confronto entre a aparência do corpo à sociabilidade e à dimensão público-privada da circulação dos bens de consumo. O cheiro é pervasivo em nossa vida diária, embora largamente ignorado como proposição teórica e reflexiva.

Paralelamente a essa obra de Maciá, foi incluída uma pintura de Britto Velho (1946), Sem título (1985), em que o olfato aparece como uma alusão e à qual o artista Danúbio Gonçalves referiu-se como sendo um “canhão olfativo e auditivo”,[2] em um texto que escreveu em 1983. Nessa pintura especificamente, vê-se com clareza o que parece ser um tubo circular saído do corpo da figura, logo acima da boca, ressaltando igualmente a oralidade (o sentido do gosto portanto), além do olfato. A ocupação do espaço pela figura, que se expande solitária, ocupando quase toda a área da pintura, contrasta com as convenções da paisagem, evidente através de uma linha que se encontra ao fundo, dividindo o quadro em céu e terra. Assim, concluímos que a experiência dos sentidos aqui se dá da mesma maneira como no Barroco, entre as relações mundanas e divinas. Como é recorrente em suas pinturas, o olhar também é evidente nessa obra. Três olhos aparecem na cabeça da figura, mas seu nariz pronunciado não deixa dúvidas de que a pintura faz alusão a uma sensibilidade pronunciada para o olfato.

Essa exposição sinaliza para um número de questões relacionadas ao espaço de exposições que encontra uma referência mais conhecida no chamado “cubo branco”. As pinturas de Eduardo Haesbaert (1968), Casa Cubo (2011) e Sem título (2011), referem-se aos problemas daquele espaço e à sua ocupação. Casa Cubo pode ser vista com uma espécie de metáfora relacionada ao espaço que abriga a arte e as relações dos objetos com o seu campo de exposição. A “casa” é equivalente ao abrigo e às relações que luz e sua ausência demandam. Essas pinturas de Haesbaert com seus espaços contrastantes dramatizam as relações entre os objetos e o espaço. O “atravancamento” visual que aparece nessas obras faz com que projetem uma atmosfera sufocante própria do horror vacui. Para a exposição, elas se tornam ainda mais significativas, pois produzem uma mise em abîme que é demonstrada com a representação pictórica dessas duas “galerias” dentro de uma galeria, ou lugares de existência da arte dentro de outro espaço equivalente.

A dimensão diagramática do espaço tem sua demonstração mais contundente nas pinturas de Flávio Morsch (1963), que ocupam a superfície da tela através da cor utilizando-se do dispositivo da grade,[3] cuja tradição é exclusivamente moderna. A ocupação produtiva da superfície pictórica é otimizada pelas relações com a dimensão construtiva do quadro, assim como estabelece um parentesco com o caráter neogeométrico e sua dimensão cultural relacionada à experiência transcendental da luz e da cor, aliada a uma disposição psicodélica que a história deixou como legado quando as relações entre a experiência do espaço e as noções de território são retransformadas espacialmente. Há ainda nessas pinturas um certo caráter pop, devido ao uso da cor, embora não estejam implicadas de modo algum com a pop histórica e sua ideologia.

Não por outra razão, é importante salientar a inclusão da obra Totem de Interpretação (1969), de Romanita Disconzi (1940). Realizada no auge do aparecimento da Pop em diversas partes do mundo, a obra de Romanita consiste em um conjunto de formas geométricas realizada com seis cubos, um cilindro e dois paralelogramos. Essas formas são cobertas por imagens impressas em cada uma de suas superfícies, com imagens de telefones, corações, sinais de trânsito, setas, carros e flores. Totem de Interpretação é paradigmático por sua ligação com o espaço da cidade, os meios de comunicação de massa e a visualidade urbana. Ao introduzir uma dimensão participativa, a obra de Romanita faz ainda uma incursão no campo da semiótica e das investigações artísticas no universo interpretativo da obra de arte. A obra demonstra ter, por isso mesmo, um caráter lúdico e atua em uma zona de interatividade que se caracteriza por um jogo de sinais muito peculiar ao universo da cultura e da participação que surgiu com grande força na produção de meados da década de 1960 e início da década de 1970. A ocupação modular do espaço equivale de certa maneira à dimensão da grade modernista, mas sem a ordenação que ela tinha, sendo que os elementos que compõe a formação estrutural do espaço (as partes por assim dizer), apresentam-se agora desordenados pela inclinação da vontade do espectador ou do montador nesse caso.

Uma exposição que trata da ocupação excessiva do espaço não poderia deixar de incluir exemplos de uma visão apocalíptica quando ele é dominado pela figuração e pela representação do descontrole da tecnologia. Assim, os desenhos de Wilson Cavalcante (1950) da década de 1970 incluídos aqui nos possibilitam refletir sobre uma diversidade de tópicos que são pertinentes às discussões dessa exposição. Entre elas, cita-se a inclinação para o surrealismo e o universo pop dos quadrinhos, a ficção científica e a crítica ao regime ditatorial brasileiro – muito apropriada, diga-se de passagem, ao momento histórico que estamos vivendo. Em todos os casos, Cavalcante trata essas diferentes questões por meio de uma ocupação da figura no espaço que mostra as circunvoluções do universo pop, graças a uma abordagem da política da imagem que coincide com o horror vacui e com as mazelas dos trópicos.

Os “livros de pintura” de Frantz, realizados com recortes de forração de pisos de ateliers de artistas cria um dispositivo de leitura e ingressa no terreno interpretativo do objeto de arte. Estes objetos são realizados com resíduos de tinta de pisos de artistas de diversas gerações, cuja obras são de estilos e status institucional diversos. Estas obras de Frantz, como todas desta série, são o resultado de uma relação estabelecida entre o artista e seus pares pintores, em que ele obtém estes resíduos de tinta deixados pelos mesmos em seus estúdios de trabalho. Frantz estende estes tecidos que serviram de forração de piso para o estúdio em um bastidor, transformando-os em pintura. Desta forma, sem a interferência ou pintura propriamente dita, estas obras de Frantz são elas próprias “pintadas” por terceiros e se transformam em uma reminiscência da produção destes artistas que sobre elas trabalharam. Elas convertem-se, assim, em subsidiárias da produção artística dos que pintaram suas obras nesses estúdios e que nós, ao olhar a pintura de Frantz, entendemos como uma intermediação discursiva feita pelo artista sobre o trabalho no estúdio, e sobre a perda da própria identidade autoral. A obra transmuta-se, então, em uma manifestação conceitual dos procedimentos ideológicos da história da pintura, e sua fetichização consolida-se no ambiente místico do atelier, agora transportado para o espaço de exposições. Em seus livros de pintura, Frantz estrutura a informação pictórica em um enquadramento, e produz um dispositivo em que a leitura e a interpretação coexistem em um objeto tradicionalmente dedicado à circulação de informação. A pictorialidade destas obras é assim condensada em um espaço compacto e participativo em que nos confrontamos com o excesso a partir da contaminação entre meios de circulação.

Não por outra razão, incluí aqui uma obra de Ilsa Monteiro (1925), Sem título (1974), de uma série de pinturas que a artista produziu na década de 1970 e que proporciona uma visão onírica do lugar, um complementariedade à mais intimista dos “livros de pinturas”,  trazida à tona pela obra Frantz. Repleta de formas circulares, essa pintura introduz na superfície da tela uma série de “buracos” que fazem uma alusão ao mecanismo da visão, já que as superfícies são mediadas pela possibilidade de ver através delas. Dois buracos apontam para um interior negativo, enquanto uma imagem da lua faz contraponto em um movimento ascensional em direção ao espectador. Poder-se-ia pensar um desses “buracos” como refletindo-se na superfície de outra tela, localizada dentro da pintura, inclinada em relação ao plano. Três superfícies (mesa, céu e uma tela) desestabilizam o quadro, sendo importante lembrar que ele historicamente sempre foi considerado uma “janela para um mundo”, a que a pintura faz alusão, através da lua sobre o horizonte aquático que se vê através de uma abertura na superfície da pintura. O fio que desce pela superfície pode ser interpretado como indicação de uma ligação entre o sonho, ficção e realidade. Tal pintura é importante nessa exposição pelo excesso de informação e alusões que apresenta. O próprio horror vacui do pensamento.

LabART 760

Rua Marechal Floriano, 760 – Centro Histórico, Porto Alegre

Horário:

Seg-Sex: 14h-18h

Sáb: 10h-15h

Contato: labart760@gmail.com

Telefone: (51) 35162259

[1] Conceito desenvolvido por Rosalind Krauss e Yve-Alain Bois em sua exposição L’Informe: mode d’emploi, realizada de 22 de maio a 26 de outubro de 1996 no Centre Georges Pompidou. O conceito de informe foi inicialmente introduzido em 1929 por George Bataille (1897-1962) em um artigo com o mesmo título publicado na revista Documents.

[2] Danúbio Gonçalves, Carlos Carrion de Britto Velho: Pinturas e Desenhos, Porto Alegre, Kraft Escritório de Arte, catálogo da exposição, 1983, não paginado. No texto, a expressão utilizada foi “canhões nas guaritas auditivas ou olfativas”.

[3] Ver por exemplo, Rosalind Krauss, “Grids”, publicado em The Originality of the Avant-Garde and Other Modernist Myths, 11a edição (Cambridge, Mass.: The MIT Press, 1985), 9-10.

Quinta edição da Open_Feira de Design acontece no sábado, 11 de junho, no Pátio Ivo Rizzo

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A iniciativa, inspirada nas feiras abertas de Palermo (Buenos Aires), trará mais de 30 expositores de design independente

 

A Maria Cultura promove no sábado, 11 de junho, a quinta edição da Open_Feira de Design. Com patrocínio da Unisinos, o evento reuniu desde sua primeira edição, em dezembro de 2015, mais de 6000 pessoas no Pátio Ivo Rizzo. A Open número cinco será temática junina, transformando a esquina das ruas Félix da Cunha e Padre Chagas em um arraial.

Realizada mensalmente, a feira busca trazer ao público produtos variados com foco em criações originais, a partir de uma curadoria de expositores de design selecionados por Camila Farina, diretora da Maria Cultura, que também é professora dos cursos de Design de Moda, Gráfico em cursos de graduação e pós-graduação. “Promover o design independente produzido no Brasil é nosso objetivo maior”, revela Camila. “Quando realizamos eventos como a Open, estamos incentivando novos criadores e abrindo espaço para novos fluxos econômicos, além de estimular o consumo consciente e local”, afirma.

Para a Open de junho, 33 expositores estarão instalados no Pátio Ivo Rizzo e nas calçadas das ruas Félix da Cunha e Padre Chagas. São empresas de mobiliário, decoração, acessórios, vestuário, brinquedos e roupas infantis, entre outras. A Unisinos, patrocinadora do projeto, apresenta a cada edição um designer convidado. Para junho, o público poderá conferir uma seleção de produtos da LeRô, marca de Letícia Rodrigues de peças com estampas exclusivas.

A cada mês, um estúdio ou designer convidado assina o padrão visual da feira. Com a temática junina e referência ao Dia dos Namorados, a designer Carmela Caldart assina o padrão gráfico de junho. A feira trará também opções gastronômicas diversificadas para uma diversão completa ao ar livre, como a Cerveja Barco, chás da Tea Shop, e WineStation Junina servindo quentão e pinhão. Para comer, as doçuras da Me Social Choco e da Fome de Bolo. A Rádio Unisinos, parceira do evento, traz seus radialistas Caubi Scarpato  e Jimi Joe para comandar as pick-ups e animar o público.

A Open_Feira de Design tem entrada franca e ocorre das 11h às 20h, sempre no segundo sábado do mês. Possibilidade de troca de data em caso de chuva. Fique por dentro da programação openfeiradesign.com //facebook.com/openfeiradesign

Expositores confirmados:

Anaiaiá
Be More Dog
Bianca Leal acessórios
BRISA arq design
Carol W 
Calafia Art Store
Cave Design
ConvivaDesign
Côté
CUADRADO
Fernanda Sica comfort clothes
Flores de Lima
galeria hipotética
Green is Great
Griff Brinquedos
Horta de Algodão
Julianna Fraccaro
LikeiT-shirts
Littlefant
Lucas Moraes
majane.me
Maria Preta
Matiz
PP Acessórios
Preza
Raiz Vasos Autoirrigáveis
SHIELDMAIDEN
Unisinos convida – LeRô Design
Verlauf Design
Yasmin Vargas
zeen studio

Para beber:
Barco
Tea Shop Brasil
WineStation Junina

Para comer:
Fome de Bolo
Me Social Choco

Um evento // Maria Cultura

Patrocínio // Unisinos

Convidado de Design // Carmela Caldart

Parceiro // Rádio Unisinos FM

Bruna Paulin – assessoria de flor em flor

 

// Serviço

Open_Feira de Design #5

Onde: Pátio Ivo Rizzo (Félix da Cunha, 1213 – Moinhos de Vento)

Quando: Sábado, 11 de junho, das 11h às 20h

Entrada gratuita

Possibilidade de troca de data em caso de chuva

// Mais informações

http://www.openfeiradesign.com

https://www.facebook.com/openfeiradesign/

// Sobre a Maria Cultura

A Maria Cultura é uma agência cultural que trabalha no desenvolvimento de projetos focados em cultura urbana como moda, design, artes visuais em geral, projetos ao ar livre, além de atender diversas marcas em função do patrocínio a projetos, faz a gestão da programação do Pátio Ivo Rizzo e tem no currículo iniciativas de sucesso como o Carnaval Maria do Bairro, Pixel Show, Cut&Paste, Maratona Mude e  exposições como Mais Tempo Que lugar (Goethe Institute/Usina do Gasômetro), Transfer_cultura urbana_arte contemporânea(Santander Cultural), Italian Genius Now Brasil (Santander Cultural), Vinte(ver)Quintana (Shopping Praia de Belas), Imagina Erico (Shopping Praia de Belas).

 

LabART 760 encerra primeira mostra do espaço com bate papo com curadores e artistas

 

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Evento com entrada franca ocorre neste sábado, 04 de junho

 

O LabART 760 promove neste sábado, 04 de junho, a partir das 11h30, um evento de encerramento de sua primeira mostra, Experimentos (Experiência 1), com bate-papo com os curadores e artistas, com entrada franca.

A atividade, mediada pelo jornalista Roger Lerina, contará com a presença dos curadores Ana Zavadil e Márcio Tavares e os artistas André Petry, Beatriz Dagnese, Mário Rohnelt, Liane Strapazzon e Verlu Macke. O curador da próxima mostra, (Experiência 2), Gaudêncio Fidelis, também estará presente, apresentando o projeto que inaugura no dia 11 de junho.

O Laboratório de Experimentações Artísticas – LabART 760 é uma iniciativa independente comprometida em apoiar a produção, a crítica e a investigação interdisciplinar acerca das práticas artísticas contemporâneas, inaugurado no Caminho dos Antiquários em abril. Na equipe, os curadores e historiadores Ana Zavadil e Márcio Tavares, a advogada e gestora cultural Marla Trevisan, e o advogado e artista visual Ricardo Giuliani.

O programa curatorial do LabART foi pensado e desenvolvido para que as exposições e intervenções artísticas sejam produzidas como instrumentos para a produção de conhecimento e reflexão acerca da produção e das práticas artísticas contemporâneas. “As ações artísticas a serem desenvolvidas tem uma característica interdisciplinar e orientada para a inovação e para a experimentalidade”, declaram.

O LabART funciona de segunda a sexta-feira das 14h às 18h e aos sábados das 10h às 15h, na Rua Marechal Floriano, 760.

Enceramento Mostra Experimentos (Experiência 1)

Bate-papo com curadores e artistas

Sábado, 04 de junho, 11h30

LabART 760 – Rua Marechal Floriano, 760 – Centro Histórico, Porto Alegre

Contato: labart760@gmail.com

Telefone: (51) 35162259

Teatro Mototóti promove últimas apresentações em São Paulo

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Companhia gaúcha de teatro de rua realiza turnê pelo sudeste desde abrill

 

Em turnê pelo sudeste desde 30 de abril, o Teatro Mototóti, companhia gaúcha de teatro de rua, promove suas últimas atividades em São Paulo, no dia 04 de junho, no Sesc Bom Retiro. O grupo já esteve em cartaz em outras unidades do Sesc da Capital, além de realizar sessões de seus espetáculos em Santos, Jundiaí e Teresópolis. Ribeirão Preto será o último município a integrar o roteiro, no dia 12 de junho. No próximo sábado, o Mototóti apresentará o espetáculo O Vendedor de Palavras e promoverá a oficina A essência do teatro de rua.

Em O Vendedor de Palavras, o grupo inicia uma jornada no universo do trabalho autoral, comprometido com a arte como um canal de comunicação entre criadores e público. Com versões em português e espanhol, este espetáculo já percorreu o Brasil, Argentina e Uruguai. O grupo já foi assistido por 124.000 espectadores em mais de 450 apresentações, passando por 165 cidades. A montagem é a primeira da companhia, tendo estreado em 2009. O Vendedor de Palavras conta a história de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e palavras. Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

A oficina A Essência do Teatro de Rua é ministrada pelos atores fundadores do grupo, Fernanda Beppler e Carlos Alexandre, que dividem com os alunos saberes e práticas da arte de rua. Os integrantes do Mototóti trabalham com teatro de rua há 18 anos, sendo nove deles desenvolvendo atividades dentro da companhia, ministrando em diversas cidades do país workshops para atores, professores e não atores, a convite de grupos, festivais e instituições. “A rua é um espaço transformador por natureza, onde o pré-estabelecido dá lugar ao inusitado, exigindo de cada um o despojamento, o desapego, a flexibilidade e fluidez tão necessários a essa arte”, afirma Fernanda. Para a atriz, o curso é uma oportunidade de desenvolver novas práticas de atuação, mas também uma experiência pessoal: “são vivências que levamos para a vida pessoal, os relacionamentos e também o trabalho”, conta. A oficina abordará temas como concentração, voz e musicalidade, percepção de espaço, espontaneidade, improvisação, trabalho em grupo, entre outros.

As atividades promovidas pelo grupo em SP ocorrem até 12 de junho, com entrada franca.

 Turnê Teatro Mototóti São Paulo/SP 2016

SESC Bom Retiro (São Paulo/SP)
Vivência “A Essência do Teatro de Rua”

Data: 04/06/16 Horário: 10h30 até às 12h

Local: Sala multiuso da unidade (Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro)

Espetáculo: O Vendedor de Palavras

Data: 04/06/16 Horário: 16h30min

Local: Praça de convivência da unidade (Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro)

Saiba Mais:

Sinopse O Vendedor de Palavras: Há uma grande falta de palavras no mundo e as pessoas ficam repetindo e repetindo as mesmas poucas que têm. Se cada palavra vale um pensamento, quanto mais palavras, mais pensamentos! Essa é a descoberta de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e… palavras!!! Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

 O Teatro Mototóti existe há nove anos e já possui quatro espetáculos em seu repertório. Formado pelos atores Carlos Alexandre e Fernanda Beppler em 2007, o grupo vem se destacando no cenário de teatro de rua, atuando em todo o país, tendo como características de trabalho a pesquisa e prática permanentes em teatro de rua e a construção/manutenção de um repertório de espetáculos, com o propósito de colocar em cena trabalhos autorais que dialoguem com o público nos mais diferentes lugares.

O primeiro espetáculo, O Vendedor de Palavras – Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2008 –   já foi assistido por 80 mil espectadores em mais de 270 apresentações e ganhou uma versão em espanhol, para apresentações na Argentina e Uruguai. A segunda montagem do grupo, i-MUndo – Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2010 – estreou em setembro de 2011 na capital gaúcha e vem realizando participações em importantes mostras e festivais pelo país.  Ao final de 2012, o Grupo comemorou seu quinto ano de atividades, trazendo à cena mais um espetáculo de teatro de rua, “Folia dos Reis”, um auto que conta a história do Natal sob a perspectiva dos três Reis Magos. O espetáculo estreou no Natal luz de Gramado e integra as principais festividades de Natal do Sul do país.

Em 2013 o Grupo trouxe à cena a história da vida e obra de Hermeto Pascoal, com a peça “Hermeto Pascoal: o mago dos sons”, que mescla a linguagem teatral com a contação de histórias. 2014 foi o ano da estreia de Flor da Vida, quarto espetáculo do repertório do Grupo, contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes na Rua (Circo Dança e Teatro) 2013. Este trabalho teve orientação de Esio Magalhães (Barracão Teatro – Campinas/SP), referência na linguagem do palhaço no Brasil. Em 2015 o grupo expandiu seu núcleo de contação de histórias, trazendo à cena o espetáculo Histórias da Bergamotinha, em que utiliza diversos elementos teatrais para contar histórias encenadas e musicadas, apresentando um trabalho multilinguagens que resultou em uma contação de histórias altamente teatral.

Desde 2015 o Mototóti promove mensalmente apresentações de espetáculo e atividades gratuitas em sua sede pública, no Parque Mascarenhas de Morais, em Porto Alegre.  O projeto, intitulado Se Essa Rua Fosse Minha, já recebeu mais de 1500 espectadores e ocorre de forma independente, sem patrocínios ou financiamentos.

http://www.motototi.com.br | www.facebook.com/TeatroMotototi

Macarenando Dance Concept promove apresentações de Abobrinhas Recheadas em Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga e Porto Alegre

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Espetáculo é o único STAND UP DANCE COMEDY do RS

 

O único espetáculo de Stand-Up Dance Comedy do RS, Abobrinhas Recheadas tem apresentações durante os meses de junho e julho em Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga e Porto Alegre, a partir do próximo dia 05.

O público poderá conferir a edição DANCE A LETRA do espetáculo. São coreografias criadas a partir da mímica de letras de músicas famosas, que vão de Chico Buarque a Valesca Popozuda, passando por canções como Construção, Beijinho no Ombro, Emoções e Faroeste Caboclo, além dos hits regionais como Amigo Punk e Porto Alegre é Demais!

Tendo recebido quatro indicações ao Prêmio Açorianos de Dança 2009, venceu em duas categorias: Melhor Bailarino (Nilton Gaffrée) e Melhor Espetáculo eleito pelo Júri Popular (Prêmio RBS Cultura). A última temporada aconteceu em janeiro de 2016, no Porto Verão Alegre, com absoluto sucesso de público. Produzido pela Macarenando Dance Concept, Abobrinhas Recheadas explora a união da dança e do humor e colabora na aproximação do público com as artes cênicas.

Segundo o dramaturgista da Macarenando Dance Concept, Gui Malgarizi, “o arranjo coreográfico de elementos comuns da cultura permite explorarmos a comicidade cênica da dança, trazendo diferentes formas de questionamento do corpo, da cultura pop, da mídia, da política. Com humor, aproximamos o público da dança e fomentamos a formação de plateias na área”.

As apresentações acontecem em junho em Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, e em julho em Porto Alegre. Os ingressos custam R$ 30,00 (50% de desconto para classe artística, estudantes, idosos, e demais situações conforme legislação) e estão disponíveis para compra antecipada online. Também podem ser adquiridos na bilheteria dos teatros, 1h antes das apresentações, conforme disponibilidade.

Abobrinhas Recheadas – O Jogo – Edição Dance a Letra

  • Novo Hamburgo: 05/jun / 18h / Teatro Municipal Paschoal Carlos Magno [Rua Engenheiro Ignácio Christiano Plangg, 66]
  • Campo Bom: 18/jun / 20h / CEI – Auditório Marlise Saueressig [Av. dos Estados, 1080]
  • Sapiranga: 24/jun / 20h / Centro Municipal de Cultura Lucio Fleck [Rua Sete de Setembro, 766]
  • Porto Alegre: 7, 8, 9, 10/jul / 20h / Teatro Bruno Kiefer/CCMQ [R. dos Andradas, 736]

Duração: 60 minutos
Classificação Etária: Livre

Ingressos

Inteira: R$ 30,00
50% para classe artística, estudantes, idosos e demais situações conforme legislação. Todos os descontos exigem comprovação conforme legislação.

Compra antecipada

Somente online, até às 16h do dia de cada apresentação

Compra na bilheteria

Os ingressos também podem ser adquiridos na bilheteria dos teatros, 1h antes das apresentações, conforme disponibilidade.

Ficha técnica

Direção e coreografia: Diego Mac e Gui Malgarizi
Bailarinos: Daniela Aquino, Diego Mac, Juliana Rutkowski e Nilton Gaffree
Produção: Sandra Santos
Iluminação: Gui Malgarizi e Sandra Santos
Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Realização: Macarenando Dance Concept

Vídeos

 

Mais informações

http://www.macarenando.com.br/abobrinhasrecheadas
https://www.facebook.com/abobrinhasrecheadas

Cavaleiros da Paz promovem viagem para a Espanha em homenagem a Miguel de Cervantes

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Confraria fundada em 1990 realiza sua décima sexta cavalgada internacional com grupo de 15 integrantes

 

Os Cavaleiros da Paz embarcam no dia 04 de junho para sua décima sexta cavalgada internacional. O grupo de 15 integrantes viaja à Espanha para uma cavalgada pelo Caminho de Santiago de Compostela, em homenagem aos quatrocentos anos de morte do escritor Miguel de Cervantes. Fundado por Antônio Augusto Fagundes a Confraria dos Cavaleiros da Paz é formada por tradicionalistas e desde 1990 realiza intercâmbios internacionais com grupos de cultura equestre pelo mundo, na missão de irmanar povos distantes sobre o lombo do cavalo. Em 2013 foram certificados pelo governo do Estado como Embaixadores da Tradição e Folclore do RS.

O roteiro, que tem duração de sete dias, percorre o caminho francês, que passará por diversas localidades até chegar a Catedral de Santiago de Compostela, partindo da Galícia, na localidade do Cebrero, passando por Samos, Portomarin, Palais de Rei e Arzua. O roteiro ainda prevê a passagem por aldeias feudais, castelos templários, mosteiros, vales e pontes medievais.

A peregrinação a cavalo é uma das maneiras mais antigas de percurso, como faziam os nobres e os cavaleiros templários na Idade Média. Porém, a rota a cavalo por peregrinos tornou-se pouco usual, mas retomou suas atividades e importância a partir de outros dois Cavaleiros da Paz, João José de Oliveira Machado, o Machadinho e o veterinário Félix Corti, que no ano de 1999 saiam de Saint-Jean e foram a Santiago, percorrendo 762km em 27 dias, sendo que apenas Machadinho conclui o percurso devido a uma grave enfermidade com seu companheiro Félix Corti. Esta viagem foi registrada e publicada numa obra literária intitulada “Gaúchos a Cavalo no Caminho de Santiago”. Em 2016 o Caminho de Santiago completa 802 anos, sendo um dos trajetos mais populares do mundo.

O principal personagem do escritor Miguel de Cervantes foi Dom Quixote de La Mancha, figura conhecida em todo o mundo, que explorava sua fértil imaginação de cavaleiro medieval para viver aventuras e situações maravilhosas por diversas regiões da Espanha, no período pós Idade Média. Fatos hilários e, por vezes, até ridículos, eram constantes na vida deste personagem que, desperta ainda hoje, grande simpatia de seus leitores por todo o mundo, principalmente pela motivação e coragem de Dom Quixote, que transmite os sentimentos nobres e puros do cavaleiro.

“Unir o misticismo do Caminho de Santiago com a homenagem a Miguel de Cervantes, representa muito para nossa Confraria e dá um significado maior a nossa Cavalgada.” Relata o Presidente dos Cavaleiros, José Antonio Castro, o Toco.

“Será um roteiro que resgata antigos trajetos dos Cavaleiros Medievais, mas também terá uma grande conotação espiritual”, afirma o Comandante da Cavalgada, Rodi Pedro Borghetti de 84 anos, que desta vez terá a companhia do seu filho, o músico Renato Borghetti.

 Os Cavaleiros também aproveitam os roteiros para conhecer as culturas equestres locais. “Esta troca de experiências é característica das nossas viagens. Andamos sempre pilchados e levamos nossas músicas e poesias a todo lugar, mas o maior objetivo é sempre disseminar a paz, irmanando povos distantes sobre o lombo do cavalo”, relata Maurício Junqueira, Vice-Presidente dos Cavaleiros da Paz.

Além do Comandante desta Cavalgada Rodi Pedro Borghetti, participarão também os cavaleiros Renato Borghetti, José Antonio Basto de Castro – Toco, Maurício Junqueira, Aquiles Pes, Roberto Moraes, Ismael Solé, Vladimir Kuse, Carlito Bica, Fernando Bonorino, João Osório M. Ribeiro, Paulo Henrique Pio, Larry Beltrame, Gil Tozatti Fernandes e Helton Negrello, sendo 10 cavaleiros e cinco convidados.

Saiba Mais

Os Cavaleiros da Paz é uma confraria fundada por Antônio Augusto Fagundes em 1990. Com inspiração na tradição folclórica do estado, o grupo de cavaleiros realiza cavalgadas internacionais a fim de romper fronteiras e interligar grupos de cultura equestre no mundo, cultivando o respeito ao cavalo, o companheirismo, qualidade de vida e aproximação dos povos. Já percorreram mais de 3 mil quilômetros por nove países em cinco continentes: África do Sul, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Mongólia, Paraguai, Portugal e Uruguai.

 CAVALGADAS INTERNACIONAIS E OFICIAIS DOS CAVALEIROS DA PAZ

2016

XV Cavalgada do México

2014

XIX Cavalgada da Mongólia

2013

XIII Cavalgada Nelson Mandela

Waterberg – Limpopo – South Africa – Reserve Ant´s Hill

2011

XII Cavalgada do Canadá

British Columbia/CA – Tsylos Provincial Park

2010

XI Cavalgada do Fim do Mundo

El Calafate/AR e Ushuaia/AR

2005

X Cavalgada de São Miguel

Forte de São Miguel/UY a Rio Grande/BR

2003

IX Cavalgada dos 500 anos do Brasil – 2ª Etapa

Cabo de São Vicente/PT até a cidade de Lagoa(Algarve)/PT

2000

VIII Cavalgada dos 500 anos do Brasil – 1ª Etapa

Porto Seguro/BR (local da 1ª missa no Brasil) até Salvador/BA

1998

VII Cavalgada do Gal. San Martin

Quaraí/RS a São Borja/RS – fronteiras BR / ARG / URY

1997

VI Cavalgada das Missões

La Santissima Trinidad/PY – ARG –  São Miguel das Missões/BR

1996

V Cavalgada do Pantanal

Aquidauana/BR, a Puerto Suares/BO

1995

IV Cavalgada de Sacramento

Canguçu/BR até Colônia del Sacramento/UY

1993

III Cavalgada das Américas

A Grande Cavalgada  – Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico

Cidreira/BR a Viña Del Mar/CL

1991

II Cavalgada de Martin Ferro

Santana do Livramento/BR a La Plata/AR

1990

I Cavalgada do Paraguay

Alegrete/BR a Assunção/PY

Pátio das Crianças promove teatro de bonecos no dia 04 de junho no Pátio Ivo Rizzo

Divina Comedia-AlexandreMendez

Projeto é patrocinado pelas Lojas Pompéia e tem realização do Ministério da Cultura e Maria Cultura

 

No próximo sábado, dia 04 de junho, o projeto Cultura no Pátio promove mais uma edição do Pátio das Crianças, com diversas atrações gratuitas a partir das 14h, no Pátio Ivo Rizzo. As atividades contam com patrocínio das Lojas Pompéia, com realização do Ministério da Cultura e Maria Cultura em uma programação que reúne espetáculos teatrais e circenses, exposições e bate-papos com nomes de referência na cultura local, abordando a moda como manifestação cultural e estética relacionada ao teatro, cinema e ao ambiente urbano.

A programação infantil ocorre sempre no primeiro sábado de cada mês, trazendo espetáculos e atividades recreativas ao ar livre que já se tornaram um sucesso, reunindo mais de 1800 pessoas desde a primeira edição do evento, em março deste ano. Neste final de semana, o público poderá conferir o espetáculo Bonecos de Pau do grupo de teatro gaúcho A Divina Comédia, fundado por Marcelo Tcheli e Ivânia Kunzler há 20 anos.

A partir das 14h, pais e filhos poderão desfrutar de diversas atrações, como atividades promovidas pela Body Tech Porto Alegre, além de pipoca e balões distribuídos pela Pompéia. Às 16h, entram em cena 14 bonecos esculpidos em madeira, que promovem intervenções musicais e interação com a plateia com muita comédia, aventura e romance, além de questões ambientais. Bonecos de Pau utiliza a linguagem não-verbal, sendo de fácil entendimento pelo público de qualquer idade, incluindo pessoas não alfabetizadas ou que possuam deficiência auditiva.

Cada boneco possui um mecanismo surpresa que faz com que chorem, pisquem os olhos, entre outras ações, o que estimula a curiosidade do público. Esculpidos em madeira de diversos tipos, com temática ambiental e cenas típicas do teatro de bonecos popular nas culturas do Brasil, Itália e Inglaterra.Bonecos de Pau já participou de diversos festivais pelo país e em eventos na Tunísia e México.

O projeto Cultura no Pátio tem patrocínio das Lojas Pompéia, realização do Ministério da Cultura, curadoria e coordenação geral da Maria Cultura e apoio da Itapema FM. Todas as atividades têm entrada franca. Para mais informações e programação, acesse: culturanopatio.com.br |facebook.com/culturanopatio.

CULTURA NO PÁTIO – PROGRAMAÇÃO JUNHO

Pátio das Crianças

04 de junho, a partir das 14h

16h // Bonecos de Pau, com A Divina Comédia

Intervenções musicais e interação com a plateia através de 14 bonecos esculpidos em madeira, com muita comédia, aventura e romance!

https://vimeo.com/14834322

 HORÁRIOS

Pátio das Crianças

Abertura do Pátio: 14h

Atividades recreativas conduzidas pela Body Tech Porto Alegre: 14h30 às 15h30

Espetáculo: 16h

Encerramento: 18h

 

FICHA TÉCNICA

Coordenação Geral | Maria Cultura

Direção de Produção | Rita Masini

Curadoria | Camila Farina

Produção | Nicole Agra

Assessoria de Imprensa | Bruna Paulin

Programação Visual | Luisa Hilgemann

Técnico de Som e Luz | Magnus Viola

Vídeos | Guilherme Bellini

DJ | Guilherme Guinalli

Epidemia de Cores estreia dia 02 de junho na Casa de Cultura Mario Quintana

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Filme dirigido por Mário Saretta retrata a Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro

 

Estreia no dia 02 de junho, na Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana, o documentário Epidemia de Cores, dirigido pelo antropólogo Mário Saretta. O projeto, com financiamento do Fumproarte, retrata o dia a dia dos participantes e coordenadores da Oficina de Criatividade ministrada no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre.

A Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro foi criada em 1990, inspirada nos trabalhos de Nise da Silveira desenvolvidos em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro. Atualmente, as atividades contam com a participação de ex-internos, moradores do hospital psiquiátrico (pessoas internadas há décadas) e frequentadores interessados em arte, arteterapia ou no desenvolvimento de atividades expressivas diversas, tais como pintura, bordado, escultura em argila e escrita criativa. O Acervo da Oficina de Criatividade conta com cerca de 200 mil obras.

Em mais de dois anos de filmagens, o diretor realizou a captação de imagens interagindo com os participantes para falar sobre arte, loucura e liberdade. “Não há uma busca por um artista, mas pela importância de levarmos a sério a expressão destas pessoas. Meu interesse foi um encontro com cores, com histórias de vida, mas principalmente com acontecimentos não registráveis em prontuários médicos. Realizado com participantes da Oficina de Criatividade, sejam eles moradores do hospital ou apenas interessados em arteterapia, é um filme que visa produzir uma relação de afeto com vidas que pulsam em um hospital psiquiátrico que nasceu como um hospício”,  conta Saretta.

Distribuído pela Lança Filmes, o filme tem trilha sonora original de Vinicius Corrêa, montagem de Tatiana Nequete, desenho de som de Gabriela Bervian e Pós-Produção de Imagens de Bruno dos Anjos e Tiago Demaman.

Na estreia, um debate com a diretora e roteirista da Casa de Cinema de Porto Alegre, Ana Luiza Azevedo, Saretta e a professora de Filosofia e organizadora do livro “Cinema, Ética e Saúde”, Ana Fonseca, ocorrerá após a exibição do filme, na sessão das 19h30. Na terça-feira, dia 07, os médicos psiquiatras e psicanalistas Gley Costa e Gustavo Soares e psicólogo e professor titular do departamento de psicanálise e psicopatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Sousa promovem sessão comentada

O filme segue em cartaz até 08 de junho, com sessão diária às 19h30.

Mais informações: https://www.facebook.com/epidemiadecores | http://www.epidemiadecores.com/

 

FICHA TÉCNICA COMPLETA:

Direção, Produção e Roteiro: Mário Eugênio Saretta

Composição De Trilha Sonora: Vinicius Corrêa

Direção De Fotografia: Mário Eugênio Saretta

Montagem: Tatiana Nequete

Desenho De Som: Gabriela Bervian

Produção Executiva De Finalização: Vinicius Corrêa E Éverton Kniphoff

Pós-Produção De Imagem: Tiago Demaman e Bruno Dos Anjos

Assistente De Direção: Marco Antonio Poglia

Designer Gráfico: Thomas Benz

Motion Graphics: Ramiro Simch

Tradução Para O Inglês: Flávia Fusaro

Tradução Para O Espanhol: Marina Waquil E Paula Salem Carpio

Tradução Para O Francês: Charlotte Dafol
Legendagem: Charlotte Dafol

Assistente De Produção: Marco Antonio Poglia

Assistente De Montagem: Camila Daronch

Som Direto e Operação De Câmera: Mário Eugênio Saretta

Artista De Foley: Tiago Mayer

Gravação e Edição De Foley: Rafael Heck

Estúdio De Edição e Mixagem 5.1: Boomboom

Direção Musical: Vinicius Corrêa

Estúdio De Gravação De Trilha Sonora: Estúdio Boca De Sons

Violão: Vinicius Corrêa

Guitarra: Alison Knak

Distribuição: Lança Filmes

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Duração: 70min

Classificação: Livre

 

Músicas da Trilha Sonora:

[todas compostas exclusivamente para o documentário]

TODA A VIDA (Vinicius Corrêa)

MAQUINADO (Vinicius Corrêa)

LADRILHAR (Vinicius Corrêa)

Sobre o diretor:

MÁRIO EUGÊNIO SARETTA

Doutorando em Antropologia Social. Realizou pesquisa antropológica no hospital psiquiátrico, originárias da monografia “As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis” e da Dissertação de Mestrado intitulada “Terceira Margem do Hospital Psiquiátrico: Ética, Etnografia e Alteridade”. Em 2012, foi vencedor do concurso fotográfico Ser Estrangeiro: Sensações Visuais (RELINTER/UFRGS) e em 2014 foi finalista do prêmio Pierre Verger com a ensaio fotográfico A Razão das Cores, que foi exposto em diversas cidades brasileiras. Autor da fotografia de capa do livro Etnografia em Serviços de Saúde.

Teatro Mototóti promove atividades em Jundiaí

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Companhia gaúcha de teatro de rua apresenta espetáculos de seu repertório em turnê pelo Sudeste até junho

 

 O Teatro Mototóti, companhia gaúcha de teatro de rua, chega a Jundiaí para apresentações dos espetáculos O Vendedor de Palavras e Flor da Vida, com entrada franca, no Sesc Jundiaí. As atividades integram uma turnê pelo Sudeste que segue até o mês de junho. Além das apresentações dos espetáculos O Vendedor de Palavras e Flor da Vida, o grupo ministra a oficina A essência do teatro de rua.

Em O Vendedor de Palavras, o grupo inicia uma jornada no universo do trabalho autoral, comprometido com a arte como um canal de comunicação entre criadores e público. Com versões em português e espanhol, este espetáculo já percorreu o Brasil, Argentina e Uruguai. O grupo já foi assistido por 124.000 espectadores em mais de 450 apresentações, passando por 165 cidades. A montagem é a primeira da companhia, tendo estreado em 2009. O Vendedor de Palavras conta a história de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e palavras. Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

Flor da Vida é a mais recente produção do grupo, vencedora do prêmio Funarte Artes na Rua 2013. A dramaturgia foi construída a partir de uma tragédia que os atores Fernanda Beppler e Carlos Alexandre viveram. No ano de estreia do primeiro espetáculo do grupo um incêndio avassalador destruiu quase tudo o que eles tinham em casa, exceto o material do teatro. “Flor da Vida é o momento em que transformamos a dor desse triste episódio em riso e em arte”, revelam. A montagem, que estreou em 2014, contou com um processo de pesquisa e criação em Porto Alegre e Campinas. O grupo buscou parceiros mais experientes na área da palhaçaria, assim surgiram os intercâmbios com palhaços gaúchos, uma iniciativa que proporcionou trocar experiências com oito grupos/artistas da capital e interior do Rio Grande do Sul. Mais tarde, se juntou ao trabalho um dos grandes mestres da palhaçaria no Brasil: Ésio Magalhães, responsável pela orientação palhaçística e assistência de direção do espetáculo. Na peça, os palhaços Charle’s Tone e Thalia Thaluda contam a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

A oficina A Essência do Teatro de Rua é ministrada pelos atores fundadores do grupo, Fernanda Beppler e Carlos Alexandre, que dividem com os alunos saberes e práticas da arte de rua. Os integrantes do Mototóti trabalham com teatro de rua há 18 anos, sendo nove deles desenvolvendo atividades dentro da companhia, ministrando em diversas cidades do país workshops para atores, professores e não atores, a convite de grupos, festivais e instituições. “A rua é um espaço transformador por natureza, onde o pré-estabelecido dá lugar ao inusitado, exigindo de cada um o despojamento, o desapego, a flexibilidade e fluidez tão necessários a essa arte”, afirma Fernanda. Para a atriz, o curso é uma oportunidade de desenvolver novas práticas de atuação, mas também uma experiência pessoal: “são vivências que levamos para a vida pessoal, os relacionamentos e também o trabalho”, conta. A oficina abordará temas como concentração, voz e musicalidade, percepção de espaço, espontaneidade, improvisação, trabalho em grupo, entre outros.

O grupo já passou por Santos, Teresópolis e promoveu diversas apresentações em São Paulo, incluindo X Mostra de Teatro de São Miguel Paulista. A turnê segue até a primeira quinzena de junho, passando por Ribeirão Preto e a unidade do Bom Retiro em São Paulo.

 

Turnê Teatro Mototóti Sudeste 2016

SESC Jundiaí

Projeto “Cia na Casa”

O Vendedor de Palavras – 28 de maio às 17h – Área de convivência da unidade

Flor da vida – 29 de maio às 11h – Área de convivência da unidade

Flor da Vida – 01 de junho às 10h e às 14h – Área de convivência da unidade

Oficina “A Essência do Teatro de Rua” – de 31 de maio a 02 de junho das 19h às 22h – No teatro da Unidade

Entrada franca

Inscrições para Oficina: SESC Jundiaí – (11) 4583-4900

 

Saiba Mais:

Sinopse Flor da Vida: O Teatro Mototóti fala de sua própria jornada ao contar a história de dois palhaços, que se encontram e buscam realizar seu grande sonho: fazer teatro! Provando dos sabores e dissabores da vida de casal, Charle’s Tone e Thalia Thaluda caminham juntos fazendo escolhas dia-a-dia, até que um incêndio arrebatador destrói tudo o que eles têm. Bem, quase tudo. De acordo com a simbologia da Flor da Vida*, cada passo interfere diretamente no desenho de uma história. Qual será o desfecho desses dois? Para onde eles foram quando pensavam já não ter mais para onde ir? Este é um momento de grande alquimia do Grupo, que se vale da linguagem do palhaço para tocar o intangível e contar a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

* Flor da Vida é o nome dado a uma figura geométrica formada por vários círculos sobrepostos, num padrão de flor, representando as formas fundamentais de espaço e tempo. Nesse sentido é uma expressão visual da vida, tecendo ligações entre todos os seres, carregando em si informações básicas de todas as coisas vivas. Acredita-se, desde a mais remota antiguidade, que cada molécula de vida, cada célula em nosso corpo conhece este padrão: ele é o padrão dacriação e da vida em todo lugar. Então não poderíamos ter encontrado uma simbologia melhor para acolher nosso novo trabalho: A Flor da Vida.

Sinopse O Vendedor de Palavras: Há uma grande falta de palavras no mundo e as pessoas ficam repetindo e repetindo as mesmas poucas que têm. Se cada palavra vale um pensamento, quanto mais palavras, mais pensamentos! Essa é a descoberta de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e… palavras!!! Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

O Teatro Mototóti existe há nove anos e já possui quatro espetáculos em seu repertório. Formado pelos atores Carlos Alexandre e Fernanda Beppler em 2007, o grupo vem se destacando no cenário de teatro de rua, atuando em todo o país, tendo como características de trabalho a pesquisa e prática permanentes em teatro de rua e a construção/manutenção de um repertório de espetáculos, com o propósito de colocar em cena trabalhos autorais que dialoguem com o público nos mais diferentes lugares.

O primeiro espetáculo, O Vendedor de Palavras – Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2008 –   já foi assistido por 80 mil espectadores em mais de 270 apresentações e ganhou uma versão em espanhol, para apresentações na Argentina e Uruguai. A segunda montagem do grupo, i-MUndo – Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2010 – estreou em setembro de 2011 na capital gaúcha e vem realizando participações em importantes mostras e festivais pelo país.  Ao final de 2012, o Grupo comemorou seu quinto ano de atividades, trazendo à cena mais um espetáculo de teatro de rua, “Folia dos Reis”, um auto que conta a história do Natal sob a perspectiva dos três Reis Magos. O espetáculo estreou no Natal luz de Gramado e integra as principais festividades de Natal do Sul do país.

Em 2013 o Grupo trouxe à cena a história da vida e obra de Hermeto Pascoal, com a peça “Hermeto Pascoal: o mago dos sons”, que mescla a linguagem teatral com a contação de histórias. 2014 foi o ano da estreia de Flor da Vida, quarto espetáculo do repertório do Grupo, contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes na Rua (Circo Dança e Teatro) 2013. Este trabalho teve orientação de Esio Magalhães (Barracão Teatro – Campinas/SP), referência na linguagem do palhaço no Brasil. Em 2015 o grupo expandiu seu núcleo de contação de histórias, trazendo à cena o espetáculo Histórias da Bergamotinha, em que utiliza diversos elementos teatrais para contar histórias encenadas e musicadas, apresentando um trabalho multilinguagens que resultou em uma contação de histórias altamente teatral.

Desde 2015 o Mototóti promove mensalmente apresentações de espetáculo e atividades gratuitas em sua sede pública, no Parque Mascarenhas de Morais, em Porto Alegre.  O projeto, intitulado Se Essa Rua Fosse Minha, já recebeu mais de 1500 espectadores e ocorre de forma independente, sem patrocínios ou financiamentos.

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