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Filme dirigido por Mário Saretta retrata a Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro

 

Estreia no dia 02 de junho, na Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana, o documentário Epidemia de Cores, dirigido pelo antropólogo Mário Saretta. O projeto, com financiamento do Fumproarte, retrata o dia a dia dos participantes e coordenadores da Oficina de Criatividade ministrada no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre.

A Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro foi criada em 1990, inspirada nos trabalhos de Nise da Silveira desenvolvidos em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro. Atualmente, as atividades contam com a participação de ex-internos, moradores do hospital psiquiátrico (pessoas internadas há décadas) e frequentadores interessados em arte, arteterapia ou no desenvolvimento de atividades expressivas diversas, tais como pintura, bordado, escultura em argila e escrita criativa. O Acervo da Oficina de Criatividade conta com cerca de 200 mil obras.

Em mais de dois anos de filmagens, o diretor realizou a captação de imagens interagindo com os participantes para falar sobre arte, loucura e liberdade. “Não há uma busca por um artista, mas pela importância de levarmos a sério a expressão destas pessoas. Meu interesse foi um encontro com cores, com histórias de vida, mas principalmente com acontecimentos não registráveis em prontuários médicos. Realizado com participantes da Oficina de Criatividade, sejam eles moradores do hospital ou apenas interessados em arteterapia, é um filme que visa produzir uma relação de afeto com vidas que pulsam em um hospital psiquiátrico que nasceu como um hospício”,  conta Saretta.

Distribuído pela Lança Filmes, o filme tem trilha sonora original de Vinicius Corrêa, montagem de Tatiana Nequete, desenho de som de Gabriela Bervian e Pós-Produção de Imagens de Bruno dos Anjos e Tiago Demaman.

Na estreia, um debate com a diretora e roteirista da Casa de Cinema de Porto Alegre, Ana Luiza Azevedo, Saretta e a professora de Filosofia e organizadora do livro “Cinema, Ética e Saúde”, Ana Fonseca, ocorrerá após a exibição do filme, na sessão das 19h30. Na terça-feira, dia 07, os médicos psiquiatras e psicanalistas Gley Costa e Gustavo Soares e psicólogo e professor titular do departamento de psicanálise e psicopatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Sousa promovem sessão comentada

O filme segue em cartaz até 08 de junho, com sessão diária às 19h30.

Mais informações: https://www.facebook.com/epidemiadecores | http://www.epidemiadecores.com/

 

FICHA TÉCNICA COMPLETA:

Direção, Produção e Roteiro: Mário Eugênio Saretta

Composição De Trilha Sonora: Vinicius Corrêa

Direção De Fotografia: Mário Eugênio Saretta

Montagem: Tatiana Nequete

Desenho De Som: Gabriela Bervian

Produção Executiva De Finalização: Vinicius Corrêa E Éverton Kniphoff

Pós-Produção De Imagem: Tiago Demaman e Bruno Dos Anjos

Assistente De Direção: Marco Antonio Poglia

Designer Gráfico: Thomas Benz

Motion Graphics: Ramiro Simch

Tradução Para O Inglês: Flávia Fusaro

Tradução Para O Espanhol: Marina Waquil E Paula Salem Carpio

Tradução Para O Francês: Charlotte Dafol
Legendagem: Charlotte Dafol

Assistente De Produção: Marco Antonio Poglia

Assistente De Montagem: Camila Daronch

Som Direto e Operação De Câmera: Mário Eugênio Saretta

Artista De Foley: Tiago Mayer

Gravação e Edição De Foley: Rafael Heck

Estúdio De Edição e Mixagem 5.1: Boomboom

Direção Musical: Vinicius Corrêa

Estúdio De Gravação De Trilha Sonora: Estúdio Boca De Sons

Violão: Vinicius Corrêa

Guitarra: Alison Knak

Distribuição: Lança Filmes

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Duração: 70min

Classificação: Livre

 

Músicas da Trilha Sonora:

[todas compostas exclusivamente para o documentário]

TODA A VIDA (Vinicius Corrêa)

MAQUINADO (Vinicius Corrêa)

LADRILHAR (Vinicius Corrêa)

Sobre o diretor:

MÁRIO EUGÊNIO SARETTA

Doutorando em Antropologia Social. Realizou pesquisa antropológica no hospital psiquiátrico, originárias da monografia “As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis” e da Dissertação de Mestrado intitulada “Terceira Margem do Hospital Psiquiátrico: Ética, Etnografia e Alteridade”. Em 2012, foi vencedor do concurso fotográfico Ser Estrangeiro: Sensações Visuais (RELINTER/UFRGS) e em 2014 foi finalista do prêmio Pierre Verger com a ensaio fotográfico A Razão das Cores, que foi exposto em diversas cidades brasileiras. Autor da fotografia de capa do livro Etnografia em Serviços de Saúde.