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Bruna Paulin

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O Método Arbeuq estreia dia 27 de outubro no Teatro Renascença

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Espetáculo com dramaturgia de Viviane Juguero e direção de Jessé Oliveira é inspirado no filme “El Método”, dirigido por Marcelo Piñeyro

 

Estreia no dia 27 de outubro no Teatro Renascença o espetáculo O Método Arbeuq, com dramaturgia de Viviane Juguero e colaboração do elenco e direção de Jessé Oliveira. Inspirado no filme argentino-hispano-italiano “El Método”, de 2005, dirigido por Marcelo Piñeyro, baseado na obra teatral “El Método Grönholm”, do espanhol Jordi Galcerán, a montagem portoalegrense traz no elenco Álvaro RosaCosta, Carol Martins, Elison Couto, Juliana Barros e Renato Santa Catharina.

Em uma sala de treinamento de uma grande corporação empresarial, encontram-se cinco candidatos que disputam uma vaga para alto executivo. Os personagens entram na sala e vão apresentando-se uns aos outros, sem a presença de um mediador. Revelam suas características e personalidades, estabelecendo vínculos de afinidade e as primeiras alianças tácitas. Logo ficam sabendo que se trata de um método de avaliação novo em que os candidatos são os próprios avaliadores.

Segundo Oliveira, “O Método Arbeuq é um jogo de observação humana, onde o modo como avaliamos e como somos avaliados é o jogo central dessa trama, onde as alianças, as estratégias e as máscaras que criamos para sermos bem vistos pelos outros são expostas e a ética dos personagens é colocada à prova”.

Vencedor do Edital 03/2015 do Pró-Cultura RS FAC, o espetáculo traz em sua ficha técnica nomes como Carlota Albuquerque assinando assessoria de movimento, figurinos de Daniel Lion, iluminação de Fernando Ochôa, cenografia de Rodrigo Lopes, trilha sonora de André Paz e produção da Aresta Cultural.

As apresentações ocorrem de quinta a domingo de 27 de outubro até 06 de novembro, sempre às 20h, com ingressos a R$ 20,00 antecipados pelo site Entreatos Divulga e na hora por R$ 40,00 (descontos de 50% para estudantes, municipários, classe artística e idosos mediante  comprovação).

Na segunda-feira, 24 de outubro, o grupo promove um ensaio aberto do espetáculo, a partir das 10h, com entrada franca, na Cia de Arte (Rua dos Andradas, 1780). Para os dias 27 de outubro e 03 de novembro é possível realizar agendamento de escolas públicas, ongs e instituições através do contato : aresta.cultural@gmail.com.br ou pelo telefone 8128 6382. Após temporada de estreia, projeto vai circular por mais quatro cidades do Estado e realizará uma oficina gratuita ministrada pelo diretor.

Ficha técnica

Direção: Jessé Oliveira

Dramaturgia: Viviane Juguero e colaboração do elenco

Ator: Álvaro RosaCosta

Atriz: Carol Martins

Ator: Elison Couto

Atriz: Juliana Barros

Ator: Renato Santa Catharina

Assessoria de movimento: Carlota Albuquerque

Direção de Produção: Joice Rossato

Figurino: Daniel Lion

Iluminação: Fernando Ochôa

Projeção e VJ: Biel Souza

Cenografia: Rodrigo Lopes

Trilha Sonora: André Paz

Fotografia de divulgação: Marcio Garcia

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Produção Executiva: Laís Werneck

Produção: Aresta Cultural

Sinopse: Em uma sala de treinamento de uma grande corporação empresarial, encontram-se cinco candidatos que disputam uma vaga para alto executivo. Os personagens entram na sala e vão apresentando-se uns aos outros, sem a presença de um mediador. Revelam suas características e personalidades, estabelecendo vínculos de afinidade e as primeiras alianças tácitas. Logo ficam sabendo que se trata de um método de avaliação novo em que os candidatos são os próprios avaliadores.

Classificação etária:16 anos

Duração: 75 minutos

O Método Arbeuq – temporada de estreia

De 27 de outubro a 06 de novembro, de quinta a domingo, às 20h

Teatro Renascença – Av. Erico Verissimo, 307

Ingressos:

R$40,00 inteira / R$20,00 meia (estudantes, idosos) – Nas quintas, 27/10 e 03/11, o espetáculo terá entrada franca

Antecipados a R$20,00 no site Entreatos Divulga http://www.entreatosdivulga.com.br/o-metodo-arbeuq e no Café do Duque (Rua Duque de Caxias, 1354) .

www.facebook.com/ometodoarbeuq/

Grupo Nós Mimo promove workshop e espetáculo gratuitos em Caxias do Sul

 

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Atividades integram turnê da companhia por oito cidades do RS

 

A partir de 21 de outubro, o Grupo Nós Mimo – Núcleo de Pesquisa para Linguagem Corporal promove uma circulação por oito cidades do Rio Grande do Sul, com apresentações do espetáculo “Fritz” e realização de Workshop sobre processo de criação cênica, com entrada franca, classificação acima de 16 anos.

Caxias do Sul recebe o grupo no dia 27 de outubro, com apresentação de “Fritz” às 16h na Praça Dante Aliguieri, e workshop às 19h30 no Moinho da Cascata, sede do Grupo Ueba. Em sua pesquisa o Nós Mimo, fundado pelos atores Alessandro Müller e Luana Michel em 2010, mapeia as discussões, técnicas e treinamentos sobre o corpo. O objetivo deste workshop é a realização de uma criação que trabalhe as linguagens em que a interpretação física do ator esteja presente. A atividade parte da experiência prática da personagem Fritz, um palhaço que se utiliza das técnicas de mimo corpórea para fazer performances de rua. Inscrições pelo e-mail nosmimo@gmail.com.

O espetáculo de mímica Fritz é baseado na apresentação de cenas clássicas e de quadros de humor sutil e refinado, utiliza de objetos e perspectivas cotidianas buscando abordar a relação do capitalismo com o indivíduo presente na sociedade atual.

A turnê do grupo, financiada pela Secretaria de Estado da Cultura através do Pró-Cultura RS, passará por Canela, Gramado, Caxias do Sul, Veranópolis, Porto Alegre, Viamão, Alvorada e Canoas. Para mais informações sobre as apresentações e workshops, acesse: http://www.gruponosmimo.com/agenda

Saiba Mais

Ficha técnica

Produção Executiva: Luana Michel

Atuação: Alessandro Muller

Fotografia: Francine Tisiam

Criação Gráfica: Anderson Foliatti

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assesoria de Flor em Flor

Direção: Grupo Nós Mimo

Dramaturgia, figurino e adereços cênicos: Grupo Nós Mimo

 

Fritz – sinopse

      Fritz passa a desejar o chapéu do capitalismo assim que este surge em seu caminho, atentado por seu desejo, pensa apenas no status que o novo irá lhe trazer. O que Fritz não imaginaria é que este chapéu possui vida própria, ora anda, ora está pesado e depois passa a flutuar.

      Ao conseguir vestir o chapéu, Fritz passa a ter reações estranhas em seu corpo, movimentos involuntários, repentinos e descontrolados. Logo percebe que está preso num mundo de ilusões causadas por este chapéu, descobrindo-o assim, como seu opressor, tirando a sua liberdade de existência e decisão.

       Frustrado com a aquisição, Fritz passa a querer livrar-se do belo e poderoso chapéu, para conseguir assim, voltar à liberdade que antes possuía. O espetáculo de mímica é baseado em cenas clássicas e de quadros de humor sutil e refinado. Através da utilização de objetos e perspectivas cotidianas busca abordar a relação do capitalismo com o indivíduo na sociedade atual.

Duração: 50 minutos

Faixa etária: Livre

 

Nós Mimo – Núcleo de Pesquisa para Linguagem Corporal

     Os atores Alessandro Müller e Luana Michel iniciam em 2010 uma proposta de trabalho em grupo coletivo, criando o Grupo Nós Mimo Núcleo de Pesquisa para Linguagem Corporal Cavalo Marinho. Tendo como característica a linguagem do teatro de rua e o estudo em cima das técnicas de linguagem corporal, mimo corporal dramática, pantomima e palhaço.

     Atua com a ideologia de levar o trabalho do ator até os segmentos privados de arte e de difícil acesso. Com a intenção de reinventar constantemente no público a necessidade permanente da utopia. O Grupo Nós Mimo vem buscando representar o renascimento da sensibilidade, sendo possível lutar contra um sistema embrutecido, o domínio do capital e do mercado.

      Desde seu primeiro ano de existência o grupo leva suas apresentações para os bairros descentralizados da sua cidade e estado, com o intuito de levar arte para aqueles que possuem difícil acesso e são carentes por ela.

 

Cine Esquema Novo 2016 – Arte Audiovisual Brasileira ocorre de 03 a 10 de novembro em Porto Alegre

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Festival selecionou 44 trabalhos entre filmes e instalações que serão exibidos na Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, Instituto Ling e pelas ruas e paredes  da cidade

 

A edição de 2016 do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira chega oficialmente a Porto Alegre nos dias 03 a 10 de novembro, com exibições gratuitas de filmes e instalações que serão apresentados na Cinemateca Capitólio, sede oficial do festival, Goethe-Institut Porto Alegre e Instituto Ling. Na semana que antecede as atividades, a equipe curatorial convida o público a olhar para cima: nos últimos dias de outubro, o CEN visitará alguns amigos do evento para realizar miniencontros com projeções de filmes e vinhetas nas paredes dos prédios vizinhos.

Com quase 600 inscritos, o festival que desde 2003 promove a diversidade da imagem através do conceito de Arte Audiovisual – uma proposta capaz de englobar tanto a ideia do cinema quanto das artes visuais, volta ser anual e competitivo. Das 44 obras selecionadas na Competitiva Brasil, 32 serão exibidas na sala da Cinemateca Capitólio e 12 em ambientes fora da sala de cinema, no formato de videoinstalações, projeções e performances (ver lista completa e sinopses abaixo). Serão mais de 35 horas de programação.

Produção gaúcha em alta 

Não foram poucas as vezes em que a curadoria do evento teve que dar explicações devido à escassa participação de gaúchos no festival. Em 2016, o CEN está inundado por quatorze trabalhos de realizadores por aqui instalados ou que daqui brotaram e foram filmar o mundo. Muitas dessas obras são assumidamente reflexo da convivência destes realizadores com a diversidade das onze edições do CEN. Destaque para o longa Rifle, de Davi Pretto, premiado recentemente no Festival de Brasília, o curta Sesmaria, dirigido por Gabriela Richter Lamas e vencedor de quatro prêmios no Festival de Gramado, o trabalho Superquadra Saci, do artista gaúcho radicado em Recife Cristiano Lenhardt, que faz a abertura do CEN (e que também pode ser conferido na 32ª Bienal de São Paulo com as obras Uma coluna e Trair a espécie) e o longa Muito Romântico, exibido na mostra Forum Expanded da Berlinale 2016 e dirigido pelo duo baseado em Berlim, Melissa Dullius & Gustavo Jahn.

Um audiovisual cada vez mais político

Como era de se esperar, a produção nacional exibida na seleção no CEN 2016 aborda por diversas vezes as diferentes questões sociais e políticas que marcam a agenda brasileira. Este contexto está bem representado no festival este ano, com filmes e instalações que trazem temas como os protestos que tomaram o país (Jovens Infelizes ou um Homem que Grita não é um Urso que Dança, de Thiago B. Mendonça e Da Janela pra Consolação, de Dellani Lima); questões indígenas (Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem, GRIN, de Roney Freitas e Isael Maxakali e o polêmico Antes o Tempo não Acabava, de Sergio Andrade e Fábio Baldo; ocupações urbanas (O Teto Sobre Nós, dirigido por Bruno Carboni); o ocaso das migrações (Para Aylan, de Jacson Dias e Maick Hannder); a opressão exercida sobre as mulheres (Why not be Beatiful?, de Sabrina Luna); e, sempre presentes, mas de forma cada vez mais madura e criativa, as questões LGBT, sexualidades e suas  liberdades (A Cidade do Futuro, de Cláudio Marques e Marília Hughes, O Último Dia Antes de Zanzibar, de Filipe Matzembacher e Marcio ReolonAntes o tempo não acabava).

Destaques em Cannes e Berlim

Trabalhos exibidos nos dois maiores festivais do mundo ganham destaque na Competitiva Brasil do CEN 2016. São os casos de Cinema Novo, dirigido por Eryk Rocha, filme-ensaio premiado com o Olho de Ouro em CannesA Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, que recebeu o Prêmio Especial do Júri na competição pela Palma de Ouro em Cannes; Abigail, exibido na Quinzena dos Realizadores do mesmo festival; Muito Romântico, dos gaúchos da DISTRUKTUR, Melissa Dullius e Gustavo Jahn, artistas radicados em Berlim e que exibiram seu filme autoreferencial na BERLINALE 2016, assim como Antes o Tempo não Acabava, que esteve no Panorama de Berlim.

Resistência em película no Goethe-Institut

Este ano, ao mesmo tempo em que exibe obras absolutamente contemporâneas no formato digital, o CEN 2016 faz um importante mergulho no universo da película, na busca de discutir a manutenção de técnicas analógicas na imagem em movimento, através da difusão, preservação e experimentação com as possibilidades estéticas que o trabalho em película permite ao artista. As obras internacionais que integram a programação da mostra Resistência em Película (ver programação completa e sinopses abaixo) são de curadoria da produtora Pátio Vazio. Além das mostras focadas em dois importantes artist-run film labs da Europa, o LaborBerlin (Alemanha) e o Worm.Filmwerkplaats (Holanda), um outro programa em 16mm será exibido no festival deste ano, focado no trabalho do duo OJOBOCA. O duo composto por Anja Dornieden (Alemanha) e Juan David González Monroy (Colômbia) residentes em Berlim, vem a Porto Alegre a convite do Goethe-Institut e German Films para apresentar seus trabalhos, ministrar a oficina Traces of Colored Light (ver serviço completo abaixo) de revelação e copiagem manual em 16mm (que ocorrerá durante dois dias no Instituto de Artes – UFRGS), além de uma conversa com o público sobre o trabalho que desenvolvem no duo e de sua experiência como membros do LaborBerlin. Os encontros ocorrem das 10 às 16h, nos dias 07 e 08 de novembro, no Instituto de Artes da UFRGS. São oferecidas 10 vagas. As inscrições custam R$ 60,00 e devem ser realizadas por este link: https://goo.gl/forms/Gb80nFxgCXJwG1lf1

Gestão de Acervos Audiovisuais + Acervo CEN disponível ao público

Uma das primeiras atividades da programação oficial do CEN 2016 inicia às 14h do dia 03 de novembro, na Sala Multimídia da Cinemateca Capitólio: o curso Gestão de Acervos Audiovisuais (ver serviço e programa completo abaixo), ministrado por Fernanda Coelho. Especialista em conservação audiovisual, Fernanda foi por quinze anos a Coordenadora de Preservação da Cinemateca Brasileira e apresenta durante três dias temas como noções básicas de museologia, tipologia de documentos audiovisuais, conservação de documentos, entre outros. Os encontros ocorrem das 14h às 18h no dia 03, e das 14h às 21h nos dias 04 e 05. São oferecidas 20 vagas. As inscrições custam R$ 200,00 e devem ser realizadas através deste link: https://goo.gl/forms/DKdgqsOoblkhx9ef2. A oficina acontece em correalização com o Programa de Alfabetização Audiovisual do MINC e a Coordenação de Cinema, Vídeo e Foto da Prefeitura de Porto Alegre.

Outra novidade desta edição é o Acervo do CEN disponível ao público. Milhares de filmes inscritos e exibidos no festival desde 2003 estão preservados na Cinemateca Capitólio para pesquisa e visionamento.

Audiovisual em Curso

A programação também conta com uma mostra de cinema universitário gaúcho que terá curadoria de estudantes de seis cursos de graduação de quatro instituições do RS: UFRGS (FABICO e Instituto de Artes), PUCRS (TECCINE), Unisinos (CRAV) e UFPel (Audiovisual e Animação). Intitulada Audiovisual em Curso, a mostra reunirá obras selecionadas pelos alunos que participaram de workshop de curadoria ministrado pelos curadores do CEN, Gustavo Spolidoro e Jaqueline Beltrame e a participação do Programador e Crítico Marcus Mello. A exibição das produções e os debates com os coordenadores dos cursos participantes ocorrerão no sábado, 05 de novembro, no Goethe-Institut Porto Alegre, das 14h às 18h.

Premiação CEN 2016

O evento de divulgação dos vencedores da Competitiva Brasil ocorre na quinta-feira, 10 de novembro, na Cinemateca Capitólio às 21h, com prêmios em serviços oferecidos por Kiko Ferraz Studios, Lilit Laboratório Digital, Psycho N’ Look e Locall, para o trabalho vencedor do Grande Prêmio Cine Esquema Novo.

O CEN é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem, em correalização com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal de Cultura e Goethe-Institut Porto Alegre; coprodução da Pátio Vazio e apoio institucional do Instituto Ling, Departamento de Artes Visuais e Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS e Tecna – Centro Tecnológico Audiovisual do RS. Para informações sobre o evento e programação, acesse: http://www.cineesquemanovo.org

Números do CEN 2016

3 mostras

44 filmes selecionados para Competitiva Brasil

59 artistas (10 duos e 4 coletivos)

32 filmes em exibição na Cinemateca Capitólio (sessões às 19h e 21h)

4 filmes nos espaços expositivos do Capitólio

3 filmes no Instituto Goethe

4 filmes no Instituto Ling

1 performance pelas ruas da cidade

Mais de 35h programação em sala de cinema, galerias, ruas e paredes da cidade;

14 sessões em sala de cinema

14 filmes dirigidos por mulheres

14 filmes gaúchos (realizados aqui ou em outras plagas)

5 atividades formativas

 

Serviço

Cine Esquema Novo 2016 – Arte Audiovisual Brasileira

De 03 a 10 de novembro em Porto Alegre (RS), na Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, lnstituto Ling e paredes e ruas de Porto Alegre.

Todas as exibições de filmes e videoinstalações têm entrada franca

CINEMATECA CAPITÓLIO: todos os dias, das 9h às 23h. Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico – (51) 3289 7458

GOETHE – INSTITUT PORTO ALEGRE: de segunda a sábado, das 10h às 19h30.  Rua 24 de Outubro, 112 – Moinhos de Vento – (51) 2118 7800

INSTITUTO LING: segunda a sexta, das 10h30 às 22h; sábado 10h30 às 21h; domingo 10h30 às 20h – Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras – (51) 3533 5700

http://www.cineesquemanovo.org | facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo

BR-TRANS e Androginismo chegam ao teatro Laura Alvim

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Espetáculos com Silvero Pereira têm apresentações nos dias 29, 30 e 31 de outubro; venda de ingressos inicia na terça, dia 18

 

Eleita uma das 10 melhores peças de 2015 segundo o jornal O Globo, BR-TRANS retorna ao Rio de Janeiro para duas apresentações nos dias 29 e 30 de outubro, às 20h, na Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema). Encerrando a curta temporada, o ator e autor do espetáculo, Silvero Pereira, recebe a cantora Valéria Houston na segunda-feira, 31 de outubro, para o show Androginismo. As duas produções tem assinatura da Quintal Produções, dirigida por Verônica Prates e Valencia Losada, nomes de destaque na cena cultural brasileira.

Idealizado por Pereira e dirigido por Jezebel De Carli, BR-TRANS já foi assistido por mais de 30 mil espectadores em mais de 20 cidades brasileiras e fora do país,  com apresentações recentes em países como EUA e Alemanha. A peça protagoniza o universo de travestis, transexuais e transformistas, sendo a montagem resultado de um processo de pesquisa cênica desenvolvida através do Edital Interações Estéticas 2012 (FUNARTE/MINC), em residência no SOMOS Pontão de Cultura LGBT (Porto Alegre, RS), que teve como perspectiva o teatro enquanto instrumento capaz de entreter, promover discussão e fomentar a transformação social através da arte.

São histórias coletadas através de conversas com travestis, transexuais e transformistas entre os Estados do Ceará e Rio Grande do Sul que apresentam cenas sobre medo, solidão e violência, presentes no cotidiano dessas pessoas, vivenciadas de norte a sul deste país. Entretanto, subvertendo essas tristes histórias, a obra vai além ao abordar narrativas de superação.

SOBRE A “ARTE TRANS” DE SILVERO PEREIRA

Histórias do nordeste e do sul. Trânsito de descobertas, dúvidas, angústias, liberdades, criação e transformação.  BR-TRANS aproxima lugares, sentimentos e histórias, vividas em cena por Silvero Pereira, que costura e mistura narrativas que se inscrevem na sua vida e em sua trajetória.

A obra de Silvero já o marca. Sua arte é intrínseca a sua vida e dela, faz sua voz política. Para o artista, o Teatro é instrumento de transformação social e de mudança de paradigmas e a Arte Transformista, legítima linguagem cênica.

BR-TRANS reafirma sua arte enquanto subversão e resistência ao levar aos palcos a experiência de vida da travestilidade e da transexualidade, descontextualizando histórias já contadas sobre marginalidade, medo e sofrimento e reposicionando histórias de vida e transformação em cena.

Androginismo

Um palco reunindo a transformista cearence Gisele Almodóvar, alter ego de Silvero, e a artista transexual gaúcha Valéria Houston apresentando um repertório de vários gêneros musicais, da MBP aos hits internacionais: este é Androginismo.

Recém lançado pela dupla, com apresentações em Porto Alegre e no Rio, o espetáculo é um retrato do universo LGBTTT, não somente a partir de um critério cronológico ou estético, mas principalmente para que o público pudesse interagir com a proposta artística idealizada pelos performers. O título Androginismo é inspirado na canção composta pelos Almôndegas, grupo gaúcho que na década de 1970 emplacou essa canção na vanguarda do questionamento acerca da diversidade sexual, especialmente da travestilidade.

O espetáculo é uma homenagem divertida, festiva e poética, que une esses dois talentos do sul e do nordeste brasileiro, em torno da boa música. Ao percorrerem a fina flor da música brasileira, mas também os clássicos de Nina Simone à Edith Piaf, acompanhadas dos músicos Rodrigo Apolinário e Rafael Erê, o que temos é um momento pensado para a celebração da vida em seu estado mais elevado de alegria e emoção.

Androginismo terá única apresentação em 31 de outubro, às 20h. Os ingressos para os dois espetáculos estarão à venda a partir de terça, 18 de outubro, com valores entre R$ 15,00 e R$ 30,00.

Saiba Mais

BR-TRANS

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos

Imagens: https://youtu.be/hHY-TjCkqw8

SINOPSE: Um processo cênico antropológico-autofágico-esquizofrênico traz à cena histórias sobre medo, solidão e morte. Histórias que se encontram e se confundem entre si e com a vida e as inquietações do ator. Recortes de vidas e vidas recortadas a partir de pesquisas e conversas com travestis, transformistas e transexuais de Porto Alegre, pelas ruas e casas de show. BR-TRANS é um trânsito de informações e de fatos reais. Um traço “brasil-trans” construído a partir da convergência e dos deslocamentos entre os polos Nordeste e Sul do país.

BR-TRANS

Direção: Jezebel De Carli

Dramaturgia e interpretação: Silvero Pereira

Músico: Rodrigo Apolinário

Cenário: Rodrigo Shalako

Iluminação: Lucca Simas

Operação de Vídeo: Thiago Myiamoto

Design: Sandro Ka

Administração e Produção: Quintal Produções

Direção Geral: Verônica Prates

Coordenação Artística: Valencia Losada

Coordenadora de projetos: Maitê Medeiros

Produtor Executivo: Thiago Myiamoto

ANDROGINISMO

Duração: 60 minutos

Com: Silvero Pereira, Valéria Houston, Rafael Erê e Rodrigo Apolinário

Direção Geral: Silvero Pereira

Produção: Quintal Produções Artísticas

Direção Geral de Produção: Verônica Prates

Coordenadora Artística: Valencia Losada

Produtor executivo: Thiago Myiamoto

Iluminação: Renato Machado

Duração: 70 minutos

 

SOBRE OS PERFORMERS

SILVERO PEREIRA

Silvero Pereira, 33 anos, é ator, dramaturgo, produtor cultural, maquiador, iluminador, aderecista, diretor e artista plástico. Concludente do Curso Superior em Artes Cênicas do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE). Começou a sua carreira em 1998 integrando a Cia Dionisyos de Teatro. Em 2000 ingressa para a CIA LUA de Teatro, onde atuaria nos espetáculos “Rosa Escarlate, “Dominus Tecum” e “Não Confirmo Nem Duvido”. No mesmo ano fundou o Grupo Parque de Teatro, por meio da Fundação Parque de Formação Integral do Tapuio na cidade de Aquiraz, onde desenvolveu um trabalho social e voluntário com crianças e jovens usando a arte como mecanismo educacional e social. Entre 2001 a 2004 atuaria no Grupo Bagaceira de Teatro. Já em 2006 fundou a Inquieta Cia. de Teatro, de Fortaleza-CE. Entre 2009 e 2012 foi professor do Curso Princípios Básicos de Teatro do Theatro Estadual José de Alencar, em Fortaleza, onde dirigiu e produziu os quatro espetáculos.

Em 2005 fundou o COLETIVO ARTÍSTICO AS TRAVESTIDAS onde produziu e dirigiu os trabalhos: “UMA FLOR DE DAMA” (2005), “CABARÉ DA DAMA” (2008), “Engenharia Erótica – Fabrica de Travestis” (2012), “BR-TRANS” (2013), “CABARÉ DAS TRAVESTIDAS” (2014) e “QTMT – QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI”(2015).

Atualmente desenvolve uma pesquisa sobre o Universo Trans (Travestis, Transexuais e Transformistas) intitulado “Cartografia Artístico e Social do Universo Trans no Brasil” uma pesquisa sobre a travestilidade e transexualidade no Brasil de norte a sul. Atuou em 26 espetáculos e dirigiu 22 trabalhos.

 VALÉRIA HOUSTON

Valéria Houston participou do Programa Ídolos (SBT) e foi vencedora do Festival da Canção Francesa, promovido pela Aliança Francesa de Porto Alegre. Em Paris, fez temporadas em várias casas da tradicional boêmia parisiense. Reside em Porto Alegre, onde é uma referência na militância LGBTTT e artista reconhecida por seu talento vocal e performativo.

 

BR-TRANS e ANDROGINISMO

Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema, Telefone(21) 2332-2015

CCLA é um espaço da Secretaria de Estado de Cultura/FUNARJ

 

BR-TRANS – 29 e 30 de outubro, sábado e domingo, 20h

ANDROGINISMO – 31 de outubro, 20h

Ingressos entre R$ 15,00 e R$ 30,00, à venda a partir de 18 de outubro

 

 

Guatambu consagra-se grande campeã na 104ª Expofeira de Bagé

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Estância recebeu 15 premiações na categoria animais rústicos, com destaque para os trios de touros rústicos P. Hereford e Braford; animais estarão à venda no Remate Guatambu Alvorada e Caty nesta quinta, 20 de outubro

A Estância Guatambu consagrou-se no último sábado, 15 de outubro, a grande campeã da 104ª Expofeira de Bagé, levando para casa 15 premiações na categoria animais rústicos, com destaque para os trios de touros rústicos P. Hereford e Braford. Esta é a primeira vez que uma mesma cabanha recebe as maiores premiações das duas raças durante o evento. Os animais estarão à venda nesta quinta-feira, 20 de outubro, na 44ª edição do Remate Guatambu, Alvorada e Caty, que ocorre na sede da estância, a partir das 14h, com transmissão ao vivo pelo Canal Rural.

Organizada pela comissão de exposições de feiras do Núcleo de Hereford e Braford da Região da Campanha (NHB), filiado à Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Parque Visconde Ribeiro Magalhães, a mostra que integrou a programação da Expofeira teve como jurado o sócio e criador Paulo Azambuja, de Arambaré (RS).

O melhor exemplar rústico Hereford PC foi o animal tatuagem M1057, que recentemente recebeu premiações durante a Expointer 2016 nas categorias Campeão 3 anos Polled Hereford PC e Grande Campeão Polled Hereford PC da exposição. O mesmo trio foi vencedor na Exposição Nacional HB 2016, que ocorreu no município de Alegrete, no mês de maio. Na ocasião, o trio sagrou-se Lote Campeão da categoria, Lote Reservado de Grande Campeão Polled Hereford PC e o touro tatuagem M1063 venceu como Melhor Macho Rústico P. Hereford PC na Nacional 2016.

Em 2015 os animais foram campeões da Prova de Avaliação a Campo Hereford da Embrapa-ABHB, alcançando os três primeiros lugares (tatuagens M1063, M1057 e M1003, respectivamente) na categoria. O vencedor da prova entre os animais da raça Hereford foi o touro Épico M1063, filho do touro Tannat, um dos líderes de venda de sêmen da Central Lagoa da Serra.

De acordo com o médico veterinário e diretor-proprietário da Guatambu, Valter José Pötter, a conquista inédita é um grande motivo de comemoração: “tivemos uma disputa acirrada durante a avaliação, em especial entre os touros Braford, com grandes concorrentes”, conta.

Durante o remate, estarão à venda 162 touros e 120 novilhas.  Todos os animais possuem genética superior por desempenho de produção pela Conexão Delta G, a seleção por DEPs. Os DEPs (Diferencial Esperado de Produção) são os índices genéticos dos animais para características como crescimento, precocidade, fertilidade e as características de carcaça. Nos touros Braford, serão 122 em pista. Essa será a melhor oferta em qualidade de todos os anos, com touros diferenciados, de índices genéticos altíssimos, muitos deles indicados aos testes de progênie da Conexão Delta G e às centrais de inseminação. “Em termos de qualidade, teremos touros com índices genéticos para produção de carne superiores e com teste de progênie em andamento, o que é um grande diferencial. São animais que chegam ao consumidor com DEP genômica para resistência ao carrapato, um grande diferencial das empresas promotoras do evento”, revela Pötter.

SOBRE A ESTÂNCIA GUATAMBU

Situada em Dom Pedrito, no coração do pampa gaúcho, a Estância Guatambu é uma empresa familiar dedicada a gerar produtos primários e agroindustriais.

Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford, em ciclo completo, e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos. Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas.

Desde maio de 2016 a vinícola funciona com 100% de energia solar, tornando-se o primeiro empreendimento da área na América Latina movida através de energia limpa. estanciaguatambu.com.br | guatambuvinhos.com.br

Mulher do Pai recebe três prêmios do 18º Festival do Rio

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Longa-metragem de estreia de Cristiane Oliveira teve sua première no evento e levou troféus nas categorias Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Direção de Fotografia e Melhor Direção

 

O longa-metragem Mulher do Pai, uma produção da Okna Produções em coprodução com a uruguaia Transparente Filma, encerrou sua participação no 18º Festival do Rio com três Troféus Redentor na Première Brasil, principal mostra competitiva do festival.

O filme venceu nas categorias Melhor Atriz Coadjuvante para Verónica Perrotta, Melhor Direção de Fotografia para Heloísa Passos e Melhor Direção para Cristiane Oliveira. O júri do evento foi presidido por Charles Tesson, crítico e Diretor da Semana da Crítica do Festival de Cannes, e composto por Maria Augusta Ramos, diretora, Rodrigo Santoro, ator e Sandra Kogut, diretora. O evento que revelou os melhores desta edição ocorreu neste domingo, 16 de outubro, no Espaço BNDES.

Roteirizado e dirigido por Cristiane, Mulher do Pai também poderá ser visto na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ainda este mês, onde participa da mostra competitiva, intitulada “Novos Realizadores”. Apresentando a jovem atriz gaúcha Maria Galant, o filme tem Marat Descartes e os uruguaios Verónica Perrota (Wisky) e Jorge Esmoris (Artigas) no elenco principal. Completam o time de atores Amélia Bittencourt, Aurea Baptista, Fabiana Amorim e Liane Venturella.

Em Mulher do Pai, Nalu (Maria Galant) é uma adolescente que precisa cuidar do pai cego depois da morte da avó, que os criou como irmãos numa modesta casa perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando Ruben (Marat Descartes) percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, surge uma perturbadora proximidade entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma professora uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

Diretora de um dos curtas mais premiados dos anos 2000 (Messalina, 2004), a cineasta porto-alegrense Cristiane Oliveira estreia em longas com Mulher do Pai. Atuou como assistente de direção em diversos curtas, documentários, longas e série para TV. Entre 2005 e 2007, coordenou a produtora gaúcha Clube Silêncio, onde produziu o longa-metragem Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, além de curtas e telefilmes. Trabalhou também como co-roteirista, produtora associada e assistente de direção nos longas Nove Crônicas para um Coração aos Berros Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, ambos de Gustavo Galvão.

Antes mesmo de sua estreia, o filme já tem uma carreira de destaque.  Em sua fase de desenvolvimento, o longa venceu o VFF Talent Highlight Pitch Award, do Festival de Berlim, ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento e foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival 3 Continentes, em Nantes, França. A estreia internacional do filme está programada para o primeiro trimestre de 2017.

Mulher do Pai é uma coprodução Brasil – Uruguai, produzido pela Okna Produções com a Transparente Filma e distribuído pela Vitrine Filmes. O filme foi todo rodado na Vila de São Sebastião, distrito de Torquatro Severo, pertencente ao município de Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha.

Um filme de mulheres

Durante as gravações em 2015, a produção proporcionou trabalho remunerado a diversas mulheres da região. A cultura do gado, atividade motriz da economia no interior do RS, oferece pouco espaço para a mulher, onde muitas acabam dedicando-se exclusivamente à vida doméstica.  Com a chegada recente da internet na vila, o quadro começa a mudar, sendo que algumas já começam a estudar pela rede.

As mulheres são uma constante na obra de Cristiane, que realiza seu primeiro longa com protagonista feminina e conta com diversas mulheres nas funções chaves de equipe: A equipe de produção conta com Aleteia Selonk, Graziella Ferst e Gina O’Donnell, a Direção de Fotografia é assinada por Heloísa Passos, Direção de Arte de Adriana Nascimento Borba, Montagem de Tula Anagnostopoulos, Corroteiro e Continuidade de Michele Frantz e supervisão de Edição de Som de Miriam Biderman.

Tendo como pano de fundo a cultura machista da região, enraizada até mesmo na protagonista, o filme conta em sua trilha sonora com um samba de Dona Ivone Lara, primeira mulher a ser aceita, em 1965, como compositora de escola samba, e um funk da paulista MC Gi. Concebida por Cristiane Oliveira, a trilha tem ainda músicas originais de Arthur de Faria (que assina a trilha de Insolação, de Filipe Hirsch e Daniela Thomas).

Mulher do Pai tem previsão de estreia nas salas comerciais no primeiro semestre de 2017 e já está sendo vendido nos circuitos internacionais através da Loco Films, de Laurent Danielou.

 

Mulher do Pai

Produção: Okna Produções (Brasil) | Coprodução: Transparente Filma (Uruguai)

Ficção, 94min, 2016

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Cristiane Oliveira

Produção: Aletéia Selonk, Cristiane Oliveira, Diego Fernández

Produção executiva: Graziella Ferst, Gina O´Donnell, Gabriel Richieri

Produção Associada: Gustavo Galvão

Direção de Fotografia: Heloisa Passos, ABC

Direção de Arte: Adriana Nascimento Borba

Consultoria de Arte: Gonzalo Delgado Galiana

Som Direto: Raúl Locatelli

Montagem: Tula Anagnostopoulos

Corroteiro e Continuidade: Michele Frantz

Supervisão de Edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de Som: Ricardo Reis

Mixagem: Paulo Gama

Música Original: Arthur de Faria

Elenco: Maria Galant, Marat Descartes, Verónica Perrotta, Amélia Bittencourt, Áurea Baptista, Fabiana Amorim, Jorge Esmoris, Liane Venturella, Diego Trindad

Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes

Agente de vendas internacional: Loco Films (Laurent Danielou)

SINOPSE CURTA

Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma perturbadora proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúmes quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

SINOPSE MÉDIA

Em uma pequena comunidade, próxima à fronteira do Brasil com o Uruguai, uma relação entre pai e filha se transforma. Ele é Ruben, um homem de 40 anos que ficou cego ainda jovem. Ela é Nalu, uma adolescente de 16 anos que está se tornando mulher. Eles precisarão aprender a se tratar como pai e filha depois da morte de Olga, mãe de Ruben – forte e super protetora, que os criou quase como irmãos. O afeto que surge entre ambos entra em conflito quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME

MULHER DO PAI teve destacada trajetória em sua fase de desenvolvimento. Foi selecionado para o Talent Project Market onde ganhou o VFF Talent Highlight Pitch Award, sendo apresentado no concorrido Coproduction Market do Festival de Berlim. Foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival 3 Continentes (em Nantes, França); e ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento. Com esse histórico, o projeto teve seu financiamento completo através dos editais de Coprodução Brasil/Uruguai – Ancine/Icau, Ibermedia, e na primeira linha voltada à renovação de linguagem lançada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Natural do Rio Grande do Sul, estado ainda com poucas diretoras de longas-metragens de ficção, Cristiane se destaca por sua trajetória e, neste contexto, realiza seu primeiro longa com protagonista feminina e mulheres nas funções chaves de equipe, tais como: na produção, Aletéia Selonk e Graziella Ferst, da Okna Produções; direção de fotografia, com Heloisa Passos (premiada porViajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes); direção de arte, encabeçada por Adriana Borba (premiada pelo longa A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza); montagem, de Tula Anagnostopoulos (premiada pelo curta Messalina); e supervisão de som, a cargo de Miriam Biderman (conhecida por títulos importantes, como Mãe só Há Uma, Amarelo Manga, Faroeste Caboclo, entre muitos outros da cinematografia nacional).

O filme tem no elenco Marat Descartes, ator de Trabalhar Cansa (de Juliana Rojas e Marco Dutra) dentre tantos outros títulos importantes da cinematografia nacional recente e que foi homenageado pelo conjunto de sua obra na Mostra de Tiradentes em 2014. Ele contracena com a revelação Maria Galant, que vive Nalu – a protagonista e filha do personagem Ruben, vivido por Marat. Descoberta aos 16 anos, em Porto Alegre a partir de casting realizado com diversas meninas, Maria participou de um trabalho de preparação, junto à diretora, no decorrer de 12 meses. Um processo cuidadoso não apenas de sensibilização artística, mas também de aproximação entre atriz e diretora, para que se desenvolvesse a confiança necessária ao isolamento que Maria teria que vivenciar nas filmagens (ela viveu com a equipe do filme por cinco semanas na locação, que ficava sete horas de distância de sua cidade, Porto Alegre).

MULHER DO PAI é uma coprodução Brasil-Uruguai e contou com vários talentos uruguaios renomados internacionalmente: Gonzalo Delgado (diretor de arte de Whisky, de Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella), que atuou como consultor de arte; Raúl Locatelli (técnico de som de Luz Silenciosa, de Carlos Reygadas); Diego Fernandez (diretor de produção de Whisky) que atuou como coprodutor à frente do setor de conteúdo da Transparente Filma; Verónica Perrotta (atriz de Whisky e Acné, de Federico Veiroj) e Jorge Esmoris (ator de Artigas: La Redota, de César Charlone).

O filme foi rodado no interior do Rio Grande do Sul, em uma vila de funcionários das estâncias de gado, com cerca de 200 habitantes, localizada na região de fronteira Brasil-Uruguai. Para se instalar lá, a produção precisou consertar estradas em razão do isolamento do local. Com a estrada ruim, a cidade mais próxima ficava a mais de uma hora de distância, tornando a logística muito difícil. Com o apoio dos habitantes da vila e das prefeituras de Bagé, Dom Pedrito e Lavras do Sul, inúmeras melhorias foram realizadas para, inclusive, hospedar a equipe nas casas da região e poder criar uma boa integração entre a produção e os locais. Sendo que 40 locais participaram de alguma forma do filme, é importante destacar que muitos eram do sexo feminino. Proporcionar trabalho remunerado a mulheres foi uma ação importante para a região, porque, na cultura do gado, não há espaço para a mulher trabalhar, fazendo com que muitas se ocupem exclusivamente da casa e da família. Com a chegada recente da internet na vila, o quadro começa a mudar, sendo que algumas já começam a estudar pela rede.

Tendo como pano de fundo a cultura machista da região, enraizada até mesmo na protagonista, o filme conta em sua trilha sonora com um samba de Dona Ivone Lara, primeira mulher a ser aceita, em 1965, como compositora de escola samba, e um funk da paulista MC Gi. Concebida por Cristiane Oliveira, a trilha tem ainda músicas originais de Arthur de Faria (que assina a trilha de Insolação, de Filipe Hirsch e Daniela Thomas).

A ideia para MULHER DO PAI surgiu das pesquisas para o primeiro curta da diretora, Messalina. E assim como a protagonista do curta, Vanise Carneiro (que ganhou diversos prêmios por sua atuação como uma personagem cega em Messalina), Marat Descartes fez laboratório para a preparação com deficientes visuais e conviveu com um homem cego da vila em que foi rodado MULHER DO PAI, cujo isolamento em sua própria casa é como o do personagem do filme.

PERFIL DIRETORA

Cristiane Oliveira, nascida em Porto Alegre, estreou na direção com o curta “Messalina” (2004), exibido na competição oficial dos Festivais do Rio, Gramado e Brasília. Nesses últimos ganhou o Kikito de Prêmio Especial do Júri e os Candangos de Melhor Roteiro e Atriz. O filme recebeu outros 10 prêmios pelos mais de 20 festivais que participou mundo afora. De lá para cá, Cristiane dirigiu outros dois curtas (“Hóspedes”, 2008 e “Portualleria”, 2007) e atuou como assistente de direção, roteirista (como do longa “Nove Crônicas para um Coração aos Berros”, de Gustavo Galvão, premiado pelo júri da FIPRESCI no Festival Internacional do Uruguai) e produtora (como do longa “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, Melhor Filme no Festival de Milão). Seu primeiro longa, “Mulher do Pai” ganhou os prêmios VFF Talent Highlight Pitch Award (no Talent Project Market do Festival de Berlim) e Santander Cultural/APTC/Prefeitura de Porto Alegre para desenvolvimento de projeto; e foi selecionado na oficina Produire au Sud, do Festival 3 Continentes (Nantes, França). Realizado em coprodução com Uruguai, graças ao apoio do Ibermedia e do Edital de coprodução Brasil-Uruguai (Ancine-Icau), o filme foi viabilizado com suporte da primeira chamada para renovação de linguagem do FSA/2014. Atualmente, Cristiane prepara outros dois projetos de longa que foram premiados no edital de desenvolvimento e no de desenvolvimento em parceria Brasil-Itália do FSA.

PERFIL PRODUTORA

Aletéia Selonk é produtora desde 1995, atuou em diversos formatos de produção, para cinema e TV. Em 2006 criou a Okna Produções – uma das produtoras mais atuantes da região Sul do Brasil. Aletéia se destaca por ter sido selecionada para participar dos mais importantes espaços voltados a inserção de projetos no mercado internacional, como o Talent Project Market do Festival de Berlim e o Match Me do Festival de Locarno. Paralelamente, desenvolveu sua trajetória acadêmica. É pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora pela PUC-RS (com passagem pela Sorbone, Paris V), focando suas pesquisas nas áreas de produção e distribuição. Atualmente, é professora do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual da PUCRS, onde também comanda o projeto do Centro Tecnológico Audiovisual do RS.

OKNA PRODUÇÕES

Criada em 2006, a Okna Produções, empresa produtora de Aletéia Selonk com sede em Porto Alegre, produziu 6 longas-metragens, 16 médias, 20 curtas e 3 séries de TV. Juntos, seus filmes já participaram de mais de 200 festivais e arrebataram mais de 70 prêmios. Especializada na produção e produção executiva de produtos audiovisuais, a Okna realiza o gerenciamento não apenas de projetos mas também de talentos criativos. Dentre suas produções já lançadas destacam-se os longas Ponto Zero, As Aventuras do Avião Vermelho e A Última Estrada da Paia. Desde 2011 a empresa dedica-se também à distribuição, tendo lançado títulos como a ficção Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa e o documentário Walachai.

TRANSPARENTE FILMA

Com base em Montevidéu (Uruguai), a Transparente Filma tem se consolidado no mercado audiovisual desde 2003 ao produzir filmes para cinema e publicidade, conteúdos para televisão e ainda prestando serviços para produções internacionais. Entre seus sócios está Diego Parker, produtor de Mulher do Pai, que atingiu reconhecimento internacional com seus curtas. Atuou também como diretor de produção do filme de maior destaque da cinematografia recente uruguaia, Whisky, de Juan Pablo Rebela e Pablo Stoll.  Seu primeiro longa-metragem como diretor, Rincón de Darwin, recebeu apoio do conceituado Programa Ibermedia (Fundo Ibero-americano) e tem coprodução da premiadíssima produtora portuguesa O Som e a Fúria.

“Flamenco Imaginário” realiza turnê por cinco cidades do RS

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Primeira produção para o público infantil produzida pela Cia de Flamenco Del Puerto participa do projeto Teatro a Mil do Sesc

 

Depois do sucesso de suas temporadas em Porto Alegre, o espetáculo Flamenco Imaginário, primeira produção para o público infantil produzida pela Cia de Flamenco Del Puerto, retorna a cartaz com uma turnê por cinco cidades do RS, dentro da programação do Projeto Teatro a Mil do Sesc.

Flamenco Imaginário é livremente inspirado na dramaturgia de “O corcunda de Notre Dame”, de Victor Hugo. A montagem se propõe o desafio de desenvolver uma obra com identidade flamenca focada nos pequenos e poderá ser assistida pelo público das cidades de Canoas, Passo Fundo, Ijuí, Alegre e Uruguaiana.

O espetáculo conta com trilha sonora inédita composta especialmente para o projeto por Giovani Capeletti e figurinos de Antonio Rabadan. Idealizado por Daniele Zill, tem direção de Denis Gosch e coreografias de Juliana Prestes. No elenco, além de Daniele, Ana Medeiros, Juliana Kersting e Leonardo Dias.

A turnê, iniciada em 08 de outubro em Canoas, segue para Passo Fundo nos dias 17, 18 e 19, Ijuí dias 20 e 21, Alegrete 24 e 25, encerrando em Uruguaiana nos dias 26 e 27 de outubro.

A Cia Del Puerto foi fundada em 1999 e desde então realiza um intenso trabalho de pesquisa do flamenco como linguagem, envolvendo técnica, expressividade e aspectos histórico-culturais. O grupo já circulou por todo o país com suas montagens, recebeu prêmios e indicações, entre eles o troféu Açorianos de Melhor Espetáculo por Tablao e Las Cuatro Esquinas.

Ficha técnica

Idealização: Daniele Zill
Direção: Denis Gosch
Coreografia: Juliana Prestes
Bailarinos: Ana Medeiros, Daniele Zill, Juliana Kersting e Leonardo Dias
Trilha Sonora Original: Giovani Capeletti
Execução da trilha:

-Guitarras flamencas, composição e efeitos: Giovani Capeletti
-Percussão: Gustavo Rosa
-Palmas: Juliana Prestes
-Castanholas: Ana Medeiros
-Flauta Transversal: Leonardo Dias
-Inserção melódica da canção “Só você não vê” de Nico Nicolaiewski e Fernando Pezão.
Design e Operação de Luz: Leandro Gass
Técnico de som: Zé Derly
Figurinos e Cenário: Antonio Rabadan
Produção executiva: Daniele Zill e Juliana Kersting
Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

REALIZAÇÃO: Del Puerto Produções e SESC RS

Serviço:

Flamenco Imaginário – turnê RS

Passo Fundo – Av. Brasil, 30 – Centro
17/10 – 15h entrada franca para escolas públicas mediante agendamento
18/10 – 10 e 15h entrada franca para escolas públicas mediante agendamento
19/10 – 10h entrada franca para escolas públicas mediante agendamento | 15h: escolas privadas e público em geral R$ 10,00 comerciário, R$ 12,50 estudantes, R$ 15,00 empresário e R$ 25,00 público geral.’

Ijuí  – R. Crisanto Leite, 202 – Centro

20/10 – 14h30 entrada franca para escolas públicas mediante agendamento | 18h30 para comunidade em geral – ingresso 1kg de alimento não perecível
21/10 às 09h e 14h30 entrada franca para escolas públicas mediante agendamento

 

Alegrete – Centro Cultural Adão Ortiz Houayek (Praça Oswaldo Aranha, sn)
24/10 às 15h entrada franca para escolas públicas mediante agendamento

25/10 as 10 e 15h entrada franca para escolas públicas mediante agendamento

 

Uruguaiana – Teatro Rosalina Pandolfo Lisboa – R. XV de Novembro, 1844
26/10 – 15h:
entrada franca para escolas públicas mediante agendamento

20h: R$ 10,00 para comerciários e dependentes do Cartão Sesc/Senac, estudantes, professores e idosos; R$ 15,00 para empresários e dependentes do Cartão Sesc/Senac e funcionários municipais (mediante identificação formal); e R$ 20,00 para o público geral.

Noites de boteco são a nova atração na Vineria Brasil

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A partir de 20 de outubro, as noites das quintas-feiras contam também com chopp artesanal e comida de boteco

 

Porto Alegre, 13 de outubro de 2016 – A Vineria Brasil promove, a partir de 20 de outubro, o Boteco Vineria. Será um happy hour estendido às quintas-feiras que oferecerá, além dos vinhos e cardápio regular da casa, opções de chopp artesanal e comida de boteco. O local, da sommelier Carla Carvalho, já recebe seus clientes aos domingos para brunch e funciona a partir de terça-feira para happy hour, além de jantares harmonizados e eventos fechados.

A casa, localizada na Zona Sul de Porto Alegre, terá ambientação especial, com novidades na decoração e torneiras de chopp, além de samba, chorinho e MPB.

“O final do inverno chama o público para a rua, e aqui na Zona Sul, em especial próximo ao rio, o happy hour é uma deliciosa tradição. Queremos estender nosso ambiente descontraído ao público da cerveja artesanal. Aqui na Vineria recebemos com frequência apreciadores de cervejas curiosos pelo vinho e vice-versa. Pensamos que vinho e cerveja artesanal são complementares e fundamentais para uma boa gastronomia”, declara Carla.

O Boteco funcionará a partir das 18h. A Vineria Brasil fica na Rua Sargento Nicolau Dias de Farias, 166. Informações e reservas: 51 35578059 | 51 81237304 | facebook.com/vineriabrasil | @vineriabrasil

 

Sobre a Vineria Brasil

Aberta ao público em dezembro de 2015, a Vineria Brasil é uma loja de vinhos e wine bar, localizada no bairro Assunção, em Porto Alegre, que trabalha com pequenas e médias vinícolas predominantemente brasileiras. Lá podemos encontrar também novidades da Itália, Portugal, Espanha, Argentina e Chile; o foco são rótulos menos comerciais, alguns comercializados exclusivamente pela casa.

A ideia central do empreendimento da sommelier Carla Carvalho é descomplicar o consumo do vinho. “Ninguém precisa entender de vinhos para beber, basta gostar. Este é o nosso papel, a partir de sua preferência procuramos orientar sua escolha de forma simples e direta, sugerindo quando solicitado alguma harmonização com nossos pratos”, revela Carla.

A loja possui uma máquina Enomatic que disponibiliza quatro rótulos diferentes para os vinhos em taças. Os vinhos são trocados periodicamente, de forma que possibilite ao cliente conhecer em um curto prazo todos os rótulos da casa. Fica a critério do cliente o consumo em taças ou a compra de garrafas na loja, que podem ser consumidas na casa com petiscos e pratos harmonizados para cada opção.

Atualmente, a casa oferece 95 rótulos entre espumantes, tintos e brancos. O cardápio é composto por petiscos, sopas e massas caseiras. Produção totalmente artesanal; destaque para o trio de pães que compõe o prato Vineria Brasil, marca registrada da casa.

Paralelo aos serviços de wine bar e loja, a Vineria também promove eventos, workshops e palestras para pequenos grupos sobre vinhos em geral, além de jantares harmonizados.

A Vineria Brasil fica na Rua Sargento Nicolau Dias de Farias, 166. Informações e reservas: 51 35578059 | 51 81237304 | facebook.com/vineriabrasil | @vineriabrasil

Mulher do Pai participa da programação do 18º Festival do Rio e da 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

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Longa-metragem de estreia de Cristiane Oliveira será visto pela primeira vez nesta quinta-feira, 13 de outubro

 

O longa-metragem Mulher do Pai, uma produção da Okna Produções em coprodução com a uruguaia Transparente Filma, terá sua primeira exibição nesta quinta-feira, 13 de outubro, integrando a programação do 18º Festival do Rio. O filme disputa o troféu Redentor na Première Brasil, principal mostra competitiva do festival.

Roteirizado e dirigido por Cristiane Oliveira, Mulher do Pai também poderá ser visto na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ainda este mês, onde participa da mostra competitiva, intitulada “Novos Realizadores”.

Apresentando a jovem atriz gaúcha Maria Galant, o filme tem Marat Descartes e os uruguaios Verônica Perrota (Wisky) e Jorge Esmoris (Artigas) no elenco principal. Completam o time de atores Amélia Bittencourt, Aurea Baptista, Fabiana Amorim e Liane Venturella.

Em Mulher do Pai, Nalu (Maria Galant) é uma adolescente que precisa cuidar do pai cego depois da morte da avó, que os criou como irmãos numa modesta casa perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando Ruben (Marat Descartes) percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, surge uma perturbadora proximidade entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma professora uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

Diretora de um dos curtas mais premiados dos anos 2000 (Messalina, 2004), a cineasta porto-alegrense Cristiane Oliveira estreia em longas com Mulher do Pai. Atuou como assistente de direção em diversos curtas, documentários, longas e série para TV. Entre 2005 e 2007, coordenou a produtora gaúcha Clube Silêncio, onde produziu o longa-metragem Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, além de curtas e telefilmes. Trabalhou também como co-roteirista, produtora associada e assistente de direção nos longas Nove Crônicas para um Coração aos Berros Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, ambos de Gustavo Galvão.

Antes mesmo de sua estreia, o filme já tem uma carreira de destaque.  Em sua fase de desenvolvimento, o longa venceu o VFF Talent Highlight Pitch Award, do Festival de Berlim, ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento e foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival 3 Continentes, em Nantes, França. A estreia internacional do filme está programada para o primeiro trimestre de 2017.

Mulher do Pai é uma coprodução Brasil – Uruguai, produzido pela Okna Produções com a Transparente Filma e distribuído pela Vitrine Filmes. O filme foi todo rodado na Vila de São Sebastião, distrito de Torquatro Severo, pertencente ao município de Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha.

Um filme de mulheres

Durante as gravações em 2015, a produção proporcionou trabalho remunerado a diversas mulheres da região. A cultura do gado, atividade motriz da economia no interior do RS, oferece pouco espaço para a mulher, onde muitas acabam dedicando-se exclusivamente à vida doméstica.  Com a chegada recente da internet na vila, o quadro começa a mudar, sendo que algumas já começam a estudar pela rede.

As mulheres são uma constante na obra de Cristiane, que realiza seu primeiro longa com protagonista feminina e conta com diversas mulheres nas funções chaves de equipe: A equipe de produção conta com Aleteia Selonk, Graziella Ferst e Gina O’Donnell, a Direção de Fotografia é assinada por Heloísa Passos, Direção de Arte de Adriana Nascimento Borba, Montagem de Tula Anagnostopoulos, Corroteiro e Continuidade de Michele Frantz e supervisão de Edição de Som de Miriam Biderman.

Tendo como pano de fundo a cultura machista da região, enraizada até mesmo na protagonista, o filme conta em sua trilha sonora com um samba de Dona Ivone Lara, primeira mulher a ser aceita, em 1965, como compositora de escola samba, e um funk da paulista MC Gi. Concebida por Cristiane Oliveira, a trilha tem ainda músicas originais de Arthur de Faria (que assina a trilha de Insolação, de Filipe Hirsch e Daniela Thomas).

Mulher do Pai tem previsão de estreia nas salas comerciais no primeiro semestre de 2017 e já está sendo vendido nos circuitos internacionais através da Loco Films, de Laurent Danielou.

 

Mulher do Pai

Produção: Okna Produções (Brasil) | Coprodução: Transparente Filma (Uruguai)

Ficção, 94min, 2016

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Cristiane Oliveira

Produção: Aletéia Selonk, Cristiane Oliveira, Diego Fernández

Produção executiva: Graziella Ferst, Gina O´Donnell, Gabriel Richieri

Produção Associada: Gustavo Galvão

Direção de Fotografia: Heloisa Passos, ABC

Direção de Arte: Adriana Nascimento Borba

Consultoria de Arte: Gonzalo Delgado Galiana

Som Direto: Raúl Locatelli

Montagem: Tula Anagnostopoulos

Corroteiro e Continuidade: Michele Frantz

Supervisão de Edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de Som: Ricardo Reis

Mixagem: Paulo Gama

Música Original: Arthur de Faria

Elenco: Maria Galant, Marat Descartes, Verónica Perrotta, Amélia Bittencourt, Áurea Baptista, Fabiana Amorim, Jorge Esmoris, Liane Venturella, Diego Trindad

Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes

Agente de vendas internacional: Loco Films (Laurent Danielou)

SINOPSE CURTA

Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma perturbadora proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúmes quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

SINOPSE MÉDIA

Em uma pequena comunidade, próxima à fronteira do Brasil com o Uruguai, uma relação entre pai e filha se transforma. Ele é Ruben, um homem de 40 anos que ficou cego ainda jovem. Ela é Nalu, uma adolescente de 16 anos que está se tornando mulher. Eles precisarão aprender a se tratar como pai e filha depois da morte de Olga, mãe de Ruben – forte e super protetora, que os criou quase como irmãos. O afeto que surge entre ambos entra em conflito quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME

MULHER DO PAI teve destacada trajetória em sua fase de desenvolvimento. Foi selecionado para o Talent Project Market onde ganhou o VFF Talent Highlight Pitch Award, sendo apresentado no concorrido Coproduction Market do Festival de Berlim. Foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival 3 Continentes (em Nantes, França); e ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento. Com esse histórico, o projeto teve seu financiamento completo através dos editais de Coprodução Brasil/Uruguai – Ancine/Icau, Ibermedia, e na primeira linha voltada à renovação de linguagem lançada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Natural do Rio Grande do Sul, estado ainda com poucas diretoras de longas-metragens de ficção, Cristiane se destaca por sua trajetória e, neste contexto, realiza seu primeiro longa com protagonista feminina e mulheres nas funções chaves de equipe, tais como: na produção, Aletéia Selonk e Graziella Ferst, da Okna Produções; direção de fotografia, com Heloisa Passos (premiada porViajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes); direção de arte, encabeçada por Adriana Borba (premiada pelo longa A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza); montagem, de Tula Anagnostopoulos (premiada pelo curta Messalina); e supervisão de som, a cargo de Miriam Biderman (conhecida por títulos importantes, como Mãe só Há Uma, Amarelo Manga, Faroeste Caboclo, entre muitos outros da cinematografia nacional).

O filme tem no elenco Marat Descartes, ator de Trabalhar Cansa (de Juliana Rojas e Marco Dutra) dentre tantos outros títulos importantes da cinematografia nacional recente e que foi homenageado pelo conjunto de sua obra na Mostra de Tiradentes em 2014. Ele contracena com a revelação Maria Galant, que vive Nalu – a protagonista e filha do personagem Ruben, vivido por Marat. Descoberta aos 16 anos, em Porto Alegre a partir de casting realizado com diversas meninas, Maria participou de um trabalho de preparação, junto à diretora, no decorrer de 12 meses. Um processo cuidadoso não apenas de sensibilização artística, mas também de aproximação entre atriz e diretora, para que se desenvolvesse a confiança necessária ao isolamento que Maria teria que vivenciar nas filmagens (ela viveu com a equipe do filme por cinco semanas na locação, que ficava sete horas de distância de sua cidade, Porto Alegre).

MULHER DO PAI é uma coprodução Brasil-Uruguai e contou com vários talentos uruguaios renomados internacionalmente: Gonzalo Delgado (diretor de arte de Whisky, de Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella), que atuou como consultor de arte; Raúl Locatelli (técnico de som de Luz Silenciosa, de Carlos Reygadas); Diego Fernandez (diretor de produção de Whisky) que atuou como coprodutor à frente do setor de conteúdo da Transparente Filma; Verónica Perrotta (atriz de Whisky e Acné, de Federico Veiroj) e Jorge Esmoris (ator de Artigas: La Redota, de César Charlone).

O filme foi rodado no interior do Rio Grande do Sul, em uma vila de funcionários das estâncias de gado, com cerca de 200 habitantes, localizada na região de fronteira Brasil-Uruguai. Para se instalar lá, a produção precisou consertar estradas em razão do isolamento do local. Com a estrada ruim, a cidade mais próxima ficava a mais de uma hora de distância, tornando a logística muito difícil. Com o apoio dos habitantes da vila e das prefeituras de Bagé, Dom Pedrito e Lavras do Sul, inúmeras melhorias foram realizadas para, inclusive, hospedar a equipe nas casas da região e poder criar uma boa integração entre a produção e os locais. Sendo que 40 locais participaram de alguma forma do filme, é importante destacar que muitos eram do sexo feminino. Proporcionar trabalho remunerado a mulheres foi uma ação importante para a região, porque, na cultura do gado, não há espaço para a mulher trabalhar, fazendo com que muitas se ocupem exclusivamente da casa e da família. Com a chegada recente da internet na vila, o quadro começa a mudar, sendo que algumas já começam a estudar pela rede.

Tendo como pano de fundo a cultura machista da região, enraizada até mesmo na protagonista, o filme conta em sua trilha sonora com um samba de Dona Ivone Lara, primeira mulher a ser aceita, em 1965, como compositora de escola samba, e um funk da paulista MC Gi. Concebida por Cristiane Oliveira, a trilha tem ainda músicas originais de Arthur de Faria (que assina a trilha de Insolação, de Filipe Hirsch e Daniela Thomas).

A ideia para MULHER DO PAI surgiu das pesquisas para o primeiro curta da diretora, Messalina. E assim como a protagonista do curta, Vanise Carneiro (que ganhou diversos prêmios por sua atuação como uma personagem cega em Messalina), Marat Descartes fez laboratório para a preparação com deficientes visuais e conviveu com um homem cego da vila em que foi rodado MULHER DO PAI, cujo isolamento em sua própria casa é como o do personagem do filme.

PERFIL DIRETORA

Cristiane Oliveira, nascida em Porto Alegre, estreou na direção com o curta “Messalina” (2004), exibido na competição oficial dos Festivais do Rio, Gramado e Brasília. Nesses últimos ganhou o Kikito de Prêmio Especial do Júri e os Candangos de Melhor Roteiro e Atriz. O filme recebeu outros 10 prêmios pelos mais de 20 festivais que participou mundo afora. De lá para cá, Cristiane dirigiu outros dois curtas (“Hóspedes”, 2008 e “Portualleria”, 2007) e atuou como assistente de direção, roteirista (como do longa “Nove Crônicas para um Coração aos Berros”, de Gustavo Galvão, premiado pelo júri da FIPRESCI no Festival Internacional do Uruguai) e produtora (como do longa “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, Melhor Filme no Festival de Milão). Seu primeiro longa, “Mulher do Pai” ganhou os prêmios VFF Talent Highlight Pitch Award (no Talent Project Market do Festival de Berlim) e Santander Cultural/APTC/Prefeitura de Porto Alegre para desenvolvimento de projeto; e foi selecionado na oficina Produire au Sud, do Festival 3 Continentes (Nantes, França). Realizado em coprodução com Uruguai, graças ao apoio do Ibermedia e do Edital de coprodução Brasil-Uruguai (Ancine-Icau), o filme foi viabilizado com suporte da primeira chamada para renovação de linguagem do FSA/2014. Atualmente, Cristiane prepara outros dois projetos de longa que foram premiados no edital de desenvolvimento e no de desenvolvimento em parceria Brasil-Itália do FSA.

PERFIL PRODUTORA

Aletéia Selonk é produtora desde 1995, atuou em diversos formatos de produção, para cinema e TV. Em 2006 criou a Okna Produções – uma das produtoras mais atuantes da região Sul do Brasil. Aletéia se destaca por ter sido selecionada para participar dos mais importantes espaços voltados a inserção de projetos no mercado internacional, como o Talent Project Market do Festival de Berlim e o Match Me do Festival de Locarno. Paralelamente, desenvolveu sua trajetória acadêmica. É pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora pela PUC-RS (com passagem pela Sorbone, Paris V), focando suas pesquisas nas áreas de produção e distribuição. Atualmente, é professora do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual da PUCRS, onde também comanda o projeto do Centro Tecnológico Audiovisual do RS.

OKNA PRODUÇÕES

Criada em 2006, a Okna Produções, empresa produtora de Aletéia Selonk com sede em Porto Alegre, produziu 6 longas-metragens, 16 médias, 20 curtas e 3 séries de TV. Juntos, seus filmes já participaram de mais de 200 festivais e arrebataram mais de 70 prêmios. Especializada na produção e produção executiva de produtos audiovisuais, a Okna realiza o gerenciamento não apenas de projetos mas também de talentos criativos. Dentre suas produções já lançadas destacam-se os longas Ponto Zero, As Aventuras do Avião Vermelho e A Última Estrada da Paia. Desde 2011 a empresa dedica-se também à distribuição, tendo lançado títulos como a ficção Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa e o documentário Walachai.

TRANSPARENTE FILMA

Com base em Montevidéu (Uruguai), a Transparente Filma tem se consolidado no mercado audiovisual desde 2003 ao produzir filmes para cinema e publicidade, conteúdos para televisão e ainda prestando serviços para produções internacionais. Entre seus sócios está Diego Parker, produtor de Mulher do Pai, que atingiu reconhecimento internacional com seus curtas. Atuou também como diretor de produção do filme de maior destaque da cinematografia recente uruguaia, Whisky, de Juan Pablo Rebela e Pablo Stoll.  Seu primeiro longa-metragem como diretor, Rincón de Darwin, recebeu apoio do conceituado Programa Ibermedia (Fundo Ibero-americano) e tem coprodução da premiadíssima produtora portuguesa O Som e a Fúria.

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