Apresentações integram o FRINGE nos dias 06 e 07 de abril no Espaço Cênico
A Santa Estação Cia de Teatro apresenta em Curitiba o espetáculo “Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te matar”, contemplado com o Prêmio Myriam Muniz de circulação da Funarte. Nos dias 06 e 07 de abril, o grupo se apresenta dentro da programação do Fringe, que integra o Festival Internacional de Teatro de Curitiba, com entrada franca.
A novidade desta nova etapa do projeto de circulação é a chegada de Janaína Kremer no elenco. A atriz gaúcha participou em 2012 das filmagens do longa metragem dirigido por Jayme Monjardim, “O Tempo e o Vento”, no papel de Bibiana, o mesmo personagem interpretado por Fernanda Montenegro.
O grupo iniciou a caravana nacional em julho de 2012, na cidade de Campinas. Segundo a diretora da companhia, Jezebel de Carli, a escolha das cidades foi marcada pela busca de referências que se identificam com a temática do espetáculo: “As cidades de Curitiba, Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, tão distintas entre si, também são o ponto de interesse desta escolha, uma vez que o universo abordado pelo trabalho se passa em submundos, guetos, difusos e incorporados no desenho de centros urbanos. E é aí onde elas se parecem, cada uma com suas particularidades em cenário e personagens, mas com os mesmos medos e sombras”, afirma.
A montagem estreou em Porto Alegre, sede da companhia, em outubro de 2010. A caravana contempla 10 apresentações gratuitas nas quatro cidades, além de uma Oficina de Dramaturgia com Diones Camargo, dramaturgo do espetáculo. Em Curitiba, Camargo ministra o Workshop Dramaturgia Líquida – Assimilação de Influências no Texto Teatral. Voltada a estudantes de teatro, escritores e público em geral, a atividade aborda os diferentes métodos de criação dramatúrgica, desde a escrita de cenas até a sua transposição para o palco. A partir de alguns exercícios de escrita e composição cênica serão comentados os principais elementos que estruturam e movem uma narrativa, proporcionando uma vivência do processo criativo comum a um autor de peças teatrais. Os encontros acontecem nos dias 05 e 06 de abril, das 14h às 18h, no Espaço Cênico. As inscrições são gratuitas através do email divulgapalcoaberto@gmail.com, enviando breve currículo e carta de intenção até 31 de março.
Hotel Fuck está ancorado no diálogo entre a linguagem cinematográfica e teatral e tem como objetivo interferir nos espaços cotidianos da cidade sob a forma de um set de filmagem, com texto dramático de Diones Camargo e direção de Jezebel. A peça transita entre o teatro, o cinema e a rua. Apresentado ao espectador em cenas decupadas, longe de uma narrativa tradicional, a saga se completa em três dias: Episódio 1 – “Cavando a porta do inferno.”; Episódio 2 – “Uma temporada no paraíso.” e Episódio 3 – “Eles atiram em lobos.”
O espetáculo traz cenas repletas de assassinato, roubo, sexo, intriga, humor, pitadas de efeitos especiais e personagens do submundo. Ambientado em uma ficção com referência na desconstrução “nonsense” de David Linch, que ora faz lembrar os filmes de Quentin Tarantino e Robert Rodrigues, ora a estética dos quadrinhos de Frank Miller e Alan Moore.
O público acompanha de perto as gravações e os truques utilizados para a realização dos efeitos especiais do que seria um filme de ação, sexo e terror, com muito humor e amadorismo, típicos de uma produção de baixo orçamento. Os atores jogam além dos personagens do filme Hotel Fuck, as figuras do em torno, ou seja, a equipe técnica: diretor, produtor, diretor de fotografia, assistente, diretor de arte, figurinista, câmera, técnicos de luz e som, etc, provocando a inserção da realidade sobre a ficção e as diferentes camadas que surgem dessa contaminação.
As apresentações em Curitiba acontecem nos dias 06 e 07 de abril, às 19h, no Espaço Cênico. A entrada é franca, e as senhas serão distribuídas a partir de 1h antes do evento, na bilheteria do local. O espetáculo passa por São Paulo e encerra a viagem no Rio de Janeiro, em datas a confirmar, previstas para o primeiro semestre deste ano.
Sinopse
Quando Nick Newman, um infame esquartejador de mulheres, decide parar de matar, ele não imagina os problemas que essa decisão irá lhe trazer. A começar por Linda, sua amante imortal, que fica furiosa com a notícia, pois apesar dos insistentes pedidos ela nunca teve a sorte de ser destroçada pelo amado, da mesma forma que este fazia com as outras mulheres. Outra que não suporta a idéia é Audrey, uma mulher misteriosa que planeja vingar-se do homem que a mutilou, anos antes. Para isso, ela contrata Gordon, um detetive durão, sem saber que na verdade este não passa de um ex-ator que vive aprisionado no seu único e derradeiro papel. Essas figuras ainda cruzarão com Ashley, uma diva pornô excêntrica, egoísta e radicalmente egocêntrica; com Loureen, uma diretora fetichista e dominadora, que está em busca do próximo roteiro que lhe colocará novamente atrás das câmeras; e com Jessica, uma transexual dividida pela culpa de um passado obscuro. Para completar esse cenário de pesadelo, um quadro de James Dean, um vestido da Marilyn Monroe, um papel de parede de pinturas rupestres, e uma revelação mística trazida por Leatherface. Garotas com cinta liga e armas em punho, massacres, assaltos a bancos, fetiches e perversões, algemas, couros e muffins, perseguições implacáveis, apostas mal-sucedidas, trocas de identidades, travestismo, esquartejamentos, revelações místicas trazidas por Leatherface, garotões que amam suas Magnum 44, corações partidos, sexo e sangue… muito sangue. Onde? No Hotel Fuck, baby.
FICHA TÉCNICA
HOTEL FUCK – NUM DIA QUENTE A MAIONESE PODE TE MATAR
Direção: Jezebel De Carli
Texto: Diones Camargo
Elenco: Denis Gosch, Janaina Kremer, Jeffie Lopes, Gabriela Greco, Larissa Sanguiné, Luciana Rossi, Rafael Guerra
Cenário: Juliano Rossi
Figurino: Fabrízio Rodrigues
Iluminação: Nara Maia
Diretor Cenotécnico: Gilberto Goulart
Direção, captação e edição de vídeos: Bruno Goularte Barreto
Trilha sonora pesquisada: Jezebel De Carli, Larissa Sanguiné, Jeffie Lopes e Diones Camargo
Produção: Jezebel De Carli
Produção Executiva e Assessoria de Imprensa: Palco Aberto Produtora
Realização: Santa Estação Cia de Teatro
FICHA TÉCNICA TURNÊ HOTEL FUNCK IN CITY
Direção geral: Jezebel De Carli
Direção de produção e divulgação: Rodrigo Marquez
Assistência de Produção: Marcinho Zolá
Diretor Cenotécnico: Gilberto Goulart
Assistente Cenotécnico: Iuri Wander.
Apoio de Produção: Ana Carolina Moreno
Assessoria de Imprensa Nacional: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Produtores Locais: Curitiba – Instiga – Gestão e Produção Cultural
Rio de Janeiro – Instiga – Gestão e Produção Cultural
Campinas – Cassiane Tomilhero e Brisa Oliveira
São Paulo – Cassiano Fraga
Workshop de Dramaturgia em Curitiba: Diones Camargo
Projeto Gráfico: Artíficie Design/Sandro Ka
Site: Sandro Ka
Realização: Santa Estação Companhia de Teatro
Produção Executiva: Palco Aberto Produtora
Histórico da Companhia
A Santa Estação Cia. de Teatro foi fundada em 2003 sob direção de Jezebel De Carli e integrada por atores/bailarinos formados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul e Teatro Escola de Porto Alegre, mantém seu trabalho de criação e produção artística bem como de gestão e programação cultural de um espaço de referencia no âmbito das artes cênicas na cidade de porto alegre, o projeto Usina das Artes – Usina do Gasômetro. Nestes dez anos a Santa Estação na busca de criar uma linguagem própria e inovadora vem produzindo espetáculos, experimentos e performances com reconhecimento de público e crítica.
- Parada 400: Convém Tirar os Sapatos
- Festival Nacional de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo – Florianópolis/SC – 2004;
- Encontro Nacional de Pesquisa em Arte/Fundarte – Montenegro/RS – 2005;
- Projeto Seis e Meia /Unisinos – São Leopoldo – 2005;
- Aldeia Sesc Capilé/Mostra de teatro, música, dança e artes plásticas – São Leopoldo/RS – 2006;
- 7º Caxias em Cena – Caxias do Sul/RS – 2005;
- Mostra Melhores do Ano de 2005 – Porto Alegre/RS – 2006;
- 13º Porto Alegre Em Cena – Porto Alegre/RS – 2006;
- Porto Verão edição 2005 e 2008 – Porto Alegre/RS – 2008;
- Projeto Movimentos – Prêmio Myriam Muniz – Teatro São Pedro – Porto Alegre/RS – 2010
- Projeto Movimentos – Prêmio Myriam Muniz – Espaço Parlapatões – São Paulo/SP – 2010
- E 5 temporadas em Porto Alegre.
- Premiações: Prêmio Açorianos de Melhor Direção/2005.
- A Tempestade e os Mistérios da Ilha
- 52ª Feira do Livro de Porto Alegre – Porto Alegre/RS – 2006;
- Mostra Melhores do Ano 2006 – Porto Alegre/RS – 2007;
- Expresso Porto Alegre em Montevidéu/ Teatro Solís – Montevidéu/Uruguai – 2007;
- 14º Porto Alegre Em Cena – Porto Alegre/RS – 2007;
- 9º Caxias Em Cena – Caxias do Sul/RS – 2007;
- Comemoração dos 50 anos da Faculdade de Pedagogia/Unisinos – São Leopoldo – 2008;
- Mostra Sesc de Teatro/Rio Grande no Palco em Pelotas/Discutindo Shakespeare – Pelotas/RS – 2008;
- Projeto Lâmpada Mágica – Sapiranga, Montenegro, Cachoeira do Sul, Santa Maria – 2008;
- Projeto Movimentos – Prêmio Myriam Muniz – Teatro São Pedro – Porto Alegre/RS – 2010;
- Projeto Movimentos – Prêmio Myriam Muniz – Espaço Parlapatões – São Paulo/SP – 2010;
- Festival Íbero-americano – Memorial da América Latina – São Paulo/SP – 2010;
- 18º Floripa Teatro – festival Isnard Azevedo – Teatro Pedro Ivo – Florianópolis/SC – 2011;
- feira do Livro9 de Gravataí – Sesc – Gravataí/RS – 2011
- E 4 temporadas em Porto Alegre.
- Premiações
- Prêmio Quero-quero de teatro infantil/2007: melhor espetáculo, direção, atriz coadjuvante, cenografia, iluminação e trilha sonora original
- Prêmio Tibicuera/2006: melhor espetáculo do júri popular, atriz coadjuvante, figurino, iluminação e produção
- Prêmio Braskem de Melhor Espetáculo do Júri Popular no 14º Porto Alegre em Cena/2007
- Lipstick Station em Movimentos Musicais I
- Evento de lançamento da nova marca Zamprogna – Porto Alegre/RS – 2008;
- 15º Porto Alegre Em Cena – Porto Alegre/RS – 2007;
- Evento de comemoração do aniversário da agência Maria Cultura – Porto Alegre/RS – 2008;
- E 2 temporadas em Porto Alegre.
- As Relações Naturais
- Projeto Arte no Solar/Leituras Encenadas – Porto Alegre/RS – 2004;
- Festival Nacional de Esquetes de Gravataí – Gravataí /RS – 2005;
- 51ª Feira do livro de Porto Alegre – Porto Alegre/RS – 2005;
- Feira do Livro de São Leopoldo – São Leopoldo/RS – 2006;
- E diversas apresentações na Sala 400 da Usina do Gasômetro.
- Mix Santa Estação
- Lançamento da comemoração dos 80 anos da Usina do Gasômetro/Usina das Artes – Porto Alegre/RS – 2007;
- Semana de Porto Alegre/24h de Cultura – Porto Alegre/RS – 2008.
- Sentença I: Num dia quente a maionese pode te matar…
- Semana de Porto Alegre/24h de Cultura – Porto Alegre/RS – 2006 e 2007;
- E algumas apresentações na Sala 400 da Usina do Gasômetro.
- Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te matar
- Temporada na praça da Usina do gasômetro – Projeto Usina das Artes – Porto Alegre/RS – 2010/2011;
- Temporada no Centro Municipal de Cultura – estacionamento, foyer e palco do Teatro Renascença – Porto Alegre/RS – 2011;
- 18º festival Porto Alegre Em Cena – Prêmio Brasken de Teatro e Dança.
- Premiações: Prêmio Braskem de Melhor Ator no 18º Porto Alegre em Cena/2011.
DIONES CAMARGO é dramaturgo e escritor. Em 2005, sua primeira peça, Andy/Edie, recebeu o Prêmio Funarte de Dramaturgia e foi publicada pela editora da Fundação Nacional de Artes. Em 2007, o projeto de sua peça Elevador (posteriormente rebatizada como Último Andar) foi contemplado com o Prêmio Funarte de Estímulo à Dramaturgia. Em 2008, estreou o monólogo Parque de Diversões. Em 2009, levou aos palcos Teresa e o Aquário, espetáculo criado em parceria com a CIA Espaço em BRANCO com base em seu roteiro ganhador do VIII Prêmio PalcoHabitasul. Em 2010, escreveu Nove Mentiras Sobre a Verdade, monólogo vencedor do Prêmio Açorianos de Teatro 2010 na categoria Melhor Atriz (trabalho que já percorreu 6 estados brasileiros, participando de diversos festivais e mostras de artes cênicas, além de uma breve temporada no Uruguai; e Hotel Fuck – Num Dia Quente a Maionese Pode Te Matar, saga em 3 episódios encenada pela Santa Estação Cia. De Teatro, vencedora dos Prêmios Funarte Myriam Muniz de Montagem 2010 e Circulação 2011 e Prêmio Braskem Em Cena 2011 na categoria Melhor Ator. No mesmo ano criou a dramaturgia de O MAPA_, elogiada criação do grupo Teatro Geográfico. Em meados de 2011 o Teatro de Arena apresentou uma leitura dramática em comemoração aos 5 anos de estreia de sua primeira peça (Andy/Edie). No ano seguinte, outros textos receberam leituras dramáticas: O Tempo Sem Ponteiros, que já havia servido como base para criar o experimento ÓRFÃO, foi lido na 5ª edição do FestiPoa Literária, e Teresa e o Aquário, que foi lida na MAD’12 – Mostra Anual de Dramaturgia, em Portugal. Ainda em 2012 participou da exposição de fotos, textos, vídeos e instalações intitulada Império da Felicidade Eterna, ao lado do artista visual Martin Dahlström Heuser. Sua obra mais recente, Os Plagiários – Uma Adulteração Ficcional Sobre Nelson Rodrigues, foi co-dirigida por 4 das maiores companhias de Porto Alegre e recebeu 3 Prêmios Açorianos de Teatro 2012, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Dramaturgia, este último concedido a Diones pela autoria da peça.
Paralelamente às atividades de escrita, o autor participa de diversos projetos nas mais variadas funções, incluindo as de diretor, pesquisador e educador. Ministra regularmente a oficina Dramaturgia Líquida e apresenta o programa semanal OverDrama, na rádio Mínima FM, onde fala sobre teatro, cinema e literatura. Entre os projetos para 2013 estão a publicação das peças Último Andar e Teresa e o Aquário, que serão editadas em Cuba e Portugal, respectivamente. A primeira integrará uma coletânea que reúne 12 dos novos dramaturgos brasileiros, e a segunda será lançada num livro que apresenta aos leitores 9 dramaturgos portugueses e 3 brasileiros. Atualmente, dedica-se à escrita de seu primeiro roteiro para cinema. Sua peça, “9 Mentiras Sobre a Verdade”, estreia neste mês em São Paulo.
Santa Estação Cia de Teatro em Curitiba
Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te matar
06 e 07 de abril, 19h – retirada de senhas 1 hora antes do espetáculo, na bilheteria do teatro
Sala Augusto Boal – Espaço Cênico
Workshop Dramaturgia Líquida – Assimilação de Influências no Texto Teatral
Diones Camargo
06 e 05 de abril, das 14h às 18h
As inscrições são gratuitas através do email divulgapalcoaberto@gmail.com, enviando breve currículo e carta de intenção até 31 de março
Espaço Cênico
Rua Paulo Graeser Filho,305, Bairro São Francisco, (41) 3338 0450
Companhia foi vencedora do Prêmio Myriam Muniz de circulação pela Funarte
Inicia no dia 14 de julho a caravana de circulação do espetáculo Hotel Fuck: num dia quente a maionese pode te matar, da Santa Estação Cia de Teatro, em Curitiba, Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz de circulação da Funarte.
Segundo a diretora do grupo, Jezebel de Carli, a escolha das cidades foi marcada pela busca de referências que se identificam com a temática do espetáculo: “As cidades de Curitiba, Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, tão distintas entre si, também são o ponto de interesse desta escolha, uma vez que o universo abordado pelo trabalho se passa em submundos, guetos, difusos e incorporados no desenho de centros urbanos. E é aí onde elas se parecem, cada uma com suas particularidades em cenário e personagens, mas com os mesmos medos e sombras”, afirma.
A montagem estreou em Porto Alegre, sede da companhia, em outubro de 2010. A caravana contempla 10 apresentações gratuitas, além de uma Oficina de Dramaturgia com Diones Camargo, dramaturgo do espetáculo, em Curitiba. Nas outras cidades, o grupo vai fazer um intercâmbio de idéias, demonstrações de trabalhos e de treinamento com outros grupos e companhias, chamado “Processos e procedimentos entre grupos”. As apresentações em Campinas acontecem nos dias 14 e 15/07 no Centro Cultural Casarão, e em Curitiba dentro da programação do Palco Giratório Paraná em agosto. Hotel Fuck passa por São Paulo e encerra a viagem no Rio de Janeiro, em datas a confirmar, previstas para novembro.
Hotel Fuck está ancorado no diálogo entre a linguagem cinematográfica e teatral e tem como objetivo interferir nos espaços cotidianos da cidade sob a forma de um set de filmagem, com texto dramático de Diones Camargo e direção de Jezebel. A peça transita entre o teatro, o cinema e a rua.
Hotel Fuck – Sobre o texto de Diones Camargo
No roteiro, Diones Camargo tece os três episódios idealizados por De Carli movendo-se a partir de personagens criados pelos atores e suas composições cênicas em processos colaborativos entre direção, atores e dramaturgo. Camargo produz um texto atravessado pelo cinema, teatro, literatura e todo o “lixo cultural” que vem se acumulando ao longo das últimas décadas.
Sinopse
Quando Nick Newman, um infame esquartejador de mulheres, decide parar de matar, ele não imagina os problemas que essa decisão irá lhe trazer. A começar por Linda, sua amante imortal, que fica furiosa com a notícia, pois apesar dos insistentes pedidos ela nunca teve a sorte de ser destroçada pelo amado, da mesma forma que este fazia com as outras mulheres. Outra que não suporta a idéia é Audrey, uma mulher misteriosa que planeja vingar-se do homem que a mutilou, anos antes. Para isso, ela contrata Gordon, um detetive durão, sem saber que na verdade este não passa de um ex-ator que vive aprisionado no seu único e derradeiro papel. Essas figuras ainda cruzarão com Ashley, uma diva pornô excêntrica, egoísta e radicalmente egocêntrica; com Loureen, uma diretora fetichista e dominadora, que está em busca do próximo roteiro que lhe colocará novamente atrás das câmeras; e com Jessica, uma transexual dividida pela culpa de um passado obscuro. Para completar esse cenário de pesadelo, um quadro de James Dean, um vestido da Marilyn Monroe, um papel de parede de pinturas rupestres, e uma revelação mística trazida por Leatherface. Garotas com cinta liga e armas em punho, massacres, assaltos a bancos, fetiches e perversões, algemas, couros e muffins, perseguições implacáveis, apostas mal-sucedidas, trocas de identidades, travestismo, esquartejamentos, revelações místicas trazidas por Leatherface, garotões que amam suas Magnum 44, corações partidos, sexo e sangue… muito sangue. Onde? No Hotel Fuck, baby.
FICHA TÉCNICA
Direção: Jezebel De Carli
Texto: Diones Camargo
Coordenação de produção e divulgação: Rodrigo Marquez
Assistência de Produção: Marcinhò Zola
Elenco: Ana Carolina Moreno, Denis Gosch, Jeffie Lopes, Gabriela Greco, Larissa Sanguiné, Luciana Rossi, Rafael Guerra
Cenário: Juliano Rossi
Figurino: Fabrízio Rodrigues
Iluminação: Luiz Acosta
Captação e edição de vídeos: Bruno Goularte Barreto
Trilha sonora pesquisada: Jezebel De Carli
Produtores Locais: Campinas – Cassiane Tomilhero
Curitiba – Thiago Inácio
Rio de Janeiro – Bruno Lelis
São Paulo – Aysha Nascimento
Assessoria de Imprensa Nacional: Bruna Paulin
Diretor Cenotécnico: Gilberto Goulart
Coordenação Logística Cenografia: Ana Carolina Moreno
Responsável técnico iluminação e operador de luz: Luiz Acosta
Projeto Gráfico do Espetáculo: Kátia Ozório
Projeto Gráfico da Turnê: Sandro Ka
Site: Sandro Ka
Produção Executiva/Grupo: Palco Aberto Produtora
Realização: Santa Estação Companhia de Teatro
Histórico da Companhia
A Santa Estação Cia. de Teatro fundada em 2003 sob direção de Jezebel De Carli e integrada por atores/bailarinos formados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul e Teatro Escola de Porto Alegre, mantém seu trabalho de criação e produção artística bem como de gestão e programação cultural de um espaço de referencia no âmbito das artes cênicas na cidade de porto alegre, o projeto Usina das Artes – Usina do Gasômetro. Nestes nove anos a Santa Estação na busca de criar uma linguagem própria e inovadora vem produzindo espetáculos, experimentos e performances com reconhecimento de público e crítica.







