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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

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Fotografia

II Encontro de Produtores ocorre no dia 25 de março

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Na quarta-feira, dia 25 de março, ocorre a segunda edição do Encontro de Produtores. O primeiro evento, em janeiro desse ano, lotou o auditório do Goethe Institut. O projeto bimensal, promovido por Angélica Segui e Clarissa Pont, é voltado para produtores culturais que buscam troca de informações, promoção de novidades no mercado e networking.

Pensado para fomentar o intercâmbio entre produtores culturais, o Encontro de Produtores é uma oportunidade para oxigenar ideias, conhecer outros profissionais e fechar parcerias. O encontro de março reunirá fotógrafos, produtores editoriais e editoras para compartilhar experiências e estimular uma conversa sobre trabalhos autorais e o funcionamento do mercado editorial em fotografia, em um momento em que tanto a fotografia quanto o livro vivem transformações profundas.

A responsável pelas áreas de produção executiva e gestão financeira dos projetos culturais da Editora Libretos Andrea Ruivo e os fotógrafos Leo Caobelli e Cristiano Sant´Anna vão apresentar projetos recentes e debater alternativas para captação e produção de livros de artista e fotolivros. Encerrando as atividades da noite, Coral Michelin e Rafael Koff falam sobre financiamento coletivo de publicações.

O II Encontro de Produtores inicia às 19h e as inscrições devem ser feitas através do link: http://www.eventick.com.br/encontro-de-produtores2

PROGRAMAÇÃO

19h Mercado editorial: Andrea Ruivo relata sua experiência na produção de produtos editoriais

19h30 Produção independente de livro em fotografia: Cristiano Sant´Anna e Leo Caobelli e suas recentes produções em livro.

20h – intervalo

20h15 Alternativas para captação:  Financiamento coletivo de publicações, com Coral Michelin e Rafael Koff

Saiba mais

Andrea Ruivo

Responsável pelas áreas de produção executiva e gestão financeira dos projetos culturais da Editora Libretos, há quase quatro anos. É historiadora, com bacharelado e licenciatura pela USP, concluinte do curso de pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV, e aluna da primeira turma do curso de extensão em Administração Pública da Cultura, organizado pelo Ministério da Cultura e pela UFRGS. Tem dez anos de experiência profissional em organizações que atuam na editoração, comercialização e preservação de livros.

Leo Caobelli

Graduado em Jornalismo pela PUCRS em 2003 e pós-graduado em fotografia pela FAAP (SP) em 2012, iniciou sua trajetória fotográfica integrando a equipe de fotografia do Palácio Piratini, antes de se mudar para São Paulo em 2005. De 2006 a 2009 trabalhou como fotógrafo no jornal Folha de S. Paulo. No ano de 2008, junto aos amigos Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes, fundou o coletivo Garapa. Em 2012 foi um dos vencedores do XII Prêmio Funarte Marc Ferrez de fotografia com o projeto Fábulas Contínuas. Junto ao coletivo Garapa foi ganhador do III Prêmio Diário Contemporâneo e do X Prêmio Funarte Marc Ferrez. Também com o coletivo publicou os livros

Morar (via financiamento coletivo), Mulheres Centrais (via Edital ProAC Categoria Livro de Fotografia) e A Margem (via LIC ProacSP).

Atualmente o coletivo trabalha no projeto “Postais para Charles Lynch”, vencedor da 2ª Bolsa Zum de fotografia.

Cristiano Sant´Anna

Jornalista, trabalhou para jornais do sul do Brasil Zero Hora e Correio do Povo, em Porto Alegre. Tem exposições no Centro Cultural da CEF ( Brasília), Galeria Lunara (Porto Alegre) e NanoFotoFest (Buenos Aires). Em abril de 2014 recebeu Bolsa do Fundo de Apoio à Cultura para desenvolver o projeto Quase Paisagem –Taim. Ainda em 2014 publicou o fotolivro Arquipélago, sobre as comunidades de pesca artesanal próximas a Porto Alegre, Brasil. Atualmente desenvolve os projetos Rua dos Gusmões 236 e Hotel da Loucura, oficina de narrativa coletiva em fotografia na crackolândia (São Paulo) e Instituto Nise da Silveira (Rio de Janeiro), respectivamente.

Coral Michelin

Designer com 14 anos de experiência em áreas da criatividade como design gráfico, publicidade, marketing e artes visuais, trabalhou com diferentes culturas nos Estados Unidos, Inglaterra e Israel, além do Brasil, onde criou o estúdio de design 48, no Rio de Janeiro. Buscou estudar Gestão Ambiental para desenvolver soluções sustentáveis no campo do design. Mais recentemente se dedica a estudar temas relacionados ao Design Estratégico e à Economia Criativa, e também técnicas de produção artística. No design se especializa nos campos de identidade visual, design editorial e ilustração.

Rafael Koff  

O cartunista já fez quatro campanhas no site de financiamento coletivo Catarse para produzir seus livros de humor. A primeira alcançou 174% da meta, a segunda chegou a 206%, a terceira decolou para 522%, e a quarta bateu o objetivo quando ainda faltavam 40 dias para o final.

Idealização: Angélica Seguí e Clarissa Pont

Realização: MAS! Produção

Apoio: Goethe Institut, Bruna Paulin Assessoria de Flor em Flor, Rádio Elétrica
Local

Goethe Institut Porto Alegre

Rua 24 de Outubro, 112

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Enigmas, de Vera Chaves Barcellos, inaugura dia 07 de março no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

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Projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos tem financiamento da Rede FUNARTE e segue em cartaz até 23 de maio, com entrada franca

A Fundação Vera Chaves Barcellos e o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica apresentam, a partir de 07 de março, a exposição Enigmas, de Vera Chaves Barcellos. A abertura da mostra integra a programação do Tiradentes Cultural, iniciativa conjunta de espaços culturais situados no entorno da Praça Tiradentes.

Partindo de uma imagem fotográfica e com uma origem totalmente circunstancial, Enigmas surge de três fotografias de primatas do Zoológico de Barcelona que, manipuladas em laboratório, conformaram as três principais imagens da exposição. Em cada uma se propõe um conceito: o olhar ou atenção, a mão ou o gesto, a reflexão ou o pensamento. Destes conceitos, surgem outros elementos que resultam nessa instalação.

Construída como uma espécie de laboratório – composto por fotografias, imagens, fósseis, pedaços de pele e caixas de sal –, Enigmas lança o público em um universo tão familiar quanto intrigante, confrontando-o com o desconhecido mas também com o reconhecível. O projeto, financiado pela Rede FUNARTE, marcou a abertura da Fundação Vera Chaves Barcellos em 2005, em Porto Alegre. Ao completar 10 anos, a mostra chega ao Rio de Janeiro.

Para o curador Bernardo José de Souza, Enigmas resgata questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico. “Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida”.

“Fotografias de primatas contemplativos, aparentemente confortáveis em suas celas num zoológico, produzem um incômodo sentimento de empatia com esta espécie ancestral tão semelhante à nossa ao ponto de recuperarmos, ainda que inadvertidamente, a noção de sermos todos animais – muito embora nós dotados de uma inteligência transcendente”, revela o curador.

Enigmas segue em cartaz até 23 de maio, com entrada franca.

Enigmas

Período da exposição: 07 de março até 23 de maio de 2015

Galerias 1 e 2 (térreo) | Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Rua Luís de Camões – Centro | Rio de Janeiro – RJ, 20060-030

Telefone (21) 2232-4213/2242-1012.

Enigmas é um projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos, viabilizado através de recursos obtidos da Rede FUNARTE.

Saiba Mais

Enigmas – por Bernardo José de Souza

A partir de uma série de elementos visuais que nos fornecem pistas sobre as questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico, Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida. Construída como uma espécie de laboratório, esta instalação composta por imagens, fósseis, pedaços de pele e caixas de sal, lança o público em um universo tão familiar quanto intrigante, confrontando-o com o desconhecido, mas também com o reconhecível.

Fotografias de primatas contemplativos, aparentemente confortáveis em suas celas num zoológico, produzem um incômodo sentimento de empatia com esta espécie ancestral tão semelhante à nossa ao ponto de recuperarmos, ainda que inadvertidamente, a noção de sermos todos animais – muito embora nós dotados de uma inteligência transcendente. Entretanto a faculdade de pensar que, em tese, nos permitiria compreender a complexidade do mundo e das coisas de maneira holística, aparta a humanidade dos demais seres vivos, gerando uma cisão entre cultura e natureza absolutamente deletéria à manutenção da vida; esta consiste em uma das principais questões a se impor à agenda contemporânea nesta era do antropoceno, quando o homem impacta o ecossistema de forma tão dramática ao ponto de rivalizar com as sucessivas mudanças de ordem natural e geológica ocorridas em nosso passado remoto.

Se a tipologia de peles de vison (caçados, abatidos?) dispostas na parede concorre com os resíduos de sal que formam um alfabeto grego nas caixas dispostas pelo chão, aludindo assim não só à selvageria de nossa relação com o reino animal, mas também à esfera do conhecimento acumulado ao longo da história, é, no entanto, a imagem de uma primata, vestindo véu e grinalda, que sintetiza a condição humana. Somos os mesmos, mas também somos o outro.

A relação com a alteridade segue profundamente mal resolvida em nossa espécie, em que pese nosso esforço coletivo para superar querelas filosóficas e científicas quanto à essência humana, quanto às faculdades humanistas e quanto a esta centelha criativa, por nós tão celebrada, que nos distingue no cosmos de toda e qualquer forma de vida da qual se tem notícia.

A imagem difusa da galáxia M100, registrada pelo telescópio Hubble, e publicada pela Associated Press, nos dá a dimensão do universo, mas também a escala e a estatura do homem.  O céu seria o limite? Mas há limites para a engenhosidade humana, tanto na ciência quanto na ficção? Não seriam a vida e a própria ciência formas de ficção?

Representamos o mundo e, apenas assim, dele depreendemos sentido. Somente deste modo fomos capazes de articular a linguagem, ela própria um instrumento de limitado alcance face à complexidade do mundo.

Em seu processo de criação intuitivo, Vera Chaves Barcellos parece ignorar a busca pela resposta última, pelo elo perdido, assim descartando o evolucionismo e mesmo o misticismo para nos demandar ontologicamente, sempre a partir da linguagem: que coisa é essa que chamamos arte?

Sobre a FVCB – http://fvcb.com.br/

A Fundação Vera Chaves Barcellos – FVCB – é uma entidade cultural privada e sem fins lucrativos, que tem como missão a preservação, pesquisa e difusão da obra da artista Vera Chaves Barcellos, assim como o incentivo à criação artística e à investigação da arte contemporânea. Entre as metas da instituição estão a realização de uma programação regular de exposições, o estímulo à pesquisa, debates, seminários e projetos editoriais.

A programação conta com exposições regulares e gratuitas que trazem ao público sempre um novo olhar sobre o acervo da instituição. As mostras são acompanhadas de atividades paralelas, com o intuito de dar suporte ao debate da arte contemporânea. A Fundação dispõe ainda de um rico acervo documental sobre arte contemporânea, aberto à pesquisa pública em seu Centro de Documentação e Pesquisa, na região central de Porto Alegre.

Em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, estão localizadas a Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², construído especialmente para abrigar a programação de exposições e atividades e a reserva técnica que abriga o acervo da instituição.

A sede

A sede da FVCB está localizada em Viamão-RS, a 22 Km de Porto Alegre. É formada pela Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², com áreas expositivas, sala multiuso e sala de trabalho, projetado especialmente para receber a programação de atividades e pela Reserva Técnica, aonde está guardado o acervo de obras.

Em Porto Alegre, estão localizados a Administração e o Centro de Documentação e Pesquisa, aberto ao público desde 2008, quando aumentou sua coleção, através da aquisição de livros e catálogos e iniciou um processo de intercâmbio com outros centros de pesquisa do Brasil e do exterior.

Vera Chaves Barcellos

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil, em 1938. Nos anos 60, dedicou-se à gravura depois de estudos na Inglaterra e Holanda. Em 1975, foi bolsista do British Council, no Croydon College em Londres, estudando fotografia e sua aplicação em técnicas gráficas. Em 1976, participou da Bienal de Veneza com o trabalho Testarte. Está entre os fundadores do Nervo Óptico (1976-78) e do Espaço N.O. (1979-82), e também da galeria Obra Aberta (1999-2002), atuantes no sul do Brasil.

Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior; participou de quatro Bienais de SP e exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Como artista convidada, participou da exposição Cegueses no Museu de Arte de Girona e do Panorama de Arte Brasileira em SP (1997), do Salão Nacional do RJ e da exposição Pasaje de Ida, na Galeria Antonio de Barnola, Barcelona, Território Expandido no SESC Pompéia, SP (2000) e Sem Fronteiras, mostra de abertura do Santander Cultural, em Porto Alegre (2001), onde mostra sua instalação Visitant Genet,

Entre suas exposições, a partir do ano 2000, individuais estão: Visitant Genet no Museu D´Art de Girona (2000) e Le Revers de Rêveur na Capela de San Roc, em Valls, (2003), ambas na Espanha, e Enigmas, FVCB, Porto Alegre, (2005). Em 2007, realizou uma grande mostra antológica – O Grão da Imagem– realizada no Santander Cultural, em Porto Alegre, Brasil. Essa mostra contou com curadoria triple de Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale e Moacir dos Anjos.

Participou da V Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre (2005) e da mostra MAM na Oca, Arte Brasileira do Acervo do MAM, São Paulo, (2006).

Com curadoria de Glória Ferreira, faz uma grande mostra abrangente de sua trajetória denominada Imagens em Migração, no MASP, São Paulo, em 2009.

No mesmo ano, tem publicou o livro Vera Chaves Barcellos- Obras Incompletas (Editora Zouk) sobre sua obra, analisada em detalhes num extenso texto do filósofo francês especializado no estudo da imagem fotográfica contemporânea, François Soulages.

Desde a década de oitenta, realiza instalações multimídia, empregando, além da fotografia, outros meios. Instituiu uma fundação que leva seu nome, dedicada à divulgação da arte contemporânea (2004). Vive e trabalha em Viamão, RS, Brasil, mantendo também seu estúdio em Barcelona, Espanha, desde 1986.

TIRADENTES CULTURAL é uma iniciativa de espaços culturais localizados no entorno da praça Tiradentes que se reuniram com o objetivo de potencializar a circulação de pessoas e as atividades culturais nesta região da cidade.

CIRCUITO – programação coletiva, desenvolve diversas ações em conjunto todo primeiro sábado do mês.
Fazem parte da Tiradentes Cultural:
Largo das Artes
Teatro João Caetano
Real Gabinete Português de Leitura
Centro Carioca de Design
Studio-X
Centro de Arte Maria Teresa Vieira
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
Centro de Referência do Artesanato Brasileiro
Polo Novo Rio Antigo
Barracão Maravilha

https://www.facebook.com/tiradentescultural

Galeria Mascate inaugura duas novas exposições no dia 24 de fevereiro

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Individual do suíço Alfio Tommasini e coletiva intitulada Animal tem entrada franca

Inauguram no dia 24 de fevereiro às 19h as duas novas exposições da Galeria Mascate. “Tir Transit” é um registro de um trabalho de pesquisa de monitoramento de dados de tráfego desenvolvido na fronteira da Suíça com a Itália durante 2014.

O artista Alfio Tommasini entrevistou milhares de motoristas de caminhão que cruzam a auto-estrada A2 todos os dias. Catalogou veículos de empresas da Europa Ocidental quase sempre dirigidos por motoristas do Leste Europeu, que passam pelo país somente na alfândega ou rapidamente em alguma área de descanso.

“Nos curtos períodos entre as perguntas, eu procurei lampejos de humanidade dessas pessoas que passam a maior parte do seu tempo na estrada. Enquanto eu estava registrando informações, olhava para a janela do veículo buscando os sentimentos das pessoas com quem eu tinha que interagir apenas com o propósito de extrair números oficiais”. O resultado é uma exposição inédita de 30 imagens em preto e branco.

Tommasini nasceu em 1979 em Lodano, na parte italiana da Suíça. Por cinco anos residiu e estudou em Madrid, onde desenvolveu seu trabalho em fotografia. Colabora com diversas publicações pelo mundo e recebeu alguns prêmios em competições internacionais, além de ser um dos organizadores do Verzasca Foto Festival.

“Animal” é uma mostra coletiva de trabalhos em preto e branco, misturando desenho, pintura e fotografia. Integram os artistas Britto Velho, Carol de Góes, Chana de Moura, Daniel Eizirik, Denny Chang, Fábio Rachelle, Myriam Dutra, Régis Duarte e Tiago Coelho. As exposições seguem em cartaz até 03 de abril, com entrada franca. A Galeria Mascate funciona de terça a sábado, das 14h às 18h, na Rua Laurindo, 332.

Saiba Mais

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, o fotógrafo Tiago Coelho, o designer Régis Duarte criaram a Galeria Mascate em setembro de 2011.

O nome Mascate ficou sempre associado à imigração árabe no Brasil, resultante do grande contingente de imigrantes proveniente do Líbano e da Síria que se dedicaram a esta atividade.

Em menor número chegaram também ao Brasil imigrantes de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque. A mascateação introduziu inovações que hoje são traços marcantes do comércio popular, como as práticas de alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, das promoções e das liquidações. Inicialmente os mascates visitavam as cidades do interior e as fazendas de café, levando apenas miudezas e bijuterias. Com o tempo e o aumento do capital, começaram também a oferecer tecidos, roupas prontas e outros artigos.

SERVIÇO

Tir Transit e Animal

Inauguração

24 de fevereiro, 19h

Mostra segue até 03 de abril

Entrada Franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De terça a sábado, das 14h às 18h

Barracoestudio.com.br

Exposição “Gêmeos – retratos por Fábio Rebelo” inaugura no dia 20 de novembro no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Sofia e Isabela

 Fotógrafo apresenta 20 imagens em preto e branco de gêmeos de diversas idades e estilos

Inaugura no dia 20 de novembro na sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo a exposição “Gêmeos – retratos por Fábio Rebelo”, com patrocínio da Casa de Cinema de Porto Alegre e Gráfica Editora Pallotti.

O projeto é um trabalho de questionamento sobre a identidade na fotografia, contrapondo a relação entre imagem e referente fotográfico, através de retratos onde as características físicas que definem a identificação não são mais tão óbvias, pois não são únicas. Confrontadas em pares, tanto semelhanças quanto diferenças se acentuam. “Uma das perguntas mais instigantes que norteiam o projeto, na minha opinião é se a fotografia é uma representação fiel da realidade”, revela o fotógrafo. “Brincar com as semelhanças e diferenças dos gêmeos foi uma maneira de trazer essa discussão”.

Conhecido por seus retratos, Rebelo apresenta nessa exposição 20 imagens em preto e branco de gêmeos de diversas idades e estilos, que foi pesquisando há três anos. Em janeiro deste ano, o público pode conferir seu trabalho na mostra Trans[ver], na Pinacoteca da AJURIS. “Gêmeos” segue em cartaz até o dia 20 de dezembro, com entrada franca.

Saiba Mais

Fábio Rahal Rebelo | http://www.fabiorebelo.com.br

Fotógrafo baseado em Porto Alegre, RS. Começou a fotografar em 1983. Formado em Ciências da Computação com especialização em Computação Gráfica na UCLA (University of California, Los Angeles), trabalha com fotografia de publicidade e como fotógrafo de cena, tendo participado de inúmeras produções para cinema e televisão. Realiza também projetos autorais e exposições. Suas fotografias apareceram em publicações como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Veja, IstoÉ, Rolling Stone (Brasil), Guitar Player (Brasil), Photo (França) e Photo Magazine (Brasil).

Exposições

SLIDELUCK BUENOS AIRES (coletiva) – Exposição do Projeto TRANS[ver] no I Slideluck Buenos Aires. Fotografias coloridas, captação e tratamento digital. El Dorrego (Distrito Audiovisual). Buenos Aires, 30 de maio de 2014

EXPO BIKE FOTOGRAFIAS (coletiva) – Exposição de fotografias do coletivo Baita Profissional e convidados, tendo a bicicleta como tema central. Fotografias P&B, captação e tratamento digital. Urban Arts Porto Alegre. Porto Alegre, 24 de abril de 2014 a 20 de maio de 2014

TRANS[ver] – O corpo não determina necessariamente a expressão da identidade de gênero. Todos (as) devem ser livres para moldá-lo, adaptá-lo e expressar a sua vivência interna. Patrocínio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento | Brasil. Fotografias coloridas, captação e tratamento digital. Pinacoteca da AJURIS. Porto Alegre, 29 de janeiro de 2013 a 21 de março de 2014

Clicks Cubanos – Cenas do cotidiano de Cuba, obtidas em cidades como Havana, Santa Clara e Trinidad. Fotografias em P&B, captação e tratamento digital. Galeria do Instituto Cervantes de Porto Alegre. Porto Alegre, 1 a 26 de junho de 2011. Galeria da Casa dos Bancários. Porto Alegre, 25 de outubro a 25 de novembro de 2011

Shiga e Rio Grande do Sul: a irmandade de dois povos (coletiva) – Imagens da Praça Shiga (Porto Alegre), realizadas no ano do seu 25o aniversário. Fotografias em P&B, captação e tratamento digital.
Espaço Cultural ESPM-RS Porto Alegre, 9 de novembro a 10 de dezembro de 2010

Praça Shiga – Imagens da Praça Shiga (Porto Alegre), realizadas no ano do seu 25o aniversário. Exposição integrante do calendário de eventos comemorativos ao centenário da Imigração Japonesa no Brasil, oferecido pelo Núcleo de Estudos Japoneses – NEJA, Instituto de Letras da UFRGS e Núcleo de Estudos do Patrimônio e Memória – NEP, da Pró-Reitoria de extensão da UFSM. Fotografias em P&B, captação e tratamento digital. Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, Rio Grande do Sul, 22 de novembro a 6 de dezembro de 2008

Venice Portraits – Retratos de habitantes de Venice Beach, Califórnia, realizados entre 1992 e 1995. Captação em filme 35mm, tratamento digital. Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano. Porto Alegre, 25 de agosto a 25 de setembro de 2008

Cenas de Porto Alegre – Fotografias de prédios e lugares típicos de Porto Alegre. Captação e tratamento digital. Livraria e Café Botequim das Letras. Porto Alegre, 19 de agosto a 9 de setembro de 2007

Luz e Alma (coletiva) – Imagens produzidas pelos participantes da Oficina Aferindo o Número do seu Sistema em Preto e Branco, ministrada por Ruy Varella. Casa de Cultura Mário Quintana. Porto Alegre, 1993

Sobre o CCCEV ( http://www.cccev.com.br )

Localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, a poucos metros da Praça da Alfândega, o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (CCCEV) se constitui em um equipamento a serviço das diversas expressões da arte.

A casa acolhe milhares de visitantes em atividades que englobam diferentes manifestações artísticas e formativas, como exposições, espetáculos cênicos e musicais, sessões de cinema, contação de histórias, cursos, seminários, oficinas, palestras, lançamento de livros, de filmes, debates. Enfim, o que de mais nobre se produz em termos de cultura no Estado passa pela casa, cumprindo ininterrupta agenda de iniciativa própria.

Gêmeos – Retratos por Fábio Rebelo

De 20 de novembro a 20 de dezembro

Sala O Retrato – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223

Horário de Visitação: Terça a sexta das 10h às 19hs | Sábados das 11h às 18h

Realização: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo / CEEE / Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Patrocínio: Casa de Cinema de Porto Alegre e Gráfica Editora Pallotti

Apoio: Clemente Design

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Exposições Fotox e Voo Solo inauguram no dia 09 de abril na Galeria Mascate

D.A.L(P)

Mostra individual de D.A.L. e coletiva com nove fotógrafos estreantes integram programação

Inauguram do dia 09 de abril às 19h as duas novas exposições na Galeria Mascate, indicada ao VIII Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria Destaque Espaço Institucional, Público ou Privado de Divulgação Artística.

Fotox é uma exposição de retratos fora de seu contexto original.  O médico e fotógrafo D.A.L. apresenta uma série de 12 fotografias de antes e depois de pacientes que passaram por procedimentos estéticos. Segundo o artista, “O registro da tentativa de paralisar o tempo, vivido como intervenção estética, leva-nos ao questionamento da própria fotografia”.

O doutor precisou esconder-se atrás da câmera, fazendo então nascer o artista, que na fotografia se reapropria do ato estetizante impresso no corpo. Deste modo, até para reforçar a fronteira entre técnica e arte, o médico decidiu amputar seu nome, cedendo ao artista suas iniciais, permitindo que elas atravessassem a ponte que a câmera foi capaz de erguer. Todos os registros foram autorizados pelos fotografados e pelo Conselho de Medicina.

No mesmo dia, inaugura também a mostra Voo Solo, que apresenta nove trabalhos de estreia de Gabriele Argenta, José L., Leonardo Savaris, Karine Viana, Rochele Ben Duarte, Fabio F. Martins, Vini Andrade, Rodrigo Scapini Meurer e Rafa Pires. Os artistas são alunos do Curso de Fotografia da Unisinos, apoiadora da exposição.

As duas mostras seguem até 18 de maio, com entrada franca. A Galeria Mascate funciona de terça a sábado, das 14h às 18h, na Rua Laurindo, 332.

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, o fotógrafo Tiago Coelho, o designer Régis Duarte criaram a Galeria Mascate em setembro de 2011.

O nome Mascate ficou sempre associado à imigração árabe no Brasil, resultante do grande contingente de imigrantes proveniente do Líbano e da Síria que se dedicaram a esta atividade.

Em menor número chegaram também ao Brasil imigrantes de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque.

A mascateação introduziu inovações que hoje são traços marcantes do comércio popular, como as práticas de alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, das promoções e das liquidações. Inicialmente os mascates visitavam as cidades do interior e as fazendas de café, levando apenas miudezas e bijuterias. Com o tempo e o aumento do capital, começaram também a oferecer tecidos, roupas prontas e outros artigos.

SERVIÇO

Fotox e Voo Slo

Inauguração

09 de abril, 19h

Mostra segue até 18 de maio

Entrada Franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De terça a sábado, das 14h às 18h

Barracoestudio.com.br

 

Exposição Trans[ver] inaugura no dia 29 de janeiro na Pinacoteca da AJURIS

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Inaugura no dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, a exposição Trans[ver], do fotógrafo Fábio Rebelo. Com 19 imagens, o projeto retrata pessoas que passaram pelo processo de externalização da sua identidade, exercendo sua liberdade através da modificação do corpo, das roupas e da postura, revelando outras formas de ser.

De acordo com Rebelo, “Trans[ver] mostra a alegria, autenticidade e a beleza de cada personalidade retratada, utilizando a imagem como um instrumento de transformação social contra um mundo de exclusões.” Ao longo de sete meses, a equipe teve a oportunidade de conviver com diferentes realidades, conhecendo histórias de luta, incompreensão e exclusão, mas também de aceitação e tolerância.

Segundo a advogada especializada em Direito Homoafetivo, Direito das Famílias e Sucessões, Presidenta da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Familia – IBDFAM, Maria Berenice Dias, o preconceito leva não só à exclusão social, mas também jurídica: “Travestis e transexuais, apesar de já terem acesso à redesignação, não dispõem de uma lei que autorize a mudança do nome e da identidade de gênero. Daí a necessidade de buscar a justiça, não sempre encontrando juízes com sensibilidade e coragem de deferir a alteração por falta de respaldo legal”, revela.

“Dos segmentos da população LGBT, travestis e transexuais são as maiores vitimas pela visibilidade de sua identidade de gênero. Em face disso são as pessoas mais discriminadas no ambiente doméstico, o que leva a serem expulsas de casa muito cedo. Sofrem a mesma rejeição fora do lar, o que gera prematura evasão escolar. Tudo isso contribui para o baixo índice de escolaridade que as coloca à margem do mercado de trabalho. Daí o significado desta bela iniciativa, que merece pleno apoio. Uma maneira sensível e bela de dar voz e vez a quem todos viram o rosto e a sociedade insiste em não ver.”

Para Saulo F. Macalós, Advogado da causa Homoafetiva, Membro do Observatório Contra Homofobia da AJURIS, Membro da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/RS, Diretor Chefe da FUNDACENTRO e Produtor Executivo da exposição, Trans[ver] é mais que um trabalho artístico, mas um resgate da auto-estima das Travestis e Transexuais: “O tema é de grande relevância no cenário nacional e o momento é de conquista de Direitos, e principalmente conquista de igualdade.”

Macalós é um dos muitos nomes envolvidos na construção do Estatuto da Diversidade Sexual, o maior arcabouço jurídico já escrito sobre os direitos da comunidade LGBTT’S. O texto foi escrito em 2011 e será apresentado ao Legislativo por iniciativa popular, tendo que reunir mais de um milhão e quatrocentas mil assinaturas no Brasil. “Hoje já temos mais de 200 mil assinaturas, o que já é um número significativo para sensibilizar o legislador de que a sociedade quer mudanças”, afirma. Dentre alguns itens, o Estatuto defende a garantia da troca de nome das travestis e transexuais, criminalização da homofobia, regulação da adequação sexual dos indivíduos transexuais, direito ao casamento e carícias públicas como qualquer casal heteroafetivo, assim como garantias do Direito Trabalhista, como a mudança da nomenclatura da Licença Maternidade para Licença Natalidade, onde casais do mesmo sexo que adotam uma criança possam ter 180 dias de licença para a chegada de seu filho.

Para Marcelly Malta, Coordenadora da Igualdade RS, Presidenta do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre e Vice-Coordenadora do Comitê Estadual Contra a Tortura, o projeto apresenta uma possibilidade de transformação do imaginário da população: “O caráter visual desse projeto é de fundamental importância para dar visibilidade ao corpo travesti enquanto representatividade identitária. É importante desmistificar, desestabilizar e ressignificar a figura da travesti em nossa sociedade. Grande parte do preconceito se apoia na imagem limitada e estereotipada que habita o imaginário coletivo do que é ser uma travesti. Esse ensaio fotográfico permite que a população entre em contato com uma realidade mais abrangente do que seja a existência travesti o que, dessa forma, pode contribuir com a diminuição do preconceito que incide sobre esse público”.

O projeto tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD Brasil e Realização da AJURIS. Os registros foram produzidos durante 2013, com apoio da Igualdade RS e Observatório Contra Homofobia da AJURIS.

O Salão do Paul, de Paulo Azevedo Araújo, é o responsável pelos cabelos, maquiagem de Deborah VonPeters, Déby Marques e Juliane Senna. Vander Corrêa assina a produção de moda.

A mostra fica em cartaz na Pinacoteca da AJURIS até 14 de março, de segunda a sexta-feira, com entrada franca. Em janeiro, a Pinacoteca funciona das 09h às 19h, e em fevereiro e março, das 09h às 21h.

Saiba mais

Fábio Rebelo

Fotógrafo baseado em Porto Alegre, RS. Começou a fotografar em 1983. Suas fotografias apareceram em publicações como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Veja, IstoÉ, Rolling Stone (Brasil), Guitar Player (Brasil), Photo (França) e Photo Magazine (Brasil). Além de projetos autorais, faz trabalhos publicitários e atua como fotógrafo de cena, tendo participado de inúmeras produções para cinema e televisão.

Exposições:

Clicks Cubanos – 2011

Shiga e Rio Grande do Sul: a irmandade de dois povos (coletiva) – 2010

Praça Shiga – 2008

Venice Portraits – 2008

Cenas de Porto Alegre – 2007

Luz e Alma (coletiva) – 1995

 

Igualdade RS

Fundada em 25 de maio de 1999, estruturada com trabalho de voluntários/ativistas, pessoas que vivem a realidade de ser travesti e transexual, a Igualdade vem realizando ao longo de seus catorze  anos de existência grupos sistemáticos semanais  e intervenções nos locais de prostituição, divulgando seu trabalho e buscado a melhoria das condições de vida e saúde, o respeito e a efetivação dos direitos humanos para as travestis. A associação conta com apoio  de outros profissionais das áreas jurídica, administrativa e psicológica. A Igualdade cresceu tornando-se referência entre sua população  de travestis e transexuais  em Porto Alegre e no  Estado do RS.

PNUD

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é a rede de desenvolvimento global da Organização das Nações Unidas. O PNUD faz parcerias com pessoas em todas as instâncias da sociedade para ajudar na construção de nações que possam resistir a crises, sustentando e conduzindo um crescimento capaz de melhorar a qualidade de vida para todos. Presente em 177 países e territórios, o PNUD oferece uma perspectiva global aliada à visão local do desenvolvimento humano para contribuir com o empoderamento de vidas e com a construção de nações mais fortes e resilientes.

Observatório Contra a Homofobia da AJURIS

Criado em 2012, o Observatório Contra Homofobia é uma iniciativa da AJURIS em defesa da diversidade sexual. O Observatório é um movimento aberto de luta contra a discriminação pela orientação sexual e em razão da identidade do gênero. O grupo fiscaliza a implementação de políticas públicas pelo Estado, além de colaborar com elas pelo fim da descriminação. Reunindo entidades governamentais e da sociedade civil, seu objetivo é o de acompanhar a apuração de práticas delitivas e ações discriminatórias envolvendo o grupo LGBT. Além disso, fiscaliza e fomenta as ações do Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia, que será criado pelo Governo do Estado.

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Abertura dia 29 de janeiro, às 19h30

Pinacoteca da AJURIS – Rua Celeste Lobato, 229 – Praia de Belas

De Segunda a Sexta-Feira, com entrada franca

Em janeiro, das 09h às 19h, em fevereiro e março, das 09h às 21h.

Até 14 de março

Exposição individual de Tiago Coelho e coletiva com artistas argentinos inauguram no dia 11 de dezembro na Galeria Mascate

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“É tudo teatro” e “La Movida Argentina” seguem em cartaz até o dia 25 de janeiro.

Inauguram no dia 11 de dezembro duas novas exposições da Galeria Mascate. “La Movida Argentina” traz seis artistas do país vizinho. Tiago Coelho começou cedo fazendo vídeos caseiros na infância tendo os primos no elenco. Pensou que seria ator, mas logo percebeu que o encanto estava atrás das câmeras.  Formou-se então em cinema e já no início do curso percebeu que sua vocação estava na fotografia. Durante a graduação apaixonou-se pela fotografia analógica documental. Na Escola de Fotografia de Madri descobriu o digital no “documentário contemporâneo” e o quanto gostava de fazer parte e inserir-se no universo dos fotografados. Na volta ao Brasil driblou o preconceito que tinha com as fotos de moda e foi além, trazendo seu olhar documental para os ensaios que começou a produzir para estilistas. Veio o sucesso do documentário fotográfico Dona Ana, com individuais em espaços no Brasil e Argentina.

Na sequência o projeto A Voz da Roupa completou o encontro entre documental e ficcional com dípticos de trabalhadores que já entraram no imaginário da cidade que escolheu pra viver, Porto Alegre. A exposição já viajou da América latina a Rússia.

No dia onze, Tiago apresenta sua primeira individual na galeria que criou há dois anos com o parceiro Régis Duarte. É Tudo Teatro ocupará o térreo da Mascate e faz parte desse jogo de produzir histórias com imagens da realidade mais pura.

Coelho questiona em 13 retratos de figurantes e atores profissionais e amadores de terceira idade, até que ponto estamos interpretando e sendo nós mesmos. Os retratados, na sua maioria aposentados, vivem uma experiência paralela em uma fase madura da vida e as fotos mostram isso. Cada um com suas histórias pessoais, mas integrados por um ponto. Quem decide enfrentar público ou câmeras já na terceira idade não está nem aí com a crítica externa. Essa auto suficiência é o cerne captado com maestria por Coelho.

Já na mostra de artistas argentinos, os pioneiros do fotógrafo Nazareno Russo são destaque. No ano de 2001 um grupo de vizinhos da localidade de Gerli na Província de Buenos Aires se reuniu para criar o Movimento pela Autonomia de Gerli com a finalidade de dar um marco formal pela luta de emancipação da localidade. Em 2009, como parte dos festejos pelo centenário de Gerli, surge a ideia de retratar os vizinhos mais antigos, representativos e ilustres da localidade, os nascidos e criados, “os pioneiros” que foram povoando o bairro. Nesses retratos, onde eles posam em frente a suas casas ou em frente às instituições que eles mesmos fundaram, se pode observar as diferenças individuais nos rostos e nas edificações, mas em seu conjunto, se nota uma identidade própria, de um sentimento de pertencimento territorial e comunitário. Mas acima de tudo se pode apreciar o orgulho de poder lutar por algo que lhes parece justo como a independência do Município.

Outra fotógrafa participante da mostra é Karina Azaretzky com a série “El jardín” que recentemente foi publicada na New Landscape Photography. Karina é de Tucuman, região que é conhecida como o pulmão da Argentina. Essa série de um verde exuberante não é o trabalho mais recente de Karina, mas chamou a atenção dos curadores da Mascate. Faz parte também Estela Izuel com seus cine teatros. A fotógrafa de La Plata viajou por todo o país registrando os cine teatros com suas diferenças arquitetônicas e de conservação e o resultado é impactante, de uma plasticidade e de um vazio que transmitem silêncio.

“La Movida Argentina” conta também com Alejando Gulminelli e sua fotografia P&B sensível e intrigante. Gulminelli foi o vencedor do “Foro Latinoamericano de Portfolios 2013 na cidade de Buenos Aires”

No campo do desenho e da pintura entram Ariel de La Vega, um jovem argentino, com carreira internacional que estudou pintura, desenho, restauração e conservação de arte na tradicional “Scuola di Belle Arti di Verona” na Italia e Omar Isse, outro expoente da nova geração de pintores com uma pincelada nervosa, que capta a atenção pelo impacto de seus retratos desconstruídos a la Francis Bacon, mas com toda uma identidade característica da pintura moderna argentina.

No mesmo dia, Régis Duarte lança coleção de verão intitulada “Alta Costura de Quintal”, com vestidos e tops. A inspiração veio das frutas, com estampas de abacates e abacaxis, além de aplicações de rendas e bordados. As imagens da coleção foram produzidas pelos alunos do curso de fotografia da Unisinos.

As mostras seguem até 25 de janeiro, com entrada franca. A Galeria Mascate funciona de terça à sábado, às 14h às 18h, na Rua Laurindo, 332.

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, o fotógrafo Tiago Coelho e o designer Régis Duarte criaram a Galeria Mascate em setembro de 2011.

O nome Mascate ficou sempre associado à imigração árabe no Brasil, resultante do grande contingente de imigrantes proveniente do Líbano e da Síria que se dedicaram a esta atividade.

Em menor número chegaram também ao Brasil imigrantes de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque. A mascateação introduziu inovações que hoje são traços marcantes do comércio popular, como as práticas de alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, das promoções e das liquidações. Inicialmente os mascates visitavam as cidades do interior e as fazendas de café, levando apenas miudezas e bijuterias. Com o tempo e o aumento do capital, começaram também a oferecer tecidos, roupas prontas e outros artigos.

SERVIÇO

La Movida Argentina e É Tudo Teatro

Inauguração e lançamento coleção “Alta Costura de Quintal” de Régis Duarte

 11 de dezembro, 19h

Mostra segue até 25 de janeiro

Entrada Franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De terça a sábado, das 14h às 18h

Barracoestudio.com.br

 

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