Parcialmente Nublado, Retratos de um Cozinheiro e Nuvem integram a programação comemorativa aos quatro anos do espaço
Na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, às 19h, a Galeria Mascate inaugura três novas mostras: Parcialmente Nublado, de Tiago Coelho e Régis Duarte, Retratos de um Cozinheiro, de Junior Schmitz, e Nuvem. de Alexandre Carvalho. O evento marca os quatro anos de inauguração do espaço.
A previsão do tempo é uma tentativa do homem de apropriar-se do ciclo vital. A chuva quase sempre complica a vida na metrópole, é desejo da lavoura seca e uma estraga prazeres na praia. Em Parcialmente Nublado, o céu avisa que vem água e os veranistas de Tramandaí parecem indiferentes como se a tempestade fosse apenas o fundo infinito de um estúdio imaginário. Um vai e vem eclético de corpos urbanos a caminho do mar. O projeto é o mais recente trabalho de Tiago Coelho e Régis Duarte, que assinam o desenvolvimento de imagens (vídeo e fotografia) no Barraco, espaço de criação localizado em Porto Alegre. Juntos coordenam a Galeria Mascate e desenvolvem ensaios que dialogam a fotografia documental com a ficção. Parcialmente Nublado foi finalista no 6º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografias em Belém do Pará.
A Galeria Mascate completa quatro anos mantendo os mesmos propósitos de sua abertura: a troca de experiências e processos criando um diálogo entre arte, design, moda e música. Na abertura desta sexta, o cozinheiro Junior Schmitz apresenta Retratos de um Cozinheiro, uma série de colagens realizadas em seu último ano enquanto trabalhou como modelo em Nova York. São retratos roubados em preto e branco que recebem inserções de recortes com formas orgânicas e um certo erotismo. A sala preparada para mostra abrigava um antigo depósito da galeria e agora recebe espaço expositivo nos fundos do prédio.
A monotipia é o conceito básico e parte do processo de criação do artista visual e escritor Alexandre Carvalho na mostra Nuvem. Criando manchas na “tela” a partir de suportes variados, que vão desde vidro, acrílico e papel até metal, pedra, borracha e gelatina, Carvalho mistura tintas – as mesmas são colocadas sobre um suporte e em seguida, sobre a “tela”, ou a tela sobre o suporte. Ao repetir o processo diversas vezes e com variados pigmentos, surgem acidentalmente algumas figuras. A partir daí começa uma nova etapa do trabalho, onde através de suas percepções emocionais, reconhece formas, como nos tempos de infância nas descobertas de figuras nas nuvens do céu. “Cada obra é como um filho que vai para o mundo. Nós artistas não temos controle sobre elas. Assim como não se pode ter controle sobre os filhos. Quando ela abre espaço; ‘desformata-se’ para se ‘reformatar’ individualmente. Assim como os sentimentos que não se deixam imitar”.
A abertura também conta com o lançamento da nova coleção da marca Régis Duarte, Archivo. As exposições vão até dia 16 de outubro, com entrada franca. A Galeria Mascate funciona na Rua Laurindo, 332, Bairro Santana, de terça a sábado, das 14h às 18h.
Saiba Mais
Galeria Mascate
Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, o fotógrafo Tiago Coelho, o designer Régis Duarte criaram a Galeria Mascate em setembro de 2011.
O nome Mascate ficou sempre associado à imigração árabe no Brasil, resultante do grande contingente de imigrantes proveniente do Líbano e da Síria que se dedicaram a esta atividade.
Em menor número chegaram também ao Brasil imigrantes de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque. A mascateação introduziu inovações que hoje são traços marcantes do comércio popular, como as práticas de alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, das promoções e das liquidações. Inicialmente os mascates visitavam as cidades do interior e as fazendas de café, levando apenas miudezas e bijuterias. Com o tempo e o aumento do capital, começaram também a oferecer tecidos, roupas prontas e outros artigos.
SERVIÇO
Parcialmente Nublado, Retratos de um Cozinheiro e Nuvem
Inauguração
11 de setembro, 19h
Com lançamento da coleção Archivo de Régis Duarte
Mostras seguem até 16 de outubro
Entrada Franca
Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS
De terça a sábado, das 14h às 18h
Barracoestudio.com.br
Projeto que percorreu Belém e Belo Horizonte será apresentado em Porto Alegre no dia 20 de junho
O projeto colaborativo As cidades descaradas, criado pela artista visual Viviane Gueller, que faz um mapeamento de situações ordinárias capturadas da vida cotidiana, promove dia 20 de junho, das 18h às 20h no Vila Flores (Rua São Carlos, 765) o lançamento de uma publicação com distribuição gratuita, resultado das intervenções realizadas em Belém e Belo Horizonte no primeiro semestre de 2015.
À tarde, na mesma data, o público poderá participar de oficina aberta ao público das 14h às 17h, cuja proposta é a construção de narrativas que recontextualizam e ressignifiquem o cotidiano em escutas e imagens através de situações de derivas e conversas. As inscrições podem ser feitas através do link para o formulário: http://goo.gl/forms/2V36Yiu2Kw.
Em Belém, a artista realizou intervenção em uma das bancas do Mercado Municipal de Carne Francisco Bolonha com três televisões de tubo. O projeto seguiu para Belo Horizonte em dois espaços centrais da cidade: a fachada digital do Espaço do Conhecimento UFMG e o Sesc Palladium. Diferentemente da proposição em Belém, onde a intervenção ocorreu durante um dia, em Belo Horizonte foram feitas inserções ao longo da programação diária dos espaços culturais.
Viabilizado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 11ª edição, As cidades descaradas iniciou sua trajetória através do trabalho de Viviane, que garimpa e edita imagens e sons, colecionando um arquivo audiovisual de situações inusitadas, para então propor intervenções urbanas, devolvendo o trabalho para o lugar onde ele nasceu. Um olhar mais atento ao imediato, à familiaridade e estranheza da rotina das cidades e seus locais de circulação cotidiana. Em 2012, a artista criou uma série de pílulas sonoras que foram veiculadas na Mobile Radio da 30ª Bienal de São Paulo. Em 2013, seguindo o conceito de pílulas sonoras, apresentou a intervenção Elevação Sonora nos elevadores do MACRS (Museu de Arte Contemporânea/Casa de Cultura Mario Quintana), em Porto Alegre. Em 2014, as pílulas surgiram em versão audiovisual, veiculadas em uma TV no Café do Cofre do Santander Cultural.
As cidades descaradas deu continuidade a esses trabalhos em Belém e Belo Horizonte. Em cada uma das cidades escolhidas, uma artista-anfitriã recebeu a artista e o projeto. Em Belém, Flavya Mutran; em Belo Horizonte, Janaína Rodrigues.
Assim como as intervenções que ocorreram em Porto Alegre, nas demais cidades essas escolhas tiveram relações circunstanciais com os lugares por onde a artista-anfitriã circula e por seus grupos de convivência a partir de uma reflexão sobre estes espaços de espera e trânsito, espaços públicos de entremeio que são compartilhados, possibilitando novos encontros e abordagens. Ao final do roteiro, a artista apresenta em Porto Alegre os resultados do projeto. Leandro Selister assina a identidade visual e Tula Anagnostopoulos a edição dos aúdios e vídeos.
Para mais informações, acesse: https://www.facebook.com/ascidadesdescaradas
Saiba Mais
Viviane Gueller é artista visual e jornalista, mestre em Poéticas Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. (2012-2014). Em 2014, foi indicada como destaque em mídias tecnológicas para o VIII Prêmio Açorianos de Artes Plásticas e contemplada pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11ª edição. Em 2012, fez uma série de inserções sonoras para a Mobile Radio da 30ª Bienal de São Paulo. Fez parte de exposições coletivas e individuais em Porto Alegre, São Paulo, Brasília, Belém e Espanha. Recebeu o prêmio de incentivo à criatividade no 16º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre e foi selecionada para 58º Salão de Abril (Ceará), 29º Salão do Pará, 2º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia (Pará). Foi mapeada para o Projeto Rumos Itaú Cultural, ministrou uma oficina no projeto Mapas Práticos da 7ª Bienal do Mercosul (2009), no qual participou com sua proposição autoral de arte-reportagem. Bacharel em comunicação social, trabalhou para os jornais Zero Hora, Gazeta Mercantil e Grupo Folha-SP; para as revistas Cult e Vejinha-SP; para a rádio FM Cultura, o Site PrimaPágina e o Portal Setor 3 do Senac SP, além de atuar em assessoria de comunicação. Passou uma temporada em Nova York na Rádio e TV das Nações Unidas onde trabalhou na Divisão de Mídia – Vídeo e Produção Audiovisual e Unidade de Rádio Latino-Americana. Foi a responsável pela concepção e produção do Terravista, espaço cultural em Porto Alegre que integrava livraria, local para debates e saraus, galeria de arte e cafeteria, considerado pela crítica especializada lugar das discussões e ações culturais mais modernas da cidade e referência cultural do renascimento da Cidade Baixa (1998-2000).
As cidades descaradas
Oficina – 20/06/2015 das 14h às 17h – Inscrições pelo link: http://goo.gl/forms/2V36Yiu2Kw
Lançamento da publicação – 20/06/2015 das 18h às 20h
(ambos eventos são gratuitos e abertos ao público)
Vila Flores – Rua São Carlos, 765











