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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

dezembro 2016

Museu de Contrastes inaugura neste sábado no LabART 760

 

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Última mostra do ano conta com obras de 14 artistas

 

Inaugura neste sábado, 11 de dezembro, no LabART 760, a última exposição de 2016 do espaço, Museu de Contrastes – Experiência 5. Construída com antiguidades, colecionáveis de períodos e lugares diversos, e obras de arte moderna e contemporânea, que serão exibidos lado a lado a partir de mecanismos de justaposição. Estes mecanismos permitem que se realizem novas abordagens dos diversos sentidos que os objetos carregam, seu caráter funcional e seu valor simbólico.

A exposição, com curadoria de Gaudêncio Fidelis, foi organizada levando em consideração um conjunto de objetos que normalmente compõe o espaço hierárquico da residência privada. Estruturado historicamente como uma disposição patriarcal da normatividade e da ordem, os diversos ambientes que compõe uma residência equivalem em essência à decoração de interiores necessária para preenche-los e ornamenta-los, considerando ainda o estabelecimento de uma ordem comunicativa (que assinala a classe a quem pertencem) assim como as normas do espaço doméstico e como se pressupõe agir dentro delas. Essa ordem patriarcal articulada através da disposição dos ambientes, determina regras de comportamento e um ritual específico de circulação que pode ser caracterizado como essencialmente normativo. Qualquer fuga desta hierarquia pode ser considerada como excentricidade.

Museu de Contrastes – Experiência 5 busca constituir uma biografia afetiva dos objetos, para além de sua proveniência, ao mesmo tempo que busca formular um “manual de contrastes”, através de um conjunto de estratégias de justaposição que desafiam o senso comum da lógica de exibição convencional. “Podemos dizer que este manual de contrastes é a parte da exposição que trata da introdução de novos modelos de curadoria, que sejam capazes de construir um campo de conhecimento e reflexão para uma história de exposições”, afirma Fidelis.

O que está em questão em Museu de Contrastes é uma sociologia dos objetos e seu impacto simbólico no universo da cultura. A decoração de interiores, por exemplo, causou um enorme impacto nos modos de exibição de obras que foram historicamente utilizados, mas o contrário também é verdade. O interior minimalista surgiu a partir de seus desdobramentos na arte contemporânea no início dos anos de 1960. “Um dos aspectos que esta exposição busca evidenciar são os conflitos que podemos vislumbrar desse agenciamento, entre a função dos objetos, e seu aspecto decorativo, transformados no tempo pela experiência da decoração de interiores e a adição de valor histórico”, conta.

A mostra conta com 15 obras de artistas como Antônio Augusto Bueno, Ana Norogrando, Carlos Trevi, Cibele Vieira, Fábio Del Ré, Gilda Vogt, Leandro Machado, Mário Röhnelt, Otto Sulzbach, Pedro Weingärtner, Ricardo Giuliani, Sandro Ka, Tânia Resmini e Tony Camargo, além da inclusão de antiguidades e objetos colecionáveis.

A mostra coletiva conta com empréstimos de galerias, antiquários, e coleções públicas e privada e segue em cartaz até 11 de março de 2017. O LabART  760 funciona de segunda a sexta-feira das 14h às 18h, e aos sábados, das 10h às 15h, na Rua Marechal Floriano, 760.

Museu de Contrastes – Experiência 5

Com obras de:

Ana Norogrando

Antônio Augusto Bueno

Carlos Trevi

Cibele Vieira

Fábio Del Ré

Gilda Vogt

Leandro Machado

Mário Röhnelt

Otto Sulzbach

Pedro Weingärtner

Ricardo Giuliani

Sandro Ka

Tânia Resmini

Tony Camargo

Com inclusão de antiguidades e objetos colecionáveis

Gaudêncio Fidelis (Brasil, 1965) é curador e historiador de arte, especializado em arte brasileira, moderna e contemporânea e arte das américas. É mestre em arte pela New York University (NYU) e doutor em História da Arte pela State University of New York (SUNY) com a tese The Reception and Legibility of Brazilian Contemporary Art in the United States (1995-2005). Foi fundador e primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul em 1992. Publicou entre outras obras Dilemas da Matéria: Procedimento, Permanência e Conservação em Arte Contemporânea (MAC-RS, 2002); Uma História Concisa da Bienal do Mercosul (FBAVM, 2005) e O Cheiro como Critério: em Direção a uma Política Olfatória em Curadoria (Chapecó: Argos, 2015). Entre 2004 e 2005 foi curador-adjunto da 5a Bienal do Mercosul. É membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico Brasileiro do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS (2011-2014) e Curador-chefe da 10a Bienal do Mercosul (2014-2015).

Museu de Contrastes – Experiência 5 – Conceito

A exposição Museu de Contrastes é construída com antiguidades, colecionáveis de períodos e lugares diversos, e obras de arte contemporânea, exibidos lado a lado a partir de mecanismos de justaposição. Estes mecanismos permitem que realizemos novas abordagens dos diversos sentidos que os objetos carregam, seu caráter funcional e seu valor simbólico. Através destes mecanismos a realidade material dos objetos também torna-se evidente, e as obras de arte contemporâneas colocadas em confronto com eles buscam revelar a existência em ambos os casos de suas características simbólicas e sua problemática conceitual. O atrito provocado pelo confronto, possibilita assim, a investigação de uma existência muitas vezes obscurecida pelo hábito do olhar, que acostumado com a rotina, não nos permite ver muitas vezes determinados aspectos de um objeto, a menos que um segundo ou terceiro objeto ative sua constituição obscurecida.

Museu de Contrastes busca constituir uma biografia afetiva dos objetos, para além de sua proveniência, ao mesmo tempo que busca formular um “manual de contrastes”, através de um conjunto de estratégias de justaposição que desafiam o senso comum da lógica de exibição convencional. Podemos dizer que este manual de contrastes é a parte da exposição que trata da introdução de novos modelos de curadoria, que sejam capazes de construir um campo de conhecimento e reflexão para uma historia de exposições.

A exposição foi construída levando em consideração um conjunto de objetos que normalmente compõe o espaço hierárquico da residência privada. Estruturado historicamente como uma disposição patriarcal da normatividade e da ordem, os diversos ambientes que compõe uma residência equivalem em essência à decoração de interiores necessária para preenche-los e ornamenta-los, considerando ainda o estabelecimento de uma ordem comunicativa (que assinala a classe a quem pertencem) assim como as normas do espaço doméstico e como se pressupõe agir dentro delas. Essa ordem patriarcal articulada através da disposição dos ambientes, determina regras de comportamento e um ritual específico de circulação que pode ser caracterizado como essencialmente normativo. Qualquer fuga desta hierarquia pode ser considerado como excentricidade.

Em 1968 Jean Baudrillard publicou seu livro Le système des objets (Editions Gallimard), uma exaustiva abordagem teórica dos aspectos socioculturais e históricos do objeto a partir de uma crítica da cultura moderna de consumo. Baudrillard nos mostra que um “sistema dos objetos” pode ser construído a partir de sua “funcionalidade”, “disfuncionalidade” e de uma “metafuncionalidade” que lhe é atribuída na construção do valor simbólico. Em seu livro Baudrillard aborda as antiguidades como uma categoria “marginal” ou seja, à parte do universo dos objetos, uma vez que estes incorporam o significado do tempo como função, carregando o que ele chama de “mito da origem”. Entretanto, como assinala Baudrillard, o objeto antigo tem um impacto enorme sobre a modernidade, pois ele altera a nossa percepção de tempo daquela da praticidade para a de puro significado, que ele considerou como carregando assim a “significação do tempo”.

Na exposição Museu de Contrastes, está em questão uma sociologia dos objetos e seu impacto simbólico no universo da cultura. A decoração de interiores, por exemplo, causou um enorme impacto nos modos de exibição de obras que foram historicamente utilizados, mas o contrário também é verdade. O interior minimalista surgiu a partir de seus desdobramentos na arte contemporânea no início dos anos de 1960. Um dos aspectos que esta exposição busca evidenciar são os conflitos que podemos vislumbrar desse agenciamento, entre a função dos objetos, e seu aspecto decorativo, transformados no tempo pela experiência da decoração de interiores e a adição de valor histórico. Objetos servem como intercessores entre o indivíduo e o espaço. Sua relação com a vida cotidiana é mediada pela sua capacidade de inscrever um caráter de tempo e assim atribuir valor aos objetos como forma de relacioná-los ao universo da experiência com a história. Sejam eles históricos ou contemporâneos, estas características encontram-se implícitas em sua própria existência.

A exposição conta com empréstimos de galerias, antiquários, e coleções públicas e privadas.

De 11 de dezembro de 2016 a 11 de março de 2017

LabART 760 – Rua Marechal Floriano, 760 – Centro Histórico, Porto Alegre

Horário:

Seg-Sex: 14h-18h

Sáb: 10h-15h

Contato: labart760@gmail.com

Telefone: (51) 35162259

 

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Open Feira de design promove sua última edição de 2016 no dia 10 de dezembro

 

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Evento comemora um ano de existência com 40 expositores reunidos no Pátio Ivo Rizzo

 

A Open_Feira de Design reunirá no sábado, 10 de dezembro, no bairro Moinhos de Vento, mais de 40 marcas do design autoral nas áreas de mobiliário, decoração, acessórios, vestuário, brinquedos, pet, entre outras. Esta é a última edição de 2016, quando completa um ano de projeto. retornando à programação no Pátio Ivo Rizzo em março de 2017. De acordo com a curadora da feira, Camila Farina, o tema da Open #11 quer trazer a celebração do Natal, mas sugerindo um momento de reflexão: Vamos nos (re)unir mais? Vamos ser mais tolerantes com as diferenças e ajudar o próximo como forma de crescermos todos juntos, ainda mais? A feira de dezembro marca a última edição mensal, que acontece de março a dezembro no Pátio Ivo Rizzo. Sendo assim, temos muito, muito a agradecer a todos os que estiveram com a gente e também precisamos comemorar essa conquista – nunca achamos que ia dar certo, simplesmente pensamos que Porto Alegre precisava de uma feira de design e fizemos uma”, declara.

A edição 11 fecha um ciclo e celebra a coexistência, como propõe o convidado de design gráfico Vini Marques, em um projeto visual incrível que mostra a representação de diversas religiões e crenças em harmonia. Este é um dos maiores objetivos do projeto: promover encontros harmônicos e presentear a cidade com mais Open_Feira de Design no ano que vem. Realizada sempre no segundo sábado do mês, no Pátio Ivo Rizzo, na Rua Félix da Cunha 1213, o evento busca apresentar ao público produtos com foco em projetos originais, além de incentivar o mercado do design independente. Todos os expositores passam por uma curadoria de design organizada por Camila, diretora da Maria Cultura, que também é professora de Design em cursos de graduação e pós-graduação. A curadoria garante que exista sempre uma rotatividade das marcas, ou seja, nenhuma edição é igual a outra. Além dos expositores de design, a Open apresenta sempre expositores com opções gastronômicas e cerveja artesanal.

A Rádio Unisinos FM, parceira do evento, marca presença durante o dia, comandando trilha sonora. Nesta edição a Unisinos convida a marca Amarallina da ex-aluna Sofia Britto: “Amarallina nasceu da vontade de traçar histórias e sentimentos através do bordado. Acreditamos que a roupa pode ser uma extensão do corpo humano, uma segunda pele, e que podemos nos comunicar através do que vestimos. Sendo assim, porque não ter uma peça de roupa que conte as suas vivências”. O maior elemento de estilo da marca é o bordado, sempre único, com peças de design simples, com modelagens confortáveis e cores neutras, com uma produção embasada nos princípios do slowfashion, com a confecção feita inteiramente por Sofia. http://www.amarallina.com/ | www.facebook.com/amrllina

A cada edição a Open convida um designer para desenvolver seu conceito visual. O projeto gráfico desta edição foi desenvolvido pelo designer Vini Marques, trazendo uma proposta inspirada na intolerância religiosa e no desejo que a gente possa coexistir sem brigas e sem guerras, que a gente aprenda a ouvir o que o outro tem a dizer e que a gente aprenda a se respeitar mais. Então, de uma maneira harmônica, o designer uniu as religiões mais expressivas do mundo (Cristianismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo e hinduísmo) representados com seus símbolos. Em primeiro plano, vemos um homem e uma criança, representando esse entendimento e consciência de cada cultura religiosa. A Open_Feira de Design tem entrada franca e ocorre das 11h às 20h, sempre no segundo sábado do mês. Existe possibilidade de troca de data em caso de chuva.

Fique por dentro da programação: openfeiradesign.com | facebook.com/openfeiradesign

Marcas confirmadas:

53 Decor

About:Blank Clothing

AE cerâmicas

Amarallina

Bianca Leal acessórios

Brandolt Store

Carol W

Cave Design

Claudia Casaccia

Côté

CRISTINA ESPINOZA

Draisiana

Fernanda Sica comfort clothes

Fran Fabrique

galeria hipotética

Graziela Marcondes

Haikai T-Shirt

Horta de Algodão

Idea.602 // Studio Criativo

Juliana Valadares

Lucas Moraes

Le Petit PôA

Littlefant

Matagal

Matiz

Miniatura para Meninas

mofo

Petrel

Pic Nic – Felicidade em Família

Preza

Squame

SUEKA

Tal Mãe, Tal Filha

Verlauf Design

ViraLua

Vitória Cuervo

 

Para beber:

Lhama Beer

WineStation

Tea Shop Brasil

 

Para comer:

Cia das Empadas

// Manifesto pelo Design // Queremos design. Queremos produtos que contem histórias e que assim colaborem com as nossas. Queremos estimular o consumo consciente. Queremos causar surpresa com presentes que sejam úteis. E além de tudo queremos incentivar novos criadores abrindo espaço para novos fluxos econômicos. Queremos fazer parte da mudança e conviver com pessoas que também pensem como a gente. // Fale com a gente open@mariacultura.com.br

 

// Serviço – Open_Feira de Design #11

Onde: Pátio Ivo Rizzo (Félix da Cunha, 1213 – Moinhos de Vento)

Quando: Sábado, 05 de dezembro, das 11h às 20h Entrada gratuita

// Mais informações http://www.openfeiradesign.com https://www.facebook.com/openfeiradesign/

https://www.facebook.com/events/564533113756672/

 

// Sobre a Maria Cultura

A Maria Cultura é uma agência cultural que trabalha no desenvolvimento de projetos culturais. Especializada em áreas da cultura urbana como moda, design, artes visuais em geral, projetos ao ar livre, além de atender marcas como Lojas Pompéia, Unisinos, Duocasa, em função do patrocínio a projetos, faz a gestão da programação do Pátio Ivo Rizzo e tem no currículo iniciativas de sucesso como o carnaval Maria do Bairro, Pixel Show, Cut&Paste, Maratona Mude e diversas exposições como Mais Tempo Que lugar (Goethe Institute/Usina do Gasômetro), Transfer_cultura urbana_arte contemporânea(Santander Cultural), Italian Genius Now Brasil (Santander Cultural), Vinte(ver)Quintana (Shopping Praia de Belas), Imagina Erico (Shopping Praia de Belas).

 

 

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Cia de Flamenco Del Puerto apresenta espetáculo Milagros no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa

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Montagem conta com a participação do corpo de baile formado pelos alunos da escola, além dos artistas da companhia, no dia 11 de dezembro

 

A Cia de Flamenco Del Puerto, que concorre nesta semana a nove categorias do Prêmio Açorianos de Teatro 2016 com o espetáculo “Flamenco Imaginário”, apresenta sua mais recente montagem no domingo, 11 de novembro, às 20h, no Teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa. Milagros é o resultado da criação coreográfica, pesquisa do movimento e da linguagem flamenca desenvolvidos durante 2016 pelos artistas do grupo e os alunos da escola. O espetáculo conta com a participação do corpo de baile formado pelos alunos do centro de formação da Del Puerto, além dos artistas da companhia e de artistas convidados.

A Escola e Companhia de Flamenco Del Puerto foi fundada em 1999 e desde então realiza um intenso trabalho de pesquisa técnica, expressiva e histórico-cultural que envolve a Arte Flamenca. A companhia já circulou por todo o país com suas montagens, recebeu prêmios e indicações, entre eles troféus Açorianos de Dança em 2008, 2012 e 2014, o Prêmio Funarte Klauss Vianna 2013 e o Prêmio de Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena em 2015. Atualmente a Companhia está em circulação com o espetáculo para crianças, “Flamenco Imaginário”, indicado em nove categorias do troféu Tibicuera de teatro infanto-juvenil, no Prêmio Açorianos de Teatro 2016.

A apresentação de Milagros ocorre às 20h, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa (Av. Independência, 75), com ingressos a R$ 60,00 e descontos para idosos, estudantes, artistas e funcionários da Santa Casa. As entradas podem ser adquiridas antecipadamente na sede da Del Puerto (Av. Cristóvão Colombo, 752). No dia do espetáculo, a bilheteria abre uma hora antes da apresentação. Informações: www.facebook.com/delpuertoflamenco | (51) 3028-4488.

Milagros

11 de dezembro, domingo, 20h | Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa – Av. Independência, 75 – estacionamento no local
Ingressos: R$60,00 inteira | R$30,00 (idosos, estudantes, artistas e funcionários da Santa Casa)
Ponto de venda antecipada: Del Puerto – Av. Cristóvão Colombo 752

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
REALIZAÇÃO: Del Puerto Produções e Centro Histórico-Cultural Santa Casa

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Pulso chega a Porto Alegre com apresentações de 09 a 18 de dezembro na Usina do Gasômetro

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Estrelado por Elisa Volpatto, espetáculo é um solo sobre a vida e obra de Sylvia Plath

 

Após estrear e promover mais duas temporadas em São Paulo este ano, a gaúcha Elisa Volpatto chega a Porto Alegre com o Vulcão [criação e pesquisa cênica] para as apresentações de Pulso, dirigido por Vanessa Bruno, entre 09 e 18 de dezembro, de quinta a domingo sempre às 20h, na sala 503 da Usina do Gasômetro.

Pulso é uma pesquisa e criação teatral a partir da vida e obra do ícone da Poesia Confessional norte-americana, Sylvia Plath, construído das indagações da diretora à atriz, que respondeu cenicamente. Valendo-se de materiais como as biografias A Mulher Calada, de Janet Malcolm e Ísis Americana – A vida e a arte de Sylvia Plath, de Carl Rollyson, Os Diários de Sylvia Plath, organizado por Karen V. Kukil e também o mais importante livro de poemas de Sylvia, Ariel, a atriz organizou a dramaturgia do espetáculo.

Mantendo a poética particular da autora, o solo explora, para além do feminino, as vicissitudes de todo e qualquer ser humano a partir, ora de fragmentos biográficos da escritora, ora das potências que sua obra desdobra. O espetáculo se passa durante o último dia de vida da poetisa para revelar, em tom confessional – característica determinante da literatura da Sylvia Plath –, memórias e devaneios de alguns dos momentos de sua vida.

Para Vanessa, a montagem não se pretende linear, mas, fragmentada, com lógica própria. “A linguagem cênica contemporânea articula-se com literatura poética da vida e obra de Sylvia Plath para a construção de um trabalho intimista”, conta ela. Já Elisa explica que o espetáculo busca questionar, por meio do material artístico criado a partir de Sylvia, o próprio papel da artista feminina atualmente.

Café, ovo e bebida alcoólica

A ideia de levar Sylvia Plath aos palcos partiu de uma vontade da atriz de falar da criação artística dentro de um universo feminino. “Sylvia Plath tem uma forma de escrita única, que só existe devido à influência do ambiente que a circunda. Imagine uma mulher tentando ser poeta na década de 1950, quando o comum era ficar em casa cuidando dos filhos”, conta.

O cenário é composto por um fogão e uma cadeira, que delimitam o espaço de jogo da atriz. Objetos caseiros como xícaras, pratos, panos e copos compõem um ambiente familiar, encarcerando a personagem. Um clima sensorial é criado quando cheiros – de café, ovo quebrado e bebida alcoólica – invadem o ambiente intensificando a relação da atriz com o material artístico criado. A interferência de vídeo e trilha sonora também contribui para a construção de uma atmosfera onírica.

Além da temporada, Elisa e Vanessa ministram a oficina Sala de Ensaio Autoras em Cena, durante os dias 13, 14 e 15. A diretora desde 2010 vem pesquisando procedimentos de transposição da literatura para a cena, inicialmente a partir da obra de Clarice Lispector, o que resultou em seu trabalho de mestrado. A pesquisa ampliou-se para processos com outras autoras, como Sylvia Plath no espetáculo Pulso e também com Marguerite Duras no espetáculo A Dor. Esse deslocamento da literatura para a cena tem sido o objeto maior de investigação do Vulcão [criação e pesquisa cênica] que já projeta novos trabalhos para 2017 a partir das obras Orlando, de Virginia Woolf e de mais dois textos de Clarice, Água Viva e Águas do Mundo.  As inscrições custam R$ 200,00 e devem ser realizadas através de envio de breve CV e carta de intenção para pulsoplath@gmail.com

A montagem, que teve parte de seu orçamento financiado por uma campanha de crowdfunding no final de 2015, promoverá para os colaboradores gaúchos do projeto uma sessão especial no dia 08 de dezembro. As apresentações abertas ao público em geral têm ingressos a R$ 30,00 com meia entrada para estudantes, classe artística e maiores de 60 anos. Para saber mais, acesse: www.facebook.com/pulsoplath | http://www.vulcao.art.br/

Saiba Mais

Sobre o Vulcão [criação e pesquisa cênica]

Surgido da união de artistas autônomos com desejo comum de concretizar suas pesquisas artísticas e criações autorais, o VULCÃO [criação e pesquisa cênica] desenvolve projetos de investigação teatral que explorem a condição humana. Formado pela atriz e diretora Vanessa Bruno, pela atriz e preparadora corporal Livia Vilela, as atrizes Elisa Volpatto e Rita Grillo e pelo ator e produtor Paulo Salvetti, o VULCÃO deseja aproximar diferentes linguagens, unir dança ao teatro, literatura e vídeo e vê como motor catalizador – principal e determinante – o trabalho do intérprete. Os propositores do VULCÃO acreditam e estabelecem relação democrática entre si por princípio. Saúdam a singularidade de cada um e expõem seus projetos à interlocução sem imposição temática, estética ou hierárquica com o objetivo de colocar para fora o que lhes ferve por dentro. http://www.vulcao.art.br/

Direção e atriz

Vanessa Bruno – desde 2004 colabora no Centro de Pesquisa Teatral – CPT dirigido por Antunes Filho, onde esteve como atriz em A Pedra do Reino, Prét-à-porter 9 e na condução de aulas no CPTzinho. Dirigiu O Ovo e a Galinha (2010) e Brincar de Pensar (2013) ambos com a literatura de Clarice Lispector e A Dor (2016) a partir do livro La Douleur, de Marguerite Duras.

Elisa Volpatto – atriz gaúcha, residente em São Paulo desde 2010. Protagonizou a série Mulher de Fases, da HBO, em 2011 e um ano antes recebeu o prêmio Kikito de melhor atriz pelo curta Um Animal Menor. Em 2012 estudou Method Acting no The Lee Strasberg Theater and Film Institute, em Nova York. No mesmo ano foi dirigida por Juliana Galdino, no Club Noir, nas peças Depressões e Bruxas.

Proposição e Interpretação – Elisa Volpatto.

Direção – Vanessa Bruno.

Preparação Corporal e Assistência de Direção – Livia Vilela.

Iluminação – Maurício Shirakawa.

Trilha Sonora – Edson Secco.

Laboratório de Criação de Figurino – Carolina Sudati.

Identidade Visual – Cezar Siqueira e Marcelo Bilibio.

Visagismo – Britney.

Fotos – Betânia Dutra, Cezar Siqueira, Bob Sousa e Victor Iemini.

Produção – Paulo Salvetti.

Produção Local – Ana Luiza Bergman

Assessoria de Imprensa – Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor.

Apoio – Casa das Caldeiras, Benfeitoria, Cia Rústica de Teatro, Usina das Artes, Casa de Cinema de Porto Alegre, Pocilga Filmes, Casa de Teatro de Porto Alegre.

Realização – Vulcão [criação e pesquisa cênica].

Duração – 50 minutos. Recomendado para maiores de 14 anos.

Sinopse – Solo inspirado na vida e na obra do ícone da poesia confessional norte-americana dos anos 1950, Sylvia Plath. A peça escolhe como situação cênica o último dia de vida da poetisa para revelar, em tom confessional – característica determinante da literatura da autora, memórias e devaneios de alguns dos momentos de sua vida.

 

Pulso – a partir da vida e da obra de Sylvia Plath

De 09 a 18 de dezembro, de quinta a domingo, 20h

Sala 503 Usina do Gasômetro – Av. Presidente João Goulart, 551

Ingressos a R$ 30,00 – venda no local

Descontos de 50% para estudantes, idosos e classe artística

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