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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

janeiro 2014

“Hell” tem apresentações em Novo Hamburgo

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Turnê pelo Rio Grande do Sul e Paraná tem patrocínio do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura. Apresentações em Novo Hamburgo ocorrem no Teatro Feevale nos dias 07, 08 e 09 de março

 

* Entre os 10 melhores espetáculos de 2011 – Jornal O Globo *

* Prêmio Melhor Atriz – Revista Quem *

Chega a Novo Hamburgo nos dias 07, 08 e 09 de março a turnê pelo Rio Grande do Sul e Paraná, patrocinada pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, do espetáculo Hell, dirigido por Hector Babenco e estrelado por Bárbara Paz e André Bankoff. As apresentações da primeira adaptação teatral do romance de Lolita Pille no Teatro Feevale.

Fenômeno editorial na França e best-seller em dezenas de países, o romance Hell marcou em 2003 a estreia da escritora Lolita Pille, então com 21 anos. Retrato devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, Hell poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso.

Na adaptação do livro para o teatro, a primeira no mundo, Babenco teve a parceria de Marco Antônio Braz, concentrando a dramaturgia em dois personagens: Hell, a protagonista interpretada por Bárbara Paz, e Andrea, o homem que ama, vivido por André Bankoff.

Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante. Niilista despreza a natureza e o único credo é que seja bela e consumista. A adaptação concentra a ação da peça na trágica história de amor vivida pela protagonista e Andrea – um jovem tão rico e tão imerso no desespero quanto ela.

A experimentação de um afeto verdadeiro assim como uma total inabilidade para lidar com ele, constituem o fio narrativo principal da transposição para a cena desse romance.

Na equipe de criação da montagem, Giovanni Bianco, o diretor de arte de renome internacional, assina a concepção de imagem (figurinos, visagismo, design); Murilo Hauser é o co-diretor, Felipe Tassara fez a cenografia e Beto Bruel é o responsável pela iluminação.

Esse é o terceiro espetáculo que Hector Babenco dirige. Os anteriores foram Loucos de Amor (1988), de Sam Shepard, com Edson Celulari, Xuxa Lopes, Antonio Calloni e Linneu Dias; e Closer – Mais Perto (2000), de Patrick Marber, com Renata Sorrah, José Mayer, Marco Ricca e Guta Stresser.

A turnê encerra em Campo Bom, cidade natal da atriz, nos dias 14, 15 e 16 de março no Teatro CEI (Auditório Marlise Saueressig) e passa em fevereiro por Porto Alegre e Curitiba. Os ingressos custam R$ 20,00, com 50% de desconto Clube do Assinante Zero Hora, 20% de desconto para funcionário e acompanhante da Universidade Feevale e Assinante do Jornal NH. As vendas iniciam no dia 03 de fevereiro.  

 Hell, por Hector Babenco

“Sou essencialmente um homem de teatro. Foi assim que comecei e assim tenho prosseguido. Deixando esta marca forte dentro dos meus filmes. A descoberta do livro Hell me despertou de uma forma feroz, como nunca antes me aconteceu. Loucos de Amor, de Sam Shepard, Closer, de Patrick Marber, ambos dirigidos por mim, e outros espetáculos que produzi, nasceram de uma vontade enorme de voltar ao palco. O encontro do livro Hell me deixou perplexo diante da devastadora banalidade da vida narrada em primeira pessoa pela personagem principal, que nos leva a uma história de amor, intensa e cega, que com a mesma força que nasce e se mantém, se desfaz, imersa num universo de drogas e futilidades. Penso que a transposição deste texto para dramaturgia de dois atores possa de alguma forma flagrar um instante de vida onde a vida real parece impossível. Gostaria de entregar no palco a sensação do fracasso do amor, entre pessoas que tem tudo para serem felizes e que são impedidas pelos vícios ou por um comportamento doentio delas mesmas.”

Bárbara Paz

Formada pela Centro de Pesquisa Teatral do SESC, dirigido por Antunes Filho. Trabalhou com o Grupo Tapa, Parlapatões e Pia Fraus. Com mais de 15 peças no currículo, seus principais trabalhos foram A Importância de ser Fiel, de Oscar Wilde, dirigida por Eduardo Tolentino; Madame de Sade, de Yukio Mishima, dirigida por Roberto Lage; Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, dirigida por Alexandre Reinecke; Contos de Sedução, de Guy de Maupassant, direção de Eduardo Tolentino. No cinema, fez Ilha Rá-Tim-Bum, de Eliana Fonseca, e Seja o que Deus quiser, de Murilo Salles. Recebeu o Prêmio Kikito de melhor atriz em 2003 pelo curta-metragem Produto Descartável, de Rafael Primot. Dirigiu e escreveu, em 2005, seu primeiro curta. Dirige e apresenta o programa Curta na Estrada, no Canal Brasil. Em televisão, recentemente fez o papel da Renata na novela Viver a Vida, da Rede Globo.

André Bankoff

Participou da minissérie Mad Mariae da telenovela Bang Bang, ambas na Rede Globo.Em Bicho do Mato (2006), da Rede Record, interpretou Juba, o protagonista. Esse foi seu primeiro papel de importância na televisão.Trabalhou como modelo e fez comerciais para a televisão. Estudou teatro e fez a Oficina de atores da Rede Globodurante oito meses. Fez parte do elenco do filme Xuxa popstar em 2000,e também apresentou durante algum tempo o programa Moto’n Roll, no canal por assinatura SporTV.Antes da fama, André tentou carreira no futebol. Jogou nas categorias de base da Ponte Preta e teve uma breve passagem pelo Associazione Sportiva Roma, da Itália.Em 2007, esteve no elenco da telenovela Amor e Intrigas como Pedro,seu último papel na Record foi André Campos na telenovela Poder Paralelo.9 Em 2011 interpretou o paleontólogo Tiago na telenovela Morde e Assopra, essa novela marcou a volta de André a Rede Globo de Televisão.Foi confirmado no elenco de Saramandaia em 2013, no qual interpreta o mudancista Pedro.

Lolita Pille e Hell

“Se Lolita Pille provavelmente fez parte da geração dopada por Bret Easton Ellis e Frédéric Beigbeder, isso não a impediu de reler Harmonie du soir, de Baudelaire. E, por baixo de sua insolência exasperante, descobrimos uma jovem mulher dotada de uma grande lucidez para decodificar as regras do jogo de um mundinho medíocre.”Le Monde

Lolita Pille (nascida em agosto de 1982) descreve sem pudor o mundo ao seu redor. Ela escreveu Hell, “num instante de rebeldia”, segundo suas palavras, quando tinha 18 anos, nas mesas de bares da moda, às quatro horas da manhã, depois de sair das boates mais caras de Paris. Escreveu também nos intervalos (e durante) as aulas, que pouco assistia, no Liceu La Fontaine, frequentado pela juventude pretensamente dourada do 16ème Arrondissement. Não precisou pesquisar muito: bastava olhar para os lados, conversar com as amigas insolentes e mimadas e descrever seu próprio cotidiano, vivido em badalados restaurantes, bares de hotéis e áreas vips de boates, sem falar nos passeios em carros de luxo e nas viagens nos jatinhos de amigos.

Hell é fascinante e provocador, desabusado e lúcido, diante do qual é impossível permanecer indiferente. Talvez o segredo de seu impacto esteja no fato de que, por trás da irritante exaltação do meio que frequenta, Lolita o denuncia da forma mais dura possível. Quando faz um aborto, ela adquire uma consciência amarga da vacuidade da sua existência. É então que a autora desvenda sem hipocrisia o mundinho fútil dos muito ricos, o lado sombrio da juventude dourada.

Ela nunca disse que qualquer semelhança de seu livro com a realidade seria mera coincidência, ao contrário, ela afirma que não exagerou em nada, apenas romanceou um pouco a sua vida real. Ela é filosoficamente pessimista, tendo moldado seu ceticismo nas leituras de Baudelaire e Bataille: “Se os ricos não são felizes, é por que ‘Felicidade não existe’”, reflete. Ou ainda: “A humanidade sofre, e eu sofro com ela”. Mas por mais cínica diante da mediocridade que a rodeia, Lolita/Hell se recusa a assumir o papel de pobre menina rica. Ela não abre mão dessa vida, mordida pela engrenagem infernal da noite. “Não vou parar de sair. O que iria fazer de meu guarda-roupa Gucci?”.

Depois dos relatos, Lolita foi proibida de entrar em boates e rejeitada por amigos que se viram retratados em situações embaraçosas. Ela se mudou da luxuosa casa dos pais para um apartamento no bairro do Marais, desistiu das noitadas e deu continuidade à bem-sucedida carreira literária, lançando Bubble gum (2004) e Crépuscule Ville (2008). Além disso, escreve crônicas na revista Femmes.

Duração: 75 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Ficha Técnica:

Texto: Lolita Pille

Adaptação: Hector Babenco e Marco Antonio Braz

Direção: Hector Babenco

Co-direção: Murilo Hauser

Elenco: Barbara Paz e André Bankoff

Concepção de Imagem: Giovanni Bianco

Cenografia: Felipe Tassara

Iluminação: Beto Bruel

Direção de Produção: Henrique Mariano

Realização: HB Filmes Ltda

HELL

Apresentações em Novo Hamburgo

07, 08 e 09 de março | 21h sexta e sábado | 18h domingo

Teatro Feevale – ERS-239, n° 2755 | Campus II – Universidade Feevale | Novo Hamburgo

Ingressos: R$ 20,00

Descontos:

50% para Clube do Assinante Zero Hora

20% para Funcionários Universidade Feevale (com acompanhante)

20% para Assinantes Jornal NH

Início das vendas em 03 de fevereiro

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Doce de Mãe na imprensa

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Hector Babenco dirige Bárbara Paz e André Bankoff em primeira adaptação teatral do romance de Lolita Pille

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Turnê pelo Rio Grande do Sul e Paraná tem patrocínio do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura. Apresentações em Porto Alegre ocorrem no Theatro São Pedro nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro

 

Inicia por Porto Alegre a turnê pelo Rio Grande do Sul e Paraná, patrocinada pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura, do espetáculo Hell, dirigido por Hector Babenco e estrelado por Bárbara Paz e André Bankoff. As apresentações da primeira adaptação teatral do romance de Lolita Pille acontecem nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro, no Theatro São Pedro.

Fenômeno editorial na França e best-seller em dezenas de países, o romance Hell marcou em 2003 a estreia da escritora Lolita Pille, então com 21 anos. Retrato devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, Hell poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso.

Na adaptação do livro para o teatro, a primeira no mundo, Babenco teve a parceria de Marco Antônio Braz, concentrando a dramaturgia em dois personagens: Hell, a protagonista interpretada por Bárbara Paz, e Andrea, o homem que ama, vivido por André Bankoff.

Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante. Niilista despreza a natureza e o único credo é que seja bela e consumista. A adaptação concentra a ação da peça na trágica história de amor vivida pela protagonista e Andrea – um jovem tão rico e tão imerso no desespero quanto ela.

A experimentação de um afeto verdadeiro assim como uma total inabilidade para lidar com ele, constituem o fio narrativo principal da transposição para a cena desse romance.

Na equipe de criação da montagem, Giovanni Bianco, o diretor de arte de renome internacional, assina a concepção de imagem (figurinos, visagismo, design); Murilo Hauser é o co-diretor, Felipe Tassara fez a cenografia e Beto Bruel é o responsável pela iluminação.

Esse é o terceiro espetáculo que Hector Babenco dirige. Os anteriores foram Loucos de Amor (1988), de Sam Shepard, com Edson Celulari, Xuxa Lopes, Antonio Calloni e Linneu Dias; e Closer – Mais Perto (2000), de Patrick Marber, com Renata Sorrah, José Mayer, Marco Ricca e Guta Stresser.

A turnê segue para Curitiba (21, 22 e 23 – teatro Paulo Autran), Novo Hamburgo (07, 08 e 09 de março no Teatro Feevale) e Campo Bom, cidade natal da atriz, nos dias 14, 15 e 16 de março no Teatro CEI (Auditório Marlise Saueressig). Os ingressos custam R$ 20,00, com descontos de 50% para os 200 primeiros sócios do Clube do Assinante (após, 20%). As vendas iniciam no dia 31 de janeiro, na bilheteria do teatro.

Hell, por Hector Babenco

“Sou essencialmente um homem de teatro. Foi assim que comecei e assim tenho prosseguido. Deixando esta marca forte dentro dos meus filmes. A descoberta do livro Hell me despertou de uma forma feroz, como nunca antes me aconteceu. Loucos de Amor, de Sam Shepard, Closer, de Patrick Marber, ambos dirigidos por mim, e outros espetáculos que produzi, nasceram de uma vontade enorme de voltar ao palco. O encontro do livro Hell me deixou perplexo diante da devastadora banalidade da vida narrada em primeira pessoa pela personagem principal, que nos leva a uma história de amor, intensa e cega, que com a mesma força que nasce e se mantém, se desfaz, imersa num universo de drogas e futilidades. Penso que a transposição deste texto para dramaturgia de dois atores possa de alguma forma flagrar um instante de vida onde a vida real parece impossível. Gostaria de entregar no palco a sensação do fracasso do amor, entre pessoas que tem tudo para serem felizes e que são impedidas pelos vícios ou por um comportamento doentio delas mesmas.”

Bárbara Paz

Formada pela Centro de Pesquisa Teatral do SESC, dirigido por Antunes Filho. Trabalhou com o Grupo Tapa, Parlapatões e Pia Fraus. Com mais de 15 peças no currículo, seus principais trabalhos foram A Importância de ser Fiel, de Oscar Wilde, dirigida por Eduardo Tolentino; Madame de Sade, de Yukio Mishima, dirigida por Roberto Lage; Os Sete Gatinhos, de Nelson Rodrigues, dirigida por Alexandre Reinecke; Contos de Sedução, de Guy de Maupassant, direção de Eduardo Tolentino. No cinema, fez Ilha Rá-Tim-Bum, de Eliana Fonseca, e Seja o que Deus quiser, de Murilo Salles. Recebeu o Prêmio Kikito de melhor atriz em 2003 pelo curta-metragem Produto Descartável, de Rafael Primot. Dirigiu e escreveu, em 2005, seu primeiro curta. Dirige e apresenta o programa Curta na Estrada, no Canal Brasil. Em televisão, recentemente fez o papel da Renata na novela Viver a Vida, da Rede Globo.

André Bankoff

Participou da minissérie Mad Mariae da telenovela Bang Bang, ambas na Rede Globo.Em Bicho do Mato (2006), da Rede Record, interpretou Juba, o protagonista. Esse foi seu primeiro papel de importância na televisão.Trabalhou como modelo e fez comerciais para a televisão. Estudou teatro e fez a Oficina de atores da Rede Globodurante oito meses. Fez parte do elenco do filme Xuxa popstar em 2000,e também apresentou durante algum tempo o programa Moto’n Roll, no canal por assinatura SporTV.Antes da fama, André tentou carreira no futebol. Jogou nas categorias de base da Ponte Preta e teve uma breve passagem pelo Associazione Sportiva Roma, da Itália.Em 2007, esteve no elenco da telenovela Amor e Intrigas como Pedro,seu último papel na Record foi André Campos na telenovela Poder Paralelo.9 Em 2011 interpretou o paleontólogo Tiago na telenovela Morde e Assopra, essa novela marcou a volta de André a Rede Globo de Televisão.Foi confirmado no elenco de Saramandaia em 2013, no qual interpreta o mudancista Pedro.

Lolita Pille e Hell

“Se Lolita Pille provavelmente fez parte da geração dopada por Bret Easton Ellis e Frédéric Beigbeder, isso não a impediu de reler Harmonie du soir, de Baudelaire. E, por baixo de sua insolência exasperante, descobrimos uma jovem mulher dotada de uma grande lucidez para decodificar as regras do jogo de um mundinho medíocre.”Le Monde

Lolita Pille (nascida em agosto de 1982) descreve sem pudor o mundo ao seu redor. Ela escreveu Hell, “num instante de rebeldia”, segundo suas palavras, quando tinha 18 anos, nas mesas de bares da moda, às quatro horas da manhã, depois de sair das boates mais caras de Paris. Escreveu também nos intervalos (e durante) as aulas, que pouco assistia, no Liceu La Fontaine, frequentado pela juventude pretensamente dourada do 16ème Arrondissement. Não precisou pesquisar muito: bastava olhar para os lados, conversar com as amigas insolentes e mimadas e descrever seu próprio cotidiano, vivido em badalados restaurantes, bares de hotéis e áreas vips de boates, sem falar nos passeios em carros de luxo e nas viagens nos jatinhos de amigos.

Hell é fascinante e provocador, desabusado e lúcido, diante do qual é impossível permanecer indiferente. Talvez o segredo de seu impacto esteja no fato de que, por trás da irritante exaltação do meio que frequenta, Lolita o denuncia da forma mais dura possível. Quando faz um aborto, ela adquire uma consciência amarga da vacuidade da sua existência. É então que a autora desvenda sem hipocrisia o mundinho fútil dos muito ricos, o lado sombrio da juventude dourada.

Ela nunca disse que qualquer semelhança de seu livro com a realidade seria mera coincidência, ao contrário, ela afirma que não exagerou em nada, apenas romanceou um pouco a sua vida real. Ela é filosoficamente pessimista, tendo moldado seu ceticismo nas leituras de Baudelaire e Bataille: “Se os ricos não são felizes, é por que ‘Felicidade não existe’”, reflete. Ou ainda: “A humanidade sofre, e eu sofro com ela”. Mas por mais cínica diante da mediocridade que a rodeia, Lolita/Hell se recusa a assumir o papel de pobre menina rica. Ela não abre mão dessa vida, mordida pela engrenagem infernal da noite. “Não vou parar de sair. O que iria fazer de meu guarda-roupa Gucci?”.

Depois dos relatos, Lolita foi proibida de entrar em boates e rejeitada por amigos que se viram retratados em situações embaraçosas. Ela se mudou da luxuosa casa dos pais para um apartamento no bairro do Marais, desistiu das noitadas e deu continuidade à bem-sucedida carreira literária, lançando Bubble gum (2004) e Crépuscule Ville (2008). Além disso, escreve crônicas na revista Femmes.

Duração: 75 minutos

Classificação Etária: 14 anos

Ficha Técnica:

Texto: Lolita Pille

Adaptação: Hector Babenco e Marco Antonio Braz

Direção: Hector Babenco

Co-direção: Murilo Hauser

Elenco: Barbara Paz e André Bankoff

Concepção de Imagem: Giovanni Bianco

Cenografia: Felipe Tassara

Iluminação: Beto Bruel

Direção de Produção: Henrique Mariano

Realização: HB Filmes Ltda

HELL

Apresentações em Porto Alegre

14 e 15 de fevereiro | 21h

16 de fevereiro | 18h

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Ingressos: R$ 20,00

Descontos: 50% de desconto para Clube do Assinante (200 primeiros. Após, 20% de desconto)

Início das vendas em 31 de janeiro

Exposição Trans[ver] inaugura no dia 29 de janeiro na Pinacoteca da AJURIS

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Inaugura no dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, a exposição Trans[ver], do fotógrafo Fábio Rebelo. Com 19 imagens, o projeto retrata pessoas que passaram pelo processo de externalização da sua identidade, exercendo sua liberdade através da modificação do corpo, das roupas e da postura, revelando outras formas de ser.

De acordo com Rebelo, “Trans[ver] mostra a alegria, autenticidade e a beleza de cada personalidade retratada, utilizando a imagem como um instrumento de transformação social contra um mundo de exclusões.” Ao longo de sete meses, a equipe teve a oportunidade de conviver com diferentes realidades, conhecendo histórias de luta, incompreensão e exclusão, mas também de aceitação e tolerância.

Segundo a advogada especializada em Direito Homoafetivo, Direito das Famílias e Sucessões, Presidenta da Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Familia – IBDFAM, Maria Berenice Dias, o preconceito leva não só à exclusão social, mas também jurídica: “Travestis e transexuais, apesar de já terem acesso à redesignação, não dispõem de uma lei que autorize a mudança do nome e da identidade de gênero. Daí a necessidade de buscar a justiça, não sempre encontrando juízes com sensibilidade e coragem de deferir a alteração por falta de respaldo legal”, revela.

“Dos segmentos da população LGBT, travestis e transexuais são as maiores vitimas pela visibilidade de sua identidade de gênero. Em face disso são as pessoas mais discriminadas no ambiente doméstico, o que leva a serem expulsas de casa muito cedo. Sofrem a mesma rejeição fora do lar, o que gera prematura evasão escolar. Tudo isso contribui para o baixo índice de escolaridade que as coloca à margem do mercado de trabalho. Daí o significado desta bela iniciativa, que merece pleno apoio. Uma maneira sensível e bela de dar voz e vez a quem todos viram o rosto e a sociedade insiste em não ver.”

Para Saulo F. Macalós, Advogado da causa Homoafetiva, Membro do Observatório Contra Homofobia da AJURIS, Membro da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/RS, Diretor Chefe da FUNDACENTRO e Produtor Executivo da exposição, Trans[ver] é mais que um trabalho artístico, mas um resgate da auto-estima das Travestis e Transexuais: “O tema é de grande relevância no cenário nacional e o momento é de conquista de Direitos, e principalmente conquista de igualdade.”

Macalós é um dos muitos nomes envolvidos na construção do Estatuto da Diversidade Sexual, o maior arcabouço jurídico já escrito sobre os direitos da comunidade LGBTT’S. O texto foi escrito em 2011 e será apresentado ao Legislativo por iniciativa popular, tendo que reunir mais de um milhão e quatrocentas mil assinaturas no Brasil. “Hoje já temos mais de 200 mil assinaturas, o que já é um número significativo para sensibilizar o legislador de que a sociedade quer mudanças”, afirma. Dentre alguns itens, o Estatuto defende a garantia da troca de nome das travestis e transexuais, criminalização da homofobia, regulação da adequação sexual dos indivíduos transexuais, direito ao casamento e carícias públicas como qualquer casal heteroafetivo, assim como garantias do Direito Trabalhista, como a mudança da nomenclatura da Licença Maternidade para Licença Natalidade, onde casais do mesmo sexo que adotam uma criança possam ter 180 dias de licença para a chegada de seu filho.

Para Marcelly Malta, Coordenadora da Igualdade RS, Presidenta do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre e Vice-Coordenadora do Comitê Estadual Contra a Tortura, o projeto apresenta uma possibilidade de transformação do imaginário da população: “O caráter visual desse projeto é de fundamental importância para dar visibilidade ao corpo travesti enquanto representatividade identitária. É importante desmistificar, desestabilizar e ressignificar a figura da travesti em nossa sociedade. Grande parte do preconceito se apoia na imagem limitada e estereotipada que habita o imaginário coletivo do que é ser uma travesti. Esse ensaio fotográfico permite que a população entre em contato com uma realidade mais abrangente do que seja a existência travesti o que, dessa forma, pode contribuir com a diminuição do preconceito que incide sobre esse público”.

O projeto tem apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD Brasil e Realização da AJURIS. Os registros foram produzidos durante 2013, com apoio da Igualdade RS e Observatório Contra Homofobia da AJURIS.

O Salão do Paul, de Paulo Azevedo Araújo, é o responsável pelos cabelos, maquiagem de Deborah VonPeters, Déby Marques e Juliane Senna. Vander Corrêa assina a produção de moda.

A mostra fica em cartaz na Pinacoteca da AJURIS até 14 de março, de segunda a sexta-feira, com entrada franca. Em janeiro, a Pinacoteca funciona das 09h às 19h, e em fevereiro e março, das 09h às 21h.

Saiba mais

Fábio Rebelo

Fotógrafo baseado em Porto Alegre, RS. Começou a fotografar em 1983. Suas fotografias apareceram em publicações como Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Veja, IstoÉ, Rolling Stone (Brasil), Guitar Player (Brasil), Photo (França) e Photo Magazine (Brasil). Além de projetos autorais, faz trabalhos publicitários e atua como fotógrafo de cena, tendo participado de inúmeras produções para cinema e televisão.

Exposições:

Clicks Cubanos – 2011

Shiga e Rio Grande do Sul: a irmandade de dois povos (coletiva) – 2010

Praça Shiga – 2008

Venice Portraits – 2008

Cenas de Porto Alegre – 2007

Luz e Alma (coletiva) – 1995

 

Igualdade RS

Fundada em 25 de maio de 1999, estruturada com trabalho de voluntários/ativistas, pessoas que vivem a realidade de ser travesti e transexual, a Igualdade vem realizando ao longo de seus catorze  anos de existência grupos sistemáticos semanais  e intervenções nos locais de prostituição, divulgando seu trabalho e buscado a melhoria das condições de vida e saúde, o respeito e a efetivação dos direitos humanos para as travestis. A associação conta com apoio  de outros profissionais das áreas jurídica, administrativa e psicológica. A Igualdade cresceu tornando-se referência entre sua população  de travestis e transexuais  em Porto Alegre e no  Estado do RS.

PNUD

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é a rede de desenvolvimento global da Organização das Nações Unidas. O PNUD faz parcerias com pessoas em todas as instâncias da sociedade para ajudar na construção de nações que possam resistir a crises, sustentando e conduzindo um crescimento capaz de melhorar a qualidade de vida para todos. Presente em 177 países e territórios, o PNUD oferece uma perspectiva global aliada à visão local do desenvolvimento humano para contribuir com o empoderamento de vidas e com a construção de nações mais fortes e resilientes.

Observatório Contra a Homofobia da AJURIS

Criado em 2012, o Observatório Contra Homofobia é uma iniciativa da AJURIS em defesa da diversidade sexual. O Observatório é um movimento aberto de luta contra a discriminação pela orientação sexual e em razão da identidade do gênero. O grupo fiscaliza a implementação de políticas públicas pelo Estado, além de colaborar com elas pelo fim da descriminação. Reunindo entidades governamentais e da sociedade civil, seu objetivo é o de acompanhar a apuração de práticas delitivas e ações discriminatórias envolvendo o grupo LGBT. Além disso, fiscaliza e fomenta as ações do Comitê Estadual de Enfrentamento à Homofobia, que será criado pelo Governo do Estado.

Trans[ver]

Abertura dia 29 de janeiro, às 19h30

Pinacoteca da AJURIS – Rua Celeste Lobato, 229 – Praia de Belas

De Segunda a Sexta-Feira, com entrada franca

Em janeiro, das 09h às 19h, em fevereiro e março, das 09h às 21h.

Até 14 de março

Guatambu lança primeiros rótulos de 2014

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Vinho da Estância Branco 2013 e Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2012 foram produzidos 100% nas instalações da vinícola, em Dom Pedrito – RS

A Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, RS, lança no mês de janeiro dois novos rótulos: o Vinho da Estância Branco 2013 e o Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon 2012. Os dois vinhos foram produzidos 100% nas modernas instalações da vinícola.

A união das castas Chardonnay, Gewürztraminer e Sauvignon Blanc, da safra 2013, resultou em um vinho surpreendente pelo frescor e complexidade aromática. Chamado Vinho da Estância Branco, o produto apresenta a moderna “Screwcap”, conhecida como “tampa-rosca”, que substitui o uso da rolha, uma tendência irreversível sobretudo para vinhos brancos jovens, como é o caso deste rótulo da Guatambu, devido a praticidade, higiene e conservação das qualidades intrínsecas do produto.

As uvas foram colhidas manualmente nos vinhedos da Guatambu e após ficaram 24 horas em câmara fria. Na sequência, foram prensadas inteiras na Prensa Pneumática Inertys. A fermentação teve temperatura controlada para no máximo 16°C. Apresentando excelente equilíbrio entre álcool (12% do volume) e acidez (91,73meq/L), o Vinho da Estância é muito agradável para ser consumido a qualquer momento. É ideal para harmonizar com entradas, como canapés, peixes, massas e risotos.

Outra novidade para este ano é o vinho Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon safra 2012, destaque na Avaliação Nacional dos Vinhos, sendo classificado entre os 16 melhores vinhos daquele ano, entre tintos, brancos e espumantes. O Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon marcou a trajetória da vinícola desde o lançamento da sua primeira safra, a 2008, quando arrebatou vários prêmios, assim como nas consecutivas safras.

Vindo do bioma Pampa Gaúcho, na região da Campanha, município de Dom Pedrito, é marcado por um terroir com mais de 2.300 horas de luminosidade durante o período vegetativo da videira e escassez de chuvas no verão, garantindo a maturação fenólica das uvas. As mudas Cabernet Sauvignon foram importadas da Itália, e são do clone VCR R5. O vinho é assinado pela enóloga Gabriela H. Pötter, uma das proprietárias da Guatambu, juntamente com o enólogo uruguaio Javier Gonzales e a consultoria de Alejandro Cardozo.

Em lote limitado de 6.500 garrafas numeradas, o vinho foi elaborado com maceração pré-fermentativa a frio por oito dias e maceração pós-fermentativa por 15 dias, e envelheceu em barricas de carvalho francês por três meses.

Apresenta coloração rubi intenso, vivo, com reflexos violáceos. Aroma de boa intensidade, com sutis notas de amora, eucalipto/mentol, cassis, pimenta preta, chocolate, cravo da índia, tostado e café. O paladar tem uma acidez pronunciada, marcante, é agradável e de média estrutura. Os taninos são firmes, marcantes, revelando um bom potencial de envelhecimento. O gosto é agradável, com retrogosto persistente. É perfeito para acompanhar carnes vermelhas, frangos grelhados, animais de caça, massas com molhos e queijos fortes.

Os rótulos estão à venda na loja da vinícola e chegam às lojas até o final do mês, pelo valor de aproximadamente R$ 40,00 (Rastros do Pampa Cabernet Sauvignon) e R$ 23,00 (Vinho da Estância Branco).

Sobre a Guatambu

A Guatambu Estância do Vinho é uma vinícola boutique de Dom Pedrito, RS. Seu trabalho é realizado através de administração familiar, em pequena escala, somente com uvas próprias, lotes limitados e garrafas numeradas desde 2003. Mais informações, acesse o site:http://www.guatambuvinhos.com.br/

Números

A Guatambu teve 390 notícias publicadas durante 2013, em veículos especializados, jornais e revistas nacionais e locais além de diversos sites e blogs. O resultado contempla mais de uma notícia por dia. Um muito obrigado a todos os jornalistas! Tim-tim!

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