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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

Concerto audiovisual de duo francês e biografa audiovisual de Porto Alegre atrações de novembro do Farol.live no Cine Farol Santander

  • Com patrocínio do Santander, primeira temporada do Farol.live contará com 20 performances ao vivo e atividades formativas;
  •  Nos dias 08 e 22 de novembro o público poderá conferir as performances de Franck Vigroux e Kurt d’Haeseleer e de Arthur de Faria

Ingressos para 08/11

Ingressos para 22/11

Nos dias 08 e 22 de novembro o Cine Farol Santander, no Farol Santander Porto Alegre, recebe mais duas edições da primeira temporada do Farol.live, projeto produzido pelo festival Kino Beat e Cuco Produções, como um espaço de incentivo à criação e experimentação em diversas linguagens e tecnologias, suas intersecções e desdobramentos. A programação conta com variadas imersões artísticas envolvendo nomes da cena cultural brasileira, apostando no cruzamento de música, artes visuais, artes cênicas, audiovisual e tudo mais que couber no imaginário de cada artista envolvido.

O duo francês composto por Franck Vigroux e Kurt d’Haeseleer apresenta o concerto audiovisual The Island, sua mais recente colaboração. A apresentação é uma experiência sensorial, associativa e eletrizante, inspirada em várias histórias de ilhas e vales destinados a serem submersos pela construção de uma barragem hidrelétrica, causando profundas convulsões humanas e geográficas. As imersões de Naussac em Lozère (uma aldeia engolida em 1980), o romance “adeus, ilhota”, de Valentin Rasoutine, ou a barragem das 3 Gargantas na China (que é tão grande que influenciou a velocidade de rotação do Planeta Terra). The Island questiona a substituição de um mundo por outro e a nossa crença cega no progresso. Um universo fantasmagórico se desdobra através de música e imagens de vídeo que dobram a realidade, resultando em uma “jornada mental” por uma topografia de lugares em mutação.

Já no dia 22 de novembro, o músico, compositor, arranjador e pesquisador musical Arthur de Faria apresenta Porto Alegre – uma biografia audiovisual, uma mistura de show, aula, conversa e experiência audiovisual. Arthur apresenta parte da história da música de Porto Alegre no século XX, baseada nos 30 anos de suas pesquisas sobre o tema, e que já resultaram nos livros “Elis – Uma Biografia Musical” e “Porto Alegre – Uma Biografia Musical, Volume 1”. A jornada começa com os big hits de 110 anos atrás, como “Celina”, de Octavio Dutra e “Vem Cá, Mulata”, d’Os Geraldos, e chega até Wander Wildner e Vitor Ramil nos anos 1990.  Arthur faz um passeio informal, ao som do seu piano e ilustrado por fotografias, partituras, e outras imagens analógicas, manipuladas e projetadas por ele mesmo na tela do Cine Santander, e que ajudam a contar essa longa história. O espetáculo foi montado especialmente para o projeto. 

Em dezembro está confirmada a participação do projeto Cine Rabeca. Novas atrações e datas serão confirmadas em breve.

Com curadoria de Gabriel Cevallos, fundador e curador do Kino Beat Festival, as apresentações serão desenvolvidas de forma inédita ou em adaptações pensadas especificamente para o espaço, explorando os recursos e limitações da sala enquanto dispositivo criativo. Ao longo de 10 meses, o público poderá conferir 20 performances da primeira edição reunindo artistas de diferentes vertentes, com projetos comissionados ou adaptados que serão gravados ao vivo na sala e difundidos pelos canais do projeto.

Além das performances, atividades formativas gratuitas também serão promovidas como oficinas, palestras, vivências e workshops, criados a partir de tópicos práticos e teóricos derivados das apresentações artísticas. “O corpo presente, seja na prática dos artistas envolvidos ou na fruição do público, será premissa das apresentações. O objetivo é promover e difundir a produção artística autoral do estado do RS em intercâmbio com a produção nacional”; revela o curador.

Os ingressos custam R$ 15,00 com benefícios de meia-entrada, e já estão à venda por meio da plataforma Sympla. O projeto prevê algumas apresentações gratuitas, que serão informadas com antecedência. Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto) de estudante, idosos, PNE, jovens de baixa renda, entre outros, os documentos válidos são determinados pela Lei Federal 12.933/13. Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/farol.live.poa/

Esse projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio do Santander e realização da Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo – Governo Federal.

Farol.live

08 de novembro – The Island, com Franck Vigroux e o Kurt d’Haeseleer:

Franck Vigroux é um artista multifacetado cujas obras vão da música eletrônica experimental à composição moderna e ao teatro musical. Sua música é feita de tensões tectônicas, batidas, texturas eletrônicas e uma abordagem muito pessoal à exploração sonora. Ele é igualmente produtivo como artista solo e como colaborador, já tendo trabalhado com músicos como Elliott Sharp, Mika Vainio, Reinhold Friedl, Ars Nova, entre outros. A singularidade de Vigroux vem de sua abordagem artística que integra novas mídias e artes performáticas. Ele projeta espetáculos transdisciplinares e concertos audiovisuais, colaborando com artistas visuais como Antoine Schmitt e Kurt d’Haeseleer. 

Kurt d’Haeseleer é o diretor artístico do WERKTANK, fábrica de arte de mídia nova e antiga. Ele já produziu vários vídeos e videoinstalações interativas, como Scripted Emotions, Fossilization e S CKMYP, que puderam ser vistos em festivais e exposições internacionais em Rotterdam, Tokyo, Montreal, Paris e Berlim. O trabalho de D’Haeseleer se concentra na visualização da dinâmica da informação. Ele traduz a presença abrangente da mídia em meta-imagens. A presença da mídia é simbolizada por camadas de texturas de pixel pegajosas, ruído e interatividade. Os efeitos especiais desempenham um papel importante em seu trabalho que pode ser melhor descrito como um ‘pixel drama’ ou ‘pixel soap’ e que pode ser encontrado na zona fronteiriça entre pintura, videoclipes, cinema e performance. Em sua obra o efeito especial é a mensagem! Ele é conhecido também por suas manipulações de vídeo extremas: ele manipula imagens forçando-as a reagir aos parâmetros de outras imagens. Com essa abordagem, ele só pode prever parcialmente como a imagem aparecerá. O resultado é um processo que se assemelha fortemente ao desenvolvimento de fotografias analógicas, onde é sempre uma surpresa ver o resultado, ou mesmo uma alquimia, mas que na verdade é totalmente digital.

 22 de novembro – Porto Alegre uma biografia audiovisual, com Arthur de Faria

Arthur de Faria é músico, compositor e arranjador. Doutorando em literatura brasileira pela UFRGS, com tese sobre Lupicínio Rodrigues. Produziu 28 discos, dirigiu 12 espetáculos e fez 53 trilhas para cinema e teatro. Faz parte do coletivo teatral Ultralíricos, de Felipe Hirsch, lidera a Tum Toin Foin Banda de Câmara e integra o duo Música Menor com o argentino Omar Giammarco. Por 20 anos esteve à frente do Arthur de Faria & Seu Conjunto, com quem lançou seis de seus 20 álbuns, EPs e singles de material inédito e tocou em meia dúzia de países. Ministrou dezenas de cursos sobre música popular brasileira no Brasil, Argentina e Uruguai – o que atualmente faz na Especialização em Literatura Brasileira da UFRGS. Trabalhou 23 anos em rádio. Dedica-se há mais de três décadas a pesquisar a história da música de Porto Alegre o que lhe levou a publicar dezenas de ensaios, artigos, fascículos e livros sobre música popular – entre eles, “100 Anos de Música no RS” e “Elis, Uma Biografia Musical”. 

Dezembro – Cine Rabeca:

Cine Rabeca é uma performance multimídia, um cine-concerto, um documentário que se expande para o palco onde a música conduz arquivos de volta à vida e a montagem versa sobre o tempo, a memória, os desaparecimentos e a incessante fabricação de imagens. Renata Rosa é cantora, compositora e rabequeira. Seu cd de estreia Zunido da mata recebeu o Prêmio Choc de lAnnée do Le Monde de la Musique e a projetou para uma sólida carreira internacional com inúmeras turnês e prêmios. Desde então realizou criações especiais para o Museu do Louvre, Théâtre de la Ville de Paris, Olimpíadas Rio 2016, registros especiais para as Rádios Nacionais Holandesa e Alemã e recebeu o Prêmio da Música Brasileira. Seu CD Encantações foi eleito TOP 10 pela BBC e foi nominada Artista do Ano em 2018 no Reino Uido pela Songlines Britânica. Atuou durante 11 aos como rabequeira do cavalo-marinho Boi Brasileiro, de Condado, ao lado de Luiz Paixão.

Sobre o Farol Santander Porto Alegre

Criado para relembrar o passado, marcar o presente e iluminar o futuro, o Farol Santander Porto Alegre completou três anos em março de 2022. Neste período, recebeu 11 exposições de artes visuais, em diversas temáticas, com artistas nacionais e internacionais, divididas entre os espaços do Grande Hall e do Átrio. Em 2022, o Farol Santander ampliou sua atuação cultural com concertos de música clássica e popular, além de espetáculos de dança. Participaram respectivamente a Orquestra de Câmara da ULBRA e a Cisne Negro Cia. de Dança.

O Cine Farol Santander, no sobsolo do prédio, exibe programações com títulos e mostras cinematográficas de cineastas brasileiros e internacionais.

O histórico edifício no Centro da capital gaúcha, construído na década de 1930 e tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual, também possui atrações permanentes.

Na Galeria, a exposição fixa Memória e Identidade apresenta a história da cidade, do prédio e da política monetária brasileira. Já no subsolo, a outra mostra permanente, Os Dois Lados da Moeda, conta com um importante acervo de numismática do Rio Grande do Sul, propondo uma analogia entre as moedas “oficiais” e “não oficiais” que circulavam na região Nas laterais da sala é contada a evolução da moeda oficial do estado brasileiro.

Além dos espaços já citados, o Farol Santander Porto Alegre conta ainda com duas arenas para discussões e debates acerca de temas como cultura e gastronomia. O subsolo, que já conta com o Cine Farol Santander e a mostra Os Dois Lados da Moeda, ainda oferece aos visitantes um café.

Projeto para formação em artes visuais está com inscrições abertas para 2º Ciclo de Aulas até 13 de novembro

A Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul apresenta 2º Ciclo de Aulas  Plataforma – Artes Visuais, realizado com recursos do PRÓ-CULTURA RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura

Proposta criada pela produtora e curadora Jaqueline Beltrame surge a partir de um desejo de compartilhamento de conhecimentos e de interlocução com profissionais da área da cultura, e chega a sua segunda edição em 2022 com novidades no formato

Um ambiente para promover o compartilhamento de conhecimentos através de cursos e conteúdos. Assim foi criado em 2021 o Plataforma, projeto idealizado pela produtora e curadora Jaqueline Beltrame, a partir de um desejo de interlocução com profissionais da cultura e formação de novos agentes culturais. “A busca do Plataforma é construir permanentemente ações, através de aulas e de outras formas de compartilhamento, que propaguem os conhecimentos mais diversos do setor cultural. Desde seu lançamento, buscamos fomentar o sistema das Artes Visuais no Rio Grande do Sul”, declara Jaqueline.

Em 2022, o projeto é realizado com recursos do PRÓ-CULTURA RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e promove o 2º Ciclo de Aulas Plataforma – Artes Visuais, que busca dar continuidade à primeira edição, realizada em 2021, quando o projeto ofereceu 11 encontros, passando pelos temas curadoria, produção, expografia, educativo, mercado de arte, direitos autorais, produção artística e gestão de espaços independentes. Para o 2º Ciclo de Aulas, com inscrições abertas a partir desta terça-feira, 01 de novembro, o objetivo é oferecer novamente uma formação gratuita que permita o acesso aos conhecimentos das áreas de curadoria, produção, educativo, direitos autorais, expografia, mercado de arte, mas desta vez com um grande diferencial: a realização de uma exposição ao final do curso. A formação teórica e prática proporcionará conhecimentos e orientações para a realização de uma mostra ao fim do Ciclo, realizada na Galeria Augusto Meyer, localizada na Casa de Cultura Mário Quintana, utilizando obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea do RS. A exposição terá acompanhamento e orientação de Jaqueline Beltrame e da curadora Gabriela Motta, parceira do projeto desde sua primeira edição, permitindo que os alunos coloquem em prática os aprendizados das 13 aulas que formam o 2º Ciclo. O projeto conta também com Coordenação de Produção de Nicole Quines e Adauany Zimovski nas Redes Sociais.

Contando com profissionais de diferentes áreas das artes visuais na realização dos encontros online, o curso conta com orientação de Gabriela e Jaqueline Beltrame. “Será uma grande oportunidade para os alunos terem acesso ao acervo do MACRS no desenvolvimento do projeto de exposição. Realizar uma mostra a partir das obras e em um equipamento cultural do Estado impulsiona os alunos a viverem uma experiência profissional ainda durante sua formação, enriquecendo seus curriculos”,  comenta Jaqueline.

A formação inclui a criação de projeto expositivo a ser apresentado para Gabriela e Jaqueline, que orientarão os alunos na realização da mostra apresentada. Todos os alunos participam da execução do projeto, divididos em grupos por área, com supervisão das profissionais. “Todos os participantes encerram o Ciclo com a experiência de integrar a ficha técnica de um projeto de exposição realizada em uma instituição cultural de renome e o acesso ao acervo de um museu”, declara a produtora. “Criei o Plataforma por identificar a necessidade de formação de profissionais que desejem atuar na realização de exposições, área em que eu mesma aprendi meu ofício, na prática, embora seja formada em Artes Visuais”,  afirma.

Jaqueline é produtora executiva com duas décadas de atuação nas artes visuais. “Nossa proposta de formação conta com a participação de diferentes profissionais com larga experiência em suas áreas de atuação. Isso permitirá oferecer aos alunos uma consistente formação teórica, porém, baseada na prática desses profissionais que atuaram e vêm atuando em grandes instituições e eventos de arte como Rumos Itaú Cultural, Bienal do Mercosul, MAC – USP, MAC Niterói, Santander Cultural, Instituto Ling, Fundação Iberê Camargo, Prêmio Marcantonio Vilaça CNI-SESI, MAC-RS, MARGS”.

Integram a lista de ministrantes a curadora, crítica e pesquisadora em artes visuais Gabriela Motta, a curadora e pesquisadora em artes visuais Izis Abreu, a diretora de arte, arquiteta, pesquisadora e doutoranda em Design na FAU-USP Isabel Xavier, o artista, pesquisador e professor Felipe Caldas, a advogada atuante na área do direito de entretenimento, direito autoral e propriedade intelectual Patrícia Goulart, e Jaqueline Beltrame, gestora, produtora e curadora, graduada em Artes Plásticas pela UFRGS, uma das sócias fundadoras, Diretora, Coordenadora de Produção e Curadora do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira. Há mais de duas décadas realizando projetos de artes visuais e cinema entre outras áreas da cultura, desde 2019 Jaqueline se dedica ao ensino também. “O Ciclo de Aulas completo totaliza 26 horas/aula, significando uma robusta formação na área, além de fornecer certificação para os alunos”, revela.

Os encontros ocorrem às segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 20h30, a partir de 21 de novembro (confira a programação completa abaixo) via Zoom. As inscrições, abertas até 13 de novembro, através de preenchimento de formulário no site https://plataformaonline.art.br/ contam com 20 vagas, sendo no mínimo 5 destinadas a ações afirmativas incluindo PCDs, LGBTQI+, Negros, Ciganos, Quilombolas, Indígenas, Mulheres, Idosos e pessoas em vulnerabilidade social, sempre autodeclarados. A seleção irá  considerar texto de interesse, o qual será enviado no formulário de inscrição. Embora as aulas sejam online, o Ciclo de Aulas, gratuito, será destinado a residentes do Rio Grande do Sul, com realização de exposição presencial em Porto Alegre. 

Além de promover cursos, o Plataforma tem uma área destinada ao compartilhamento de conteúdos online como textos críticos, outras plataformas de arte, projetos culturais e bibliografia dos cursos que promove. 

Plataforma tem apoio do MACRS e IEAVI. Financiamento do Pró-cultura RS, Governo do Rio Grande do Sul. Para mais informações, acesse: www.plataformaonline.art.br | instagram.com/plataformaonline.art/ |  fb.com/plataformaonline.art/

2º Ciclo de Aulas  Plataforma – Artes Visuais

Inscrições: de 01 a 13 de novembro 

Informe aos selecionados: 16 de novembro

Ciclo de Aulas: de 21 de novembro de 2022 a 18 de janeiro de 2023, segundas e quartas-feiras, das 18h30 às 20h30

Pré-produção da exposição – 19 de janeiro a 08 de fevereiro

Montagem – 08 a 13 de fevereiro

Exposição de 14 de fevereiro a 19 de março 

Inscrições gratuitas – O segundo Ciclo de Aulas é destinado a residentes do RS. 

20 vagas, sendo no mínimo 5 destinadas a ações afirmativas incluindo PCDs, LGBTQI+, Negros, Ciganos, Quilombolas, Indígenas, Mulheres, Idosos e pessoas em vulnerabilidade social, sempre autodeclarados. 

21/11 – segunda-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 1 – APRESENTAÇÃO

23/11 – quarta-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 2 – CURADORIA

28/11 – segunda-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 3 – CURADORIA

30/11 – quarta-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 4 – PRODUÇÃO

05/12 – segunda-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 5 – PROJETO EDUCATIVO

07/12 – quarta-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 6 – EXPOGRAFIA

12/12 – segunda-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 7 – MERCADO DE ARTE

14/12 – quarta-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 8 – DIREITOS AUTORAIS

19/12 –  segunda-feira – 18h30 às 20h30 |  AULA 9 – PROJETO DE EXPOSIÇÃO

09/01 – quarta-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 10 – GRUPO DE TRABALHO

11/01 – segunda-feira- 18h30 às 20h30 | AULA 11 – PRODUÇÃO

16/01 – quarta-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 12 – APRESENTAÇÃO PROJETO

18/01 – segunda-feira – 18h30 às 20h30 | AULA 13 – ORIENTAÇÕES EXPOSIÇÃO

19/01 a 08/02 – PRÉ-PRODUÇÃO EXPOSIÇÃO

08/02 a 13/02 – MONTAGEM EXPOSIÇÃO

14/02 – ABERTURA EXPOSIÇÃO

14/02 a 19/03 – EXPOSIÇÃO

Curadoria em artes visuais – conexões entre crítica, estética e política

Ministrada por Gabriela Motta

Ementa:

As aulas de curadoria em artes visuais  irão abordar esta atividade a partir de uma perspectiva histórica e prática, considerando tanto projetos paradigmáticos do século XX, quanto experiências curatoriais dos últimos 7 anos. 

Nesse sentido, o primeiro encontro irá analisar as exposições Live in your head. When Attitudes Become Form:  WORKS – CONCEPTS – PROCESSES – SITUATION – INFORMATION, com curadoria do Harald Szeemann (Bern, 1969); Les Magiciens de La Terre, com curadoria do Jean Hubert Martin, (Paris, 1989); e a A 24ª Bienal de SP, conhecida como bienal da Antropofagia –, com curadoria geral de Paulo Herkenhoff e curador adjunto Adriano Pedrosa, (São Paulo, 1998);

No segundo encontro, a curadoria em artes visuais será abordada a partir da apresentação de projetos curatoriais já realizados pela ministrante. Nessa aula, iremos discutir aspectos como formação de repertório; definição de temas ou assuntos; pesquisa temática e bibliográfica; recorte ou abordagem do tema; pensamento espacial; processo social implicado na atuação do curador; considerações sobre o público; dimensão social dos projetos; desdobramentos textuais – visuais – documentais. 

Ao refletirmos sobre a curadoria em artes visuais em uma perspectiva histórica  e prática é possível reconhecer o vínculo entre o desenvolvimento dessa atividade, as transformações ocorridas na própria arte e a institucionalização do circuito de artes visuais Além disso, é possível considerar a curadoria enquanto uma atividade comprometida com a arte e seu potencial transformador e insurgente. 

Sobre a ministrante:

Gabriela Motta – Gabriela Kremer Motta (Pelotas – RS, 1975). É pesquisadora, crítica e curadora em artes visuais. É Professora substituta no curso Conservação e Restauração de Bens Culturais Moveis – ICH-UFPEL 

Desenvolveu pesquisa de Pós-Doutorado junto ao PPGAV- UFPEL. 

Doutora em Teoria, Ensino e Aprendizagem da Arte, pela USP (2015), e mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005).

Como curadora realizou diversas exposições, sendo as mais recentes a exposição Matéria Difusa – um olhar sobre a coleção MACRS, em 2022, em comemoração aos 30 anos desta instituição, e a exposição Palavrar, da artista Elida Tessler, (curadoria realizada em parceria com Eduardo Veras)

Entre os projetos de reconhecidas instituições nas quais atuou estão o Prêmio Marcantonio Vilaça CNI-SESI  2019 e 2014; Prêmio PIPA IP Capital Partners de Arte – 2019, 2017 e 2015 e Rumos Itaú Cultural, edições 2017/2018, 2011/2012 e 2008/2009; além de projetos com as instituições MAC – USP, MAC Niterói, Instituo Ling e Fundação Iberê Camargo. 

Em 2010 foi contemplada com a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais. De 2008 a 2010, fez parte do grupo de críticos do Centro Cultural São Paulo. 

Em 2017, foi responsável pela concepção do Seminário Curadoria Em Artes Visuais – Um Panorama Histórico e Prospectivo. Este projeto, desenvolvido em parceria com Fernanda Albuquerque, foi realizado no Santander Cultural e contou com a participação de pesquisadores de todo o Brasil.

Em 2021 organizou, em parceria com Jaqueline Beltrame, o curso virtual Ciclo de Aulas Plataforma, com aulas acerca das principais questões ligadas às exposições de artes visuais. 

Como curadora realizou diversas exposições, entre elas as exposições A dobra do espaço, a poesia da forma (em 2022), da artista Jane Cainelli, na galeria Gestual; Antes do Azul (em 2019), da artista Romy Pocztaruk, no Instituto Ling; Passatempo (em 2018), da artista Rochelle Costi, no Museu do Trabalho, em Porto Alegre;  A Hora Mágica (em 2018), da artista Letícia Lopes, na galeria Aura, em S. Paulo; Fala, (em 2017), na galeria ECARTA; Acerca (em 2016), da artista Heloisa Crocco, na galeria Gestual; Ocupando Lucas, 21 (em 2015), com artistas da galeria Gestual, 365 (em 2015), da artista Elida Tessler (ao lado de Eduardo Veras), na galeria Bolsa de Arte; CANTOSREV (em 2014), do artista Nelson Felix, no Instituto Ling; Canto Escuro (em 2014), do artista Luiz Roque, no Museu do Trabalho; Um vasto Mundo (em 2014), da artista Romy Pocztaruk, na galeria SIM, em Curitiba; A invenção da Roda (em 2013), da artista Letícia Ramos, no Museu do Trabalho; realizou exposições coletivas em diversas cidades do Brasil como Joinville, Fortaleza, Recife, Belém, São Paulo, entre outras. Integrou o projeto Arte e Identidade Cultural na Indústria, promovido pelo SESI-RS (2007-2008).

É autora do livro “Entre olhares e leituras: uma abordagem da Bienal do Mercosul”, publicado pela editora ZOUK. Tem artigos publicados em diversas revistas especializadas e em catálogos sobre arte contemporânea. 


Produção

Ministrada por Jaqueline Beltrame

Ementa:

A aula Produção Executiva em Artes Visuais, abordará as diversas etapas de realização de exposições, visando capacitar profissionais da área. Dentre os tópicos abordados, estão a relação entre curadoria e produção, o orçamento e cronograma de uma exposição, empréstimo de obras, seguro, transporte especializado, produção local de obras para exposição, equipe e fornecedores, documentação diversa como Loan Form, Facility Report, Apólice de Seguro; expografia, luminotécnica, especificidades de montagem de vídeo instalações, entre outras atividades que envolvem a produção profissional de exposições de grande porte. Os conteúdos desta aula serão retomados na aula 11.

Sobre a ministrante:

Jaqueline Beltrame – Gestora Cultural, produtora executiva, curadora audiovisual e consultora de projetos culturais.

É sócia fundadora, Diretora Geral, Coordenadora de Produção e Curadora do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira, que em 2023 chega a sua 15ª edição. Há mais de duas décadas atua como gestora cultural, produtora executiva e captadora de parcerias em projetos em diversas áreas da cultura, com foco em artes visuais e cinema, tendo também produzido projetos como publicação de livros, projetos com programação multidisciplinar e teatro.

Produziu diversas exposições, entre estas cinco edições da Bienal do Mercosul; foi Produtora Executiva da Fundação Iberê Camargo, sendo responsável por planejar, coordenar e operar a programação cultural da instituição. Produziu exposições nos principais espaços culturais de Porto Alegre, como Santander Cultural (atual Farol Santander POA), Usina do Gasômetro, MACRS, Instituto Ling.

É produtora executiva de longas e curtas metragens, tendo filmes exibidos em festivais nacionais e internacionais como Mostra de Cinema de Tiradentes, Festival do Rio, Festival de Cinema de Gramado, Mostra Internacional de Cinema de SP, Berlinale, Sundance e Rotterdam.

Elabora projetos para inscrição em leis de incentivo e editais de cultura, tendo aprovações na LIC-RS, Lei Rouanet, FAC, Lei Aldir Blanc, editais federais, estaduais e municipais.

Além da direção de seus projetos, atua como Executiva de Captação de Recursos da equipe Maria Cultura para a 13ª Bienal do Mercosul; Diretora Técnica Cultural da AAMCRS – Associação dos Amigos do Museu de Arte Contemporânea do RS, e integrante do Comitê de Curadoria do museu; realiza consultorias e ministra cursos. Atua também como parecerista em editais de cultura de diversos estados.

Realiza também curadoria e programação audiovisual. Em 2021, colaborou com a plataforma de streaming Sulflix, como programadora de conteúdos e consultora, e integrou o comitê de seleção da Mostra de Curtas Brasileiros do 49º Festival de Cinema de Gramado. Em 2022, realizou a exposição Loops Expanded, no MACRS. No âmbito de festivais de cinema, trabalhou também na produção do 44º Festival de Cinema de Gramado e no 23º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

A convite e através do Goethe Institut Porto Alegre, participou do ARSENAL / LIVING ARCHIVE, residência curatorial em Berlim na qual pesquisou e exibiu obras audiovisuais do acervo do Arsenal – Institut for Film and Video Art. Em 2021 lançou Plataforma, projeto online para compartilhamento de conhecimentos através de cursos e conteúdos diversos, o qual teve sua primeira edição realizada através de edital da Lei Aldir Blanc e a segunda edição recentemente contemplada no edital FAC Visual.


Curadoria educativa: para uma prática compartilhada, crítica e decolonial

Ministrada por Izis Abreu

Ementa:

Curadoria educativa: para uma prática compartilhada, crítica e decolonial

Pretende oferecer uma perspectiva introdutória do termo “curadoria educativa”. Concepção calcada na centralidade dos programas educativos em exposições de arte. Busca-se oportunizar um espaço de reflexão acerca da prática pedagógica em arte como lugar de produção de conhecimento, consciência crítica, agenciamento político e descolonização do ser e do saber, incluindo neste, a produção do sensível.

Sobre a ministrante:

Izis Abreu– Izis Abreu integra o Núcleo de Acervo do Museu de Arte contemporânea do Rio Grande do Sul- MAC-RS;  Pesquisadora Mestra em História, Teoria e Crítica de arte pelo Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da UFRGS; Bacharela em História da Arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Investiga a representação visual de sujeitos racializados como negros em acervos artísticos públicos de Porto Alegre, problematizando a interseção raça, arte e poder. Sua prática é informada, principalmente pela Teoria Critica da Raça, pensamentos do  feminismo negro, afrodiaspórico e decolonial. Foi curadora na exposição Otacílio Camilo – Estética da Rebeldia (2019), no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, na exposição Insurgentes (2020), pelo IV Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea. Também foi curadora da exposição Donas da História, que foi apresentada no Palácio Piratini, na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), no Memorial do Judiciário e no Memorial do Legislativo (2021-2022) e curadora, junto com Igor Simões e Caroline Ferreira, do Programa Público e da exposição Presença Negra no MARGS (2022).


Expografia

Ministrada por Isabel Xavier

Ementa:

A partir da análise de projetos expográficos desenvolvidos pela ministrante, o curso discute a expografia e suas questões conceituais e técnicas responsáveis por dar forma a um projeto expográfico. Para tal serão abordadas ferramentas utilizadas, suas etapas de trabalho, os papéis dos agentes envolvidos no processo, acessibilidade, design, planejamento e público, entre outros fatores relativos à prática expográfica.

Sobre o Ministrante: Isabel Xavier é diretora de arte, arquiteta, pesquisadora e doutoranda em Design na FAU-USP, com graduação em arquitetura e urbanismo pela mesma instituição. Assinou direção de arte de filmes (longas, curtas e videoclipes) como “Meu amigo Hindu”, dirigido por Hector Babenco, “Das ruas de São Paulo para o mundo – Racionais”, dirigido por Juliana Vicente; “Um ano inesquecível – Outono”, dirigido por Lazaro Ramos, entre outros. Foi indicada ao Prêmio de Melhor direção de arte, pela Academia Brasileira de Cinema, em 2017, por seu trabalho no filme “Meu Amigo Hindu”. Como arquiteta, realiza projetos expográficos para mostras em diversas instituições culturais do país. Sua pesquisa tem foco no processo criativo e estratégias projetuais de filmes e exposições cujo mote é a reescrita da história negra e imaginação afro-diaspórica.


Mercado de Arte

Ministrada por Felipe Caldas

Ementa:

Os mercados da arte despertam desejos e repulsas, de um lado é acusado de corromper os “verdadeiros valores da arte”, de outro é de suma importância para a geração de emprego e renda não somente para os artistas. Como disse Pierre Bourdieu, “o comércio da arte é o comércio das coisas que não se faz comércio”. Partindo das noções gerais dos mercados da arte, mercado primário, secundário, mercado de trabalho, esta aula discutirá sua formação e especificidades no território de Porto Alegre entre os anos 1980 à atualidade.

Sobre o Ministrante:

Felipe Caldas – Porto Alegre, 1986. Artista, pesquisador e professor. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV-UFRGS com ênfase em História, Teoria e Crítica da Arte. Professor adjunto no Instituto de Letras e Artes da FURG. Se dedica em âmbito acadêmico a estudar as relações mercadológicas e de trabalho no campo da arte brasileira. Publicou em 2014 o livro Arte&Fato 30 anos, e em 2021 Vende-se Artista. É membro da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP) e desenvolve a pesquisa Topografia das Sombras: A Economia da Arte em Circuitos Periféricos na FURG.

Maiores Informações ver currículo lattes:

http://lattes.cnpq.br/8829207712255367


Direitos Autorais nas Artes Visuais

Ministrada por Patricia Goulart 

Ementa:

Capacitar os artistas visuais e produtores a planejar e gerir direitos autorais envolvidos na realização, produção e gestão das obras visuais a partir da compreensão dos Direitos de autor: morais e patrimoniais. Serão apresentadas noções de obras protegidas originárias e derivadas, direitos de exibição ao público, reprodução e utilização de obras de terceiros. Principais aspectos das autorizações, licenças e cessões para a circulação de obras e/ou comercialização a partir de casos práticos.

Sobre a ministrante:

Patrícia Goulart – Patrícia Goulart é consultora jurídica de autores, projetos e empresas atuantes no mercado cultural e de entretenimento. Ministra cursos na área de direitos autorais. Atua nos processos de elaboração e execução de projetos, com a realização de clearence de conteúdo, planejamento da gestão de propriedade intelectual desde a concepção à exploração econômica, com a representação de autores, inventores e corporações na intermediação de negociações. Assessorou grandes espetáculos e eventos como Porto Alegre em Cena, Festival de Cinema de Gramado, Mostras da Bienal do Mercosul, Séries para TV, Longas-metragem, coproduções audiovisuais nacionais e internacionais

Rancho Tabacaray recebe show de Sérgio Rojas na sexta, 11 de novembro

Novo empreendimento do projeto El Topador na zona sul de Porto Alegre promove programação que une gastronomia e música 

Na sexta-feira, 11 de novembro, o Rancho Tabacaray abre as portas para mais uma noite de música e gastronomia, com o show de Sérgio Rojas. Com mais de 50 anos de carreira, Rojas é um nome de destaque no cenário musical do RS e dos países do Prata, com mais de 200 prêmios em festivais, quatro álbuns e três DVDs lançados. Dividiu o palco com Mercedes Sosa, Fito Páez, Raimundo Fagner, Fafá de Belém entre outros músicos nacionais e internacionais. Suas criações têm forte influência artística e folclórica do Uruguai e da Argentina. Compôs e produziu mais de 20 trilhas de longas-metragens para o cinema latino-americano de filmes como Lua de Outubro, Reus, Mi Mundial, entre outros. 

Nesta performance, o público poderá conferir canções como Caminhada, Frontera e No abraço somos nós. No cardápio, pratos saindo da parrilla, como choripan, bife de chorizo e entrecot e bebidas. A casa abre ao público às 18h com show às 20h, com ingressos a R$ 85,00.

O Rancho Tabacaray, inaugurado em junho deste ano, é o mais novo local do projeto El Topador, comandado pelo mestre parrillero Antônio Costaguta. O empreendimento surge como um local de valorização da cultura dos povos sulistas, com a gastronomia como um desses pilares, ao lado da história e das artes. “Acredito que entender a gastronomia de um local é conhecer um pouco da sua história. E nada melhor do que reunir as pessoas para boa música, conversas, um braseiro forte e muita carne para cultura do ritual”, revela o parrillero e comunicador, diplomado pela Escuela Argentina de Parrilleros em Buenos Aires, e formado na MasterClass Los Siete Fuegos com Francis Mallmann, do Bodega y Restaurante Garzón.

Localizado na zona sul de Porto Alegre, o local foi construído no fim do século XIX pelo italiano Vicente Monteggia que estabeleceu ali sua casa, uma capela, uma escola, um moinho de farinha de milho e um engenho de moer cana-de-açúcar. Entusiasmado com a beleza do local e com a adequação da terra para o cultivo da uva, Monteggia estimulou a vinda de novas famílias de colonos para Vila Nova. Em homenagem a este importante personagem, deu-se a uma das ruas de acesso ao bairro o nome de Avenida Vicente Monteggia. A Vila Nova é um bairro único, principalmente por sua formação, teve grande destaque econômico devido sua produção agrícola no final do século XIX, importante não apenas para Porto Alegre, mas para a história da colonização italiana no RS. A história da Vila Nova se funde com a história da família Monteggia, uma história de empreendedorismo e cooperativismo liderada por Vicente Monteggia, negociante de terras, industrial, agricultor, comerciante, organizador de empresas, construtor e técnico em construção de estradas (Agrimensor). Ele foi um dos responsáveis pelo surgimento do bairro e o grande responsável por seu desenvolvimento.

O Rancho Tabacaray contará em breve com um espaço para contar a história da família e sua importância no crescimento da zona sul de Porto Alegre. O nome do rancho surge de uma placa, encostada há 30 anos em um galpão em Santana do Livramento, cidade natal de Costaguta. O significado: o filho de um grande líder. Para mais informações, acesse: https://www.eltopador.com.br/ https://www.instagram.com/eltopador

Saiba mais

EL TOPADOR 

Somos uma multiplataforma dedicada a disseminar a cultura do assado em sua essência, falando sobre toda a cadeia produtiva da carne, do homem do campo até ela chegar na mesa em forma de gastronomia. Acreditamos no poder do fogo como forma agregadora da vida, proporcionando encontros e experiências memoráveis. Levamos em nossa mala de garupa a bandeira do Rio Grande do Sul, abraçando a arte, história, cultura e pessoas que fazem deste pago um lugar único e especial.

Nossa missão é levar para nossa comunidade conteúdo de qualidade, informação, conhecimento, arte, cultura e entretenimento, junto de parceiros. Além de produzir documentários, programa de entrevistas e TV, lives, curso online e criação de conteúdo para redes sociais, o projeto El Topador também vive de encontros. De eventos dos mais variados tipos e tamanhos à festas de casamento, cursos e festivais de gastronomia pelo Brasil afora. Somos referência no Rio Grande do Sul e no Brasil quando o assunto é churrasco e cultura.

Criado há sete anos pelo mestre parrillero Antônio Costaguta, o El Topador conta com os empreendimentos Refúgio El Topador e Rancho Tabacaray, os programas Buenas Hermanos e Desbravando, além de promover cursos e workshops. 

Antônio Costaguta nasceu na fronteira, em Santana do Livramento/RS, divisa do Brasil com o Uruguai. Traz da família um pouco desta origem do “Gaucho”, unindo o amor e a cultura das duas pátrias. Fez desta tradição do mundo rural e campeiro a sua essência, se especializando na cultura do assado e do fogo e se tornando um dos grandes expoentes do Estado quando o assunto é valorização da cadeia produtiva da carne, promovendo e disseminando um consumo consciente da pecuária produzida nos vastos campos verdes do nosso Bioma Pampa.

Formado em Publicidade e Propaganda pela ESPM, tem sobretudo um olhar romântico e bucólico da vida do gaúcho e do nativismo. Andou por países como Uruguai e Argentina. Aprendeu nesses lugares técnicas que revelam sua essência: é mestre parrillero com mais de 10 anos de assados, diplomado pela Escuela Argentina de Parrilleros em Buenos Aires, e formado na MasterClass Los Siete Fuegos com Francis Mallmann, do Bodega y Restaurante Garzón. Atualmente Antônio tem um programa dominical no SBT RS chamado “Na Beira do Fogo”. Além de apresentador, é curador e gestor do programa.

SÉRGIO ROJAS NO RANCHO TABACARAY

11 de novembro, sexta-feira, às 20h (portões abrem às 18h)

Rancho Tabacaray (Av. Vicente Monteggia, 2770), Vila Nova, Porto Alegre – cozinha até 22h e local encerra às 22h30.

Quanto: R$ 85,00 – Comidas e bebidas serão comercializadas no local. Crianças menores de 8 anos não pagam. Reserve o lugar delas adquirindo o ingresso gratuito no Sympla. Mediante identificação na entrada do evento.

https://www.sympla.com.br/evento/show-com-sergio-rojas-11-11-rancho-tabacaray/1752759

*Mais informações pelo WhatsApp (51) 99864-1357.

Projeto de capacitação para educadores de escolas públicas de educação infantil promoverá ação em Lajeado e outros quatro municípios do RS e PR

“Em busca da infância prometida” conta com realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo – Governo Federal através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Doctor Clin, Pirelli, Campneus, Fruki e Quero-Quero

Capacitações ocorrem em Arroio do Meio, Novo Hamburgo, Gravataí, Lajeado e Cascavel ao longo do segundo semestre de 2022

Nos dias 22 e 23 de outubro e 06 e 18 de novembro a cidade de Lajeado recebe o projeto Em busca da infância prometida. O município integra a lista com outras cinco cidades do Rio Grande do Sul e Paraná que sediarão as ações em escolas públicas de educação infantil, que iniciaram em 25 de junho em Arroio do Meio. Situadas em regiões de vulnerabilidade social, as instituições receberão oficinas e equipamentos que proporcionarão ferramentas para que os professores possam desenvolver práticas artísticas com crianças de zero a seis anos. Com realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo – Governo Federal, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio Doctor Clin, Pirelli, Campneus, Fruki e Quero-Quero, o projeto mobilizará atividades em quatro municípios gaúchos e um paranaense: as ações ocorrem em Arroio do Meio, Novo Hamburgo, Gravataí, Lajeado e Cascavel, alcançando 120 professores e 780 crianças no total. Em Lajeado, a instituição selecionada é a SLAN – Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente, que recebe atividades formativas nos dias 22 e 23 de outubro e 06 de novembro, além da mostra dos alunos, programada para 18 de novembro. 

O projeto, criado pela Amora Produções Culturais, conta com a doação de equipamentos para as instituições e atividades formativas. Cada escola receberá televisor, notebook, caixa de som e câmera filmadora, que serão utilizadas tanto nos workshops quanto nas atividades com os alunos. Os professores participam de 40 horas de oficinas, executadas em formato intensivo presencial e online, aproximando-os das linguagens de teatro, dança, artes visuais, música e audiovisual, que contam com coordenação pedagógica de Bruno Flores Prandini. Após a formação com os educadores, estes irão experimentar na prática as metodologias aprendidas, desenvolvendo práticas educativas em artes com seus alunos, tendo acompanhamento constante dos arte-educadores do projeto. Inspirados pela história de Peter Pan para criarem um universo de brincadeiras e imaginação, a poética da Terra do Nunca norteará as práticas pedagógicas, que serão apresentadas em uma grande mostra ao final do projeto, onde as crianças vivenciarão tudo o que aprenderam e descobriram ao longo de duas semanas de experimento com seus educadores.

No encerramento cada instituição beneficiada receberá um “baú mágico” com um acervo criativo composto por maquiagens, máscaras, instrumentos musicais, fantoches e diversos outros recursos que possibilitarão que as crianças trabalhem com a linguagem artística não só durante a realização do projeto, mas em diversos outros momentos. Ao final das atividades, um documentário sobre o projeto será  lançado nas redes sociais, reunindo imagens das capacitações, da mostra dos alunos, assim como depoimentos dos participantes. Esses vídeos também serão criados dentro da sala de aula, a partir do olhar de cada professor que registrará momentos das práticas com as crianças. O próximo município a receber as atividades é Gravataí, no mês de agosto. 

Em busca da infância prometida é uma realização da Amora Produções Culturais, empresa de Porto Alegre, surgida em 2012, que tem como foco a realização de projetos culturais que tenham impacto social e contribuam para o desenvolvimento das regiões beneficiadas. Suas ações buscam fomentar o acesso, a descentralização e o surgimento de novas plateias para o mercado cultural.  Em seus anos de atuação, contam com mais de 50 projetos aprovados, beneficiando mais de 300 mil pessoas e impactando mais de 150 cidades. Para mais informações, acesse: instagram.com/amoraproducoesculturais 

SERVIÇO:

O que: Projeto Em Busca da Infância Prometida

Público-alvo: Escolas públicas de Educação Infantil

Linguagens desenvolvidas: Teatro, Dança, Artes Visuais, Música e Audiovisual

Cidades Beneficiadas: No Rio Grande do Sul: Gravataí, Novo Hamburgo, Arroio do Meio, Lajeado e, no Paraná: Cascavel.

Quando:

Lajeado – SLAN – Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente  – 22 e 23/10, 06/11, atividades formativas, 18 de novembro, mostra dos alunos

Ficha técnica:

Realização e produção executiva: Amora Produções Culturais

Coordenação Pedagógica: Bruno Flores Prandini

Vídeos: Bruno Alencastro

Fotografia: Gabriehl Oliveira

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Silvia Machete apresenta seu mais recente disco em show no Agulha na quinta, 10 de novembro

Rhonda é o quarto disco autoral da cantora e compositora

Na quinta-feira, 10 de novembro, às 21h, a cantora e compositora Silvia Machete sobe ao palco do Agulha para apresentar seu mais recente álbum, Rhonda. O disco conta com dez faixas autorais e a releitura de No One Else Around, composição de Tim Maia lançada em 1976. Lançado em 2020, recebeu elogios da crítica especializada, que agora apaixona-se também pelo seu show, em turnê pelo Brasil com uma banda extraordinária. Rhonda ao vivo soa como ficção, cinema. Radicada em São Paulo desde 2019, a cantora se jogou nessa nova e poderosa possibilidade: se reinventar, cantar com uma nova voz e desbravar um novo universo musical. 

Longe dos palcos, mas perto do coração. Assim nasceu Rhonda. Feche os olhos e se distancie daquela moça performática que encanta a plateia com sua atuação, habilidade e malabarismo e carisma. Em Rhonda, lançado pela Biscoito Fino, o encantamento passa por outro lugar – a voz e a sonoridade ganham protagonismo. Em seu mais belo álbum até agora, o  clima tropical ficou para trás dando lugar a uma nova e densa atmosfera.

O álbum foi desenvolvido em parceria com o baixista Alberto Continentino e a produção é de Lalo Brusco. Gravado no estúdio Buena Familia, participam do álbum Guilherme Monteiro (guitarra), Chicão (teclado) e Vitor Cabral (bateria), além do tecladista Jason Lindner (um dos principais nomes por trás da sonoridade do aclamado Blackstar, disco de David Bowie de 2016) na faixa Great Mistake. Rhonda transita entre um soul rasgado e elétrico (Cactus), passa por um “sofistifunk” (One of the kids you know) e chega em um jazz-latin-rock dos mais incrementados (Messy eater), levando o ouvinte por uma viagem sonora autêntica, misturando várias referências, que vão do foulksoul americano a Bossa Nova, do pop analógico oitentista às trilhas dos filmes de Quentin Tarantino.

“Gravar um disco foi em algum lugar do tempo, um momento realmente especial. Um momento de encontro entre produtores, arranjadores, músicos, engenheiros de som, a sonoridade de um estúdio e seus equipamentos. Nos dias de hoje, esse tipo de acontecimento é cada vez mais raro, todo mundo faz tudo sozinho. Mas em Rhonda, esse momento aconteceu. O álbum exala a química entre todas essas pessoas, suas tocadas, seus timbres. É um disco tocado e cantado junto no estúdio, como nos velhos tempos. Rhonda tem química musical: letra, harmonia, melodia, sonoridade, um imaginário lírico rico, em sintonia total na manufatura do álbum”, revela a artista.

Na noite de 10 de novembro, Silvia sobe ao palco como Rhonda e vem acompanhada pelos músicos Conrado Goys (guitarra), Chicão (teclados), Dudinha Lima (baixo) e Antônio Loureiro (bateria). Os ingressos, à venda pela plataforma Sympla, custam entre R$ 25,00 e R$ 100,00. Para mais informações, acesse www.instagram.com/silvia.machete.

O que disseram sobre Rhonda:

O produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista Kassin diz se sentir impressionado com o espetáculo: “o show da Silvia Machete foi um dos melhores e mais refinados shows que eu já vi na vida. Impecável em todos os detalhes.

Além de Kassin, o ensaísta, filósofo, letrista, compositor e apresentador do “Papo de Segunda” (GNT), Chico Bosco destaca a apresentação: “Rhonda e tudo tem certo ar de ficção – mas ela também não cessa de te dizer que a ficção é a vida, e essa ambiguidade entre a distância da máscara e os afetos sinceros da música, estrutura o show e responde por sua beleza”.

“Rhonda desce fervendo como um shot. Arrebata, é íntimo e inebriante”, diz Maria Luiza Jobim.

“O álbum Rhonda Lembra que Silvia Gabriela de Lima Machado é uma das melhores cantoras surgidas no Brasil ao longo dos anos 2000”, declara Mauro Ferreira.

RHONDA  https://open.spotify.com/album/7pko2Y0IVUtooEMyClGv0c?si=oRR0MCh1TZaIhxyjCAWozg

Lips (Silvia Machete / Alberto Continentino)

Soon (Silvia Machete / Alberto Continentino)

Forget to Forget (Silvia Machete / Alberto Continentino)

I love Missing You (Silvia Machete / Alberto Continentino)

Messy Eater (Silvia Machete / Alberto Continetino)

With no one else around (Tim Maia)

Carrousel (Silvia Machete / Alberto Continentino)

One of the Kids you know (Silvia Machete / Alberto Continetino)

Great Mistake (Silvia Machete / Emerson Villani)

Cactus (Silvia Machete / Emerson Villani)

So Many night (Rafael Torres)

Os Besouros recebem Pete Best em show no Theatro São Pedro no domingo, 20 de novembro

Primeiro baterista dos Beatles vem ao Brasil para exclusiva participação especial na performance
 

Porto Alegre recebe no dia 20 de novembro, às 18h, uma performance muito especial: a banda Os Besouros sobe ao palco do Theatro São Pedro e o show contará com a participação de Pete Best, primeiro baterista dos Beatles. Nascido Randolph Peter Scanland, Pete Best entrou para a banda em agosto de 1960, na véspera da primeira temporada do grupo em Hamburgo. O músico já conhecia os Beatles desde os Quarrymen, se apresentaram algumas vezes no Casbah Coffee Club, bar da mãe de Pete, Mona. Até sua saída da banda em agosto de 1962, Best acompanhou centenas de performances ao lado de Paul McCartney, John Lennon e George Harrison, incluindo as quase 300 apresentações no Cavern Club. 
 
Vindo especialmente de Liverpool para o evento, Pete Best participará de parte do show de Os Besouros, banda criada em 2011 onde apresenta versões de músicas dos Beatles em arranjos próprios. Formada por Nelson Dvoskin (vocal e guitarra base), Felipe Rotta (guitarra solo), Veco Marques (guitarra solo), Daniel Finkler (contrabaixo) e Ricardo Rochedo (bateria), já se apresentou em diversas cidades pelo Brasil e também na Inglaterra. Em 2017 o grupo foi convidado a participar da Beatleweek em Liverpool, realizando temporada de 10 shows no Cavern Club e mais seis performances em outros locais da cidade.
 
O público poderá conferir canções como Get Back, In my life, All my loving e My Bonnie, que integrarão o repertório. Os ingressos custam entre R$ 20,00 e R$ 70,00 e estão à venda pelo site do Theatro São Pedro.  
 
Os Besouros recebem Pete Best
20 de novembro, 18h
Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n – Porto Alegre
Ingressos https://teatrosaopedro.rs.gov.br/os-besouros-recebem-pete-best
 
FICHA TÉCNICA
 
Direção Artística: Besouros
Equipamento de sonorização e iluminação: Celito Sonorização
Operação de som PA: Clauber Scholles
Criação e operação de luz: Osvaldo Perrenoud
Técnicos de palco: Matheus Goelzer 
Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Assistente de produção: Romario Mazzotti
Direção de Produção: Carangacci Música

Som da Madeira tem duas sessões no Teatro Glênio Peres nesta sexta e sábado, 21 e 22 de outubro

Espetáculo da Cia de Arte La Negra Ana Medeiros tem entrada franca e integra a VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres


Nesta sexta e sábado, 21 e 22 de outubro, às 19h, a Cia de Arte La Negra Ana Medeiros apresenta o espetáculo Som da Madeira. As sessões com entrada franca integram a VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres, promovida pela Câmara Municipal de Porto Alegre.

Com músicas do violonista Thiago Colombo e direção artística de Silvia Canarim, o espetáculo apresenta uma dança com mescla de estilos entre o Flamenco e o folclore “sureño”. Nele, Ana Medeiros La Negra, Ana Candida de La Campana, Emily Borghetti e Patrícia Corrêa, quatro bailarinas com formações em dança flamenca, traduzem através da sonoridade do violão, dos corpos e das possibilidades que os elementos feitos de madeira, como a castanhola, leque, baston, bata de cola, cajon e os saltos dos sapatos, proporcionam. Para além da música e dança, o Som da Madeira provoca reflexões sobre diversidade, ancestralidade, os ciclos de nascimento e morte e deixa o recado da importância e urgência da nossa conexão com a natureza. 

Os ingressos estão disponíveis para retirada na Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 18h até sexta-feira, e no sábado somente 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade.

Som da Madeira – VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres

21 e 22 de outubro, sexta e sábado, 19h
Teatro Glênio Peres da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico)
Entrada Franca – retirada de ingressos Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 18h até sexta-feira, e no sábado somente 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade.

Museu da Cultura Hip Hop RS recebe programação do projeto Museu Mais Cores no sábado, 22 de outubro

Evento com entrada franca inaugura área externa do museu, que conta com pinturas de 10 artistas e promove 12 atividades entre oficinas e performances

Projeto conta com conta com o financiamento do Pró-Cultura – RS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, patrocínio de Tintas Renner e Lojas Quero Quero



No sábado, 22 de outubro, o Museu da Cultura Hip Hop do RS abre suas portas pela primeira vez para a comunidade, promovendo a primeira edição do projeto Museu Mais Cores. Com 12 atividades gratuitas entre oficinas de Graffiti, Rap, Breaking, DJ e Conhecimento e performances, a programação também marca a inauguração da área externa do museu, que conta com pinturas em graffiti de 10 artistas.

O projeto Museu mais Cores ocupará artisticamente o complexo do Museu da Cultura Hip Hop RS antes da sua inauguração oficial, durante os meses de outubro, novembro e dezembro, proporcionando uma aproximação da comunidade local e Hip Hopers com o espaço coletivo e popular. A primeira celebração Hip Hop do museu inicia a partir das 14h e conta com oficina de arte-educação sobre poesia, batalha de conhecimento para mulheres e pessoas LGBTQIAP+, oficina de dança Breaking, oficinas e painel de graffiti, de DJ, além de performances do DJ Nezzo, BBoy Uil, Restinga Crew, Negra Jaque e RAPajador

As atividades do Museu Mais Cores foram selecionadas através de edital público, que recebeu mais de 117 inscrições de Hip Hopers de todo Rio Grande do Sul, em um longo processo de curadoria e seleção dentro dos cinco elementos da Cultura Hip Hop – DJ, Rap, breaking, graffiti e conhecimento. Foram selecionados 40 artistas e coletivos de 15 cidades como Porto Alegre e região metropolitana, Pelotas, Santa Maria, Tramandaí, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, que integram a programação ao longo dos próximos meses. 

Área externa contou com pintura de empena e murais
O grafiteiro Trampo, um dos curadores do Museu do Hip Hop, convidou a artista Gugie, de Santa Catarina, para assinar a arte da empena localizada no pátio do museu, intitulada Leia-SI. O trabalho de Gugie também pode ser conferido no mural Aurora Negra, localizado no Centro Histórico, onde a artista assina o projeto ao lado de outros três criadores. Para a execução da pintura da área externa, nove artistas locais foram convidados: Moxa, SKILO, ALN, Triafu, JAQUE VIEIRA, Dm.tinta, Bina, Dana Luz e Shap Paint, que receberam formação e treinamento em NR35, além de exames médicos e seguro saúde, qualificando-os para futuros trabalhos em altura. 

Segundo Gugie, a grafitagem da empena é a maior feita com andaime fachadeiro do RS, com 360 metros quadrados pintados e 300 litros de tinta e 50 latas de spray utilizadas. Ao longo de 20 dias, além de auxiliarem na pintura da empena, os artistas locais também assinam as pinturas do muro e da quadra poliesportiva do museu, recém-reformada, criando uma grande exposição a céu aberto. 
O Projeto Museu Mais Cores conta com o financiamento do Pró-Cultura – RS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, patrocínio de Tintas Renner e Lojas Quero Quero.


Estufa Agroecológica deve fornecer mais de 6.000 hortaliças por mês
Há poucos dias o Museu da Cultura Hip Hop RS inaugurou a Estufa Agroecológica Periférica Flor do Gueto, nome que homenageia a rapper e ativista Malu Viana. No dia 22 será possível adquirir vegetais orgânicos produzidos no local, como alface (crespa e lisa), rúcula, repolho, beterraba e tempero verde. A estrutura de 170m² conta com 21 calhas de produção, com capacidade produtiva estimada em 1.750 plantas por plantio, que conta com supervisão e capacitação do com a previsão de fornecer em torno de engenheiro agrônomo e consultor técnico de horticultura Evandro Galarca. A previsão é que a estufa forneça em torno de 6.000 hortaliças por mês, que serão comercializadas, doadas e também consumidas no local.  

A Estufa Flor do Gueto irá compor o roteiro de visitação e ação educativa continuada do Museu da Cultura Hip Hop RS, com oficinas de educação ambiental e Hip Hop, distribuição de mudas, cestas básicas e brindes aos visitantes e sua implantação contou com apoio do Ministério Público do Trabalho no RS e Instituto SLC. Malu Viana foi uma ativista social e política, militante negra antirracista e artista do Hip Hop. Flor do Gueto partiu precocemente, dia 12 de junho de 2021, aos 47 anos, após sofrer um infarto. Natural de Porto Alegre, aos 15 anos ela já conquistava espaço como líder estudantil e na música em paralelo. Rapper, radialista, educadora social, produtora cultural, marcou presença nas principais lutas de sua geração atuando direta ou indiretamente nas causas das mulheres, jovens negros e negras periféricos.

Inauguração do Museu da Cultura Hip Hop no RS está prevista para o primeiro semestre de 2023
O Museu da Cultura Hip Hop RS é o primeiro da América Latina dedicado ao movimento, com uma ampla estrutura de um espaço físico para celebração, preservação e resgate histórico da cultura Hip Hop desenvolvida no Rio Grande do Sul.

Com expectativa de 30 mil visitações ano, o complexo contará com quase 6 mil itens de acervo físico e digital sobre a história do Hip Hop gaúcho, estruturado com salas expositivas, estúdio musical, atelier de oficinas, café, loja, estufa agroecológica, biblioteca, quadra poliesportiva, CT de breaking, em uma área de quase 4 mil metros quadrados na Vila Ipiranga em Porto Alegre. Inspirado no The Universal Hip Hop Museum nos EUA, o Museu é uma iniciativa coletiva da Associação da Cultura Hip Hop de Esteio e objetiva o fortalecimento de outros estados brasileiros para criação de museus, organizando rede capaz de construir o Museu Brasileiro da Cultura Hip Hop nos próximos cinco anos.

Com projeto arquitetônico executivo assinado pela Goma Oficina em parceria com o Coletivo Uanda e interiores pela Start Interiores, a iniciativa conta com financiamento do Pró-Cultura – RS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, patrocínio de Tintas Renner, Lojas Quero Quero e apoio Fitesa, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Ministério Público do Trabalho no RS, Consulado Geral dos Estados Unidos e Instituto SLC. Para mais infomações, acesse instagram.com/museuhiphoprs

Museu Mais Cores – primeira edição
Sábado 22 de outubro, 14h 
Rua Parque dos Nativos, 515, na Vila Ipiranga

Programação

14H – OFICINA RIMA É POESIA
com Paulina da Rosa Magalhaes – Caxias do Sul
Número de vagas: 16 
Inscrições: por ordem de chegada   
Oficina de arte-educação sobre Poesia com a materialização através de bolsas sustentáveis; comemoração dos 17 anos da Nação hip hop Brasil. Cada aluno receberá um kit de artes para a produção do artesanato, com uma bolsa de algodão orgânico (que será ofertada como participação), com lápis, borracha, folhas de ofício e pincel (o material será recolhido no final da oficina).O uso de canetas, tintas, carimbos, spray, etc, será de escolha de cada participante.                                                                                
A Formadora Paulina da Rosa Magalhães é poetisa, educadora social e há 3 anos trabalha como  artista-empreendedora com o Projeto Poesia na Bolsa. 

14H – OFICINA DE BGIRLING: QUEBRANDO AS EXPECTATIVAS
Com Louise Lucena – Porto Alegre
Oficina de dança Breaking em que os fundamentos do Breaking (toprock, footwork e freeze) serão trabalhados a partir do caráter da imprevisibilidade, como estratégia e intervenção crítica e reflexiva sobre e a partir da criação e expressão estética do bboy e da bgirl.      
Louise Lucena possui trajetória nas danças urbanas há mais de 20 anos. Iniciou seu processo no Hip Hop freestyle e em 2006 migrou para o Breaking. Faz parte da crew Bsbgirls-DF e atuou profissionalmente em competições até 2014. Em 2019 foi indicada ao prêmio Açorianos na categoria destaque melhor bailarina e trabalhou em parceria com a rapper Negra Jaque no lançamento do seu álbum Diário de Obá. Em 2020 iniciou seus primeiros espetáculos solo mesclando o audiovisual e a fotografia.
 
14H – OFICINA DE GRAFFITI: A MAGIA DA FLORESTA PARA CRIANÇAS
ALI (Alice Mendes Thume) – Porto Alegre
Arte intuitiva onde contém energia canalizada com elementares da floresta. Trazendo, cura, harmonia e alegria para o ambiente. A ideia para o Museu é trazer os animais de poder da floresta Amazônica em forma de respeito e cura, utilizando técnicas do graffiti para expressão. Formada em Design de Moda e Publicidade, experiência na cena como criadora em marcas de skate, ações sociais.de graffiti em comunidades do RS, SC, PE sempre levando as cores como forma de cura para os locais.    

14H – OFICINA DE DJ
DJ Canini (Gustavo Petersen Canini) – Porto Alegre
Oficina demonstrativa de técnicas de scratch, mixagens, manuseio e saberes da arte dos toca discos. Ex aluno da Oficina de DJs do DJ Deeley(Da Guedes), ex integrante dos Grupos Intuição de Rua, Família Sarará e 288. Já tendo se apresentado em diversas casas noturnas de Porto Alegre, Litoral e interior do Estado. Recentemente firmando parceria, gravando músicas e videoclipes com diversos MCs, entre eles, Xis, Phantom, Zonésio, Titi, Preto X, Masia One, Bokka Rica, Fiapo, Gigante no Mic, Bennytz e Forms.

15H – DJ NEZZO
Ademir Porto Cavalheiro – Porto Alegre
Set que fará um trânsito entre os diversos períodos musicais dentro da Cultura musical, desde seus primórdios no SOUL e no FUNK, até os clássicos internacionais e nacionais. Ademir Cavalheiro, ou simplesmente Dj NEZZO Começou sua história cultural e musical no final dos anos 70, como dançarino de SOUL no Grupo Ballet Black Five.É um dos arquitetos da Cultura Hip-Hop do Brasil, sendo pioneiro na construção dessa arte no Rio Grande do Sul a mais de 30 anos. Foi um dos criadores do 1º grupo de dança de rua do estado, campeão dos 1ºs concursos de Breakin e de DJ do RS e é o mais antigo MC do RAP gaúcho em atividade.Fez vários shows e participações em eventos de diversos estados, além de palestras e workshops em várias universidades, faculdades e escolas do país. Foi também diretor e apresentador do 1º programa de Hip-Hop em tevê aberta do Brasil- Hip-Hop Sul, na TVE. Atualmente é produtor e integrante do Projeto CYPHER SUL, integrante do Projeto EXPRESSO BLACK, e também estudioso e praticante da arte DJ, onde mescla em seu set várias vertentes da Black Music, usado sempre como instrumento principal os Toca-Discos

16H – OFICINA BATALHA DE CONHECIMENTO
Batalha das Monstras – Mariana Abreu Marmontel – Porto Alegre
Exclusiva para mulheres e pessoas lgbtqiap+
Número de vagas: 16
Inscrições: por ordem de chegada
Uma batalha de conhecimento para mulheres e pessoas LGBTQIAP+ . A Batalha das Monstras teve sua primeira edição no dia 17 de dezembro de 2017. É uma batalha de conhecimento, de freestyle (estilo livre – geralmente com palavras sorteadas) e de sangue exclusiva para mulheres e pessoas lgbtqiap+. Acontece na cidade de Porto Alegre – RS. A batalha inicialmente foi pensada apenas para mulheres, e por uma necessidade de inclusão de outras realidades que também são marginalizadas e excluídas, foi amplificada para receber pessoas da comunidade lgbtqiap+. Até onde se sabe, é a única batalha periódica da região que tem essa especificidade e atualmente acontece uma vez por mês.  
 
17H – BBOY UIL
Uiliam Reis dos Santos – Porto Alegre
Será realizado uma apresentação de dança Breaking com passos básicos de fundamentos e evolução da mesma. Sou atuante desde 2006 em grupos, companhias, Crews, Viagens, capacitações, cursos batalhas de dança e atuando como Arte Educador, Coreógrafo, bailarino
 
17H – SHOW LINHAS DE CURA
Negra Jaque (Jaqueline Pereira) – Porto Alegre
Linhas de Cura, um projeto de arte feminina, forte e potente, um show de 45 min, com a  artista e DJ, com a apresentação de rap e Slam. Com 15 anos de carreira musical, 3 álbuns lançados de maneira independente e uma trajetória consolidada no estado do Rio Grande do Sul, Negra Jaque utiliza de seu trabalho para abrir caminhos para a cultura de rua e periférica no Rio Grande do Sul.Apresentou o festival Coliga no Museu do Mar no RJ, Recebeu  o prêmio   Troféu Periferia pela ORPAS SP. Reconhecimentos como estes somados às ações coletivas que Negra Jaque participa, como a construção da Casa de Cultura Hip Hop do Morro da Cruz, potencializando ainda mais seu trabalho cultural em sua cidade.  Também em 2020, Negra Jaque lançou dois singles ,  “”Maria Madalena”” e “”Cantando Eu Vou””. As produções contam com a participação de profissionais de renome no cenário nacional, como o saxofonista Lukas Lima (Marcelo Falcão) e o engenheiro de masterização Maurício Gargel (Emicida, Arnaldo Antunes, Rael, Drik Barbosa, entre outros).

18H – RESTINGA CREW APRESENTA COTIDIANO URBANO
Restinga Crew (Julio Cesar Oliveira de Oliveira) – Porto Alegre  
O espetáculo usa o universo das vivências de cada bailarino urbano para resgatar o que tem de mais essencial no dia a dia de cada um. Restinga Crew em todos os cantos Norte, Sul, Leste, Oeste, Centro  que mostra os relatos dos componentes do grupo, o corpo de cada intérprete vai mostrando a narrativa, adotando a música como elemento principal da montagem vivida. Mostrando coisas da vida onde nem tudo sai da forma que imaginamos ao acordar, sair para trabalhar, pegar o ônibus lotado ou até mesmo estar na parada e o ônibus não parar e chegar atrasado no trabalho.
Já na terceira geração de B. Boys do bairro Restinga, localizado na zona Sul de Porto Alegre, o grupo, que surgiu naturalmente através da troca entre oficineiros e oficinandos, tem o Hip Hop como principal instrumento de resgate social e autoestima.
 
 
18H30 – SHOW RAPAJADOR
Rudimar Souza Camargo – Caxias do Sul
Resultado de uma mistura entre o rap e a Pajada (Payador em castelhano, quer dizer repentista) surgiu no ano de 2018 uma parceria do rapper Chiquinho Divilas, do acordeonista Rafa De Boni e o DJ Hood, o “RAPAJADOR”, com o objetivo de representar a tradição do Sul através da rima e a essência musical do Rio Grande do Sul.
Chiquinho Divilas – Rapper
Rafael De Boni – Acordeonista
Dj Hood nos Toca Discos
O Rap é um gênero musical com rimas e poesias e que aliado ao som do acordeon, bombo leguero, violão recebe um tempero regional. Desde então, o grupo tem realizado diversas apresentações em escolas da cidade e também teve participação no Festival Brasileiro de Música de Rua 2018.
Com um discurso que mergulha na história da cultura afro-brasileira no estado do Rio Grande do Sul, através de rap, empoderando os negros e valorizando uma história que pouco foi abordada no RS. Além da mistura latino-americana, reverberando essa sagacidade de um povo aguerrido. O Projeto Rapajador tem como escopo a união entre duas manifestações artísticas presentes na cultura brasileira, mas com “sotaques” diferenciados, vez que, tanto o rap quanto a pajada (payada), tem como principal fundamento o verso – tanto escrito quanto improvisado. A linguagem que se busca com o Rapajador é atrair o público para a cultura regional rio-grandense com a fluência do rap, tendo como elo de ligação o acordeon – instrumento típico do RS e o verso e linguajar gaúcho, sem, com isso, torná-lo caricato.
Nomes como Jayme Caetano Braun (RS) e Mano Brown (SP) servirão como base para as letras e arranjos que contarão com a participação do DJ Hood, que mixará temas e batidas tipicamente sulistas com a batida característica do rap. Ainda, a utilização de termos e expressões mais regionais irá abarcar um público-alvo que geralmente não aprecia o rap, mas que é carente da mensagem em que é pautado o trabalho do rapper Chiquinho Divilas

GRAFFITI: EXPRESSÃO DA MULHER NEGRA
Sol (Ariel Lexistão Silveira) – Rio Grande
Construir um painel com o tema, Mulher negra e a resistência cultural, um painel que expresse a força e a importância da organização feminina em coletivos e frentes de luta, enfrentamento ao machismo, sexismo e racismo, no quadro pretende-se ilustrar as dificuldades da vivência urbana, seus desafios, lutas, vitórias e suas conquistas.       
Conhecida como Sol, Ariel é artista, militante do movimento Hip Hop, defensora dos direitos humanos e ativista em lutas sociais das mulheres, juventudes, minorias e movimento Negro. Grafiteira e dançarina de Breaking, desenvolve seu trabalho em varias cidades do RS, sua cidade de origem é Rio Grande, seus trabalhos  vai desde ilustrações, quadros, customização de roupas e painéis, os  temas de suas criações são sóciais e lúdicos, temática q desenvolve junto a sua militância. Atuando atualmente no projeto tecendo em tinta preta, que foi desenvolvido na casa de cultura Mário Quintana, uma ideia de economia criativa e sustentável, participar do coletivo sindicato das gangues que vem como proposta a prática de dança.”  
 
GRAFFITI COM ICE
Ice (Novo Hamburgo / Alvorada)
Grafiteiro e arte educador desde 1999. Ministrou inúmeras oficinas de Graffiti em Porto Alegre, Vale dos sinos, Vale do Paranhama e outros estados. Participou do Fórum Social Mundial 2003 e 2010 e foi um dos fundadores da AHVS associação de hip hop do vale do sinos em Novo Hamburgo. Palestrante e militante da cultura hip hop. 

Clara Corleone lança segundo romance pela L&PM Editores

Predadores é o terceiro livro da escritora

A L&PM Editores lança em outubro o segundo romance de Clara Corleone, Predadores, terceira obra da escritora. Após o sucesso de O homem infelizmente tem que acabar, livro de crônicas de 2019 que recebeu o Prêmio Minuano de Literatura em 2020, e Porque era ela, porque era eu, lançado pela L&PM em 2021, vencedor do Troféu Jacarandá 2021, oferecido pelo jornal Correio do Povo aos destaques da Feira do Livro de Porto Alegre, na categoria Autora Revelação, a terceira obra de Clara mais uma vez traz para o centro da narrativa a amizade entre mulheres.

Predadores é  uma história sobre independência, sororidade e vida adulta pautadas por um sentimento ancestral que as mulheres tentam sufocar diariamente para poderem viver: o medo de estar à mercê dos homens. Enquanto a protagonista Clara, alterego da autora, e suas amigas, do alto de seus privilégios, curtem a vida ao máximo – ou ao máximo do que é permitido para jovens mulheres urbanas e escolarizadas nos dias de hoje, um maníaco está solto pela cidade, espalhando o horror ao atacar jovens desacompanhadas jogando ácido em seus rostos. Em meio às delícias da independência e da sororidade, as amigas desbravam a vida adulta, lidando com as pequenas violências cotidianas da melhor forma que podem. Será que sabem que há coisas das quais nunca estarão a salvo?

O romance se passa em Porto Alegre, porém, com uma locação principal que vem da ficção: “tomo emprestado a locação principal de um dos meus filmes preferidos: o Bar Esperança. Não só o bar, mas seus personagens também. Agradeço postumamente, portanto, ao grande Hugo Carvana (Zeca) e à inesquecível Marília Pêra (Ana), além de todo o elenco, produtores, roteiristas, câmeras, enfim: toda a equipe que fez este divertidíssimo filme que homenageio aqui com muito carinho e respeito – espero não ser processada”, brinca a escritora.

Escrito ao longo de sete meses, Clara iniciou a criação de Predadores por conta de um episódio que vivenciou em um evento. “Foi uma situação que me deixou tão incomodada que no dia seguinte tive a ideia para o livro. Um acontecimento estupidamente corriqueiro que muitas de nós passam diversas vezes na vida, mas que reflete todas as pequenas violências que o machismo nos apresenta todos os dias”, conta. Já o episódio do maníaco foi retirado de um caso real, ocorrido em Porto Alegre. Porém, no livro, o criminoso ataca apenas mulheres. 

Com 160 páginas, o livro está à venda em formato impresso e ebook. A primeira sessão de autógrafos ocorre em 3 de novembro na Feira do Livro de Porto Alegre.

Predadores

Clara, a protagonista deste romance e alter ego da autora, é protegida por diversas camadas sociais: é branca, de classe média alta, com formação universitária, criada por uma família estruturada e amorosa, que apoia sua carreira artística. 

Do alto de seus privilégios, ela e suas amigas curtem a vida ao máximo – ou ao máximo do que é permitido para jovens mulheres urbanas e escolarizadas nos dias de hoje. Feministas inveteradas que são, dão duro na carreira, amam a boemia e são donas de seus corpos, do qual usufruem como bem entendem.

Mas um maníaco está solto pela cidade, espalhando o horror ao atacar jovens desacompanhadas jogando ácido em seus rostos. Os ataques em série saltam das páginas policiais para a capa dos jornais locais – e trazem à tona o sentimento ancestral que as mulheres tentam sufocar diariamente para poderem viver: o medo de estar à mercê dos homens.

Em meio às delícias da independência e da sororidade, as amigas desbravam a vida adulta, havendo-se com as pequenas violências cotidianas da melhor forma que podem. Será que sabem que há coisas das quais nunca estarão a salvo?

Os Editores

Clara Corleone nasceu em Porto Alegre. É atriz (formada pela UFRGS), escritora e professora de escrita criativa. Publicou o livro de crônicas O homem infelizmente tem que acabar (Zouk, 2019), que recebeu o prêmio Minuano de Literatura, do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, e o romance Porque era ela, porque era eu (L&PM, 2021), vencedor do Prêmio Jacarandá, categoria autor revelação. 

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