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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

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Rio de Janeiro

Enigmas, de Vera Chaves Barcellos, inaugura dia 07 de março no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

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Projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos tem financiamento da Rede FUNARTE e segue em cartaz até 23 de maio, com entrada franca

A Fundação Vera Chaves Barcellos e o Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica apresentam, a partir de 07 de março, a exposição Enigmas, de Vera Chaves Barcellos. A abertura da mostra integra a programação do Tiradentes Cultural, iniciativa conjunta de espaços culturais situados no entorno da Praça Tiradentes.

Partindo de uma imagem fotográfica e com uma origem totalmente circunstancial, Enigmas surge de três fotografias de primatas do Zoológico de Barcelona que, manipuladas em laboratório, conformaram as três principais imagens da exposição. Em cada uma se propõe um conceito: o olhar ou atenção, a mão ou o gesto, a reflexão ou o pensamento. Destes conceitos, surgem outros elementos que resultam nessa instalação.

Construída como uma espécie de laboratório – composto por fotografias, imagens, fósseis, pedaços de pele e caixas de sal –, Enigmas lança o público em um universo tão familiar quanto intrigante, confrontando-o com o desconhecido mas também com o reconhecível. O projeto, financiado pela Rede FUNARTE, marcou a abertura da Fundação Vera Chaves Barcellos em 2005, em Porto Alegre. Ao completar 10 anos, a mostra chega ao Rio de Janeiro.

Para o curador Bernardo José de Souza, Enigmas resgata questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico. “Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida”.

“Fotografias de primatas contemplativos, aparentemente confortáveis em suas celas num zoológico, produzem um incômodo sentimento de empatia com esta espécie ancestral tão semelhante à nossa ao ponto de recuperarmos, ainda que inadvertidamente, a noção de sermos todos animais – muito embora nós dotados de uma inteligência transcendente”, revela o curador.

Enigmas segue em cartaz até 23 de maio, com entrada franca.

Enigmas

Período da exposição: 07 de março até 23 de maio de 2015

Galerias 1 e 2 (térreo) | Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Rua Luís de Camões – Centro | Rio de Janeiro – RJ, 20060-030

Telefone (21) 2232-4213/2242-1012.

Enigmas é um projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos, viabilizado através de recursos obtidos da Rede FUNARTE.

Saiba Mais

Enigmas – por Bernardo José de Souza

A partir de uma série de elementos visuais que nos fornecem pistas sobre as questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico, Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida. Construída como uma espécie de laboratório, esta instalação composta por imagens, fósseis, pedaços de pele e caixas de sal, lança o público em um universo tão familiar quanto intrigante, confrontando-o com o desconhecido, mas também com o reconhecível.

Fotografias de primatas contemplativos, aparentemente confortáveis em suas celas num zoológico, produzem um incômodo sentimento de empatia com esta espécie ancestral tão semelhante à nossa ao ponto de recuperarmos, ainda que inadvertidamente, a noção de sermos todos animais – muito embora nós dotados de uma inteligência transcendente. Entretanto a faculdade de pensar que, em tese, nos permitiria compreender a complexidade do mundo e das coisas de maneira holística, aparta a humanidade dos demais seres vivos, gerando uma cisão entre cultura e natureza absolutamente deletéria à manutenção da vida; esta consiste em uma das principais questões a se impor à agenda contemporânea nesta era do antropoceno, quando o homem impacta o ecossistema de forma tão dramática ao ponto de rivalizar com as sucessivas mudanças de ordem natural e geológica ocorridas em nosso passado remoto.

Se a tipologia de peles de vison (caçados, abatidos?) dispostas na parede concorre com os resíduos de sal que formam um alfabeto grego nas caixas dispostas pelo chão, aludindo assim não só à selvageria de nossa relação com o reino animal, mas também à esfera do conhecimento acumulado ao longo da história, é, no entanto, a imagem de uma primata, vestindo véu e grinalda, que sintetiza a condição humana. Somos os mesmos, mas também somos o outro.

A relação com a alteridade segue profundamente mal resolvida em nossa espécie, em que pese nosso esforço coletivo para superar querelas filosóficas e científicas quanto à essência humana, quanto às faculdades humanistas e quanto a esta centelha criativa, por nós tão celebrada, que nos distingue no cosmos de toda e qualquer forma de vida da qual se tem notícia.

A imagem difusa da galáxia M100, registrada pelo telescópio Hubble, e publicada pela Associated Press, nos dá a dimensão do universo, mas também a escala e a estatura do homem.  O céu seria o limite? Mas há limites para a engenhosidade humana, tanto na ciência quanto na ficção? Não seriam a vida e a própria ciência formas de ficção?

Representamos o mundo e, apenas assim, dele depreendemos sentido. Somente deste modo fomos capazes de articular a linguagem, ela própria um instrumento de limitado alcance face à complexidade do mundo.

Em seu processo de criação intuitivo, Vera Chaves Barcellos parece ignorar a busca pela resposta última, pelo elo perdido, assim descartando o evolucionismo e mesmo o misticismo para nos demandar ontologicamente, sempre a partir da linguagem: que coisa é essa que chamamos arte?

Sobre a FVCB – http://fvcb.com.br/

A Fundação Vera Chaves Barcellos – FVCB – é uma entidade cultural privada e sem fins lucrativos, que tem como missão a preservação, pesquisa e difusão da obra da artista Vera Chaves Barcellos, assim como o incentivo à criação artística e à investigação da arte contemporânea. Entre as metas da instituição estão a realização de uma programação regular de exposições, o estímulo à pesquisa, debates, seminários e projetos editoriais.

A programação conta com exposições regulares e gratuitas que trazem ao público sempre um novo olhar sobre o acervo da instituição. As mostras são acompanhadas de atividades paralelas, com o intuito de dar suporte ao debate da arte contemporânea. A Fundação dispõe ainda de um rico acervo documental sobre arte contemporânea, aberto à pesquisa pública em seu Centro de Documentação e Pesquisa, na região central de Porto Alegre.

Em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, estão localizadas a Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², construído especialmente para abrigar a programação de exposições e atividades e a reserva técnica que abriga o acervo da instituição.

A sede

A sede da FVCB está localizada em Viamão-RS, a 22 Km de Porto Alegre. É formada pela Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², com áreas expositivas, sala multiuso e sala de trabalho, projetado especialmente para receber a programação de atividades e pela Reserva Técnica, aonde está guardado o acervo de obras.

Em Porto Alegre, estão localizados a Administração e o Centro de Documentação e Pesquisa, aberto ao público desde 2008, quando aumentou sua coleção, através da aquisição de livros e catálogos e iniciou um processo de intercâmbio com outros centros de pesquisa do Brasil e do exterior.

Vera Chaves Barcellos

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil, em 1938. Nos anos 60, dedicou-se à gravura depois de estudos na Inglaterra e Holanda. Em 1975, foi bolsista do British Council, no Croydon College em Londres, estudando fotografia e sua aplicação em técnicas gráficas. Em 1976, participou da Bienal de Veneza com o trabalho Testarte. Está entre os fundadores do Nervo Óptico (1976-78) e do Espaço N.O. (1979-82), e também da galeria Obra Aberta (1999-2002), atuantes no sul do Brasil.

Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior; participou de quatro Bienais de SP e exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Como artista convidada, participou da exposição Cegueses no Museu de Arte de Girona e do Panorama de Arte Brasileira em SP (1997), do Salão Nacional do RJ e da exposição Pasaje de Ida, na Galeria Antonio de Barnola, Barcelona, Território Expandido no SESC Pompéia, SP (2000) e Sem Fronteiras, mostra de abertura do Santander Cultural, em Porto Alegre (2001), onde mostra sua instalação Visitant Genet,

Entre suas exposições, a partir do ano 2000, individuais estão: Visitant Genet no Museu D´Art de Girona (2000) e Le Revers de Rêveur na Capela de San Roc, em Valls, (2003), ambas na Espanha, e Enigmas, FVCB, Porto Alegre, (2005). Em 2007, realizou uma grande mostra antológica – O Grão da Imagem– realizada no Santander Cultural, em Porto Alegre, Brasil. Essa mostra contou com curadoria triple de Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale e Moacir dos Anjos.

Participou da V Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre (2005) e da mostra MAM na Oca, Arte Brasileira do Acervo do MAM, São Paulo, (2006).

Com curadoria de Glória Ferreira, faz uma grande mostra abrangente de sua trajetória denominada Imagens em Migração, no MASP, São Paulo, em 2009.

No mesmo ano, tem publicou o livro Vera Chaves Barcellos- Obras Incompletas (Editora Zouk) sobre sua obra, analisada em detalhes num extenso texto do filósofo francês especializado no estudo da imagem fotográfica contemporânea, François Soulages.

Desde a década de oitenta, realiza instalações multimídia, empregando, além da fotografia, outros meios. Instituiu uma fundação que leva seu nome, dedicada à divulgação da arte contemporânea (2004). Vive e trabalha em Viamão, RS, Brasil, mantendo também seu estúdio em Barcelona, Espanha, desde 1986.

TIRADENTES CULTURAL é uma iniciativa de espaços culturais localizados no entorno da praça Tiradentes que se reuniram com o objetivo de potencializar a circulação de pessoas e as atividades culturais nesta região da cidade.

CIRCUITO – programação coletiva, desenvolve diversas ações em conjunto todo primeiro sábado do mês.
Fazem parte da Tiradentes Cultural:
Largo das Artes
Teatro João Caetano
Real Gabinete Português de Leitura
Centro Carioca de Design
Studio-X
Centro de Arte Maria Teresa Vieira
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica
Centro de Referência do Artesanato Brasileiro
Polo Novo Rio Antigo
Barracão Maravilha

https://www.facebook.com/tiradentescultural

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Guatambu Estância do Vinho integra carta de bebidas do restaurante Cipriani no Rio de Janeiro

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Rótulos Rastros do Pampa Tannat e Cabernet Sauvignon são os únicos da Campanha Gaúcha a constar no menu do empreendimento

Os vinhos Rastros do Pampa Tannat e Cabernet Sauvignon da Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, RS, foram os escolhidos para integrar a carta de bebidas do Cipriani, principal restaurante do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.

Os rótulos, únicos representantes da produção da Campanha Gaúcha no menu do empreendimento, foram premiados em diversos eventos. O Cabernet Sauvignon já recebeu Medalha de Ouro na Itália, no 6º Concurso Internacioanl “Emozioni del Mondo” e três medalhas de prata do Concurso Internacional de Vinhos do Brasil (V, VI e VII edições). A safra 2012, que integra a carta, também recebeu prata no Concurso Mundial Bruxelas Brasil 2013 e foi listado entre os 16 melhores vinhos da XX Avaliação Nacional de Vinhos.

O Tannat, lançado em junho de 2013, durante a inauguração da sede da vinícola, foi escolhido o melhor tinto nacional no TOP TEN da ExpoVinis 2014, em São Paulo.

Conhecido como um dos melhores restaurantes do Rio, batizado em homenagem ao hotel mais sofisticado de Veneza, o Cipriani oferece pratos excepcionais da culinária do norte da Itália. O menu do chef Luca Orini combina o que há de melhor entre os ingredientes brasileiros e italianos. Pratos inovadores fazem companhia às receitas clássicas pertencentes à família de Orini há gerações.

Sobre a Guatambu

A Guatambu Estância do Vinho é uma vinícola boutique de Dom Pedrito, RS. Seu trabalho é realizado através de administração familiar, em pequena escala, somente com uvas próprias, lotes limitados e garrafas numeradas desde 2003. A vinícola já conquistou diversas premiações importantes, entre elas o TOP TEN Expovinis 2014, com o vinho Rastros do Pampa Tannat. Mais informações, acesse o site:http://www.guatambuvinhos.com.br/

2013 – um ano de sucesso para Guatambu Estância do Vinho

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Além de diversos prêmios, o ano foi marcado pela inauguração da vinícola enoturística

A Guatambu Estância do Vinho iniciou 2013 com sua maior colheita de uva, reunindo mais de 100 toneladas da fruta, entre tintas e brancas de oito variedades víniferas, o dobro do que o ano anterior, devido ao fato deste ano estarem entrando em produção 11 ha a mais de vinhedos.

Em março, o espumante Poesia do Pampa Brut foi avaliado em primeiro lugar na categoria Brut Charmat no Ranking Vinho SIM de Espumantes Nacionais 2012-2013, promovido pelo site Vinho Sim. De um total de 28 amostras de 17 vinícolas da região Sul, o espumante recebeu pontuação final 17,25 de um máximo de 20. Foi o único, entre brancos e rosés, a receber nota acima dos 16 pontos. O concurso contou com nove jurados especialistas na área, através de degustação às cegas.

Em junho, a Guatambu inaugurou sua sede enoturística, focada no turismo rural. O evento, para imprensa, autoridades e convidados, contou com a presença do ator Thiago Lacerda, que participou dos lançamentos de dois novos rótulos: o espumante Rosé Brut e o vinho Rastros do Pampa Tannat.

O espaço conta com sala de degustação, auditório, salão de eventos para 200 pessoas com parrilla e loja, além da área de produção. A estrutura total é de 3.000 m², sendo o prédio feito em dois níveis, empregando a técnica da gravidade na produção de vinhos, considerada a melhor para produção de vinhos finos de qualidade. É no espaço subterrâneo que são elaborados todos os rótulos da vinícola, visando preservar sua qualidade com maior controle de temperatura.

A loja estilo “boutique” funciona em horário comercial e oferece, além dos vinhos e espumantes produzidos pela Guatambu, produtos produzidos na região da Campanha. As visitas guiadas e degustações acontecem através de agendamento.

As obras para construção do prédio da vinícola iniciaram em fevereiro de 2011, com projeto assinado por Celestino Rossi.  A área turística apresenta referências das estâncias da região do pampa, com decoração rústica, parrilla e móveis feitos com madeira rústicas de antigas cercas e instalações dos campos da família, com decoração assinada pelas arquitetas Deise Pires e Renata Lazzaretti. O salão Rastros do Pampa permite contato visual constante com a natureza local e foi pensado para eventos que reúnem originalidade, requinte e aconchego a uma ocasião.

O tour oferecido apresenta todas as seções de elaboração dos vinhos, desde a produção das uvas, recebimento e desengace das frutas, apresentação da área de controle de qualidade (laboratório), visita às caves e ao engarrafamento. “Se o visitante tiver mais tempo, poderá fazer cavalgada nos vinhedos e conhecer mais sobre a criação de ovinos e bovinos da Estância”, revela Gabriela Pötter.

Em julho, a vinícola recebeu medalhas de ouro e prata no 10º Concurso Mundial de Bruxelas Brasil, com os vinhos Rastros do Pampa Tannat e Cabernet Sauvignon 2012. O evento é chancelado pelo Councours Mondial Bruxelles, considerado a maior premiação da categoria no mundo, chamado de “Copa do Mundo” da degustação de vinhos, julgados por especialistas de diversos países.

Em agosto, a Guatambu participou dos eventos que marcaram o lançamento do filme “O Tempo e o Vento”, de Jayme Monjardim, integrando a carta de bebidas dos coquetéis de lançamento na Expointer, no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Bagé, reforçando a parceria com a produção do longa metragem, que ofereceu os espumantes da  vinícola na Missa Campal que abriu as gravações, em março de 2012.

Em setembro, dois vinhos da Guatambu foram classificados entre os 30% mais representativos da safra 2013 na Avaliação Nacional dos Vinhos, realizada em Bento Gonçalves. Considerada o Oscar da vitivinicultura brasileira, a avaliação selecionou o vinho Tannat Rastros do Pampa e o base espumante Chardonnay.

A amostra de base espumante da Guatambu foi a única da região da Campanha classificada entre os 30% superiores da safra. Conforme a enóloga Gabriela Hermann Pötter, este vinho foi elaborado para mais tarde ser lançado como espumantes Guatambu Nature e Guatambu Extra Brut, produtos de alta gama da vinícola.

Em outubro, os rótulos da vinícola começaram a ser comercializados pelas 12 adegas de vinhos de alta gama do grupo Angeloni, nas cidades de Criciúma, Florianópolis, Balneário Camboriú, Blumenau, Curitiba, Joinville e Maringá. A rede de supermercados é reconhecida como a maior de Santa Catarina, a terceira da Região Sul e a nona do país. Contando com 27 lojas, a empresa foi eleita dez vezes como “Supermercado do Ano” pela Associação Catarinense de Supermercados, e figura entre as 500 maiores empresas brasileiras, conforme ranking elaborado anualmente pela Revista Exame.

No final do mês, a Guatambu recebeu o Prêmio Vencedores do Agronegócio – edição 2013, promovido pela Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul – FEDERASUL. O case Vinícola Enoturística Guatambu Estância do Vinho foi o vencedor na Categoria Produção Agropecuária.

Foram selecionadas pela Comissão Julgadora iniciativas inovadoras de reconhecido mérito pelo trabalho, pela excelência, resultados, modelo de gestão e qualidade, envolvendo os negócios do complexo da produção rural, do Agrovarejo, Agroindústria e Agroserviços. A Guatambu conquistou o prêmio por ter diversificado a matriz produtiva com a inauguração da vinícola enoturística, agregando vinho, turismo e gastronomia nas tradicionais atividades já existentes na propriedade, de agricultura e pecuária.

Após a inauguração da vinícola, o faturamento aumentou em 120% em relação ao mesmo período de 2012. Mensalmente, a vinícola tem recebido em média 750 pessoas, totalizando 3.000 visitantes em quatro meses de funcionamento.

Perspectivas para 2014

Para o próximo ano, a Guatambu projeta aumentar a produção em 50%, passando de 100 para 150 toneladas de uva processadas, e o faturamento seguir em curva ascendente. Serão lançados em 2013 novos rótulos, como vinho Luar do Pampa Chardonnay 2013, e o vinho da Estância Branco 2013, um corte das uvas Gewürtraminer, Chardonnay e Sauvignon Blanc, engarrafado com moderna tampa rosca, “screw cap”.

Além disso, na próxima safra, o investidor francês Gaspar Desurmont fechou parceria com a empresa e irá elaborar um vinho na vinícola com uvas da Campanha Gaúcha, para exportar para a França. O projeto se chama “Vinhetica”.

Saiba Mais

Origem

A origem do empreendimento vitivinícola foi há dez anos, quando foram implantados os primeiros vinhedos, visando diversificar as atividades da Estância Guatambu, do médico veterinário Valter José Pötter. Na época, sua filha Gabriela, formada em Agronomia, motivou a família a fazer um projeto piloto com uvas Cabernet Sauvignon e Chardonnay para aproveitar o excelente clima da região da Campanha (com verões mais secos, com alta insolação, topografia levemente ondulada, inverno adequado para dormência da videira e alta amplitude térmica), extremamente favorável à atividade. Estas características favorecem a produção de uvas com maturação fenólica, taninos maduros, complexidade aromática e gosto aveludado. Com o apoio dos pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho, foi elaborado o primeiro vinho Cabernet Sauvignon da Guatambu em escala industrial em 2008, chamado Rastros do Pampa. A estreia no mercado foi um sucesso de comercialização e arrebatou prêmios internacionais, fato que impulsionou os proprietários a investirem solidamente no ramo.

Produção atual

Atualmente são 22 hectares de área plantada, com uma produção de 100 mil garrafas por ano, e previsão de aumento para 180 mil unidades a partir de 2014. Os vinhedos estão localizados na latitude 30º58’ sul – a mesma de países como Argentina, Chile, África do Sul e Austrália, referências na produção de vinhos. A vinícola investiu na produção das uvas Cabernet

Sauvignon, Tannat, Tempranillo, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Gewürztraminer. A produção de vinhos é assinada pela Eng. Agrônoma e enóloga Gabriela Hermann Pötter, juntamente com os enólogos uruguaios Alejandro Cardozo e Javier Gonzalez Michelena. “Nossos vinhos e espumantes são elegantes, frutados e macios”, comenta Gabriela.

Produção sustentável

Até 2014, toda a energia utilizada para funcionamento da vinícola será fornecida pela propriedade, através de uma estação de coleta de energia solar. “Como a região é extremamente favorecida de sol, resolvermos investir na captação desta energia”, conta Pötter.  A fase 1 do projeto já está em funcionamento, com 18 painéis de sistema fotovoltaico, fornecendo 7% da energia necessária para a vinícola. A fase 2 contará com 300 painéis solares, que serão instalados ao lado da vinícola. Este projeto está em fase de importação dos equipamentos. Quando terminado, o projeto constituirá a primeira usina solar da região da Campanha e a única em vinícola no Brasil.

Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a economia na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada.  “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira e de energia”, conta. Foram investidos R$ 680 mil para a implementação do projeto. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”, afirma.

A sustentabilidade também é encontrada no fornecimento de água do local. Reservatórios foram construídos para captar água da chuva, que é utilizada para PPCI e irrigação dos jardins. Outra parte segue para estação de tratamento, construída dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, produzindo 500 litros de água potável por hora, que é utilizada para no complexo industrial e enoturístico.

Outro destaque é o jardim nativo formado com plantas oriundas do pampa gaúcho, implementado pela equipe da Face Nativa, coordenados pelo gestor ambiental Eduardo Fernández Iglesias e pelo biólogo Fernando Capsi Pires. “Este é o primeiro empreendimento no Brasil que possui um jardim de plantas nativas do pampa gaúcho”, revela Eduardo. O projeto contou com mais de 25 espécies de plantas da região, sendo o primeiro jardim concebido naturalmente no Rio Grande do Sul, incluindo o gramado de campo nativo e o pomar com seis tipos diferentes de frutas. A pesquisa, planejamento e execução do projeto durou um ano. As pedras utilizadas também são do local, encontradas durante a construção das fundações do prédio.

No que tange a produção de uvas, a Guatambu também utiliza uma técnica sustentável e ecológica no controle de doenças fúngicas, com a utilização da máquina Lazo TPC (Thermal Pest Control), que produz um jato de ar quente nos cachos de uva.

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