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CICLO DE PALESTRAS GRATUITAS SOBRE A MÚSICA POPULAR CAFONA BRASILEIRA OCUPA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

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Nomes nas áreas da canção, cultura e história participam do ciclo de debates O Fino do Brega de 03 a 06 de julho

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 03 a 06 de julho de 2018 (terça a sexta-feira), o ciclo de palestras O Fino do Brega – Conversas sobre a música popular cafona brasileira, que reúne oito pesquisadores das áreas da canção, cultura e história para assinalar a relevância da música brega na construção da identidade cultural brasileira. Os debates ocorrem sempre às 18h, com entrada franca e retirada de senhas uma hora antes de seu início. O evento tem idealização e curadoria de André Masseno e patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Integram os encontros o jornalista e biógrafo Gonçalo Jr.; a Mestre em História e Doutora em Antropologia Social, Adriana Facina; o Doutor e Mestre em História Gustavo Alonso; o pesquisador, crítico de música e cinema e produtor Bernardo Oliveira; o Doutorando em Literatura Brasileira, músico e produtor Arthur de Faria; o historiador e jornalista Paulo César de Araújo, autor da polêmica biografia Roberto Carlos em Detalhes; a jornalista e Doutora em Comunicação e Cultura Lydia Barros; e a jornalista e mestre em comunicação Oona Castro.

A programação oferecerá um amplo panorama temático sobre o estilo musical: das formações do cânone brega, desde seu surgimento nos anos 1970 com o aumento nas vendas de toca-discos entre a população de baixa renda, e sua definição como marcador de classe, raça e gênero até os novos rumos do estilo, passando pela relação entre a música cafona e o Estado. Do sertanejo ao bregafunk, grandes nomes da canção melancólica brasileira serão abordados.

O evento é destinado a públicos diversos: comunicadores, historiadores, estudantes, artistas, pesquisadores e todos que se interessam pela produção cultural e artística nacional. Mais informações: facebook.com/ciclodedebatesofinodobrega

A música brega:

Ao longo de sua trajetória histórica, as produções musicais intituladas como “música brega” ou “cafona” revelam-se como obras complexas e profundamente requintadas. Se, por um lado, os artistas e produtores desta vertente musical eram reduzidos por miradas depreciativas – fundadas em preconceitos de gosto e classe provenientes de certa parcela da sociedade brasileira –, por outro, sempre estiveram trocando o sinal inicialmente negativo que lhes era conferido. Positivando o brega e o cafona como portadores de um consistente e valioso legado, os músicos tornaram o estilo um espaço afirmativo de identidades através de canções que desvelam o universo das desigualdades sociais e de gênero no cotidiano brasileiro.

Na atualidade, sua cena cultural é marcada pela dimensão estética da reciclagem, presente em vertentes contemporâneas como o Tecnobrega e o Arrocha, predominantes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. “Seja assinalada como historicamente fronteiriça entre a reiteração e a resistência aostatus quo , seja defendida como representante de uma afetividade popular não limitada ao imaginário da canônica MPB, a música popular cafona brasileira apresenta-se como faceta crítica perante os embates entre cultura e sociedade. Portanto, o que a música brega e seus agentes contribuem para o entendimento do momento contemporâneo?”, questiona o curador André Masseno.

Programação (sempre às 18h):

03 de julho (terça-feira)

As formações do cânone brega

Gonçalo Jr.: Será abordado o processo de produção do livro Eu não sou lixo – A trágica vida de Evaldo Braga, o que levou o autor a escrevê-lo, a busca por depoimentos e o resultado. Além de narrar a breve vida desse artista, morto precocemente, aos 25 anos de idade, em 1973, a fala destacará todo o contexto histórico e cultural em que Evaldo surgiu, coincidentemente, junto com o nascimento da música brega, em que o barateamento de aparelhos de tocar discos levou a indústria a atingir vendas superiores a um ou dois milhões de cópias, fenômeno jamais alcançado antes. Foi o tempo em que apareceram nomes como Lindomar Castilho, Waldick Soriano, Agnaldo Timóteo, Paulo Sérgio, Odair José e Nilton César, alguns deles entrevistados para o livro.

Adriana Facina: Como podemos definir o brega? Em geral, ao menos na música, o brega está ligado ao melodrama, ao transbordamento amoroso, ao sofrimento sentimental e ao que Mikhail Bakhtin chamava de baixo corporal. Carne e alma estão presentes na estética brega. Mas o brega não se reduz a um conteúdo essencial. Ele se manifesta em performances com marcadores de classe, raça e gênero. A palestra passará por esses temas, exemplificando com músicas e performances caraterísticas do universo do brega.

04 de julho (quarta-feira)

A música cafona e o Estado: entre acusações e resistências

Gustavo Alonso: Em 1971 Tonico & Tinoco elogiaram os militares cantando os versos “um governo varonil/…./ vamos pra frente Brasil”. A música sertaneja flertou com a ditadura e muitos cantaram as “glórias” do regime autoritário, assim como muitos artistas da MPB, fato quase sempre esquecido. E assim como outros artistas da MPB, os sertanejos também resistiram ao regime ditatorial.  A ideia é discutir a vaga ideia de que teria havido “hegemonia cultural das esquerdas” durante o regime militar, buscando outras resistências musicais, ilustrando e explicando o apoio ao regime por um viés complexo.

Bernardo Oliveira: A partir de transformações políticas, sociais e culturais que reconfiguraram relações antes consideradas estáveis, surgiram no Brasil das últimas duas décadas, novos e renovados modos da música de festa e de dança. Do ponto de vista da técnica, destaca-se o surgimento de condições de produção musical até então inéditas, o que possibilitou a eclosão de uma música extremamente fértil e controversa, a “música pós-industrial brasileira”: mutações do brega e do tecnobrega no Pará; Arrocha de Recife; Funk Carioca, Paulista e Mineiro; Pagodão baiano e metamorfoses nem sempre previsíveis como o Bregafunk e o Pagonejo.

05 de julho (quinta-feira)

Gigantes da música brega

Arthur de Faria: Vicente Celestino, Lupicínio Rodrigues, Odair José, o sertanejo que sempre volta: bregas, cronistas ou a alma das ruas? Ao longo dos séculos XX e XXI, há um pedaço importante da alma brasileira, do Brasil de dentro, que sempre se viu retratada mais do que na “alegria brasileira”, essa criação recente e pós-Getulista, mas na melancolia, na saudade, no descorno, no gozo da dor. Nossa porção ibérica mais profunda se resolve desde a dicção forçadamente portuguesa de Celestino até a coloquialidade solidária com os pequenos dramas noturnos de Lupicínio ou suburbanos de Odair.

Paulo César de Araújo: A palestra abordará o cinquentenário de uma geração de cantores-compositores românticos que, a partir de 1968, perturbou oestablishment e o padrão estético das elites culturais. E mais do que isto: também atraiu a repressão da ditadura militar. Chamados de bregas ou cafonas, nomes como Paulo Sérgio, Odair José, Waldick Soriano, Nelson Ned, Claudia Barroso, Wando e Agnaldo Timóteo produziram uma obra que está no imaginário coletivo nacional. Mas quem são esses artistas? De onde vieram? Por que existiram? Serão também analisadas as suas principais canções e por que várias delas foram atingidas pela Censura nos duros anos do AI-5 (1968-1978).

06 de julho (sexta-feira)

Novos rumos: calypso, tecnobrega, tecnomelody, arrocha

Lydia Barros: O alcance e a repercussão do Tecnobrega para além das fronteiras do Pará, estado onde nasceu, aponta para uma tendência mercadológica mais inclusiva em relação aos produtos musicais ditos cafonas e de mau gosto. Tendência esta que, numa perspectiva mais progressista, abre caminho à “economia da cultura”, gestada na informalidade das “novas indústrias culturais”. E que, em sua versão mais conservadora, evidencia a necessidade de reinvenção do establishment cultural, com base na contestação da irreversibilidade do acesso horizontal às formas culturais em circulação.

Oona Castro: A conferência resgatará as questões chaves suscitadas pela pesquisa que investigou o crescimento do Tecnobrega na cena cultural de Belém na década de 2000, conquistado milhões de fãs por meio da prática ilegal da pirataria. Sem apoio da indústria fonográfica, e enfrentando preconceitos, foi a distribuição “descontrolada” das obras que permitiu que o ritmo virasse um fenômeno local. De lá para cá, o tecnobrega ganhou destaque na mídia e artistas ficaram famosos nacional e internacionalmente. A indústria fonográfica incorporou parte da produção. O que essas e outras mudanças representam no mercado da música e o que elas nos dizem?

Ficha técnica:

Idealização e Curadoria: André Masseno

Colaboração Curatorial: Quintal Produções

Palestrantes: Gonçalo Jr., Adriana Facina, Gustavo Alonso, Bernardo Oliveira, Arthur de Faria, Paulo César de Araújo, Lydia Barros e Oona Castro

Produção e Coordenação Geral: Quintal Produções

Direção Geral: Verônica Prates

Coordenação Artística: Valencia Lousada

Produtor Executivo: Thiago Miyamoto

Programação Visual: Karin Palhano

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal


Serviço:

Ciclo de palestras O Fino do Brega – Conversas sobre a música popular cafona brasileira

Entrada Franca (com distribuição de senhas uma hora antes de cada encontro)

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: 03 a 06 de julho (de terça a sexta-feira)

Horário: 18h

Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Classificação Indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Facebook: facebook.com/ciclodedebatesofinodobrega

 

Assessoria de Imprensa:

Assessoria de Flor em Flor – Bruna Paulin

bruna@brunapaulin.com

(51) 98407-0657

 

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro

(21) 3980-3096 / 4097

http://www.caixacultural.gov.br | @imprensaCAIXA | imprensa.rj@caixa.gov.br

https://www.facebook.com/CaixaCulturalRioDeJaneiro

 

CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO REALIZA CICLO DE PALESTRAS GRATUITAS SOBRE A TROPICÁLIA

 

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 Nomes das artes visuais, teatro, música e cinema participam dos debates Tropicálias 1967- 2017 – 50 anos em revisão

 

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro promove, de 29 de agosto a 1º de setembro de 2017 (terça a sexta-feira), o ciclo de palestras Tropicálias 1967-2017 – 50 anos em revisão, que reúne oito pesquisadores e realizadores do teatro, música, artes visuais e cinema para discutir um período histórico que ainda opera como um potente motor ideológico nos campos da cultura e da arte do Brasil contemporâneo. Os debates ocorrem sempre às 18h30, com entrada franca e retirada de senhas uma hora antes de seu início. O evento tem a idealização e a curadoria de André Masseno e patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

“Levando em consideração o panorama de 1967, como pode ser entrevisto o Brasil de 2017? Como os preceitos éticos e estéticos destas tantas tropicálias ainda reverberam no momento atual e podem, sobretudo em retrospecto, oferecer uma visão arguta do país do presente?”, indaga o curador André Masseno.

Com o objetivo de discutir tais questões, o projeto apresenta e analisa, em quatro encontros, uma intricada e complexa relação entre arte, indústria e mercado, que viu moldar, na Tropicália, uma constelação artística composta por agentes (contra)culturais que buscavam saídas reflexivas para um contexto nacional sufocado pela ditadura.

Participam das palestras Luiz Tatit e Miguel Jost, em debate sobre as sonoridades tropicalistas e o álbum-manifesto Tropicália ou Panis et Circensis; Ricardo Basbaum e Fred Coelho analisam obras de Hélio Oiticica e Décio Pignatari; Victor Hugo Adler Pereira e José da Costa abordam O Rei da Vela, espetáculo com texto de Oswald de Andrade e dirigido por José Celso Martinez Corrêa; e Vladimir Carvalho e Jorge Furtado, que explicitam as relações entre o Cinema Novo e a Tropicália debatendo Terra em Transe, de Glauber Rocha.

O evento é destinado a públicos diversos: estudantes do ensino médio, universitários, artistas, pesquisadores e todos que se interessam pelo período e pela produção cultural e artística nacional.

 

Programação (sempre às 18h30):

29/08 (terça-feira)

Sonoridades tropicalistas, com Luiz Tatit

A influência do tropicalismo na canção brasileira pode ser avaliada sob dois ângulos igualmente importantes no quadro geral de nossa cultura artística. O primeiro considera o tropicalismo como um ato de intervenção brusca – e até certo ponto inesperada – num momento crucial de ebulição da música popular no Brasil. O segundo ângulo examina o movimento como um desejo de assimilação (mistura) que se tornou perene no âmbito da canção e que tem sua contrapartida no gosto pela depuração (triagem) introduzido pela bossa nova.

 

Tropicália ou Panis et Circensis, com Miguel Jost

O objetivo é debater de forma crítica as interações entre as propostas tropicalistas, suas relações com o mercado e a cultura pop, e sua oposição frontal contra um projeto de defesa da cultura nacional popular como definida no âmbito dos centros populares de cultura (CPCs) da UNE. Ainda na clave dessa concepção original dos tropicalistas sobre a contaminação da cultura nacional por elementos da cultura pop internacional, discutir também, sob a luz do debate entre Caetano Veloso e o professor da USP Roberto Schwarz, a oposição entre o tropicalismo e pensamento marxista na forma como este foi lido e desenvolvido no Brasil dos anos 1960.

 

30/08 (quarta-feira)

Corpos tropicalistas nas artes visuais, com Ricardo Basbaum

Serão comentados alguns temas relacionados ao período tropicalista, em sua relação com as pesquisas das artes visuais – especialmente em torno de duas das mais emblemáticas expressões daquela época: da adversidade vivemos, de Hélio Oiticica e geleia geral brasileira, de Décio Pignatari. Naquele momento, o que se queria com tais afirmações, que parecem indicar um interesse pelo confronto (“adversidade”) e mistura e multiplicidade (“geleia”)? Como tais frases poderiam ser atualizadas hoje, frente aos desafios do século XXI para o campo da arte e da cultura contemporâneas? Serão organizados comentários que apontam para a fórmula “geleia adversa” ou “adversa geleia” como eventual modo de resistência à economia da cultura tal qual se apresenta hoje, no sentido de buscar possibilidades efetivas de intervenção e resistência.

 

Tropicália (Hélio Oiticica), com Fred Coelho

A fala será dedicada aos textos de Hélio Oiticica escritos durante os anos de 1968 e 1969 e que relacionam sua obra Tropicália (1967) com os desdobramentos do movimento musical denominado Tropicalismo. A partir de suas ideias sobre uma “nova imagem”, a formação de uma vanguarda brasileira e os trabalhos do chamado Grupo Baiano, acompanharemos a Tropicália desde as críticas do seu criador aos usos modistas no Brasil até a recusa crítica em apresentá-lo na exposição Information (MoMA, NY, 1970), quando Oiticica envia outro trabalho em seu lugar. A ideia de uma “imagem do Brasil” nesse período será chave para o debate.

 

31/08 (quinta-feira)

A cena tropical brasileira, com Victor Hugo Adler Pereira

A montagem de O Rei da Vela evidenciou as dificuldades da intelectualidade e das plateias “bem pensantes” encararem suas contradições ideológicas e a convivência do país do cosmopolitismo modernizante com o tradicionalismo patriarcal e as heranças do “atraso”, da chanchada e do melodrama. A produção musical dos tropicalistas explorou esses e outros desequilíbrios, desafiando os padrões de gosto e a rigidez de posições ideológicas. A discussão abordará como a diversidade estética e temática do teatro que resistiu aos desafios do período ditatorial e posteriores a ele relaciona-se à abertura de perspectivas do tropicalismo.

 

O Rei da Vela (Oswald de Andrade e José Celso Martinez Corrêa), com José da Costa

A palestra vai abordar as necessidades artísticas e intelectuais que levaram José Celso Martinez Corrêa a encenar O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, no ano de 1967 e sua importância na trajetória criativa do diretor a partir daquele momento. O que se buscará, em primeiro lugar, é contextualizar a realização do espetáculo na época em que surgiu: período de governo totalitário e de práticas diferenciadas de resistência e contestação, de caráter político, cultural e comportamental. Em segundo lugar, pretende-se discutir como algumas das concepções teatrais que emergem no teatro de José Celso Martinez Corrêa no final dos anos 1960 se atualizam, posteriormente, no filme O Rei da Vela, realizado pelo encenador em parceria com o cineasta Noilton Nunes, no início da década de 1980. Será debatido, ainda, como algumas dessas concepções e métodos artísticos adotados no período tropicalista, mesmo transformados, persistem nos trabalhos do Teatro Oficina construídos a partir da década de 1990.

 

01/09 (sexta-feira)

Cinema e alegorias tropicalistas, com Vladimir Carvalho

O Cinema Novo e o tropicalismo nascem praticamente da mesma fonte original. O primeiro um pouco antes, mas ambos têm, a nosso juízo, muito a ver com o momento em que o país conheceu um extraordinário impulso em direção ao seu desenvolvimento e transformação, no início dos anos de 1960, com sensível influência na cultura e nas artes. Os filmes desse período apresentavam um forte compromisso em espelhar a realidade social que vivíamos. Revê-los hoje nos coloca frente a frente com as possibilidades de melhor compreendermos a atualidade presente e o papel do cinema que queremos.

 

Terra em transe (Glauber Rocha), com Jorge Furtado

Nelson Rodrigues definiu brilhantemente Terra em Transe como um “vômito triunfal”. Dá para imaginar o efeito daquela ópera barroca tropical num país careta como o Brasil da ditadura militar, com procissões da família católica pelas ruas e artistas de terno e gravata. Acontece que uma obra seminal de um grande artista funciona como um pedra jogada num lago, expande sua força para muito além do seu tempo. Terra em Transe deve ser revisitado de tempos em tempos, como todos os clássicos. Eles nos lembram de o quanto mudamos e de o quanto permanecemos iguais.

 

Ficha técnica:

Idealização e Curadoria: André Masseno.

Produção e Coordenação Geral: Quintal Produções

Direção Geral: Verônica Prates

Coordenação Artística: Valencia Losada

Coordenação de Planejamento: Maitê Medeiros

Produtor Executivo: Thiago Miyamoto

Programação visual: Karin Palhano

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal


Serviço:

Ciclo de palestras Tropicálias 1967-2017 – 50 anos em revisão

Entrada Franca (com distribuição de senhas uma hora antes de cada encontro)

Data: 29 de agosto a 01 de setembro (de terça a sexta-feira)

Horário: 18h30

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Classificação Indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Facebook: http://www.facebook.com/tropicalias50anosemrevisao

Androginismo tem única apresentação em Porto Alegre nesta sexta, 26 de maio

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Espetáculo reúne Silvero Pereira (Gisele Almodovar) e Valeria Houston na Casa de Teatro de Porto Alegre

 

Marcando o início da temporada do Coletivo As Travestidas no Rio Grande do Sul, a Quintal Produções traz a Porto Alegre, para única apresentação, o espetáculo Androginismo. A performance conta com Silvero Pereira e Valéria Houston e ocorre nesta sexta-feira, 26 de maio, às 21h30, na Casa de Teatro de Porto Alegre.

Androginismo reúne a transformista cearence Gisele Almodóvar, alter ego de Silvero, e a artista transexual gaúcha Valéria Houston, apresentando um repertório de vários gêneros musicais, da MBP aos hits internacionais. Lançado em 2016 com sucesso em apresentações em Porto Alegre e Rio de Janeiro, o espetáculo é um retrato do universo LGBTTT, não somente a partir de um critério cronológico ou estético, mas principalmente para que o público pudesse interagir com a proposta artística idealizada pelos performers. O título Androginismo é inspirado na canção composta pelos Almôndegas, grupo gaúcho que na década de 1970 emplacou essa canção na vanguarda do questionamento acerca da diversidade sexual, especialmente da travestilidade.

O espetáculo é uma homenagem divertida, festiva e poética, que une esses dois talentos do sul e do nordeste brasileiro, em torno da boa música. Ao percorrerem a fina flor da música brasileira, mas também os clássicos de Nina Simone à Edith Piaf, acompanhadas dos músicos Rodrigo Apolinário (pianio) e Rafael Erê (violão), o que temos é um momento pensado para a celebração da vida em seu estado mais elevado de alegria e emoção.

Pereira, atualmente no ar como Nonato/Elis Miranda na novela de Gloria Perez, A Força do Querer, ficou conhecido na cena teatral nacional com os espetáculos Uma Flor de Dama e BR-TRANS, e vem especialmente à capital para a sessão de Androginismo e a estreia de Quem Tem Medo de Travesti, espetáculo que integra o último final de semana do Palco Giratório SESC/2017. As produções têm assinatura da Quintal Produções, dirigida por Verônica Prates e que tem a coordenação de Valencia Losada, nomes de destaque na cena cultural brasileira. Valencia, até o início de 2015, era Diretora Artística do Theatro São Pedro e integra a equipe da Quintal, fundada por Verônica em 2008, desde junho de 2016.

ANDROGINISMO

Duração: 60 minutos

Com: Silvero Pereira, Valéria Houston, Rafael Erê e Rodrigo Apolinário

Direção Geral: Silvero Pereira

Produção e administração: Quintal Produções Artísticas

Direção Geral de Produção: Verônica Prates

Coordenadora Artística: Valencia Losada

Coordenadora de Planejamento: Maitê Medeiros

Produtor executivo: Thiago Myiamoto

 

Onde: Casa de Teatro de Porto Alegre (Rua Garibaldi, 853)

Ingressos: 30,00 e 20,00 (classe artística, estudantes e idosos)

* vendas 1h antes do espetáculo, sujeito à lotação do espaço.

 

SOBRE OS PERFORMERS

SILVERO PEREIRA

Silvero Pereira, 34 anos, é ator, dramaturgo, produtor cultural, maquiador, iluminador, aderecista, diretor e artista plástico. Concludente do Curso Superior em Artes Cênicas do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE). Começou a sua carreira em 1998 integrando a Cia Dionisyos de Teatro. Em 2000 ingressa para a CIA LUA de Teatro, onde atuaria nos espetáculos “Rosa Escarlate, “Dominus Tecum” e “Não Confirmo Nem Duvido”. No mesmo ano fundou o Grupo Parque de Teatro, por meio da Fundação Parque de Formação Integral do Tapuio na cidade de Aquiraz, onde desenvolveu um trabalho social e voluntário com crianças e jovens usando a arte como mecanismo educacional e social. Entre 2001 a 2004 atuaria no Grupo Bagaceira de Teatro. Já em 2006 fundou a Inquieta Cia. de Teatro, de Fortaleza-CE. Entre 2009 e 2012 foi professor do Curso Princípios Básicos de Teatro do Theatro Estadual José de Alencar, em Fortaleza, onde dirigiu e produziu os quatro espetáculos.

Em 2005 fundou o COLETIVO ARTÍSTICO AS TRAVESTIDAS onde produziu e dirigiu os trabalhos: “UMA FLOR DE DAMA” (2005), “CABARÉ DA DAMA” (2008), “Engenharia Erótica – Fabrica de Travestis” (2012), “BR-TRANS” (2013), “CABARÉ DAS TRAVESTIDAS” (2014) e “QTMT – QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI”(2015).

Atualmente desenvolve uma pesquisa sobre o Universo Trans (Travestis, Transexuais e Transformistas) intitulado “Cartografia Artístico e Social do Universo Trans no Brasil” uma pesquisa sobre a travestilidade e transexualidade no Brasil de norte a sul. Atuou em 26 espetáculos e dirigiu 22 trabalhos.

VALÉRIA HOUSTON

Valéria Houston participou do Programa Ídolos (SBT) e foi vencedora do Festival da Canção Francesa, promovido pela Aliança Francesa de Porto Alegre. Em Paris, fez temporadas em várias casas da tradicional boêmia parisiense. Reside em Porto Alegre, onde é uma referência na militância LGBTTT e artista reconhecida por seu talento vocal e performativo.

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