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Bruna Paulin

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Teatro

“Causos do Coronel – A Comédia Gaúcha” estreia em 21 de outubro no Teatro do Bourbon Country

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Montagem baseada em causos e canções de Luiz Coronel traz Elton Saldanha, Fernanda Carvalho Leite e Oscar Simch

 

Estreia em 21 de outubro no Teatro do Bourbon Country o espetáculo “Causos do Coronel – A Comédia Gaúcha”, uma celebração à cultura gaúcha, encenando causos e canções do ilustre escritor e poeta Luiz Coronel. O roteiro reúne textos de livros do ciclo Comédia Gaúcha que inclui “O Cavalo Verde”, “O Cachorro Azul”, “O Gato Escarlate” e “Filé de Borboleta”, de onde foram extraídos mais de 14 causos para a montagem da peça.

A adaptação e direção é de Cláudio Levitan, e no elenco, Elton Saldanha, Oscar Simch e Fernanda Carvalho Leite visitam com humor e graça a tradição oral campeira, recuperando uma antiga e gloriosa tradição gaúcha: O causo gaúcho é ingênuo, difere da anedota, sempre com pitada de humor travesso, irreverente, opositor. Ele vem do índio, acompanha as longas conversas de galpão, colhe uma maneira graciosa de ver o mundo, a vida, os homens e mulheres do pampa.

Ao mesmo tempo, a linguagem teatral se enriquece ao entoarem canções conhecidas do público gaúcho como “Debandada”, “Cordas de Espinhos” e “Gaudêncio Sete Luas”, num ambiente tradicionalmente gauchesco, o Bolicho. A direção musical e arranjos é de Elton Saldanha, cenografia de Carina Levitan, figurinos de Daniel Lion, desenho de luz de Mauricio Moura e preparação vocal de Cristina Sorrentino.

Na estreia, o espetáculo contará com audiodescrição. Para reservar o equipamento, é necessário confirmar presença pelo número (51) 98118.9814 (Márcia). Após a estreia em Porto Alegre, o espetáculo passa por Novo Hamburgo no Teatro Feevale, no dia 28/10. Em novembro, a montagem sai em turnê por Gramado, no Teatro Lupicínio Rodrigues, no dia 03, e Camaquã, no dia 17 de novembro no Teatro do SESC Camaquã.

Os ingressos das apresentações em Porto Alegre e Novo Hamburgo podem ser adquiridos pelo site www.uhuu.com ou nas bilheterias dos teatros. No Teatro Bourbon, os ingressos custam entre R$ 40,00 e R$ 80,00, e no Teatro Feevale, entre R$ 40,00 e R$ 60,00. Mais informações: facebook.com/causosdocoronel

FICHA TÉCNICA

Causos do Coronel – A Comédia Gaúcha

Elenco: Elton Saldanha, Fernanda Carvalho Leite e Oscar Simch

Autor e Coordenador Geral – Luiz Coronel

Adaptação e Direção – Cláudio Levitan

Planejamento Cultural – Opus Promoções

Direção Musical e Arranjos – Elton Saldanha

Produção Executiva – Liz Dias

Assessoria de Comunicação – Bruna Paulin

Designer Gráfico – Henrique Prestes

Cenografia – Carina Levitan

Figurinos – Daniel Lion

Projeto de Iluminação – Mauricio Moura

Coreografia – Liz Dias

Preparação Vocal – Cristina Sorrentino

Assistente de Direção – Oscar Simch

Assistente de Produção – Tomas Edison

Assistente da Coordenação – Ana Paula Roldão Brum

Contra Regra – Cícero Luz

Áudio Descrição – Márcia Caspary

Realização – MECENAS

 

Os Causos do Coronel – fortuna crítica e comentários do autor

“O causo é uma das expressões mais fecundas da cultura popular gaúcha. O causo não tem enfeites nas beiradas nem remendos pelo meio, e esse prodígio ostenta-se na obra de Luiz Coronel.” José Fogaça.

Tendo por base os cinco volumes da “Comédia Gaúcha” de Luiz Coronel” onde colhe-se volumoso elenco de causos galponeiros e interioranos, monta-se este espetáculo. O “Causo” é uma expressão cultural genuinamente gaúcha e tem origem remota em nossos índios e chega aos galpões, onde à espera da carne assando nas brasas, enquanto sorve-se o chimarrão ou se amassa o fumo em ramo, na palma das mãos, conta-se, unindo realidade e fantasia, os nossos graciosos causos.

O “causo” não é uma anedota, não é um conto, ele tem muito da crônica e respalda-se frequentemente no humor campeiro. A Simões Lopes Neto, Ciro Martins, Elbio Piccoli soma-se agora o talento humorístico do autor Luiz Coronel na construção da mais bem humorada e abrangente narrativa de nossa tradição oral.

Numa trama oriunda de um trabalho coletivo o elenco e o diretor Claudio Levitan vasculharam mais de uma centena de causos que integram a obra literária para compor um enredo de bolicho, mesclado de músicas e conferindo uma permanente autenticidade gaúcha.

“A Comédia gaúcha” acumula dezenas de elogios de destacados escritores como Moacyr Scliar, Carlos Nejar, Marcos Lucchesi, Millor Fernandes, Luis Antonio de Assis Brasil, Armindo Trevisan. Luiz Coronel

Causos do Coronel – A Comédia Gaúcha

Teatro do Bourbon Country

21 de outubro, domingo, 20h

Sessão com audiodescrição – reserva de equipamento (51) 98118.9814 (Márcia).

 

Ingressos:

Camarotes R$ 80,00

Plateia baixa R$ 80,00

Plateia alta R$60,00

Mezaninos R$40,00

Galeria alta R$40,00

Galeria mezanino R$40,00

 

Teatro Feevale

28 de outubro, domingo, 19h

 

Ingressos:

Balcão Nobre R$40,00

Balcão nobre visão parcial R$40,00

Camarote R$70,00

Frisas 2º pavimento R$50,00

Frisas 4º pavimento R$50,00

Plateia R$60,00

 

INGRESSOS ANTECIPADOS PELO SITE – www.uhuu.com

Ou nas bilheterias

BILHETERIA DO TEATRO DO BOURBON COUNTRY:
Avenida Túlio de Rose, 80 | 301 – Porto Alegre, RS.
Horário: De segunda a sábado, das 10h às 22h | domingos e feriados, das 14h às 20h.

Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito.

BILHETERIA DO TEATRO FEEVALE
Local: ERS-239, 2.755, Novo Hamburgo, RS.
Horário: De segunda a sexta-feira, das 9h às 21h; sábados, das 9h às 13h

Formas de pagamento: dinheiro, cartões de crédito e débito.
BOURBON SHOPPING NOVO HAMBURGO – Quiosque Teatro Feevale
Local: Avenida das Nações Unidas, 2001 | Piso 2 – Novo Hamburgo, RS.
Horário: De segunda a sábado, das 13h às 20h.
*Pagamento apenas com cartão.e débito.

Meia-entrada para estudantes, idosos e pessoas portadoras de deficiência visual.

Espetáculo Das Tripas Sentimento na mídia

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Das Tripas Sentimento (2018) estreia em 20 de setembro na Casa Cultural Tony Petzhold

Das Tripas Sentimento (2024) - Foto Gui Malgarizi

Espetáculo de dança retorna 18 anos depois em nova montagem aos palcos de Porto Alegre e reivindica a voz de uma das maiores cantoras da música brasileira: Elis Regina

Após 18 anos de sua estreia, o espetáculo Das Tripas Sentimento retorna a Casa Cultural Tony Petzhold em uma nova versão que terá première no dia 20 de setembro. Com direção de June Machado e direção musical de Geraldo Flach, o projeto obteve sucesso absoluto de público e crítica: mais de 5.000 espectadores; seis Troféus Açorianos de Dança (levou as categorias Espetáculo, Bailarina, Figurino, Cenário, Trilha-Sonora e Produção); e apresentações emblemáticas, como a primeira atração do grande show de inauguração do Anfiteatro Pôr do Sol.

Elis Regina é a personagem que inspirou a montagem original e que segue alimentando esta nova versão. Das Tripas Sentimento (2018) objetiva cultivar, através da linguagem da dança, a memória cultural da música brasileira tendo como fonte a forte interpretação da imortal cantora. “A proposta é resgatar o sentimento Elis através do universo poético que o seu canto nos sugestiona. Sua trajetória marcada por atitudes inflamadas de guinadas estéticas (e políticas) radicais e interpretações transcendentes nos leva a refletir sobre o percurso da linha evolutiva da sociedade em que vivemos. E, no momento atual em que se faz urgente ouvir uma das vozes femininas mais importantes desse país, direção e equipe se unem no desafio de realizar este projeto. Em 2000, homenageamos. Em 2018, reivindicamos a VOZ”, declara June.

O título do espetáculo vem de uma frase da artista: “é preciso fazer das tripas sentimento para poder viver neste país”. Nada mais emblemático neste momento em que estamos vivendo. No repertório do espetáculo, 19 canções célebres da carreira de Elis pautam as cenas que contam com a dramaturgia de Gui Malgarizi e pesquisa de Eunice Muniz da Silva. Integram a trilha do espetáculo composições como Romaria, Cartomante, Gracias a La Vida, Dois pra lá Dois pra Cá, Deus Lhe Pague, Travessia, Alô Alô Marciano, Como Nossos Pais, Velha Roupa Colorida, entre outras.

Para quem assistiu a versão de 2000 de Das Tripas… terá a grata surpresa de reencontrar em cena os bailarinos Diego Mac – filho de June, diretor da Macarenando e que na época estreava como bailarino no espetáculo – Thais Petzhold e Dani Boff que integravam o elenco original da montagem. Acompanham Diego, Thais e Dani os bailarinos Cassandra Calabouço, Denis Gosh, Lu Paludo e Rossana Scorza.

A Casa Cultural Tony Petzhold estará aberta a partir das 18h durante a temporada, com o bar funcionando, para receber o público e já entrar no clima antes da apresentação, oferecendo drinks e cardápio criados especialmente para o espetáculo. A temporada ocorre de 21 a 30 de setembro com apresentações de sexta a domingo sempre às 20h e ingressos a R$ 60,00. Valor promocional de R$ 50,00 para venda antecipada (unidades limitadas) online ou nos pontos de venda (Casa Tony Petzhold e Loja Imaginarium Iguatemi. Durante as apresentações, os ingressos estarão à venda uma hora antes do espetáculo.  A Casa Cultural Tony Petzhold fica na Avenida Cristovão Colombo, 400. Mais informações:facebook.com/macarenando | (51) 98918 2124

TEMPORADA DE ESTREIA

20/set: première para convidados

21, 22, 23/set | 20h

28, 29, 30/set | 20h

LOTAÇÃO: 40 LUGARES

LOTE PROMO (unidades limitadas)

INTEIRA: R$ 50

MEIA: R$ 25 (50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística, conforme legislação)

 VALORES

INTEIRA: R$ 60

MEIA: R$ 30 (50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística, conforme legislação)

 COMO COMPRAR

– Online (taxa de conveniência de 10% paga pelo cliente): https://dastripassentimento2018.eventize.com.br

 – Presencial:

Casa Cultural Tony Petzhold (Cristóvão Colombo, 400): das 9h às 18h. Pagamento somente em dinheiro.

Loja Imaginarium – Shopping Iguatemi (Av. João Wallig, 1800). Pagamento somente em dinheiro

– Na hora:

1h antes do espetáculo.

 

 EVENTO

https://www.facebook.com/events/235687507261540/

 FICHA TÉCNICA

Direção artística e coreográfica: June Machado

Elenco: Cassandra Calabouço, Dani Boff, Denis Gosch, Diego Mac, Lu Paludo, Rossana Scorza, Thais Petzhold

Dramaturgia e Iluminação: Gui Malgarizi

Direção de pesquisa: Eunice Muniz da Silva

Direção de Produção: Sandra Santos

Produção e Cenário: Arthur Bonfanti

Coordenação das Garrafas: Giulia Baptista Vieira

Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Visagismo: Equipe Studio Leo Zamper  – Leo Zamper, Becca Martins, Gui Kaufmann e Lucas Lemes

Fotografias: Gui Malgarizi e Claudio Etges

Gestão do projeto: Diego Mac

Realização: Macarenando Dance Concept e Casa Cultural Tony Petzhold

Duração: 90 minutos

Classificação etária: livre

+ INFO

facebook.com/macarenando

macarenando@macarenando.com.br

(51) 9 8918 2124

Depoimentos equipe:

JUNE MACHADO (DIRETORA ARTÍSTICA E COREÓGRAFA)

“Das Tripas Sentimento (2018)” é um projeto que transita no universo musical eliseano e que se apropria da linguagem da dança como forma de expressão artística. Nesse contexto, o que prevalece é o sentido poético que o canto de Elis sugestiona ao bailarino-intérprete. E a coisa acontece assim, fio por fio, até o desenrolar de toda a trama.

GUI MALGARIZI (DRAMATURGISTA)

Surpresa. Felicidade. Honra. Expectativa.

Essas são as sensações que me vêm à mente quando penso no convite para integrar a equipe do “Das Tripas Sentimento 2018”. Na sequência, a palavra de ordem passou a ser: Desafio. “Qual será o espaço do dramaturgista nesta obra?”

Tateei pelo processo por certo tempo. Naquele ar multifacetado e sinuoso dos incessantes laboratórios, consegui abrir os sentidos para mergulhar no universo “eliseano” proposto-declamado pela diretora e coreógrafa June Machado. Os “big bangs” começam a estalar naquele espaço tão restrito-infinito: a sala de ensaio-espetáculo, onde os corpos dos artistas íntegros-inteiros eram tatuados pela voz da diretora.

Em algum momento, aquela frase presente no texto da concepção da obra, que ecoava há tanto, faz sentido: “hoje reivindicamos a voz”. De que voz estamos falando? “A de Elis”, seria a resposta óbvia. Talvez um ponto de partida. Mas por que reivindicá-la? Essa é a investigação que acabou por caracterizar o espaço do dramaturgista. Os prolongamentos começam a surgir quando nos damos conta que, tal qual Elis, somos artistas usando nossa voz-cena para preencher o mundo e dançar as vozes, mesmo ante qualquer força em sentido contrário, continuarão a dançar nos palcos que ainda restarem.

EUNICE MUNIZ DA SILVA (DIRETORA DE PESQUISA)

Participar da equipe que está trabalhando o espetáculo “Das Tripas Sentimento 2018” é uma honra enorme, principalmente, por desfrutar do convívio e da cumplicidade com direção, produção, artistas talentosos, pessoas tão vocacionadas e especiais, que se entregam com muito afeto e disponibilidade artística para o êxito do trabalho.

               Elaborar e executar uma obra artística inspirada no universo da cantora Elis Regina é um grande desafio. A irreverência de Elis observada e estudada em cada palavra cantada dá sentido aos poemas e aos arranjos das canções, com suas interpretações memoráveis e inesquecíveis expondo toda a sua emoção. A interpretação de Elis era feita com coragem como um ato do coração, uma virtude do ser humano, uma força para agir apesar das dificuldades ou dos perigos. É com esta inspiração que trabalhamos cada etapa do espetáculo e desejamos que isso chegue ao público.

Elis trabalhou de maneira a quebrar um conjunto de padrões artísticos, orientadores e estabelecidos até então, para espetáculos de cantores e cantoras. Ela mudou paradigmas realizando espetáculos reunindo artistas de diversas áreas.

A maneira como Elis cantava e interpretava as canções deixava aflorar o seu “eu poético” referindo na voz a expressão dentro do poema, ou seja, aquela voz responsável por nos transmitir e tocar nossos sentimentos e emoções.

O autor criava o poema, a letra da canção, mas o eu poético de Elis era a voz que cantava, que expressava os sentimentos dentro do poema. Pelas características da cantora Elis Regina o desafio desse trabalho é enorme, pois é preciso entender profundamente a sua emoção e a sua VOZ.

Respeito tem seu significado original do latim: “olhar outra vez”. Por essa razão, voltamos à obra de Elis em 2018, como uma forma de prestar culto, veneração, admiração ou fazer um tributo. É como ouvir a expressão: “Eu a respeito”.

Considero que a obra artística de Elis Regina está composta de belas interpretações que refletem o respeito pela Música Popular Brasileira e pelo Brasil.

Viva “Das Tripas Sentimento 2018”.

Viva Macarenando Dance Concept.

Viva Casa Cultural Tony Petzhold.

CASSANDRA CALABOUÇO (BAILARINA)

Lembro que fiquei muito impressionado quando assisti ao espetáculo em 2000. Na verdade, eu fiquei maravilhado! Achei o espetáculo inteligente, inovador, instigante! Havia um discurso poético e político refinado e muito bem dito através de cenas, corpos e movimentos! Aquela dança era definitivamente um olhar diferente do que eu sempre havia suposto que o repertório de Elis Regina pudesse inspirar. 18 anos depois, recebo o convite para integrar o elenco de intérpretes que fará um novo Das tripas sentimentos! Que privilégio ser dirigido pela grande mestra June Machado! O elenco deste trabalho é composto de amigos – bailarinos – artistas – colegas – irmãos de profissão que eu admiro e convivo há tanto tempo. Que honra estar neste elenco! Com o convite, uma surpresa: integrar o elenco não como Nilton, mas através da minha persona drag Cassandra Calabouço. Um prazer imenso. Um desafio imenso. Das tripas sentimento.

DANI BOFF (BAILARINA)

Criar o Das tripas Sentimento em 2018 é de uma maneira revisitar o Das tripas sentimento de 2000. Na época inicial dessa visita eu era uma bailarina grávida, que entrou no elenco com o processo de criação finalizado e apresentações em andamento, entrei para uma substituição. Era ano de inauguração do Anfiteatro Pôr-do-sol e lá estava eu dançando o bêbado e a equilibrista, eu e a minha filha. Eu no palco. Ela na barriga. Nós no Das Tripas.

 Em cena prometi para ela, que jamais deixaria calar a voz da mulher e da arte. E da mulher na arte.  E 18 anos depois cá estou eu, ou melhor, cá estamos nós. Eu em cena e ela nos ensaios, nos bastidores, na plateia. E em cena também, sendo essa memória viva diante dos meus olhos. Juntar essas tripas em 2018 é falar da minha história como bailarina e mulher.

Esse momento de juntar as tripas, reorganizar as ideias e ir para a cena dizer o que é urgente, o que não pode nem deve ser calado, é dar voz. É transformar a voz em movimento.  É DAR VOZ AO CORPO.

 A atemporalidade das músicas cantadas por Elis é ao mesmo tempo impressionante e assustadora. Fascinam por dialogar com os acontecimentos contemporâneos e assustam por esse mesmo motivo. A censura está de volta, o golpe está de volta, estaríamos nós de volta aos tempos sombrios? Estaríamos relendo aquelas páginas infelizes da nossa história?

Não tenho nenhuma certeza sobre essas perguntas, nem sobre as respostas. Mas tenho a certeza que o nosso espaço temos que cavar, na marra. Rindo se possível. Como diria a própria Elis e como dizemos em cena.

Não poso terminar esse relato-diário de campo sem falar no processo de entrada nesse espetáculo.

Ahhhh esse processo delicioso de chafurdar na lama, ou melhor, nas tripas:

Chamo carinhosamente de Juntar as Tripas o processo de criação deste Das tripas Sentimento 2018, e esta maneira descreve muito bem o que foi e o que está sendo essa criação, um momento de dialogar com as memórias e dar forma a elas, coloca-las para dançar, mergulhar nesse universo de Elis. Escutar as músicas que dançamos algumas vezes, todos os dias, as vezes o dia inteiro, o processo de criação foi também um processo de desnudar essa pessoa-artista-bailarina que estaria em cena.

Muito mais do que criar o que faríamos em cena, a tarefa era mostrar quem é essa pessoa que estaria em cena, como esse corpo se movia, que significados ele criava. Foi (e está sendo) um processo de aproximação. De impregnação. Aproximar-se e impregnar-se de Elis e deixar ela falar através de nossos corpos.

Através do meu corpo ela grita. Tu escuta?

SANDRA SANTOS (DIRETORA DE PRODUÇÃO)

Em março de 1999 fui apresentada a arte da dança e não foi nada básico, minha iniciação foi ao som de Elis Regina. Naquele 17 de março Elis estaria de aniversário e para lembrar a data, a amiga de uma amiga reuniu artistas da dança e juntos interpretaram: O Bêbado e o Equilibrista, Saudosa Maloca e Fascinação. Lembro de detalhes até hoje.

Em fevereiro de 2000 nasceu o espetáculo e dentro e fora da obra renasceu uma nova Sandra, que gradativamente foi deixando no passado as tristezas de uma depressão. Neste renascimento, muito além da cenotécnica surge uma pessoa sedenta de todos os conhecimentos relacionadas a artes cênicas, iluminação, cenário, sonorização e produção.

O Das Tripas Sentimento teve seu tempo e seus ensinamentos, entre eles a lição de que o espetáculo não pode parar e para a isso a necessidade de se aprimorar, acumular conhecimentos e assim foi por 18 anos… Muitas obras foram criadas, novas técnicas estudadas e aplicadas nos mais variados temas. O que um dia começou como hobby, hoje é profissão.

E no meio do intenso 2018, June Machado mais uma vez reúne artistas e técnicos para fazer Das Tripas Sentimento, novamente estudar o legado deixado por Elis.

Esse convite não é só emocionante, é realizador. Reviver Elis, sua trajetória, sua obra, seus discursos cantados e falados, que mesmo tendo passado 4 décadas são tão atuais e necessários. Ainda temos muito o que ouvir de Elis Regina.

LUCIANA PALUDO (BAILARINA)

Estar participando desse processo tem sido um tempo de entrar em conexão com a obra de Elis – que tanto fez parte de minhas referências artísticas, na infância e adolescência. Chego a pensar, por exemplo, que o álbum “Falso Brilhante” tenha exercido uma influência muito forte, na maneira que passei a entender as possibilidades estéticas em dança – pensava isso de uma maneira muito intuitiva, até pouco tempo atrás – (para quem nunca ouviu, escute-o e preste atenção na diversidade estética presente na escolha do repertório, nos arranjos e na voz de nossa imortal Elis). Então, tudo isso ganha outras camadas e sentidos…

Dançar Elis (nossa, dançar Elis!), com essa troupe de artistas que admiro e respeito muito, tem sido um aprendizado de arte e de vida; estamos no processo desde janeiro. E June Machado nos conduz a uma espécie de “universo onírico elisiano”; ela nos faz olhar os braços de Elis (e como tem dança naqueles braços – e no seu corpo todo!); leva-nos a revisitar Lennie Dale – e a repensar, hoje, em toda influência que ele teve no gestual de Elis, no início de sua carreira. A partir daí, muitas metáforas, muitos desdobramentos e imagens alimentam a nossa poética. Muito trabalho.

Então, penso no “olho” do Gui Malgarizi, sempre atento ao que ocorre durante os nossos ensaios, em seu papel de dramaturgista – e a relação de respeito que se estabelece entre ele, June e todo o elenco. A equipe técnica luxuosa, com Arthur, Sandra e, agora, a Giulia; a Eunice, que nos ajuda nas pesquisas. A Casa Tony Petzhold que nos abriga, com suas paredes tão impregnadas de tantas memórias de danças… É bonito de ver! [e de estar ali].

Em “Das tripas sentimento, 2018” estamos “reivindicando a voz” e, a cada dia, compreendendo mais o que isso significa. Para trazermos ao público esse espetáculo, ou, como diz June, “este show”.

 

 

DENIS GOSCH (BAILARINO)

Se me perguntarem qual é o som de um domingo de manhã eu digo Elis! Desde muito pequeno me lembro de acordar aos domingos com o cheiro do café, ovo mole e “Romaria” tocada no disco de vinil. Tudo preparando e orquestrado pelo meu pai depois de voltar da tradicional feira.

– Ela era do IAPI! – dizia ele cheio de orgulho de quem foi criado no bairro. – Morava ali no bloco do Fulano, perto do Ciclano, embaixo da dona Beltrana. “Dizem” que se conheciam de vista, mas isso eu já não sei se eu mesmo inventei e enxertei em minhas memórias.

Conhecidos, vizinhos ou não o fato é que sua voz sempre embalou e preencheu de calor a minha lembrança de um café da manhã em família.

“Gracias a la vida que me ha dado tanto!”

Tanto amor e admiração que hoje se espalha hereditariamente. Mas apesar de tudo que narrei, não foi da parte paterna que recebi este legado. A verdadeira fã da Pimentinha sempre foi a minha mãe. Pouco tempo atrás, na dúvida de um presente, era só desencavar um CD ou DVD da Elis Regina. BINGO! Até hoje quando vejo imagens da “maior cantora que este país já teve” em entrevistas, shows ou programas, não consigo deixar de visualizar minha mãe. Talvez os sempre cabelos curtos… O cigarro da época em que minha mãe fumava… Ou só a memória de ser alguém que ela gosta. Ou talvez tenha algo mais, algo dessa força de mulher. Uma potência! Garra! A manha! O INÊS-plicavel amor! Essas coisas que fazem da gente o que nós somos.

“Apesar de termos feito tudo o que fizemos…”

Sabe o resto da música? Ainda bem!

ARTHUR BONFANTI (PRODUTOR)

Das Tripas (é) Sentimento. É olhar para trás e caminhar para frente. É sair do lixo com as mãos sujas de ouro. Brincar de tempo, com o tempo. É arrastão. É beco. É maioridade. Erguer voz e microfone, tomando outras proporções e cachaça. Espetáculo de referências e para reverências. É dança. É fazer das tripas sentimento.

 

 

GIULIA BAPTISTA VIEIRA (COORDENADORA DAS GARRAFAS)

Receita Sentimental de Tripas:

  1. Compõe-se em tripas poéticas
    2. Sacos velhos são como sentimentos
    3. Acrescenta-se carne da história da dança
    4. Escutam música
    5. Mãos de aves saltam de imensidões
    6. E libertam-se

Espetáculo Pátria Estrangeira na imprensa

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Espetáculo Pátria Estrangeira/Fremde Heimat na imprensa

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Espetáculo Pátria Estrangeira/Fremde Heimat na capa do caderno Panorama do Jornal do Comércio de hoje

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Coprodução Brasil-Alemanha estreia em 30 de agosto no teatro do Goethe-Institut Porto Alegre

Crédito Maí Yandara_-66-2

Pátria Estrangeira/Fremde Heimat é um projeto teatral com equipe e elenco brasileiro e alemão e estará em cartaz nos dois países

Porto Alegre, 27 de agosto de 2018 – Estreia na quinta-feira, 30 de agosto, no teatro do Goethe-Institut Porto Alegre, o espetáculo Pátria Estrangeira/Fremde Heimat, uma coprodução da ATO cia.cênica, Primeira Fila Produções e Badisches Staatstheater Karlsruhe. A temporada de estreia mundial da produção, que conta com elenco e equipe brasileiro e alemão, segue em Porto Alegre até 09 de setembro, seguida por apresentações em Karlsruhe a partir do dia 20 do mesmo mês. O projeto tem financiamento do Fundo de Cultura Federal Alemão Kulturstiftung des Bundes em parceria com o Goethe-Institut.

         O sul do Brasil é conhecido por ser a região que recebeu grande parte dos imigrantes vindos da Alemanha. No século XIX chegaram ao Brasil colonos alemães que pela pobreza e falta de perspectiva econômica se refugiaram na região dos Pampas – as famílias receberam boas vindas com o propósito de colonizar a região e embranquecer a população. A partir de então, diversas ondas de imigração alemã se sucederam, desde os refugiados econômicos da crise de 1920, os perseguidos pelo Nazismo na segunda guerra até os próprios Nazistas que com o fim da guerra se esconderam na região. Em algumas famílias até hoje o dialeto alemão Hunsrückisch é falado. Atualmente, a Alemanha e o Brasil são países de destino da imigração causada pela pobreza. A Alemanha já foi um país de partida de imigrantes pobres. No projeto docuficcional, cinco atores com antecedentes migratórios partem em busca de sua “pátria estrangeira”.

Pátria Estrangeira/Fremde Heimat é uma direção e baseado na pesquisa da diretora Mirah Laline, com pesquisa e texto do autor Jürgen Berger, construída em colaboração com elenco, equipe e direção e direção de dramaturgia de Jan Linders. O elenco, formado pelos brasileiros com raízes e descendências germânicas, Philipe Philippsen, Camila Falcão, Martina Fröhlich, Karin Salz Engel e o alemão de família Austríaca e Italiana, Thomas Prenn, conta a história de descendentes de alemães no Brasil, através de uma docuficcção. “Foi através de uma pesquisa autobiográfica de cada um dos atores e seus ancestrais, alguns deles vindos da Alemanha, que construímos este biodrama”, conta Mirah. A partir de uma pesquisa e resgate autobiográficos durante um workshop realizado no primeiro semestre deste ano em Porto Alegre, o autor Jürgen Berger montou a base dos textos do espetáculo. Quatro atores e músicos brasileiros contracenam com um jovem ator de Karlsruhe, Alemanha. Temas como ancestralidade, gerações, memória, pertencimento, imigração permeiam questionamentos como: é possível viver duas culturas ao mesmo tempo? Seria Pátria um instrumento do colonialismo? Que semelhanças existem com a recente onda de imigração no Brasil e na Alemanha?

Vídeos e músicas – executadas ao vivo e compostas pelo elenco – são elementos muito marcantes da concepção, segundo a diretora. Ricardo Vivian assina o Desenho de Luz, Rodrigo Shalako o cenário, Mauricio Casiraghi, Video e Projeções e Déh Dullius os figurinos. Jan Linders é o dramaturgo.

O projeto está em desenvolvimento desde 2015 quando Mirah foi convidada pela diretora do Goethe-Institut Porto Alegre, Marina Ludemann, a integrar a equipe de um projeto proposto pelo crítico e autor Jürgen Berger, que estava em Porto Alegre ministrando uma oficina de Crítica Teatral. A ideia de Berger era montar uma peça docu-ficcional, baseado em histórias dos imigrantes alemães e de seus descendentes. O Rio Grande do Sul é o estado mais meridional do Brasil e, junto com Santa Catarina, uma região com expressivo contingente de descendentes de imigrantes alemães que chegaram ao Brasil no início século XIX. Jürgen aproveitou para visitar cidades da zona alemã gaúcha, como Dois Irmãos e Santa Maria do Herval, onde a maioria dos habitantes ainda fala o dialeto Hunsrückisch. Após uma pausa, o projeto foi retomado no início de 2018, com a confirmação do subsídio pela Kulturstiftung des Bundes, a principal instituição para financiamento cultural da Alemanha.

Em Porto Alegre Pátria Estrangeira/Fremde Heimat estará em cartaz de 30 de agosto a 09 de setembro, com apresentações às 20h de quinta-feira a sábado e às 18h aos domingos, com ingressos a R$ 40,00. As vendas antecipadas estão disponíveis pelo site entreatosdivulga.com.br. Durante a temporada, será possível adquirir entradas no local, uma hora antes do início do espetáculo. Em Karlsruhe, o espetáculo estreia em 20 de setembro e terá apresentações nos dias 23, 29 e 30 do mesmo mês, além de uma performance na cidade de Ludwigshafen no dia 28.

 

Mais informações:

https://www.goethe.de/ins/br/pt/sta/poa/ver.cfm?fuseaction=events.detail&event_id=21344906

http://spielzeit18-19.staatstheater.karlsruhe.de/programm/info/2775/

facebook.com/patriaestrangeirafrremdeheimat

Instagram @fremde.heimat

Sinopse

Coração ambivalente

Atualmente a Alemanha e o Brasil são países de destino da imigração causada pela pobreza. A Alemanha já foi um país de partida de imigrantes pobres. No projeto docuficcional, cinco atores com antecedentes migratórios partem em busca de sua “pátria estrangeira”.

Os antepassados de Martina estão entre os primeiros emigrantes que, no início do século 19, emigraram da atual região da Renânia-Palatinado para o sul do Brasil. Ela vive em Porto Alegre e vive brigando com um coração ambivalente no seu peito. Uma alemã ela não é, mas é realmente brasileira?

Camila é tataraneta de uma família com influência afro-alemã. Sua tataravó teve uma relação com o filho de uma família de imigrantes alemães. O fato de que a tataravó alemã tenha desagregado a família do filho, acompanha Camila até hoje. Porém, no ano de 2018, uma brasileira descendente afro tem problemas mais urgentes.

Philipe é tataraneto de um patchwork brasileiro-indígena-judeu-europeu. Sua árvore genealógica poderia ser tema de um projeto de pesquisa. O brasileiro com os muitos corações no peito tem de viver com o fato de que, apesar de seus antepassados alemães, a cidadania alemã lhe é negada.

Karin viveu e trabalhou como pianista de concertos na Alemanha e na Suíça, mas apesar disso tinha a sensação de que seu coração batia em Porto Alegre. Após quatro anos de migração pela Europa central, ela se decidiu por retornar à sua pátria sul-brasileira. Ela chegou a um país profundamente dividido social e politicamente.

Thomas, do sul do Tirol, vive em Berlim e não pode requerer um passaporte alemão. Ele não necessita de um Ministério para saber que pátria é lá onde ele se sente em casa.

FICHA TÉCNICA

JÜRGEN BERGER | Pesquisa e Texto*

MIRAH LALINE | Pesquisa e Direção

CAMILA FALCÃO – KARIN SALZ ENGEL – MARTINA FRÖHLICH – PHILIPE PHILIPPSEN -THOMAS PRENN | Elenco

MAURICIO CASIRAGHI | Vídeo

DÉH DULLIUS | Figurinos

RODRIGO SHALAKO | Cenografia

RICARDO VIVIAN | Iluminação

UOU DESIGN/ LUCAS DALA-LANNA | Design Gráfico

JANAINA VIANNA | Assistência de Direção

PASCAL BERTEN | Tradução e Assessoria Linguística

HERTA ELBERN | Tradução

JAN LINDERS| Dramaturgia

MAÍ YANDARA | Fotografias

BRUNA PAULIN | Assessoria de Imprensa e redes sociais

ROZE PAZ e VINICIUS MELLO | Produção Executiva

DANIELA MAZZILLI E LETICIA VIEIRA | Coordenação de Produção

ATO. Cia cênica | Coprodução Brasil

GOETHE INSTITUT PORTO ALEGRE | Coprodução Brasil

PRIMEIRA FILA PRODUÇÕES | Produção Brasil

BADISCHES STAATSTHEATER KARLSRUHE | Produção Alemanha

KULTURSTIFTUNG DES BUNDES | Patrocinador Master

* com a colaboração do elenco, direção e equipe criativa

FREMDE HEIMAT / PÁTRIA ESTRANGEIRA

Curiosidades – por Jan Linders

  • Projeto binacional – está é a primeira montagem que temos conhecimento que tem uma equipe técnica e elenco de brasileiros e alemães; Todos os atores tem algum ancestral alemão na família, além de três integrantes da equipe técnica – a assessora de comunicação Bruna Paulin, o cenógrafo Rodrigo Shalako, o figurinista Déh Dullius
  • O projeto foi concebido pelo crítico e autor teatral Jürgen Berger e a diretora Mirah Laline após uma pesquisa na Serra Gaúcha, em comunidades alemãs que falam o dialeto Hunsrückisch.
  • O texto da peça foi baseado em entrevistas e relatos pessoais dos atores – com material adicional, criando uma docuficcção, um caso raro onde os próprios atores profissionais são o próprio tema do espetáculo
  • A peça foi desenvolvida em um workshop que teve duração de duas semanas em março de 2018 e em 6 semanas intensas de ensaios em julho e agosto de 2018, no Goethe-Institut Porto Alegre, onde as oito apresentações brasileiras ocorrem. Outras temporadas no Brasil já estão em negociação
  • Após a curta temporada de estreia no Brasil, elenco e equipe técnica viaja para a Alemanha para se apresentar durante a temporada de abertura do Staatstheater Karlsruhe, estreando em 20 de setembro, com apoio da Associação Sul-Brasileira Alemã
  • A história da imigração europeia no Rio Grande do Sul é desconhecida na Alemanha, como o fato que há uma recente imigração de pessoas do Senegal, Haiti e Venezuela. Acompanhando a pesquisa do projeto, a equipe conheceu diversos vendedores de rua desses países no centro de Porto Alegre.
  • Duas professoras da UFRGS, Luciana Garcia de Mello e Ana Lúcia Liberato Tettemanzy, estiveram com o grupo, esclarecendo e fornecendo informações sobre pós-colonialismo, racismo, o discurso brasileiro sobre os indígenas e os afro-brasileiros e os novos imigrantes
  • O projeto só foi possível de ser realizado através do financiamento do Fundo da Cultura Alemã – www.kulturstiftung-bund.de.

Sarau da Clara Corleone recebe Bruna Paulin e Miltinho Talaveira na quinta, 30 de agosto

paporeto

O tema da edição de agosto será “Papo reto” e ocorre no Von Teese

Porto Alegre, 21 de agosto de 2018 – Na quinta-feira, 30 de agosto, às 20h30, o Von Teese recebe mais um Sarau da Clara Corleone. O evento literário, que ocorre mensalmente, traz a cada edição um tema que pauta os textos lidos por Clara e as personalidades que participam. O de agosto será “Papo reto”.

Dividem o sofá do Von Teese com a anfitriã Bruna Paulin e Miltinho Talaveira. Bruna Paulin é atriz e jornalista, vocalista da banda Bruna Paulin e os Esotéricos, produtora e assessora de comunicação. Miltinho é publicitário, assessor de comunicação, influenciador, formador de opinião e transmídia, comentarista de rádio e TV.

O evento da escritora e atriz existe há um ano e meio e já recebeu os jornalistas Carol Anchieta, Vitor Necchi, Katia Suman e Paulo Germano, a escritora Cinthya Verri, as atrizes Maria Galant e Catharina Conte, os diretores Júlio Conte e Patsy Cecato e o ator Bruno Bazzo, entre outros. O “Sarau da Clara Corleone – Papo reto” inicia às 20h30 com couvert de R$ 10,00 (pagamento somente em dinheiro). O Von Teese fica na Rua Bento Figueiredo 32.

Sarau da Clara Corleone – Edição de Agosto

“Papo Reto” – com Bruna Paulin e Miltinho Talaveira

30 de agosto, quinta-feira, 20h30

Couvert a R$ 10,00 – pagamento somente em dinheiro

Von Teese – Rua Bento Figueiredo 32

Clara Corleone é formada em Arte Dramática e divide o seu tempo entre coordenar a organização “Minha Porto Alegre” e ser hostess do Bar Ocidente aos finais de semana. Escreve diariamente em sua página e teve textos publicados na Zero Hora digital, Sul 21 e no site Lugar de Mulher, além de comandar o programa “Todas as mulheres do mundo” na Rádio Elétrica

Bruna Paulin é atriz, jornalista, Mestre em Comunicação Social e produtora. Há 12 anos comanda a Assessoria de Flor em Flor, onde desenvolve projetos de comunicação, conteúdo e relacionamento para produtos e eventos culturais e empreendimentos nas áreas da beleza, moda, gastronomia, arquitetura, entretenimento e design. Comanda o projeto Uma Nova Pele, espetáculo poético-musical que estreou em 2017, e é a voz da banda Bruna Paulin e os Esotéricos.

Miltinho Talaveira trabalha há mais de duas décadas na área de comunicação em varejo. Passou anos em grandes agências de publicidade no Sul do País até partir para uma carreira individual há quatro anos, encorajado por convites de marcas e eventos que ainda não eram clientes destas agências. É um multitasking: publicitário, assessor de comunicação (Imprensa e Relacionamento), influenciador, formador de opinião e transmídia, comentarista de rádio e TV. Mantém uma extensa rede de networking e uma curiosidade insaciável por todo tipo de informação. Sua especialidade é criar projetos e notícias inéditas para as marcas e, por isso, é sempre bem-vindo na mídia, também como informante e formador de opinião.

Co-produção Brasil-Alemanha estreia em 30 de agosto no teatro do Goethe-Institut Porto Alegre

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Pátria Estrangeira/Fremde Heimat é um projeto teatral com equipe e elenco brasileiro e alemão e que cumprirá temporada nos dois países

Porto Alegre 07 de agosto de 2018 – Estreia em 30 de agosto no teatro do Goethe-Institut Porto Alegre o espetáculo Pátria Estrangeira/Fremde Heimat, uma co-produção Brasil e Alemanha, que possui elenco e equipe brasileiro e alemão e cumprirá temporada nos dois países. A montagem, uma coprodução da ATO cia.cênica, Primeira Fila Produções e Badisches Staatstheater Karlsruhe, tem financiamento pelo Kulturstiftung des Bundes em parceria com Goethe-Institut Porto Alegre.
Pátria Estrangeira/Fremde Heimat é uma direção e pesquisa de Mirah Laline, com pesquisa e texto de Jürgen Berger, construído em colaboração com o elenco, direção e equipe criativa e direção de dramaturgia de Jan Linders. No elenco, os brasileiros Philipe Philippsen, Camila Falcão, Martina Fröhlich, Karin Salz Engel e o alemão Thomas Prenn contam a história de descendentes de alemães no Brasil, em uma docuficcção. “Foi através de um resgate documental de cada um dos atores e seus antepassados, alguns deles vindos da Alemanha, que construímos este biodrama”, conta Mirah. A partir de uma pesquisa e resgate autobiográficos durante um workshop realizado no primeiro semestre deste ano em Porto Alegre, o autor Jürgen Berger, montou a base dos textos do espetáculo. Quatro atores e músicos brasileiros contracenam com um jovem ator de Karlsruhe, Alemanha. Temas como ancestralidade, gerações, memória, pertencimento, imigração permeiam questionamentos como é possível viver duas culturas ao mesmo tempo? Seria Pátria um instrumento do colonialismo? Que semelhanças existem com a recente onda de imigração no Brasil e na Alemanha?

Vídeos e músicas – executadas ao vivo e compostas pelo elenco – são elementos muito fortes da concepção, segundo a diretora. Os ensaios iniciaram no dia 16 de julho; parte da equipe alemã chegou a Porto Alegre no dia 23. Ricardo Vivian assina o Desenho de Luz, Rodrigo Shalako o cenário, Mauricio Casiraghi, Video e Projeções e Déh Dullius os figurinos.

Em Porto Alegre Pátria Estrangeira/Fremde Heimat estará em cartaz de 30 de agosto a 09 de setembro, com apresentações às 20h de quinta-feira a sábado e às 18h aos domingos, com ingressos a R$ 40,00. As vendas antecipadas iniciam em 15 de agosto pelo site entreatosdivulga.com.br. Durante a temporada, será possível adquirir entradas no local, uma hora antes do início do espetáculo. Em Karlsruhe, o espetáculo estreia em 20 de setembro e terá apresentações nos dias 23, 29 e 30 do mesmo mês.

FICHA TÉCNICA

MIRAH LALINE | Pesquisa e Direção

JÜRGEN BERGER | Pesquisa e Texto*

PHILIPE PHILIPPSEN – CAMILA FALCÃO – MARTINA FRÖHLICH – KARIN SALZ ENGEL – THOMAS PRENN | Elenco

MAURICIO CASIRAGHI | Vídeo e Projeções

DÉH DULLIUS Figurinista

RODRIGO SHALAKO | Cenógrafo

RICARDO VIVIAN | Desenho de Luz

LUCAS DALA-LANNA Design Gráfico

JANAINA  VIANNA | Assistência de Direção

PASCAL BERTEN | Tradução

JAN LINDERS| Diretor de Dramaturgia do Badisches Staatstheater Karlsruhe

ROZE PAZ e VINICIUS MELLO | Produção Executiva

BRUNA PAULIN | Assessoria de Imprensa e Gestão de Redes Sociais

DANIELA MAZZILLI E LETICIA VIEIRA | Coordenação de Produção

PRIMEIRA FILA PRODUÇÕES | Produção Brasil

ATO. Cia cênica | Coprodução Brasil

GOETHE INSTITUT PORTO ALEGRE | Coprodução Brasil

BADISCHES STAATSTHEATER KARLSRUHE | Produção Alemanha

KULTURSTIFTUNG DES BUNDES | Financiamento

* com a colaboração do elenco, direção e equipe criativa

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