





Escritório de comunicação é destaque no marketing rural e assina parceria com consultor em carnes
No dia 15 de junho, a Visual Agência inaugurou suas operações em São Paulo. O escritório de design fundado por Marcelo Dariano e Eduardo Rocha em 2008 em Porto Alegre foi criado para atender a demanda por catálogos rurais e hoje é destaque no marketing rural no sul do país.
Ao iniciar 2016 com uma equipe especializada nos segmentos de marketing, design, jornalismo, web, foto e vídeo, a Visual investe no segundo semestre na ampliação da sua atuação para o centro do país, abrindo uma unidade em São Paulo. “São novos desafios assumidos com a mesma vontade usada para conquistar o mercado gaúcho, assim como fizemos há oito anos”, revela Rocha. “Nosso diferencial é que aqui a comunicação é feita por quem entende do campo”.
Com o foco em especial no mercado da carne, a Visual resolveu apostar na expansão dos seus negócios para a Capital paulista, como forma de atender novos públicos e ampliar sua carteira de clientes. Para isso, a agência vai contar com a colaboração do conceituado consultor em carnes Felipe Kleiman. Como novo parceiro estratégico de negócios da agência, Kleiman enriquece a cartela de serviços oferecidos pela empresa, somando todo o seu conhecimento na cadeia produtiva da carne. “Oferecemos ao cliente a possibilidade de auxiliá-lo da fazenda até o varejo”, declara.
O novo parceiro de negócios presta suporte ao planejamento e implantação do negócio de carnes diferenciadas, especialmente na criação de estratégias de abastecimento e posicionamento de marca. No ramo desde 2002, possui experiência e conhecimento em todos os elos do processo, de dentro da porteira, passando pela indústria, até a gôndola no varejo. “O consumidor exige informações sobre o modo que a carne é produzida e demanda padrões cada vez mais altos em termos de qualidade, padronização, segurança alimentar e bem-estar animal”, conta. Felipe estruturou indústrias frigoríficas, adaptando estrutural e operacionalmente abatedouros por todo o país, e construiu marcas e boutiques de carnes. Além disso, prestou e presta consultoria às principais empresas deste setor no Brasil, estando envolvido nos processos fundamentais de produção, análise e distribuição. Trabalhou com vários tipos de certificação animal e de alimentos, incluindo as relacionadas ao abate e à industrialização da carne Kosher.
Visual Comunicação e Design
Com uma metodologia integrada e uma equipe multidisciplinar, experiente no desenvolvimento de projetos de design e marketing, a Visual trabalha soluções em diversos canais e maneiras de comunicar, apoiando clientes em todo processo de desenvolvimento e posicionamento de marcas.
A Visual, criada em 2008 para atender a demanda de catálogos para leilões agropecuários, buscou um posicionamento avançado em design gráfico e logo ganhou destaque ampliando sua atuação no marketing rural no sul do país, atuando nas áreas de design gráfico, editorial, geração de conteúdo, fotografia, vídeo e web.
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Projeto reúne grupos de pesquisa da UFRGS, UFPel e Embrapa e analisa a alimentação de ovinos com co-produtos da vinificação
O departamento de biologia da UFPel, em parceria com a vinícola Guatambu, GPEP (UFRGS) e projeto PECUS da EMBRAPA, desenvolveu durante 2015, uma pesquisa envolvendo a alimentação de ovinos com co-produtos da vinificação – sementes e cascas de uva. Os 40 animais selecionados para amostra são do plantel da Estância Guatambu, de Dom Pedrito, RS, assim como os co-produtos.
A pesquisa, realizada com recursos provenientes do CNPq, desenvolveu estudos para avaliar técnicas de reaproveitamento de resíduos gerados no processamento de alimentos da maneira mais eficiente possível. São considerados resíduos agrícolas ou coprodutos os provenientes de atividades agrícolas, florestais, agroindustriais e pecuárias, sem utilização posterior na própria exploração. O melhor resultado veio da avaliação das emissões de metano pelos animais, gás que contribui para o aquecimento global e vem despertado diversas discussões sobre a produção e o consumo de carne.
As ovelhas que tiveram incluído o bagaço de uva nas dietas apresentaram uma redução das emissões de gases, indicando não somente a aceitabilidade pelos animais de um produto antes utilizado como adubo, como também as vantagens ambientais e sua utilização como fonte nutricional.
De acordo com a pesquisadora coordenadora do projeto, Profª Drª Fernanda Medeiros Gonçalves, os resultados obtidos refletem a necessidade de desenvolver pesquisas aplicadas e em parceria com a indústria: “Este projeto mostra como podemos ampliar ganhos em todas as áreas, em especial a preservação ambiental. O êxito na resposta implicará na concepção de novos projetos com diferentes coprodutos da indústria”.
Uma maneira de aproveitamento de coprodutos agroindustriais é na alimentação animal, em especial, na de ruminantes, os quais possuem a capacidade de aproveitar fontes ricas em lignocelulose para produzir carne e leite. O potencial de utilização de coprodutos da vitivinificação na alimentação de ruminantes possui um grande apelo em relação à redução de custos com alimentação e, adicionalmente, atender normas ambientais referentes ao descarte de resíduos.
As mensurações das emissões de metano foram conduzidas pelo bolsista de mestrado do programa de financiamento, Capes – Embrapa, Rodrigo Chaves Barcellos Grazziotin, que revela que o intuito foi conciliar dois problemas ambientais em uma única solução. “Nosso objetivo era encontrar maneiras de aproveitar o alto volume de bagaço de uva gerado no processo de vitivinificação, uma grande preocupação das indústrias atualmente, e a questão das emissões de metano pela pecuária”, conta.
O projeto envolveu a análise nutricional dos coprodutos gerados durante o processamento da uva e seu potencial de utilização na alimentação de ruminantes. O bagaço da uva possui algumas propriedades que são benéficas para o ambiente ruminal e, portanto, auxiliam na digestão dos animais, fazendo com que liberem menores teores de metano na atmosfera.
O estudo também proporciona a divulgação do potencial de utilização de alimentos alternativos aos concentrados nas dietas abrindo uma nova frente em termos de nutrição animal sustentável. Considerando a tropicalidade do Brasil, o estudo ainda agrega o caráter de inovação tecnológica, envolvendo a pesquisa de métodos para a conservação destes coprodutos que permitam a utilização dos mesmos nas épocas de escassez alimentar.
Segundo o médico veterinário e proprietário da Estância, Valter José Pötter, o projeto vem de encontro com a busca pela sustentabilidade em todas as atividades da estância e da vinícola: “A parceria com universidades é uma das características da história da Guatambu. Sempre proporcionamos o diálogo entre a produção e a pesquisa. Além disso, encontrar alternativas sustentáveis para nossas atividades é uma de nossas maiores metas”, declara.
SOBRE A ESTÂNCIA GUATAMBU
Situada em Dom Pedrito, no coração do pampa gaúcho, a Estância Guatambu é uma empresa familiar dedicada a gerar produtos primários e agroindustriais.
Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford, em ciclo completo, e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos. Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas.
Desde maio de 2016 a vinícola funciona com 100% de energia solar, tornando-se o primeiro empreendimento da área na América Latina movida através de energia limpa. estanciaguatambu.com.br | guatambuvinhos.com.br