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Bruna Paulin

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Música

Zé do Bêlo se apresenta na quinta, 09 de agosto, no Teatro Renascença

Ze do Belo - por Kais Ismail 3

Show marca o retorno do músico ao RS, com repertório resultante de pesquisa sobre MPB das décadas de 1920 e 1930

 

Na próxima quinta-feira, 09 de agosto, Zé do Bêlo sobe ao palco do Teatro Renascença para única apresentação, marcando o retorno do músico ao Estado, depois de oito anos vivendo em Brasília e na Paraíba. O espetáculo é o mais recente show do cantor, com repertório recheado de canções da música popular brasileira das décadas de 1920 e 1930, resultado de longa pesquisa por obras raras de gêneros de raiz popular como modinha, lundu, coco, embolada, choro e o samba nas suas variações.

O setlist, segundo o artista, é um apanhado de verdadeiras joias, canções populares selecionadas em uma pesquisa aprofundada em coleções de fonogramas antigos de obras de autores como Manezinho Araújo, João da Baiana, Jararaca e Ratinho, Almirante e Bando de Tangaras, Canuto, Noel Rosa, Braguinha. “Construo através desta pesquisa musical um cruzamento com uma pesquisa em bibliografia especializada de História do Brasil, contextualizando o ambiente político, cultural e social da época”, conta, através de textos de autores como José Ramos Tinhorão, Lúcio Rangel, Sergio Cabral, Jairo Severiano, entre outros.

Este espetáculo segue como um desdobramento de “A Moda Chegando Eu Vou Ver Como É”, álbum de 2014, onde lançou o projeto de pesquisa e resgate da produção da música brasileira das primeiras quatro décadas do século XX. Porém, toda essa aventura teve início em 2012, quando Zé resolveu incluir em seu repertório “Pelo Telefone”, de 1916, cuja autoria está registrada no nome de Donga e Mauro de Almeida, tido como o primeiro samba gravado Brasil. “Pesquisei a respeito da música e, nos shows, conto um pouco de sua história. Percebi, então, que o público aprovou a escolha, aplaudindo-me efusivamente”.

Zé do Bêlo vem acompanhado de Alexandre Rossetto no contrabaixo, Luiz Jakka e Nêgo Zé na percussão e King Jim na voz e sax. A apresentação inicia às 20h30, com ingressos a R$ 20,00, na bilheteria do teatro no dia do show ou antecipados na Banca da República, com descontos de 50% para estudantes, professores, artistas, terceira idade e pessoas com necessidades especiais. Para mais informações, acesse: facebook.com/zedobelo/

 

Sobre Zé do Bêlo:

Zé do Bêlo é o nome artístico do músico porto-alegrense Maurício Sanches. Iniciou sua carreira nos anos 1990 com essa performance, apresentando formato de show cômico musical do tipo stand up. As canções, autorais, devido ao seu sucesso, motivaram convites para gravações.

O hit “Reprise” alcançou execução em rádios FM, e levou o artista a notoriedade local. Lançou o CD “Acústico” em 1998 pelo Selo Barulhinho e o CD “Zé do Bêlo Salva” em 2005 pela Loop Discos.

Protagonizou comerciais de TV e apresentou seu próprio programa de rádio na lendária Ipanema FM, onde alcançou 13 pontos na audiência durante 2002 e 2004.

Após o ciclo de trabalhos em publicidade e mídia, o artista passou a dedicar-se à sua verdadeira paixão, que é música popular do Brasil. Atualmente regrava canções históricas das décadas de 1920 e 1930 que passaram despercebidas das grandes produtoras. Lançou o álbum “A Moda Chegando Eu Vou Ver Como É” em 2014, trabalho que o aproximou de aliados importantes nacionalmente, como o musicólogo Ricardo Cravo Albin, o comunicador Rolando Boldrin e o violonista arranjador Marco Pereira.

Em 2018 comemora 20 anos do lançamento do primeiro disco, aclamado pelo crítico Luiz Antonio Giron, em sua coluna Fonoteca, Caderno de Cultura da Gazeta Mercantil, com o seguinte texto em 1999: “Zé do Bêlo tem um physique du rôle tipo Falcão, mas sua música, profunda e escatológica, tem a ver com a série iniciada por Caco Velho e continuada por Lupicínio Rodrigues e Raul Seixas. Com voz quebradiça e palavras incisivas, ele retrata o submundo de Porto Alegre, os imperativos do amor, o destempero e a religião. Seu gênio maldito é prova de que o Sul não é uma caatinga cultural.” Este ano também marca seu retorno ao RS após oito anos morando em Brasília e na Paraíba. facebook.com/zedobelo/

 

Show Zé do Bêlo

09 de agosto, quinta-feira, 20h30

Teatro Renascença – Centro Municipal de Cultura – Av. Erico Veríssimo, 307

Zé do Bêlo – voz & violão | Alexandre Rossetto – contrabaixo | Luiz Jakka – percussão | Nêgo Zé – percussão | King Jim – sax e voz

Ingressos: R$ 20,00 – Antecipados na Banca da República – Av. João Pessoa esquina Rua da República ou na bilheteria do teatro no dia do show

50% de desconto para estudantes, professores, artistas, terceira idade e pessoas com necessidades especiais

Bruna Paulin e os Esotéricos na imprensa

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Papricast Night é destaque em Zero Hora do fim de semana

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Fantomaticos lança single em tour por SP

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Banda apresenta mais recente música em três shows em São Paulo e Jundiaí

Ouça “Andar” – http://www.smarturl.it/Andar

 

A banda Fantomaticos promove tour pelo Estado de SP com shows a partir de 20 de julho em Jundiaí e São Paulo para divulgar o lançamento de seu mais recente single, “Andar”, além de canções de seus três álbuns e quatro singles já lançados ao longo de carreira.

“Andar” é uma aventura musical proposta pela banda, um medley inspirado em obras como “Tommy” da banda britânica The Who, o lado B do disco “Abbey Road” dos Beatles, ‘Tales Of Endurance’, do Supergrass, entre outras. Esse experimento sonoro traz diferentes climas musicais, muitas texturas e vozes, tudo em uma faixa de seis minutos. A banda conta que “tudo foi acontecendo de forma natural. As músicas existiam separadamente há algum tempo, mas eram apenas fragmentos, incompletas. Vimos uma semelhança melódica e de semântica entre elas e disso surgiu a ideia de fazer um disco todo numa música só, experimentar algo que nunca tentamos”, contam.

Diferente dos lançamentos mais recentes, a banda quis imprimir uma sensação mais “quente” à faixa. Segundo Augusto Stern, vocalista e guitarrista, “a intenção era que a gravação soasse um pouco mais como nossos shows ao vivo e um pouco mais como esses medleys que nos inspiraram. A base central da música é um take único gravado no estúdio com bateria, baixo, teclado e violão tocando juntos. Adicionamos a isso às vozes, guitarras e percussões, tudo com pouca edição”, revela. As gravações ocorreram no estúdio da produtora Bunker Sound Design nos primeiros meses de 2018, em Porto Alegre.

Rodrigo Trujillo, vocalista e tecladista, destaca que “foi um processo muito importante, pois a banda toda participou da composição, cada um com algum trecho e, da mesma forma, todos cantaram na música, tanto como voz principal como em backing vocals. Um processo muito coletivo que revela um pouco de cada um no resultado”, afirma.

O design gráfico e fotos do trabalho ficaram por conta de Fábio Alt, parceiro do grupo em outras ocasiões, onde já assinou capas de discos, ensaios e produzindo alguns vídeos. O single foi lançado virtualmente pelo selo gaúcho Ué Discos, responsável por todos lançamentos mais recentes da banda. O grupo está produzindo para o segundo semestre um projeto especial de celebração dos dez anos de lançamento de seu primeiro disco, “No Bosque”.

Os shows ocorrem nos dias 20 de julho em Jundiaí, no Bar do Haules, 21 de julho na Casa do Mancha, onde divide a noite com a banda Vitreaux, e encerrando a tour em 28 de julho no Estúdio Lâmina, com Pedro Pastoriz. Para saber mais, acesse: www.fantomaticos.com

 

Tour Fantomaticos SP

20 JULHO – Jundiaí

Bar do Haules (Avenida Doutor Cavalcanti, 220)

19h abertura da casa

21h show

Ingressos – R$ 6 na hora

https://www.facebook.com/events/411929485950488/

 

21 JULHO – São Paulo

Casa do Mancha (Rua Felipe de Alcaçova, 89 – Vila Madalena)

com a banda Vitreaux

20h abertura da casa

21h shows

Ingressos R$ 25,00 na hora

https://www.facebook.com/events/959283830862866/

 

28 JULHO – São Paulo

Festa ‘La Garçonnière’, no Estúdio Lâmina (Avenida São João, 108)

Abre 20h / R$15 na hora

www.fantomaticos.com

https://open.spotify.com/album/3upmTQ5YJYZc3nqUxgjkFw

 

Sobre os Fantomaticos

 André Krause – baixo e vocais

Augusto Stern – guitarra e vocais

Fernando Efron – guitarra e vocais

Pedro Petracco – bateria e vocais

Rodrigo Trujillo – teclado e vocais

Fantomaticos é uma banda de Porto Alegre surgida no ano de 1999, ainda de forma experimental, logo se voltou à busca de uma expressão artística própria e ganhou notoriedade na cena alternativa de rock autoral dos anos 2000. O grupo já se apresentou em diversas cidades do Brasil e em 2015 fizeram seus primeiros shows internacionais, no Uruguai.

O primeiro disco, ‘No Bosque’ (2008), revela uma grande carga de experimentalismo e originalidade nas composições e arranjos das canções. Seu lançamento teve repercussão nacional na mídia especializada e levou o clipe da canção ‘Gin’ à programação da MTV.

O segundo disco, ‘Dispersão’ (2013), revela o amadurecimento artístico-musical na construção de um projeto conceitual que busca criar atmosferas e paisagens sonoras mais introspectivas e consistentes. Sobre o trabalho, o músico Frank Jorge, ícone do rock nacional, disse: “(…) é bom escutar uma voz que busca na música uma forma de expressão tendo a noção do quanto é nobre esta possibilidade. (…) A identidade/sonoridade da banda já conta com impressões digitais próprias. A banda tem o SEU som!”

Deste álbum foram lançados quatro clipes que integram a programação de canais como MTV, Multishow e Bis, Box Brasil, com destaque para a música ‘Ao Longe’. Suas canções passaram pela programação da Itapema FM, Unisinos FM, Novos Horizontes, Mínima FM, entre outras e esse repertório foi apresentado ao vivo na rádio Ipanema FM.

A canção ‘Recorriendo’, foi remixada pelo artista inglês Midi Error e lançada na rádio BBC Shropshire (Inglaterra).  O disco foi destaque na mídia especializada nacional e internacional, como os sites Unsigned & Independent (Irlanda) e Social Radio (EUA).

Entre o final de 2014 e o final de 2015 lançaram três EPs, já pelo selo gaúcho Ué Discos, que representa a banda. São eles: ‘Veja Bem a Sua Volta’, que ganhou bastante espaço nas rádios, ‘Keep Calm’, que tem um belo vídeo e ‘Vale’, que mostra um lado bem acústico e marca a entrada do baterista Pedro Petracco na banda.

O terceiro álbum, intitulado apenas como ‘Fantomaticos’, lançado em 2016, propõe músicas mais diretas e minimalistas, voltadas sobretudo para a execução ao vivo. São 12 músicas inéditas produzidas e gravadas pela banda no seu estúdio, o Bunker Studio.

Para saber mais sobre a banda, acesse: www.fantomaticos.com

 

Ciclo de Palestras O Fino do Brega no Metro Rio de hoje

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CICLO DE PALESTRAS GRATUITAS SOBRE A MÚSICA POPULAR CAFONA BRASILEIRA OCUPA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO

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Nomes nas áreas da canção, cultura e história participam do ciclo de debates O Fino do Brega de 03 a 06 de julho

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 03 a 06 de julho de 2018 (terça a sexta-feira), o ciclo de palestras O Fino do Brega – Conversas sobre a música popular cafona brasileira, que reúne oito pesquisadores das áreas da canção, cultura e história para assinalar a relevância da música brega na construção da identidade cultural brasileira. Os debates ocorrem sempre às 18h, com entrada franca e retirada de senhas uma hora antes de seu início. O evento tem idealização e curadoria de André Masseno e patrocínio da Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Integram os encontros o jornalista e biógrafo Gonçalo Jr.; a Mestre em História e Doutora em Antropologia Social, Adriana Facina; o Doutor e Mestre em História Gustavo Alonso; o pesquisador, crítico de música e cinema e produtor Bernardo Oliveira; o Doutorando em Literatura Brasileira, músico e produtor Arthur de Faria; o historiador e jornalista Paulo César de Araújo, autor da polêmica biografia Roberto Carlos em Detalhes; a jornalista e Doutora em Comunicação e Cultura Lydia Barros; e a jornalista e mestre em comunicação Oona Castro.

A programação oferecerá um amplo panorama temático sobre o estilo musical: das formações do cânone brega, desde seu surgimento nos anos 1970 com o aumento nas vendas de toca-discos entre a população de baixa renda, e sua definição como marcador de classe, raça e gênero até os novos rumos do estilo, passando pela relação entre a música cafona e o Estado. Do sertanejo ao bregafunk, grandes nomes da canção melancólica brasileira serão abordados.

O evento é destinado a públicos diversos: comunicadores, historiadores, estudantes, artistas, pesquisadores e todos que se interessam pela produção cultural e artística nacional. Mais informações: facebook.com/ciclodedebatesofinodobrega

A música brega:

Ao longo de sua trajetória histórica, as produções musicais intituladas como “música brega” ou “cafona” revelam-se como obras complexas e profundamente requintadas. Se, por um lado, os artistas e produtores desta vertente musical eram reduzidos por miradas depreciativas – fundadas em preconceitos de gosto e classe provenientes de certa parcela da sociedade brasileira –, por outro, sempre estiveram trocando o sinal inicialmente negativo que lhes era conferido. Positivando o brega e o cafona como portadores de um consistente e valioso legado, os músicos tornaram o estilo um espaço afirmativo de identidades através de canções que desvelam o universo das desigualdades sociais e de gênero no cotidiano brasileiro.

Na atualidade, sua cena cultural é marcada pela dimensão estética da reciclagem, presente em vertentes contemporâneas como o Tecnobrega e o Arrocha, predominantes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. “Seja assinalada como historicamente fronteiriça entre a reiteração e a resistência aostatus quo , seja defendida como representante de uma afetividade popular não limitada ao imaginário da canônica MPB, a música popular cafona brasileira apresenta-se como faceta crítica perante os embates entre cultura e sociedade. Portanto, o que a música brega e seus agentes contribuem para o entendimento do momento contemporâneo?”, questiona o curador André Masseno.

Programação (sempre às 18h):

03 de julho (terça-feira)

As formações do cânone brega

Gonçalo Jr.: Será abordado o processo de produção do livro Eu não sou lixo – A trágica vida de Evaldo Braga, o que levou o autor a escrevê-lo, a busca por depoimentos e o resultado. Além de narrar a breve vida desse artista, morto precocemente, aos 25 anos de idade, em 1973, a fala destacará todo o contexto histórico e cultural em que Evaldo surgiu, coincidentemente, junto com o nascimento da música brega, em que o barateamento de aparelhos de tocar discos levou a indústria a atingir vendas superiores a um ou dois milhões de cópias, fenômeno jamais alcançado antes. Foi o tempo em que apareceram nomes como Lindomar Castilho, Waldick Soriano, Agnaldo Timóteo, Paulo Sérgio, Odair José e Nilton César, alguns deles entrevistados para o livro.

Adriana Facina: Como podemos definir o brega? Em geral, ao menos na música, o brega está ligado ao melodrama, ao transbordamento amoroso, ao sofrimento sentimental e ao que Mikhail Bakhtin chamava de baixo corporal. Carne e alma estão presentes na estética brega. Mas o brega não se reduz a um conteúdo essencial. Ele se manifesta em performances com marcadores de classe, raça e gênero. A palestra passará por esses temas, exemplificando com músicas e performances caraterísticas do universo do brega.

04 de julho (quarta-feira)

A música cafona e o Estado: entre acusações e resistências

Gustavo Alonso: Em 1971 Tonico & Tinoco elogiaram os militares cantando os versos “um governo varonil/…./ vamos pra frente Brasil”. A música sertaneja flertou com a ditadura e muitos cantaram as “glórias” do regime autoritário, assim como muitos artistas da MPB, fato quase sempre esquecido. E assim como outros artistas da MPB, os sertanejos também resistiram ao regime ditatorial.  A ideia é discutir a vaga ideia de que teria havido “hegemonia cultural das esquerdas” durante o regime militar, buscando outras resistências musicais, ilustrando e explicando o apoio ao regime por um viés complexo.

Bernardo Oliveira: A partir de transformações políticas, sociais e culturais que reconfiguraram relações antes consideradas estáveis, surgiram no Brasil das últimas duas décadas, novos e renovados modos da música de festa e de dança. Do ponto de vista da técnica, destaca-se o surgimento de condições de produção musical até então inéditas, o que possibilitou a eclosão de uma música extremamente fértil e controversa, a “música pós-industrial brasileira”: mutações do brega e do tecnobrega no Pará; Arrocha de Recife; Funk Carioca, Paulista e Mineiro; Pagodão baiano e metamorfoses nem sempre previsíveis como o Bregafunk e o Pagonejo.

05 de julho (quinta-feira)

Gigantes da música brega

Arthur de Faria: Vicente Celestino, Lupicínio Rodrigues, Odair José, o sertanejo que sempre volta: bregas, cronistas ou a alma das ruas? Ao longo dos séculos XX e XXI, há um pedaço importante da alma brasileira, do Brasil de dentro, que sempre se viu retratada mais do que na “alegria brasileira”, essa criação recente e pós-Getulista, mas na melancolia, na saudade, no descorno, no gozo da dor. Nossa porção ibérica mais profunda se resolve desde a dicção forçadamente portuguesa de Celestino até a coloquialidade solidária com os pequenos dramas noturnos de Lupicínio ou suburbanos de Odair.

Paulo César de Araújo: A palestra abordará o cinquentenário de uma geração de cantores-compositores românticos que, a partir de 1968, perturbou oestablishment e o padrão estético das elites culturais. E mais do que isto: também atraiu a repressão da ditadura militar. Chamados de bregas ou cafonas, nomes como Paulo Sérgio, Odair José, Waldick Soriano, Nelson Ned, Claudia Barroso, Wando e Agnaldo Timóteo produziram uma obra que está no imaginário coletivo nacional. Mas quem são esses artistas? De onde vieram? Por que existiram? Serão também analisadas as suas principais canções e por que várias delas foram atingidas pela Censura nos duros anos do AI-5 (1968-1978).

06 de julho (sexta-feira)

Novos rumos: calypso, tecnobrega, tecnomelody, arrocha

Lydia Barros: O alcance e a repercussão do Tecnobrega para além das fronteiras do Pará, estado onde nasceu, aponta para uma tendência mercadológica mais inclusiva em relação aos produtos musicais ditos cafonas e de mau gosto. Tendência esta que, numa perspectiva mais progressista, abre caminho à “economia da cultura”, gestada na informalidade das “novas indústrias culturais”. E que, em sua versão mais conservadora, evidencia a necessidade de reinvenção do establishment cultural, com base na contestação da irreversibilidade do acesso horizontal às formas culturais em circulação.

Oona Castro: A conferência resgatará as questões chaves suscitadas pela pesquisa que investigou o crescimento do Tecnobrega na cena cultural de Belém na década de 2000, conquistado milhões de fãs por meio da prática ilegal da pirataria. Sem apoio da indústria fonográfica, e enfrentando preconceitos, foi a distribuição “descontrolada” das obras que permitiu que o ritmo virasse um fenômeno local. De lá para cá, o tecnobrega ganhou destaque na mídia e artistas ficaram famosos nacional e internacionalmente. A indústria fonográfica incorporou parte da produção. O que essas e outras mudanças representam no mercado da música e o que elas nos dizem?

Ficha técnica:

Idealização e Curadoria: André Masseno

Colaboração Curatorial: Quintal Produções

Palestrantes: Gonçalo Jr., Adriana Facina, Gustavo Alonso, Bernardo Oliveira, Arthur de Faria, Paulo César de Araújo, Lydia Barros e Oona Castro

Produção e Coordenação Geral: Quintal Produções

Direção Geral: Verônica Prates

Coordenação Artística: Valencia Lousada

Produtor Executivo: Thiago Miyamoto

Programação Visual: Karin Palhano

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal


Serviço:

Ciclo de palestras O Fino do Brega – Conversas sobre a música popular cafona brasileira

Entrada Franca (com distribuição de senhas uma hora antes de cada encontro)

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Data: 03 a 06 de julho (de terça a sexta-feira)

Horário: 18h

Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Classificação Indicativa: Livre

Acesso para pessoas com deficiência

Facebook: facebook.com/ciclodedebatesofinodobrega

 

Assessoria de Imprensa:

Assessoria de Flor em Flor – Bruna Paulin

bruna@brunapaulin.com

(51) 98407-0657

 

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro

(21) 3980-3096 / 4097

http://www.caixacultural.gov.br | @imprensaCAIXA | imprensa.rj@caixa.gov.br

https://www.facebook.com/CaixaCulturalRioDeJaneiro

 

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Espetáculo Abobrinhas Recheadas: Rei Roberto na imprensa

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