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Bruna Paulin

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Música

Kino Beat promove estreia de espetáculo multimídia, performances e show da banda paulista Hurtmold

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Tema da Abundância orienta a linha curatorial do festival de música, performances audiovisuais e multimídia e artes integradas que ocorre até 13 de janeiro de 2019

 

Porto Alegre, 21 de novembro de 2018 – Com atividades programadas até 13 de janeiro de 2019, Porto Alegre recebe a quinta edição do Kino Beat, festival de música, performances audiovisuais multimídia e artes integradas. Em um cenário de crise política, econômica e ideológica, o evento resiste, celebra e apresenta uma programação que reúne formatos de atividades já consagradas nas edições anteriores e lança propostas inéditas. O Kino Beat tem patrocínio master da Oi e patrocínio Stella Artois, apoio cultural do Oi Futuro, com financiamento Pró-Cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul.

Na próxima sexta-feira, 23 de novembro, às 20h, o Teatro do Sesc recebe a estreia do espetáculo multimídia inédito “Tudo Nasce de uma Ferida Íntima”, produzido especialmente para o evento. Desenvolvido de forma colaborativa e horizontal por Mirna Spritzer, Isabel Nogueira e Gabriel Cevallos, conta com desenho de luz de Mirella Brandi. Duas mulheres em cena. Construída apenas com registros de autoras, a dramaturgia de “Tudo Nasce” é formada por textos líricos, reportagens, entrevistas, textos escritos especialmente pra ocasião, áudios de Marielle Franco e Angela Davis, além de trechos do filme ”Um corpo feminino”, de Thais Fernandes. Uma performance de palavras, vozes, sons e luz, em remix de gestos e vozes de mulheres.

Na quarta-feira, 28 de novembro, às 20h, é a vez de Luciano Zanatta, Isabel Nogueira, Chico Machado e Alessandra Bochio apresentarem suas performances no Lugar. O LUGAR é um espaço de investigação artística compartilhado por Chico Machado, Isabel Nogueira, Luciano Zanatta, Alessandra Bochio e Felipe Merker Castellani. Os artistas apresentação parte de sua produção atual, trazendo o entrelaçamento de sonoridades, vídeos e objetos sonoros inusitados.

 “Estes artistas, que trabalham tanto individualmente como em parceria, comungam da busca por experimentações que chegam a transgredir os limites ou bordas tradicionais destas diversas linguagens artísticas, gerando também a necessidade da criação de conceitos e nomenclaturas que acompanhem esta investigação”, revela Gabriel Cevallos, curador do Kino Beat. Utilizando-se tanto de alta como de baixas tecnologias, a inventividade aparece em seus trabalhos tanto nos processos compositivos e de criação como nos modos de tocar os aparelhos e instrumentos que utilizam. Desejosos da necessidade de inventar instrumentos e modos operacionais que, se não são novos, são pouco usuais, estes artistas pesquisadores (todos artistas/professores de cursos de arte de universidades federais do Rio Grande do Sul) transitam entre as artes visuais, a música, o vídeo e a arte sonora, gerando performances com uma abundância de estímulos multissensoriais.

Encerrando o primeiro mês de programação do 5º Kino Beat, o sexteto paulistano Hurtmold chega pela primeira vez em Porto Alegre com seu show comemorativo de 20 anos de carreira, na sexta-feira, 30 de novembro, às 20h, no Theatro São Pedro. O Hurtmold foi formado em 1998 na cidade de São Paulo São Paulo pelos amigos Mauricio Takara, Guilherme Granado, Marcos Gerez, Mário Cappi e Fernando Cappi. A banda vem se apresentando pelo Brasil e exterior e lançando discos desde então. Em 2003, Rogério Martins se integra ao Hurtmold.

Uma banda de rock mas com diversas outras referências (musicais ou não), e que ao longo do tempo foi se firmando como um dos principais nomes do cenário da música alternativa e instrumental no Brasil. Com 7 discos lançados, o Hurtmold já dividiu o palco com músicos como o norte-americano Rob Mazurek, o brasileiro Paulo Santos (Uakti) e o suiço Thomas Rohrer. Individualmente seus integrantes colaboraram com os artistas Naná Vasconcelos, Pharoah Sanders, Bill Dixon, Roscoe Mitchell, Toninho Horta, Prefuse 73, Dan Bitney (Tortoise), Joe Lally (Fugazi), Mike Ladd, High Priest, entre outros

Todas as atividades são gratuitas, com distribuição de senhas a partir das 19h no dia do evento no Teatro do Sesc e Lugar e às 13h do dia 30 na bilheteria do Theatro São Pedro. Mais informações: facebook.com/kinobeat |kinobeat.com | Instagram @kinobeatfestival

Tudo nasce de uma ferida íntima (Espetáculo multimídia)

23 de novembro no Teatro do Sesc, às 20h – distribuição de senhas a partir das  19h

O Kino Beat tem o histórico de incentivo à criação e desenvolvimento de shows e espetáculos inéditos para compor a sua programação. Para esta edição o espetáculo Tudo nasce de uma ferida íntima, foi desenvolvido de forma colaborativa e horizontal por Mirna Spritzer, Isabel Nogueira e Gabriel Cevallos. Participação especial de Thais Fernandes com o curta-metragem “Um corpo feminino” e deseho e luz de Mirella Brandi.

Sons, poesia de sons e música. Música de palavras e gestos. Remix de ser muitas mulheres. Universo de sensações. Dor e prazer. Som e fúria. Fragmentos de entrevistas, depoimentos, poesia e escritas pessoais. Tudo nasce de uma ferida íntima. Cinema e luz projetando corpos femininos. Duas mulheres em cena. Outras tantas nas vozes e imagens. Um quebra-cabeças em loop. Em cena, o sentimento, o ruído, a celebração de ser agora.

Textos: Angélica Freitas, Cássia Pinto, Daniela Delias, Eliane Brum, Isabel Nogueira, Mirna Spritzer, Dea Trancoso, Sophia de Mello Breyner Andresen, Wislawa Symborska e Xoxotas de Pelotas.  Entrevistas de Angélica Lidell e Debora Noal

 

Luagáricos no Lugar: Performances de Luciano Zanatta, Isabel Nogueira, Chico Machado e Alessandra Bochio

28 de novembro às 20h – Performances dos 4 residentes do atelier/studio LUGAR – distribuição de senhas a partir das 19h

O LUGAR é um espaço de investigação artística compartilhado por Chico Machado, Isabel Nogueira, Luciano Zanatta, Alessandra Bochio e Felipe Merker Castellani. Nesta noite de performances estes artistas vão apresentar parte de sua produção, trazendo o entrelaçamento de sonoridades, vídeos e objetos sonoros inusitados.

Estes artistas, que trabalham tanto individualmente como em parceria, comungam da busca por experimentações que chegam a transgredir os limites ou bordas tradicionais destas diversas linguagens artísticas, gerando também a necessidade da criação de conceitos e nomenclaturas que acompanhem esta investigação. Utilizando-se tanto de alta como de baixas tecnologias, a inventividade aparece em seus trabalhos tanto nos processos compositivos e de criação como nos modos de tocar os aparelhos e instrumentos que utilizam. Desejosos da necessidade de inventar instrumentos e modos operacionais que, se não são novos, são pouco usuais, estes artistas pesquisadores (todos artistas/professores de cursos de arte de universidades federais do Rio Grande do Sul) transitam entre as artes visuais, a música, o vídeo e a arte sonora, gerando performances com uma abundância de estímulos multissensoriais, cujos resultados podem ser apreciados nesta noite performática.

Ficha técnica: Com Alessandra Bochio, Chico Machado, Felipe Merker Castellani, Isabel Nogueira e Luciano Zanatta.

Manipulação de softwares, hardwares, câmeras de vídeo, vídeo-projeção e objetos sonoros.

Duração: 90 minutos

 

HURTMOLD – 20 ANOS (São Paulo)

30 de novembro às 20h – Theatro São Pedro  – distribuição de senhas a partir das 13h

Pela Primeira vez em Porto Alegre, o sexteto paulistano Hurtmold chega para o Festival Kino Beat com seu show comemorativo de 20 anos de carreira.
O Hurtmold foi formado em 1998 na cidade de São Paulo São Paulo pelos amigos Mauricio Takara, Guilherme Granado, Marcos Gerez, Mário Cappi e Fernando Cappi. A banda vem se apresentando pelo Brasil e exterior e lançando discos desde então. Em 2003, Rogério Martins se integra ao Hurtmold.
Uma banda de rock mas com diversas outras referências (musicais ou não), e que ao longo do tempo foi se firmando como um dos principais nomes do cenário da música alternativa e instrumental no Brasil. Com 7 discos lançados, o Hurtmold já dividiu o palco com músicos como o norte-americano Rob Mazurek, o brasileiro Paulo Santos (Uakti) e o suiço Thomas Rohrer. Individualmente seus integrantes colaboraram com os artistas Naná Vasconcelos, Pharoah Sanders, Bill Dixon, Roscoe Mitchell, Toninho Horta, Prefuse 73, Dan Bitney (Tortoise), Joe Lally (Fugazi), Mike Ladd, High Priest, entre outros

HURTMOLD
Fernando Cappi – guitarra
Guilherme Granado – teclado, sinth
Marcos Gerez – baixo
Mário Cappi – guitarra
Mauricio Takara – bateria e trompete
Rogério Martins – percussão e clarone

Endereços:

TEATRO DO SESC  Av. Alberto Bins, 665 – Centro

LUGAR Subsolo, Av. Independência, 745 – Independência

THEATRO SÃO PEDRO Praça Mal. Deodoro, S/N – Centro Histórico

Sobre o Kino Beat

Kino Beat é um Festival de música, performances audiovisuais multimídia e artes integradas. A partir dos pilares, imagem (Kino) e som (Beat), apresenta artistas e atividades multidisciplinares, que utilizam de diversos modos as tecnologias no processo criativo de suas obras. O experimental, o sensorial e a imersão, são premissas para composição do seu programa, que se espalha pela cidade, ocupando teatros, galerias, museus, espaços culturais e casas noturnas. Diluindo fronteiras entre linguagens e gêneros, as atrações de natureza híbrida, são apresentadas em diversos formatos, transitando entre shows musicais, performances audiovisuais, exposições, oficinas, seminário, mostras de filmes e festas.

Orquestra de Câmara da Ulbra na imprensa

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Festival Kino Beat na imprensa

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50 Tons de Pretas é a atração deste domingo no Festival de Primavera Vivar no Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro

50 Tons de Pretas_Dejeane Arruée e Graziela Pires_crédito_Rogério Soares (1)

 Evento com entrada franca promove atividades gratuitas na concha acústica até dezembro

O Festival de Primavera Vivar, que ocorre no Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro, recebe neste domingo, 18 de novembro, o grupo 50 Tons de Pretas, que apresenta o espetáculo “A mais pura verdade”.

A banda é composta por Dejeane Arruée, que além de vocalista e trombonista, toca pandeiro e é responsável pelos arranjos das canções, e Graziela Pires, vocalista e letrista. Os músicos que as acompanham são Cassiano Miranda (percussão), Felipe Sandas (violão), João Costa (bateria) e Vladimir Godoy (baixo).

O espetáculo “A mais pura verdade” tem orientação cênica da atriz e diretora Deborah Finocchiaro e projeção de imagens do artista Leandro Selister. O repertório conta com sambas e clássicos da MPB, além de composições autorais. O cunho político do espetáculo está presente nas canções, que buscam refletir sobre o ainda pequeno espaço ocupado pela mulher negra, a necessidade de empoderamento feminino e o reconhecimento das vitórias e reveses nesta caminhada.

A apresentação gratuita inicia às 19h. Em dezembro, o Festival promove no dia 02 a 2ª Mostra de Teatro de Bonecos, e encerrando a programação no dia 16, Canto Livre.

O Festival tem patrocínio da Vivar e realização do Multipalco Eva Sopher, Associação Amigos do Theatro São Pedro, Theatro São Pedro e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Para mais informações, acesse:http://www.teatrosaopedro.com.br/multipalco/

Festival de Primavera Vivar

Multipalco Eva Sopher – Concha Acústica

Sempre às 19h, com entrada franca

18/11 – 50 Tons de Pretas

2/12 – 2ª Mostra de Teatro de Bonecos

16/12 – Canto Livre

 

50 Tons de Pretas

A banda foi fundada na região do Vale do Sinos. O grupo reunido na época tinha 5 mulheres (a formação atual tem 6 meses). Com agenda cheia  desde  o  início  do  ano,  as  Pretas  se  apresentaram na  Virada  Cultural,  do Projeto  Virada  Sustentável,  primeira  edição  do Casa  Expandida na Casa  de  Cultura  Mario  Quintana,  segunda  edição do  Sarau  Voador  (London  Pub),  show  no  Meme  Santo  da  Casa  e participaram  da  Parada  de  Luta  LGBTI,  que  reuniu  mais  de  50  mil pessoas,  e  da  Cerimônia  de  encerramento  do  46º Festival  de  Cinema  de  Gramado. O grupo percorre 12 cidades do Rio Grande do Sul em 2018 com a turnê “A mais pura  verdade”, onde cantam sambas e clássicos da MPB, além de composições autorais.

Gustavo Telles & Os Escolhidos divulga novo clipe

 

 “Não, não sei, enfim”, dirigido por Boca Migotto está no ar nos canais da banda

 

 

A banda Gustavo Telles & Os Escolhidos disponibiliza no seu canal no YouTube o videoclipe de Não, não sei, enfim, dirigido por Boca Migotto.

Segundo o jornalista Márcio Grings, responsável pelo release do álbum Gustavo Telles & Os Escolhidos, “Não, não sei, enfim é uma canção de amor que poderia ser regravada por Odair José. O embalo romântico de fim de festa, ora nos joga de volta pros anos 1950/60, outras vezes flerta com o clima de uma banda de rock enfurnada num boteco apertado; trilha sonora adequada para uma garçonete recolher os copos sujos do balcão enquanto um segurança se ocupa em expulsar o último bêbado desse inferninho”.

O clipe foi gravado dia 10 de junho de 2018 em Porto Alegre e traz os atores Bruno Krieger e Carina Dias como os protagonistas, além de participações de Telles, Migotto, Carol Scortegagna e Luciana Pasqual. O roteiro, assinado pelo diretor, retrata o término de um relacionamento. A produção executiva é de Jaqueline Beltrame. Bruno Polidoro e Pedro Clezar assinam a direção de fotografia. Direção de arte e figurino por João e Maria. A maquiagem é de Carol Eléguida.  Juan Quintáns é o responsável pela montagem e a finalização é de Daniel Dode.

Uma versão em vinil do álbum, lançado em CD no  primeiro semestre  de 2018, será lançada ainda este ano, pelo 180 Selo Fonográfico. Mais informações facebook.com/gustavo.telles.10 e http://www.gustavotelles.com.br

Ficha técnica do clipe “Não, não sei, enfim”

Atores Convidados: Bruno Krieger e Carina Dias

Participação: Boca Migotto, Carol Scortegagna, Gustavo Telles, Luciana Pasqual

Direção e Roteiro: Boca Migotto

Produção Executiva: Jaqueline Beltrame

Direção de fotografia: Bruno Polidoro e Pedro Clezar

Câmeras: Juan Quintáns, Bruno Polidoro e Pedro Clezar

Eletricista:  Guilherme Kroeff

Direção de Arte e Figurino: João e Maria

Contra-regras: Dani Magalhães

Maquiagem: Carol Eléguida

Montagem: Juan Quintáns

Finalização: Daniel Dode

Consultoria Jurídica: Patricia Goulart

 

Apoio: 

Locall

Teimoso Filmes e Artes

Post Frontier

Convulsion Epics

Propasta

 

Uma realização:

Teimoso Filmes e Artes
“A realização deste clipe só foi possível graças ao empenho, entrega e dedicação de toda a equipe e apoiadores. Muitíssimo obrigado a todos!” Gustavo Telles

 

Gustavo Telles & Os Escolhidos

Compositor, cantor, multi-instrumentista e produtor, Gustavo Telles  iniciou seu projeto solo em 2009, chamado  Gustavo Telles & Os Escolhidos, e possui quatro álbuns lançados: “Do seu amor, primeiro é você quem precisa” (2010), “Eu perdi o medo de errar” (2013), “Ao Vivo no Theatro São Pedro (2017) e “Gustavo Telles & Os Escolhidos” (2017).

Lançado primeiramente nas plataformas digitais no fim do ano passado, o álbum “Gustavo Telles & Os Escolhidos” ganhou versão em CD em julho de 2018. O vinil será lançado até o final do ano. Ao vivo, Telles canta e toca bateria, acompanhado de Murilo Moura nos teclados e vocal, Edu Meirelles no baixo e Daniel Mossmann (Pata de Elefante) na guitarra e vocal.

Gustavo Telles é fundador e ex-integrante da banda de rock instrumental Pata de Elefante. Formado em 2002, o grupo lançou quatro álbuns, ganhou prêmios como o VMB 2009 (MTV) e Açorianos de Música de Porto Alegre – Revelação em 2005 e Melhor Disco Instrumental em 2011-, circulou por diversos estados do país, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de filmes e tornou-se um dos principais nomes da nova música instrumental brasileira. A banda parou com suas atividades em março de 2013 e retornou em outubro de 2016. Em outubro de 2017, Gustavo Telles sai da Pata de Elefante para dedicar-se ao seu trabalho solo.

 

SOBRE O ÁLBUM “GUSTAVO TELLES & OS ESCOLHIDOS” (2017)

Ex-integrante do trio de rock instrumental Pata de Elefante, Gustavo Telles prossegue firme em sua hiperatividade artística. Depois de elogiada estreia solo em “Do seu amor, primeiro é você quem precisa” (2010), da boa sequência em “Eu perdi o medo de errar” (2013), Telles solidificou sua incursão pelo folk/country/rock/blues. Um retrospecto dessa linhagem está em “Gustavo Telles & Os Escolhidos Ao Vivo no Theatro São Pedro” (2017), testemunho desse caminho construído por um repertório coerente e original. Porém, se no segundo disco o tempero soul foi uma surpresa, já no álbum homônimo “Gustavo Telles & Os Escolhidos” (2017), com lançamento programado para outubro, via 180 Selo Fonográfico, apenas para plataformas digitais, entre elas o Spotify,  iTunes, Google Play e ONErpm, o espírito soul parece ter vingado forte em suas músicas.

Aproximando a lupa um pouco mais, na verdade visualizamos um gene rock ‘n’ soul como palheta de cor predominante nas 11 novas canções inéditas, assim como reluz frente aos nossos olhos a bonita imagem da capa captada pelo fotógrafo Rodrigo Marroni, com arte de Leo Lage. E para executar o novo trabalho, ao contrário de uma legião de músicos e convidados (algo que teve seu ponto alto no show ao vivo no Theatro São Pedro), dessa vez os Escolhidos são poucos: “Antes, a formação era flutuante e eu contava com diversos músicos colaboradores. Agora, pela primeira vez, consegui manter uma formação fixa. Isso implica em uma nova sonoridade”, relata Telles. A produção musical é de Daniel Mossmann (Pata de Elefante), velho parceiro do músico e que também é o guitarrista do álbum. E Gustavo Telles e Murilo Moura assinam a coprodução. Murilo Moura está nos teclados e vocal, Felipe Kautz (Dingo Bells) no baixo e o próprio Telles mais Alexandre “Papel” Loureiro dividem a bateria. Por último, Paulo Arcari, responsável pela gravação, mixagem e masterização no Studio Rock, participa também como percussionista em várias passagens do disco. E essa escolha pode ser um dos fatores que contribuem para o sentimento de conexão e coesão desse conjunto de músicas.

De início, ao desembrulhar o pacote, topamos de cara com “Vem comigo”, um tema que coloca o pé na porta e deixa claro que estamos ouvindo um disco de rock ‘n’ roll cantado em português. “É um som pegado com alma soul”, afirma o compositor. Sotaque stoneano com identidade do rock daqui. “A coragem vem do medo”, diz a letra, ritmada como se estivéssemos emaranhados no trânsito caótico de um fim de tarde em qualquer metrópole do mundo.

“Temporal” relembra um dos temporais mais devastadores que passaram pela Capital gaúcha nos últimos anos. Telles faz o serviço completo: “Em Porto Alegre, 29 de janeiro de 2016”; canta em um dos trechos da música. E um cíclico riff de guitarra empurra o tema ladeira acima. Participação da cantora gaúcha Marina Garcia e do trio Dingo Bells nas vozes de apoio.

“Não, não sei, enfim” é uma canção de amor que poderia ser regravada por Odair José. O embalo romântico de fim de festa, ora nos joga de volta pros anos 1950/60, outras vezes flerta com o clima de uma banda de rock enfurnada num boteco apertado; trilha sonora adequada para uma garçonete recolher os copos sujos do balcão enquanto um segurança se ocupa em expulsar o último bêbado desse inferninho. “Deixe-me ir” nos empresta aquela sensação de movimento, um sentimento de que a vida não pode parar. Parida em linhagem soul, com direito a corinhos de “uhh-uhh” e arejada pelo clima de improviso, o tema ainda conta com participação especial de Vicente Guedes nas percussões. “Sempre mais” nos convida a sacolejar ao balanço de uma guitarra limpa que caminha lado a lado com um teclado Hammond. Perceptível a evolução do protagonista como cantor.

“E de tudo que já vivi” é um blues repleto de espaços vazios, onde nos emaranhamos às nuanças de cada instrumentista. Dá pra imaginar o ar circulando entre os músicos. Apesar do recado otimista “Ser feliz, por que não / E assim, ele resolveu ir fundo”, somos aos poucos tomados por um sentimento de estafa a contaminar letra e sonoridade – abatidos pela experiência de um sofrimento vivido, como todo o bom blues deve estar impregnado.

“Outra vez” é a piano song do álbum, gravada ao vivo no velho modo ‘menos é mais’. Essa economia mostra a força das composições de Telles, fácil também de imaginá-las em outras vozes. A instrumental “Dormindo no sofá” é um resquício do espólio da Pata de Elefante, música composta para um projeto abandonado que reencarna como único libelo country do novo disco, e elo a nos conectar com a lembrança do country-rock de “Do seu amor primeiro é você que precisa”.

“A Vida é Breve” é outro ponto alto do álbum, com destaque para o iluminado solo de guitarra de Mossmann. A meu ver uma perfeita alusão ao som do supergrupo inglês Blind Faith, formação que conseguiu reunir Eric Clapton e Steve Winwood. “Muitos dizem que têm razão” nos revela o viés político de Telles. “Eu escrevi essa música quando o pedido de impechament de Dilma estava sendo julgado”. Sim, o verdadeiro artista precisa saber separar o joio do trigo e deve assumir seu posicionamento frente à dura realidade que todos nós vivemos.

E finalizando os trabalhos, “Que seja pra valer”, espécie de música emblema daquilo que Gustavo Telles & Os Escolhidos nos propõem com suas canções. Apesar de aparentemente percorrer trilhas perseguidas por muitos músicos que se inspiram no rock difundido por bandas/artistas atuantes na segunda metade dos anos 1960 e primeira metade dos anos 1970, Telles não sofre de um mal comum em muitos coirmãos de hoje: não vejo a obsessão pelo ‘retrô’ ou uma busca obsessiva pelo vintage. Pelo contrário, o espirito dessas canções também está ligado com o bom rock dos dias de hoje. E por mais que o Santo Graal de boa parte dos ídolos do compositor esteja cimentado na música de um tempo passado, só os tolos (ou surdos) não irão perceber que claramente estamos a ouvir um trabalho que tem uma marca de talento do nosso tempo.

*Por Márcio Grings

Oi apresenta 5ª edição do Kino Beat de 13 de novembro a 13 de janeiro em Porto Alegre

14e édition du Festival Mutek 2013

Tema da Abundância orienta a linha curatorial do festival de música, performances audiovisuais e multimídia e artes integradas que terá mais de dez dias de atrações e atividades ao vivo em dez espaços da cidade

Porto Alegre, 01 de novembro de 2018 – De 13 de novembro a 13 de janeiro de 2019, Porto Alegre recebe a quinta edição do Kino Beat, festival de música, performances audiovisuais multimídia e artes integradas. Em um cenário de crise política, econômica e ideológica, o evento resiste, celebra e apresenta uma programação que reúne formatos de atividades já consagradas nas edições anteriores e lança propostas inéditas. O evento, com entrada franca, tem patrocínio master da Oi e patrocínio Stella Artois, apoio cultural do Oi Futuro, com financiamento Pró-Cultura RS, Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul.

Pela primeira vez, a programação do Kino Beat é pautada por um tema principal, a abundância. “Vivemos o paradoxo da abundância, temos tanto e ao mesmo tempo tão pouco, seja em ideias, recursos naturais, recursos tecnológicos ou sob a perspectiva do conhecimento humano”, declara Gabriel Cevallos, criador e curador do evento. Com o objetivo de investigar o tema por meios das atrações artísticas e seus desdobramentos por analogias, metáforas e poéticas, a abundância se cristaliza na variedade de linguagens artísticas contempladas: música, cinema, teatro, artes visuais e as diversas disciplinas e gêneros que derivam destes pilares, e também no olhar e escuta atentos para a multiplicidade de vozes que gritam por visibilidade, abrangendo o maior e mais variado número de artistas brasileiros e estrangeiros. “É uma programação que traz a abundância em todos os sentidos: este é o mais extenso de todos os festivais, incluindo mais de 50 artistas de diversos estilos e backgrounds, assim como as mais variadas atividades, 22 atrações ao vivo. Podemos dizer que nesta quinta edição o Kino Beat alcançou sua maioridade”, conta.

De acordo com Cevallos, a abundância também está na autocelebração, de um festival que reflete e comemora a sua própria trajetória. Compreende-se abundância não como ostentação frívola, mas como antídoto para uma pobreza de conhecimento, atitudes e possibilidades, uma programação que busca na abundância o diálogo individual e coletivo por meio da arte. Serão dois meses de festival, com 11 dias de programação de atividades ao vivo, ocupando dez espaços culturais em Porto Alegre (Vila Flores, Instituto Goethe, Theatro São Pedro, Espaço Lugar, Campus Unisinos Porto Alegre, Teatro da Unisinos, Teatro do Sesc Centro, Centro Cultural Multimeios Restinga, Pinacoteca Ruben Berta e Pinacoteca Aldo Locatelli) que recebem shows musicais, performances audiovisuais, mostra de vídeo, seminário e oficinas de artistas e pensadores do Brasil, Uruguai, França e Suíça.

Ao propor a abundância como tema, o festival também se arrisca em investigar de forma crítica os seus efeitos sociais, culturais, políticos e econômicos. “Questionar como os excessos e transbordamentos afetam a nossa vida em sociedade é uma das provocações que o Kino Beat faz a todos os participantes”. Uma das atividades inéditas será o Seminário Caleidoscópio Metamorfogênico – Excessos Urbanos realizado no Goethe-Institut Porto Alegre em parceria com o Seeding Lab, Laboratório do Grupo de Pesquisa de Design Estratégico para a Inovação Cultural e Social, da Unisinos. Mediado pela profa. Dra. Ione Bentz receberá professores e pensadores para discutir o tema, design, futuro e ativismo social.

A arte desta edição, criada pela Silvo, se apropria de referências como a cornucópia e imagens clássicas de naturezas mortas das pinturas clássicas, criando uma natureza morta contemporânea, aproximando objetos orgânicos e inorgânicos, onde objetos contemporâneos do dia a dia estão lado a lado com um banquete, evidenciando um movimento humano, sugerindo o vestígio do uso dos materiais – cascas, recortes e utensílios.

A programação inicia com a performance Tempest, da França, de Antoine Schmitt e Franck Vigroux, no Teatro do Sesc, passando por performance inédita criada especialmente pelo festival por Mirna Spritzer, Isabel Nogueira e Gabriel Cevallos, performances da francesa OKO DJ e a artista suíça Bonaventure, além de apresentação inédita em Porto Alegre do sexteto paulistano Hurtmold.

Integrando as atividades da Semana da Consciência Negra, o Kino, em parceria com o coletivo Turmalina de Porto Alegre, promove no sábado, 17 de novembro, o Turmalina Apresenta: Música Preta, no Vila Flores. Será um dia todo de programação, que contará com oficina de mixagem, seminário Narrativas da Música Negra Através dos Tempos, com Nina Fola (socióloga e musicista) e Bernardo Oliveira (crítico musical, professor pela UFRJ), além de performances de Telefunksoul e Miuccia.

De 04 de dezembro até 13 de janeiro o público poderá conferir uma exposição coletiva Lento Crepúsculo nas Pinacotecas Rubem Berta e Aldo Locatelli, com curadoria de Chico Soll, Fernanda Medeiros e Gabriel Cevallos. Partindo da temática da abundância, a mostra busca convidar diferentes artistas para exporem suas obras que abordam a dimensão do termo e que exploram os seus possíveis transbordamentos: de informações, de discursos, de crises, de sentimentos, e até mesmo o reflexo disso no meio-ambiente. O “lento crepúsculo” foi como o escritor argentino Jorge Luis Borges nomeou o seu longo processo de perda da visão. “Para nós, cabe investigar a metáfora por trás dessa cegueira lenta e gradual, e dos riscos de ignorar as pressões e os excessos do mundo”, declaram os curadores. Integram a mostra fotografias, vídeos, livros de artista, obras gráficas e objetos, além de pinturas, que problematizam a questão da abundância no universo das artes visuais.

Encerrando a programação, no dia 13 de janeiro de 2019, Fernando Velázques, artista que participou da primeira edição do Kino Beat, apresenta Asteróide, no Teatro da Unisinos. A performance audiovisual que explora a gravidade como catalisador da potência do mundo foi desenvolvida especialmente para o festival.

Mais informações: facebook.com/kinobeat |kinobeat.com | Instagram @kinobeatfestival

FICHA TÉCNICA

Direção artística, curadoria e coordenação geral: Gabriel Cevallos

Direção de produção: Liége Biasotto – CUCO Produções

Coordenação técnica: Bruno Melo – Traga Seu Show

Comunicação e conteúdo digital: Agência Browse

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Assistência de Produção: Amanda Gatti

Design gráfico e web site: Silvo

Curadoria Exposições: Chico Soll, Fernanda Medeiros e Gabriel Cevallos

Curadora Mostra Audiovisual Sem Destino: Elaine Tedesco

Sobre o Kino Beat

Kino Beat é um Festival de música, performances audiovisuais multimídia e artes integradas. A partir dos pilares, imagem (Kino) e som (Beat), apresenta artistas e atividades multidisciplinares, que utilizam de diversos modos as tecnologias no processo criativo de suas obras. O experimental, o sensorial e a imersão, são premissas para composição do seu programa, que se espalha pela cidade, ocupando teatros, galerias, museus, espaços culturais e casas noturnas. Diluindo fronteiras entre linguagens e gêneros, as atrações de natureza híbrida, são apresentadas em diversos formatos, transitando entre shows musicais, performances audiovisuais, exposições, oficinas, seminário, mostras de filmes e festas.

Gustavo Telles & Os Escolhidos lançam clipe com show na Cinemateca Capitólio Petrobras

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Exibição de “Não, não sei, enfim”, dirigido por Boca Migotto ocorre no dia 05 de novembro com entrada franca

 

Na segunda-feira, 05 de novembro, às 20h, Gustavo Telles & Os Escolhidos lançam o videoclipe de Não, não sei, enfim na Cinemateca Capitólio Petrobras. O clipe, dirigido por Boca Migotto, terá exibição seguida de show. No repertório, todas as músicas do álbum homônimo lançado nas plataformas digitais no final de 2017 e em CD em julho deste ano, apresentadas por Gustavo Telles (vocal e bateria), Murilo Moura (teclados e vocal), Edu Meirelles (baixo) e Daniel Mossmann (guitarra). A entrada é franca.

Segundo o jornalista Márcio Grings, responsável pelo release do álbum Gustavo Telles & Os Escolhidos, “Não, não sei, enfim é uma canção de amor que poderia ser regravada por Odair José. O embalo romântico de fim de festa, ora nos joga de volta pros anos 1950/60, outras vezes flerta com o clima de uma banda de rock enfurnada num boteco apertado; trilha sonora adequada para uma garçonete recolher os copos sujos do balcão enquanto um segurança se ocupa em expulsar o último bêbado desse inferninho”.

O clipe foi gravado dia 10 de junho de 2018 em Porto Alegre e traz os atores Bruno Krieger e Carina Dias como os protagonistas, além de participações de Telles, Migotto, Carol Scortegagna e Luciana Pasqual. O roteiro, assinado pelo diretor, retrata o término de um relacionamento. A produção executiva é de Jaqueline Beltrame. Bruno Polidoro e Pedro Clezar assinam a direção de fotografia. Direção de arte e figurino por João e Maria. A maquiagem é de Carol Eléguida.  Juan Quintáns é o responsável pela montagem e a finalização é de Daniel Dode.

Uma versão em vinil do álbum será lançada ainda este ano. A retirada de senhas ocorre meia hora antes, na bilheteria da Cinemateca Capitólio Petrobras, apoiadora do evento. Mais informações facebook.com/gustavo.telles.10 e http://www.gustavotelles.com.br

Ficha técnica do clipe “Não, não sei, enfim”

Atores Convidados: Bruno Krieger e Carina Dias

Participação: Boca Migotto, Carol Scortegagna, Gustavo Telles, Luciana Pasqual

Direção e Roteiro: Boca Migotto

Produção Executiva: Jaqueline Beltrame

Direção de fotografia: Bruno Polidoro e Pedro Clezar

Câmeras: Juan Quintáns, Bruno Polidoro e Pedro Clezar

Eletricista:  Guilherme Kroeff

Direção de Arte e Figurino: João e Maria

Contra-regras: Dani Magalhães

Maquiagem: Carol Eléguida

Montagem: Juan Quintáns

Finalização: Daniel Dode

Consultoria Jurídica: Patricia Goulart

 

Apoio: 

Locall

Teimoso Filmes e Artes

Post Frontier

Convulsion Epics

Propasta

 

Uma realização:

Teimoso Filmes e Artes

“A realização deste clipe só foi possível graças ao empenho, entrega e dedicação de toda a equipe e apoiadores. Muitíssimo obrigado a todos!” Gustavo Telles

Gustavo Telles & Os Escolhidos

Compositor, cantor, multi-instrumentista e produtor, Gustavo Telles  iniciou seu projeto solo em 2009, chamado  Gustavo Telles & Os Escolhidos, e possui quatro álbuns lançados: “Do seu amor, primeiro é você quem precisa” (2010), “Eu perdi o medo de errar” (2013), “Ao Vivo no Theatro São Pedro (2017) e “Gustavo Telles & Os Escolhidos” (2017).

Lançado primeiramente nas plataformas digitais no fim do ano passado, o álbum “Gustavo Telles & Os Escolhidos” ganhou versão em CD em julho de 2018. O vinil será lançado até o final do ano. Ao vivo, Telles canta e toca bateria, acompanhado de Murilo Moura nos teclados e vocal, Edu Meirelles no baixo e Daniel Mossmann (Pata de Elefante) na guitarra e vocal.

Gustavo Telles é fundador e ex-integrante da banda de rock instrumental Pata de Elefante. Formado em 2002, o grupo lançou quatro álbuns, ganhou prêmios como o VMB 2009 (MTV) e Açorianos de Música de Porto Alegre – Revelação em 2005 e Melhor Disco Instrumental em 2011-, circulou por diversos estados do país, teve músicas incluídas em trilhas sonoras de filmes e tornou-se um dos principais nomes da nova música instrumental brasileira. A banda parou com suas atividades em março de 2013 e retornou em outubro de 2016. Em outubro de 2017, Gustavo Telles sai da Pata de Elefante para dedicar-se ao seu trabalho solo.

 

SOBRE O ÁLBUM “GUSTAVO TELLES & OS ESCOLHIDOS” (2017)

Ex-integrante do trio de rock instrumental Pata de Elefante, Gustavo Telles prossegue firme em sua hiperatividade artística. Depois de elogiada estreia solo em “Do seu amor, primeiro é você quem precisa” (2010), da boa sequência em “Eu perdi o medo de errar” (2013), Telles solidificou sua incursão pelo folk/country/rock/blues. Um retrospecto dessa linhagem está em “Gustavo Telles & Os Escolhidos Ao Vivo no Theatro São Pedro” (2017), testemunho desse caminho construído por um repertório coerente e original. Porém, se no segundo disco o tempero soul foi uma surpresa, já no álbum homônimo “Gustavo Telles & Os Escolhidos” (2017), com lançamento programado para outubro, via 180 Selo Fonográfico, apenas para plataformas digitais, entre elas o Spotify,  iTunes, Google Play e ONErpm, o espírito soul parece ter vingado forte em suas músicas.

Aproximando a lupa um pouco mais, na verdade visualizamos um gene rock ‘n’ soul como palheta de cor predominante nas 11 novas canções inéditas, assim como reluz frente aos nossos olhos a bonita imagem da capa captada pelo fotógrafo Rodrigo Marroni, com arte de Leo Lage. E para executar o novo trabalho, ao contrário de uma legião de músicos e convidados (algo que teve seu ponto alto no show ao vivo no Theatro São Pedro), dessa vez os Escolhidos são poucos: “Antes, a formação era flutuante e eu contava com diversos músicos colaboradores. Agora, pela primeira vez, consegui manter uma formação fixa. Isso implica em uma nova sonoridade”, relata Telles. A produção musical é de Daniel Mossmann (Pata de Elefante), velho parceiro do músico e que também é o guitarrista do álbum. E Gustavo Telles e Murilo Moura assinam a coprodução. Murilo Moura está nos teclados e vocal, Felipe Kautz (Dingo Bells) no baixo e o próprio Telles mais Alexandre “Papel” Loureiro dividem a bateria. Por último, Paulo Arcari, responsável pela gravação, mixagem e masterização no Studio Rock, participa também como percussionista em várias passagens do disco. E essa escolha pode ser um dos fatores que contribuem para o sentimento de conexão e coesão desse conjunto de músicas.

De início, ao desembrulhar o pacote, topamos de cara com “Vem comigo”, um tema que coloca o pé na porta e deixa claro que estamos ouvindo um disco de rock ‘n’ roll cantado em português. “É um som pegado com alma soul”, afirma o compositor. Sotaque stoneano com identidade do rock daqui. “A coragem vem do medo”, diz a letra, ritmada como se estivéssemos emaranhados no trânsito caótico de um fim de tarde em qualquer metrópole do mundo.

“Temporal” relembra um dos temporais mais devastadores que passaram pela Capital gaúcha nos últimos anos. Telles faz o serviço completo: “Em Porto Alegre, 29 de janeiro de 2016”; canta em um dos trechos da música. E um cíclico riff de guitarra empurra o tema ladeira acima. Participação da cantora gaúcha Marina Garcia e do trio Dingo Bells nas vozes de apoio.

“Não, não sei, enfim” é uma canção de amor que poderia ser regravada por Odair José. O embalo romântico de fim de festa, ora nos joga de volta pros anos 1950/60, outras vezes flerta com o clima de uma banda de rock enfurnada num boteco apertado; trilha sonora adequada para uma garçonete recolher os copos sujos do balcão enquanto um segurança se ocupa em expulsar o último bêbado desse inferninho. “Deixe-me ir” nos empresta aquela sensação de movimento, um sentimento de que a vida não pode parar. Parida em linhagem soul, com direito a corinhos de “uhh-uhh” e arejada pelo clima de improviso, o tema ainda conta com participação especial de Vicente Guedes nas percussões. “Sempre mais” nos convida a sacolejar ao balanço de uma guitarra limpa que caminha lado a lado com um teclado Hammond. Perceptível a evolução do protagonista como cantor.

“E de tudo que já vivi” é um blues repleto de espaços vazios, onde nos emaranhamos às nuanças de cada instrumentista. Dá pra imaginar o ar circulando entre os músicos. Apesar do recado otimista “Ser feliz, por que não / E assim, ele resolveu ir fundo”, somos aos poucos tomados por um sentimento de estafa a contaminar letra e sonoridade – abatidos pela experiência de um sofrimento vivido, como todo o bom blues deve estar impregnado.

“Outra vez” é a piano song do álbum, gravada ao vivo no velho modo ‘menos é mais’. Essa economia mostra a força das composições de Telles, fácil também de imaginá-las em outras vozes. A instrumental “Dormindo no sofá” é um resquício do espólio da Pata de Elefante, música composta para um projeto abandonado que reencarna como único libelo country do novo disco, e elo a nos conectar com a lembrança do country-rock de “Do seu amor primeiro é você que precisa”.

 “A Vida é Breve” é outro ponto alto do álbum, com destaque para o iluminado solo de guitarra de Mossmann. A meu ver uma perfeita alusão ao som do supergrupo inglês Blind Faith, formação que conseguiu reunir Eric Clapton e Steve Winwood. “Muitos dizem que têm razão” nos revela o viés político de Telles. “Eu escrevi essa música quando o pedido de impechament de Dilma estava sendo julgado”. Sim, o verdadeiro artista precisa saber separar o joio do trigo e deve assumir seu posicionamento frente à dura realidade que todos nós vivemos.

E finalizando os trabalhos, “Que seja pra valer”, espécie de música emblema daquilo que Gustavo Telles & Os Escolhidos nos propõem com suas canções. Apesar de aparentemente percorrer trilhas perseguidas por muitos músicos que se inspiram no rock difundido por bandas/artistas atuantes na segunda metade dos anos 1960 e primeira metade dos anos 1970, Telles não sofre de um mal comum em muitos coirmãos de hoje: não vejo a obsessão pelo ‘retrô’ ou uma busca obsessiva pelo vintage. Pelo contrário, o espirito dessas canções também está ligado com o bom rock dos dias de hoje. E por mais que o Santo Graal de boa parte dos ídolos do compositor esteja cimentado na música de um tempo passado, só os tolos (ou surdos) não irão perceber que claramente estamos a ouvir um trabalho que tem uma marca de talento do nosso tempo.

*Por Márcio Grings

 

Lançamento do clipe “Não, não sei, enfim”, de Gustavo Telles & Os Escolhidos

Segunda-feira, 05 de novembro, 20h, entrada franca

Cinemateca Capitólio Petrobras – R. Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico

Exibição do clipe seguida de show

Espetáculo Causos do Coronel – A Comédia Gaúcha na mídia

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Espetáculo Causos do Coronel – A Comédia Gaúcha na capa do caderno Panorama no Jornal do Comércio de hoje

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