


Espetáculo de dança retorna 18 anos depois em nova montagem aos palcos de Porto Alegre e reivindica a voz de uma das maiores cantoras da música brasileira: Elis Regina
Após 18 anos de sua estreia, o espetáculo Das Tripas Sentimento retorna a Casa Cultural Tony Petzhold em uma nova versão que terá première no dia 20 de setembro. Com direção de June Machado e direção musical de Geraldo Flach, o projeto obteve sucesso absoluto de público e crítica: mais de 5.000 espectadores; seis Troféus Açorianos de Dança (levou as categorias Espetáculo, Bailarina, Figurino, Cenário, Trilha-Sonora e Produção); e apresentações emblemáticas, como a primeira atração do grande show de inauguração do Anfiteatro Pôr do Sol.
Elis Regina é a personagem que inspirou a montagem original e que segue alimentando esta nova versão. Das Tripas Sentimento (2018) objetiva cultivar, através da linguagem da dança, a memória cultural da música brasileira tendo como fonte a forte interpretação da imortal cantora. “A proposta é resgatar o sentimento Elis através do universo poético que o seu canto nos sugestiona. Sua trajetória marcada por atitudes inflamadas de guinadas estéticas (e políticas) radicais e interpretações transcendentes nos leva a refletir sobre o percurso da linha evolutiva da sociedade em que vivemos. E, no momento atual em que se faz urgente ouvir uma das vozes femininas mais importantes desse país, direção e equipe se unem no desafio de realizar este projeto. Em 2000, homenageamos. Em 2018, reivindicamos a VOZ”, declara June.
O título do espetáculo vem de uma frase da artista: “é preciso fazer das tripas sentimento para poder viver neste país”. Nada mais emblemático neste momento em que estamos vivendo. No repertório do espetáculo, 19 canções célebres da carreira de Elis pautam as cenas que contam com a dramaturgia de Gui Malgarizi e pesquisa de Eunice Muniz da Silva. Integram a trilha do espetáculo composições como Romaria, Cartomante, Gracias a La Vida, Dois pra lá Dois pra Cá, Deus Lhe Pague, Travessia, Alô Alô Marciano, Como Nossos Pais, Velha Roupa Colorida, entre outras.
Para quem assistiu a versão de 2000 de Das Tripas… terá a grata surpresa de reencontrar em cena os bailarinos Diego Mac – filho de June, diretor da Macarenando e que na época estreava como bailarino no espetáculo – Thais Petzhold e Dani Boff que integravam o elenco original da montagem. Acompanham Diego, Thais e Dani os bailarinos Cassandra Calabouço, Denis Gosh, Lu Paludo e Rossana Scorza.
A Casa Cultural Tony Petzhold estará aberta a partir das 18h durante a temporada, com o bar funcionando, para receber o público e já entrar no clima antes da apresentação, oferecendo drinks e cardápio criados especialmente para o espetáculo. A temporada ocorre de 21 a 30 de setembro com apresentações de sexta a domingo sempre às 20h e ingressos a R$ 60,00. Valor promocional de R$ 50,00 para venda antecipada (unidades limitadas) online ou nos pontos de venda (Casa Tony Petzhold e Loja Imaginarium Iguatemi. Durante as apresentações, os ingressos estarão à venda uma hora antes do espetáculo. A Casa Cultural Tony Petzhold fica na Avenida Cristovão Colombo, 400. Mais informações:facebook.com/macarenando | (51) 98918 2124
TEMPORADA DE ESTREIA
20/set: première para convidados
21, 22, 23/set | 20h
28, 29, 30/set | 20h
LOTAÇÃO: 40 LUGARES
LOTE PROMO (unidades limitadas)
INTEIRA: R$ 50
MEIA: R$ 25 (50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística, conforme legislação)
VALORES
INTEIRA: R$ 60
MEIA: R$ 30 (50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística, conforme legislação)
COMO COMPRAR
– Online (taxa de conveniência de 10% paga pelo cliente): https://dastripassentimento2018.eventize.com.br
– Presencial:
Casa Cultural Tony Petzhold (Cristóvão Colombo, 400): das 9h às 18h. Pagamento somente em dinheiro.
Loja Imaginarium – Shopping Iguatemi (Av. João Wallig, 1800). Pagamento somente em dinheiro
– Na hora:
1h antes do espetáculo.
EVENTO
https://www.facebook.com/events/235687507261540/
FICHA TÉCNICA
Direção artística e coreográfica: June Machado
Elenco: Cassandra Calabouço, Dani Boff, Denis Gosch, Diego Mac, Lu Paludo, Rossana Scorza, Thais Petzhold
Dramaturgia e Iluminação: Gui Malgarizi
Direção de pesquisa: Eunice Muniz da Silva
Direção de Produção: Sandra Santos
Produção e Cenário: Arthur Bonfanti
Coordenação das Garrafas: Giulia Baptista Vieira
Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Visagismo: Equipe Studio Leo Zamper – Leo Zamper, Becca Martins, Gui Kaufmann e Lucas Lemes
Fotografias: Gui Malgarizi e Claudio Etges
Gestão do projeto: Diego Mac
Realização: Macarenando Dance Concept e Casa Cultural Tony Petzhold
Duração: 90 minutos
Classificação etária: livre
+ INFO
macarenando@macarenando.com.br
(51) 9 8918 2124
Depoimentos equipe:
JUNE MACHADO (DIRETORA ARTÍSTICA E COREÓGRAFA)
“Das Tripas Sentimento (2018)” é um projeto que transita no universo musical eliseano e que se apropria da linguagem da dança como forma de expressão artística. Nesse contexto, o que prevalece é o sentido poético que o canto de Elis sugestiona ao bailarino-intérprete. E a coisa acontece assim, fio por fio, até o desenrolar de toda a trama.
GUI MALGARIZI (DRAMATURGISTA)
Surpresa. Felicidade. Honra. Expectativa.
Essas são as sensações que me vêm à mente quando penso no convite para integrar a equipe do “Das Tripas Sentimento 2018”. Na sequência, a palavra de ordem passou a ser: Desafio. “Qual será o espaço do dramaturgista nesta obra?”
Tateei pelo processo por certo tempo. Naquele ar multifacetado e sinuoso dos incessantes laboratórios, consegui abrir os sentidos para mergulhar no universo “eliseano” proposto-declamado pela diretora e coreógrafa June Machado. Os “big bangs” começam a estalar naquele espaço tão restrito-infinito: a sala de ensaio-espetáculo, onde os corpos dos artistas íntegros-inteiros eram tatuados pela voz da diretora.
Em algum momento, aquela frase presente no texto da concepção da obra, que ecoava há tanto, faz sentido: “hoje reivindicamos a voz”. De que voz estamos falando? “A de Elis”, seria a resposta óbvia. Talvez um ponto de partida. Mas por que reivindicá-la? Essa é a investigação que acabou por caracterizar o espaço do dramaturgista. Os prolongamentos começam a surgir quando nos damos conta que, tal qual Elis, somos artistas usando nossa voz-cena para preencher o mundo e dançar as vozes, mesmo ante qualquer força em sentido contrário, continuarão a dançar nos palcos que ainda restarem.
EUNICE MUNIZ DA SILVA (DIRETORA DE PESQUISA)
Participar da equipe que está trabalhando o espetáculo “Das Tripas Sentimento 2018” é uma honra enorme, principalmente, por desfrutar do convívio e da cumplicidade com direção, produção, artistas talentosos, pessoas tão vocacionadas e especiais, que se entregam com muito afeto e disponibilidade artística para o êxito do trabalho.
Elaborar e executar uma obra artística inspirada no universo da cantora Elis Regina é um grande desafio. A irreverência de Elis observada e estudada em cada palavra cantada dá sentido aos poemas e aos arranjos das canções, com suas interpretações memoráveis e inesquecíveis expondo toda a sua emoção. A interpretação de Elis era feita com coragem como um ato do coração, uma virtude do ser humano, uma força para agir apesar das dificuldades ou dos perigos. É com esta inspiração que trabalhamos cada etapa do espetáculo e desejamos que isso chegue ao público.
Elis trabalhou de maneira a quebrar um conjunto de padrões artísticos, orientadores e estabelecidos até então, para espetáculos de cantores e cantoras. Ela mudou paradigmas realizando espetáculos reunindo artistas de diversas áreas.
A maneira como Elis cantava e interpretava as canções deixava aflorar o seu “eu poético” referindo na voz a expressão dentro do poema, ou seja, aquela voz responsável por nos transmitir e tocar nossos sentimentos e emoções.
O autor criava o poema, a letra da canção, mas o eu poético de Elis era a voz que cantava, que expressava os sentimentos dentro do poema. Pelas características da cantora Elis Regina o desafio desse trabalho é enorme, pois é preciso entender profundamente a sua emoção e a sua VOZ.
Respeito tem seu significado original do latim: “olhar outra vez”. Por essa razão, voltamos à obra de Elis em 2018, como uma forma de prestar culto, veneração, admiração ou fazer um tributo. É como ouvir a expressão: “Eu a respeito”.
Considero que a obra artística de Elis Regina está composta de belas interpretações que refletem o respeito pela Música Popular Brasileira e pelo Brasil.
Viva “Das Tripas Sentimento 2018”.
Viva Macarenando Dance Concept.
Viva Casa Cultural Tony Petzhold.
CASSANDRA CALABOUÇO (BAILARINA)
Lembro que fiquei muito impressionado quando assisti ao espetáculo em 2000. Na verdade, eu fiquei maravilhado! Achei o espetáculo inteligente, inovador, instigante! Havia um discurso poético e político refinado e muito bem dito através de cenas, corpos e movimentos! Aquela dança era definitivamente um olhar diferente do que eu sempre havia suposto que o repertório de Elis Regina pudesse inspirar. 18 anos depois, recebo o convite para integrar o elenco de intérpretes que fará um novo Das tripas sentimentos! Que privilégio ser dirigido pela grande mestra June Machado! O elenco deste trabalho é composto de amigos – bailarinos – artistas – colegas – irmãos de profissão que eu admiro e convivo há tanto tempo. Que honra estar neste elenco! Com o convite, uma surpresa: integrar o elenco não como Nilton, mas através da minha persona drag Cassandra Calabouço. Um prazer imenso. Um desafio imenso. Das tripas sentimento.
DANI BOFF (BAILARINA)
Criar o Das tripas Sentimento em 2018 é de uma maneira revisitar o Das tripas sentimento de 2000. Na época inicial dessa visita eu era uma bailarina grávida, que entrou no elenco com o processo de criação finalizado e apresentações em andamento, entrei para uma substituição. Era ano de inauguração do Anfiteatro Pôr-do-sol e lá estava eu dançando o bêbado e a equilibrista, eu e a minha filha. Eu no palco. Ela na barriga. Nós no Das Tripas.
Em cena prometi para ela, que jamais deixaria calar a voz da mulher e da arte. E da mulher na arte. E 18 anos depois cá estou eu, ou melhor, cá estamos nós. Eu em cena e ela nos ensaios, nos bastidores, na plateia. E em cena também, sendo essa memória viva diante dos meus olhos. Juntar essas tripas em 2018 é falar da minha história como bailarina e mulher.
Esse momento de juntar as tripas, reorganizar as ideias e ir para a cena dizer o que é urgente, o que não pode nem deve ser calado, é dar voz. É transformar a voz em movimento. É DAR VOZ AO CORPO.
A atemporalidade das músicas cantadas por Elis é ao mesmo tempo impressionante e assustadora. Fascinam por dialogar com os acontecimentos contemporâneos e assustam por esse mesmo motivo. A censura está de volta, o golpe está de volta, estaríamos nós de volta aos tempos sombrios? Estaríamos relendo aquelas páginas infelizes da nossa história?
Não tenho nenhuma certeza sobre essas perguntas, nem sobre as respostas. Mas tenho a certeza que o nosso espaço temos que cavar, na marra. Rindo se possível. Como diria a própria Elis e como dizemos em cena.
Não poso terminar esse relato-diário de campo sem falar no processo de entrada nesse espetáculo.
Ahhhh esse processo delicioso de chafurdar na lama, ou melhor, nas tripas:
Chamo carinhosamente de Juntar as Tripas o processo de criação deste Das tripas Sentimento 2018, e esta maneira descreve muito bem o que foi e o que está sendo essa criação, um momento de dialogar com as memórias e dar forma a elas, coloca-las para dançar, mergulhar nesse universo de Elis. Escutar as músicas que dançamos algumas vezes, todos os dias, as vezes o dia inteiro, o processo de criação foi também um processo de desnudar essa pessoa-artista-bailarina que estaria em cena.
Muito mais do que criar o que faríamos em cena, a tarefa era mostrar quem é essa pessoa que estaria em cena, como esse corpo se movia, que significados ele criava. Foi (e está sendo) um processo de aproximação. De impregnação. Aproximar-se e impregnar-se de Elis e deixar ela falar através de nossos corpos.
Através do meu corpo ela grita. Tu escuta?
SANDRA SANTOS (DIRETORA DE PRODUÇÃO)
Em março de 1999 fui apresentada a arte da dança e não foi nada básico, minha iniciação foi ao som de Elis Regina. Naquele 17 de março Elis estaria de aniversário e para lembrar a data, a amiga de uma amiga reuniu artistas da dança e juntos interpretaram: O Bêbado e o Equilibrista, Saudosa Maloca e Fascinação. Lembro de detalhes até hoje.
Em fevereiro de 2000 nasceu o espetáculo e dentro e fora da obra renasceu uma nova Sandra, que gradativamente foi deixando no passado as tristezas de uma depressão. Neste renascimento, muito além da cenotécnica surge uma pessoa sedenta de todos os conhecimentos relacionadas a artes cênicas, iluminação, cenário, sonorização e produção.
O Das Tripas Sentimento teve seu tempo e seus ensinamentos, entre eles a lição de que o espetáculo não pode parar e para a isso a necessidade de se aprimorar, acumular conhecimentos e assim foi por 18 anos… Muitas obras foram criadas, novas técnicas estudadas e aplicadas nos mais variados temas. O que um dia começou como hobby, hoje é profissão.
E no meio do intenso 2018, June Machado mais uma vez reúne artistas e técnicos para fazer Das Tripas Sentimento, novamente estudar o legado deixado por Elis.
Esse convite não é só emocionante, é realizador. Reviver Elis, sua trajetória, sua obra, seus discursos cantados e falados, que mesmo tendo passado 4 décadas são tão atuais e necessários. Ainda temos muito o que ouvir de Elis Regina.
LUCIANA PALUDO (BAILARINA)
Estar participando desse processo tem sido um tempo de entrar em conexão com a obra de Elis – que tanto fez parte de minhas referências artísticas, na infância e adolescência. Chego a pensar, por exemplo, que o álbum “Falso Brilhante” tenha exercido uma influência muito forte, na maneira que passei a entender as possibilidades estéticas em dança – pensava isso de uma maneira muito intuitiva, até pouco tempo atrás – (para quem nunca ouviu, escute-o e preste atenção na diversidade estética presente na escolha do repertório, nos arranjos e na voz de nossa imortal Elis). Então, tudo isso ganha outras camadas e sentidos…
Dançar Elis (nossa, dançar Elis!), com essa troupe de artistas que admiro e respeito muito, tem sido um aprendizado de arte e de vida; estamos no processo desde janeiro. E June Machado nos conduz a uma espécie de “universo onírico elisiano”; ela nos faz olhar os braços de Elis (e como tem dança naqueles braços – e no seu corpo todo!); leva-nos a revisitar Lennie Dale – e a repensar, hoje, em toda influência que ele teve no gestual de Elis, no início de sua carreira. A partir daí, muitas metáforas, muitos desdobramentos e imagens alimentam a nossa poética. Muito trabalho.
Então, penso no “olho” do Gui Malgarizi, sempre atento ao que ocorre durante os nossos ensaios, em seu papel de dramaturgista – e a relação de respeito que se estabelece entre ele, June e todo o elenco. A equipe técnica luxuosa, com Arthur, Sandra e, agora, a Giulia; a Eunice, que nos ajuda nas pesquisas. A Casa Tony Petzhold que nos abriga, com suas paredes tão impregnadas de tantas memórias de danças… É bonito de ver! [e de estar ali].
Em “Das tripas sentimento, 2018” estamos “reivindicando a voz” e, a cada dia, compreendendo mais o que isso significa. Para trazermos ao público esse espetáculo, ou, como diz June, “este show”.
DENIS GOSCH (BAILARINO)
Se me perguntarem qual é o som de um domingo de manhã eu digo Elis! Desde muito pequeno me lembro de acordar aos domingos com o cheiro do café, ovo mole e “Romaria” tocada no disco de vinil. Tudo preparando e orquestrado pelo meu pai depois de voltar da tradicional feira.
– Ela era do IAPI! – dizia ele cheio de orgulho de quem foi criado no bairro. – Morava ali no bloco do Fulano, perto do Ciclano, embaixo da dona Beltrana. “Dizem” que se conheciam de vista, mas isso eu já não sei se eu mesmo inventei e enxertei em minhas memórias.
Conhecidos, vizinhos ou não o fato é que sua voz sempre embalou e preencheu de calor a minha lembrança de um café da manhã em família.
“Gracias a la vida que me ha dado tanto!”
Tanto amor e admiração que hoje se espalha hereditariamente. Mas apesar de tudo que narrei, não foi da parte paterna que recebi este legado. A verdadeira fã da Pimentinha sempre foi a minha mãe. Pouco tempo atrás, na dúvida de um presente, era só desencavar um CD ou DVD da Elis Regina. BINGO! Até hoje quando vejo imagens da “maior cantora que este país já teve” em entrevistas, shows ou programas, não consigo deixar de visualizar minha mãe. Talvez os sempre cabelos curtos… O cigarro da época em que minha mãe fumava… Ou só a memória de ser alguém que ela gosta. Ou talvez tenha algo mais, algo dessa força de mulher. Uma potência! Garra! A manha! O INÊS-plicavel amor! Essas coisas que fazem da gente o que nós somos.
“Apesar de termos feito tudo o que fizemos…”
Sabe o resto da música? Ainda bem!
ARTHUR BONFANTI (PRODUTOR)
Das Tripas (é) Sentimento. É olhar para trás e caminhar para frente. É sair do lixo com as mãos sujas de ouro. Brincar de tempo, com o tempo. É arrastão. É beco. É maioridade. Erguer voz e microfone, tomando outras proporções e cachaça. Espetáculo de referências e para reverências. É dança. É fazer das tripas sentimento.
GIULIA BAPTISTA VIEIRA (COORDENADORA DAS GARRAFAS)
Receita Sentimental de Tripas:
- Compõe-se em tripas poéticas
2. Sacos velhos são como sentimentos
3. Acrescenta-se carne da história da dança
4. Escutam música
5. Mãos de aves saltam de imensidões
6. E libertam-se

Encenação oferece experiência interativa e sensorial de terror imersivo na Casa Cultural Tony Petzhold em agosto
Sucesso de público desde sua estreia em junho de 2017, o projeto Casa do Medo, da Macarenando Dance Concept, traz uma nova edição inspirada no romance “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago. A edição CEGUEIRA ocorre nos dias 17, 18 e 19 de agosto, na Casa Cultural Tony Petzhold.
A nova edição, “CEGUEIRA”, é inspirada no romance “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, e desafia o público a fazer a travessia pela casa sem poder enxergar absolutamente nada. “A ideia é que a cegueira, a privação da visão, o breu total, a impossibilidade de enxergar sejam gatilhos para experimentar diferentes situações sensoriais e despertar os diferentes tipos de medo que as pessoas têm, desde um simples medo de escuro até uma complexa cegueira social contemporânea”, afirma Diego Mac, diretor do projeto.
Casa do Medo é um formato inovador de encenação que coloca o público como protagonista de uma experiência interativa e sensorial de terror imersivo. Não pense em túnel do terror, trem-fantasma ou similares de parques de diversão. Casa do Medo é diferente das atrações de terror existentes no Brasil. Trata-se de uma visita a uma casa real, conduzida por uma narrativa fragmentada pelos vários aposentos do local. Inspirada em filmes de terror e em games de survival horror, a passagem pela casa é uma experiência de grupo e um teste de coragem, e coloca o público dentro de uma experiência sensorial de cortar a respiração. É indicado para os amantes do terror e não é aconselhável ao público mais sensível. Todo o processo é realizado por profissionais treinados e habilitados para promover a experiência com eficácia e segurança, portanto, as regras devem ser cumpridas fielmente, sob pena de exclusão de participantes, avisam os organizadores.
O lançamento da Casa do Medo ocorreu em junho de 2017, com altíssimo sucesso e engajamento de diferentes tipos de público e sessões lotadas na Casa Cultural Tony Petzhold. Os ingressos são disponibilizados antecipadamente e esgotam rapidamente assim que lançados. Cada sessão tem um público restrito de 13 pessoas.
As sessões ocorrem dias 17, 18 e 19 de agosto, na Casa Cultural Tony Petzhold, das 19h às 02h, com ingressos a R$ 50,00 (50% de desconto para estudantes e idosos).
EDIÇÃO CEGUEIRA [AGO/2018]
17, 18, 19/ago
Sessões: 19h, 20h, 21h, 22h, 23h, 0h, 01h, 02h
VALORES
MEIA*: R$ 25
INTEIRA: R$ 50
(*50% de desconto para estudantes, idosos e classe artística, conforme legislação)
COMO COMPRAR
Somente online (taxa de conveniência de 10% paga pelo cliente): https://casadomedocegueira.eventize.com.br
EVENTO
https://www.facebook.com/events/237291513751598/
+ INFO
(51) 9 8918 2124
REALIZAÇÃO
Macarenando Dance Concept
REGRAS DE PARTICIPAÇÃO
- Você poderá ser tocado durante a visita.
- Você não deverá comparecer à experiência portando quaisquer objetos que prejudiquem a sua mobilidade, tais como mochilas, bolsas, acessórios ou assemelhados. Não há serviço de Chapelaria!
- A pessoa deverá ser capaz de: agachar, ajoelhar, subir e descer escadas.
- Para a edição CEGUEIRA, é expressamente proibida a entrada de menores de 12 anos, grávidas, pessoas com problemas cardíacos, claustrofóbicas e epiléticas.
- O preço do ingresso é por visitante.
- Os ingressos são vendidos antecipadamente online (mais informações abaixo). Não há venda de ingressos na hora.
- Os ingressos são nominais. Para eventual troca de titularidade é necessário comunicar a produção até às 16h do dia da respectiva sessão. Envie e-mail para casadomedo@macarenando.com.br com: data e hora da sessão + nome completo do titular + nome e e-mail do novo visitante. E aguarde e-mail de confirmação da troca. Importante 1: se o ingresso foi comprado com desconto, o novo visitante também deverá ter direito ao desconto e deverá levar documento comprobatório no dia da visita. Importante 2: caso não seja seguido este procedimento, não será permitida a entrada do novo visitante.
- As sessões possuem horários definidos, que devem ser rigorosamente cumpridos.
- As portas abrem-se pontualmente no horário da sessão e fecham-se 1 minuto depois. Portanto, esteja presente com antecedência mínima de 10 minutos ao início da sua sessão.
- Confira cuidadosamente o horário e dia de sua sessão, pois as sessões 00:00, 01:00 e 02:00 podem confundir os participantes em relação ao dia da visita. Exemplo: se a sua sessão é para “sábado 24/NOV/2018 0h”, isso significa que você deve ir na madrugada de sexta para sábado, e não de sábado para domingo.
- A visita tem uma duração média de 50 minutos. A sessão é encerrada após esse período, mesmo que o grupo não tenha concluído a visita e independentemente do local em que estiverem.
- Cada sessão pode ter um público de 13 pessoas (máximo) e 4 pessoas (mínimo). Caso não haja o mínimo de 4 visitantes para determinada sessão, será disponibilizado o remanejamento para outro horário ou o reembolso do valor pago.
- Ao entrar no local, o grupo receberá instruções sobre a visita e as regras que deverão ser cumpridas.
- Os celulares e aparelhos eletrônicos devem ser desligados e colocados em envelopes lacrados fornecidos pela produção. Todos poderão permanecer com seus envelopes e respectivos aparelhos, contudo, é expressamente proibido ligá-los durante a investigação.
- É expressamente proibido entrar na propriedade com: qualquer tipo de equipamento de captação de imagem ou som; qualquer tipo de objeto gerador de luz (lanternas, isqueiros, lasers ou outros); alimentos e bebidas; armas; objetos cortantes e perfurantes.
- É extremamente aconselhável roupas e calçados confortáveis e que permitam a mobilidade física.
- Uma vez iniciada a visita, é impossível sair na metade do caminho. Uma palavra-chave será informada pela produção para casos extremos e/ou de urgência.

Apresentações de Tóin – Dança para bebês e oficina Tóin – brincadeira de criança ocorrem nos dias 07 e 08 de julho
No sábado e domingo 07 e 08 de julho, a Muovere Cia de Dança, através do seu projeto Tóin Dancinfância, promove sessões do espetáculo Tóin – Dança para Bebês e a segunda edição da oficina Tóin – brincadeira de criança no Multipalco Eva Sopher.
Tóin – Dança para Bebês lançou em 2012 o formato de espetáculo destinado para bebês de 0 a 03 anos e acompanhantes, utilizando a linguagem da dança como motivação. Inspirado em autores da literatura infantil, como Gláucia de Souza e Eva Furnari, Monteiro Lobato e Mário Quintana, em animações e em memórias de infância dos bailarinos e diretores, incluindo relatos, fotos e dossiês. Tóin pesquisou um conjunto de referências pautadas no movimento do corpo, como um dos primeiros sinais que o bebê manifesta através de gestos dançados. Por Marcelo Delacroix, a trilha é composta de canções originais como a dança dos palitos, a dança dos dedinhos e das perninhas. Nilton Gafree Junior, Arthur Bonfanti, Carini Pereira e Aline Karpinski se encontram para dançar os personagens Ventania, Papel, Mola e Flor. A Direção geral e coreográfica é de Jussara Miranda e direção artística de Diego Mac.
Ministrada pela diretora da companhia, Jussara Miranda e o bailarino Nilton Gaffree Jr, Tóin Brincadeira de Criança é dedicada a bebês de 01 a 03 anos e seus acompanhantes, os “estimuladores”. Através de atividades cotidianas criativas e originais, objetiva instrumentalizar os participantes sobre práticas e narrativas poético-brincantes, envolvendo a linguagem da dança como motivo principal. A atividade custa entre R$ 60,00 e R$ 100,00, das 11h ao meio dia na Sala de Música do Multipalco, no dia 07 de julho, sábado. As inscrições podem ser feitas através do e-mail: reis.anapaulareis@gmail.com.
As apresentações do espetáculo ocorrem às 16h na Sala de Música do Multipalco. Os ingressos custam R$ 40,00 e tem 50% de descontos para sócios AATSP, estudantes, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência e para idosos, na bilheteria: de segunda a sexta, das 13h às 18h30 e das 13h às 21h nos dias de espetáculos; Sábado das 15h às 21h e domingo das 15h às 18h.
TÓIN DANCINFÂNCIA NO MULTIPALCO EVA SOPHER
Tóin – dança para bebês
07 e 08 de julho (sábado e domingo), às 16h
Sala de Música do Multipalco Eva Sopher – Praça Marechal Deodoro, s/n
Ingressos R$ 40,00
Descontos para sócios AATSP, estudantes, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência e para idosos
*Na bilheteria: de segunda a sexta, das 13h às 18h30 e das 13h às 21h nos dias de espetáculos; Sábado das 15h às 21h e domingo das 15h às 18h.
Tóin – brincadeira de criança
07 de julho, das 11h às 12h
Sala de Música do Multipalco Eva Sopher – Praça Marechal Deodoro, s/n
Ingressos entre R$ 60,00 e R$ 100,00
Inscrições: reis.anapaulareis@gmail.com






