Colheita das uvas Chardonnay iniciou na última quinta-feira
Na última quinta-feira (10/01/13), a Guatambu deu a largada na colheita da safra 2013, com uvas Chardonnay, cultivadas em Dom Pedrito, na Campanha gaúcha. Esta semana é a vez das uvas Pinot Noir e Gewürztraminer. As três variedades serão destinadas à elaboração de espumantes superiores, utilizando o método francês champenoise.
Até final de março, a Guatambu espera colher 100 toneladas de uva, entre brancas e tintas de oito variedades viníferas, o dobro do que o ano anterior, devido ao fato deste ano estarem entrando em produção 11 ha a mais de vinhedos. Conforme o diretor geral da empresa, valter José Pötter, a ideia é aumentar gradativamente a produção da vinícola, acompanhando a produção dos vinhedos, até chegar a 170 mil garrafas anuais.
Conforme a engenheira agrônoma e enóloga Gabriela Pötter, uma das proprietárias e responsável técnica da vinícola, a qualidade das uvas está excelente, tanto em termos de equilíbrio entre açúcar e acidez, quanto em termos de composição de aromas e sanidade. Gabriela explica que esta safra supreendeu os enólogos pela antecipação da maturação em cerca de 20 dias, devido às altas temperaturas registradas na primavera e verão. “A brotação em agosto já foi antecipada devido ao calor, mas não imaginávamos que as uvas estariam prontas para serem colhidas antes da segunda quinzena de janeiro” – complementa.
Além disso, será no final do outono deste ano que a Guatambu inaugura a vinícola enoturística, na beira da BR 293, entre Dom Pedrito e Santana do Livramento. O prédio temático, inserido no contexto do pampa gaúcho, terá restaurante e salão de eventos, e, segundo os proprietários, já existem vários aniversários e casamentos agendados para o ano.
SOBRE A GUATAMBU
É uma vinícola boutique que trabalha com administração familiar, em pequena escala, somente com lotes limitados e garrafas numeradas, em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha desde 2003. Conforme Valter José Pötter, proprietário da estância Guatambu, o que motivou a família a investir na vinícola foram as premiações internacionais que os primeiros vinhos produzidos com uvas da Guatambu receberam, ao longo dos últimos três anos, o que consolida a região dos pampas como uma das mais promissoras da América para produção de vinhos finos.
Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford, em ciclo completo, e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos.
Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas.
Evento acontece entre os dias 19 a 24 de novembro
A Liquens conceito.arquitetura.design é responsável, pelo nono ano consecutivo, pelas intervenções urbanas e arquitetura indoor da Semana ARP da Comunicação, que acontece entre os dias 19 e 24 de novembro em Porto Alegre. A dupla de arquitetos Daniela Corso e Joel Fagundes ficou responsável pela concepção e montagem de sete espaços no bairro Moinhos de Vento, que contam com os cenários das palestras no Sheraton Hotel, Instituto Goethe e Constantino, Exposição da Prefeitura Municipal de Porto Alegre junto ao Monumento do Parcão, lounges e displays urbanos. Além da Parada de ônibus, na esquina da Av. Goethe com 24 de Outubro, uma instalação com andaimes e painéis ecológicos.
“O projeto teve como norte a utilização de andaimes em todos os espaços, por sua versatilidade de construção e adequação aos ambientes internos e externos”, afirma Daniela. Painéis ecológicos são o suporte da programação visual, e as criações de lounges urbanos repetem o objetivo dos projetos anteriores de levar o evento para as ruas, trazendo ao público espaços que reúnem serviço, com bancos e tomadas além de informação. A dupla também assina o cenário do Jantar da Propaganda, que ocorre na próxima quinta-feira, dia 22, no Centro de Eventos do Barra Shopping Sul.
Pelo quarto ano, o destaque fica para as Bike-Táxis, que circulam pelas ruas do bairro Moinhos de Vento, transportando os participantes entre os eventos. A Liquens, que levanta a bandeira do ciclismo utilitário, criou este “produto” em 2009, com a intenção de difundir os conceitos do ciclismo utilitário em Porto Alegre. “Acreditamos que seja uma oportunidade de abordarmos o assunto e contribuirmos para a conscientização da população, da importância dos meios de transporte alternativos, principalmente as bicicletas”, destaca Daniela.
Desde 1964, com o movimento das Bicicletas Brancas de Amsterdam, surgem diversos movimentos a favor do mesmo tema pelo Mundo: iniciativas como o Dia Mundial Sem Carro, as bicicletas comunitárias em Lyon, França, em 1975, a primeira Bicicletada no Brasil, em 1984, os Night Bikers, as pedaladas noturnas em São Paulo, de 1985. Em 2007, com a criação do Velib em Paris dá inicio ao maior programa de Bikes Comunitárias. “Nosso sonho é que as Bike-Táxis não sejam só uma atração nas ruas de Porto Alegre durante a Semana da ARP, mas parte do dia a dia das pessoas”, afirmam.
Liquens na ARP
Em 2004 e 2005 a dupla imprimiu o conceito do Caleidoscópio nos Armazéns e no Pórtico do Cais do Porto; Em 2006, um grande loft foi concebido no antigo Parque Fabril da Renner; Em 2007 o conceito de Intervenções Urbanas foi inserido nos espaços do bairro Moinhos de Vento. O projeto garantiu a Liquens o Grand Prix Colunistas RS 2008 de Ação Promocional do Ano, além de ouro na etapa nacional. Um reconhecimento pela vontade de levar a Semana para a população, fazendo o evento ganhar as ruas de sua cidade.
“É gratificante lembrar a concepção do projeto, a produção nas ruas, da Exposição na Passarela, com acervo da Memória da Propaganda – instalação inédita no Parque Moinhos de Vento – as boxes, como ficaram conhecidos os cubos de conteúdo, os lounges urbanos com as poltronas elétricas, carinhosamente batizadas pela população” afirma a dupla.
Em 2009, sob o tema Fora do Centro, a Liquens concebeu uma instalação em uma parada de ônibus, com parceria de André Venzon na criação do projeto. No mesmo ano, também fizeram parte das produções para o evento os troféus-estrela gigantes, que habitaram as ruas do bairro, receberam performances de artistas urbanos e conferiram um novo colorido ao evento. Além disso, foram responsáveis pelo projeto arquitetônico e curadoria de uma exposição com 10 profissionais do mercado. Foram convidados profissionais do ano de Salões anteriores, para criarem sob o tema da Semana. “Selecionamos diretores de arte, fotógrafos, designers. A ideia resultou numa exposição belíssima, de colorido ímpar. As pessoas que por ali passaram, puderam conferir trabalhos de renomados profissionais do mercado da comunicação, que, na maioria das vezes, são meros anônimos para o público em geral”, revelam.
Em 2010, as intervenções se concentraram no Parcão, com uma reedição da Parada, com uma roupagem high tech, em contêineres metálicos, fechamentos em vidro, TV e poltronas iluminadas e espaço Wi-Fi, disponibilizado gratuitamente para a população.
Neste mesmo ano, trouxeram uma exposição integrante da Bienal Brasileira de Design, que habitou espaços no Moinhos Shopping. Foram expostos 30 cartazes de profissionais e estudantes de design de todo Brasil, com foco em sustentabilidade. O tema foi além das produções expostas e também foi inserido no mobiliário do lounge que também integrava a exposição, com móveis em papelão.
Em 2011, o destaque ficou para as Bike Táxis, que já se tornaram marca registrada do trabalho da dupla e do evento, transportando o público dentro do bairro Moinhos de Vento.
Sobre a Liquens conceito.arquitetura.design
Formada pelos arquitetos Daniela Giovana Corso e Joel Fagundes, a Liquens trabalha com concepção de projetos especiais, culturais, institucionais e promocionais, além de expografia, intervenções urbanas, arquitetura comercial e design gráfico e de produto, e tem na sua carta de clientes a Amcham, ARP, DellAnno, Saccaro, entre outros. Em 2012, a Liquens recebeu medalha de Prata no Prêmio Colunistas, na categoria Promo, com o case “Liquens são asas”. Para saber mais, acesse: http://www.facebook.com/LIQUENS.conceito.arquitetura.design e http://www.liquens.com.br/
Trecho da minha dissertação, adaptado para post no blog da Eclética:
Curiosidades e a influência na vida dos seus quatro rapazes mais ilustres
Quarta maior cidade do Reino Unido e segundo porto da Inglaterra, Liverpool nasceu às margens do estuário do rio Mersey, em um ponto abrigado entre florestas e pântanos, como uma pequena vila de pescadores, ao norte do território. Sua posição geográfica, na saída ocidental das planícies inglesas e dominando, do outro lado do mar, a entrada das planícies irlandesas, logo se evidenciou vantajosa. Assim que a colonização irlandesa pelos ingleses foi concluída, Liverpool tornou-se o centro das relações comerciais com esse país.
No início do século XVII, suas atividades foram ampliadas, passando à categoria de porto colonial, e no século XVIII, tornando-se centro de comércio de escravos africanos, superando em tamanho as docas do porto de Londres. Durante a década de 1840, sua população praticamente dobrou, e em torno de 400 irlandeses católicos emigraram, incluindo os ancestrais de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison. Foi a primeira cidade do país a ter umChinatown e tantos imigrantes escoceses, que no século XIX tornou-se a maiorcidade escocesa do mundo.
O desenvolvimento e riquezas eram tão grandes, que segundo Steven D. Stark em seu livro Meet the Beatles, foram encontradas anotações de pessoas ilustres como o escritor e jornalista inglês Daniel Defoe, elogiando Liverpool, como uma cidade de finesse e com construções tão belas quanto às da capital. Na primeira parte do século XX, antes da Segunda Guerra Mundial, a cidade possuía mais de dez teatros e o repertório mais antigo do território inglês. De acordo com Stark, a urbe não parecia fazer parte da Inglaterra, já que norte e sul do país eram duas nações entre seres que “não possuíam envolvimento e simpatia; duas áreas que se ignoravam e desconheciam seus hábitos, pensamentos e sentimentos, como se habitassem países distintos.”
Porém, depois de três séculos de crescimento, após a segunda guerra mundial, a importância da indústria da cidade diminuiu, e seus contatos reduziram-se ao comércio com a África ocidental e os EUA – este último, de onde vinham novidades como discos de jazz, blues e rock’n’roll. Habitada por marinheiros, a cidade no pós-guerra possuía mais de um milhão de habitantes.
No início dos anos 1940, época de nascimento dos quatro Beatles, Liverpool passava por terrível declínio, além de ter sido devastada por bombardeios alemães. Segundo Stark, “em uma única semana de 1941, em torno de mil pessoas foram mortas; e no início de 1942 perto de 70% das casas da cidade foram atingidas.” Um terço do centro da cidade foi bombardeado, e dez anos depois, ainda era possível encontrar cacos de vidro dos prédios destruídos. Durante a infância dos fabfour, as ruínas espalhadas pela cidade transformaram-se em playgrounds para as crianças, que brincavam em hospitais, escolas e casas de vizinhos destruídas com a maior naturalidade, chamando-as, carinhosamente, de bombies.
A vida era tão regrada e a dieta da população tão pobre, que para conseguir uma garrafa de suco de laranja até 1954, era preciso uma receita médica. A pressão da guerra que se manteve após seu final, criou uma rotina durante os anos 1950 que contrastava com a riqueza na mesma época dos Estados Unidos. Segundo Stark, essa é uma razão por que a contracultura inglesa nunca desenvolveu críticas ao consumismo e riqueza como fizeram os primos americanos. Ovos eram alimentos inimagináveis no cardápio do inglês, e a carne só deixou de ser racionada em julho de 1954, quando multidões saíram às ruas para gritar e pedirthe roast beef of old England. Em 1956, menos de 10% da população tinha refrigerador em casa.
Há três fatores de grande influência no espírito do povo de Liverpool que advêm de seu caráter portuário: uma enorme quantidade de bares, logo ingleses e estrangeiros alcoolizados; o porto e muito marinheiros, e uma possível e surpreendente aceitação em relação a sexo casual, mães solteiras e homossexualidade; e finalmente, os diversos lares de matriarcas que, enquanto seus esposos navegavam, cuidavam da família. O primeiro item explica o porquê da quantidade de brigas espalhadas pela urbe, ou como declarou o baterista dos Beatles, Ringo Star, para Stark, “havia muita gente brava pela cidade”.
O segundo tópico nutriu uma subcultura gay, com o surgimento de bares especializados, e o mais marcante, tornando a vista das autoridades nebulosa diante casos de sodomia, já que a lei inglesa era extremamente rigorosa com este assunto. Mas seria um engano dizer que o preconceito houvera sido abolido, já que uma das poucas pessoas de que se tinha conhecimento sobre sua sexualidade fora Brian Epstein, futuro empresário do grupo. Não que o agente falasse abertamente sobre o caso, mas era sabido que Epstein fora pego pela polícia diversas vezes abordando rapazes em banheiros públicos. O terceiro fator determinou a criação de diversos jovens, influência trazida pelos ancestrais irlandeses, que possuíam uma tradição de matriarcado, diferenciando mais uma vez o município de Liverpool do resto da nação. Eram as mulheres que comandavam a vida das famílias, e segundo pesquisas de Stark, as senhoras de Liverpool se destacam mais que os homens em diversos aspectos.
A importância da cidade na produção dos Beatles é latente. Os integrantes da banda, todos naturais de Liverpool, imortalizaram em diversas canções, fragmentos autobiográficos vividos na cidade, como a rua chamada Penny Lane, de música com o mesmo nome, e o orfanato Strawberry Fields, título da composição de John Lennon, Strawberry Fields Forever. Suas atitudes e idéias são um grupo de fatores que formam sua maneira de compor, como uma forma de bolo, feita sob efeito de suas experiências ainda adolescentes em Liverpool.
Para fazer doações, basta acessar o endereço www.acervodigitalbarocidente.com.br ou a fanpage http://www.facebook.com/AcervoOcidente.
Está em construção o Acervo Digital Bar Ocidente, que marca os trinta de dois anos da história de um dos mais tradicionais bares da cena underground gaúcha. O ambiente cultural que sempre fugiu dos padrões comerciais, agora deseja contar e preservar sua memória com ajuda de quem fez e faz parte dela. Tanto fotos como objetos podem ser doados, além de histórias inusitadas e documentos, que também são bem vindos.
Inaugurado em 03 de dezembro de 1980, o reduto dos intelectuais, artistas, escritores, punks e notívagos gaúchos, traz na sua história festas inesquecíveis, encontros memoráveis e conversas de balcão que estão na memória dos amantes do Oci, como é carinhosamente chamado pelos mais íntimos. “A contribuição do público é fundamental”, afirma Barth.
O lançamento está previsto para o final do ano e o Financiamento é do Fumproarte | PMPA.
Ministrado pelas jornalistas Bruna Paulin e FêCris Vasconcellos tem como objetivo entender o surgimento do jovem como mercado consumidor e agente transformador da cultura
Contar a história do surgimento do jovem como mercado consumidor através da cultura pop. Este é o objetivo do curso “De Elvis a Justin Bieber: comunicação, cultura, juventude e consumo”, ministrado pelas jornalistas Bruna Paulin e FêCris Vasconcellos. “O assunto sempre fez parte das nossas áreas de interesse, seja no mercado ou nas nossas pesquisas”, revela Bruna. Fãs de música, pensaram o programa do curso de cinco semanas através de artistas, canções e grupos populares ao longo do tempo e que de alguma maneira interferiram na visão do jovem e na sua maneira de consumir produtos culturais.
“A Bruna escreveu sua dissertação sobre os Beatles e os Rolling Stones e eu trabalhei em vários veículos focados no público jovem”, afirma FêCris. As aulas apresentam através de fenômenos pop desde os anos 1950 até os dias de hoje, as mudanças de comportamento, produção cultural e consumo. “É um curso para quem gosta de música, para quem quer aprender mais sobre comunicação, sobre construção de imagem, sobre jovens, que gosta de história mais também quer entender o que está acontecendo hoje”. O curso acontece aos sábados, das 8h30 às 12h, até o dia 06 de outubro. As inscrições estão abertas através do site da Universidade ou no setor de Educação Continuada, no prédio 15 do Campus Central.
Mais informações: (51) 3320 3727 ou educação.continuada@pucrs.com
Bruna Paulin é jornalista e Mestre em Comunicação Social formada pela PUCRS. Trabalha há sete anos na área de assessoria de imprensa cultural, tendo passado por diversos eventos como Porto Alegre Em Cena, Sul em Dança, Projeto Pixinguinha, 8ª Bienal do Mercosul, entre outros. Atende clientes na área de produção audiovisual, música, teatro, moda e artes visuais, em assessoria de comunicação e produção de conteúdo. Sua dissertação “A construção das imagens das bandas The Beatles e The Rolling Stones através dos jornais The Times e The Guardian” apresenta uma análise das imagens representadas pelas duas bandas inglesas através das matérias publicadas nos dois veículos, utilizando as teorias de agendamento, enquadramento e construção do imaginário. Juventude, imaginário e cultura pop são o foco de suas pesquisas e estudos.
Fernanda Cristine Vasconcellos (a.k.a FêCris Vasconcellos) é jornalista formada em 2008 pela Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, onde hoje faz Mestrado em Comunicação. Cursou disciplinas de televisão na University of Westminster, em Londres, em 2007. Atuou como comunicadora de rádio e diretora de programas de TV na rádio Pop Rock FM e foi produtora do programa Cala a Boca, Piangers (TVCom). Em 2010 e 2011 morou em São Paulo e foi repórter dos veículos Kzuka e Zero Hora, para os quais cobriu diversos festivais de música, como SWU e Planeta Terra. Hoje mora em Porto Alegre e é repórter da agência Cartola Conteúdo, pela qual fez matérias para diversos veículos, incluindo a revista Super Interessante e o Portal Terra. Fernanda sempre esteve ligada ao público jovem e à editoria de Cultura.















