


Cuidado, Arte! conta com debates com especialistas incluindo a curadora austríaca Katalin Erdödi, intervenção artística no muro da instituição e mostra de curtas
O Goethe-Institut Porto Alegre promove nos dias 11 e 12 de julho o simpósio Cuidado, Arte!, que reunirá diversos especialistas para discutir censura e liberdade artística, incluindo a participação da curadora austríaca Katalin Erdödi. O evento integra o projeto regional O que pode a arte?, no qual Institutos Goethe no Brasil, Paquistão e Nigéria estão desenvolvendo atividades que tratem do tema.
“Durante muito tempo, a liberdade de pensamento e expressão nos países democráticos foi dada como um consenso geral. Esse consenso parece estar cada vez mais desmoronando. Grupos extremistas de direita e até mesmo partidos no governo em vários países do mundo estão reprimindo artistas, praticando abertamente censura ou privando-os de seus meios financeiros de produção e, portanto, a base de seu sustento. Ao mesmo tempo, se discute no contexto da crítica institucional, decolonial e feminista se a arte realmente pode tudo. Alguns exigem, em nome de grupos desfavorecidos, uma censura de baixo. A reivindicação da arte à autonomia é questionada por vários lados. O que essas mudanças significam para os artistas e para a sociedade? Como lidar com a crescente autocensura?”, declara a diretora do Goethe-Institut Porto Alegre, Marina Ludemann.
A programação do simpósio inicia na quinta, 11 de julho, às 19h, com a palestra Panorama da liberdade artística no contexto europeu, com a curadora, pesquisadora teatral e autora no campo da arte contemporânea e performance Katalin Erdödi. Em 2019, como parte do Festival de Teatro “Impulse” na Alemanha, dirigiu a Academia Impulse sob o título “Arte sob Pressão – Teatro Independente entre Conservadorismo, Políticas de Identidade e Auto-Responsabilidade”, que focou nos desafios atuais da liberdade artística com participantes locais e internacionais, entre outros, Henrique Saidel. Eles elaboraram um manifesto, que será discutido na mesa Contra-estratégias: como reagir às crescentes restrições?.
Nesta noite também será exibida a mostra de curtas Cut it Out – Filmes contra a Censura, na qual realizadores de 20 países produziram curtas de 45 segundos sobre a temática da censura.
Na sexta-feira, a partir das 10h, o simpósio promove três mesas: Liberdade da arte em tempos de conservadorismo, com Ana Luiza Azevedo (RS), Laymert Garcia dos Santos (SP), Ulisses Carrilho (RJ) e Sônia Sobral (SP); A arte pode tudo? Crítica da representação do ponto de vista anti-racista e feminista, com Valéria Houston (RS) Francisco Mallmann (PR) e Negra Jaque (RS) e Contra-estratégias: como reagir às crescentes restrições?, com Henrique Saidel (RS), Ricardo Muniz (SP) e Katalin Erdödi (Austria). Os debates serão mediados pelo jornalista Roger Lerina, o encenador Thiago Pirajira e o também jornalista Newton Silva.
O projeto se desdobra em uma intervenção apresentada no muro do Instituto pelos artistas Klaus Staeck, Rafael Correa e Aline Daka, que segue exposta até 15 de julho. Todas as atividades têm entrada franca, com distribuição de senhas 30 minutos antes de cada atividade mediante a lotação do auditório.
PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira, 11 de julho
19 às 21h
Panorama da liberdade artística no contexto europeu
Katalin Erdödi (Austria)
Katalin Erdödi (Áustria)
Katalin Erdődi é curadora, pesquisadora teatral e autora no campo da arte contemporânea e da performance. Seus focos são cooperação transdisciplinar, estratégias artísticas e curatoriais politicamente engajadas, bem como performance experimental. Em 2019, como parte do Festival de Teatro “Impulse” na Alemanha, dirigiu a Academia Impulse sob o título “Arte sob Pressão – Teatro Independente entre Conservadorismo, Políticas de Identidade e Auto-Responsabilidade”, que focou nos desafios atuais da liberdade artística com participantes locais e internacionais.
Erdődi é membro do Conselho de Curadores de Teatro, Dança e Performance da Cidade de Viena desde 2019. Anteriormente, ela foi curadora de instituições e festivais como entre outros do festival “steirischer herbst” (Graz), brut/imagetanz (Viena), da GfZK – Galeria de Arte Contemporânea (Leipzig), do Museu Ludwig – Museu de Arte Contemporânea (Budapeste) e da Trafó House of Contemporary Arts (Budapeste). Como curadora independente, ela iniciou e co-curou vários festivais, projetos e séries de programas. Por exemplo, o “PLACCC Festival”, um festival internacional de performance e arte no espaço público (Budapeste), a série “Body Moving” para a dança contemporânea no espaço urbano (Budapeste), bem como a série experimental de música e performance “DerBlödeDritteMittwoch” (Viena). Além de seu trabalho curatorial, Erdődi também trabalha como pesquisadora / outside eye com artistas performáticos como Gin Müller, Oleg Soulimenko, Sööt / Zeyringer e Doris Uhlich. Como escritora e editora, escreve para várias revistas de arte e revistas, entre outros tranzitblog, Mezosfera, Színház (Theater), etcetera – Performing Arts Magazine e Bildpunkt.
Sexta-feira, 12 de julho
10 às 12h
Liberdade da arte em tempos de conservadorismo
Ana Luiza Azevedo (RS)
Laymert Garcia dos Santos (SP)
Ulisses Carrilho (RJ)
Sônia Sobral (SP)
Mediação: Roger Lerina (RS)
Ana Luiza Azevedo (RS)
Ana Luiza Nunes Azevedo nasceu na cidade de Porto Alegre, no Brasil. Formou-se em Artes Plásticas pela UFRGS, em 1986, e foi uma das pioneiras da Casa de Cinema de Porto Alegre. Atualmente é uma das responsáveis pelo Núcleo de Criação de Textos para TV e Cinema da Casa de Cinema de Porto Alegre. Está desenvolvendo os roteiros da série O HARÉM e trabalha também em seu novo projeto de longa-metragem AOS OLHOS DE ERNESTO, em fase de pós-produção.
Laymert Garcia dos Santos (SP)
Professor titular do departamento de Sociologia/IFCH da Universidade Estadual de Campinas, foi conselheiro do CNPC do Ministério da Cultura e Diretor da Fundação Bienal de São Paulo. Sua atuação tem ênfase na Sociologia da Tecnologia e na Arte Contemporânea, principalmente em temas como tecnologia, biotecnologia, arte contemporânea, política e Brasil.
Ulisses Carrilho (RJ)
Ulisses Carrilho (Porto Alegre, 1990) é curador da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e ex-aluno da mesma escola. Pós-graduado em Economia da Cultura (UFRGS), estudou Comunicação Social (PUCRS) e Letras – Português/Francês (UFRGS). Integrou a equipe de relacionamento institucional da Fundação Bienal do Mercosul (Porto Alegre) e da galeria Rolando Anselmi (Berlim, Alemanha). Na equipe da curadora Luiza Proença, editou as publicações da 9ª Bienal do Mercosul. Contribuiu com textos para o catálogo da 32ª Bienal de São Paulo, além de revistas e periódicos de arte.
Sônia Sobral (SP)
Curadora de dança do CCSP. Sonia Sobral foi gerente do núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural. Estudou no Ballet Stagium. Sua experiência como aluna e organizadora desta Ocupação está escrita no texto Um Balé Brasileiro, parte do catálogo da mostra.
14 às 16h
A arte pode tudo? Crítica da representação do ponto de vista anti-racista e feminista
Valéria Houston (RS)
Francisco Mallmann (PR)
Negra Jaque (RS)
Mediação: Thiago Pirajira (RS)
Valéria Houston (RS)
A cantora Valéria Houston Barcellos nasceu Rodrigo Samuel Barcellos em Santo Ângelo, RS, no dia 17 de dezembro de 1979. Inicia na carreira artística na adolescência, se apresentando em bares no interior do estado. Aos 20 anos torna-se crooner da “Balança Brasil”. Em 2005, vence o concurso de rainha gay do carnaval da cidade de Santo Ângelo e adota o nome Valéria Houston. Na mesma época passa a viver em Porto Alegre. Valéria é uma referência artística no meio LGBTT e fora dele.
Francisco Mallmann (PR)
Francisco Mallmann é graduado em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e mestre em Filosofia (PUCPR). É artista residente na Selvática Ações Artísticas e atua na intersecção entre poesia, performance, dramaturgia e crítica de arte. É idealizador e editor do Bocas Malditas – cena, crítica e outros diálogos. Foi responsável pelas atividades críticas do Festival Internacional Ruído EnCena, integra os Encontros Críticos do Festival de Teatro de Curitiba, é crítico do projeto 20min.mov, crítico convidado da Mostra Novos Repertórios e desenvolve inúmeras criações de contextos circunstanciais para o desenvolvimento de textualidades de/em/sobre arte.
Negra Jaque (RS)
Em 2013, quando foi consagrada a primeira mulher a vencer a Batalha do Mercado, Negra Jaque deu início a carreira com a gravação do primeiro EP “SOU”.
A artista é moradora do Morro da Cruz (periferia de Porto Alegre), ativista do movimento negro e movimento feminista. Como mulher negra leva a bandeira em todas as comunidades por onde passa, não só com as suas rimas, mas também com a sua história dentro do Hip-Hop. Negra Jaque é também produtora da Feira de Hip-Hop de Porto Alegre.
16:30 às 18:30
Contra-estratégias: como reagir às crescentes restrições?
Henrique Saidel (RS)
Ricardo Muniz (SP)
Katalin Erdödi (Austria)
Mediação: Newton Silva (RS)
Ricardo Muniz (SP)
Ricardo Muniz Fernandes é produtor, curador e coeditor da n-1
Henrique Saidel (RS)
Henrique Saidel é diretor de teatro, performer, curador, professor, pesquisador e colecionador de brinquedos. É professor de direção teatral do Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Graduado em Direção Teatral pela Faculdade de Artes do Paraná, é mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina e doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. É editor do blog de crítica “Qorpo Qrítico – teatro e outras cenas”, ligado ao Jornal da UFRGS. Pesquisa processos de criação baseados na ironia, metalinguagem, cópia, cover e duplos, questionando dualismos como original/cópia, verdadeiro/falso, natural/artificial, sujeito/objeto, vivo/inanimado, presença/ausência, bom gosto/mau gosto. Fake, simulacro, kitsch, pornografia, masculinidades não-normativas, antropofagia e política são algumas palavras-chave do seu trabalho artístico.
Katalin Erdödi (Austria)
SERVIÇO:
Simpósio Cuidado, Arte!
Data: 11 e 12 de julho
Local: Goethe-Institut Porto Alegre (24 de Outubro, 112)
Entrada franca. Distribuição de senhas 30 minutos antes de cada atividade. Lugares limitados.
Mais informações: http://bit.ly/simposiocuidadoarte
Programação completa do Goethe-Institut para os meses de julho e agosto: https://issuu.com/goethepoa/docs/jul_ago_2

Urbanos tem curadoria de Rita Raimondi e Maria Elena Toigo
Abertura da mostra contará com live painting das 11h às 15h com entrada franca
Porto Alegre, 01 de julho de 2019 – No sábado, 06 de julho, a Delphus Galeria abre suas portas para a abertura da mostra Urbanos com obras de Marilene Zancchett e curadoria de Rita Raimondi e Maria Elena Toigo. A exposição integra o projeto Arte para Todos Delphus, que promove mostras individuais e live paintings com os artistas da galeria. A iniciativa pretende aproximar o público do ambiente da galeria e dos artistas. Nesta edição, coletividade, espaço urbano e relações sociais pautam a seleção de mais de 50 obras da catarinense.
A artista produzirá uma obra ao longo da abertura da exposição das 11h às 15h. “Esta é uma oportunidade para todos os interessados em acompanhar o processo de criação de uma obra de arte”, afirma a diretora da Delphus, Salete Salvador. “Entender como funciona o trabalho artístico, poder assistir o preparo de uma tela, é uma oportunidade que poucas pessoas têm e é uma maneira de entender mais sobre arte. No caso da Marilene, vamos poder assistir seu trabalho com tinta à óleo e espátulas, o desenvolvimento de sua obra partindo o desenho até as sombras de seus personagens”, conta.
Com curadoria da italiana Rita Raimondi e a brasileira Maria Elena Toigo, a mostra contará com pinturas que apresentam figuras em movimento em um espaço coletivo, onde as pessoas retratadas se conectam. “As telas que Marilene pinta com grossas camadas de tinta nos remetem a uma cidade que possibilita os encontros das pessoas de qualquer esfera social, sexo ou idade; retratam uma união entre os indivíduos locais e sua cultura e onde percebemos um sentimento de identidade e igualdade: somos todos iguais através das criações da artista”, afirmam as curadoras.
Todas as peças de Marilene disponíveis na galeria estarão com valores e condições especiais: “acreditamos que facilitando as condições de compra também estamos construindo uma ponte de acessibilidade à arte”, declara Salete. Para as compras à vista, as obras estarão com 10% de desconto ou poderão ser parceladas em até 10 vezes sem juros.
A Live Painting ocorre no sábado, 06 de julho das 11h às 15h e a mostra segue em cartaz com entrada franca até 03 de agosto. A Delphus Galeria funciona de segunda à sexta-feira das 09h às 18h45 e aos sábados das 09h às 13h na Av. Cristóvão Colombo, 1093.
Marilene Zancchett
Formada pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, desenvolve seu trabalho desde a década de 1990, participando de diversos salões, mostras, exposições coletivas e individuais no Paraná, São Paulo, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, recebendo diversos prêmios ao longo da carreira.
Suas obras podem ser encontradas em acervos particulares e na Fundación Rômulo Raggio, Museu de Arte Contemporânea de Blumenau – SC, Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande – MT e Museu de Arte Contemporânea de Cascavel – PR.
Seu atelier está sediado em Curitiba, administra aulas e orientação de pintura, onde também vive.
Sobre a Delphus Galeria
A Delphus Galeria, espaço especializado em molduras e obras de arte, foi lançada em 1974, na cidade de Porto Alegre, tendo, desde o princípio, seu diferencial no atendimento atencioso e especializado.
Desde abril de 2017, Salete Salvador, atuante em galerias de arte há 20 anos, assume a nova direção e propõe-se a manter a qualidade dos produtos e serviços oferecidos e conhecidos nesses 45 anos de mercado, inovando com diferentes matérias-primas, processos de emoldurações e, principalmente, trazendo novos artistas, acompanhando as tendências do mercado.
A galeria oferece obras de mais de 100 artistas plásticos de diversas localidades do Brasil, nos estilos clássico, moderno e contemporâneo. Na Delphus é possível encontrar pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e reproduções (nacionais e importadas), com uma variedade de estilos e tamanhos que atende às mais diferentes necessidades. O serviço de emolduração é referência na cidade, já que alia a assessoria especializada na escolha da melhor montagem e a mão de obra primordial.
A Delphus Galeria atende de segunda à sexta-feira das 09h às 18h45 e aos sábados das 09h às 13h. Av. Cristóvão Colombo, 1093 – Floresta – Porto Alegre/RS (51) 99256.6218 / (51) 3222.3232

O tema da edição será “Sexo & Sacanagem” e ocorrerá no Von Teese
Na quinta-feira, 4 de julho, às 20h30, o Von Teese recebe mais um Sarau da Clara Corleone. O evento literário traz a cada edição um tema que pauta os textos lidos por Clara e as personalidades que participam. O de julho será “Sexo & Sacanagem”.
Dividem o sofá do Von Teese com a anfitriã a jornalista, produtora cultura e livreira Nanni Rios e o escritor, jornalista e professor Vitor Necchi.
O evento da escritora e atriz já recebeu as escritoras Martha Medeiros e Claudia Tajes, as políticas Manuela D’Ávila e Fernanda Melchionna, os jornalistas Katia Suman, Carol Anchieta, Roger Lerina e Paulo Germano, as atrizes Mirna Spritzer, Maria Galant e Catharina Conte, os diretores de teatro Patrícia Fagundes, Júlio Conte e Patsy Cecato, o músico Carlinhos Carneiro e o ator Bruno Bazzo, entre outros.
O “Sarau da Clara Corleone – Sexo & Sacanagem” inicia às 20h30 com couvert de R$ 10,00 (em dinheiro) ou R$ 15,00 (em cartão). O Von Teese fica na Rua Bento Figueiredo 32.
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Clara Corleone é formada em Arte Dramática e divide o seu tempo como produtora no estúdio Otto Desenhos Animados e hostess do Bar Ocidente às sextas. Comanda o sarau no Von Teese desde 2017 e está prestes a lançar seu primeiro livro na Editora Zouk, pelo selo Casa da Mãe Joanna.
Nanni Rios é jornalista, produtora cultural e livreira. Trabalha na Livraria Baleia, onde mantém um acervo dedicado a obras de autoria feminista e às temáticas de gênero, sexualidade e direitos humanos. Produz mensalmente a festa Tieta de música brasileira no bar Ocidente e há muito tempo não se interessa pelo que os homens pensam ou têm a dizer.
Vitor Necchi é escritor, professor, jornalista (UFRGS), mestre em Comunicação Social (PUCRS) e doutorando em Letras (UFRGS). Publicou o livro Não existe mais dia seguinte (Taverna, 2018). Integra o corpo docente da especialização em Escrita Criativa da Universidade Feevale. Lecionou na PUCRS, onde coordenou o curso de Jornalismo, e na Unisinos, onde coordenou o curso de Realização Audiovisual. Trabalhou no jornal Zero Hora e na revista do Instituto Humanitas Unisinos (IHU). Foi editor da revista NORTE – Livros, artes e ideias.
Sarau da Clara Corleone
“Sexo & Sacanagem” com Nanni Rios e Vitor Necchi
4 de julho, quinta-feira, às 20h30
Couvert a R$ 10,00 em dinheiro// R$ 15,00 em cartão
Von Teese – Rua Bento Figueiredo 32