Evento integra o projeto A História do Disco, da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin
Edição conta com a participação de Adriana Deffenti, Dida Larruscain e Roger Lerina
Após quatro edições realizadas em 2024, o Sarau Meus Discos e Nada Mais volta ao Espaço 373 integrando a programação do Porto Verão Alegre 2025, com uma edição na quinta-feira, 30 de janeiro. Comandado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, o evento integra o projeto A História do Disco, que reúne o podcast de mesmo nome, que está em sua quinta temporada, sendo um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil e está entre os semifinalistas ao 8 Prêmio Profissionais da Música.
A edição homenageia o aniversário de nascimento de Tom Jobim, 25 de janeiro, e conta com a participação da cantora e compositora Adriana Deffenti, a cantora Dida Larruscain e o jornalista e curador Roger Lerina. Os convidados apresentarão álbuns do compositor e suas faixas favoritas.
O sarau conta com edições mensais que trazem temas que pautam a seleção dos discos dos convidados. “A ideia é a mesma do programa – apresentar obras que a gente tenha conexão emocional e histórias para contar. Além do papo com os participantes, a gente tem um quinto elemento, que vai comandar as pick ups e fazer a trilha sonora do nosso encontro, o DJ Damon Meyer”, revela Bruna.
Para saber mais acesse ahistoriadodisco no Instagram.
Quinta temporada do podcast está no ar
Já está disponível, desde 22 de agosto, episódios da quinta temporada de A História do Disco, podcast lançado em 2020, que busca conectar os ouvintes e entrevistados com a relação emocional com a música e memórias musicais, com mais de 120 episódios no ar, sendo um dos programas de músicas mais ouvidos no Spotify Brasil.
Serão 15 episódios disponibilizados com nomes como Ana Frango Elétrico, Maria Luiza Jobim, Andrea Cavalheiro, Nilze Carvalho, Marcela Maia, Ianae Régia, Taissa Maia, entre outros, estão entre as participações.
O programa conta com roteiro, produção e apresentação de Bruna Paulin, edição de áudio de Nicolly Demeneghe, arte de Librae, vinheta de Augusto Stern e Fernando Efron e apoio de TAG Livros, Fábrica do Futuro e Grezz. Para saber mais acesse orelo.cc/historiadodisco ou ahistoriadodisco no Instagram, TikTok e YouTube.
Bruna Paulin é artista, comunicadora, pesquisadora musical e produtora cultural. Jornalista e Mestre em Comunicação, é pesquisadora musical há 22 anos. É criadora e diretora da mostra A Voz e a Vez Delas, que terá sua primeira edição em 2025. É curadora do Samba do Quintana, criadora e apresentadora do podcast A História do Disco, um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil, no ar desde 2020. Em 2024 lançou o Sarau Meus Discos e Nada Mais. É produtora executiva e curadora da reedição em vinil de Pra Viajar no Cosmos não Precisa Gasolina, de Nei Lisboa, lançada em março de 2024 pela Toca do Disco Records. É semifinalista do 8o Prêmio Profissionais da Música, nas categorias Som na Rua, Produção Executiva e Canal de Divulgação de Música
Sarau Meus Discos e Nada Mais – edição Tom Jobim
Bruna Paulin recebe Adriana Deffenti, Dida Larruscain e Roger Lerina
Atividade ministrada por Mirna Spritzer traz exercícios de escrever e jogos para experimentar diferentes vocalidades e leituras
A partir da próxima quarta-feira, 22 de janeiro, a Livraria Macun recebe a oficina Caderno Proibido, escrever para dizer, ministrada pela atriz, professora e pesquisadora, mestre e doutora em educação, Mirna Spritzer.
Com inspiração no livro Caderno Proibido, de Alba de Céspedes, a atividade trabalha a escrita pessoal como provocação para a voz. Dizer em voz alta, contar e narrar, a palavra posta na voz – ao longo de três encontros os participantes vivenciarão diversos exercícios de escrever e jogos para experimentar diferentes vocalidades e leituras. “Cada participante deve trazer um caderno de seu gosto, lápis ou caneta. E vir com roupa agradável, sem apertos”, revela Mirna.
Os encontros ocorrem nos dias 22, 23 e 24 de janeiro, das 17h30 às 20h30, e as inscrições custam R$ 150,00. A Livraria Macun fica naRua Octávio Correa, 67 – Cidade Baixa. Informações e inscrições em mirna.spritzer@gmail.com ou instagram.com/mirnaspritzer
Mirna Spritzer é atriz, professora e radialista. Pesquisadora das vozes, escutas e paisagens sonoras. Doutora em Educação com a Tese O corpo tornado voz, a experiência pedagógica da peça radiofônica, em 2005. Produziu e apresentou o programa Radioteatro na Rádio FM Cultura, de 1998 a 2007. Contemplada com o edital Nossa Onda do Ministério da Cultura, em 2011, para produção de radiopeças. Publicou com Raquel Grabauska o livro Bem Lembrado, memórias do radioteatro em Porto Alegre. Seus trabalhos mais recentes são, em cinema, Yonlu, de Hique Montanari, Aos olhos de Ernesto, de Ana Luiza Azevedo e Ana. Sem Título, de Lúcia Murat. No teatro, está em cartaz desde 2023com Terra Sem Mapa, pelo qual foi indicada ao Açorianos de Melhor Dramaturgia e Melhor Atriz. Língua Mãe. Mameloschn, com o qual recebeu o Prêmio Braskem para melhor atriz, Expresso Paraíso e A comédia dos erros. Participou dos podcasts A história do Disco, de Bruna Paulin e Submersa, de Camila Proto, dentro do Festival Kino Beat 2019. Também do projeto acústico P.S. Palavras que entrego a ti, de Danuta Zaghetto. Tem artigos publicados em vários periódicos em especial A poética da escuta, na Revista Voz e Cena, em https://periodicos.unb.br/index.php/vozecena/article/view/31599/26378
Caderno Proibido, escrever para dizer
Oficina com Mirna Spritzer
Livraria Macun – Rua Octávio Correa, 67 – Cidade Baixa
Dias 22, 23 e 24 de janeiro de 2025
Das 17h30 às 20h30
Informações e inscrições em mirna.spritzer@gmail.com
Equipe curatorial do festival selecionou 49 obras que concorrem ao Grande Prêmio Cine Esquema Novo
Gratuito, o evento ocorre de 14 a 23 de fevereiro em diversos espaços da cidade
Festival é realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS.
Porto Alegre, 10 de janeiro de 2025 – O 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira divulga os selecionados para a Mostra Competitiva Brasil do evento que ocorre de 14 a 23 de fevereiro em diversos espaços de Porto Alegre, com entrada franca. Do total de 675 inscritos, 49 obras foram escolhidas para integrar a principal mostra da programação do festival. Foram mais de 282 horas de material avaliadas e selecionadas pelo time de curadores formado por Dirnei Prates, Kamyla Belli, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo. O festival, que há mais de duas décadas e quinze edições derruba as barreiras simbólicas e experienciais entre o cinema e as artes visuais para exibir obras tanto na sala de cinema quanto em museus, galerias e espaços públicos, reuniu em sua Mostra Competitiva obras que serão exibidas sala de cinema como em espaços expositivos.
Repetindo o sucesso de 2021, a organização do festival segue com a proposta do Caderno de Artista para a Mostra Competitiva Brasil. São diversos conteúdos que serão construídos em parceria com cada um dos selecionados e estarão disponíveis em um ambiente digital criado para cada participante. “O Caderno de Artista é um espaço que concentra referências artísticas, entrevistas, informações, imagens, playlists, e que convidam o público a ter uma maior compreensão do universo de cada artista”, declaram Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo, organizadores do CEN, que celebra 22 anos de existência em 2025.
A seleção conta com 16 projetos assinados por duos ou grupos, 24 realizadoras, 33 realizadores, além de artistas trans e não-bináries. Temáticas como memória e história, identidade queer, exploração da natureza, territorialidade, laços familiares, protagonismo trans, empoderamento da negritude, ocupações políticas e territoriais, nova memória da presença indígena e negra no imaginário brasileiro, direitos humanos, saúde mental, entre outras, pautam os títulos selecionados a partir de 17 Estados brasileiros, e oito produções assinadas por brasileiros realizadas no exterior (ou em coprodução internacional).
A programação do CEN ocupará a Cinemateca Capitólio, Goethe Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, MACRS – Galeria Sotero Cosme, Casa de Cultura Mario Quintana e Casa Baka.
Festival traz cinco obras inéditas e uma estreia nacional
A Mostra Competitiva Brasil traz cinco premières mundiais na programação, além de uma estreia nacional: Afluente (Frederico Benevides), Buraco Negro (Rafael Spínola), Ensaios para o Fim (André Severo), O lugar por onde a água corre (Camila Leichter; coautor Mauro Espíndola) e Joie Musculaire, de Jonathas de Andrade, que também integra a lista com Columbófilos, obra que tem estreia nacional.
Buraco Negro, de Rafael Spínola, marca sua estreia no circuito de festivais na programação do CEN. Já Frederico Benevides, que em 2021 participou da seleção com Performatividades do Segundo Plano (Frederico Benevides e Yuri Firmeza) e em 2018 com 26 postais contam a história de uma amizade de 30 anos, traz para o evento a estreia de Afluente. Através da investigação de dois acervos – um de 16000 fotografias da Companhia Hidrelétrica do São Francisco sobre a construção das primeiras hidrelétricas no leito do rio (anos 1940-60) e outro pertencente ao produtor Isaac Rozemeberg, que filmou o São Francisco entre 1940 e 1980 – Afluente pretende discutir o processo de transformação do rio, esse ente complexo com milhares de camadas em uma mirada que privilegia seu entendimento apenas como fonte de recursos, com centralidade na energia elétrica.
Jonathas de Andrade, que ocupou o Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza de 2022 e já esteve na programação do CEN com O Peixe em 2018, apresenta a estreia de La Joie Musculaire. Já Columbófilos integrou a exposição “Sobrevoo”, resultado de uma residência artística na cidade do Porto em 2023, além de ter sido exibido no festival de Curtas Vila do Conde IFF em Portugal. Ensaios para o Fim é uma videoinstalação inédita do artista André Severo, que reúne monitores de televisão – de diversos tamanhos, modelos e formatos – com pequenas passagens em loop de cenas de explosões de bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial ou em testes durante a Guerra Fria. Para a exibição no Cine Esquema Novo, a instalação ganhou uma versão para a sala de cinema que, além dos televisores dispostos no ambiente, conta também com um filme-colagem de 60 minutos que será projetado na grande tela, criando uma atmosfera contraposta de caos e beleza.
Camila Leichter e Marcela Ilha Bordin, que foram as vencedoras do Grande Prêmio Cine Esquema Novo 2018, com A Casa e Princesa Morta do Jacuí, voltam à programação com O lugar por onde a água corre (Camila Leichter; coautor Mauro Espíndola) e Sertão, América (Marcela Ilha Bordin). O lugar por onde a água corre é um filme experimental, rodado durante as enchentes de 2024, que reúne pesquisa colaborativa, produção de arquivo e ensaios audiovisuais com o Arroio Serraria, apresentando uma trajetória poética de um corpo d’água, suas margens, seres, materialidades, fenômenos e imaginários. “A enchente de 2024 transformou o processo do filme. A gente é muito afetado pelo convívio com o arroio, mas este ano foi extremo. Temos um arquivo de enchentes desde 2014, mas desde 2023 a coisa virou”, revela. Já Sertão, América, é um registro no sertão do Piauí, onde desenhos rupestres desafiam a teoria corrente de como o homem entrou na América.
A lista também integra títulos como O Milagre de Helvetia e Roma Talismano, de Guerreiro do Divino Amor, artista participante da última Bienal de Veneza, contemplado com o Prêmio Pipa 2019 e que participa pela quarta vez do festival. Em 2019 o público pode conferir Supercomplexo Metropolitano Expandido e A Cristalização de Brasília; já em 2021 foi a vez de O Mundo Mineral. Sexto capítulo do Atlas Mundial SuperFiccional, O Milagre de Helvetia investiga a Suíça como constructo alegórico de beleza, riqueza e perfeição e foi exibido na Bienal de Veneza de 2024 e no Centro de arte contemporânea de Genebra. Já Roma Talismano, sétimo capítulo do Atlas Superficcional Mundial, explora Roma como talismã moral e estético do ocidente. A obra foi produzida como instalação para o pavilhão da Suíça na Bienal de Veneza, e uma versão em filme foi produzida para a Bienal de Bangkok.
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta, é livremente inspirado na história da heroína congolesa Kimpa Vita. O filme já foi exibido em 30 festivais nacionais e internacionais, como Festival de SUNDANCE 2024, 60th Chicago International Film Festival e 25th Buenos Aires International Independent Film Festival (BAFICI), onde recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem Latino Americano, além de prêmios no 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, III AFRONTE – Festival de Cinema da Diversidade Sexual, Racial e de Gênero, 31º Festival de Cinema de Vitória, 14º Festival Internacional de Cinema Animage, 34º Cine Ceará e 26º FestCurtasBH. O realizador já participou do CEN, em 2008 com O Céu no Andar de Baixo.
Victor Di Marco e Márcio Picoli participaram da edição de 2021 com O que pode um corpo?, obra que integrou a Mostra Outros Esquemas. Em 2025, a dupla apresenta Zagêro, um curta-metragem que investiga os limites do sublime, do humor e do exagero para se falar sobre deficiência e direitos. Mesclando música, poesia e dança, a obra exalta a potência e subversão de corpos com deficiência. “Escancarando a história DEF invisível e profetizando que somos muito além de uma sigla, o projeto conta com todas as direções com pessoas com deficiência”, revelam os realizadores. Zagêro já participou de festivais como Festival Internacional de Curtas de SP – CURTA KINOFORUM, Festival Internacional do RJ – Curta Cinema, Festival de Cinema de Gramado, entre outros.
Animais noturnos, de Indigo Braga e Paulo Abrão, traz a história de Mutante, uma travesti de mais de 100 metros que mora no Rio de Janeiro e, diferente de um kaiju que busca por destruição e vingança, convive em relativa harmonia com seu entorno. O curta-metragem assume a existência trans enquanto uma experiência mágica e pós-humana, posicionando seu protagonismo na formação do espaço urbano carioca, em especial, no centro da cidade, onde o filme e sua monstra se instalam. A dupla de diretores afirma que a obra tem como objetivo promover a reflexão sobre os lugares ocupados por corpos LGBTQIAPN+ na cidade, que não podem ser restritos às suas existências noturnas.
A Mostra Competitiva Brasil conta com projetos de nomes que já estiveram em outras edições do festival, Mar de Dentro, de Lia Letícia, conta a história de Sérgio Lino dos Santos, ex-detento de Fernando de Noronha. Perpassando as colonialidades, das ditaduras de Vargas e de 1964 até a atualidade, a obra busca um registro poético e político da história do que não foi revelado, mas persiste e perdura na contemporaneidade. Lia já esteve nas edições de 2021 e 2019 do festival, com as produções Per Capita e Thinya.
Para a diretora do CEN e integrante do time curatorial, Jaqueline Beltrame, a seleção apresenta uma característica da curadoria do festival, que se repete ao longo das edições: “buscamos conhecer novos trabalhos e artistas, assim como acompanhamos a produção dos artistas que já integraram diferentes edições do Cine Esquema Novo”, declara. “É muito interessante, tanto para a curadoria, quanto para o público, acompanhar trajetórias através do festival. Desta forma o CEN colabora com a conexão dos artistas e os espectadores, afirma.
Aquele que viu o abismo, de Gregorio Gananian e Negro Leo, é uma ficção científica noir, vencedora do Prêmio de Melhor Filme da Mostra Olhos Livres da 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Com grande parte das cenas gravadas na China em 2019, durante uma residência artística, o filme “primeiro teve os personagens e performances criadas, para então construirmos o roteiro”, afirma Gananian. A Última Valsa, segundo curta do projeto ‘Poemas cinematográficos’ de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet, também integra a seleção.
Já O Cavalo de Pedro, de Daniel Nolasco, é um mockumentary sobre os mitos relacionados ao cavalo que Dom Pedro I montava no dia do “Grito da Independência” em 1822. A imagem desse cavalo foi imortalizada na pintura “Independência ou Morte”, de 1888, do artista brasileiro Pedro Américo. Na pintura em óleo sobre tela, Dom Pedro está às margens do Ipiranga rodeado por seu exército, com a espada levantada e declarando a independência do Brasil. No centro da tela, Dom Pedro está montado em um cavalo alazão rajado que fazia parte da cavalaria real. Conta-se que Dom Pedro gostava tanto do cavalo que teria lhe dado um cargo de funcionário público no Império Brasileiro. Tendo como guia o romance de Paulo Setúbal, As Maluquices do Imperador, o filme propõe uma leitura queer sobre o momento da independência brasileira e sobre Dom Pedro I. Esta é a terceira participação de Nolasco no festival, que em 2018 integrou a programação com Sr. Raposo e em 2021, com Vento Seco.
Oração, de Haroldo Saboia, é um filme-canto: duas musicistas e um bailarino elaboram a relação entre memória diaspórica afro-brasileira e a canção popular, sobretudo o samba. Com uma montagem fragmentada, improvisações musicais e proposições de dramaturgia com textos e falas de poetas como Edimilson de Almeida Pereira, Aimé Cesáire, Lucille Clifton, Gilberto Gil, Zé Keti e Nelson do Cavaquinho.
Para Lota, de Bruno Safadi e Ricardo Pretti, é um filme de pandemia. Foi rodado em 2020, à noite, com uma cidade completamente deserta. A obra apresenta um travelling de 7 km, a 120 quadros por segundo dentro de um carro a 15 km por hora, resultando em uma tomada de 1 hora e 25 minutos de duração, de ponta a ponta de Parque do Flamengo – segundo maior parque urbano do mundo e joia do paisagismo e da arquitetura brasileiras. Seu som é constituído por 14 cartas de sua criadora, Lota de Macedo Soares, para o então prefeito do Rio de Janeiro, o famoso político Carlos Lacerda. Safadi e Pretti se conheceram no Cine Esquema Novo em 2008.
Urban Solutions, uma coprodução entre Brasil e Alemanha, assinado pela Pátio Vazio e Cine Copains, foi filmado inteiramente na cidade de Porto Alegre em 16mm colorido e finalizado no LaborBerlin. Com direção de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes, o filme foi selecionado para a competição internacional do festival de Roterdã, e estreou no Cinéma du Réel – onde foi agraciado como melhor curta da competição internacional. No elenco, Ivo Alexandre Junior, Sandra Dani, Heinz Limaverde, Ivo Medeiros, Alvaro RosaCosta, Leo Maciel, Martin Clausen e Zé de Paiva, um porteiro observa as imagens das câmeras de segurança em um prédio residencial, enquanto reflete sobre sua profissão e a relação com seus empregadores.
A Mostra Competitiva Brasil premiará ao final do evento o Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo e 5 Prêmios Especiais do Júri, com um troféu criado por Luiz Roque especialmente para o festival, além de prêmios em serviços que serão divulgados em breve. O Júri Oficial poderá outorgar até 5 prêmios, de forma livre, dentre todas as obras em competição e deverá ser divulgado em breve, assim como outras quatro mostras, uma delas com obras de Roque, artista homenageado do 15º CEN, e o restante da programação, que inclui debates em parceria com Associação dos Críticos de Cinema do RS, seminário “Pensar a Imagem” e oficinas.
Identidade visual da 15ª edição traz obra da artista Pamela Zorn
Durante diversas edições do CEN, artistas visuais foram convidados a criar o conceito de identidade visual do festival. Esse ano, Pamela Zorn assina a arte da 15ª edição. Pamela é artista visual e arte educadora. Bacharela em Artes Visuais (UFRGS), está atualmente desenvolvendo seu Mestrado em Poéticas Visuais na mesma universidade. Tem experiência com mediação educativa em museus e ministra oficinas de arte independentes. Em 2022, conquistou o Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, além do Destaque Artista no XV Prêmio Açorianos em Artes Plásticas, em Porto Alegre.
Sua principal linguagem é a pintura, embora utilize fotografia, desenho e escrita subjetiva em seu processo artístico. Em sua pesquisa artística, investiga questões sobre memória, autorrepresentação e relações raciais, a partir do uso de álbuns de família como motivo representacional. Entre as exposições que participou, destacam-se: “DOS BRASIS, arte e pensamento negro” (coletiva), no SESC Belenzinho em SP (2023/2024); “Sempre venho, talvez, daquele outro porto” (individual), no Centre Intermondes em La Rochelle, França (2022); “Presença Negra no MARGS” (coletiva), no MARGS (2022); “Pintura e Desenho: A Novíssima Geração V” (coletiva), no Museu do Trabalho (2022) e “Entre Lugares” (individual), curadoria de Daniele Barbosa, na Fundação Força e Luz (2021).
Em 2024, pintou um dos murais do Olhe Pra Cima, festival de muralismo e arte pública de Porto Alegre.
Seleção de Novos Talentos com inscrições abertas até 10 de janeiro
Estão abertas até 10 de janeiroas inscrições para a seleção do programa de capacitação de novos talentos do 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira. A iniciativa retoma, de forma aprofundada e melhor estruturada, uma ação espontânea executada na 14ª edição do festival. O Programa de Capacitação Novo Talentos ocorre através da contratação de aprendizes remunerados para integrarem as equipes de produção, programação e comunicação do festival. O programa tem como objetivo oportunizar a entrada no mercado de trabalho na área do audiovisual e da cultura para aprendizes. O processo seletivo priorizará a contratação de PCDs, Transexuais, Negros, Ciganos, Quilombolas, Indígenas e Mulheres.
A inscrição é feita através de formulário online, de forma simples, uma vez que o objetivo é abrir espaço para pessoas sem experiência prévia, por isso não há obrigatoriedade de envio do currículo. É necessária apenas uma carta de apresentação e interesse. “Sabemos que existem muitas barreiras para ingressar no mercado. Este ação busca justamente servir de porta de entrada para pessoas cujo acesso a oportunidades é ainda mais restrito. A partir dessa participação, já é possível iniciar um currículo na área cultural”, revelam os organizadores do evento, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo.
O trabalho será remunerado e terá duração de um mês entre o final de janeiro e final de fevereiro de 2025. As atividades serão desempenhadas de forma híbrida: remota durante o período de pré-produção e presencial durante o evento (de 14 a 23 de fevereiro) no centro histórico de Porto Alegre. A orientação e supervisão de cada participante é de responsabilidade dos gestores de cada uma das três equipes citadas acima. As inscrições ocorrem até 10 de janeiro.
Luiz Roque é o artista convidado
Artista natural de Cachoeira do Sul (RS) e residente em São Paulo, Luiz Roque é um dos cinco artistas que representaram o Brasil na mostra principal da Bienal de Arte de Veneza de 2022 e contará com uma mostra individual no 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira, com curadoria de Jaqueline Beltrame e Kamyla Belli. Atraído pelo poder da imagem e especialmente pelas sensações que se desdobram a partir da visão, Luiz Roque cruza distintos territórios, como o gênero sci-fi, o legado do modernismo, a cultura pop e a biopolítica do corpo queer, para capturar e propor enredos engenhosos e imageticamente sensuais. Esses contos nos investem — através da plasticidade de suas alegorias — nas presentes questões conflituosas entre avanço tecnológico e as micro e macro relações de poder contemporâneas. Suas obras habitam o espaço entre cinema, arte e teoria crítica num âmbito de disputas políticas — tanto reais quanto imaginárias — e comentam de forma energética, porém delicada, as condições dissociativas em que corpos se encontram: entre a latência da vida e suas respectivas definições burocráticas. Nesse sentido, combinam a nitescência da ficção-científica — como dispositivo de ventilação de hipóteses — com os recursos da linguagem cinematográfica para nos apresentar cenários de tensões sociais e complexos debates públicos.” (texto extraído do site da galeria Mendes Wood, que representa o artista).
Seu trabalho foi tema de exposições individuais em lugares como KW, Berlim (2024), Proa21, Buenos Aires (2022), VAC / Universidade do Texas, Austin (2021), Pivô, São Paulo (2020), CAC Passerelle, Brest (2020), New Museum, Nova York (2019) e MAC Niterói, Rio de Janeiro (2018). Suas obras também foram incluídas em mostras coletivas como a 12a Bienal de Gotemburgo (2023), a 59a Bienal de Veneza (2022), a 32a Bienal de São Paulo (2016) e em instituições como PORTIKUS, MASP, MoMa-Ps1, Museu de Arte Moderna de Varsóvia e a Kunsthalle Viena.
Criado em Porto Alegre em 2003, o CEN já realizou, além de mostras competitivas, diversas programações com produções fundamentais dentro da história do cinema independente, videoarte, cinema de artista e cinema expandido, além de oficinas, debates e seminários, fomentando a formação de público de Arte Audiovisual, estimulando a produção na área e construindo um espaço de referência, proporcionando um rico intercâmbio entre realizadores, público e instituições. “Além de propor uma reflexão sobre o audiovisual, buscando romper barreiras estéticas e de formato, uma grande realização é ver o CEN como um evento de formação de público e desenvolvimento de projetos e realizadores”, afirmam os criadores do festival. Nestas 14 edições, foram inúmeras parcerias com outros festivais, eventos e instituições, como Festival de San Sebastián (Espanha), Cine Humberto Mauro (MG), Goethe-Institut Porto Alegre, Arsenal Institut (Alemanha), Semana dos Realizadores (RJ), Bienal do Mercosul (RS), Bafici (Argentina), Fuso Lisboa e Temp d’Images (Lisboa), entre outros.
O Cine Esquema Novo é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS, com apoio da Cinemateca Capitólio, Goethe Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, Galeria Sotero Cosme, MACRS, Casa de Cultura Mario Quintana e Casa Baka. Mais informações, acesse: http://www.cineesquemanovo.org | http://www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo
MOSTRA COMPETITIVA BRASIL – 15º CINE ESQUEMA NOVO – ARTE AUDIOVISUAL BRASILEIRA – SELECIONADOS
12 minutos de crepúsculo para orientar a navegação – Amanda Copstein
A Edição do Nordeste – Pedro Fiuza
A figura da quimera seria mais adequada – Darks Miranda e Juno B
A Mão que Toca o Braço – Calac Nogueira
A Ordem Reina – Fernanda Pessoa
A sua imagem na minha caixa de correio – Silvino Mendonça
A Última Valsa – Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet
Afluente – Frederico Benevides
Animais Noturnos – Indigo Braga e Paulo Abrão
Aquele que Viu o Abismo – Gregorio Gananian e Negro Leo
Buraco Negro – Rafael Spínola
Casa de Bonecas – George Pedrosa
Cassino – Gianluca Cozza
Columbófilos – Jonathas de Andrade
Dona Beatriz Ñsîmba Vita – Catapreta
E nada mais disse. – Julia Menna Barreto
Ensaios para o Fim – André Severo
Enxofre – Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes
Fluxo – O filme – Filipe Barbosa
Fuga – Viníciux da Silva e Raphael Medeiros
Kebranto – Jonas Van & Juno B
La Joie Musculaire – Jonathas de Andrade
Mar de Dentro – Lia Letícia
Nau – Renata de Lélis
O Cavalo de Pedro – Daniel Nolasco
O lugar por onde a água corre – Camila Leichter, coautor Mauro Espíndola
O Milagre de Helvetia – Guerreiro do Divino Amor
O Silêncio Elementar – Mariana de Melo
O Sonho de Anu – Vanessa Maria (Kypá)
O Tubérculo – Lucas Camargo de Barros e Nicolas Thomé Zetune
Ode – Diego Lisboa
Oração – Haroldo Saboia
Palimpsesto – André Di Franco e Felipe Canêdo
Para Lota – Bruno Safadi e Ricardo Pretti
Pássaro Memória – Leonardo Martinelli
Quebrante – Janaina Wagner
Roberto Baggio – Henrique Cartaxo
Roma Talismano – Guerreiro do Divino Amor
Sem Título # 9 : Nem Todas as Flores da Falta – Carlos Adriano
Sertão, América – Marcela Ilha Bordin
Sinfonia do Fim do Mundo – Isabella Raposo e Thiago Brito
Sunset Fever – Randolpho Lamonier e Victor Galvão
Terracoro – Daniel Fagus Kairoz
Tudo Que Vi Era o Sol – Leonardo Amaral, Pedro Maia de Brito e Ralph Antunes
Tupananchiskama – Rafael de Almeida
Uma noite perigosa na ilha de Vulcano – Darks Miranda
Urban Solutions – Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes
Festival promove 15 eventos em 14 espaços da cidade com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, feira gráfica, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca
Projeto conta com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS
No ano em que celebra 15 anos de existência, o 9º Festival Kino Beat promove uma programação que resgata uma série de propostas e formatos realizados ao longo deste período, que teve início em 15 de outubro em Porto Alegre. Com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural do instituto Oi Futuro e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, o projeto resgata 15 anos de histórias, promovendo 15 eventos em 14 espaços da cidade, com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca.
Em dezembro, o festival realiza as últimas atividades de sua programação: a instalação sonora Enxame | Essaim e a festa de rua Plano Beat. A partir da quinta-feira, 12 de dezembro, às 18h, será possível conferir a instalação sonora Enxame | Essaim, do artista francês Felix Blume, na sala Radamés Gnattali, na Casa de Cultura Mario Quintana.Enxame é composta por 250 alto-falantes, em que cada um reproduz o som de uma abelha. Suspensos no espaço expositivo, os aparatos lembram um enxame e possibilitam que o espectador tenha diferentes experiências de escuta: tanto bem próximo de cada abelha, quanto uma escuta geral, do grupo.
O visitante é convidado a se aproximar desses pequenos seres e a se integrar ao enxame: uma imersão sonora com as abelhas. Na fase de pré-produção, foi construído um estúdio de gravação especialmente projetado para captar o zumbido das abelhas enquanto se alimentavam em seu interior. Foi um processo realizado com a colaboração de 250 abelhas da colônia do apicultor Dominique Hardouin.
Félix Blume (França, 1984) é artista sonoro e engenheiro de som. Ele trabalha e vive atualmente entre o México, o Brasil e a França. Usa o som como matéria prima em peças sonoras, vídeos, ações e instalações. O seu processo é frequentemente colaborativo, trabalhando com comunidades e usando o espaço público como contexto no qual explora e apresenta seus trabalhos. Sua prática envolve uma compreensão ampliada da escuta, como forma de estimular a consciência do imperceptível e como ato de encontro com o outro. Seu trabalho envolve os sons de diferentes seres e espécies, desde o zumbido de uma abelha, os passos de uma tartaruga ou o canto dos grilos, além de diálogos humanos com contextos naturais e urbanos. Está interessado na interpretação contemporânea dos mitos, no que as vozes podem dizer além das palavras.
Enxame | Essaim segue em cartaz com entrada franca até 10 de fevereiro.
Festa de rua encerra festival no sábado, 14 de dezembro
A Plano Beat também é uma ação desenvolvida pela MAPC – Micro Aceleradora de Partículas Criativas, através do Coletivo Plano. No sábado, 14 de dezembro, a festa de rua contará com os DJs Tati Pimont – Yoyo Agency (Vinil set), Javiera – Yoyo Agency (Vinil set), Cereal (Vinil set), Barsotti (Vinil set), Technovinho e Fritzzo e além de visuais de Fayola Ferreira, Laputaines, Lau Baldo, Vini Angeli, Grael e Polenta Scorza. A atividade será realizada na rua, com entrada franca, das 16h às 22h. O local será divulgado pelas redes sociais do projeto.
O Coletivo Plano, fundado em 2017 por DJs, produtores(as) e artistas de Porto Alegre – RS, surgiu como um movimento dedicado a desenvolver uma plataforma de expressão e questionar as estruturas socioculturais urbanas através de festas de música eletrônica alternativa, oficinas e rodas de conversa realizadas em espaços públicos e privados. O coletivo aborda temas como preservação, diversidade e segurança. Composto atualmente por Fernanda Rizzo, Fernando Ribeiro, Sérgio Barsotti e Gabriel Scorza, tendo como residentes o fotógrafo Lau Baldo e as performers Laputaines e Fayola Ferreira.
Exposição Deságua segue em cartaz até 02 de março na Galeria Augusto Meyer
Em cartaz até 02 de março na Galeria Augusto Meyer, na Casa de Cultura Mario Quintana, Deságuaé resultado de um mês de ações desenvolvidas no âmbito da 2° Residência Formigueiro, promovida pelo 9° Festival Kino Beat. A exposição traz investigações e criações desenvolvidas por Anelise de Carli e Camila Proto, Marcela Futuro e Tiago Gasperin, Bruno Goulart Barreto, Dirnei Prates e Shhe, além de rastros da intervenção realizada no Dia do Guahyba pelo Beirada, em parceria com Hélio Fervenza e Maria Ivone dos Santos e conta com curadoria de Gabriel Cevallos.
Os artistas e pesquisadores residentes, guiados pelas águas do Guaíba, suas histórias, geografia, disputas, habitantes e conviventes, propuseram trabalhos que, na galeria, deságuam uns nos outros. DESÁGUA faz alusão a uma ideia de afluência expositiva, em que os três vídeos e uma peça sonora são exibidos como uma instalação, com reproduções concomitantes, de obras individuais, que estão em relação contínua.
A segunda edição da Residência Formigueiro, uma iniciativa do Festival Kino Beat, dá continuidade ao seu formato de pesquisa e criação artística, que se estabelece a partir das especificidades de Porto Alegre, através do programa Cultura Circular do British Council.
O 9º Festival Kino Beat conta com Patrocínio Master da Oi, Patrocínio do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, através de financiamento do Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS. O evento tem apoio de IEAVI, Instituto Ling, Instituto Remanso, Espaço Força e Luz, Instituto Francês Paris, Embaixada da França no Brasil, Ciclo3, Cinemateca Capitólio, Casa de Cultura Mario Quintana, Casa Musgo e FM Cultura.
Sobre o instituto Oi Futuro
O Oi Futuro promove e cocria projetos e programas para o desenvolvimento de ações estruturantes e transformadoras nas áreas de Cultura, Educação e Inovação Social. Há 23 anos, o Oi Futuro estimula indivíduos, organizações e redes a construírem novos futuros, mais inclusivos, diversos e sustentáveis, por meio de ações e parcerias em todo o Brasil.
Desde 2005, o Oi Futuro mantém o Futuros – Arte e Tecnologia, um centro cultural no Rio de Janeiro com uma programação diversa e inovadora, que valoriza a convergência entre arte contemporânea, ciência e tecnologia. Com quase 130 mil visitantes em 2023, o espaço abriga galerias de arte, um teatro multiuso e também o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil. O Musehum oferece experiências imersivas e interativas que convidam o público a refletir sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas.
Em 2024, o Futuros – Arte e Tecnologia conta com patrocínio de BNY e EY e apoio do Governo Federal através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, o projeto Vem, Futuro! Ano 2 conta com patrocínio da Serede, Oi, Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC. A realização é da Zucca Produções em parceria com o Oi Futuro, oferecendo programação cultural, ações educativas e abrangendo infraestrutura de apoio nas galerias, no teatro e no Musehum.
Em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, o instituto Oi Futuro também é responsável pelo programa de ensino NAVE (Núcleo Avançado em Educação). Fundado há 18 anos, o programa une o conceito de escolas públicas de Ensino Médio a cursos técnicos profissionais profissionalizantes nas áreas de Multimídia e Programação de Full Stack e Jogos Digitais. O NAVE já formou mais de 3.800 alunos e, segundo levantamento realizado em 2023, 93% deles ingressaram no Ensino Superior e 86% estão trabalhando.
Na área da Inovação Social, o Oi Futuro atua com foco no fomento e desenvolvimento do ecossistema da Economia Criativa, promovendo ciclos de aceleração de iniciativas que têm a transformação social como propósito principal. A partir de editais públicos, esses ciclos são compostos de mentorias individuais, workshops e capacitações com foco em gestão para empreendedores, contribuindo para o fortalecimento e estruturação de suas organizações. Desde 2017, o instituto já promoveu 10 ciclos de aceleração com 153 organizações e negócios de impacto social, alcançando diretamente mais de 1.150 gestores sociais com cerca de 15.900 horas de mentorias realizadas.
Mais informações acesse kinobeat.com.
Programação – 9º Festival Kino Beat
Enxame – Essaim
12.12 – 10.02.25
Sala Radamés Gnattali – Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
Plano Beat – Coletivo Plano (programa MAPC)
14.12, das 16h às 22h
Local será divulgado pelas redes sociais do festival
Deságua – Mostra da Residência Formigueiro
Até 02 de março de 2025
Galeria Augusto Meyer – – Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736)
Espetáculo de dança e música flamenca conta com a participação da Cia de Arte e Centro de Formação La Negra Ana Medeiros
No sábado, 14 de dezembro, às 21h, o Centro Histórico-Cultural Santa Casa recebe para única apresentação o espetáculo de dança e música flamenca Refúgio. A performance reunirá as integrantes da Cia de Arte La Negra Ana Medeiros e as alunas e alunos do centro de formação da artista. Refúgio aproxima a música flamenca e canções da MPB, característica marcante da companhia e traz a simbologia do acolhimento que artistas, professores e alunos sentem nos encontros e ensaios do grupo. “Batizei o espetáculo de Refúgio ainda em abril deste ano, quando depois de um ensaio nos abraçamos e refletimos sobre o poder das quatro paredes de nossa sala de ensaio, que se expande em energia de acolhimento, crescimento pessoal e coletivo através da arte, o que se comprovou depois da enchente, se tornando parte importantíssima da restauração de ânimo e saúde mental”, revela Ana. “Refúgio é o que o flamenco significa para cada um que vem buscar nessa arte agregadora, universal e popular: amor, pertencimento, conexão e empoderamento”, afirma.
Com direção, coreografia e direção de Ana, que também é solista, a performance conta com direção artística de Everson Silva e a participação das bailaoras Ana de La Campana, Bianca Benevenuto, Luciana Meira, Thaís Virginia e Patrícia Correa, assim como as alunas e alunos do centro de formação. Refúgio conta com uma banda flamenca executando a trilha ao vivo: Allan Harbas (Guitarra Flamenca e diretor Musical), Rafael Melo (cajon) e no cante Marcyo Bonifon, Adriana Defentti, Sônia Bento, Fabíola Barreto, Daniel Debiagi e Fernanda Copatti.
Vencedor do edital SEDAC/LPG no 12/2023 com financiamento ProCultura, Secretaria do Estado da Cultura do RS, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal, projeto realiza fala com o compositor e produtor Alexandre Rodrigues e mostra de pesquisa de repertório
Atividades contam com entrada franca e intérprete de Libras
Na próxima terça-feira, 3 de dezembro, o Teatro Bruno Kiefer na Casa de Cultura Mario Quintana recebe duas atividades do projeto Sambas de Protesto, vencedor do SEDAC/LPG no 12/2023 com financiamento Pró Cultura, Secretaria do Estado da Cultura do RS, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal. O evento, que integra as comemorações do Dia Nacional do Samba, na CCMQ, promove uma fala de Alexandre Rodrigues e ensaio aberto.
Sambas de Protesto é um projeto de pesquisa e experimentação de linguagem para criação de um espetáculo musical inédito em torno de canções que trazem mensagens sobre temas raciais, religiosos, sociais que apresentem algum tipo de protesto. Tem como objetivo fomentar a cena do samba autoral no Estado, promovendo a circulação e divulgação do trabalho dos artistas envolvidos, dando voz às suas pautas e lutas. Criado pelo cantor e compositor Edu Meirelles, o espetáculo conta com uma ficha técnica formada majoritariamente por profissionais negros, valorizando também o protagonismo de pessoas pretas em sua execução.
Às 19h o músico e produtor Alexandre Rodrigues participa de um bate-papo falando sobre sua trajetória musical. Rodrigues é compositor e produtor musical, integrante da banda Pau-Brasil, considerada uma das fundadoras do samba-rock, com quem gravou dois álbuns com canções próprias, assinando as composições do grupo ao lado de Bedeu e Leleco Telles. Além dos dois discos com a banda Pau-Brasil, gravou quatro solos. Foi produtor dos discos oficiais das Escolas de Samba de Porto Alegre durante seis anos. Em seu estúdio já passaram nomes como Serginho Moah, Tonho Crocco, Marietti Fialho, Adriano Trindade, Dhema, Glau Barros entre outros.
Seu maior sucesso como autor é Angela, na voz Neguinho da Beija-Flor, também gravada por Belo, Agnaldo Timóteo e cantada por Roberto Carlos no especial de fim de ano em 2009. Também assina canções como Kid Brilhantina (com Fernanda Abreu, Branca Di Neve, Waguinho, SPC) Grama Verde, (Pau-Brasil, Ultramen), Minha Preta, Nega Olívia (Bebeto), Massagem (Bebeto, Originais do Samba, Pau-Brasil) Cia. Ideal, Até a Próxima, Zabel, Bis (Carlos Medina) Vagabundo do Rei (SImonal) e tantas outras. Há quase 10 anos atua como acompanhante ao violão de cantores do Clube da MPB. Atualmente tem também o Gueto Trio com Zê e Juanito Guedes. A conversa será conduzida pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, roteirista do projeto.
Às 20h, um ensaio aberto apresenta parte das composições que integrarão o espetáculo, como resultado do processo de pesquisa de repertório. Sambas de Protesto conta com direção de cena de Cleverton Borges e direção de arte de Mitti Mendonça, previsto para estrear em 13 de abril de 2025, Dia da Mulher Sambista. O espetáculo contará com composições autorais de Meirelles e Jessie Jazz e versões de sambas de nomes como Leci Brandão, Darcy da Mangueira, Evandro Lima, Paulinho Resende, Hugo Ojuara, Paulo Cesar Pinheiro, Carlos Caetano, Marina Iris, entre outros. A atividade conta com a participação de Edu Meirelles, Glau Barros e Jessie Jazz, intérpretes do espetáculo, acompanhados de Bruno Flores e Rhuan de Moura.
Todas as atividades contam com entrada franca, mediante a lotação do teatro, e intérprete de Libras. Para acompanhar o projeto, acesse instagram.com/sambasdeprotesto
Sambas de Protesto – bate-papo com Alexandre Rodrigues e ensaio aberto – mostra de processo
Última edição do ano do Samba do Quintana, esquenta para o CECria Samba Sul e atividades do projeto Sambas de Protesto integram a programação, com entrada franca
Nos dias 01 e 03 de dezembro a Casa de Cultura Mario Quintana promove uma série de atividades em comemoração ao Dia Nacional do Samba, celebrado em 02 de dezembro, que contará com roda de samba, mesas-redondas sobre economia do samba, bate-papos e ensaio aberto.
Encerrando a temporada 2024, o Samba do Quintana ocupa no domingo, dia 01, a Travessa dos Cataventos para sua última edição do ano, com as performances da banda residente Thiago Ribeiro & Amigos e a participação de Andrea Cavalheiro, a partir das 16h. O projeto realizado pela CCMQ, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), tem curadoria da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. Lançado em junho de 2023, tem como objetivo promover mensalmente a cultura do samba e oferecer espaço para os compositores locais apresentarem suas obras, além de clássicos do gênero, através de formação de público e de cena. Ao entender que a casa é um espaço de fruição, mas também de formação e de experimentação artística, oSamba do Quintanase torna palco de músicos e musicistas experientes, atuantes, em colaboração com novos nomes da cena.
“Nesta edição celebraremos também as recentes melhorias na Travessa Araújo Ribeiro, ampliando nosso samba para a quadra entre as Ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos – uma extensão salutar da vida cultural da CCMQ para seu entorno urbano”, revela Germana Konrath, diretora da CCMQ. Evento já consolidado na agenda cultural da cidade, o Samba do Quintana dialoga com outros núcleos da CCMQ, que abriga o Instituto Estadual de Música (IEM) e a Discoteca Natho Henn, além de manter no ar a Rádio Quintanares, uma emissora pública e inclusiva de rádio, com programação online e disponível no quarto andar da instituição.
O sucesso se confirma a cada nova edição. Nestes quase dois anos de existência, o Samba mobilizou mais de 10.700 pessoas e promoveu o trabalho de 25 artistas locais, além de uma participação nacional. Para Germana, o Samba do Quintana já se consolidou no calendário da Casa de Cultura e da cidade como um ponto de encontro entre diferentes públicos e gerações, que ocupam a travessa de modo festivo, celebrando seu direito à cidade e à cultura em uma programação de alta qualidade. Além disso, ela destaca que “o Samba do Quintana corrobora com o movimento de resgate da cultura negra e do seu tradicional samba ao mesmo tempo que aponta para a produção musical das novas gerações, apresentando composições autorais. Tudo isso em grande clima de festa e descontração, ao ar livre, valorizando o acesso e a pluralidade que marcam a Casa de Cultura”.
“Encontramos um público diverso e animado, que se interessa tanto pelos clássicos do samba quanto por descobrir novas canções e compositores”, revela a curadora do evento. “A importância de um evento de rua, seguro, acessível e diverso para a população de Porto Alegre se confirma na resposta do público”, completa Paulin.
Nesta edição, o Samba do Quintana contará com a banda Thiago Ribeiro & Amigos e a convidada Andrea Cavalheiro. A banda residente é formada por Thiago Ribeiro (vocais e cavaquinho), Fernando Duarte (repique de mão, tamborim, bongô), Julia Gregório (flauta), Marcelo Rossi (violão), Paulo Wolff (pandeiro, carrilhão e chocalhos) e Rogério Menezes (tantan). Thiago Ribeiro começou na música aos 15 anos, quando ganhou seu primeiro cavaquinho, mas o samba vem de berço, começando com a influência de seu pai, o violonista e cantor Antonio Lima. Já na infância demonstrava amor ao estilo, batucando em todos os cantos e formando bandas com os amigos. Entre suas referências musicais estão nomes como Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Duda do Cavaco, Alemão Charles, grupo Flor de Ébano, entre outros artistas locais e nacionais. Há 20 anos Thiago se apresenta profissionalmente, em casas de shows em Porto Alegre, no litoral e no interior do estado. Já acompanhou Eliana de Lima por duas vezes em performances na cidade e abriu shows de Fundo de Quintal, Diogo Nogueira e Luiz Carlos da Vila. No momento está gravando seu primeiro single de seu álbum de estreia.
Andréa Cavalheiro atua há 27 anos no mercado da música como cantora e professora de técnica vocal. Integrante da banda The Hard Working Band, grupo indicado por duas vezes ao Prêmio Açorianos de Música, já atuou em espetáculos como o Musical Cartola que viajou por sete estados brasileiros, e nas edições de 2017 e 2018 do Natal Luz de Gramado para um público de mais de 50 mil pessoas. Em 2022 alcançou a segunda colocação no Festival da Música Francesa, da Aliança Francesa. Em 2023, foi uma das convidadas do consagrado Concerto com a Orquestra da Ulbra, A Era dos Festivais, e da Exposição Lupi, pode entrar que a casa é tua, no Farol Santander. É cantora do grupo SPN, Samba pra Namorar, dividindo o microfone com seu marido, André Nascimento, e também participa do Carro Som da escola Bambas da Orgia.
Bruna Paulin é artista, jornalista, mestre em Comunicação e atua como pesquisadora musical há 22 anos. Assinou projetos de curadoria e produção de conteúdo na área para editora Belas Letras, Cubo Play, Fábrica do Futuro, musical Nara entre outros. É criadora e apresentadora do podcast A História do Disco, um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil.
O Samba do Quintana ocorre no domingo, 01 de dezembro, das 16h às 20h com um intervalo e contará com tradução para Libras, com os intérpretes Liene Marques Miranda e Lucas Terres.. Em caso de chuva o evento será transferido para 08/12. Este projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, conta com o patrocínio direto do Banrisul, Patrocínio Nubank, CEEE equatorial, Statkraft, apoio Banco Topázio, DLL, Panvel, Navegação Aliança, Tintas Renner, Isend e realização da Secretaria de Estado da Cultura do RS e do Ministério da Cultura – Governo Federal.
Esquenta do CECRIA promove mesas-redondas sobre economia e o samba no sul das Américas
Esquentando a temporada 2025, o ensaio para oColóquio “Economia Criativa e o Samba Sul – CECria Samba Sulirá movimentar a tarde de terça-feira, 03 de dezembro, no Teatro Bruno Kiefer com as mesas-redondasUniversidade do Samba e Cultura nas Escolas, das 14h às 17h30. O projeto realizado pela Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), o Instituto Oliveira Silveira (IOS) e demais parceiros tem curadoria da jornalista e professora Sátira Machado, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O evento, igualmente, aclama o Dia Nacional do Samba e o Dia do Suingue e do Samba Rock de Porto Alegre (Lei Municipal nº 12.945/2022).
Num primeiro momento, a mesa-redondaCultura nas Escolasestabelecerá um diálogo entre algumas instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) e as manifestações carnavalescas como desfiles, blocos, trios e shows do ponto de vista das indústrias criativas. Inspirado em quesitos, o Pitch Cultural terá falas de representantes do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), sobre “Enredo & Samba”; da Cinemateca Paulo Amorim, sobre “Desfile & Espetáculo”; do Instituto Estadual de Música (IEM), sobre “Bateria & Harmonia”; do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), sobre “Fantasias & Alegorias”; do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen), sobre “Progressão & Evolução”; da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), sobre “Pavilhão & Bandeira”; e do Programa RS Criativo, sobre “Economia & Samba”.
No segundo tempo, a mesa-redonda Universidade do Sambaobjetiva estimular pesquisas sobre as mais variadas interações com o samba e suas relações com a economia da cultura. O Pitch Científico terá reflexões de Ana Laura Freitas, coordenadora do projeto “Alô, harmonia! Unimúsica” -2023/UFRGS; de Deivison Campos, coordenador do projeto “Universidade do Samba” – 2023/PUCRS; de Cristiano Max Pinheiro, professor de Economia Criativa/PUCRS; de Gustavo Moraes, professor de Economia/PUCRS; de Delma Gonçalves, pesquisadora e mulher sambista gaúcha premiada; de Bruna Paulin, curadora do evento “Samba do Quintana” – CCMQ/Sedac; e de Sátira Machado, uma das curadoras da exposição “Corredor do Samba de Porto Alegre” – IOS/PUCRS Cultura/Unipampa, que também lembrará do Candombe uruguaio e argentino – enquanto ritmos dos tambores.
O 1º Colóquio Economia Criativa e o Samba Sul – CECria Samba Sul será realizado em 2025, atendendo as diretrizes da Política Nacional de Economia Criativa que objetiva o “desenvolvimento social, econômico, ambiental, político e cultural” do país, colaborando com o Brasil Criativo.
As atividades contam com entrada franca, mediante a lotação do espaço.
Projeto Sambas de Protesto promove bate-papo com Alexandre Rodrigues e ensaio aberto de mostra de processo
Também na terça-feira, dando sequência à programação, o público poderá acompanhar duas atividades do projeto Sambas de Protesto, ganhador do edital SEDAC/LPG no 12/2023 com financiamento ProCultura, Secretaria do Estado da Cultura do RS, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal.
Sambas de Protesto é um projeto de pesquisa e experimentação de linguagem para criação de um espetáculo musical inédito em torno de canções que trazem mensagens sobre temas raciais, religiosos, sociais que apresentem algum tipo de protesto. Tem como objetivo fomentar a cena do samba autoral no Estado, promovendo a circulação e divulgação do trabalho dos artistas envolvidos, dando voz às suas pautas e lutas.
Às 19h o músico e produtor Alexandre Rodrigues participa de um bate-papo falando sobre sua trajetória musical. Rodrigues é compositor e produtor musical, integrante da banda Pau-Brasil, considerada uma das fundadoras do samba-rock, com quem gravou dois álbuns com canções próprias, assinando as composições do grupo ao lado de Bedeu e Leleco Telles. Além dos dois discos com a banda Pau-Brasil, gravou quatro solos. Foi produtor dos discos oficiais das Escolas de Samba de Porto Alegre durante seis anos. Em seu estúdio já passaram nomes como Serginho Moah, Tonho Crocco, Marietti Fialho, Adriano Trindade, Dhema, Glau Barros entre outros.
Seu maior sucesso como autor é Angela, na voz Neguinho da Beija-Flor, também gravada por Belo, Agnaldo Timóteo e cantada por Roberto Carlos no especial de fim de ano em 2009. Também assina canções como Kid Brilhantina (com Fernanda Abreu, Branca Di Neve, Waguinho, SPC) Grama Verde, (Pau-Brasil, Ultramen), Minha Preta, Nega Olívia (Bebeto), Massagem (Bebeto, Originais do Samba, Pau-Brasil) Cia. Ideal, Até a Próxima, Zabel, Bis (Carlos Medina) Vagabundo do Rei (SImonal) e tantas outras. Há quase 10 anos atua como acompanhante ao violão de cantores do Clube da MPB. Atualmente tem também o Gueto Trio com Zê e Juanito Guedes. A conversa será conduzida pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, roteirista do projeto.
Às 20h, um ensaio aberto apresenta parte das composições que integrarão o espetáculo, como resultado do processo de pesquisa de repertório. Sambas de Protesto conta com direção musical de Edu Meirelles, direção de cena de Cleverton Borges e direção de arte de Mitti Mendonça, previsto para estrear em 13 de abril de 2025, Dia da Mulher Sambista. O espetáculo contará com composições autorais de Meirelles e Jessie Jazz e versões de sambas de nomes como Leci Brandão, Darcy da Mangueira, Evandro Lima, Paulinho Resende, Hugo Ojuara, Paulo Cesar Pinheiro, Carlos Caetano, Marina Iris, entre outros.
Evento promoveu programação formativa e apresentações musicais gratuitas durante dois dias
Reunindo um público de mais de 2 mil pessoas que prestigiaram as treze apresentações musicais e as sete atividades formativas, o IV Festival de Música de Nova Prata encerrou neste domingo, 24 de novembro, e contou com transmissão pelas redes sociais do festival e Conecta TV. Além dos números gerados pelo evento, a organização do FEMUNP comemora uma excelente notícia: a quintaedição do projeto já está confirmada para 2025 e ocorrerá em novembro.
A quarta edição do festival, que conta com Financiamento Pró-Cultura – Secretaria do Estado da Cultura do RS e Realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, promoveu o intercâmbio cultural, proporcionando, através de programação gratuita, apresentações musicais de grupos instrumentais e autorais do RS e atividades de formativas, dentro de uma iniciativa inédita: o primeiro encontro de bateristas – 1 Nova Prata Drum Fest. O evento contou com três atrações locais, quatro artistas e grupos selecionados pela Mostra Paralela e cinco atrações convidadas, apresentando um cenário rico e diverso da música produzida no RS, que se apresentaram no palco montado na Praça da Bandeira.
“É com muita alegria que vemos o festival se tornar uma referência para a cena local da cidade, construindo a conexão com a população e proporcionando a formação de público”, revela Lucas Volpatto, criador e diretor do festival. “Queremos que o público encontre na nossa programação a oportunidade de descobrirem novos artistas e sonoridades, além de instrumentalizar e inspirar nossos artistas locais com os intercâmbios que nossa programação oferece”.
A programação formativa trouxe a realização de um evento inédito: o primeiro encontro de bateristas – 1 Nova Prata Drum Fest. Com atividades oferecidas no Deck Lounge, o Drum Fest reuniu nomes de peso do mercado, como Laércio Schallenberg, Ébano Santos, Zé Montenegro, Márcio Kbecinha, Lucas Fê Hernan Voyzuk e Ricardo Arenhaldt e contou com a participação de mais de 60 pessoas nas atividades.
Abrindo a programação musical no sábado, 23 de novembro, o palco montado na Praça da Bandeira recebeu pela Mostra Local integrantes da Associação dos Músicos Pratenses e o grupo Vozes de Galpão; já pela Mostra Paralela, o público pode conferir as performances de Clêomenes Junior Quarteto e Adrieli Sperandir. A programação principal contou com Gil Jazz Trio, Quinteto Canjerana e encerrando a noite, Tatiéli Bueno – Tributo a Mercedes Sosa. Após as apresentações na praça, o Jambo Trio animou o fim da noite no Deck Lounge.
No domingo, o Grupo de Violão da Casa da Cultura de Nova Prata reuniu mais de 50 crianças no palco do festival, representando a Mostra Local. A Mostra Paralela contou com Uiliam Michelon Quarteto e Ana Matielo, seguidas da performance do grupo Kiai. Finalizando a programação, o Grupo Upa! lotou a Praça da Bandeira, emocionando todos os presentes com a sutileza de suas vozes.
O Homenageado desta edição, Pedro Santino Gehring, recebeu no sábado o troféu da organização do festival, criado pela Fabriqueta especialmente para o evento. Seu Pedro, como é carinhosamente chamado, faz parte há 30 anos da Orquestra de Nova Prata. Atualmente está tocando no coral Tre Campane de Vila Flores, no grupo da paróquia de Vila Flores, coordenado por Levino Paludo e na capela do bairro de Santa Cruz, em Nova Prata.
O IV Festival de Música de Nova Prata conta com Patrocínio Master de Auto Pratense Distribuidora de Auto Peças, Vipal Borrachas, Agraz Refrigeração e Sorvetes Gelícia, Patrocínio dos Supermercados Porta, Ost Pneus e Adyl Telecom, produção Eclética Centro de Música e Marca Produções, Financiamento Pró-Cultura – Secretaria do Estado da Cultura do RS e Realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura. Apoio Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Nova Prata. Para mais informações, acesse instagram.com/femunp ou https://femunp.com.br/
Direção artística e curadoria: Lucas Martini Volpatto
Curadoria Mostra Paralela: Bruna Paulin, Diego Berquó, Jonatas Ferreira e Lucas Volpatto
Produção: Eclética Centro de Música e Marca Produções
Direção Drum Fest: Diego Berquó
Técnicos de som: André Brasil e Clauber Scholles
Som e Luz: Delta
Iluminador: Siderlei Ditadi
Filmagem, Fotos e Transmissão: Conecta Mais TV
Assistentes de produção: Jonatas Ferreira,
Michel Busnello, Lucas Loro Piano, Lili Tessaro, Giordano Guerini, Gianfrancesco Ghellere
Assessoria de imprensa e comunicação: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Evento integra o projeto A História do Disco, da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin
Edição Novembro Negro conta com a participação de Brenda Vidal, Edu Meirelles e Jessie Jazz ocorre na sala Luis Cosme, na Casa de Cultura Mario Quintana
O Instituto Estadual de Música, através da Discoteca Natho Henn, promove a quarta edição do Sarau Meus Discos e Nada Mais na quinta-feira, 28 de novembro, na sala Luis Cosme, na Casa de Cultura Mario Quintana. Comandado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, o evento integra o projeto A História do Disco, que reúne o podcast de mesmo nome, que está em sua quinta temporada, sendo um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil.
A edição traz o tema Novembro Negro e conta com a participação da jornalista, redatora e poeta Brenda Vidal, o músico e compositor Edu Meirelles e a cantora e compositora Jessie Jazz. Os convidados apresentarão álbuns de artistas negros e suas faixas favoritas.
O sarau conta com edições mensais que trazem temas que pautam a seleção dos discos dos convidados. “A ideia é a mesma do programa – apresentar obras que a gente tenha conexão emocional e histórias para contar. Além do papo com os participantes, a gente tem um quinto elemento, que vai comandar as pick ups e fazer a trilha sonora do nosso encontro, o DJ Damon Meyer”, revela Bruna. O evento marca uma série de parcerias entre A História do Disco e a Discoteca que ocorrerão nos próximos meses.
O Sarau Meus Discos e Nada Mais – edição Novembro Negro ocorre na sala Luis Cosme fica no quarto andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico). O evento conta com entrada franca e inicia às 20h. Para saber mais acesse ahistoriadodisco no Instagram.
Quinta temporada do podcast está no ar
Já está disponível, desde 22 de agosto, episódios da quinta temporada de A História do Disco, podcast lançado em 2020, que busca conectar os ouvintes e entrevistados com a relação emocional com a música e memórias musicais, com mais de 120 episódios no ar, sendo um dos programas de músicas mais ouvidos no Spotify Brasil.
Serão 15 episódios disponibilizados semanalmente. Nomes como Ana Frango Elétrico, Maria Luiza Jobim, Andrea Cavalheiro, Nilze Carvalho, Marcela Maia, Ianae Régia, Taissa Maia, entre outros, estão entre as participações.
O programa conta com roteiro, produção e apresentação de Bruna Paulin, edição de áudio de Nicolly Demeneghe, arte de Librae, vinheta de Augusto Stern e Fernando Efron e apoio de TAG Livros, Fábrica do Futuro e Grezz. Para saber mais acesse orelo.cc/historiadodisco ou ahistoriadodisco no Instagram, TikTok e YouTube.
Discoteca Natho Henn apresenta Sarau Meus Discos e Nada Mais – edição Novembro Negro
Bruna Paulin recebe Brenda Vidal, Edu Meirelles e Jessie Jazz
Quinta-Feira, 28 de novembro, 20h, entrada franca
Sala Luis Cosme – Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736