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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

Autor

Bruna Paulin

Silvia Machete apresenta seu mais recente disco em show no Agulha na quinta, 10 de novembro

Rhonda é o quarto disco autoral da cantora e compositora

Na quinta-feira, 10 de novembro, às 21h, a cantora e compositora Silvia Machete sobe ao palco do Agulha para apresentar seu mais recente álbum, Rhonda. O disco conta com dez faixas autorais e a releitura de No One Else Around, composição de Tim Maia lançada em 1976. Lançado em 2020, recebeu elogios da crítica especializada, que agora apaixona-se também pelo seu show, em turnê pelo Brasil com uma banda extraordinária. Rhonda ao vivo soa como ficção, cinema. Radicada em São Paulo desde 2019, a cantora se jogou nessa nova e poderosa possibilidade: se reinventar, cantar com uma nova voz e desbravar um novo universo musical. 

Longe dos palcos, mas perto do coração. Assim nasceu Rhonda. Feche os olhos e se distancie daquela moça performática que encanta a plateia com sua atuação, habilidade e malabarismo e carisma. Em Rhonda, lançado pela Biscoito Fino, o encantamento passa por outro lugar – a voz e a sonoridade ganham protagonismo. Em seu mais belo álbum até agora, o  clima tropical ficou para trás dando lugar a uma nova e densa atmosfera.

O álbum foi desenvolvido em parceria com o baixista Alberto Continentino e a produção é de Lalo Brusco. Gravado no estúdio Buena Familia, participam do álbum Guilherme Monteiro (guitarra), Chicão (teclado) e Vitor Cabral (bateria), além do tecladista Jason Lindner (um dos principais nomes por trás da sonoridade do aclamado Blackstar, disco de David Bowie de 2016) na faixa Great Mistake. Rhonda transita entre um soul rasgado e elétrico (Cactus), passa por um “sofistifunk” (One of the kids you know) e chega em um jazz-latin-rock dos mais incrementados (Messy eater), levando o ouvinte por uma viagem sonora autêntica, misturando várias referências, que vão do foulksoul americano a Bossa Nova, do pop analógico oitentista às trilhas dos filmes de Quentin Tarantino.

“Gravar um disco foi em algum lugar do tempo, um momento realmente especial. Um momento de encontro entre produtores, arranjadores, músicos, engenheiros de som, a sonoridade de um estúdio e seus equipamentos. Nos dias de hoje, esse tipo de acontecimento é cada vez mais raro, todo mundo faz tudo sozinho. Mas em Rhonda, esse momento aconteceu. O álbum exala a química entre todas essas pessoas, suas tocadas, seus timbres. É um disco tocado e cantado junto no estúdio, como nos velhos tempos. Rhonda tem química musical: letra, harmonia, melodia, sonoridade, um imaginário lírico rico, em sintonia total na manufatura do álbum”, revela a artista.

Na noite de 10 de novembro, Silvia sobe ao palco como Rhonda e vem acompanhada pelos músicos Conrado Goys (guitarra), Chicão (teclados), Dudinha Lima (baixo) e Antônio Loureiro (bateria). Os ingressos, à venda pela plataforma Sympla, custam entre R$ 25,00 e R$ 100,00. Para mais informações, acesse www.instagram.com/silvia.machete.

O que disseram sobre Rhonda:

O produtor, cantor, compositor e multi-instrumentista Kassin diz se sentir impressionado com o espetáculo: “o show da Silvia Machete foi um dos melhores e mais refinados shows que eu já vi na vida. Impecável em todos os detalhes.

Além de Kassin, o ensaísta, filósofo, letrista, compositor e apresentador do “Papo de Segunda” (GNT), Chico Bosco destaca a apresentação: “Rhonda e tudo tem certo ar de ficção – mas ela também não cessa de te dizer que a ficção é a vida, e essa ambiguidade entre a distância da máscara e os afetos sinceros da música, estrutura o show e responde por sua beleza”.

“Rhonda desce fervendo como um shot. Arrebata, é íntimo e inebriante”, diz Maria Luiza Jobim.

“O álbum Rhonda Lembra que Silvia Gabriela de Lima Machado é uma das melhores cantoras surgidas no Brasil ao longo dos anos 2000”, declara Mauro Ferreira.

RHONDA  https://open.spotify.com/album/7pko2Y0IVUtooEMyClGv0c?si=oRR0MCh1TZaIhxyjCAWozg

Lips (Silvia Machete / Alberto Continentino)

Soon (Silvia Machete / Alberto Continentino)

Forget to Forget (Silvia Machete / Alberto Continentino)

I love Missing You (Silvia Machete / Alberto Continentino)

Messy Eater (Silvia Machete / Alberto Continetino)

With no one else around (Tim Maia)

Carrousel (Silvia Machete / Alberto Continentino)

One of the Kids you know (Silvia Machete / Alberto Continetino)

Great Mistake (Silvia Machete / Emerson Villani)

Cactus (Silvia Machete / Emerson Villani)

So Many night (Rafael Torres)

Os Besouros recebem Pete Best em show no Theatro São Pedro no domingo, 20 de novembro

Primeiro baterista dos Beatles vem ao Brasil para exclusiva participação especial na performance
 

Porto Alegre recebe no dia 20 de novembro, às 18h, uma performance muito especial: a banda Os Besouros sobe ao palco do Theatro São Pedro e o show contará com a participação de Pete Best, primeiro baterista dos Beatles. Nascido Randolph Peter Scanland, Pete Best entrou para a banda em agosto de 1960, na véspera da primeira temporada do grupo em Hamburgo. O músico já conhecia os Beatles desde os Quarrymen, se apresentaram algumas vezes no Casbah Coffee Club, bar da mãe de Pete, Mona. Até sua saída da banda em agosto de 1962, Best acompanhou centenas de performances ao lado de Paul McCartney, John Lennon e George Harrison, incluindo as quase 300 apresentações no Cavern Club. 
 
Vindo especialmente de Liverpool para o evento, Pete Best participará de parte do show de Os Besouros, banda criada em 2011 onde apresenta versões de músicas dos Beatles em arranjos próprios. Formada por Nelson Dvoskin (vocal e guitarra base), Felipe Rotta (guitarra solo), Veco Marques (guitarra solo), Daniel Finkler (contrabaixo) e Ricardo Rochedo (bateria), já se apresentou em diversas cidades pelo Brasil e também na Inglaterra. Em 2017 o grupo foi convidado a participar da Beatleweek em Liverpool, realizando temporada de 10 shows no Cavern Club e mais seis performances em outros locais da cidade.
 
O público poderá conferir canções como Get Back, In my life, All my loving e My Bonnie, que integrarão o repertório. Os ingressos custam entre R$ 20,00 e R$ 70,00 e estão à venda pelo site do Theatro São Pedro.  
 
Os Besouros recebem Pete Best
20 de novembro, 18h
Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n – Porto Alegre
Ingressos https://teatrosaopedro.rs.gov.br/os-besouros-recebem-pete-best
 
FICHA TÉCNICA
 
Direção Artística: Besouros
Equipamento de sonorização e iluminação: Celito Sonorização
Operação de som PA: Clauber Scholles
Criação e operação de luz: Osvaldo Perrenoud
Técnicos de palco: Matheus Goelzer 
Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Assistente de produção: Romario Mazzotti
Direção de Produção: Carangacci Música

Som da Madeira tem duas sessões no Teatro Glênio Peres nesta sexta e sábado, 21 e 22 de outubro

Espetáculo da Cia de Arte La Negra Ana Medeiros tem entrada franca e integra a VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres


Nesta sexta e sábado, 21 e 22 de outubro, às 19h, a Cia de Arte La Negra Ana Medeiros apresenta o espetáculo Som da Madeira. As sessões com entrada franca integram a VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres, promovida pela Câmara Municipal de Porto Alegre.

Com músicas do violonista Thiago Colombo e direção artística de Silvia Canarim, o espetáculo apresenta uma dança com mescla de estilos entre o Flamenco e o folclore “sureño”. Nele, Ana Medeiros La Negra, Ana Candida de La Campana, Emily Borghetti e Patrícia Corrêa, quatro bailarinas com formações em dança flamenca, traduzem através da sonoridade do violão, dos corpos e das possibilidades que os elementos feitos de madeira, como a castanhola, leque, baston, bata de cola, cajon e os saltos dos sapatos, proporcionam. Para além da música e dança, o Som da Madeira provoca reflexões sobre diversidade, ancestralidade, os ciclos de nascimento e morte e deixa o recado da importância e urgência da nossa conexão com a natureza. 

Os ingressos estão disponíveis para retirada na Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 18h até sexta-feira, e no sábado somente 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade.

Som da Madeira – VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres

21 e 22 de outubro, sexta e sábado, 19h
Teatro Glênio Peres da Câmara Municipal de Porto Alegre (Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico)
Entrada Franca – retirada de ingressos Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 18h até sexta-feira, e no sábado somente 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade.

Museu da Cultura Hip Hop RS recebe programação do projeto Museu Mais Cores no sábado, 22 de outubro

Evento com entrada franca inaugura área externa do museu, que conta com pinturas de 10 artistas e promove 12 atividades entre oficinas e performances

Projeto conta com conta com o financiamento do Pró-Cultura – RS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, patrocínio de Tintas Renner e Lojas Quero Quero



No sábado, 22 de outubro, o Museu da Cultura Hip Hop do RS abre suas portas pela primeira vez para a comunidade, promovendo a primeira edição do projeto Museu Mais Cores. Com 12 atividades gratuitas entre oficinas de Graffiti, Rap, Breaking, DJ e Conhecimento e performances, a programação também marca a inauguração da área externa do museu, que conta com pinturas em graffiti de 10 artistas.

O projeto Museu mais Cores ocupará artisticamente o complexo do Museu da Cultura Hip Hop RS antes da sua inauguração oficial, durante os meses de outubro, novembro e dezembro, proporcionando uma aproximação da comunidade local e Hip Hopers com o espaço coletivo e popular. A primeira celebração Hip Hop do museu inicia a partir das 14h e conta com oficina de arte-educação sobre poesia, batalha de conhecimento para mulheres e pessoas LGBTQIAP+, oficina de dança Breaking, oficinas e painel de graffiti, de DJ, além de performances do DJ Nezzo, BBoy Uil, Restinga Crew, Negra Jaque e RAPajador

As atividades do Museu Mais Cores foram selecionadas através de edital público, que recebeu mais de 117 inscrições de Hip Hopers de todo Rio Grande do Sul, em um longo processo de curadoria e seleção dentro dos cinco elementos da Cultura Hip Hop – DJ, Rap, breaking, graffiti e conhecimento. Foram selecionados 40 artistas e coletivos de 15 cidades como Porto Alegre e região metropolitana, Pelotas, Santa Maria, Tramandaí, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, que integram a programação ao longo dos próximos meses. 

Área externa contou com pintura de empena e murais
O grafiteiro Trampo, um dos curadores do Museu do Hip Hop, convidou a artista Gugie, de Santa Catarina, para assinar a arte da empena localizada no pátio do museu, intitulada Leia-SI. O trabalho de Gugie também pode ser conferido no mural Aurora Negra, localizado no Centro Histórico, onde a artista assina o projeto ao lado de outros três criadores. Para a execução da pintura da área externa, nove artistas locais foram convidados: Moxa, SKILO, ALN, Triafu, JAQUE VIEIRA, Dm.tinta, Bina, Dana Luz e Shap Paint, que receberam formação e treinamento em NR35, além de exames médicos e seguro saúde, qualificando-os para futuros trabalhos em altura. 

Segundo Gugie, a grafitagem da empena é a maior feita com andaime fachadeiro do RS, com 360 metros quadrados pintados e 300 litros de tinta e 50 latas de spray utilizadas. Ao longo de 20 dias, além de auxiliarem na pintura da empena, os artistas locais também assinam as pinturas do muro e da quadra poliesportiva do museu, recém-reformada, criando uma grande exposição a céu aberto. 
O Projeto Museu Mais Cores conta com o financiamento do Pró-Cultura – RS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, patrocínio de Tintas Renner e Lojas Quero Quero.


Estufa Agroecológica deve fornecer mais de 6.000 hortaliças por mês
Há poucos dias o Museu da Cultura Hip Hop RS inaugurou a Estufa Agroecológica Periférica Flor do Gueto, nome que homenageia a rapper e ativista Malu Viana. No dia 22 será possível adquirir vegetais orgânicos produzidos no local, como alface (crespa e lisa), rúcula, repolho, beterraba e tempero verde. A estrutura de 170m² conta com 21 calhas de produção, com capacidade produtiva estimada em 1.750 plantas por plantio, que conta com supervisão e capacitação do com a previsão de fornecer em torno de engenheiro agrônomo e consultor técnico de horticultura Evandro Galarca. A previsão é que a estufa forneça em torno de 6.000 hortaliças por mês, que serão comercializadas, doadas e também consumidas no local.  

A Estufa Flor do Gueto irá compor o roteiro de visitação e ação educativa continuada do Museu da Cultura Hip Hop RS, com oficinas de educação ambiental e Hip Hop, distribuição de mudas, cestas básicas e brindes aos visitantes e sua implantação contou com apoio do Ministério Público do Trabalho no RS e Instituto SLC. Malu Viana foi uma ativista social e política, militante negra antirracista e artista do Hip Hop. Flor do Gueto partiu precocemente, dia 12 de junho de 2021, aos 47 anos, após sofrer um infarto. Natural de Porto Alegre, aos 15 anos ela já conquistava espaço como líder estudantil e na música em paralelo. Rapper, radialista, educadora social, produtora cultural, marcou presença nas principais lutas de sua geração atuando direta ou indiretamente nas causas das mulheres, jovens negros e negras periféricos.

Inauguração do Museu da Cultura Hip Hop no RS está prevista para o primeiro semestre de 2023
O Museu da Cultura Hip Hop RS é o primeiro da América Latina dedicado ao movimento, com uma ampla estrutura de um espaço físico para celebração, preservação e resgate histórico da cultura Hip Hop desenvolvida no Rio Grande do Sul.

Com expectativa de 30 mil visitações ano, o complexo contará com quase 6 mil itens de acervo físico e digital sobre a história do Hip Hop gaúcho, estruturado com salas expositivas, estúdio musical, atelier de oficinas, café, loja, estufa agroecológica, biblioteca, quadra poliesportiva, CT de breaking, em uma área de quase 4 mil metros quadrados na Vila Ipiranga em Porto Alegre. Inspirado no The Universal Hip Hop Museum nos EUA, o Museu é uma iniciativa coletiva da Associação da Cultura Hip Hop de Esteio e objetiva o fortalecimento de outros estados brasileiros para criação de museus, organizando rede capaz de construir o Museu Brasileiro da Cultura Hip Hop nos próximos cinco anos.

Com projeto arquitetônico executivo assinado pela Goma Oficina em parceria com o Coletivo Uanda e interiores pela Start Interiores, a iniciativa conta com financiamento do Pró-Cultura – RS – Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul, patrocínio de Tintas Renner, Lojas Quero Quero e apoio Fitesa, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Ministério Público do Trabalho no RS, Consulado Geral dos Estados Unidos e Instituto SLC. Para mais infomações, acesse instagram.com/museuhiphoprs

Museu Mais Cores – primeira edição
Sábado 22 de outubro, 14h 
Rua Parque dos Nativos, 515, na Vila Ipiranga

Programação

14H – OFICINA RIMA É POESIA
com Paulina da Rosa Magalhaes – Caxias do Sul
Número de vagas: 16 
Inscrições: por ordem de chegada   
Oficina de arte-educação sobre Poesia com a materialização através de bolsas sustentáveis; comemoração dos 17 anos da Nação hip hop Brasil. Cada aluno receberá um kit de artes para a produção do artesanato, com uma bolsa de algodão orgânico (que será ofertada como participação), com lápis, borracha, folhas de ofício e pincel (o material será recolhido no final da oficina).O uso de canetas, tintas, carimbos, spray, etc, será de escolha de cada participante.                                                                                
A Formadora Paulina da Rosa Magalhães é poetisa, educadora social e há 3 anos trabalha como  artista-empreendedora com o Projeto Poesia na Bolsa. 

14H – OFICINA DE BGIRLING: QUEBRANDO AS EXPECTATIVAS
Com Louise Lucena – Porto Alegre
Oficina de dança Breaking em que os fundamentos do Breaking (toprock, footwork e freeze) serão trabalhados a partir do caráter da imprevisibilidade, como estratégia e intervenção crítica e reflexiva sobre e a partir da criação e expressão estética do bboy e da bgirl.      
Louise Lucena possui trajetória nas danças urbanas há mais de 20 anos. Iniciou seu processo no Hip Hop freestyle e em 2006 migrou para o Breaking. Faz parte da crew Bsbgirls-DF e atuou profissionalmente em competições até 2014. Em 2019 foi indicada ao prêmio Açorianos na categoria destaque melhor bailarina e trabalhou em parceria com a rapper Negra Jaque no lançamento do seu álbum Diário de Obá. Em 2020 iniciou seus primeiros espetáculos solo mesclando o audiovisual e a fotografia.
 
14H – OFICINA DE GRAFFITI: A MAGIA DA FLORESTA PARA CRIANÇAS
ALI (Alice Mendes Thume) – Porto Alegre
Arte intuitiva onde contém energia canalizada com elementares da floresta. Trazendo, cura, harmonia e alegria para o ambiente. A ideia para o Museu é trazer os animais de poder da floresta Amazônica em forma de respeito e cura, utilizando técnicas do graffiti para expressão. Formada em Design de Moda e Publicidade, experiência na cena como criadora em marcas de skate, ações sociais.de graffiti em comunidades do RS, SC, PE sempre levando as cores como forma de cura para os locais.    

14H – OFICINA DE DJ
DJ Canini (Gustavo Petersen Canini) – Porto Alegre
Oficina demonstrativa de técnicas de scratch, mixagens, manuseio e saberes da arte dos toca discos. Ex aluno da Oficina de DJs do DJ Deeley(Da Guedes), ex integrante dos Grupos Intuição de Rua, Família Sarará e 288. Já tendo se apresentado em diversas casas noturnas de Porto Alegre, Litoral e interior do Estado. Recentemente firmando parceria, gravando músicas e videoclipes com diversos MCs, entre eles, Xis, Phantom, Zonésio, Titi, Preto X, Masia One, Bokka Rica, Fiapo, Gigante no Mic, Bennytz e Forms.

15H – DJ NEZZO
Ademir Porto Cavalheiro – Porto Alegre
Set que fará um trânsito entre os diversos períodos musicais dentro da Cultura musical, desde seus primórdios no SOUL e no FUNK, até os clássicos internacionais e nacionais. Ademir Cavalheiro, ou simplesmente Dj NEZZO Começou sua história cultural e musical no final dos anos 70, como dançarino de SOUL no Grupo Ballet Black Five.É um dos arquitetos da Cultura Hip-Hop do Brasil, sendo pioneiro na construção dessa arte no Rio Grande do Sul a mais de 30 anos. Foi um dos criadores do 1º grupo de dança de rua do estado, campeão dos 1ºs concursos de Breakin e de DJ do RS e é o mais antigo MC do RAP gaúcho em atividade.Fez vários shows e participações em eventos de diversos estados, além de palestras e workshops em várias universidades, faculdades e escolas do país. Foi também diretor e apresentador do 1º programa de Hip-Hop em tevê aberta do Brasil- Hip-Hop Sul, na TVE. Atualmente é produtor e integrante do Projeto CYPHER SUL, integrante do Projeto EXPRESSO BLACK, e também estudioso e praticante da arte DJ, onde mescla em seu set várias vertentes da Black Music, usado sempre como instrumento principal os Toca-Discos

16H – OFICINA BATALHA DE CONHECIMENTO
Batalha das Monstras – Mariana Abreu Marmontel – Porto Alegre
Exclusiva para mulheres e pessoas lgbtqiap+
Número de vagas: 16
Inscrições: por ordem de chegada
Uma batalha de conhecimento para mulheres e pessoas LGBTQIAP+ . A Batalha das Monstras teve sua primeira edição no dia 17 de dezembro de 2017. É uma batalha de conhecimento, de freestyle (estilo livre – geralmente com palavras sorteadas) e de sangue exclusiva para mulheres e pessoas lgbtqiap+. Acontece na cidade de Porto Alegre – RS. A batalha inicialmente foi pensada apenas para mulheres, e por uma necessidade de inclusão de outras realidades que também são marginalizadas e excluídas, foi amplificada para receber pessoas da comunidade lgbtqiap+. Até onde se sabe, é a única batalha periódica da região que tem essa especificidade e atualmente acontece uma vez por mês.  
 
17H – BBOY UIL
Uiliam Reis dos Santos – Porto Alegre
Será realizado uma apresentação de dança Breaking com passos básicos de fundamentos e evolução da mesma. Sou atuante desde 2006 em grupos, companhias, Crews, Viagens, capacitações, cursos batalhas de dança e atuando como Arte Educador, Coreógrafo, bailarino
 
17H – SHOW LINHAS DE CURA
Negra Jaque (Jaqueline Pereira) – Porto Alegre
Linhas de Cura, um projeto de arte feminina, forte e potente, um show de 45 min, com a  artista e DJ, com a apresentação de rap e Slam. Com 15 anos de carreira musical, 3 álbuns lançados de maneira independente e uma trajetória consolidada no estado do Rio Grande do Sul, Negra Jaque utiliza de seu trabalho para abrir caminhos para a cultura de rua e periférica no Rio Grande do Sul.Apresentou o festival Coliga no Museu do Mar no RJ, Recebeu  o prêmio   Troféu Periferia pela ORPAS SP. Reconhecimentos como estes somados às ações coletivas que Negra Jaque participa, como a construção da Casa de Cultura Hip Hop do Morro da Cruz, potencializando ainda mais seu trabalho cultural em sua cidade.  Também em 2020, Negra Jaque lançou dois singles ,  “”Maria Madalena”” e “”Cantando Eu Vou””. As produções contam com a participação de profissionais de renome no cenário nacional, como o saxofonista Lukas Lima (Marcelo Falcão) e o engenheiro de masterização Maurício Gargel (Emicida, Arnaldo Antunes, Rael, Drik Barbosa, entre outros).

18H – RESTINGA CREW APRESENTA COTIDIANO URBANO
Restinga Crew (Julio Cesar Oliveira de Oliveira) – Porto Alegre  
O espetáculo usa o universo das vivências de cada bailarino urbano para resgatar o que tem de mais essencial no dia a dia de cada um. Restinga Crew em todos os cantos Norte, Sul, Leste, Oeste, Centro  que mostra os relatos dos componentes do grupo, o corpo de cada intérprete vai mostrando a narrativa, adotando a música como elemento principal da montagem vivida. Mostrando coisas da vida onde nem tudo sai da forma que imaginamos ao acordar, sair para trabalhar, pegar o ônibus lotado ou até mesmo estar na parada e o ônibus não parar e chegar atrasado no trabalho.
Já na terceira geração de B. Boys do bairro Restinga, localizado na zona Sul de Porto Alegre, o grupo, que surgiu naturalmente através da troca entre oficineiros e oficinandos, tem o Hip Hop como principal instrumento de resgate social e autoestima.
 
 
18H30 – SHOW RAPAJADOR
Rudimar Souza Camargo – Caxias do Sul
Resultado de uma mistura entre o rap e a Pajada (Payador em castelhano, quer dizer repentista) surgiu no ano de 2018 uma parceria do rapper Chiquinho Divilas, do acordeonista Rafa De Boni e o DJ Hood, o “RAPAJADOR”, com o objetivo de representar a tradição do Sul através da rima e a essência musical do Rio Grande do Sul.
Chiquinho Divilas – Rapper
Rafael De Boni – Acordeonista
Dj Hood nos Toca Discos
O Rap é um gênero musical com rimas e poesias e que aliado ao som do acordeon, bombo leguero, violão recebe um tempero regional. Desde então, o grupo tem realizado diversas apresentações em escolas da cidade e também teve participação no Festival Brasileiro de Música de Rua 2018.
Com um discurso que mergulha na história da cultura afro-brasileira no estado do Rio Grande do Sul, através de rap, empoderando os negros e valorizando uma história que pouco foi abordada no RS. Além da mistura latino-americana, reverberando essa sagacidade de um povo aguerrido. O Projeto Rapajador tem como escopo a união entre duas manifestações artísticas presentes na cultura brasileira, mas com “sotaques” diferenciados, vez que, tanto o rap quanto a pajada (payada), tem como principal fundamento o verso – tanto escrito quanto improvisado. A linguagem que se busca com o Rapajador é atrair o público para a cultura regional rio-grandense com a fluência do rap, tendo como elo de ligação o acordeon – instrumento típico do RS e o verso e linguajar gaúcho, sem, com isso, torná-lo caricato.
Nomes como Jayme Caetano Braun (RS) e Mano Brown (SP) servirão como base para as letras e arranjos que contarão com a participação do DJ Hood, que mixará temas e batidas tipicamente sulistas com a batida característica do rap. Ainda, a utilização de termos e expressões mais regionais irá abarcar um público-alvo que geralmente não aprecia o rap, mas que é carente da mensagem em que é pautado o trabalho do rapper Chiquinho Divilas

GRAFFITI: EXPRESSÃO DA MULHER NEGRA
Sol (Ariel Lexistão Silveira) – Rio Grande
Construir um painel com o tema, Mulher negra e a resistência cultural, um painel que expresse a força e a importância da organização feminina em coletivos e frentes de luta, enfrentamento ao machismo, sexismo e racismo, no quadro pretende-se ilustrar as dificuldades da vivência urbana, seus desafios, lutas, vitórias e suas conquistas.       
Conhecida como Sol, Ariel é artista, militante do movimento Hip Hop, defensora dos direitos humanos e ativista em lutas sociais das mulheres, juventudes, minorias e movimento Negro. Grafiteira e dançarina de Breaking, desenvolve seu trabalho em varias cidades do RS, sua cidade de origem é Rio Grande, seus trabalhos  vai desde ilustrações, quadros, customização de roupas e painéis, os  temas de suas criações são sóciais e lúdicos, temática q desenvolve junto a sua militância. Atuando atualmente no projeto tecendo em tinta preta, que foi desenvolvido na casa de cultura Mário Quintana, uma ideia de economia criativa e sustentável, participar do coletivo sindicato das gangues que vem como proposta a prática de dança.”  
 
GRAFFITI COM ICE
Ice (Novo Hamburgo / Alvorada)
Grafiteiro e arte educador desde 1999. Ministrou inúmeras oficinas de Graffiti em Porto Alegre, Vale dos sinos, Vale do Paranhama e outros estados. Participou do Fórum Social Mundial 2003 e 2010 e foi um dos fundadores da AHVS associação de hip hop do vale do sinos em Novo Hamburgo. Palestrante e militante da cultura hip hop. 

Clara Corleone lança segundo romance pela L&PM Editores

Predadores é o terceiro livro da escritora

A L&PM Editores lança em outubro o segundo romance de Clara Corleone, Predadores, terceira obra da escritora. Após o sucesso de O homem infelizmente tem que acabar, livro de crônicas de 2019 que recebeu o Prêmio Minuano de Literatura em 2020, e Porque era ela, porque era eu, lançado pela L&PM em 2021, vencedor do Troféu Jacarandá 2021, oferecido pelo jornal Correio do Povo aos destaques da Feira do Livro de Porto Alegre, na categoria Autora Revelação, a terceira obra de Clara mais uma vez traz para o centro da narrativa a amizade entre mulheres.

Predadores é  uma história sobre independência, sororidade e vida adulta pautadas por um sentimento ancestral que as mulheres tentam sufocar diariamente para poderem viver: o medo de estar à mercê dos homens. Enquanto a protagonista Clara, alterego da autora, e suas amigas, do alto de seus privilégios, curtem a vida ao máximo – ou ao máximo do que é permitido para jovens mulheres urbanas e escolarizadas nos dias de hoje, um maníaco está solto pela cidade, espalhando o horror ao atacar jovens desacompanhadas jogando ácido em seus rostos. Em meio às delícias da independência e da sororidade, as amigas desbravam a vida adulta, lidando com as pequenas violências cotidianas da melhor forma que podem. Será que sabem que há coisas das quais nunca estarão a salvo?

O romance se passa em Porto Alegre, porém, com uma locação principal que vem da ficção: “tomo emprestado a locação principal de um dos meus filmes preferidos: o Bar Esperança. Não só o bar, mas seus personagens também. Agradeço postumamente, portanto, ao grande Hugo Carvana (Zeca) e à inesquecível Marília Pêra (Ana), além de todo o elenco, produtores, roteiristas, câmeras, enfim: toda a equipe que fez este divertidíssimo filme que homenageio aqui com muito carinho e respeito – espero não ser processada”, brinca a escritora.

Escrito ao longo de sete meses, Clara iniciou a criação de Predadores por conta de um episódio que vivenciou em um evento. “Foi uma situação que me deixou tão incomodada que no dia seguinte tive a ideia para o livro. Um acontecimento estupidamente corriqueiro que muitas de nós passam diversas vezes na vida, mas que reflete todas as pequenas violências que o machismo nos apresenta todos os dias”, conta. Já o episódio do maníaco foi retirado de um caso real, ocorrido em Porto Alegre. Porém, no livro, o criminoso ataca apenas mulheres. 

Com 160 páginas, o livro está à venda em formato impresso e ebook. A primeira sessão de autógrafos ocorre em 3 de novembro na Feira do Livro de Porto Alegre.

Predadores

Clara, a protagonista deste romance e alter ego da autora, é protegida por diversas camadas sociais: é branca, de classe média alta, com formação universitária, criada por uma família estruturada e amorosa, que apoia sua carreira artística. 

Do alto de seus privilégios, ela e suas amigas curtem a vida ao máximo – ou ao máximo do que é permitido para jovens mulheres urbanas e escolarizadas nos dias de hoje. Feministas inveteradas que são, dão duro na carreira, amam a boemia e são donas de seus corpos, do qual usufruem como bem entendem.

Mas um maníaco está solto pela cidade, espalhando o horror ao atacar jovens desacompanhadas jogando ácido em seus rostos. Os ataques em série saltam das páginas policiais para a capa dos jornais locais – e trazem à tona o sentimento ancestral que as mulheres tentam sufocar diariamente para poderem viver: o medo de estar à mercê dos homens.

Em meio às delícias da independência e da sororidade, as amigas desbravam a vida adulta, havendo-se com as pequenas violências cotidianas da melhor forma que podem. Será que sabem que há coisas das quais nunca estarão a salvo?

Os Editores

Clara Corleone nasceu em Porto Alegre. É atriz (formada pela UFRGS), escritora e professora de escrita criativa. Publicou o livro de crônicas O homem infelizmente tem que acabar (Zouk, 2019), que recebeu o prêmio Minuano de Literatura, do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, e o romance Porque era ela, porque era eu (L&PM, 2021), vencedor do Prêmio Jacarandá, categoria autor revelação. 

A História do Disco comemora dois anos com gravação de episódio especial sobre disco de estreia da banda DeFalla na Fábrica do Futuro

Programa integra o Open Fábrica – Palco Futuro, que ocorre nos dias 07 e 08 de outubro

Os músicos Biba Meira, Castor Daudt, Edu K e Flu participam do podcast para falarem dos 35 anos do álbum conhecido como Papaparty

Episódio vai ao ar nas plataformas de streaming na quarta, 12 de outubro

Na próxima quarta-feira, 12 de outubro, o podcast A História do Disco veicula episódio especial celebrando dois anos no ar com a participação de Biba Meira, Castor Daudt, Edu K e Flu, integrantes da banda DeFalla, para contarem suas histórias sobre seu álbum de estreia, apelidado de Papaparty, que em 2022 completa 35 anos. O disco foi um ponto de partida marcante da trajetória da banda: aclamado pela crítica nacional, influenciou a geração que formaria bandas cruciais dos anos 1990, como Planet Hemp, Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Além de compartilharem causos dos bastidores de composição e gravação do disco, os convidados também dividirão alguns discos e artistas que foram referência para o grupo na época. 

A gravação ocorre nesta sexta-feira, 07 de outubro, a Sala ATMOS, um dos estúdios Audio Porto, integrando a programação do Open Fábrica – Palco Futuro, um evento que promoverá mais de 10h de programação em oito espaços da Fábrica do Futuro, incluindo shows, live paintings, gravações de programas, palestras entre outras atividades, todas gratuitas. A História do Disco é um dos projetos desenvolvidos na Comunidade Futuro e que em breve integrará a programação do Palco Futuro, novo projeto que será lançado no evento. Para mais informações e inscrições acesse https://comunidadefuturo.com/open-fabrica/

Um programa sobre relação emocional com a música 

Falar sobre a relação emocional com a música através de um álbum – essa é a provocação e o ponto de partida do podcast A História do Disco, comandado pela artista e comunicadora Bruna Paulin. Lançado em 2020, o podcast é um dos programas de música mais ouvidos do Brasil, com 104 episódios veiculados e mais de 6500 minutos de conteúdo produzido, o equivalente a mais de 150 discos de vinil.

O programa já recebeu nomes como Tom Zé, Rodrigo Amarante, Lorena Calábria, Fernanda Abreu, Evandro Mesquita, Maria Ribeiro, Fabio Massari, Pedro Mariano, Felipe Hirsch, João Barone, Charles Gavin, Martha Medeiros, Guilherme Weber, Edgard Scandurra, Sophia Chablau, Sarah Oliveira, Marina Person, Jorge Furtado, Luiz Thunderbird, Roberta Martinelli, Tainá Muller, Edu Conte, Filipe Catto, Jeferson Tenório, entre outros. “O que mais me encanta no programa é que a relação emocional com a música é algo realmente muito incrível. Cada convidado traz um relato totalmente diferente de como se relaciona, como consome, o que deixa marcas. E assim contamos a história de como as obras passam pela gente”. 

Newsletter semanal 

Desde o início de setembro os ouvintes do programa recebem conteúdos exclusivos semanalmente pela newsletter do programa. “A newsletter é um espaço para compartilhar dicas e histórias que nem sempre cabem no formato do podcast, mas que interessam os ouvintes”, conta. A cada semana temos uma entrevista exclusiva, dicas de livros, filmes e discos, resenhas de shows, dicas de eventos e novidades do mundo da música. Os interessados em receber gratuitamente o material podem se inscrever no link. 

Financiamento contínuo tem contribuições a partir de R$ 7,00

O projeto conta com uma campanha de financiamento contínuo na plataforma apoia.se, onde os apoiadores podem contribuir mensalmente para a manutenção do podcast.   “O projeto foi desenvolvidode forma totalmente independente, contando apenas com apoio de profissionais e marcas para seguir evoluindo tecnicamente”, revela Bruna. “Porém, para seguirmos produzindo conteúdo de qualidade para todas as pessoas, resolvi convocar quem nos acompanha para colaborar com o podcast”. Com o financiamento contínuo, “a ideia é que eu possa me dedicar mais horas da semana com o programa, remunerar melhor quem já trabalha comigo e ampliar a equipe do projeto”. Com contribuições a partir de R$ 7,00, o público recebe conteúdos e benefícios exclusivos, além de participar de sorteios de brindes e colaborar com pautas ou gravações de episódios.

O programa no formato original, está disponível em mais de 10 plataformas de streaming. Os episódios vão ao ar semanalmente às quartas-feiras e algumas edições podem ser conferidas em vídeo pelo canal do programa no YouTube. A produção, entrevistas, roteiro e locução são de Bruna, a edição de áudio é de Nicolly Demeneghe, arte do podcast é assinada pelo artista visual Librae, com vinheta criada por Augusto Stern e Fernando Efron. O programa tem apoio da Fábrica do Futuro e AudioPorto e Editora Belas Letras. Para saber mais acesse ahistoriadodisco no Instagram, TikTok e YouTube.

Poesia Xucra e Mesa Reverb são as atrações de outubro do Farol.live no Cine Farol Santander

  • Com patrocínio do Santander, primeira temporada do Farol.live contará com 20 performances ao vivo e atividades formativas;
  •  Nos dias 04 e 18 de outubro o público poderá conferir as performances de Marília Kosby, Clarissa Ferreira e Lorenzo Beust e Guizado e Manuela Eichner

Ingressos para 04/10

Ingressos para 18/10

Nos dias 04 e 18 de outubro o Cine Farol Santander, no Farol Santander Porto Alegre, recebe mais duas edições da primeira temporada do Farol.live, projeto produzido pelo festival Kino Beat e Cuco Produções, como um espaço de incentivo à criação e experimentação em diversas linguagens e tecnologias, suas intersecções e desdobramentos. A programação conta com variadas imersões artísticas envolvendo nomes da cena cultural brasileira, apostando no cruzamento de música, artes visuais, artes cênicas, audiovisual e tudo mais que couber no imaginário de cada artista envolvido.

A segunda apresentação do Farol.live ocorre nesta terça-feira, a partir das 20h, com a performance Poesia Xucra, da Marília Kosby e da violinista Clarissa Ferreira, com participação de Lorenzo Beust. Poesia Xucra é uma intervenção artística com aires de extremíssimo sul. As artistas, nascidas no interior gaúcho e radicadas em Porto Alegre, apresentam experimentações sonoras, leitura de poemas, além de canções autorais. No projeto, cruzam-se o universo do livro Mugido, sobre a vivência pouco retratada da mulher do campo, de Marília, e a trajetória como musicista e pesquisadora de Clarissa, autora do livro Gauchismo Líquido. Em diálogo com os sons e a palavra falada, se somam as imagens derivadas do ensaio P.A.M.PA, do artista Lorenzo Beust. A série busca através da ressignificação da imagem dos animais símbolo do homem do campo, a vaca e o cavalo, um outro olhar para o universo campestre gaúcho.

Já no dia 18, é a vez da performance Mesa Reverb, assinada pelos artistas Guizado e Manuela Eichner, que envolve música, colagem e muitas experimentações. Em Mesa  Reverb surgem filmes instantâneos, criados através de colagens manuais,  recortadas, organizadas, ampliadas e amplificadas com trilha sonora, sempre em tempo real. Os filmes que brotam são imprevisíveis: jornadas épicas tão rápidas quanto o dedilhado no trompete, ficções científicas recortadas na navalha, o improviso como mesa de edição. Da ligação entre dois componentes: som e imagem, surge um terceiro elemento, audiovisual  híbrido por natureza, efêmero por opção, uma multidão de filmes sem  começo, meio ou fim. Adeus à linguagem.

O projeto começou virtualmente na pandemia, com composições sonoras, interferências e colagens manuais criadas e projetadas em tempo real – das lives do Instagram para o ao vivo. Manuela Eichner é artista visual e seu trabalho percorre desde vídeos e performances até ilustrações, instalações e murais, tendo a colagem como principal técnica e linguagem enquanto a expande para além do bidimensional. Guizado está entre os nomes mais celebrados da ótima safra da música independente brasileira. O trompetista e compositor segue se superando na arte de mesclar elementos sonoros orgânicos com sintetizadores e outras programações eletrônicas.

Em novembro já está confirmada a particição da dupla francesa Franck Vigroux e Kurt d’Haeseleer e o projeto Cine Rabeca, em dezembro. Novas atrações e datas serão confirmadas em breve.

Com curadoria de Gabriel Cevallos, fundador e curador do Kino Beat Festival, as apresentações serão desenvolvidas de forma inédita ou em adaptações pensadas especificamente para o espaço, explorando os recursos e limitações da sala enquanto dispositivo criativo. Ao longo de 10 meses, o público poderá conferir 20 performances da primeira edição reunindo artistas de diferentes vertentes, com projetos comissionados ou adaptados que serão gravados ao vivo na sala e difundidos pelos canais do projeto.

Além das performances, atividades formativas gratuitas também serão promovidas como oficinas, palestras, vivências e workshops, criados a partir de tópicos práticos e teóricos derivados das apresentações artísticas. “O corpo presente, seja na prática dos artistas envolvidos ou na fruição do público, será premissa das apresentações. O objetivo é promover e difundir a produção artística autoral do estado do RS em intercâmbio com a produção nacional”; revela o curador.

Os ingressos custam R$ 15,00 com benefícios de meia-entrada, e já estão à venda por meio da plataforma Sympla. O projeto prevê algumas apresentações gratuitas, que serão informadas com antecedência. Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto) de estudante, idosos, PNE, jovens de baixa renda, entre outros, os documentos válidos são determinados pela Lei Federal 12.933/13. Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/farol.live.poa/

Esse projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio do Santander e realização da Secretaria Especial da Cultura – Ministério do Turismo – Governo Federal.

Farol.live

Outubro 

04/10, 20h – Poesia Xucra, com Clarrisa Ferreira e Marília Kosby, com participação de Lorenzo Beust: Ingressos aqui

18/10, 20h – Mesa Reverb, com Guizado e Manuela Eichner

Novembro – The Island, com Franck Vigroux e o Kurt d’Haeseleer:

O concerto audiovisual “The Island” é a mais recente colaboração entre o compositor Franck Vigroux e o videoartista Kurt d’Haeseleer. Uma dupla prolixa que procura encontrar modos comuns de linguagem artística e tenta inventar experiências sinestésicas com uma identidade própria. A apresentação é uma experiência sensorial, associativa e eletrizante, inspirada em várias histórias de ilhas e vales destinados a serem submersos pela construção de uma barragem hidrelétrica, causando profundas convulsões humanas e geográficas. As imersões de Naussac em Lozère (uma aldeia engolida em 1980), o romance “adeus, ilhota”, de Valentin Rasoutine, ou a barragem das 3 Gargantas na China (que é tão grande que influenciou a velocidade de rotação do Planeta Terra). “Ilha” questiona a substituição de um mundo por outro e a nossa crença cega no progresso. Um universo fantasmagórico se desdobra através de música e imagens de vídeo que dobram a realidade, resultando em uma “jornada mental” por uma topografia de lugares em mutação.

Dezembro – Cine Rabeca:

Cine Rabeca é uma performance multimídia, um cine-concerto, um documentário que se expande para o palco onde a música conduz arquivos de volta à vida e a montagem versa sobre o tempo, a memória, os desaparecimentos e a incessante fabricação de imagens. Renata Rosa é cantora, compositora e rabequeira. Seu cd de estreia Zunido da mata recebeu o Prêmio Choc de lAnnée do Le Monde de la Musique e a projetou para uma sólida carreira internacional com inúmeras turnês e prêmios. Desde então realizou criações especiais para o Museu do Louvre, Théâtre de la Ville de Paris, Olimpíadas Rio 2016, registros especiais para as Rádios Nacionais Holandesa e Alemã e recebeu o Prêmio da Música Brasileira. Seu CD Encantações foi eleito TOP 10 pela BBC e foi nominada Artista do Ano em 2018 no Reino Uido pela Songlines Britânica. Atuou durante 11 aos como rabequeira do cavalo-marinho Boi Brasileiro, de Condado, ao lado de Luiz Paixão.

Sobre o Farol Santander Porto Alegre

Criado para relembrar o passado, marcar o presente e iluminar o futuro, o Farol Santander Porto Alegre completou três anos em março de 2022. Neste período, recebeu 11 exposições de artes visuais, em diversas temáticas, com artistas nacionais e internacionais, divididas entre os espaços do Grande Hall e do Átrio. Em 2022, o Farol Santander ampliou sua atuação cultural com concertos de música clássica e popular, além de espetáculos de dança. Participaram respectivamente a Orquestra de Câmara da ULBRA e a Cisne Negro Cia. de Dança.

O Cine Farol Santander, no sobsolo do prédio, exibe programações com títulos e mostras cinematográficas de cineastas brasileiros e internacionais.

O histórico edifício no Centro da capital gaúcha, construído na década de 1930 e tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual, também possui atrações permanentes.

Na Galeria, a exposição fixa Memória e Identidade apresenta a história da cidade, do prédio e da política monetária brasileira. Já no subsolo, a outra mostra permanente, Os Dois Lados da Moeda, conta com um importante acervo de numismática do Rio Grande do Sul, propondo uma analogia entre as moedas “oficiais” e “não oficiais” que circulavam na região Nas laterais da sala é contada a evolução da moeda oficial do estado brasileiro.

Além dos espaços já citados, o Farol Santander Porto Alegre conta ainda com duas arenas para discussões e debates acerca de temas como cultura e gastronomia. O subsolo, que já conta com o Cine Farol Santander e a mostra Os Dois Lados da Moeda, ainda oferece aos visitantes um café.

Fábrica Futuro promove programação especial nos dias 07 e 08 de outubro, marcando o lançamento do Palco Futuro

Mais de dez horas de atividades ocorrem de forma simultânea e independente em três palcos e três estúdios de produção de conteúdos
 
 
Nos dias 07 e 08 de outubro, a Fábrica do Futuro promove uma edição especial do Open Fábrica, evento em que abre as portas de suas instalações para apresentar novidades e projetos especiais. Na próxima sexta e sábado, o público acompanhará o lançamento do Palco Futuro, com uma programação com mais de dez horas de atividades que ocorrem de forma simultânea e independente em três palcos e três estúdios de produção de conteúdos, com podcasts, performances musicais, live paintings, sessões de networking, entre outras ações. 
As portas abertas da Fábrica vem contar duas novidades muito importantes para o mercado da criatividade da cidade: a apresentação da Comunidade Futuro e o lançamento do Palco Futuro. A Comunidade Futuro é uma iniciativa que une as riquezas técnica e humana da Fábrica com foco na produção, execução e mentoria de projetos e conteúdos. Segundo Rafael Hauck, CEO da Fábrica do Futuro, “ao longo dos últimos anos, fomos passando por diversas transformações conceituais e de negócio, e nesse processo, desenvolvemos uma série de parcerias com criadores de conteúdo, como os projetos Rap in Cena, A História do Disco, MAP, BLAXP, entre outros, e nos tornamos uma sociedade gestora de Negócios Criativos voltada a produtos de entretenimento. A Comunidade oferece toda uma estrutura de conhecimento, pessoal e física para os projetos e o evento tem como objetivo apresentar o que desenvolvemos até agora, abrindo oportunidades de novas conexões, sejam de novos criadores, novas empresas parceiras ou possíveis patrocinadores para os projetos que já estão em execução”, conta. Um dos produtos que serão lançados no Open Fábrica é o Palco Futuro – um canal com foco na transmissão de conteúdos e produtos. 
“O Palco Futuro é um palco de experiências tanto físicas quanto digitais para projetos”, afirma Hauck. A plataforma de experiências multimídia tem foco na produção, execução e mentoria de projetos e conteúdos. No Palco serão disponibilizados para o público uma série de produções de entretenimento, educação e conhecimento, reunindo em um mesmo canal produções próprias da Fábrica do Futuro e dos parceiros da Comunidade Futuro. “O Palco é nosso canal de conexão com o público com o que é realizado e produzido, nossa “emissora de Futuros”, conta. Durante o Open Fábrica – Palco Futuro, será possível acompanhar, em diversos espaços do complexo, os conteúdos e experiências que serão captadas para o Palco Futuro, como shows, batalhas de rap, palestras, podcasts, audições comentadas, entre outras atividades, programadas para sexta, dia 07. No sábado, dia 08, a programação é voltada para profissionais da área de gravação musical e para o mercado audiovisual, com demonstrações do sistema de áudio Dolby ATMOS para trilhas de cinema, TV e games. O estúdio Audio Porto é um dos únicos no Brasil que já oferece esse formato no mercado.
Os palcos e estúdios ocupam diversos espaços do complexo da Fábrica e foram organizados por temas: no Palco Tec Art, no térreo da Fábrica, o público poderá participar dos Fábrica Talks, encontros que tem como diretriz questionamentos acerca das áreas de entretenimento e cultura, envolvendo temas como: música, direitos autorais e educação. Já o Palco Rap In Cena e 99Pro será montado em uma área aberta, com conversas e apresentações com artistas e produtores, trazendo conexões e experiências sobre a cultura urbana. Para os participantes que buscam um espaço para networking, o Estúdio Blaxp contará com atrações artísticas, gravação de episódios do  Blaxp 360º com conversas sobre inovação e educação e rodadas de networking. 
O Estúdio Comunidade Futuro vem com uma proposta de transformar uma das salas do primeiro andar da Fábrica em um estúdio de podcast, em parceria com a Bisturi, onde habitantes da Comunidade Futuro promoverão uma série de conversas sobre cenários futuros. Na Sala ATMOS, na sexta-feira, o podcast A História do Disco promoverá uma gravação de um episódio especial em comemoração aos dois anos do programa e celebrando os 35 anos de lançamento do primeiro disco da banda DeFalla, com a participação dos quatro integrantes do grupo: Biba Meira, Castor Daudt, Edu K e Flu, que compartilharão histórias por trás das gravações, além de influências que construíram o repertório do álbum. No sábado, a sala receberá duas sessões para demonstrar o sistema Dolby Atmos e a estrutura física e técnica para mixagem em áudio imersivo. 
O Palco Lounge, montado em um dos espaços mais queridinhos do prédio, o Lounge AP, recebe um show dirigido artisticamente por Tiago Souza e Hiroshi Kuamoto, do Núcleo de Projetos, que será registrado e posteriormente veiculado no Palco Futuro. A performance contará com Ras Vicente e Leonardo Bittencourt e participação especial de Mima Baroni, seguida do cantor de samba e pagode Jader Lewis. No dia 8, o Palco Lounge receberá talks que abordarão temas como trilha para cinema e games, com nomes como Ronner Urbina, André Moraes, Sofia Ferreira entre outros convidados.
No Estúdio Loft será possível acompanhar a criação de uma música do início ao fim. O músico e produtor Cachola receberá convidados especiais para co-produzir a construção de um single. A Sala 240, no térreo, já conhecida por abrigar diversas ações  por abrigar diversas ações de áudio e vídeo imersivo, contará com projeções de ativações que já passaram pelo local. 
Para participar das atividades, basta realizar inscrição gratuita pelo site https://comunidadefuturo.com/open-fabrica/ e fazer a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento. Confira a programação completa no link (atividades e atrações poderão sofrer ajustes). 
 
Open Fábrica – Palco Futuro
SEXTA (07/10) – 18h30min às 22h
SÁBADO (08/10) – 14h às 19h
LOCAL: Fábrica do Futuro – Rua Câncio Gomes, 609 – Floresta/POA
Inscrição gratuita pelo site https://comunidadefuturo.com/open-fabrica/ e fazer a doação de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento

Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Porto Alegre recebem solo estrelado por Claudia Abreu em outubro

‘Virginia’, dirigido por Amir Haddad, marca a estreia da atriz como autora teatral em um mergulho no universo de Virigina Woolf

Claudia Abreu retorna aos palcos gaúchos a partir de 04 de outubro, realizando uma turnê por Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Porto Alegre, com apresentações de seu mais recente projeto no teatro, Virginia. A montagem, que já passou por temporadas de sucesso em São Paulo e Belo Horizonte, é o resultado dos vários atravessamentos que Virginia Woolf (1882-1941) provocou em Claudia Abreu ao longo de sua trajetória. A vida e a obra da autora inglesa são os motores de criação deste espetáculo, fruto de um longo processo de pesquisa e experimentação que durou mais de cinco anos. Primeiro monólogo da carreira da atriz, o solo marca ainda a sua estreia na dramaturgia e o retorno da parceria com Amir Haddad, que a dirigiu em ‘Noite de Reis’ (1997). O projeto conta com a co-direção de Malu Valle
A relação de Claudia com Virginia Woolf começa em ‘Orlando’, montagem assinada por Bia Lessa, em 1989. Aos 18 anos, ela travou contato inicial com a escritora de clássicos como ‘Mrs Dalloway’, ‘Ao Farol’ e ‘As Ondas’. No entanto, somente em 2016, com a indicação de uma professora de literatura, que a atriz reencontrou e mergulhou de cabeça no universo da autora. Após ler e reler alguns livros, incluindo as memórias, biografias e diários, a vontade de escrever sobre Virginia falou mais alto.
‘Eu me apaixonei por ela novamente. Fiquei fascinada ao perceber como uma pessoa conseguiu construir esta obra brilhante com tanto desequilíbrio, tragédias pessoais e problemas que teve na vida. Como ela conseguiu reunir os cacos?’, questiona a atriz, que enxerga Virginia também como um marco de maturidade em sua trajetória: ‘o texto também vem deste desejo de fazer algo que me toca, do que me interessa falar hoje. De falar do ser humano, sobre o que fazemos com as dores da existência, sobre as incertezas na criação artística, e também falar da condição da mulher ontem e hoje. Não poderia fazer uma personagem tão profunda sem a vivência pessoal e teatral que tenho hoje’, avalia.
A dramaturgia de Virginia foi concebida como inventário íntimo da vida da autora. Em seus últimos momentos, ela rememora acontecimentos marcantes em sua vida, a paixão pelo conhecimento, os momentos felizes com os queridos amigos do grupo intelectual de Bloomsbury, além de revelar afetos, dores e seu processo criativo.
A estrutura do texto se apoia no recurso mais característico da literatura da escritora: a alternância de fluxos de consciência, capaz de ‘dar corpo’ às vozes reais ou fictícias, sempre presentes em sua mente.
‘Fazer o monólogo foi uma opção natural neste processo, pois todas as vozes estão dentro dela. Eu nunca quis estar sozinha, sempre gostei do jogo cênico com outros colegas, mas a personagem me impeliu para isso’, analisa Claudia, cujo processo de criação se desenvolveu a partir de uma série de improvisações solitárias que fez ao longo dos últimos anos, em especial durante o período pandêmico, já acompanhada por Amir Haddad.
A chegada de Amir ao projeto vem ao encontro do desejo de Claudia em encenar o seu próprio texto. ‘Ele tem como premissa a liberdade, permite que o ator seja o autor de sua escrita cênica, isso foi fundamental em todo o processo. O ator é um ser da oralidade, a maior parte do texto foi escrita também a partir do que eu improvisava de maneira espontânea e depois organizava como dramaturgia’, relata a atriz, que se aventurou na escrita pela primeira vez com o roteiro da série ‘Valentins’, em 2017, da qual também é co criadora.
Malu Valle, que assina a codireção da montagem, chegou no processo quando Amir se recuperava de covid e teve uma contribuição valiosa em Virginia com seu olhar feminino. 
As apresentações no RS iniciam por Santa Cruz do Sul na terça-feira, 04 de outubro, às 20h30 no Teatro Mauá. Em Santa Maria, a performance ocorre no Theatro Treze de Maio, na quinta-feira, dia 06. Encerrando a circulação pelo RS, Claudia sobe ao palco do Theatro São Pedro no sábado e domingo, dias 08 e 09. Os ingressos custam entre R$ 30,00 e R$ 100,00 em Santa Cruz e  R$ 60,00 e R$ 120,00 em Santa Maria, à venda pela plataforma Sympla. Em Porto Alegre, as entradas estão à venda pelo site do teatro com valores entre R$ 20,00 e R$ 100,00. 

Virginia – turnê RS

Santa Cruz do Sul, 04 de outubro, 20h30
Teatro Mauá – Rua Cristóvão Colombo, 366, Prédio 2, Higienópolis
Ingressos – https://www.sympla.com.br/evento/virginia-teatro-maua-santa-cruz-do-sul/1714258

Santa Maria, 06 de outubro, 20h
Theatro Treze de Maio – Praça Saldanha Marinho, s/n, Centro
Ingressos https://www.sympla.com.br/evento/virginia-theatro-treze-de-maio/1713326

Porto Alegre, 08 de outubro, 21h, 09 de outubro, 18h
Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n
Ingressos https://theatrosaopedro.eleventickets.com/#!/evento/db8d37c491981456850b844929e14ec5bfff7c0a

Sinopse resumida: Claudia Abreu estreia seu primeiro monólogo, que foi idealizado e escrito por ela a partir da vida e da obra de Virginia Woolf (1882-1941). Em cena, a atriz interpreta a genial escritora inglesa, cuja trajetória foi marcada por tragédias pessoais e uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. A estrutura do texto se apoia no recurso mais característico da literatura da escritora: a alternância de fluxos de consciência, capaz de ‘dar corpo’ às vozes reais ou fictícias, sempre presentes em sua mente.

“Minha querida Virginia,
Minha relação com sua literatura começou aos dezoito anos, quando encenei no teatro uma adaptação de seu romance “Orlando”. Como eu era muito jovem, talvez não tenha tido o entendimento total da profundidade da obra, mas me lembro de achá-la bastante moderna para a época em que foi escrita. Era surpreendente o questionamento simbólico acerca das questões de gênero ali presentes, principalmente por se tratar da primeira metade do século XX. Uma escritora avant la lettre.
Meu reencontro com você, Virginia, aconteceu de maneira fulminante há alguns anos. Eu comecei a me aventurar na escrita e conheci uma professora de literatura que auxiliava escritores com seu olhar sofisticado, além de sugerir valiosas referências literárias. Divagando entre uma aula e outra, eu disse a ela que tinha vontade de escrever sobre uma história que tivesse uma fluência no tempo coexistente, eu queria que as personagens passeassem pelas várias fases da vida, que dialogassem com elas mesmas no passado, assim como no futuro.
Fluxo de consciência, essa era chave. Assim eu poderia viajar em todas as mentes, por todas as fases da existência E qual foi a minha surpresa? Você tinha revolucionado a literatura alternando os fluxos de consciência de forma brilhante!
Imaginei um encontro fictício nosso, quando lhe contaria impressões de minhas leituras, falaria de como sua sensível e aguda percepção da realidade me iluminava, o quanto sua personalidade extraordinariamente singular me inspirava Li suas biografias, seus diários, suas memórias E descobri algo que me parecia impossível sua vida era tão interessante quanto sua literatura Como sobreviveu, tendo os nervos tão frágeis, a tantas tragédias familiares, às depressões, às violações à sua sensibilidade? Ainda hoje me compadeço de suas angustiantes crises nervosas.
O desejo de reviver sua existência no teatro foi um processo natural.
Desde então, todos os caminhos me levaram a você, Virginia.
Passei os últimos anos dedicada à tarefa de tentar fazer um recorte potente e amoroso de sua vida
Espero que goste
Com carinho,
Cláudia”

VIRGINIA – FICHA TÉCNICA
CLÁUDIA ABREU Idealização Dramaturgia Atuação
AMIR HADDAD Direção
MALU VALLE Codireção
MARCIA RUBIN Direção de Movimento
MARCELO OLINTO Figurinos
BETO BRUEL Iluminação
DANY ROLAND Trilha Sonora com colaboração de José Henrique Fonseca
BRUNA MORETI Operação de som
IGOR SANE Assistente de iluminação / operação de Luz
CAROLINA PINHEIRO Design gráfico
FOTOS Rogério Faissal, Pablo Henriques e José Henrique Fonseca
ASSESSORIA DE IMPRENSA LOCAL Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
PRODUÇÃO LOCAL Letícia Vieira – Primeira Fila Produções
PRODUÇÃO EXECUTIVA Carlos Chapeu
DADÁ MAIA Direção de Produção

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