Evento de premiação ocorreu neste domingo (23), na Cinemateca Capitólio
Júri elegeuUma Noite Perigosa na Ilha de Vulcano, de Darks Miranda, como o vencedor do Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo
Porto Alegre, 24 de fevereiro de 2025 – Neste domingo, 23 de fevereiro, o 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira divulgou os ganhadores da Mostra Competitiva Brasil. O júri, composto pelo cineasta, roteirista, crítico e historiador da arte Giordano Gio, a educadora, crítica, programadora e pesquisadora de cinema Juliana Costa e o crítico de arte, diretor, curador e professor Juliano Gomes, elegeu Uma Noite Perigosa na Ilha de Vulcano, de Darks Miranda, como o vencedor do Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo. A obra recebeu o troféu assinado pelo artista Luiz Roque, além de R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de luz e maquinária na Locall RS e R$ 3.000,00 em processamento de conteúdos como packinger com transcoding, metadados e thumbnails responsivos para plataformas de streaming de parceiros da Media Mundus.
As 49 obras selecionadas pelos curadores Dirnei Prates, Kamyla Belli, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo para a Mostra Competitiva Brasil foram avaliadas pelos jurados, que tiveram a missão de eleger o Grande Prêmio do 15º Cine Esquema Novo e mais cinco destaques, todos eles acompanhados de uma justificativa que explicita as razões da escolha. As produções contempladas foram Kebranto, de Jonas Van e Juno B; O Tubérculo, de Lucas Camargo e Nicholas Zetune; Sem Título #9 Todas As Flores Da Falta, de Carlos Adriano; Afluente, de Frederico Benevides; e A Sua Imagem Na Minha Caixa De Correio, de Silvino Mendonça.
A programação ainda apresentou a terceira edição da Mostra Outros Esquemas, que contou com oito obras exibidas de forma não competitiva; a Mostra Artista Convidado – Luiz Roque, que reuniu sete obras do artista, sendo uma inédita no Brasil; a Mostra Audiovisual em Curso, com produções universitárias gaúchas; SessõesAcessíveis, com Libras, Audiodescrição e LSE para pessoas com deficiência, que também contaram com tradução em Libras nos debates; e a Mostra de Acervo, com obras pertencentes ao Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), ao Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), à Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB) e que integraram as outras edições do Cine Esquema Novo (CEN).
Além das mostras, o festival promoveu a OficinaCâmera Causa – Realização Audiovisual para grupos em vulnerabilidade social, ministrada pelo realizador audiovisual Gustavo Spolidoro; a Oficina Audiovisual em Curso, realizada para alunos de seis universidades do Estado; a Oficina de Sensibilização e Introdução aos Recursos de Acessibilidade, voltada para orientar os integrantes da equipe; o Programa de Capacitação Novos Talentos, contratando aprendizes remunerados; a terceira edição do Seminário Pensar a Imagem, que provocou conversas sobre Geopolítica da Atenção com profissionais convidados pela curadora Gabriela Almeida; e debates da Mostra Competitiva Brasil, mediados por representantes da ACCIRS, da Mostra Artista Convidado, da Mostra de Acervo e das Sessões Acessíveis, com os realizadores presentes no festival. O público também pôde conferir os Cadernos de Artista, com referências, entrevistas, informações e imagens disponibilizadas pelos participantes da Mostra Competitiva Brasil para gerar maior compreensão sobre o universo de suas obras. O material segue disponível gratuitamente para consulta no site do festival.
A programação reuniu 145 obras, além das atividades formativas (oficinas, seminário e debates), que ocorreram em seis espaços da cidade: a Cinemateca Capitólio e o Goethe-Institut Porto Alegre, parceiros institucionais já há muitas edições, assim como a Cinemateca Paulo Amorim, o MACRS, a Casa de Cultura Mario Quintana e a Casa Baka. “Foi uma experiência incrível ter 10 dias de programação múltipla, com a participação do público e de artistas daqui e de outros estados do Brasil. Ver as obras no cinema, nos espaços expositivos, rever artistas os quais acompanhamos a produção, conhecer novos nomes, presenciar a relação entre as pessoas que estiverem nos locais de realização participando dos debates, receber o retorno de que a programação estava intensa e rica… é para isso que realizamos o festival, para ver as trocas acontecendo, a experiência de cada pessoa, essas obras diferentes entre si e também, em diálogo”, revelam Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo, organizadores do evento.
O 15º Cine Esquema Novo é uma realização da Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem – ACENDI. Projeto realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS, com apoio institucional da Prefeitura de Porto Alegre, Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, MACRS, Casa de Cultura Mario Quintana, RS Criativo, MARGS, Fundação Vera Chaves Barcellos e Casa Baka; apoio de premiação da Locall e Media Mundus; e apoio do Prime Box Brazil, TVE RS, FM Cultura, Atelier de Massas, Charlie Confeitaria, Térreo CCMQ, Lola Bar CCMQ, Press Bar e Restaurante, Restaurante Suprem e Suspeito Vinho. Mais informações, acesse: www.cineesquemanovo.org | www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo
Saiba Mais
Mostra Competitiva Brasil – Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira
Pela manipulação sensual das imagens, permitindo-se gozar em escalas, ritmos e cores com domínio narrativo e fruição sensorial. Por parir um mundo com os restos de outros, tornando momentos insignificantes em instantes de êxtase ao deslocar o desejo do olhar do corpo para a matéria orgânica e as luzes celestes. Pelo fascínio que exerce ao transformar imagens de um cinema de outro tempo e espaço em imagens de um cinema do futuro.
Por uma erótica da arte, o Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo é de UMA NOITE PERIGOSA NA ILHA DE VULCANO, de Darks Miranda.
Prêmio Através da Escuridão
Pelo uso singular de cada recurso audiovisual, da palavra escrita à computação gráfica, da música ao sussurro, e através desses recursos, nos conduzir por uma renderização mítica do desejo como uma ponte entre o abstrato e o concreto.
KEBRANTO, de Jonas Van e Juno B
Prêmio Do Futuro Passado
Pela originalidade com que constrói uma ficção que é, ao mesmo tempo, cristalina e opaca, imprimindo humor, melancolia e erotismo em 8 milímetros de forma agudamente contemporânea.
O TUBÉRCULO, de Lucas Camargo e Nicholas Zetune
Prêmio O Mágico Almeja Olhar
Pelo exercício de uma autobiografia não individualista, abundante em ritmos e associações, formando um ensaio lírico e crítico de enorme pulsação sensorial, que assume formas variadas através de seu apaixonado amálgama.
SEM TÍTULO #9 TODAS AS FLORES DA FALTA, de Carlos Adriano
Prêmio Um Canto Entre Dois Mundos
Pelo gesto rizomático que reúne diferentes qualidades de imagens para cartografar um território e o seu além, através de caligrafia fluida, analítica e hipnótica, construindo um sinuoso retrato das camadas de uma possível geopolítica da energia no Brasil.
AFLUENTE, de Frederico Benevides
Prêmio Fogo Comigo a Caminhar
Por nos convidar a experienciar o tesão de recortar as estrelas para si, destilar o veneno na materialidade da palavra escrita e ousar permitir que o espectador boie com leveza em meio um mar de subjetividade confessional no qual muitos outros filmes se afogam.
A SUA IMAGEM NA MINHA CAIXA DE CORREIO, de Silvino Mendonça
Prêmios:
Todos os vencedores recebem Troféu criado pelo artista Luiz Roque
Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo
Media Mundus – R$ 3.000,00 em processamento de conteúdos (packinger com transcoding, metadados e thumbnails responsivos) para plataformas de streaming de parceiros: Claro Tv+ ou Prime Video.
Locall – Apoio equivalente a R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de luz e maquinária na Locall RS
Jurados
Giordano Gio é cineasta, roteirista, crítico e historiador da arte, formado em Realização Audiovisual pela UNISINOS, em História da Arte pela UFRGS, onde também realizou seu mestrado e, atualmente, conclui o doutorado em História, Teoria e Crítica de Arte. Sócio-fundador da Fehorama Filmes, produtora que completa 10 anos em 2024. Gio vem trabalhando no setor há quase 10 anos, em funções como diretor, roteirista, assistente de direção e produtor executivo, em diversos formatos como curtas metragens, longas metragens, séries e videogames. Como crítico, é colaborador de publicações como o Zinematógrafo e Teorema.
Juliana Costa é educadora, crítica, programadora e pesquisadora de cinema. É doutora em Comunicação Social pela PUCRS e mestra em Educação pela UFRGS. É editora do Zinematógrafo, fanzine impresso de crítica cinematográfica e da Revista Abismu. Já publicou textos em diversas revistas nacionais e internacionais como Filme e Cultura e a revista belga Fantomas. Participou de juris e comissões de seleção de festivais de cinema, atualmente integra a equipe de curadoria de longas-metragens da Mostra de Tiradentes. É coordenadora do Programa de Alfabetização Audiovisual, projeto educativo da Cinemateca Capitólio.
Juliano Gomes é crítico de arte, diretor, curador e professor. Formado em Comunicação (PUC-Rio), Mestre em Comunicação (ECO-UFRJ). Leciona no curso de cinema da FAAP (SP). Redator na Revista Cinética desde 2009. Foi comitê de seleção do Sheffield Doc Fest (2020 e 2021). Júri da DocLisboa (2019), RIDM Montreal (2022), Festival de Brasília (2022), Forum Doc BH (2021), Mostra Tiradentes (2019), FBCU (2012), Cachoeira Doc (2014), Festcurtas BH (2014) e Fronteira Festival (2015). Publicou na Film Quarterly, World Records Journal, Folha, Piauí, Filme&Cultura, e diversos catálogos. Publicou nos livros “1967 – Meio século depois” , “O Cinema Brasileiro em Resposta ao país”. “Crítica e curadoria” (Selo PPGCOM UFMG) e “O Som que Manda” (Editora 34) . Participou de banca de avaliação de projetos nos editais estaduais do DF (2021), Ceará (2015) e Pernambuco (2018). Programa a Sessão Cinética no IMS desde 2009. Dirigiu os curtas “…” (2007) e “As Ondas” (2016), com Léo Bittencourt. E “Nada haver” (2022). Dividiu a direção de fotografia com Léo Bittencourt, do curta “Vagalumes” (2021), indicado ao prêmio ABC de fotografia.
Seleção conta com 145 obras, divididas em seis mostras, com cinco world premières, oficina, seminário e debates em programação totalmente gratuita que ocupa seis espaços da cidade
Evento ocorre de 14 a 23 de fevereiro com entrada franca e é realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS
Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2025 – O 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre entre os dias 14 e 23 de fevereiro, com seis mostras, 145 obras, cinco delas estreias internacionais,seminário, oficina, debates e o artista Luiz Roque como artista convidado. Toda a programação é gratuita e ocupa diferentes espaços culturais da cidade, como a Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, MACRS – Galeria Sotero Cosme, Casa de Cultura Mario Quintana e Casa Baka.
As obras se dividem em seis mostras: Competitiva Brasil, Outros Esquemas, Audiovisual em Curso, Acessível, de Acervo e Artista Convidado – Luiz Roque. A primeira delas, a Competitiva, atraiu um total de 675 inscritos, com 49 obras escolhidas para integrar a principal programação do festival. Foram mais de 282 horas de material avaliadas e selecionadas pelo time de curadores formado por Dirnei Prates, Kamyla Belli, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo.
Abrindo a programação, na sexta, 14 de fevereiro, a Cinemateca Capitólio recebe a exibição de Clube Amarelo, de Luiz Roque, artista convidado desta edição e que foi desenvolvido durante a residência artística na Fundación Ama Amoedo (Uruguai) e terá a sua estreia nacional durante o evento.
Repetindo o sucesso de 2021, a organização do festival segue com a proposta do Caderno de Artista para a Mostra Competitiva Brasil. São diversos conteúdos que serão construídos em parceria com cada um dos selecionados e estarão disponíveis em um ambiente digital criado para cada participante. “O Caderno de Artista é um espaço que concentra referências artísticas, entrevistas, informações, imagens, playlists, e que convidam o público a ter uma maior compreensão do universo de cada artista”, declaram Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo, organizadores do CEN, que celebra em 2025 22 anos de sua primeira edição.
A seleção da competitiva conta com 16 projetos assinados por duos ou grupos, 24 realizadoras, 33 realizadores, além de artistas trans e não bináries. Temáticas como memória e história, identidade queer, exploração da natureza, territorialidade, laços familiares, protagonismo trans, empoderamento da negritude, ocupações políticas e territoriais, nova memória da presença indígena e negra no imaginário brasileiro, direitos humanos, saúde mental, entre outras, pautam os títulos selecionados a partir de 17 Estados brasileiros, e oito produções assinadas por brasileiros realizadas no exterior (ou em coprodução internacional).
A Mostra Competitiva Brasil traz cinco premières mundiais na programação: Afluente (Frederico Benevides), Buraco Negro (Rafael Spínola), Ensaios para o Fim (André Severo), O lugar por onde a água corre (Camila Leichter; coautor Mauro Espíndola) e Joia Muscular, (Jonathas de Andrade). Columbófilos, também de Jonathas de Andrade, fará sua estreia nacional.
Buraco Negro, de Rafael Spínola, marca sua estreia no circuito de festivais na programação do CEN. Já Frederico Benevides, que em 2021 participou da seleção com Performatividades do Segundo Plano (Frederico Benevides e Yuri Firmeza) e em 2018 com 26 postais contam a história de uma amizade de 30 anos, traz para o evento a estreia de Afluente. Através da investigação de dois acervos – um de 16000 fotografias da Companhia Hidrelétrica do São Francisco sobre a construção das primeiras hidrelétricas no leito do rio (anos 1940-60) e outro pertencente ao produtor Isaac Rozemeberg, que filmou o São Francisco entre 1940 e 1980 – Afluente pretende discutir o processo de transformação do rio, esse ente complexo com milhares de camadas em uma mirada que privilegia seu entendimento apenas como fonte de recursos, com centralidade na energia elétrica.
Jonathas de Andrade, que ocupou o Pavilhão do Brasil na Bienal de Veneza de 2022 e já esteve na programação do CEN com O Peixe em 2018, apresenta a estreia de Joia Muscular. Já Columbófilos integrou a exposição “Sobrevoo”, resultado de uma residência artística na cidade do Porto em 2023, além de ter sido exibido no festival de Curtas Vila do Conde IFF em Portugal. Ensaios para o Fim é uma videoinstalação inédita do artista André Severo, que reúne monitores de televisão – de diversos tamanhos, modelos e formatos – com pequenas passagens em loop de cenas de explosões de bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial ou em testes durante a Guerra Fria. Para a exibição no Cine Esquema Novo, a instalação ganhou uma versão para a sala de cinema que, além dos televisores dispostos no ambiente, conta também com um filme-colagem de 60 minutos que será projetado na grande tela, criando uma atmosfera contraposta de caos e beleza.
Camila Leichter e Marcela Ilha Bordin, que foram as vencedoras do Grande Prêmio Cine Esquema Novo 2018, com A Casa e Princesa Morta do Jacuí, voltam à programação com O lugar por onde a água corre (Camila Leichter; coautor Mauro Espíndola) e Sertão, América (Marcela Ilha Bordin). O lugar por onde a água corre é um filme experimental, rodado durante as enchentes de 2024, que reúne pesquisa colaborativa, produção de arquivo e ensaios audiovisuais com o Arroio Serraria, apresentando uma trajetória poética de um corpo d’água, suas margens, seres, materialidades, fenômenos e imaginários. “A enchente de 2024 transformou o processo do filme. A gente é muito afetado pelo convívio com o arroio, mas este ano foi extremo. Temos um arquivo de enchentes desde 2014, mas desde 2023 a coisa virou”, revela. Já Sertão, América, é um registro no sertão do Piauí, onde desenhos rupestres desafiam a teoria corrente de como o homem entrou na América.
A lista também integra títulos como O Milagre de Helvetia e Roma Talismano, de Guerreiro do Divino Amor, artista participante da última Bienal de Veneza, contemplado com o Prêmio Pipa 2019 e que participa pela quarta vez do festival. Em 2019, o público pôde conferir Supercomplexo Metropolitano Expandido e A Cristalização de Brasília; já em 2021 foi a vez de O Mundo Mineral. Sexto capítulo do Atlas Mundial SuperFiccional, O Milagre de Helvetia investiga a Suíça como constructo alegórico de beleza, riqueza e perfeição e foi exibido na Bienal de Veneza de 2024 e no Centro de arte contemporânea de Genebra. Já Roma Talismano, sétimo capítulo do Atlas Superficcional Mundial, explora Roma como talismã moral e estético do ocidente. A obra foi produzida como instalação para o pavilhão da Suíça na Bienal de Veneza, e uma versão em filme foi produzida para a Bienal de Bangkok.
Dona Beatriz Ñsîmba Vita, de Catapreta, é livremente inspirado na história da heroína congolesa Kimpa Vita. O filme já foi exibido em 30 festivais nacionais e internacionais, como Festival de SUNDANCE 2024, 60th Chicago International Film Festival e 25th Buenos Aires International Independent Film Festival (BAFICI), onde recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem Latino Americano, além de prêmios no 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, III AFRONTE – Festival de Cinema da Diversidade Sexual, Racial e de Gênero, 31º Festival de Cinema de Vitória, 14º Festival Internacional de Cinema Animage, 34º Cine Ceará e 26º FestCurtasBH. O realizador já participou do CEN, em 2008 com O Céu no Andar de Baixo.
Victor Di Marco e Márcio Picoli participaram da edição de 2021 com O que pode um corpo?, obra que integrou a Mostra Outros Esquemas. Em 2025, a dupla apresenta Zagêro, um curta-metragem que investiga os limites do sublime, do humor e do exagero para se falar sobre deficiência e direitos. Mesclando música, poesia e dança, a obra exalta a potência e subversão de corpos com deficiência. “Escancarando a história DEF invisível e profetizando que somos muito além de uma sigla, o projeto conta com todas as direções com pessoas com deficiência”, revelam os realizadores. Zagêro já participou de festivais como Festival Internacional de Curtas de SP – CURTA KINOFORUM, Festival Internacional do RJ – Curta Cinema, Festival de Cinema de Gramado, entre outros.
Animais noturnos, de Indigo Braga e Paulo Abrão, traz a história de Mutante, uma travesti de mais de 100 metros que mora no Rio de Janeiro e, diferentemente de um kaiju que busca por destruição e vingança, convive em relativa harmonia com seu entorno. O curta-metragem assume a existência trans enquanto uma experiência mágica e pós-humana, posicionando seu protagonismo na formação do espaço urbano carioca, em especial, no centro da cidade, onde o filme e sua monstra se instalam. A dupla de diretores afirma que a obra tem como objetivo promover a reflexão sobre os lugares ocupados por corpos LGBTQIAPN+ na cidade, que não podem ser restritos às suas existências noturnas.
A Mostra Competitiva Brasil conta com projetos de mais nomes que já estiveram em outras edições do festival, Mar de Dentro, de Lia Letícia, conta a história de Sérgio Lino dos Santos, ex-detento de Fernando de Noronha. Perpassando as colonialidades, das ditaduras de Vargas e de 1964 até a atualidade, a obra busca um registro poético e político da história do que não foi revelado, mas persiste e perdura na contemporaneidade. Lia já esteve nas edições de 2021 e 2019 do festival, com as produções Per Capita e Thinya.
Para a diretora do CEN e integrante do time curatorial, Jaqueline Beltrame, a seleção apresenta uma característica da curadoria do festival, que se repete ao longo das edições: “buscamos conhecer novos trabalhos e artistas, assim como acompanhamos a produção dos artistas que já integraram diferentes edições do Cine Esquema Novo”, declara. “É muito interessante, tanto para a curadoria, quanto para o público, acompanhar trajetórias através do festival. Desta forma, o CEN colabora com a conexão dos artistas e os espectadores, afirma.
Aquele que viu o abismo, de Gregorio Gananian e Negro Leo, é uma ficção científica noir, vencedora do Prêmio de Melhor Filme da Mostra Olhos Livres da 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Com grande parte das cenas gravadas na China em 2019, durante uma residência artística, o filme “primeiro teve os personagens e performances criadas, para então construirmos o roteiro”, afirma Gananian. A Última Valsa, segundo curta do projeto ‘Poemas cinematográficos’ de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet, também integra a seleção.
Já O Cavalo de Pedro, de Daniel Nolasco, é um mockumentary sobre os mitos relacionados ao cavalo que Dom Pedro I montava no dia do “Grito da Independência” em 1822. A imagem do animal foi imortalizada na pintura “Independência ou Morte”, de 1888, do artista brasileiro Pedro Américo. Na pintura em óleo sobre tela, Dom Pedro está às margens do Ipiranga rodeado por seu exército, com a espada levantada e declarando a independência do Brasil. No centro da tela, Dom Pedro está montado em um cavalo alazão rajado que fazia parte da cavalaria real. Conta-se que Dom Pedro gostava tanto do animal que teria lhe dado um cargo de funcionário público no Império Brasileiro. Tendo como guia o romance de Paulo Setúbal, As Maluquices do Imperador, o filme propõe uma leitura queer sobre o momento da independência brasileira e sobre Dom Pedro I. Esta é a terceira participação de Nolasco no festival, que em 2018 integrou a programação com Sr. Raposo, e em 2021, com Vento Seco.
Oração, de Haroldo Saboia, é um filme-canto: duas musicistas e um bailarino elaboram a relação entre memória diaspórica afro-brasileira e a canção popular, sobretudo o samba. Com uma montagem fragmentada, improvisações musicais e proposições de dramaturgia com textos e falas de poetas como Edimilson de Almeida Pereira, Aimé Cesáire, Lucille Clifton, Gilberto Gil, Zé Keti e Nelson do Cavaquinho.
Para Lota, de Bruno Safadi e Ricardo Pretti, é um filme de pandemia. Foi rodado em 2020, à noite, com uma cidade completamente deserta. A obra apresenta um travelling de 7 km, a 120 quadros por segundo dentro de um carro a 15 km por hora, resultando em uma tomada de 1 hora e 25 minutos de duração, de ponta a ponta de Parque do Flamengo – segundo maior parque urbano do mundo e joia do paisagismo e da arquitetura brasileiras. Seu som é constituído por 14 cartas de sua criadora, Lota de Macedo Soares, para o então prefeito do Rio de Janeiro, o famoso político Carlos Lacerda. Safadi e Pretti se conheceram no Cine Esquema Novo em 2008.
Urban Solutions, uma coprodução entre Brasil e Alemanha, assinado pela Pátio Vazio e Cine Copains, foi filmado inteiramente na cidade de Porto Alegre em 16mm colorido e finalizado no LaborBerlin. Com direção de Arne Hector, Luciana Mazeto, Minze Tummescheit e Vinícius Lopes, o filme foi selecionado para a competição internacional do festival de Roterdã, e estreou no Cinéma du Réel – onde foi agraciado como melhor curta da competição internacional. No elenco, Ivo Alexandre Junior, Sandra Dani, Heinz Limaverde, Ivo Medeiros, Alvaro RosaCosta, Leo Maciel, Martin Clausen e Zé de Paiva, um porteiro observa as imagens das câmeras de segurança em um prédio residencial, enquanto reflete sobre sua profissão e a relação com seus empregadores.
A Mostra Competitiva Brasil premiará ao final do evento o Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo e 5 Prêmios Especiais do Júri, com um troféu criado por Luiz Roque especialmente para o festival, além de prêmios em serviços da Locall (R$ 10.000,00 em locação de equipamentos de luz e maquinária na Locall RS) e Media Mundus (R$ 3.000,00 em processamento de conteúdos como packinger com transcoding, metadados e thumbnails responsivos para plataformas de streaming de parceiros: Claro Tv+ ou Prime Video). O Júri Oficial poderá outorgar até 5 prêmios, de forma livre, dentre todas as obras em competição e é formado pelo cineasta, roteirista, crítico e historiador da arte Giordano Gio, a educadora, crítica, programadora e pesquisadora de cinema Juliana Costa e o crítico de arte, diretor, curador e professor Juliano Gomes. As sessões são seguidas de debates em parceria com a ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do RS.
Luiz Roque é o artista convidado desta edição
Luiz Roque, um dos mais destacados nomes da arte contemporânea brasileira, é o artista convidado do 15º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira. Em homenagem à trajetória do artista, a programação do evento inclui uma mostra individual com suas obras audiovisuais que serão exibidas na Cinemateca Capitólio, na Cinemateca Paulo Amorim, MACRS e na Casa de Cultura Mario Quintana (sala Radamés Gnatalli). Essa curadoria, assinada por Jaqueline Beltrame e Kamyla Belli, oferece uma oportunidade única de imersão no universo multifacetado de Roque, convidando o público a desbravar o lado provocador e sensorial construído em suas obras.
Com sua habilidade em criar imagens icônicas e provocadoras como ferramentas de reflexão, seus filmes relacionam o cinema expandido a questões sociais, trazendo uma abordagem profunda sobre temas urgentes. Em tempos onde questões de identidade, de espaço urbano e de representação estão no centro dos debates culturais, o trabalho de Roque coloca em cena um olhar crítico e sensível, que não se limita à estética.
A Mostra Artista Convidado – Luiz Roque, do CEN, inclui sete obras do artista, sendo uma inédita no Brasil.Clube Amarelo (2024) foi desenvolvido durante a residência artística na Fundación Ama Amoedo (Uruguai) e terá a sua estreia nacional durante o evento. O filme une cenas coloridas e em preto e branco para mergulhar nas questões do prazer, da natureza e das transformações físicas e emocionais dos corpos em busca de novos sentidos. A obra enriquece a já consolidada carreira do artista e, junto da seleção, conecta e propõe interseções entre cinema, arte visual e pensamento crítico.
Roque faz parte da história do CEN desde sua primeira edição, já que criou o Troféu do festival, que é entregue até hoje aos vencedores da Mostra Competitiva Brasil. O artista é natural de Cachoeira do Sul (RS) e residente em São Paulo. Seu trabalho foi tema de exposições individuais em lugares como KW, Berlim (2024), Proa21, Buenos Aires (2022), VAC / Universidade do Texas, Austin (2021), Pivô, São Paulo (2020), CAC Passerelle, Brest (2020), New Museum, Nova York (2019) e MAC Niterói, Rio de Janeiro (2018). Suas obras também foram incluídas em mostras coletivas como a 12a Bienal de Gotemburgo (2023), a 59a Bienal de Veneza (2022), a 32a Bienal de São Paulo (2016) e em instituições como PORTIKUS, MASP, MoMa-Ps1, Museu de Arte Moderna de Varsóvia e a Kunsthalle Viena.
Mostra Outros Esquemas apresenta oito obras que contemplam o fazer artístico
Outra programação já tradicional é a Mostra Outros Esquemas, que passou a integrar a programação do CEN em 2019 como forma de contemplar mais um espaço de expressão da arte audiovisual brasileira. Em formato não competitivo, a seleção conta com oito filmes selecionados de cinco estados do Brasil que apresentam uma particularidade em comum: são obras que contemplam o fazer artístico, os processos criativos e as trajetórias de importantes artistas brasileiros, adentrando histórias relevantes para a memória da arte nacional, bastidores de exposições, composições musicais e peças teatrais, além de ações que fortaleceram e que continuam fortalecendo movimentos culturais no país. Integram a seleção os títulos: Arruma um Pessoal pra gente botar uma Macumba num Disco (Chico Serra), Arte da Diplomacia (Zeca Brito), Batimento (Anderson Astor), Boom Shankar – O filme perdido do Guará (Sérgio Gag), Brasiliana: o musical negro que apresentou o Brasil ao mundo (Joel Zito Araujo), Hélio Melo (Leticia Rheingantz), Mborairapé (Roney Freitas) e Um Corpo Só (Cacá Nazario).
Acervos de três instituições e do festival apresentam quatro programas em mostra
Nesta edição, o CEN retoma e amplia uma experiência de cotejamento de estéticas, poéticas e ideias iniciada em 2022 com a apresentação lado a lado de obras do acervo do festival com trabalhos audiovisuais de artistas integrantes da coleção do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MACRS), em uma mostra na Galeria Sotero Cosme da Casa de Cultura Mario Quintana. Em 2025, essa conversa entre criações artísticas que exploram as potências da visualidade vai contemplar também outras instituições gaúchas cujos acervos abrigam produções em videoarte, filmes de artista e registros de performance: além do CEN e do MACRS, participarão da Mostra de Acervo o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e a Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB).
Nos dias 22 e 23 de fevereiro, a Cinemateca Capitólio exibirá quatro programas com obras audiovisuais dessas instituições. Cada acervo terá uma sessão própria com trabalhos selecionados por uma curadoria de Jaqueline Beltrame e Roger Lerina. “Será uma oportunidade preciosa para o público conhecer trabalhos de artistas locais, nacionais e estrangeiros, históricos e contemporâneos, raramente exibidos. O resultado desse recorte feito em um repositório imagético tão heterogêneo e rico – do ponto de vista formal e narrativo, estético e técnico, de procedência e época – é uma Mostra de Acervo plural, caleidoscópica e inquieta, que dá testemunho de um potente corpus artístico ainda a ser desvelado”, afirmam os curadores.
Acessibilidade e produção universitária também integram a programação
O público também poderá conferir seis dos filmes da Mostra Competitiva e da Mostra Outros Esquemas em sessões acessíveis na Cinemateca Capitólio, seguidas de debates com tradução para Libras. No dia 16 de fevereiro, às 19h, é apresentado Um Corpo Só (Cacá Nazario), com Libras, Audiodescrição e LSE. Já no dia 17 de fevereiro são exibidos O Sonho de Anu (Vanessa Kypá), com Libras; E nada mais disse. (Julia Menna Barreto), com Libras; Mar de Dentro (Lia Letícia), com Libras; A Edição do Nordeste (Pedro Fiuza), com Libras; e Zagêro (Victor di Marco e Márcio Picoli), com Libras, Audiodescrição e LSE.
Ainda ocorre a terceira edição da Mostra Audiovisual em Curso, que conta com a curadoria de 19 alunos de cursos de Animação, Artes Visuais, História da Arte e Produção Audiovisual, de seis instituições do RS: Unisinos, PUCRS, UFRGS, Uniritter, UFPel e UFSM. A mostra reúne 45 obras selecionadas pelos estudantes que participaram de workshop de curadoria ministrado pelos organizadores e curadores do CEN, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo e o curador Leonardo Bonfim. A exibição das produções ocorrem na quinta e sexta-feira, dias 20 e 21 de fevereiro, na sala Eduardo Hirtz, na Cinemateca Paulo Amorim, às 14h30.
A oficina Câmera Causa – Realização Audiovisual para grupos em vulnerabilidade social, ministrada pelo realizador audiovisual Gustavo Spolidoro, integra o festival pela quarta edição e já resultou em 31 curtas. A atividade é voltada para o empoderamento audiovisual de pessoas que são pertencentes ou atuam junto a projetos sociais, grupos em vulnerabilidade social, escolas públicas, qualificação de professores e coletivos, proporcionando uma reflexão e prática da realização audiovisual a partir de seus próprios celulares. Criado em 2018, o projeto tem como objetivo a possibilidade de esses grupos produzirem o próprio conteúdo audiovisual utilizando como divulgação de seu trabalho, sua realidade e suas causas. Os filmes desenvolvidos durante a oficina serão exibidos em uma mostra especial, seguida de debate, no dia 19 de fevereiro, às 14h30, na Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim.
Seminário Pensar a Imagem ocorre pela terceira edição no festival, com encontros no Goethe-Institut Porto Alegre
Além das mostras, o Cine Esquema Novo promove o seminário Pensar a Imagem, uma iniciativa realizada em diálogo com a proposta curatorial do festival para proporcionar encontros temáticos dedicados a discussões sobre questões estéticas, políticas, teóricas, conceituais, narrativas e de consumo relativas às imagens, especialmente à produção autoral e experimental. Em sua terceira edição, aborda principalmente a geopolítica da atenção, recebendo quatro eixos de conversa, com intervenções curtas de convidadas e convidados: Atenção e Distração (Gabriela Almeida e Juliano Gomes), Visibilidade para quê? (Ana Letícia Schweig e Juliana Costa), Identificação é o único caminho? (Fernanda Nascimento e Leonardo Bonfim) e Incômodo, conforto e prazer (Ana Moura e Lennon Macedo). O seminário ocorre nos dias 17 e 18 de fevereiro, das 10h às 12h e das 14h às 16h, no auditório do Goethe-Institut Porto Alegre. As inscrições ocorrem através do link de forma gratuita, com tradução para Libras, com emissão de certificado ao final do evento, que disponibiliza 80 vagas.
O 15º Cine Esquema Novo é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS, com apoio da Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, MACRS, Casa de Cultura Mario Quintana e Casa Baka. Mais informações, acesse: www.cineesquemanovo.org | www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo
Evento conta com financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, patrocínio das Tintas Renner by PPG e apoio Elev Energy Drink
O primeiro festival de muralismo e arte pública de Porto Alegre já realizou três edições
e conta com 13 obras no Centro Histórico e Cidade Baixa proporciona ações inéditas de tecnologia e acessibilidade
Na manhã desta quarta-feira, 12 de fevereiro, o festival Olhe Pra Cima apresenta em evento para convidados os resultados da edição de 2024, que contou com a pintura de quatro murais no Centro Histórico, além de uma ação social no bairro Sarandi. Na ocasião, serão lançadas duas novidades: filtros de realidade aumentada dos 13 murais entregues ao longo das suas três edições e ações de acessibilidade para pessoas cegas e de baixa visão, com audiodescrição das obras.
Buscando aproximar a tecnologia a projetos de arte, o Olhe Pra Cima oferece uma iniciativa inédita ao público, disponibilizando uma experiência de realidade aumentada em todo o seu acervo de arte pública. A partir desta semana o público poderá interagir com os murais através do celular, acessando através do site do projeto e pelo perfil no Instagram filtros que, posicionados em frente às pinturas, apresentam uma animação digital feita pelos artistas que assinam as obras dos murais. “Essa funcionalidade vai enriquecer ainda mais nossas caminhadas guiadas que ocorrem de forma gratuita”, revela Vinicius Amorim, curador e criador do festival.
A segunda novidade promove a inclusão de pessoas cegas e com visão reduzida, trazendo a audiodescrição dos 15 murais do acervo do projeto. “É um passo muito importante, onde vamos incluir o único público que não tinha contato com o nosso festival”, afirma. As faixas de audiodescrição estarão disponíveis no YouTube do projeto, organizadas em uma única playlist. O trabalho foi realizado pela Imaginativa Acessibilidade e Educação, coordenada por Milena Schneid Eich, Dra. em Educação (UCS) e Especialista em Audiodescrição (UECE). “O YouTube é considerado uma das plataformas de conteúdo mais acessíveis para os cegos e pessoas com visão reduzida, porque através de aplicativos para o celular é possível navegar pela plataforma com facilidade e encontrar o respectivo conteúdo”, conta Milena. O material também estará disponível no site www.olhepracima.com.br/audiodescricao e também no instagram do projeto
No sábado, 15 de fevereiro, às 9h30min (com 3 horas de duração) ocorre a primeira edição do tour pelos murais com acessibilidade, a bordo do ônibus da linha turismo Porto Alegre, com ponto de embarque na Casa de Cultura Mário Quintana. Serão disponibilizadas 22 vagas para pessoas com deficiência visual e um acompanhante, e as reservas gratuitas devem ser realizadas pelo telefone (51) 98230-1279.
O festival Olhe Pra Cima foi idealizado em 2021 com o objetivo de transformar Porto Alegre em uma verdadeira Galeria de Arte a céu aberto, dando o pontapé inicial no movimento de muralismo na capital dos gaúchos. Até hoje já foram mais de 6 mil m2 de intervenções artísticas pela cidade em 13 murais gigantes pintados por 27 artistas e 3 causas sociais apoiadas.
Ação no Sarandi contou com dez artistas
Durante o mês de janeiro o festival promoveu uma ação social no bairro Sarandi, local gravemente atingido pelas enchentes de 2024. Nas edições de 2021 e 2022, o Festival Olhe pra Cima realizou duas ações sociais: a pintura de mural no Território Ilhota e na fachada da Casa de Acolhimento Mulheres Mirabal. A ação promove uma intervenção artística coletiva assinada por 10 artistas juntamente com o Coletivo Abrigo, uma organização de educação, cultura, esporte e assistência social fundada em 2015.
O Coletivo Abrigo, foi o idealizador do projeto Viva Elizabeth: Diálogos que transformam a vila, é uma rota turística de graffiti localizada na periferia de Porto Alegre, na Vila Elizabeth, inspirado na Comuna 13 de Medellín. Com quase 2km de extensão, essa iniciativa reúne a expressão artística de 36 artistas, transformando a comunidade em uma vibrante galeria de arte a céu aberto. Além de estimular o turismo periférico, o projeto busca descentralizar os investimentos em cultura, impulsionar a economia local e celebrar a identidade cultural única da região.
O Festival selecionou através de convocatória 10 artistas: Ana Rebellatto (Porto Alegre), Apa (Caxias do Sul), Asnoum (Pelotas), Brenda Klein (Porto Alegre), Felipe Talu (Macaé), Gustavo Assarian (Porto Alegre), Mitti Mendonça (Porto Alegre), Tio Trampo (Porto Alegre), Zafa (Joinville), Zack (Florianópolis). “A preocupação social sempre esteve presente em nosso festival, porque nosso objetivo também é aproximar a arte daqueles que estão muito distantes dela, como os bairros periféricos com vulnerabilidade social”, declara Amorim.
O grupo promoveu a pintura de uma obra de 200m2, utilizando 100 litros de tintas e vernizes da marca Tintas Renner by PPG.
Festival já soma mais de 6 mil m2 de intervenções artísticas pelo município
O primeiro festival de muralismo e arte pública de Porto Alegre, o Festival Olhe pra Cima, promove sua terceira edição com ações que iniciaram em novembro de 2024, com a pintura de quatro empenas, totalizando 13 obras em prédios no Centro Histórico e Cidade Baixa, somando mais de 6 mil m2 de intervenções artísticas pelo município. Para esta edição, o projeto convidou os artistas Pamela Zorn, Cacau Weimer, Tiago Berao e Xadalu Tupã Jekupé que transformaram as fachadas de prédios nas ruas dos Andradas, Jerônimo Coelho e Coronel Genuíno em telas.
Com financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, patrocínio Tintas Renner e apoio Elev Energy Drink, o festival iniciou as pinturas das cinco intervenções artísticas a partir de 12 de novembro, iniciando por Pamela Zorn, que ocupaou a fachada na rua Coronel Genuíno.Cada mural leva em torno de 20 dias para ser pintado, dependendo de questões como clima e complexidade de cada desenho. Foram mais de 1.200 litros de tintas e vernizes da marca Tintas Renner by PPG utilizados no total. Em torno de 60 profissionais estão envolvidos no projeto, entre artistas, assistentes, produtores, técnicos, engenheiros e bombeiros, entre outros.
“Nossa meta é alcançar o máximo de regiões possíveis ao longo dos anos. Sabemos que essa mudança na paisagem urbana vai para além de revitalizar os prédios, pois traz transformações de impacto social: a arte pública promove na comunidade o desenvolvimento conjunto econômico, cultural e social, e para o indivíduo, os benefícios podem ser vistos na saúde, no desenvolvimento cognitivo, psicológico e também nos laços interpessoais. O projeto visa resgatar a sensação de pertencimento da comunidade, deixando para trás a sensação de que as vias públicas são meras passagens, mas sim espaço de arte, reflexão, beleza e contemplação”, declara o Gestor Cultural, responsável no sul do país pelo projeto canadense – Art Battle – maior competição de pintura ao vivo do mundo e que ocorre desde 2016 em Porto Alegre.
A Tintas Renner by PPG é uma marca consolidada no sul do país e expande sua presença no mercado nacional. É reconhecida por diversas premiações da região, entre elas o Top of Mind, da Revista Amanhã, e o Marcas de Quem Decide, do Jornal do Comércio. Apresenta mais de 2.000 cores através do sistema tintométrico “Voice of Colour“ e o mais completo portfólio de produtos para proteger e embelezar ambientes. Faz parte do grupo PPG, que é referência global em tintas, corantes e especialidades nos segmentos industrial, de manutenção e comercial. Com modelos inovadores e gestão de excelência, a Tintas Renner by PPG concretiza seu diferencial conectando-se à vida das pessoas. Entre as principais linhas da Tintas Renner by PPG está a Rekolor Gold, composta por acrílicos super premium de alta performance. Acompanhe a Tintas Renner by PPG no site oficial e nas redes sociais: www.tintasrenner-deco.com.br / @tintasrennerbr.
Elev Energy Drink – Os energéticos Elev são os combustíveis oficiais dos rolês infinitos e da inspiração sem fim. A marca, lançada em 2017, foi revolucionada em 2022, passando a patrocinar e dar visibilidade a artistas urbanos e eventos que promovam música, arte, dança e toda expressão que une o humano à cidade. Este novo momento não é uma fase, é o atestado de maturidade de uma marca que chegou na cena para ficar. Experimente Elev Energy Drink, o energético da Fruki Bebidas, e sinta o sabor do infinito.
Vinicius Amorim é bacharel em Comunicação Social – Relações Públicas pela PUCRS, atuou por mais de 10 anos com marketing promocional, planejamento e concepção de projetos, em agências e produtoras de eventos. Em uma temporada de dois anos em Barcelona, na Espanha, conectou-se com o universo cultural e do entretenimento. Em 2014, começou a desenvolver projetos com foco nas artes visuais.
É curador e produtor executivo no Sul do Brasil pelo projeto canadense “Art Battle”, maior competição de pintura ao vivo do mundo. Foi responsável pela Fábrica São Geraldo, galeria de arte, estúdio e espaço multiuso para iniciativas culturais, localizada no 4º Distrito de Porto Alegre (RS) – que, durante três anos, ressignificou um antigo galpão abandonado através da arte.
Atualmente, está à frente da Pólen – Arte em Movimento, ecossistema de arte que atua na concepção, curadoria, produção e elaboração de projetos do universo cultural e leis de incentivo à cultura.
VITAL, o musical dos Paralamas apresenta mais de 30 hits de uma das bandas mais icônicas do Brasil e conta com idealização dos gaúchos Gustavo Nunes e Marcelo Pires
Celebrando uma trajetória de mais de 40 anos de amizade e música, chega a Porto Alegre o musical VITAL, o musical dos Paralamas, um espetáculo que é uma ode à amizade de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, o trio que permanece à frente de uma das maiores bandas brasileiras, Os Paralamas do Sucesso. Com apresentações nos dias 14, 15 e 16 de março, no Theatro São Pedro, a peça inicia sua turnê nacional após temporada de sucesso no Rio de Janeiro e conta com idealização dos gaúchos Gustavo Nunes (Turbilhão de Ideias) e Marcelo Pires (escritor e diretor da Ideia da Silva), direção artística de Pedro Brício, texto de Patrícia Andrade e direção musical e arranjos de Daniel Rocha. O projeto, conta com financiamento da Lei de incentivo à Cultura, apresentado por Ministério da Cultura e Caixa Vida e Previdência, é uma realização da Turbilhão de Ideias, produtora criada por Nunes em 2008 que já produziu grandes fenômenos teatrais como ‘A história de nós 2’ e ‘Cássia Eller, o musical’. O projeto está indicado a quatro categorias no Prêmio APTR (Melhor Direção Musical e Arranjos, Melhor Produção , Melhor Cenário e Melhor Figurino) e ao prêmio Shell de Melhor Cenário.
VITAL, o musical dos Paralamas é também uma homenagem à relação do trio com José Fortes, empresário deles desde o início e uma espécie de quarto integrante do grupo. “Esta é uma história sobre amizade, sobre a longevidade de uma banda que começa quando os integrantes eram adolescentes e está aí até hoje. E também sobre memória, seja ela afetiva ou seletiva, que toca a cada um de diferentes formas. É um espetáculo essencialmente emocional”, explica Patrícia Andrade. “A gente acompanha essa jornada musical e afetiva de quatro amigos e as transformações não só artísticas, mas também na vida de cada um e como isso influencia na criação deles”, acrescenta Pedro Brício.
Os Paralamas serão interpretados por Rodrigo Salva (Herbert Vianna), Franco Kuster (João Barone) e Gabriel Manita (Bi Ribeiro). Nando Motta é alternante no papel de Herbert Vianna. Já Hamilton Dias vive o empresário José Fortes. Também integram o elenco Barbara Ferr, Herberth Vital, Maria Vitória Rodrigues, Pedro Balu e Rodrigo Vechi. Todos foram selecionados através de audições, que teve mais de 600 candidatos, vindos de vários lugares do país.
“O espetáculo conta com o aval da banda, que acompanhou tudo, desde a ideia inicial, passando pela criação do texto e a seleção do elenco principal. Levar aos palcos um espetáculo com esse teor, é, sobretudo, valorizar a nossa memória cultural. Optamos por focar em conteúdo brasileiro, valorizar nossas raízes, ao invés de encenar musicais estrangeiros. Trazer esse musical para o Rio Grande do Sul tem uma enorme importância. Foi aqui que nasci e me criei. E aqui comecei a gostar de música, ouvindo os Paralamas, na década de 1980. Escolhemos o Theatro São Pedro para iniciarmos nossa turnê nacional, após o grande sucesso das temporadas no Rio de Janeiro ”, sinaliza Gustavo Nunes.
Segundo Marcelo Pires, um dos idealizadores do espetáculo, Vital vem lhe garantindo uma sequência de alegrias: “por ser uma ideia que, com o aval de Os Paralamas, se tornou realidade; porque, com a qualidade da Turbilhão de Ideias, é primorosamente produzido; porque vem tendo uma grande e calorosa recepção do público; e, agora, porque vem a Porto Alegre, minha cidade, ainda mais no Theatro São Pedro, este teatro tão lindo”, afirma.
A montagem
O musical passeia pelas quatro décadas da banda, contando sobre a amizade entre os integrantes, os primeiros shows amadores, a primeira apresentação no Circo Voador (abrindo um show do Lulu Santos), assim como a participação na 1ª edição do Rock in Rio, que ajudou a catapultar o sucesso da banda. O espetáculo resgata grandes momentos vividos pelos Paralamas, mas também momentos dramáticos, como como o acidente sofrido por Herbert Vianna, em 2001.
“A música tem o poder de transformar, unir e inspirar, assim como a amizade verdadeira. Patrocinar VITAL, o musical dos Paralamas é mais do que uma homenagem a uma das maiores bandas do Brasil, é também um tributo à longevidade de uma amizade que se mantém forte por mais de quatro décadas. Para a CAIXA Vida e Previdência, apoiar iniciativas como essa, que celebram nossa cultura e nosso legado, é reafirmar o compromisso com a valorização do que é genuinamente brasileiro e com o futuro das gerações que crescerão conhecendo essa história”, comenta Elena Korpusenko, Superintendente de Marketing da CAIXA Vida e Previdência.
Patrícia Andrade criou um fluxo narrativo não cronológico, com idas e vindas constantes. “Os tempos se intercalam de acordo com a memória, que guia a história. Presente e passado se misturam o tempo todo”, explica a autora. Ela, o diretor Pedro Brício e a equipe trocaram muitas ideias, mesmo após o início dos ensaios, e algumas cenas e canções foram sendo incorporadas à versão final. Pedro afirma que o musical traz também a perspectiva narrativa da memória do Herbert, sobretudo no hospital, então algumas passagens deixam no ar se são de fato lembranças ou delírios.
O espetáculo tem uma narração coletiva, é contado sob a perspectiva de vários personagens. “Não tem ar nostálgico, mas a memória sempre traz um momento dramático, ela é uma importante perspectiva para contar essa história”, explica Pedro, que acrescenta: “a peça tem ainda essa afirmação da força do Herbert, da recuperação dele, da fé dele na vida e nessa recuperação extraordinária que ele teve, voltando a tocar. Então, é também um espetáculo sobre fé, recuperação, resiliência e sobre acreditar no futuro”.
A composição dos atores não busca imitar ou copiar os personagens reais. “Como a gente está fazendo um espetáculo biográfico de pessoas que estão vivas, que estão aí, nosso objetivo na construção dos personagens não foi mimetizar o Herbert, o Bi, o Barone e o Zé, mas trazer a energia deles, quase como se eles fossem arquétipos”, explica Brício. A ficha técnica do musical conta com profissionais como André Cortez (cenografia), Karen Brusttolin (figurinos), Paulo Cesar Medeiros (iluminação), Marcia Rubin (coreografia), João Paulo Pereira (designer de som) e Beto Carramanhos (visagismo).
A cenografia concebida por André Cortez traz plataformas que compõem vários quadros em perspectiva, que dão a possibilidade de múltiplos planos de cena, vários cenários e locações ao mesmo tempo. É um cenário abstrato, mas que permite uma multiplicidade de espaços. “Esse cenário tem uma dinâmica muito grande. O espetáculo tem essa pegada vibrante e segue também um pouco o estilo cinematográfico da Patrícia. Tem uma coexistência de diferentes planos de tempo e espaço. É uma possibilidade teatral que estamos explorando muito”, revela.
Os figurinos de Karen Brusttolin traçam um painel de todas as épocas pelos quais os Paralamas passaram, sobretudo os anos 1980, 1990 e 2000. Porém, como os tempos cronológicos se intercalam, eles não necessariamente representam o período exato no qual o fato aconteceu, eles se misturam nas diferentes épocas. Os figurinos se atêm mais aos fatos emocionais e à narrativa, do que à cronologia.
A música
Pensar em Paralamas é falar de música e, como não poderia deixar de ser, a obra monumental dessa banda é uma estrela do espetáculo, que faz um passeio pelos grandes clássicos e também apresenta canções menos conhecidas, sempre a serviço da dramaturgia. O roteiro traz pérolas como Lanterna dos Afogados, Busca Vida, Óculos, Alagados, Tendo a lua, Caleidoscópio, Romance Ideal e Meu erro, entre tantas outras. Como explica Patrícia Andrade, a construção do texto foi encaixando as músicas nos momentos em que os personagens estão vivendo, mas também as canções entram para contar a história, com uma função narrativa.
A seleção do roteiro foi um processo duro, devido à imensa qualidade da obra dos Paralamas. “O mais difícil na escolha das músicas foi deixar algumas de fora. Confesso que foi sofrido. Os Paralamas é uma coming of age story emocional e musical. Fica muito claro o amadurecimento da banda com o passar dos anos. De dentro para fora”, vibra Patrícia.
O musical percorre toda a carreira do grupo, sendo um importante documento sobre a própria história do rock brasileiro, que tem nos Paralamas um dos seus maiores expoentes. “Contar a trajetória dos Paralamas é narrar a história dos últimos anos do país e de quem cresceu e amadureceu com a banda”, revela Marcelo Pires. “A banda só sobrevive, só está aí há 40 anos por se renovar e por dialogar com a realidade e com o momento que a gente está vivendo, tanto musicalmente como nas letras”, acrescenta Pedro Brício.
Lidar com a obra dos Paralamas é um deleite, mas também um grande desafio para o diretor musical, Daniel Rocha. Ele criou os arranjos tendo a narrativa do espetáculo como base e se preocupou em ajudar a contar essa história. O elenco é misto, então, em alguns momentos, foi preciso buscar tonalidades para harmonizar essas vozes. “Tive a preocupação de respeitar o material original, porque é uma obra muito importante, uma referência. Os Paralamas são uma escola, têm uma linguagem que vai muito além do rock, trouxeram uma identidade real do rock brasileiro. Tem que respeitar isso, com certeza. Mas os arranjos acabam ficando diferentes. Primeiro, porque é uma outra formação, além disso é uma outra linguagem, é teatro musical, não é show”, explica Daniel.
O diretor Pedro Brício afirma que o musical tem o espírito de um show de rock, mas sem jamais perder de vista que é um espetáculo teatral. “Ele é muito solar, tem a energia dos Paralamas, a alegria. A primeira parte tem muito humor também, a leveza da juventude deles. Mas é também um espetáculo biográfico, a história deles é contada”.
Todos os atores tocam instrumentos durante o musical, especialmente nas cenas que recriam apresentações originais dos Paralamas. Eles são acompanhados por uma banda formada por Eveline Garcia (Teclado I e Regência), Anne Amberget (Teclado II), Rafael Maia (Bateria), Raul D’Oliveira (baixo) e Raul Colombini (guitarra). Em alguns números, só o trio de atores que vive os personagens principais tocam. Em outros, são acompanhados pela banda. Em certas cenas, todos os atores tocam, como em Alagados, que teve um arranjo concebido pelo diretor musical com vários instrumentos de percussão, como se uma escola de samba encontrasse a obra dos Paralamas. Em Vamo Bater Lata, todos tocam instrumentos feitos com metais. Isso reafirma a diversidade rítmica dos Paralamas. “Eles são como um epicentro da cultura da América Latina. Isso está muito presente nas músicas deles, nos arranjos, nos timbres de guitarra, nas combinações rítmicas entre o baixo, a guitarra e a bateria. O próprio conceito de guitarra havaiana e tudo mais foi misturado com as guitarradas do norte, a sonoridade do Dodô e Osmar”, exalta Daniel.
O diretor musical revela ainda que, estudando a obra dos Paralamas se debruçou sobre o tamborzão, os ritmos de matriz africana, o metal que envolve o funk, porque essa fusão sonora é uma das características musicais mais ricas da banda “O que mais me atrai nos Paralamas são as pesquisas que eles realizam e as misturas de ritmos que eles conseguiram fazer de um jeito que é muito orgânico. Hoje em dia, a gente ouve e acha isso comum, normal, mas eles foram pioneiros, lideraram um movimento brasileiro de música. Na época, foi muito disruptivo”, enaltece.
Os Paralamas em cena é o Brasil no que esse país tem de melhor.
PCD
O projeto teve ainda como ponto primordial acolher no elenco um ator/atriz PCD. “Desde as audições, estivemos empenhados em abrir essa oportunidade e, felizmente, tivemos a contratação do ator Herberth Vital. Não poderíamos contar a história dos Paralamas sem abordar essa temática e isso não poderia ser feito sem termos um PCD no elenco”, explica Gustavo Nunes, que acrescenta: “além disso, são raros os musicais que abrem possibilidade para que PCDs venham a integrar a equipe. Hoje, a maior parte de nossos teatros estão adaptados para receber PCDs na plateia, mas, nós, produtores, precisamos incluir os PCDs nos palcos”.
Os ingressos estão à venda com valores entre R$ 42,00 e R$ 180,00e as apresentações ocorrem nos dias 14 (20h), 15 (16h e 20h) e 16 de março às 18h, com desconto para idosos, estudantes, pessoas com deficiência, artistas, sócios AATSP e clientes Caixa. Mais informações, acesse – @vitalomusicaldosparalamas
Saiba Mais
Patrícia Andrade
Patrícia Andrade tem se consagrado como uma das mais importantes autoras do país, sendo especialista em biografias musicais. No teatro, assinou os textos de grandes sucessos, como ‘Elis, a musical’, ‘Cássia Eller, o musical’ e ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’. Já no cinema, foi roteirista de ‘2 filhos de Francisco’ e ‘Gonzaga – de pai para filho’. Marcelo Pires é redator, roteirista, poeta e autor de livros infantis. Trabalhou por muitos anos nas agências W/Brasil e W/Mccann. Entre as campanhas que criou estão os musicais da Rider, os ‘Rider Hits’ – campanha da qual, justamente, Os Paralamas do Sucesso participaram regravando ‘País Tropical’.
Pedro Brício
Pedro Brício assinou a direção de um dos espetáculos mais aclamados do ano passado, ‘King Kong Fran’. Dirigiu ainda ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ e ‘Comédia Russa’, entre outros.
CAIXA Vida e Previdência
A CAIXA Vida e Previdência, empresa que apresenta e patrocina o espetáculo “Vital – O Musical dos Paralamas”, é especializada em produtos de Seguro de Vida, Seguro Dívida Zero e Previdência Privada. É uma das maiores seguradoras do país, com R$ 150 bilhões em reservas e mais de 8 milhões de clientes que confiam na solidez da marca CAIXA. Nascida em 2021, a empresa é fruto da parceria celebrada pela CAIXA Seguridade com a CNP Assurances, líder do mercado francês de Seguro de Vida. O propósito da CAIXA Vida e Previdência é garantir à família brasileira tranquilidade no presente e segurança no futuro, com produtos que atendem às mais variadas faixas de renda e realidades dos nossos clientes, e que estão disponíveis em canais digitais e físicos, nas mais de 4 mil agências CAIXA e de 22 mil Lotéricas e Correspondentes CAIXA Aqui.
Turbilhão de Ideias
A Turbilhão de Ideias foi criada por Gustavo Nunes, em 2008, e já produziu grandes fenômenos teatrais, como ‘A história de nós 2’ e ‘Cássia Eller, o musical’, além de produções importantes como ‘O Rei do Rock, o musical’, ‘Simples assim’ e a mais recente biografia de Maria Bethânia nos cinemas, ‘Maria – ninguém sabe quem sou’, entre outros. Em seus 15 anos de história, já superou a marca de 2,5 milhões espectadores, tendo circulado com seus espetáculos por todos os estados do Brasil.
FICHA TÉCNICA
Idealização – Gustavo Nunes e Marcelo Pires
Diretor Artístico – Pedro Brício
Autora – Patrícia Andrade
Colaborador de texto e pesquisa – Marcelo Pires
Diretor Musical e Arranjos – Daniel Rocha Coreógrafa – Marcia Rubin
Elenco Rodrigo Salva
Gabriel Manita Franco Kuster
Nando Motta (alternante Herbert Vianna) Barbara Ferr
Hamilton Dias Herberth Vital
Maria Vitória Rodrigues Pedro Balu
Músicos
Teclado I e Regência – Eveline Garcia Teclado II – Anne Amberget
Bateria – Rafael Maia Baixo – Raul d’Oliveira Guitarra – Raul Colombini Cenógrafo – André Cortez
Iluminador – Paulo Cesar Medeiros
Figurinista – Karen Brusttolin
Designer de Som – João Paulo Pereira
Visagista – Beto Carramanhos
Assistente de Diretor e Diretor Residente – Pedro Rothe
Assistente de Diretor Musical e Pianista Regente – Evelyne Garcia
Produção local: Primeira Fila Produções
Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor