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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

novembro 2024

Programação em comemoração ao Dia Nacional do Samba promove atividades nos dias 01 e 03 de dezembro na Casa de Cultura Mario Quintana

Última edição do ano do Samba do Quintana, esquenta para o CECria Samba Sul e atividades do projeto Sambas de Protesto integram a programação, com entrada franca

Nos dias 01 e 03 de dezembro a Casa de Cultura Mario Quintana promove uma série de atividades em comemoração ao Dia Nacional do Samba, celebrado em 02 de dezembro, que contará com roda de samba, mesas-redondas sobre economia do samba, bate-papos e ensaio aberto.

Encerrando a temporada 2024, o Samba do Quintana ocupa no domingo, dia 01, a Travessa dos Cataventos para sua última edição do ano, com as performances da banda residente Thiago Ribeiro & Amigos e a participação de Andrea Cavalheiro, a partir das 16h. O projeto realizado pela CCMQ, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), tem curadoria da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. Lançado em junho de 2023, tem como objetivo promover mensalmente a cultura do samba e oferecer espaço para os compositores locais apresentarem suas obras, além de clássicos do gênero, através de formação de público e de cena. Ao entender que a casa é um espaço de fruição, mas também de formação e de experimentação artística, o Samba do Quintana se torna palco de músicos e musicistas experientes, atuantes, em colaboração com novos nomes da cena.

“Nesta edição celebraremos também as recentes melhorias na Travessa Araújo Ribeiro, ampliando nosso samba para a quadra entre as Ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos – uma extensão salutar da vida cultural da CCMQ para seu entorno urbano”, revela Germana Konrath, diretora da CCMQ. Evento já consolidado na agenda cultural da cidade, o Samba do Quintana dialoga com outros núcleos da CCMQ, que abriga o Instituto Estadual de Música (IEM) e a Discoteca Natho Henn, além de manter no ar a Rádio Quintanares, uma emissora pública e inclusiva de rádio, com programação online e disponível no quarto andar da instituição.

O sucesso se confirma a cada nova edição. Nestes quase dois anos de existência, o Samba mobilizou mais de 10.700 pessoas e promoveu o trabalho de 25 artistas locais, além de uma participação nacional. Para Germana, o Samba do Quintana já se consolidou no calendário da Casa de Cultura e da cidade como um ponto de encontro entre diferentes públicos e gerações, que ocupam a travessa de modo festivo, celebrando seu direito à cidade e à cultura em uma programação de alta qualidade. Além disso, ela destaca que “o Samba do Quintana corrobora com o movimento de resgate da cultura negra e do seu tradicional samba ao mesmo tempo que aponta para a produção musical das novas gerações, apresentando composições autorais. Tudo isso em grande clima de festa e descontração, ao ar livre, valorizando o acesso e a pluralidade que marcam a Casa de Cultura”.

“Encontramos um público diverso e animado, que se interessa tanto pelos clássicos do samba quanto por descobrir novas canções e compositores”, revela a curadora do evento. “A importância de um evento de rua, seguro, acessível e diverso para a população de Porto Alegre se confirma na resposta do público”, completa Paulin.

Nesta edição, o Samba do Quintana contará com a banda Thiago Ribeiro & Amigos e a convidada Andrea Cavalheiro. A banda residente é formada por Thiago Ribeiro (vocais e cavaquinho), Fernando Duarte (repique de mão, tamborim, bongô), Julia Gregório (flauta), Marcelo Rossi (violão), Paulo Wolff (pandeiro, carrilhão e chocalhos) e Rogério Menezes (tantan). Thiago Ribeiro começou na música aos 15 anos, quando ganhou seu primeiro cavaquinho, mas o samba vem de berço, começando com a influência de seu pai, o violonista e cantor Antonio Lima. Já na infância demonstrava amor ao estilo, batucando em todos os cantos e formando bandas com os amigos. Entre suas referências musicais estão nomes como Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Duda do Cavaco, Alemão Charles, grupo Flor de Ébano, entre outros artistas locais e nacionais. Há 20 anos Thiago se apresenta profissionalmente, em casas de shows em Porto Alegre, no litoral e no interior do estado. Já acompanhou Eliana de Lima por duas vezes em performances na cidade e abriu shows de Fundo de Quintal, Diogo Nogueira e Luiz Carlos da Vila. No momento está gravando seu primeiro single de seu álbum de estreia.

Andréa Cavalheiro atua há 27 anos no mercado da música como cantora e professora de técnica vocal. Integrante da banda The Hard Working Band, grupo indicado por duas vezes ao Prêmio Açorianos de Música, já atuou em espetáculos como o Musical Cartola que viajou por sete estados brasileiros, e nas edições de 2017 e 2018 do Natal Luz de Gramado para um público de mais de 50 mil pessoas. Em 2022 alcançou a segunda colocação no Festival da Música Francesa, da Aliança Francesa. Em 2023, foi uma das convidadas do consagrado Concerto com a Orquestra da Ulbra, A Era dos Festivais, e da Exposição Lupi, pode entrar que a casa é tua, no Farol Santander. É cantora do grupo SPN, Samba pra Namorar, dividindo o microfone com seu marido, André Nascimento, e também participa do Carro Som da escola Bambas da Orgia.

Bruna Paulin é artista, jornalista, mestre em Comunicação e atua como pesquisadora musical há 22 anos. Assinou projetos de curadoria e produção de conteúdo na área para editora Belas Letras, Cubo Play, Fábrica do Futuro, musical Nara entre outros. É criadora e apresentadora do podcast A História do Disco, um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil.

O Samba do Quintana ocorre no domingo, 01 de dezembro, das 16h às 20h com um intervalo  e contará com tradução para Libras, com os intérpretes Liene Marques Miranda e Lucas Terres.. Em caso de chuva o evento será transferido para 08/12.  Este projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, conta com o patrocínio direto do Banrisul, Patrocínio Nubank, CEEE equatorial, Statkraft, apoio Banco Topázio, DLL, Panvel, Navegação Aliança, Tintas Renner, Isend e realização da Secretaria de Estado da Cultura do RS e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

Esquenta do CECRIA promove mesas-redondas sobre economia e o samba no sul das Américas

Esquentando a temporada 2025, o ensaio para o Colóquio “Economia Criativa e o Samba Sul – CECria Samba Sul irá movimentar a tarde de terça-feira, 03 de dezembro, no Teatro Bruno Kiefer com as mesas-redondas Universidade do Samba e Cultura nas Escolas, das 14h às 17h30. O projeto realizado pela Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), o Instituto Oliveira Silveira (IOS) e demais parceiros tem curadoria da jornalista e professora Sátira Machado, da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O evento, igualmente, aclama o Dia Nacional do Samba e o Dia do Suingue e do Samba Rock de Porto Alegre (Lei Municipal nº 12.945/2022).

Num primeiro momento, a mesa-redonda Cultura nas Escolas estabelecerá um diálogo entre algumas instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) e as manifestações carnavalescas como desfiles, blocos, trios e shows do ponto de vista das indústrias criativas. Inspirado em quesitos, o Pitch Cultural terá falas de representantes do Instituto Estadual de Cinema (IECINE), sobre “Enredo & Samba”; da Cinemateca Paulo Amorim, sobre “Desfile & Espetáculo”; do Instituto Estadual de Música (IEM), sobre “Bateria & Harmonia”; do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), sobre “Fantasias & Alegorias”; do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen), sobre “Progressão & Evolução”; da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), sobre “Pavilhão & Bandeira”; e do Programa RS Criativo, sobre “Economia & Samba”.

No segundo tempo, a mesa-redonda Universidade do Samba objetiva estimular pesquisas sobre as mais variadas interações com o samba e suas relações com a economia da cultura. O Pitch Científico terá reflexões de Ana Laura Freitas, coordenadora do projeto “Alô, harmonia! Unimúsica” -2023/UFRGS; de Deivison Campos, coordenador do projeto “Universidade do Samba” – 2023/PUCRS; de Cristiano Max Pinheiro, professor de Economia Criativa/PUCRS; de Gustavo Moraes, professor de Economia/PUCRS; de Delma Gonçalves, pesquisadora e mulher sambista gaúcha premiada; de Bruna Paulin, curadora do evento “Samba do Quintana” – CCMQ/Sedac; e de Sátira Machado, uma das curadoras da exposição “Corredor do Samba de Porto Alegre” – IOS/PUCRS Cultura/Unipampa, que também lembrará do Candombe uruguaio e argentino – enquanto ritmos dos tambores.

O 1º Colóquio Economia Criativa e o Samba Sul – CECria Samba Sul será realizado em 2025, atendendo as diretrizes da Política Nacional de Economia Criativa que objetiva o “desenvolvimento social, econômico, ambiental, político e cultural” do país, colaborando com o Brasil Criativo.

As atividades contam com entrada franca, mediante a lotação do espaço.

Projeto Sambas de Protesto promove bate-papo com Alexandre Rodrigues e ensaio aberto de mostra de processo

Também na terça-feira, dando sequência à programação, o público poderá acompanhar duas atividades do projeto Sambas de Protesto, ganhador do edital SEDAC/LPG no 12/2023 com financiamento ProCultura, Secretaria do Estado da Cultura do RS, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura, Governo Federal.

Sambas de Protesto é um projeto de pesquisa e experimentação de linguagem para criação de um espetáculo musical inédito em torno de canções que trazem mensagens sobre temas raciais, religiosos, sociais que apresentem algum tipo de protesto. Tem como objetivo fomentar a cena do samba autoral no Estado, promovendo a circulação e divulgação do trabalho dos artistas envolvidos, dando voz às suas pautas e lutas.

Às 19h o músico e produtor Alexandre Rodrigues participa de um bate-papo falando sobre sua trajetória musical. Rodrigues é compositor e produtor musical, integrante da banda Pau-Brasil, considerada uma das fundadoras do samba-rock, com quem gravou dois álbuns com canções próprias, assinando as composições do grupo ao lado de Bedeu e Leleco Telles. Além dos dois discos com a banda Pau-Brasil, gravou quatro solos. Foi produtor dos discos oficiais das Escolas de Samba de Porto Alegre durante seis anos. Em seu estúdio já passaram nomes como Serginho Moah, Tonho Crocco, Marietti Fialho, Adriano Trindade, Dhema, Glau Barros entre outros.

Seu maior sucesso como autor é Angela, na voz Neguinho da Beija-Flor, também gravada por Belo, Agnaldo Timóteo e cantada por Roberto Carlos no especial de fim de ano em 2009. Também assina canções como Kid Brilhantina (com Fernanda Abreu, Branca Di Neve, Waguinho, SPC) Grama Verde, (Pau-Brasil, Ultramen), Minha Preta, Nega Olívia (Bebeto), Massagem (Bebeto, Originais do Samba, Pau-Brasil) Cia. Ideal, Até a Próxima, Zabel, Bis (Carlos Medina) Vagabundo do Rei (SImonal) e tantas outras. Há quase 10 anos atua como acompanhante ao violão de cantores do Clube da MPB. Atualmente tem também o Gueto Trio com Zê e Juanito Guedes. A conversa será conduzida pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, roteirista do projeto.

Às 20h, um ensaio aberto apresenta parte das composições que integrarão o espetáculo, como resultado do processo de pesquisa de repertório. Sambas de Protesto conta com direção musical de Edu Meirelles, direção de cena de Cleverton Borges e direção de arte de Mitti Mendonça, previsto para estrear em 13 de abril de 2025, Dia da Mulher Sambista. O espetáculo contará com composições autorais de Meirelles e Jessie Jazz e versões de sambas de nomes como Leci Brandão, Darcy da Mangueira, Evandro Lima, Paulinho Resende, Hugo Ojuara, Paulo Cesar Pinheiro, Carlos Caetano, Marina Iris, entre outros. 

Todas as atividades contam com entrada franca, mediante a lotação do teatro. Para mais informações, acesse https://www.instagram.com/ccmarioquintana/

DIA NACIONAL DO SAMBA NA CCMQ

Samba do Quintana – edição dezembro com Thiago Ribeiro & Amigos e Andrea Cavalheiro

Domingo, 01 de dezembro, a partir das 16h

Na Travessa Rua dos Cataventos – térreo da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre)

Entrada Franca

Em caso de chuva o evento será transferido para 08/12

Esquenta do CECria Samba Sul

Terça-feira, 03 de dezembro, às 14h

Teatro Bruno Kiefer

Entrada franca

Sambas de Protesto – bate-papo com Alexandre Rodrigues e ensaio aberto – mostra de processo

Terça-feira, 03 de dezembro, às 19h

Teatro Bruno Kiefer

Entrada franca

IV Festival de Música de Nova Prata comemora êxito e confirma quinta edição para 2025

Evento promoveu programação formativa e apresentações musicais gratuitas durante dois dias

Reunindo um público de mais de 2 mil pessoas que prestigiaram as treze apresentações musicais e as sete atividades formativas, o IV Festival de Música de Nova Prata encerrou neste domingo, 24 de novembro, e contou com transmissão pelas redes sociais do festival e Conecta TV. Além dos números gerados pelo evento, a organização do FEMUNP comemora uma excelente notícia: a quinta edição do projeto já está confirmada para 2025 e ocorrerá em novembro. 

A quarta edição do festival, que conta com Financiamento Pró-Cultura – Secretaria do Estado da Cultura do RS e Realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, promoveu o intercâmbio cultural, proporcionando, através de programação gratuita, apresentações musicais de grupos instrumentais e autorais do RS e atividades de formativas, dentro de uma iniciativa inédita: o primeiro encontro de bateristas – 1 Nova Prata Drum Fest. O evento contou com três atrações locais, quatro artistas e grupos selecionados pela Mostra Paralela e cinco atrações convidadas, apresentando um cenário rico e diverso da música produzida no RS, que se apresentaram no palco montado na Praça da Bandeira.

“É com muita alegria que vemos o festival se tornar uma referência para a cena local da cidade, construindo a conexão com a população e proporcionando a formação de público”, revela Lucas Volpatto, criador e diretor do festival. “Queremos que o público encontre na nossa programação a oportunidade de descobrirem novos artistas e sonoridades, além de instrumentalizar e inspirar nossos artistas locais com os intercâmbios que nossa programação oferece”.

A programação formativa trouxe a realização de um evento inédito: o primeiro encontro de bateristas – 1 Nova Prata Drum Fest.  Com atividades oferecidas no Deck Lounge, o Drum Fest reuniu nomes de peso do mercado, como Laércio Schallenberg,  Ébano Santos, Zé Montenegro, Márcio Kbecinha, Lucas Fê Hernan Voyzuk e Ricardo Arenhaldt e contou com a participação de mais de 60 pessoas nas atividades. 

Abrindo a programação musical no sábado, 23 de novembro, o palco montado na Praça da Bandeira recebeu pela Mostra Local integrantes da Associação dos Músicos Pratenses e o grupo Vozes de Galpão; já pela Mostra Paralela, o público pode conferir as performances de Clêomenes Junior Quarteto e Adrieli Sperandir. A programação principal contou com Gil Jazz Trio, Quinteto Canjerana e encerrando a noite, Tatiéli Bueno – Tributo a Mercedes Sosa. Após as apresentações na praça, o Jambo Trio animou o fim da noite no Deck Lounge.

No domingo, o Grupo de Violão da Casa da Cultura de Nova Prata reuniu mais de 50 crianças no palco do festival, representando a Mostra Local. A Mostra Paralela contou com Uiliam Michelon Quarteto e Ana Matielo, seguidas da performance do grupo Kiai. Finalizando a programação, o Grupo Upa! lotou a Praça da Bandeira, emocionando todos os presentes com a sutileza de suas vozes.

O Homenageado desta edição, Pedro Santino Gehring, recebeu no sábado o troféu da organização do festival, criado pela Fabriqueta especialmente para o evento. Seu Pedro, como é carinhosamente chamado, faz parte há 30 anos da Orquestra de Nova Prata. Atualmente está tocando no coral Tre Campane de Vila Flores, no grupo da paróquia de Vila Flores, coordenado por Levino Paludo e na capela do bairro de Santa Cruz, em Nova Prata.

O IV Festival de Música de Nova Prata conta com Patrocínio Master de Auto Pratense Distribuidora de Auto Peças, Vipal Borrachas, Agraz Refrigeração e Sorvetes Gelícia, Patrocínio dos Supermercados Porta, Ost Pneus e Adyl Telecom, produção Eclética Centro de Música e Marca Produções, Financiamento Pró-Cultura – Secretaria do Estado da Cultura do RS e Realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura. Apoio Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Nova Prata. Para mais informações, acesse instagram.com/femunp ou https://femunp.com.br/ 

Direção artística e curadoria: Lucas Martini Volpatto

Curadoria Mostra Paralela: Bruna Paulin, Diego Berquó, Jonatas Ferreira e Lucas Volpatto

Produção: Eclética Centro de Música e Marca Produções

Direção Drum Fest: Diego Berquó

Técnicos de som: André Brasil e Clauber Scholles

Som e Luz: Delta

Iluminador: Siderlei Ditadi

Filmagem, Fotos e Transmissão: Conecta Mais TV

Assistentes de produção: Jonatas Ferreira, 

Michel Busnello, Lucas Loro Piano, Lili Tessaro, Giordano Guerini, Gianfrancesco Ghellere

Assessoria de imprensa e comunicação: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Arte: Ludovico Cozer Pedron

Acessibilidade em libras: Thales Moreira Thiesen

Sarau Meus Discos e Nada Mais tem quarta edição na quinta, 28 de novembro em parceria com a Discoteca Natho Henn com entrada franca

Evento integra o projeto A História do Disco, da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin

Edição Novembro Negro conta com a participação de Brenda Vidal, Edu Meirelles e Jessie Jazz ocorre na sala Luis Cosme, na Casa de Cultura Mario Quintana

O Instituto Estadual de Música, através da Discoteca Natho Henn, promove a quarta edição do Sarau Meus Discos e Nada Mais na quinta-feira, 28 de novembro, na sala Luis Cosme, na Casa de Cultura Mario Quintana. Comandado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, o evento integra o projeto A História do Disco, que reúne o podcast de mesmo nome, que está em sua quinta temporada, sendo um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil.

A edição traz o tema Novembro Negro e conta com a participação da jornalista, redatora e poeta Brenda Vidal, o músico e compositor Edu Meirelles e a cantora e compositora Jessie Jazz. Os convidados apresentarão álbuns de artistas negros e suas faixas favoritas. 

O sarau conta com edições mensais que trazem temas que pautam a seleção dos discos dos convidados. “A ideia é a mesma do programa – apresentar obras que a gente tenha conexão emocional e histórias para contar. Além do papo com os participantes, a gente tem um quinto elemento, que vai comandar as pick ups e fazer a trilha sonora do nosso encontro, o DJ Damon Meyer”, revela Bruna. O evento marca uma série de parcerias entre A História do Disco e a Discoteca que ocorrerão nos próximos meses. 

O Sarau Meus Discos e Nada Mais – edição Novembro Negro ocorre na sala Luis Cosme fica no quarto andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico). O evento conta com entrada franca e inicia às 20h. Para saber mais acesse ahistoriadodisco no Instagram. 

Quinta temporada do podcast está no ar

Já está disponível, desde 22 de agosto, episódios da quinta temporada de A História do Disco, podcast lançado em 2020, que busca conectar os ouvintes e entrevistados com a relação emocional com a música e memórias musicais, com mais de 120 episódios no ar, sendo um dos programas de músicas mais ouvidos no Spotify Brasil. 

Serão 15 episódios disponibilizados semanalmente. Nomes como Ana Frango Elétrico, Maria Luiza Jobim, Andrea Cavalheiro, Nilze Carvalho, Marcela Maia, Ianae Régia, Taissa Maia, entre outros, estão entre as participações. 

O programa conta com roteiro, produção e apresentação de Bruna Paulin, edição de áudio de Nicolly Demeneghe, arte de Librae, vinheta de Augusto Stern e Fernando Efron e apoio de TAG Livros, Fábrica do Futuro e Grezz. Para saber mais acesse orelo.cc/historiadodisco ou ahistoriadodisco no Instagram, TikTok e YouTube.

Discoteca Natho Henn apresenta Sarau Meus Discos e Nada Mais – edição Novembro Negro

Bruna Paulin recebe Brenda Vidal, Edu Meirelles e Jessie Jazz

Quinta-Feira, 28 de novembro, 20h, entrada franca

Sala Luis Cosme – Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736

IV Festival de Música de Nova Prata ocorre nos dias 23 e 24 de novembro

Mauro Andrades – Fotografia

Evento conta com entrada franca e receberá na Praça da Bandeira  Grupo UPA, Tatiéli Bueno em Tributo a Mercedes Sosa, Kiai, Gil Jazz Trio, Quinteto Canjerana, Cleômenes Jr Quarteto, Adrieli Sperandir, Uiliam Michelon Quarteto e Ana Matielo

Eixo formativo sediará o primeiro encontro nacional de bateristas, o Drum Fest

Os amantes da música instrumental e autoral podem comemorar: nos dias 23 e 24 de novembro ocorre a quarta edição do Festival de Música de Nova Prata, com apresentações diretamente da Praça da Bandeira. Integram a programação  Grupo UPA, Tatiéli Bueno em Tributo a Mercedes Sosa, Kiai, Gil Jazz Trio, Quinteto Canjerana, Cleômenes Jr Quarteto, Adrieli Sperandir, Uiliam Michelon Quarteto e Ana Matielo. 

Com Financiamento Pró-Cultura – Secretaria do Estado da Cultura do RS e Realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, o Festival de Música de Nova Prata surgiu com o intuito de promover e difundir a produção de música instrumental e autoral do Estado do RS e já contou com edições em 2015, 2017 e 2021, proporcionando, através de programação gratuita, apresentações musicais de grupos autorais ou instrumentais do RS e atividades de formação, além de divulgar e fomentar novos talentos, com a Mostra Paralela.

Programação contará com cinco atrações convidadas

Cinco atrações foram convidadas para integrar a programação do evento: Grupo UPA, Tatiéli Bueno em Tributo a Mercedes Sosa, Kiai, Gil Jazz Trio e Quinteto Canjerana. As performances ocorrem no palco montado na Praça da Bandeira, após as apresentações da Mostra Paralela. 

No sábado, às 19h, o público poderá conferir a performance de Gil Jazz Trio. Formado por Gilberto Oliveira no violão e guitarra, Dani Vargas na bateria e Rodrigo Maia no baixo, o grupo foi criado em 2015 com músicas autorais compostas pelos seus integrantes e algumas releituras de músicas de outros compositores, com influências de nomes como Baden Powell, Hélio Delmiro, Victor Assis Brasil e Cesar Camargo Mariano.

Às 20h, é a vez do Quinteto Canjerana. Criado em 2012, o Quinteto Canjerana tem o propósito de compor e executar temas instrumentais de cunho nativista gaúcho aliados a arranjos inovadores trazidos da música contemporânea. Com dois álbuns lançados, o grupo formado por Zoca Jungs (guitarra), Alex Zanotelli (contrabaixo), Fernando Graciola (violão), Mauricio Horn (acordeon), Maurício Malaggi (bateria e percussão) apresenta temas autorais que propõem uma sonoridade gaúcha contemporânea, considerando elementos da música de câmara permeados com espaços para improvisação e diálogo entre os instrumentistas, mas sempre tendo como referência essencial o folclore sulino. 

Encerrando a primeira noite de festival, Tatiéli Bueno apresenta seu Tributo a Mercedes Sosa às 21h. Criado em 2014, o projeto tem como objetivo aclamar a música latino-americana com todo o encanto e o charme da língua espanhola envolto nas cores do folclore argentino e reverência a uma das maiores cantoras já existentes. Tatiéli apresenta versões de  “Duerme Negrito”, “Volver a los 17”, “Gracias a la vida” e “Solo le pido a Dios”, entre outras canções interpretadas por Mercedes durante sua próspera carreira.

No domingo, a programação conta com performances de Kiai e Grupo Upa! Às 18h, o público acompanhará a apresentação do Kiai. Formado em 2014 pelos instrumentistas Marcelo Vaz no teclado/piano, Dionísio Souza no baixo elétrico/violão e Lucas Fê na bateria em Rio Grande, como um laboratório de estudos para praticar temas musicais de comum interesse, possibilitando na junção o desenvolvimento mais específico das características de cada um em seu instrumento. Com três álbuns lançados como trio, além de projetos em parceria com Paola Kirst, Zudizilla e Guilherme Kuri, o grupo promove apresentações recheadas de improvisos, apresentando uma fusão de estilos, ritmos, personagens e instrumentos, fundada no jazz e na música afro-brasileira.

O festival encerra às 19h com o Grupo UPA! Formado por oito integrantes, com regência e direção artística de Federico Trindade, a voz é o principal instrumento, apresentando músicas a capella ou agregando em seus arranjos elementos de percussão, percussão corporal e outros instrumentos, como piano e violão. O grupo apresentará uma versão de seu espetáculo “Ao Vivo  e em Cores”, que já integrou a programação do maior festival de música vocal do mundo, o Aarhus Vocal Festival na Dinamarca. No repertório, ritmos como ijexá, samba, tango, maracatu, baião e zamba e composições de nomes como Milton Nascimento, Marisa Monte, Gilberto Gil, Dominguinhos, entre outros. 

Mostra Paralela conta com quatro atrações selecionadas através de convocatória

A cada dia do festival, a Mostra Paralela apresenta ao público duas atrações, que se apresentam antes da programação principal do evento. A curadoria, formada pela artista, jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin, pelos músicos Diego Berquó e Jonatas Ferreira e pelo também músico e diretor do festival, Lucas Volpatto, teve o imenso desafio de eleger quatro atrações entre 71 inscritos. “A lista de inscrições revelou uma cena muito rica, vinda dos quatro cantos do RS, que retrata a diversidade e talento da música produzida no nosso Estado”, revela Volpatto. “Buscamos nesta seleção ampliar ao máximo possível a representatividade, trazendo outros estilos e linguagens, além de nomes de destaque da nossa cena, para que junto à programação principal, contemplem uma programação múltipla, proporcionando ao público da região a oportunidade de conhecer novos nomes e sonoridades. Agradecemos imensamente a todos os artistas que enviaram seus trabalhos. Os números revelam um grande interesse pelo festival, que ao longo de suas edições foi construindo sua imagem, e isso é uma alegria para nós, que há quase 10 anos trabalhamos no projeto. Esperamos que na 5a edição possamos ampliar o número de atrações na Mostra, oferecendo mais oportunidades no nosso palco”, afirma. 

As quatro atrações selecionadas são Ana Matielo, Adrieli Sperandir, Cleômenes Jr Quarteto e  Uiliam Michelon Quarteto. Clêomenes Junior Quarterto e Adrieli Sperandir se apresentam às 17h e 18h de sábado, e no domingo, Uiliam Michelon Quarteto sobe ao palco às 16h, seguido de Ana Matielo às 17h. A Mostra Local, que promove espaço para iniciativas e artistas da cidade, contará com performances da Associação dos Músicos Pratenses, Grupo Vozes de Galpão e Grupo de Violão da Casa de Cultura de Nova Prata, também na Praça da Bandeira, abrindo a programação a partir das 15h. 

Eixo formativo promoverá primeiro encontro de bateristas

Durante os dois dias de programação do festival, oficinas, bate-papos e lançamentos de publicações integram o eixo formativo do evento, que promoverá de forma inédita o primeiro encontro de bateristas – 1 Nova Prata Drum Fest, aproveitando a vinda de consagrados instrumentistas que integram as bandas convidadas para um grande intercâmbio com propostas formativas para músicos da região, compartilhando seus conhecimentos sobre rudimentos musicais, construção de instrumentos, improvisação, educação musical on-line, música pós pandemia, world music, linguagem da música gaúcha na bateria e carreira internacional, incluindo a participação da Bosphorus Cymbals Brasil.

Nomes como Zé Montenegro, Lucas Fê e Ricardo Arenhaldt integram a programação, que ocorrerá no Deck Lounge e contará com show do Jambo Trio no sábado, às 23h.  As inscrições são gratuitas através do site do festival – https://femunp.com.br/ 

O IV Festival de Música de Nova Prata conta com Patrocínio Master de Auto Pratense Distribuidora de Auto Peças, Vipal Borrachas, Agraz Refrigeração e Sorvetes Gelícia, Patrocínio dos Supermercados Porta, Ost Pneus e Adyl Telecom, produção Eclética Centro de Música e Marca Produções, Financiamento Pró-Cultura – Secretaria do Estado da Cultura do RS e Realização do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura. Apoio Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Nova Prata. Para mais informações, acesse instagram.com/femunp ou https://femunp.com.br/ 

Saiba Mais

Pedro Santino Gehering – homenageado

Pedro Santino Gehring, nasceu em 01 de novembro de 1947. Desde criança desejava ter o seu próprio acordeon pois admirava muito quem tocava. Porém de família humilde, não tinha condições de comprar o instrumento. Quando entrou no quartel foi direto para a turma da música onde virou corneteiro (aquele que toca corneta para transmitir ordens e sinais). Tocava alvorada, silêncio e rancho. 

Depois de muita economia, ao sair do exército, conseguiu comprar seu tão sonhado acordeon direto da fábrica da Todeschini em Bento Gonçalves. Ao voltar para casa, seguiu trabalhando na roça e ,autodidata, se dedicava ao acordeon: “Não tinha mestres e bons professores como hoje, então em todos esses anos que passaram eu me espelhei nos talentos que tocavam na época. Nós, velhos, temos que continuar a servir de exemplo para os jovens e crianças.  Diga para o seu pai e para a sua mãe: eu quero tocar! E assim, com um bom professor, irão aprender a tocar qualquer instrumento.”

Pedro Gehring casou-se com Inês Gasparin em 16 de fevereiro de 1974, com quem teve os filhos Pedro Filho, Fernando e Ana Cristina e os netos Amanda, Alice, Isadora, Maria Eduarda e Luis Fernando

“Que bom seria começar tudo de novo. O tempo passou e não volta mais. Saudades eu tenho das festas de antigamente e dos bailes dos velhos gaiteiros que não estão mais entre nós. Naqueles tempos não tinha caixa de som, era tudo no ‘gogó’. O palco era uma mesa de 1mx1,5m com um cadeira em cima. Eu vejo todos no espelho da minha mente: os Modelski, Francisco, Bruno, Luiz e Geraldo; dos acordeonistas Renato Busato, dos Kruger, Carlos, do Luis, do Ernesto e do Leonel Ivo Kruger; do Valdir Dutra e do Adão, do Tigareto, do Astrogildo da Silva, do Dino Gali e do Valmor; do Irmão Arlindo Loch e do Jacó; do Pedro Melati de Guaporé, do Naviglio Giombeli de Vista Alegre, do Laudino Premieri de Nova Bassano, do Nelson Busato, do Heitor Campos, do Domingos Melatti, do Afonso Licks e do Pedro Filho; do Celso Rossi e Osni Rossi de Fagundes Varela, do Paulo Bisato e do Ricardoni; do Dulcimar Grande, do Kiko Busato, do Adelar Bertussi, o Oneide, o Gilnei e José Mendes, Meri Teresinha e Porca Véia, todos esses estão no espelho da minha alma. Tive a graça de assisti-los, cada um do seu jeito de interpretar. Graças a Deus, além de tudo, tive a sorte de tocar nos carnavais com a Banda Super Popular, com Kruger e seu Grupo e com Pedro Filho e o seu Grupo. Ah, e servi de músico para a Irmã Idalina na paróquia por vários anos!”

Seu Pedro, como é carinhosamente chamado, faz parte há 30 anos da Orquestra de Nova Prata. Atualmente está tocando no coral Tre Campane de Vila Flores, no grupo da paróquia de Vila Flores, coordenado por Levino Paludo e na capela do bairro de Santa Cruz, em Nova Prata.

“Para finalizar toco nas missas onde foi meu berço: nos Três Mártires Rio Grandenses. Ali foi meu início e será meu fim”, brinca.

O Festival de Música de Nova Prata – FEMUNP

O FEMUNP surgiu em 2015, na cidade de Nova Prata. Sua primeira edição contou com três shows de artistas convidados (Quartchêto, Quinteto Persch e Quiçá se Fosse) , apresentação de cinco bandas selecionadas na Mostra Paralela, que recebeu mais de 40 inscrições (Subtropicais, Yangos Quarteto, Trem Imperial, Frizon Brothers Band e Sedan 1300), exposição de arte, dois bate-papos com artistas e três oficinas. 

Em 2017, o evento expandiu sua programação, entrando oficialmente para a agenda cultural da cidade, trazendo um convidado internacional, o norte-americano Adrian Bellue, além de sete bandas e artistas convidados (Renato Borghetti, Jonathas Ferreira, Gabriel Selvage, Quinteto Canjerana, Duo de Viola e Acordeon com Valdir Verona e Rafael Deboni, Orquestra de Câmara da ULBRA e Philipe Philipsen). Foram selecionados seis grupos para a mostra paralela, que recebeu mais de 50 inscrições de todo o RS. Além das bandas selecionadas que se apresentaram no palco principal (Trabalhos Espaciais Manuais, Kulla Jazz, Moio e Vena) o festival abriu espaço ineditamente para a música de câmara, selecionando as atrações As Mulheres de Bah e Aria Trio. Buscando inovar a programação através da mescla de linguagens, o Grupo Teatral De Pernas pro Ar foi convidado a apresentar o espetáculo instalação Automákina – Universo Deslizante. Os grupos da cidade também tiveram espaço na programação, com a apresentação na mostra local de Diego Berquó Trio, Casa Muscaria, Orquestra de Sopros de Nova Prata e Coro da AABB. Além disso, a programação contou com seis atividades formativas, voltadas para escolas e artistas locais, fortalecendo a formação musical da cidade e região. 

Em 2021, após quatro anos de sua última edição, com dificuldades em captar recursos e pelo impacto da pandemia, foi realizada a terceira edição do Festival, que contou com a apresentação de Yangos, Lúcio Yanel, Fernando do Ó e Zé Montenegro, Garra e Alma, Thayan Martins Quinteto e Felipe Karam Quarteto. Em função de adaptações pandêmicas, a Mostra Paralela apresentou a seleção de quatro clipes, transmitidos ao vivo durante a programação, com seleção das bandas da região Garra e Alma, Jonny Mazz, Magnata Joe e Naldon Frizon. 

IV Festival de Música de Nova Prata

23 e 24 de novembro, em Nova Prata/RS

Programação

Sábado, 23 de novembro

1o Nova Prata Drum Fest (Deck Lounge – R. Gen. Flores da Cunha, 1055)

Oficinas

11h – Laércio Schallenberg (Schallera Custom Drums)

14h – Ébano Santos (Frases em Grupos)

15h – Zé Montenegro (50 anos de bateria)

Shows – Praça da Bandeira

15h – Mostra Local – Associação dos Músicos Pratenses

16h – Mostra Local – Vozes de Galpão

17h – Mostra Paralela – Clêomenes Junior Quarteto

18h – Mostra Paralela – Adrieli Sperandir – Primavera Brasileira

19h – Gil Jazz Trio

20h – Quinteto Canjerana

21h – Tatiéli Bueno – Tributo a Mercedes Sosa

1o Nova Prata Drum Fest (Deck Lounge – R. Gen. Flores da Cunha, 1055)

Show

23h – Jambo Trio

Domingo, 24 de novembro

1o Nova Prata Drum Fest (Deck Lounge – R. Gen. Flores da Cunha, 1055)

Oficinas

11h – Márcio Kbecinha (lançamento do livro “Tá na mão”?)

13h – Lucas Fê (A Arte da Improvisação)

14h – Hernan Voyzuk & Bosphorus Cymbals Brasil (Bateristas e Prateristas)

15h – Ricardo Arenhaldt (A música Gaúcha Contemporânea)

Shows – Praça da Bandeira

15h – Mostra Local – Grupo de Violão da Casa da Cultura de Nova Prata

16h – Mostra Paralela – Uiliam Michelon Quarteto

17h – Mostra Paralela – Ana Matielo

18h – Kiai

19h – Grupo Upa!

Mostra Kino Beat de filmes ocorre de 15 a 22 de novembro na Cinemateca Capitólio

Festival promove 15 eventos em 14 espaços da cidade com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, feira gráfica, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca

Projeto conta com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS

No ano em que celebra 15 anos de existência, o 9º Festival Kino Beat promove uma programação que resgata uma série de propostas e formatos realizados ao longo deste período, que teve início em 15 de outubro em Porto Alegre.  Com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural do instituto Oi Futuro e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, o projeto resgata 15 anos de histórias, promovendo 15 eventos em 14 espaços da cidade, com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca.

Voltando para o início da trajetória do projeto, o 9º Festival Kino Beat realiza, de 15 a 22 de novembro a Mostra Kino Beat de filmes, homenageando as três primeiras edições, promovidas entre 2009 e 2011. A mostra destaca títulos que fizeram parte da história do evento e obras contemporâneas que criam diferentes conexões entre música e cinema, incluindo estreias em Porto Alegre, como Terror Mandelão, de Felipe Larozza e GG Albuquerque, e Rewind and Play, de Alain Gomis, e um foco da diretora Paula Gaitán. A programação tem o apoio da Aliança Francesa Porto Alegre e do Cinelimite.

Na abertura, o público poderá conferir às 18h o set do Coletivo Turmalina (Elle P e Felix), antes da sessão de abertura da mostra, com o longa-metragem Terror Mandelão, que aborda o som, a tecnologia e o mercado de trabalho dos bailes funk das quebradas de São Paulo. 

Na programação, com curadoria de Leonardo Bonfim, conta com obras como Ostinato, documentário de Paula Gaitán sobre o processo criativo do compositor e músico Arrigo Barnabé e Sutis Interferências, também de Paula, sobre a obra de Arto Lindsay.  Títulos sobre Ornete Coleman, o criador do free jazz, e Thelonious Monk, assim como obras mais conhecidas como A Festa Nunca Termina (24 Hour Party People) e Stop Making Sense integram a seleção. 

No dia 21 de novembro o público poderá conferir três obras sobre o Udigrudi Pernambucano: os curtas Itamaravilha, de 1973, e Paêbiru, de 1975, de Katia Mesel, feitos em Super-8, com a participação de Lula Côrtes e Zé Ramalho, criadores do mítico disco Pâebirú. Já Noite do Espantalho, longa de 1974 de Sergio Ricardo, é um cordel musical protagonizado por Alceu Valença com a participação de nomes importantes do udigrudi musical pernambucano, como Lula Côrtes, Kátia Mesel e Geraldo Azevedo. 

No encerramento da mostra, no sábado, 22 de novembro, ocorre a exibição do Projeto Raros com Cidade Explosiva, um longa produzido no Japão em 1982, dirigido por Sogo Ishii, onde duas bandas punks rivais unem forças para um protesto no estilo Battle of the Bands contra a construção de uma usina nuclear.

Às 21h, as DJs LuizaPads e Viridiana (Festa Alfinete) comandam a discotecagem e às 23h59 Stop Making Sense encerra a noite. 

O 9º Festival Kino Beat conta com Patrocínio Master da Oi, Patrocínio do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, através de financiamento do Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS. O evento tem apoio de IEAVI, Instituto Ling, Instituto Remanso, Espaço Força e Luz, Instituto Francês Paris, Embaixada da França no Brasil, Ciclo3, Cinemateca Capitólio, Casa de Cultura Mario Quintana, Casa Musgo e FM Cultura. 

Sobre o instituto Oi Futuro

O Oi Futuro promove e cocria projetos e programas para o desenvolvimento de ações estruturantes e transformadoras nas áreas de Cultura, Educação e Inovação Social. Há 23 anos, o Oi Futuro estimula indivíduos, organizações e redes a construírem novos futuros, mais inclusivos, diversos e sustentáveis, por meio de ações e parcerias em todo o Brasil.

Desde 2005, o Oi Futuro mantém o Futuros – Arte e Tecnologia, um centro cultural no Rio de Janeiro com uma programação diversa e inovadora, que valoriza a convergência entre arte contemporânea, ciência e tecnologia. Com quase 130 mil visitantes em 2023, o espaço abriga galerias de arte, um teatro multiuso e também o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil. O Musehum oferece experiências imersivas e interativas que convidam o público a refletir sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas. 

Em 2024, o Futuros – Arte e Tecnologia conta com patrocínio de BNY e EY e apoio do Governo Federal através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, o projeto Vem, Futuro! Ano 2 conta com patrocínio da Serede, Oi, Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC. A realização é da Zucca Produções em parceria com o Oi Futuro, oferecendo programação cultural, ações educativas e abrangendo infraestrutura de apoio nas galerias, no teatro e no Musehum.

Em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, o instituto Oi Futuro também é responsável pelo programa de ensino NAVE (Núcleo Avançado em Educação). Fundado há 18 anos, o programa une o conceito de escolas públicas de Ensino Médio a cursos técnicos profissionais profissionalizantes nas áreas de Multimídia e Programação de Full Stack e Jogos Digitais. O NAVE já formou mais de 3.800 alunos e, segundo levantamento realizado em 2023, 93% deles ingressaram no Ensino Superior e 86% estão trabalhando.

Na área da Inovação Social, o Oi Futuro atua com foco no fomento e desenvolvimento do ecossistema da Economia Criativa, promovendo ciclos de aceleração de iniciativas que têm a transformação social como propósito principal. A partir de editais públicos, esses ciclos são compostos de mentorias individuais, workshops e capacitações com foco em gestão para empreendedores, contribuindo para o fortalecimento e estruturação de suas organizações. Desde 2017, o instituto já promoveu 10 ciclos de aceleração com 153 organizações e negócios de impacto social, alcançando diretamente mais de 1.150 gestores sociais com cerca de 15.900 horas de mentorias realizadas.

Confira a programação completa abaixo. Mais informações acesse kinobeat.com.

9º FESTIVAL KINO BEAT | MOSTRA DE FILMES

Cinemateca Capitólio | 15 a 22 de novembro de 2024

R. Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre – RS

Abertura: 

15 de novembro, às 18h

Discotecagem com Coletivo Turmalina (Elle P e Felix)

Encerramento: 

22 de novembro, às 21h

Discotecagem com Festa Alfinete (luizapads e Viridiana)

Sinopse dos filmes

15 de novembro

20h – Terror Mandelão 

Brasil, 2024, 75 minutos

Direção: Felipe Larozza e GG Albuquerque

Terror Mandelão aborda o som, a tecnologia e o mercado de trabalho dos bailes funk das quebradas de São Paulo. O filme acompanha a caminhada do DJ K, um dos principais DJs do Baile do Helipa, a maior favela da cidade, e seu amigo MC Zero K, que emplacou o seu primeiro hit da vida após dez anos insistindo na carreira. Combinando narrativas de documentário, elementos ficcionais e experimentação visual, o longa mostra os altos e baixos enfrentados pelos jovens na luta para viver da sua música.

16 de novembro

15h – Ostinato 

Brasil, 2021, 56 minutos, DCP

Direção: Paula Gaitán

Documentário sobre o processo criativo do compositor e músico Arrigo Barnabé.

16h30 – Sutis Interferências 

Brasil, 2015, 87 minutos, DCP

Direção: Paula Gaitán

Estudos sobre o som a partir da obra do músico Arto Lindsay e a relação do corpo/câmera com a música. O filme discute a arte de forma tão lírica quanto o próprio trabalho do artista.

18h – Ornette: Feito na América 

(Ornette: Made in America) 

Estados Unidos, 1985, 77 minutos, DCP

Direção: Shirley Clarke

O último filme concluído de Shirley Clarke, uma importante cineasta experimental nova-iorquina, se estrutura de forma não linear, mimetizando o estilo ousado e único do criador do free jazz, Ornette Coleman (1930-2015). Ele intercala depoimentos de músicos, teóricos, amigos e parentes, trechos de apresentações musicais e dramatizações da infância do músico, sugerindo uma narrativa do pobre garoto que sai de sua cidade natal e retorna como heroi. O fio condutor é a performance de uma nova composição sinfônica de Coleman, “Skies of America”, realizada na sua cidade de Fort Worth, Texas, a partir da qual alternam-se outras peças musicais, como uma homenagem ao arquiteto visionário Buckminster Fuller – um dos herois do jazzista – o encontro com os músicos marroquinos de Joujouka, do qual também participam William S. Burroughs e o músico e crítico Bob Palmer, e uma experiência midiática de comunicação via satélite com músicos tocando juntos, a quilômetros de distância, no Harlem e no World Trade Center.

19h30 – Rewind & Play 

França, Alemanha, 2022, 65 min, DCP

Direção: Alain Gomis

1969. O ícone do jazz estadunidense Thelonious Monk chega em Paris para uma série de shows e, antes deles, grava um programa para uma televisão francesa. As imagens brutas das gravações do programa revelam o ambiente opressivo dos bastidores. A apropriação deste arquivo por Alain Gomis, a partir de uma nova montagem, dá a ver o incômodo e a inquietude do jazzista, enquanto Monk tenta escapar da dinâmica televisiva recorrendo à sua única saída: a música. 

17 de novembro

15h – A Loucura do Ritmo

(Beat Street)

Estados Unidos, 1984, 105 minutos, digital

Direção: Stan Lathan

O rapper e DJ Kenny Kirkland conhece a refinada compositora de jazz e coreógrafa Tracy Carlson. Logo depois, ele fica tão inspirado por sua dedicação que promete usar seu próprio talento para fugir do gueto.

17h – A Festa Nunca Termina

(24 Hour Party People)

Reino Unido, 2002, 117 minutos, digital

Direção: Michael Winterbottom

Em 1976, Tony Wilson, um repórter em Manchester, Inglaterra, organiza festas em clubes locais para lançar bandas independentes. Com o sucesso, torna-se empresário musical, abrindo a lendária gravadora Factory e muda o cenário musical da época.

19h30 – Nascidas em Chamas

(Born in Flames)

Estados Unidos, 1983, 80 minutos, DCP

Direção: Lizzie Borden

Em Nova York, após 10 anos da “guerra de libertação social-democrática”, dois grupos feministas usam uma rádio como meio de propagação de ideias e de luta. Preservado pelo Anthology Film Archives com restauração financiada pela Hollywood Foreign Press Association e Film Foundation.

19 de novembro

19h – Noite 

Brasil, 2015, 87 minutos, DCP

Direção: Paula Gaitán 

“Porque a noite pertence aos amantes. Porque a noite pertence à luxúria. Porque a noite pertence aos amantes. Porque a noite pertence a nós.” (Patti Smith)

20 de novembro

19h – É Rocha e Rio, Negro Leo 

Brasil, 2020, 157 minutos, DCP

Direção: Paula Gaitán 

Um encontro com o músico, compositor, poeta, sociólogo e pensador Negro Léo.

21 de novembro

19h – Udigrudi Pernambucano: Super-8 de Katia Mesel + A Noite do Espantalho 

Itamaravilha

Brasil, 1973, 7 minutos, DCP

Direção: Katia Mesel

Paêbirú

Brasil, 1975, 7 minutos, DCP

Direção: Katia Mesel

Dois filmes de Katia Mesel em Super-8 realizados no período do Udigrudi Pernambucano, com a participação de Lula Côrtes e Zé Ramalho, criadores do mítico disco Pâebirú. Os filmes foram digitalizados em 2k como parte do projeto Digitalização Viajante, criado pela Iniciativa de Digitalização de Filmes Brasileiros e Associação Brasileira de Preservação Audiovisual. 

A Noite do Espantalho

Brasil, 1974, 92 minutos, DCP

Direção: Sergio Ricardo

Cordel musical dirigido por Sérgio Ricardo, protagonizado por Alceu Valença, com a participação de nomes importantes do udigrudi musical pernambucano, como Lula Côrtes, Kátia Mesel e Geraldo Azevedo. O dragão vem comprar as terras do coronel, mas a quer sem os camponeses. A resistência só deixa uma saída: o extermínio, que fica a cargo dos jagunços do Coronel. 

22 de novembro

19h30 – Projeto Raros: Cidade Explosiva

(Bakuretsu toshi) 

Japão, 1982, 112 minutos, digital

Direção: Sogo Ishii 

Em um terreno baldio industrial em algum lugar nos arredores de Tóquio, duas bandas punks rivais e suas multidões de fãs indisciplinados se reúnem para um protesto no estilo Battle of the Bands contra a construção de uma usina nuclear. Lá, eles enfrentam os industriais yakuza que estão por trás do empreendimento. O filme serviu como vitrine para importantes bandas da cena underground, como The Roosters, The Rockers e The Stalin, colocando nas telas do país o universo do punk rock japonês entre meados da década de 1970 e início da década de 1980.

23h59 – Stop Making Sense

Estados Unidos, 1984, 88 minutos, DCP

Direção: Jonathan Demme

O diretor Jonathan Demme captura a energia visceral da banda americana Talking Heads durante um show no Hollywood Pantages Theatre, em 1983. O grupo toca sucessos como “Psycho Killer”, “Take Me to the River” e “Once in a Lifetime”.

Leonardo Bomfim: Leonardo Bomfim é programador da Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, desde 2015. Foi programador da sala de cinema P. F. Gastal, na mesma cidade, entre 2013 e 2017. Realizou trabalhos de programação para os festivais de Gramado, Brasília e Olhar de Cinema. Desde 2012 é um dos editores do Zinematógrafo, fanzine de crítica de cinema.

Sobre o Coletivo Turmalina: O coletivo Turmalina, de Porto Alegre, trabalha com expressões artísticas no campo visual e sonoro, propostas pela ótica das populações negras. Compreendendo culturas de raízes africanas em geral como ferramenta de afirmação da identidade de um povo, aqui, coloca-se em evidência a musicalidade enquanto mecanismo de resistência social, como resposta à marginalização, apropriação e apagamento de uma história.

A principal ferramenta dessa revolução é a música, que, ao unir diferentes formas de produção e pesquisa, diferentes tecnologias e narrativas do povo preto, propaga o desejo de movimentar estruturas dominantes e sugere a inversão dessa pirâmide criativa.

Elle P: Elle P é DJ, cantora e compositora. Natural de Porto Alegre, Rio Grande Do Sul e integrante do Coletivo Turmalina. A gatinha é ritmada e não é segredo pra ninguém! Com uma forte presença na cena artística local desde 2020, e pouco mais de um ano na discotecagem, a artista vem se destacando com suas apresentações que exaltam a cultura negra, brasileira e LGBTQIAPN+. Trazendo o futuro, a ancestralidade e o pertencimento para o território de pista; com foco em vozes femininas e periféricas. Fazendo jus ao alter ego de Miss Versátil, em seus sets mistura sonoridades afrodiaspóricas/urbanas/eletrônicas. Como: Amapiano, Afrobeats, Afro House, Chill Baile, Dnb, Garage, House, Pagode, Pagodão Baiano, Funk e Rap. Neta de DJ e multiartista, sempre carregou consigo o sonho de comandar as pick-ups; Mas seu primeiro contato com a discotecagem foi no ano de 2021, em oficinas do Coletivo Turmalina (RS); formado por artistas negres que se potencializam através da produção, criação e pesquisa de música eletrônica. Já se apresentou em grandes e diversos lugares, como o Palco Bronx do Festival Rap In Cena 2023, Virada Sustentável de Poa, lançamento do festival Avante, Museu Da Cultura Hip Hop RS, Programa HipHop TVE, Boom Rap, Coletivo Plano, Savage, Savannah, Ksa Centro, Baile Panca (SM), Gama (URG), Baile Das Minas (PEL), e teve um set gravado pela Rádio Senso (NH). Também esteve em lines com nomes de peso como DJ Mu540, Deekapz, Th4ys, JLZ, DJ Patife, ANTCONSTANTINO, Evehive, DJ Brum, Suelen Mesmo e muitos outros.

Felix: Felix é um produtor musical, multi-instrumentista e DJ de Porto Alegre, Brasil. Participa da cena cultural de Porto Alegre desde 2014 e é co-fundador do Coletivo Turmalina. Em 2019 lançou o seu primeiro EP “Oito ou Oitenta”, que desde então tem recebido aclamação na cena de música eletrônica underground. Desde então, lançou 3 EP’s: “Untitled”, “Rave Funk” e o seu primeiro projecto no estrangeiro “Drilling Company”, lançado pela label de berlin Spec Records. Em Abril de 2023 lançou seu primeiro vinil “TRANQUILIZER” na label Londrina Mutual Pleasures, gerenciada por Partiboi69. Durante a pandemia do COVID-19 fez o seu primeiro trabalho de trilha sonora no documentário “Caleidoscópio: Histórias LGBTQIA+ do Rio Grande do Sul”, documentário produzido pela UFRGS.

Sobre a Festa Alfinete: Alfinete é uma criação da DJ e produtora multimídia luizapads em parceria com a outrahora rec. e com a produtora cultural Ofá. Acontece como festa itinerante em Porto Alegre desde março de 2024. Cada lineup é único, proporcionando atmosferas diferentes a cada edição, além de explorar diferentes conceitos, o que possibilita enriquecer a narrativa. Alguns dos estilos mais explorados nas edições foram house, waves, IDM, bubblegum bass, hyperpop e drum n’ bass.

LuizaPads: Luiza Padilha (Porto Alegre, 1993) é artista, designer e produtora multimídia. Sob a alcunha de luizapads, desdobra seu trabalho entre o áudio, o visual e o operacional. É tecnóloga em produção multimídia (2018), formada pelo SENAC-RS. Como designer autônoma, já trabalhou junto de artistas como Crumb, Maurício Pereira, Arthur de Faria, Nina Nicolaiewsky, Nacho Rodriguez, Miri Brock, Pedro Petracco, Paola Kirst, Bel Medula, Viridiana, Filipi Filippo, entre outros. Na área sonora, é DJ atuante da cidade de Porto Alegre. É a idealizadora e uma das produtoras da festa Alfinete, e foi co-idealizadora e produtora da festa Fita Dupla. Produziu as bandas Cardamomo e Inquilinas e já desenvolveu produções junto do trio instrumental Pata de Elefante. Fez parte da equipe de produção de shows de artistas como Maurício Pereira e Tonho Penhasco, Pedro Cassel, Inquilinas, Valentin, Irmão Victor, Thays Prado, Quarto Sensorial e KIAI Grupo. Foi integrante do coletivo OCorre Lab de 2021 até 2024, e integrou o coletivo Pedra Redonda no ano de 2019. Em 2020, idealizou o projeto “Another Green World Revisitado”, celebrando o aniversário de 45 anos do álbum seminal do músico e produtor inglês Brian Eno. O álbum contou com a masterização de Fu_k The Zeitgeist e contou com a colaboração de diferentes artistas da atual cena musical do Rio Grande do Sul. Além disso, também foi criado um episódio do podcast Bons Albo para falar sobre o projeto e sobre o álbum original.

Viridiana: Viridiana é produtora musical, performer e artista multimeios de Porto Alegre/RS. Com 26 anos, ela narra, por meio de suas canções eletrônicas, sua vivência como travesti hoje. Em 2020, foi uma das artistas selecionadas pelo Edital Natura Musical, pelo qual lançou seu primeiro disco, Transfusão. O projeto, cuja equipe contava com uma iniciativa de inclusão e empregabilidade trans, entregou também 3 videoclipes e 1 show virtual, todos disponíveis gratuitamente no canal do YouTube de Viridiana. Em 2023, ela prepara o terreno para o lançamento de seu próximo disco, com o single Pérolas de Plástico, cujo videoclipe ganhou destaque, integrando a programação de mostras, como a Mostra Queer View de Videoclipes LGBTQIA+ em São Paulo. Além disso, no mesmo ano, circulou por 11 cidades brasileiras na Turnê Tiranos de Plástico, tocando em palcos emblemáticos do país, como Audio Rebel, Infinu e Festival Vaca Amarela.

Première do evento Noites do Arco Cultural ocupa o multipalco do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano na quarta-feira, 27 de novembro

Programação inaugura uma série de eventos em uma parceria da Arco Music e o ICBNA com show especial de Luciano Leães e convidados em uma noite de celebração à arte e à música

O multipalco do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano abre suas portas para uma especial parceria com a Arco Music, que transformará o espaço na quarta-feira, 27 de novembro, em uma arena dedicada à música, performance, artes visuais e gastronomia. A primeira edição do Noites do Arco Cultural, uma noite especial que reunirá artistas de diversas linguagens em uma experiência sensorial, marca o início de uma série de eventos culturais idealizados pelo músico e fundador da Arco Music, Luciano Leães, com apoio da Baden Torrefação, previstos para 2025. O show será a despedida de Leães antes de sua viagem para New Orleans, onde ele finalizará seu próximo álbum e dará sequência à sua turnê internacional. O pianista gaúcho foi considerado pela principal revista de blues da Europa, Blues Matters Magazine, como “The Brazilian Professor,” e o New Orleans Jazz Museum o reconhece como o principal representante do jazz e R&B de New Orleans no Brasil e, possivelmente, na América Latina.

A data também celebra a estreia de Bruno Nascimento, produtor cultural, como novo integrante da equipe da Arco Music, que planeja uma série de projetos para o próximo ano. Entre os colaboradores desta nova fase está a artista e comunicadora Bruna Paulin, enquanto a cenografia do espetáculo fica a cargo de Fernando Ochoa, conferindo uma experiência visual única à noite.

“O espetáculo inaugura a primeira de uma série de ações de um projeto contínuo que trará uma programação diversificada ao Arco Cultural ao longo do próximo ano, destacando a cultura e a arte do Estado e promovendo uma conexão ainda mais profunda entre o público e a música”, afirma Leães. Cada edição contará com novas atrações, explorando diferentes temas e estilos, reforçando o papel do Arco Cultural como um ponto de encontro essencial para apreciadores de música, artes visuais e performances.

Uma experiência cultural em quatro atos

“A proposta de Noites do Arco Cultural é envolver o público em uma experiência imersiva, dividida em quatro atos que exploram temas específicos e múltiplas formas de expressão artística”, revela o músico. A programação principal traz o Luciano Leães Combo em um show especial de uma hora, com a participação da cantora Luana Pacheco. Antes do show principal, duas performances de 20 minutos abrem o evento: a partir das 20h,  o duo de jazz formado por Ronaldo Pereira e Ras Vicente, dois dos principais músicos de jazz do estado, trazem ao público composições próprias e clássicos do gênero, criando uma atmosfera sofisticada e envolvente. No projeto Luciano Leães Convida, o público poderá conferir a revelação Camila Lemos, interpretando R&B e soul. 

Intervenções artísticas e performances costuram o roteiro

Além da música, o público será presenteado com intervenções artísticas da atriz Bruna Paulin, que trará performances e outras surpresas. Ao longo de toda a noite o artista visual André Lacerda promoverá uma live painting. O público poderá conferir uma seleção de pinturas, desenhos e esculturas do artista, que estarão expostas pelo espaço, criando um verdadeiro ponto de convergência entre as diversas expressões artísticas e sensoriais.

Gastronomia e experiências sensoriais

Para completar a experiência, o evento oferecerá ao público drinks da Baden Torrefação, espumantes da Monte Astral, cervejas artesanais da Dude e pizzas da Pizza do Pão, proporcionando uma vivência que integra todos os sentidos em um ambiente de cultura e arte.

O projeto conta com realização Arco Music, Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano e Baden Torrefação e apoio Person Pianos, Monte Astral e Ochôa Luz e Design. Os ingressos custam R$ 50,00 (primeiro lote), R$ 60,00 e R$ 70,00 (segundo e terceiro lotes) e no dia do evento, R$ 80,00. e estão à venda pela plataforma Sympla. O Noites do Arco Cultural inicia às 19h com a live painting e  happy hour e as atrações gastronômicas. Shows a partir das 20h. O Arco Cultural fica na  Rua Riachuelo, 1257 – Centro Histórico.

Noites do Arco Cultural

Data: 27 de novembro de 2024

Local: Arco Cultural – Rua Riachuelo, 1257 – Centro Histórico de Porto Alegre, RS

Abertura do espaço: 19h, shows iniciam às 20h

Ingressos: à venda pela plataforma Sympla, a partir de R$ 50,00.

Sinopse do evento: Em uma celebração à cultura e à arte, o Arco Cultural convida o público a fazer parte do início de um projeto que reunirá o melhor da música e das artes ao longo do próximo ano. Luciano Leães despede-se temporariamente de Porto Alegre em grande estilo, apresentando um espetáculo vibrante e emocionante que antecipa uma nova fase para o Arco Cultural e para o cenário cultural da cidade.

Noites do Arco Cultural – primeira edição

Realização – Arco Music, Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano e Baden Torrefação

Criação, direção geral e curadoria musical – Luciano Leães

Roteiro, curadoria artística e direção cênica – Bruna Paulin

Shows de:

Ronaldo Pereira e Ras Vicente

Camila Lemos

Luciano Leães Combo (participação especial Luana Pacheco)

Live painting e exposição – André Lacerda

Apresentação e intervenções – Bruna Paulin

Cenografia e desenho de luz – Fernando Ochoa

Gastronomia – Baden Torrefação, Monte Astral, Dude Cervejas Artesanais e Pizza do Pão

Produção – Caroline Borges

Arte – Librae

Assessoria de imprensa e relacionamento – Assessoria de Flor em Flor 

Apoio: Person Pianos, Monte Astral e Ochôa Luz e Design

Luana Pacheco e Orquestra Folie promovem pré-estreia do espetáculo Édith Piaf – uma história contada em canções na Biblioteca Pública do Estado no sábado, 23 de novembro

Show comemora 20 anos de carreira da cantora e seus 15 anos de conexão com a cultura francesa que estreia em 2025

Ingressos aqui

2025 será um ano de celebrações na vida da cantora e compositora Luana Pacheco: a artista comemora 20 anos de carreira, além de 15 anos conectada com a cultura francesa, após ter vencido a terceira edição do Festival da Canção Aliança Francesa. Coincidentemente, Édith Piaf, um dos maiores nomes da música na França, completaria 110 anos de nascimento. Para marcar as datas, Luana promove a pré-estreia do espetáculo Édith Piaf – uma história contada em canções na Biblioteca Pública do RS, no sábado, 23 de novembro, às 20h30.

A relação de Luana com o universo francófono iniciou em 2010, quando a cantora e compositora venceu o Festival da Canção Francesa, promovido pela Aliança Francesa Porto Alegre. Em 2017 foi convidada a fazer o show de abertura da cantora francesa ZAZ no Auditório Araújo Vianna. Em 2020 Luana teve a oportunidade de cantar pela primeira vez em Paris no mítico Café des Deux Moulins, cenário do filme “Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain”. Três anos depois, foi a vez de encantar o público em um antigo Clube de jazz chamado Le Grain no bairro Montmartre ao lado de Luciano Leães, se comunicando totalmente em francês e arrancando elogios do público parisiense como: “Eu amei você cantando Edith Piaf”, “Você tem uma voz impressionante”.

 Em 2023 Luana foi eleita pela revista francesa VOX Culture et Innovation dans l’Amérique Latine et dans les Caraïbes como uma das 29 personalidades inspiradoras conectadas com a cultura francesa pelo mundo, sendo a única mulher brasileira na revista que marcou os 140 anos das Alianças Francesas no mundo e que teve distribuição em um congresso das Alianças Francesas em Paris.

Édith Giovanna Gassion, conhecida como Édith Piaf (Paris, 19 de dezembro de 1915 — Grasse, 10 de outubro de 1963), é uma das maiores personalidades francesas de todos os tempos. Cantora, compositora e atriz, ficou conhecida pelo seu talento com a chanson – seu canto dramático e visceral retratava a vida trágica fora dos palcos. Acompanhada da Orquestra Folie, Luana interpretará 12 canções que ficaram célebres na voz de La Môme Piaf, como Non, Je Ne Regrette Rien, La Vie en Rose, Hymne à L’amour, entre outras. “Edith Piaf é uma das minhas maiores referências. Poder homenageá-la cantando esse repertório que tanto admiro, que me faz encher os olhos d’água e que me arrepia, acompanhada de instrumentos de Orquestra, trazendo a atmosfera orgânica que podemos escutar nos discos originais da Piaf é simplesmente a realização de um sonho.l”, revela Luana. 

A Orquestra Folie, formada especialmente para o projeto, conta com Luana Pacheco na voz e violão, Miriã Farias e Adashi Irunú nos violinos, Vinícius Reis na viola, Samara Moraes no violoncelo, Rafael Figueiredo no contrabaixo e Luciano Leães no piano, com participação especial de André Vicente no acordeon.  Os arranjos são de Luciano Leães e Dhouglas Umabel. O espetáculo foi idealizado e concebido por Luana Pacheco e conta com intervenções poéticas da escritora Andrea Barrios Os ingressos estão à venda no site sympla com valores entre R$80 e R$150. A Biblioteca Pública do Estado fica na Rua Riachuelo, 1190, Centro Histórico.

Pré-Estreia – Édith Piaf – uma história contada em canções – com Luana Pacheco e a Orquestra Folie

Sábado, 23 de novembro, 20h30

Biblioteca Pública do Estado – Rua Riachuelo, 1190, Centro Histórico 

Ingressos pela plataforma Sympla, entre R$ 80,00 e R$ 150,00

Ficha técnica

Orquestra Folie: 

Voz e violão – Luana Pacheco

Violinos – Miriã Farias e Adashi Irunú

Viola – Vinicius Reis

Violoncelo – Samara Moraes

Contrabaixo – Rafael Figueiredo

Piano – Luciano Leães

Participação especial – acordeon – André Vicente

Intervenções poéticas – Andrea Barrios

Fotos: Daniel Fontana

Apoio: Assessoria de Flor em Flor, Marcelo Gonçalves Pâtissier, Daniel Fontana Fotografia, Person Piano

Picnic de um Jardim Suspenso, exposição do Observatório Estético do Clima e Circuito Burburinho são as próximas atrações do 9º Festival Kino Beat

Festival promove 15 eventos em 14 espaços da cidade com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, feira gráfica, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca

Projeto conta com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS

No ano em que celebra 15 anos de existência, o 9º Festival Kino Beat promove uma programação que resgata uma série de propostas e formatos realizados ao longo deste período, que teve início em 15 de outubro em Porto Alegre.  Com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural do instituto Oi Futuro e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, o projeto resgata 15 anos de histórias, promovendo 15 eventos em 14 espaços da cidade, com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca.

Neste sábado, 09 de novembro, o Museu Joaquim Felizardo recebe o Picnic de um Jardim Suspenso, das 16h às 22h. O evento convida o público a vivenciar o momento e o espaço, em uma jornada musical e performática que estimula a contemplação, o relaxamento, e o sonho. A experiência será conduzida por três apresentações que abordam de forma distinta a manipulação e a suspensão do tempo: a performance de dança Ficções de encontro marcado em paradoxo mágico da dupla Rojana, acompanhada pela trilha sonora ao vivo de Patrícia Nardelli; a apresentação de lançamento do Coletivo Vórtice (Carlos Ferreira, Diego Poloni, Rita Zart, Fu_k The Zeitgeist, Dpsmkr), com sons que partem da música ambiente, e que se conectam, formando um fluxo contínuo. Combinando instrumentos eletrônicos, guitarras e sonoridades acústicas, a performance traz uma paisagem sonora imersiva, onde o público pode deitar na grama ou até dançar. Encerrando a programação, será possível conferir a performance musical da artista sonora escocesa SHEE, que utiliza vocal e um sintetizador modular customizado, para criar sons etéreos e oníricos. A abertura do picnic fica por conta do DJ Cevallos, com um set de música ambiente e downtempo.

A partir de 14 de novembro, às 19h, o público poderá conferir no Espaço Força e Luz a mostra inédita OEC – Observatório Estético do Clima, do coletivo Animal Autotune. A exposição é composta por uma série de obras audiovisuais, gráficas e objetuais, que elaboram modos sensíveis de interpretação das transformações climáticas que caracterizam a possível época geológica do Antropoceno.

Em OEC, o coletivo Animal Autotune se propõe a fazer uma ponte entre: a arte contemporânea, dados científicos que registram a temperatura, a quantidade de chuvas, a velocidade dos ventos e outras informações climáticas de territórios específicos e contextos políticos, dinâmicas existenciais, eventos históricos e banais da cultura pop.

Formado por Mario Arruda e Filipi Filippo, o coletivo Animal Autotune opera enquanto plataforma de pesquisa, criação e execução de obras audiovisuais e instalativas. Tem como foco temático central a relação das sonoridades, visualidades e outras materialidades estéticas com as tecnologias de produção e seus efeitos produtivos e destrutivos, que compõem tanto a arte contemporânea quanto as torças do Antropoceno. A visitação segue até 21 de dezembro, de segunda a sexta-feira das 10h às 19h e sábado das 11h às 18h com entrada franca. 

Circuito Burburinho é uma das atividades promovidas pelo MAPC (Micro Aceleradora de Partículas Criativas) e ocorre no sábado, 16 de novembro

Celebrando seus 5 anos de atividades, o espaço cultural co-dependente, e agora também Ponto de Cultura, Casa Surdina, dá início ao Circuito Burburinho através da Feira Gráfica Burburinho, integrando a programação do 9° Festival Kino Beat, através do MAPC (Micro Aceleradora de Partículas Criativas), promovendo no sábado, 16 de novembro, das 13h às 21h, um evento de arte, moda, música e intervenções. A feira gráfica Burburinho faz parte do Circuito Burburinho de Artes Gráficas, um projeto de difusão e inovação para aproximar a criação artística afetiva do imaginário do cotidiano através de ativações como feiras, oficinas e exposições em espaços culturais alternativos. 

A idealização e produção são de Clarice Nilles e Fernanda Görski que, nesta edição expandida, convidam para a curadoria de moda autoral o Brick de Desapegos, contando com mais de 30 expositores  nas artes gráficas e moda. A partir das 13h, o selo Tal e Tal Records apresenta performances dos artistas Beili, A Virgo, Heloísa Marshall, e projetopalavra (Gustavo Almeida). A Casa Surdina abrigará três oficinas gratuitas (as inscrições devem ser feitas através de formulário disponível nos canais do festival): Sessão de Modelo Vivo, com Lael Peters, Fóssil: documentos de memória e de cidade, com Henrique Fagundes e We Make Noise: Experimentações em Composição Musical, com Jalile & Thays Prado. 

Festival se posiciona como acelerador e impulsionador de espaços e iniciativas da cidade

Nesta edição, além de promover atividades diversas, o Kino Beat se propõe a fomentar espaços e iniciativas na cidade. A MAPC – Micro Aceleradora de Partículas Criativas se apropria da nomeação dos dispositivos da física, que trabalham com partículas subatômicas para desvendar os mistérios do universo. No contexto do festival, a MAPC busca acelerar ou desencadear a energia criativa de projetos, espaços e profissionais culturais.

Os selecionados integram a programação do Kino Beat, com autonomia para dar continuidade em pesquisas ou desenvolver novas ações, através de comissionamento parcial ou total das propostas. “O festival busca com essa iniciativa, fomentar a rede da qual também faz parte, e que necessita de maior fomento para a sua manutenção e desenvolvimento”, declara Cevallos.

O festival selecionou para integrar o programa os espaços Casa Baka, Casa Surdina e Galeria Gazzebo e Coletivo Plano. “A alegria por sua longevidade, vem acompanhada por um sentimento de compromisso, em continuar movimentando um recorte na cidade, para que se potencialize em conjunto, as capacidades de artistas, coletivos e espaços independentes, de completarem as suas décadas em atividade. O compromisso de existir em/e coexistir com Porto Alegre, passa pelo alargamento das redes que compõem o seu fluxo artístico, o que será um dos focos da 9a edição do festival”, revela o criador do festival, Gabriel Cevallos.

Residência Formigueiro conta com segunda edição em 2024 através do programa Cultura Circular do British Council

A segunda edição da Residência Formigueiro, uma iniciativa do Festival Kino Beat, dá continuidade ao seu formato de pesquisa e criação artística, que se estabelece a partir das especificidades de Porto Alegre, através do programa Cultura Circular do British Council. O nome da residência mantém-se o mesmo, apesar da mudança de um dos seus pilares de estudo e relação. Em 2022, as formigas nomearam a residência e conduziram pela cidade os artistas e as suas produções na primeira edição. Agora, os insetos dão lugar ao Guaíba, como parceiro na investigação de histórias sobre a capital. Para além da celeuma do Guaíba enquanto rio ou lago, pensaremos nele como um corpo hídrico único, que apresenta características dos dois ecossistemas e que muda com o tempo.

O desafio de pensar o Guaíba e a sua relação com a cidade em 2024 deve ir adiante de sua recente face trágica das enchentes de maio. Por óbvio, a dimensão dos fatos e as suas razões climáticas, exacerbadas pela ação de determinados grupos humanos, devem impactar a percepção sobre o que é viver às margens de um corpo hídrico poderoso. É a partir da arte, esse campo permeável que se contamina por tantos outros campos, disciplinas e áreas para criar histórias em linguagens e tintas múltiplas, que a residência formigueiro produzirá suas próprias narrativas sobre o habitar a cidade-guaíba.

A lei municipal portoalegrense nº 7.767, de 17 de janeiro de 1996, institui o “Dia do Rio Guaíba” no último domingo do mês de novembro de cada ano; já a lei nº 10.904, de 31 de maio de 2010, que institui o calendário de datas comemorativas, redefine a data como apenas “Dia do Guaíba”. “Uma das premissas da residência é festejar esse corpo hídrico, seja no último domingo de novembro ou durante quase todo esse mesmo mês, em que os artistas estarão em Residência para celebrar, como for possível, junto à cidade, suas histórias, e o rio, como prefiro chamar”, conta o curador. 

A programação completa da Residência, que inicia em 28 de outubro e se encerra em 28 de novembro com uma exposição coletiva, inclui ações formativas voltadas para os residentes e o público em geral. O Instituto Remanso será a sede para os artistas e atividades complementares durante o mês de atividades. Os resultados das pesquisas e criações serão exibidos na Galeria Augusto Meyer do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, na Casa de Cultura Mario Quintana, que seguirá em cartaz até março de 2025. 

O 9º Festival Kino Beat conta com Patrocínio Master da Oi, Patrocínio do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, através de financiamento do Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS. O evento tem apoio de IEAVI, Instituto Ling, Instituto Remanso, Espaço Força e Luz, Instituto Francês Paris, Embaixada da França no Brasil, Ciclo3, Cinemateca Capitólio, Casa de Cultura Mario Quintana, Casa Musgo e FM Cultura. 

Sobre o instituto Oi Futuro

O Oi Futuro promove e cocria projetos e programas para o desenvolvimento de ações estruturantes e transformadoras nas áreas de Cultura, Educação e Inovação Social. Há 23 anos, o Oi Futuro estimula indivíduos, organizações e redes a construírem novos futuros, mais inclusivos, diversos e sustentáveis, por meio de ações e parcerias em todo o Brasil.

Desde 2005, o Oi Futuro mantém o Futuros – Arte e Tecnologia, um centro cultural no Rio de Janeiro com uma programação diversa e inovadora, que valoriza a convergência entre arte contemporânea, ciência e tecnologia. Com quase 130 mil visitantes em 2023, o espaço abriga galerias de arte, um teatro multiuso e também o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil. O Musehum oferece experiências imersivas e interativas que convidam o público a refletir sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas. 

Em 2024, o Futuros – Arte e Tecnologia conta com patrocínio de BNY e EY e apoio do Governo Federal através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, o projeto Vem, Futuro! Ano 2 conta com patrocínio da Serede, Oi, Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC. A realização é da Zucca Produções em parceria com o Oi Futuro, oferecendo programação cultural, ações educativas e abrangendo infraestrutura de apoio nas galerias, no teatro e no Musehum.

Em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, o instituto Oi Futuro também é responsável pelo programa de ensino NAVE (Núcleo Avançado em Educação). Fundado há 18 anos, o programa une o conceito de escolas públicas de Ensino Médio a cursos técnicos profissionais profissionalizantes nas áreas de Multimídia e Programação de Full Stack e Jogos Digitais. O NAVE já formou mais de 3.800 alunos e, segundo levantamento realizado em 2023, 93% deles ingressaram no Ensino Superior e 86% estão trabalhando.

Na área da Inovação Social, o Oi Futuro atua com foco no fomento e desenvolvimento do ecossistema da Economia Criativa, promovendo ciclos de aceleração de iniciativas que têm a transformação social como propósito principal. A partir de editais públicos, esses ciclos são compostos de mentorias individuais, workshops e capacitações com foco em gestão para empreendedores, contribuindo para o fortalecimento e estruturação de suas organizações. Desde 2017, o instituto já promoveu 10 ciclos de aceleração com 153 organizações e negócios de impacto social, alcançando diretamente mais de 1.150 gestores sociais com cerca de 15.900 horas de mentorias realizadas.

Confira a programação completa abaixo. Mais informações acesse kinobeat.com.

Programação – 9º Festival Kino Beat

2ª Residência Formigueiro (residência)

28 outubro até 28 novembro

Instituto Remanso

Instalação Pulsar de Dimitri Lima e Gabriel Castro

De 31 de outubro a 31 de janeiro de 2025

Instituto Ling

Rua João Caetano, 440, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre

Visitação:

Segunda a sábado, das 10h30 às 20h

Picnic de um Jardim Suspenso (apresentações musicais e performance)

09 de novembro

Museu Joaquim Felizardo – Rua João Alfredo, 582

16h – DJ Cevallos

17h30 – ROJANA (dança/performance sonora)

18h – Coletivo Vórtice: Carlos Ferreira, Diego Poloni, Rita Zart, Fu_k The Zeitgeist, Dpsmkr

21h -SHEE (Escócia) 

OEC – Observatório Estético do Clima (Exposição) – Coletivo Animal Autotune (Mario Arruda e Filipi Filippo)

14 de novembro a 21 de dezembro

Abertura 14 de novembro, às 19h

Espaço Força & Luz – Rua dos Andradas, 1223, Centro, Porto Alegre

Visitação:

Segunda a sexta-feira: 10h às 19h

Sábado: 11h às 18h

Casa Surdina (feira gráfica e shows)

Programa MAPC

16 de novembro, das 13h às 21h

Rua Cel. Fernando Machado, 707, Centro, Porto Alegre

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