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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

outubro 2024

Espaço Cultural 512 recebe exposição “Uns: transfiguração e assimilação” a partir de 01 de novembro

Mostra conta com dez pinturas inéditas de Thiago Scott

Inaugura na próxima sexta-feira, 01 de novembro, a partir das 20h, no Espaço Cultural 512, a exposição Uns: transfiguração e assimilação. A mostra conta com dez pinturas inéditas de Thiago Scott e busca demonstrar a transfiguração formalista do corpo e a assimilação da existência de indivíduos reais e imaginados. São retratos e (autorretratos) pintados entre 2018 e 2024 que mostram figuras humanas solitárias; protagonistas trágicas expressivas de uma realidade fragmentada, crua e melancólica.

Thiago Scott é um artista que transita entre as artes visuais, a educação e a música. Como pintor, sua obra dialoga intensamente com o Expressionismo, sendo fortemente influenciado por artistas como Schiele, Francis Bacon e, de forma particular, Iberê Camargo. Scott, que também é professor de História, encontra no trabalho desses artistas uma profunda ressonância com as complexidades da existência humana, refletindo essas influências tanto em seus retratos como em autorretratos.

Inspirado pela visceralidade de Francis Bacon, pela melancolia de Schiele e pelos retratos brutalizados de Iberê Camargo, Thiago explora a angústia da fragmentação do “eu”. Assim como Iberê, para quem o autorretrato não era um espelho de Narciso, mas um encontro com o terror do outro, Thiago se coloca em constante oposição a esse outro “eu”. Esse processo de “autoconfronto” é visível em suas obras, onde as figuras solitárias — sejam elas reais ou imaginadas — revelam não apenas uma busca estética, mas uma tentativa de dominar o “outro” que habita dentro de si.

Iberê  contou certa vez que, ao ver seu reflexo no vidro de um ônibus, foi tomado por um profundo medo ao perceber-se em duplicidade. Ele descreveu essa experiência como uma incapacidade de encarar esse “outro” que parece existir fora de si. Esse momento de revelação encontra ressonância no trabalho de Scott, cujas obras exploram a busca constante por esse “outro” enigmático, uma presença que se impõe ao artista e que ele tenta, por meio da pintura, entender e controlar. Tanto Scott quanto Iberê compartilham a ideia de que o autorretrato não é simplesmente um reflexo, mas uma descoberta. Para o artista, pintar a si mesmo é como desvendar um mistério escondido, tanto para o público quanto para si — uma parte individual desconhecida, que parece agir além da sua própria vontade.

Essa inquietação e complexidade existencial atravessam a obra de Scott, tornando suas pinturas mais do que simples representações; elas são, ao mesmo tempo, um confronto com o “eu” e uma investigação sobre a natureza fragmentada e trágica da condição humana. É na convergência dessas influências que ele constrói uma estética própria, onde a arte se transforma em um espelho distorcido, revelando não apenas o que está diante dele, mas o que habita dentro.

A mostra segue em cartaz até 22 de dezembro. O Espaço Cultural 512 fica na R. João Alfredo, 512. 

Uns: transfiguração e assimilação

De 01 de novembro a 22 de dezembro

Espaço Cultural 512 fica na R. João Alfredo, 512

@thiagoscott_

Samba do Quintana traz a participação de Wal Gonçalves no domingo, 03 de novembro, e amplia ocupação da Travessa

Projeto com entrada franca ocorre mensalmente na Travessa dos Cataventos promovendo a produção de artistas locais

No domingo, 03 de novembro, a Travessa dos Cataventos recebe a penúltima  edição do ano do Samba do Quintana, evento promovido pela CCMQ. Com programação gratuita e ao ar livre, a edição conta com as performances da banda residente Thiago Ribeiro & Amigos e a participação de Wal Gonçalves, a partir das 16h. 

O projeto realizado pela CCMQ, instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), tem curadoria da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. Lançado em junho de 2023, tem como objetivo promover mensalmente a cultura do samba e oferecer espaço para os compositores locais apresentarem suas obras, além de clássicos do gênero, através de formação de público e de cena. Ao entender que a casa é um espaço de fruição, mas também de formação e de experimentação artística, o Samba do Quintana se torna palco de músicos e musicistas experientes, atuantes, em colaboração com novos nomes da cena. 

“Nesta edição celebraremos também as recentes melhorias na Travessa Araújo Ribeiro, ampliando nosso samba para a quadra entre as Ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos – uma extensão salutar da vida cultural da CCMQ para seu entorno urbano”, revela Germana Konrath, diretora da CCMQ . Evento já consolidado na agenda cultural da cidade, o Samba do Quintana dialoga com outros núcleos da CCMQ, que abriga o Instituto Estadual de Música (IEM) e a Discoteca Natho Henn, além de manter no ar a Rádio Quintanares, uma emissora pública e inclusiva de rádio, com programação online e disponível no quarto andar da instituição. 

O sucesso se confirma a cada nova edição. Em um ano de existência, o Samba mobilizou mais de 10.000 pessoas e promoveu o trabalho de 24 artistas locais, além de uma participação nacional. Para Germana, o Samba do Quintana já se consolidou no calendário da Casa de Cultura e da cidade como um ponto de encontro entre diferentes públicos e gerações, que ocupam a travessa de modo festivo, celebrando seu direito à cidade e à cultura em uma programação de alta qualidade. Além disso, ela destaca que “o Samba do Quintana corrobora com o movimento de resgate da cultura negra e do seu tradicional samba ao mesmo tempo que aponta para a produção musical das novas gerações, apresentando composições autorais. Tudo isso em grande clima de festa e descontração, ao ar livre, valorizando o acesso e a pluralidade que marcam a Casa de Cultura”. 

“Encontramos um público diverso e animado, que se interessa tanto pelos clássicos do samba quanto por descobrir novas canções e compositores”, revela a curadora do evento. “A importância de um evento de rua, seguro, acessível e diverso para a população de Porto Alegre se confirma na resposta do público”, completa Paulin. 

Nesta edição, o Samba do Quintana contará com a banda Thiago Ribeiro & Amigos e a convidada Wal Gonçalves. A banda residente é formada por Thiago Ribeiro (vocais e cavaquinho), Fernando Duarte (repique de mão, tamborim, bongô), Julia Gregório (flauta), Marcelo Rossi (violão), Paulo Wolff (pandeiro, carrilhão e chocalhos) e Rogério Menezes (tantan). Thiago Ribeiro começou na música aos 15 anos, quando ganhou seu primeiro cavaquinho, mas o samba vem de berço, começando com a influência de seu pai, o violonista e cantor Antonio Lima. Já na infância demonstrava amor ao estilo, batucando em todos os cantos e formando bandas com os amigos. Entre suas referências musicais estão nomes como Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Duda do Cavaco, Alemão Charles, grupo Flor de Ébano, entre outros artistas locais e nacionais. Há 20 anos Thiago se apresenta profissionalmente, em casas de shows em Porto Alegre, no litoral e no interior do estado. Já acompanhou Eliana de Lima por duas vezes em performances na cidade e abriu shows de Fundo de Quintal, Diogo Nogueira e Luiz Carlos da Vila. No momento está gravando seu primeiro single de seu álbum de estreia. 

Wal Gonçalves é natural de Pelotas e reside em Porto Alegre há 16 anos, onde concilia sua carreira profissional na área da saúde com as atividades musicais. Atuando como intérprete de sambas clássicos e suas vertentes, acredita na força da mulher no meio artístico e no poder da música como forma de transmitir sentimentos como reflexão, alegria, amor e protesto. Atuou em bares, casas noturnas e teatros em Porto Alegre e como compositora fez parcerias com compositores locais.

Bruna Paulin é artista, jornalista, mestre em Comunicação e atua como pesquisadora musical há 22 anos. Assinou projetos de curadoria e produção de conteúdo na área para editora Belas Letras, Cubo Play, Fábrica do Futuro, musical Nara entre outros. É criadora e apresentadora do podcast A História do Disco, um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil. 

O Samba do Quintana ocorre no domingo, 03 de novembro, das 16h às 20h com um intervalo. Em caso de chuva o evento será transferido para 10/11. Para mais informações, acesse https://www.instagram.com/ccmarioquintana/

Este projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, conta com o patrocínio direto do Banrisul, Patrocínio Nubank, CEEE equatorial, Statkraft, apoio Banco Topázio, DLL, Panvel, Navegação Aliança, Tintas Renner, Isend e realização da Secretaria de Estado da Cultura do RS e do Ministério da Cultura – Governo Federal. 

SAMBA DO QUINTANA – OUTUBRO

Com Thiago Ribeiro & Amigos e Wal Gonçalves

Domingo, 03 de novembro, a partir das 16h

Na Travessa Rua dos Cataventos – térreo da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre) 

Entrada Franca

Em caso de chuva o evento será transferido para 10/11

Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira confirma sua 15ª edição e abre convocatória para Mostra Competitiva Brasil

Festival é realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS.

Evento ocorrerá de 14 a 23 de fevereiro, com entrada franca

A partir desta quarta-feira, 23 de outubro, o Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira está com as inscrições abertas para a Mostra Competitiva Brasil. Os interessados devem acessar o formulário de inscrição e regulamento através deste link até 02 de dezembro. Serão aceitas obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2022, que não foram inscritas anteriormente no festival e não tenham estreado em circuito comercial de cinema, de trabalhos realizados no Brasil por brasileiros ou estrangeiros, ou no exterior por brasileiros. O evento é realizado com recursos da Lei Complementar 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura e financiado pelo Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS.

O Cine Esquema Novo chega a sua 15ª edição com programação gratuita, que ocorrerá de 14 a 23 de fevereiro de 2025, incluindo exibições de filmes em salas de cinema e espaços expositivos, debates, seminário e oficinas. A programação ocupará a Cinemateca Capitólio, Goethe-Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, MAC RS- Museu de Arte Contemporânea do RS, Casa Baka, além de espaços da Casa de Cultura Mário Quintana. As inscrições selecionadas concorrem entre si, independente de duração e formato. “O CEN é um evento que privilegia todo o audiovisual, esteja ele onde estiver. Os trabalhos selecionados para a Mostra Competitiva Brasil poderão ser exibidos na sala de cinema, em galerias ou em outros ambientes propostos por artistas e pelos curadores do festival”, afirmam os organizadores do CEN, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo. Além de Jaqueline e Ramiro, Kamyla Belli e o artista visual Dirnei Prates integram o time de curadores.

Ao longo de 14 edições realizadas, o festival atingiu mais de 83.500 pessoas (de forma presencial e online) e exibiu mais de 1.200 obras. Com uma programação democrática e plural, as mostras refletem e legitimam a diversidade da produção audiovisual brasileira, priorizando dar voz à cineastas e artistas visuais que usem o audiovisual como ferramenta de experimentação de linguagens, ao mesmo tempo em que trata de temáticas que refletem as principais pautas da sociedade contemporânea, abrindo novos caminhos para a circulação de suas obras e desenvolvimento de suas filmografias. 

Após o sucesso do Caderno de Artista, lançado na edição de 2021, o evento dará continuidade ao formato. O Caderno de Artista é um ambiente online construído em parceria com cada um dos selecionados, que estará disponível no site do CEN, em uma página dedicada ao universo criativo dos artistas, para que possam compartilhar com o público materiais extras da obra selecionada, biografia, referências e entrevistas realizadas pela equipe do evento. “O Cine Esquema Novo sempre prezou e com muito afinco construiu, em cada edição passada, a relação entre os filmes nas sessões, como estas se relacionam dentro da grade de programação, e como diferentes espaços podem ser suporte para o audiovisual. Os Cadernos de Artista trazem mais uma conexão entre as obras e o público, que pode aprofundar sua experiência”, revelam. 

A Mostra Outros Esquemas, que integrou as edições de 2019 e 2021, segue na programação. “Trata-se de uma mostra não competitiva, que passou a integrar a programação do CEN como forma de proporcionar mais um espaço para filmes que  fazem brilhar nossos olhos, que nos provocam e nos emocionam mas que por alguma outra razão acabam não se enquadrando na proposta curatorial da Mostra Competitiva Brasil”, contam. Os filmes selecionados para a Mostra Outros Esquemas serão convidados a participar.

O Júri Oficial terá a responsabilidade de escolher, dentre os trabalhos selecionados para a Mostra Competitiva, o Grande Prêmio 15º Cine Esquema Novo e 5 Prêmios Especiais do Júri (o Júri Oficial poderá outorgar até 5 prêmios, de forma livre, dentre todas as obras em competição). 

Luiz Roque é o artista convidado 

Artista natural de Cachoeira do Sul (RS) e residente em São Paulo, Luiz Roque é um dos cinco artistas que representaram o Brasil na mostra principal da Bienal de Arte de Veneza de 2022. “Atraído pelo poder da imagem e especialmente pelas sensações que se desdobram a partir da visão, Luiz Roque cruza distintos territórios, como o gênero sci-fi, o legado do modernismo, a cultura pop e a biopolítica do corpo queer, para capturar e propor enredos engenhosos e imageticamente sensuais. Esses contos nos investem — através da plasticidade de suas alegorias — nas presentes questões conflituosas entre avanço tecnológico e as micro e macro relações de poder contemporâneas. Suas obras habitam o espaço entre cinema, arte e teoria crítica num âmbito de disputas políticas — tanto reais quanto imaginárias — e comentam de forma energética, porém delicada, as condições dissociativas em que corpos se encontram: entre a latência da vida e suas respectivas definições burocráticas. Nesse sentido, combinam a nitescência da ficção-científica — como dispositivo de ventilação de hipóteses — com os recursos da linguagem cinematográfica para nos apresentar cenários de tensões sociais e complexos debates públicos.” (texto extraído do site da galeria Mendes Wood, que representa o artista). 

Seu trabalho foi tema de exposições individuais em lugares como KW, Berlim (2024), Proa21, Buenos Aires (2022), VAC / Universidade do Texas, Austin (2021), Pivô, São Paulo (2020), CAC Passerelle, Brest (2020), New Museum, Nova York (2019) e MAC Niterói, Rio de Janeiro (2018). Suas obras também foram incluídas em mostras coletivas como a 12a Bienal de Gotemburgo (2023), a 59a Bienal de Veneza (2022), a 32a Bienal de São Paulo (2016) e em instituições como PORTIKUS, MASP, MoMa-Ps1, Museu de Arte Moderna de Varsóvia e a Kunsthalle Viena.

Criado em Porto Alegre em 2003, o CEN já realizou, além de mostras competitivas, diversas programações com produções fundamentais dentro da história do cinema independente, videoarte, cinema de artista e cinema expandido, além de oficinas, debates e seminários, fomentando a formação de público de Arte Audiovisual,  estimulando a produção na área e construindo um espaço de referência, proporcionando um rico intercâmbio entre realizadores, público e instituições. “Além de propor uma reflexão sobre o audiovisual, buscando romper barreiras estéticas e de formato, uma grande realização é ver o CEN como um evento de formação de público e desenvolvimento de projetos e realizadores”, afirmam os criadores do festival.  Nestas 14 edições, foram inúmeras parcerias com outros festivais, eventos e instituições, como Festival de San Sebastián (Espanha), Cine Humberto Mauro (MG), Goethe-Institut Porto Alegre, Arsenal Institut (Alemanha), Semana dos Realizadores (RJ), Bienal do Mercosul (RS), Bafici (Argentina), Fuso Lisboa e Temp d’Images (Lisboa), entre outros.

O Cine Esquema Novo é uma realização da ACENDI – Associação Cine Esquema Novo de Desenvolvimento da Imagem. Projeto realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, apresentado pelo Ministério da Cultura. Financiamento Iecine, Pro-Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do RS. Mais informações, acesse: http://www.cineesquemanovo.org | http://www.facebook.com/cineesquemanovocen | @cine_esquema_novo 

9º Festival Kino Beat ocorre a partir de 15 de outubro em Porto Alegre

Festival promove 15 eventos em 14 espaços da cidade com exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, feira gráfica, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca

Projeto conta com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS

No ano em que celebra 15 anos de existência, o 9º Festival Kino Beat promove uma programação que resgata uma série de propostas e formatos realizados ao longo deste período, com início a partir de 15 de outubro e seguindo até março de 2025, em Porto Alegre.  Com Patrocínio Master da Oi, Apoio Institucional do British Council, Apoio Cultural do instituto Oi Futuro e financiamento Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS, o projeto resgata 15 anos de histórias. “Como tematizar quinze anos de produções, investigações e transformações, que se acumulam e diversificam, de um ano para outro, e quem dirá, de uma década em direção a outra?”, questiona o criador e curador do evento, Gabriel Cevallos. Para além das oito edições no formato de festival já realizadas, a marca Kino Beat foi se transformando ao longo de uma linha do tempo com algumas nomeações: Mostra Kino Beat de filmes (2009-2011), Kino Beat ao Vivo (2012-2013), Festival Kino Beat (2014).

E é a partir de seu próprio legado, através de formatos, pesquisas, linguagens artísticas, conceitos e parcerias já realizados, que se desenvolve a programação da 9ª edição do festival. “O Kino Beat busca inspiração no seu arquivo, para trilhar alguns mesmos caminhos de outras formas, e outras maneiras de propor as viradas que constituem cada nova edição do festival, e a sua própria identidade. Ao retomar e festejar as suas realizações, o festival opera uma espécie de autoarqueologia, para procurar vestígios no passado, que reforcem no presente a multiplicidade e o desejo por experimentar, incrustadas na história da marca”, revela.

Com uma programação de 15 eventos ocupando ao longo de cinco meses 14 espaços da cidade, o 9º Festival Kino Beat promoverá exposições, performances, residência artística, festa de rua, apresentações musicais, intervenção urbana, mostra de filmes e oficinas com entrada franca.

“Assim como o Oi Futuro e sua atuação no setor cultural, o Kino Beat tem em sua trajetória a investigação, o lançamento de novos trabalhos e a transversalidade de linguagens como marcas. Com uma curadoria sempre inquieta, o Festival chega aos 15 anos conectando artistas, pesquisadores, públicos e obras em um verdadeiro movimento de experimentação e ocupação da cidade. Isso tem especial valor após tantos desafios vividos pelo estado neste ano e estamos certos de que a realização desta edição com o patrocínio da Oi e o apoio do Oi Futuro integra mais um capítulo na reconstrução do setor cultural gaúcho”, afirma Victor D’Almeida, gerente de cultura do instituto Oi Futuro.

Festival se posiciona como acelerador e impulsionador de espaços e iniciativas da cidade

Nesta edição, além de promover atividades diversas, o Kino Beat se propõe a fomentar espaços e iniciativas na cidade. A MAPC – Micro Aceleradora de Partículas Criativas se apropria da nomeação dos dispositivos da física, que trabalham com partículas subatômicas para desvendar os mistérios do universo. No contexto do festival, a MAPC busca acelerar ou desencadear a energia criativa de projetos, espaços e profissionais culturais.

Os selecionados integram a programação do Kino Beat, com autonomia para dar continuidade em pesquisas ou desenvolver novas ações, através de comissionamento parcial ou total das propostas. “O festival busca com essa iniciativa, fomentar a rede da qual também faz parte, e que necessita de maior fomento para a sua manutenção e desenvolvimento”, declara Cevallos.

O festival selecionou para integrar o programa os espaços Casa Baka, Casa Surdina e Galeria Gazzebo e Coletivo Plano. “A alegria por sua longevidade, vem acompanhada por um sentimento de compromisso, em continuar movimentando um recorte na cidade, para que se potencialize em conjunto, as capacidades de artistas, coletivos e espaços independentes, de completarem as suas décadas em atividade. O compromisso de existir em/e coexistir com Porto Alegre, passa pelo alargamento das redes que compõem o seu fluxo artístico, o que será um dos focos da 9a edição do festival”.

Casa Musgo recebe a exposição MIJUNH MÁG abrindo a programação

A primeira atividade da programação do 9º Festival Kino Beat ocorre na Casa Musgo no dia 15 de outubro, com a exposição “MIJUNH MÁG FI”. A mostra apresenta fotografias de Aruna Cruz performadas por Geórgia Macedo e Iracema Gah Teh nas margens de Goj Bag, o Rio Guaíba, e uma escultura feita de cipó criada pela professora e artista visual Vera Kaingang.

Apesar do silêncio em relação a presença do Povo Kaingang nas narrativas de transformação de Pó Oré, hoje conhecida como Porto Alegre, a artista e antropóloga Geórgia Macedo, ao pesquisar sobre o porto da cidade, encontrou uma imagem sem autoria da década de 1960 em que corpos e cestos kaingang se fazem presentes, contando sobre o que não estava sendo dito. A partir desse dispositivo, Geórgia e Gah Teh dialogam em imagem e com seus corpos através de uma performance que traz a presença de mijun mág, a grande jibóia que habitava os rios destes territórios.

Vera, por sua vez, apresenta uma mijunh feita com o cipó utilizado para a criação de cestos. Para a artista, a mijunh possui as energias presentes na água e que vem do sol e da lua, um ser que rompe com dicotomias temidas como o bem e o mal. “Ela também representa o que a gente não consegue se desconectar: nossa ancestralidade.”

Na abertura, a partir das 20h, Geórgia e Iracema apresentam uma performance, na qual a bailarina é conduzida por histórias e cantos em Kaingang, com intervenção sonora de Thiago Ramil e iluminação de Kalisy Cabeda.

Residência Formigueiro conta com segunda edição em 2024 através do programa Cultura Circular do British Council

A segunda edição da Residência Formigueiro, uma iniciativa do Festival Kino Beat, dá continuidade ao seu formato de pesquisa e criação artística, que se estabelece a partir das especificidades de Porto Alegre, através do programa Cultura Circular do British Council. O nome da residência mantém-se o mesmo, apesar da mudança de um dos seus pilares de estudo e relação. Em 2022, as formigas nomearam a residência e conduziram pela cidade os artistas e as suas produções na primeira edição. Agora, os insetos dão lugar ao Guaíba, como parceiro na investigação de histórias sobre a capital. Para além da celeuma do Guaíba enquanto rio ou lago, pensaremos nele como um corpo hídrico único, que apresenta características dos dois ecossistemas e que muda com o tempo.

O desafio de pensar o Guaíba e a sua relação com a cidade em 2024 deve ir adiante de sua recente face trágica das enchentes de maio. Por óbvio, a dimensão dos fatos e as suas razões climáticas, exacerbadas pela ação de determinados grupos humanos, devem impactar a percepção sobre o que é viver às margens de um corpo hídrico poderoso. É a partir da arte, esse campo permeável que se contamina por tantos outros campos, disciplinas e áreas para criar histórias em linguagens e tintas múltiplas, que a residência formigueiro produzirá suas próprias narrativas sobre o habitar a cidade-guaíba.

A lei municipal portoalegrense nº 7.767, de 17 de janeiro de 1996, institui o “Dia do Rio Guaíba” no último domingo do mês de novembro de cada ano; já a lei nº 10.904, de 31 de maio de 2010, que institui o calendário de datas comemorativas, redefine a data como apenas “Dia do Guaíba”. “Uma das premissas da residência é festejar esse corpo hídrico, seja no último domingo de novembro ou durante quase todo esse mesmo mês, em que os artistas estarão em Residência para celebrar, como for possível, junto à cidade, suas histórias, e o rio, como prefiro chamar”, conta o curador. 

A programação completa da Residência, que inicia em 28 de outubro e se encerra em 28 de novembro com uma exposição coletiva, inclui ações formativas voltadas para os residentes e o público em geral. O Instituto Remanso será a sede para os artistas e atividades complementares durante o mês de atividades. Os resultados das pesquisas e criações serão exibidos na Galeria Augusto Meyer do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, na Casa de Cultura Mario Quintana, que seguirá em cartaz até março de 2025. 

9º Festival Kino Beat conta com Patrocínio Master da Oi, Patrocínio do British Council, Apoio Cultural Oi Futuro, através de financiamento do Pró-Cultura RS – Governo do Estado do RS. O evento tem apoio de IEAVI, Instituto Ling, Instituto Remanso, Espaço Força e Luz, Instituto Francês Paris, Embaixada da França no Brasil, Ciclo3, Cinemateca Capitólio, Casa de Cultura Mario Quintana, Casa Musgo e FM Cultura. 

Sobre o instituto Oi Futuro

O Oi Futuro promove e cocria projetos e programas para o desenvolvimento de ações estruturantes e transformadoras nas áreas de Cultura, Educação e Inovação Social. Há 23 anos, o Oi Futuro estimula indivíduos, organizações e redes a construírem novos futuros, mais inclusivos, diversos e sustentáveis, por meio de ações e parcerias em todo o Brasil.

Desde 2005, o Oi Futuro mantém o Futuros – Arte e Tecnologia, um centro cultural no Rio de Janeiro com uma programação diversa e inovadora, que valoriza a convergência entre arte contemporânea, ciência e tecnologia. Com quase 130 mil visitantes em 2023, o espaço abriga galerias de arte, um teatro multiuso e também o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades, que mantém um acervo de mais 130 mil peças históricas sobre as comunicações no Brasil. O Musehum oferece experiências imersivas e interativas que convidam o público a refletir sobre o impacto das tecnologias nas relações humanas. 

 Em 2024, o Futuros – Arte e Tecnologia conta com patrocínio de BNY e EY e apoio do Governo Federal através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS, o projeto Vem, Futuro! Ano 2 conta com patrocínio da Serede, Oi, Tahto e Prefeitura do Rio de Janeiro/SMC. A realização é da Zucca Produções em parceria com o Oi Futuro, oferecendo programação cultural, ações educativas e abrangendo infraestrutura de apoio nas galerias, no teatro e no Musehum.

Em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, o instituto Oi Futuro também é responsável pelo programa de ensino NAVE (Núcleo Avançado em Educação). Fundado há 18 anos, o programa une o conceito de escolas públicas de Ensino Médio a cursos técnicos profissionais profissionalizantes nas áreas de Multimídia e Programação de Full Stack e Jogos Digitais. O NAVE já formou mais de 3.800 alunos e, segundo levantamento realizado em 2023, 93% deles ingressaram no Ensino Superior e 86% estão trabalhando.

Na área da Inovação Social, o Oi Futuro atua com foco no fomento e desenvolvimento do ecossistema da Economia Criativa, promovendo ciclos de aceleração de iniciativas que têm a transformação social como propósito principal. A partir de editais públicos, esses ciclos são compostos de mentorias individuais, workshops e capacitações com foco em gestão para empreendedores, contribuindo para o fortalecimento e estruturação de suas organizações. Desde 2017, o instituto já promoveu 10 ciclos de aceleração com 153 organizações e negócios de impacto social, alcançando diretamente mais de 1.150 gestores sociais com cerca de 15.900 horas de mentorias realizadas.

Confira a programação completa abaixo. Mais informações acesse kinobeat.com.

Programação – 9º Festival Kino Beat

OUTUBRO

Exposição MIJUNH MÁG

15 de outubro a 03 de novembro

Abertura 15 de outubro às 20h, com performance de Georgia Macedo e Iracema Gah Teh com intervenção sonnora de Thiago Ramil e iluminação de Kalisy Cabeda

Exposição:

Performance fotográfica: Iracema Gah Teh e Geórgia Macedo

Fotografias: Aruna Cruz

Serpente de cipó: Vera Kaingang

Artesão: Kia Kaingang

Casa Musgo

Av. Venâncio Aires, 860, Porto Alegre

Visitação:

Ter. a Sex. das 14h às 18h

Sab. e Dom. das 10h às 18h

Casa Baka – CLAC II (Circuito de Arte Contemporânea na América Latina)

programa Micro Aceleradora de Partículas Criativas (MAPC)  

Exposição: O outro imaginário

24 de outubro a 6 de dezembro

Abertura: 24 de outubro às 19h

Rua da República, 139, Porto Alegre

Visitação: sextas, das 14h às 18h.

Outros horários por agendamento, via DM da Casa Baka

2ª Residência Formigueiro (residência)

28 outubro até 28 novembro

Instituto Remanso

APPH (oficinas na Residência Formigueiro)

29 de outubro e 03 de novembro

Instituto Remanso (Rua Santo Antônio, 366, Independência, Porto Alegre)

29/10 – 16h

03/11 – 14h

Instalação Pulsar de Dimitri Lima e Gabriel Castro

De 31 de outubro a 31 de janeiro de 2025

Instituto Ling

Rua João Caetano, 440, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre

Visitação:

Segunda a sábado, das 10h30 às 20h

NOVEMBRO

Casa Surdina (feira gráfica e shows)

Programa MAPC

02 de novembro, das 13h às 20h

Rua Cel. Fernando Machado, 707, Centro, Porto Alegre

Picnic de um Jardim Suspenso (apresentações musicais e performance)

09 de novembro

Museu Joaquim Felizardo

OEC – Observatório Estético do Clima (Exposição) – Coletivo Animal Autotune (Mario Arruda e Filipi Filippo)

14 de novembro a 21 de dezembro

Abertura 14 de novembro, às 19h

Espaço Força & Luz

Rua dos Andradas, 1223, Centro, Porto Alegre

Visitação:

Segunda a sexta-feira: 10h às 19h

Sábado: 11h às 18h

Mostra Kino Beat de Filmes relacionados à música

De 15 a 22 de novembro (abertura e encerramento com DJs)

Cinemateca Capitólio

Beirada (Marcela Futuro e Tiago Gasperin) (Dia do Guaíba – intervenção urbana parte da residência Formigueiro)

24 de novembro           

Horário e local a definir

Exposição Residência Formigueiro   

28 de novembro a 02 de março 

Galeria Augusto Meyer (CCMQ)

DEZEMBRO

Banquete – Gazzebo (exposição/intervenção/performance) –   parte do programa MAPC

06 de dezembro

Casa de Cultura Mario Quintana

Enxame de Felix Blume (instalação sonora)

12 dezembro a 02 de março     

Sala Radamés Gnatalli (5º andar CCMQ)

Plano Beat (festa de rua com o coletivo Plano) – parte do programa MAPC

14 de dezembro

Espaço público a definir

Som da Madeira tem única apresentação no Teatro Oficinal Olga Reverbel na quarta-feira, 16 de outubro

Espetáculo da Cia de Arte La Negra Ana Medeiros é um dos selecionados do Edital Atos e Cenas

Na próxima quarta-feira, 16 de outubro, às 19h, a  Cia de Arte La Negra Ana Medeiros apresenta o espetáculo Som da Madeira. As sessões integram o edital Atos e Cenas do Teatro Olga Reverbel, instalado no Multipalco Theatro São Pedro. 

Com músicas do violonista Thiago Colombo e direção artística de Silvia Canarim, o espetáculo apresenta uma dança com mescla de estilos entre o Flamenco e o folclore “sureño”, estabelecendo um paralelo entre a musicalidade do sul. Espanha e Brasil se fundem num espetáculo contemporâneo e muito musical, com Ana Medeiros La Negra, Ana Candida de La Campana, Emily Borghetti e Patrícia Corrêa, quatro bailarinas com formações em dança flamenca, traduzem através da sonoridade do violão, dos corpos e das possibilidades que os elementos feitos de madeira proporcionam. “No meio do processo, novos instrumentos musicais foram criados, como um figurino que emite som de madeira e outros foram ressignificados, como a percussão do movimento de abrir e fechar o leque, as lanças de madeira, tradicionais na cultura gaúcha, o cajon (instrumento de percussão peruano), castanholas que assumem uma dramaturgia diferente da convencional, como se fosse uma conversa entre amigas e o salto dos sapatos, feitos de madeira e que tem protagonismo em todas as cenas, participando ativamente da composição ao vivo da trilha sonora”, revela Ana. 

Para além da música e dança, o Som da Madeira provoca reflexões sobre diversidade, ancestralidade, os ciclos de nascimento e morte e deixa o recado da importância e urgência da nossa conexão com a natureza. O espetáculo visa deixar uma mensagem sobre a preservação da natureza e uso sustentável de seus recursos. O figurino foi feito com resíduo industrial de tecidos e o cenário foi adquirido através de sobras de uma antiga fábrica esportiva.

Os ingressos estão à venda pelo site do teatro, com valores entre R$ 15,00 e R$ 30,00. 

Som da Madeira 

16 de outubro, 19h 

Teatro Oficina Olga Reverbel – Multipalco Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Ingressos entre R$ 15,00 e R$ 30,00 pelo site do teatro = https://theatrosaopedro.rs.gov.br/som-da-madeira 

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