Novo design respeita a história da Gang, mas com linguagem atual
Uma das maiores marcas jovem do Sul do país, a Gang, lança nova marca assinada pela Néktar Design. Com layout mais moderno, inspiracional e conectado com a ampliação do público desejada pela empresa, o novo design expressa o posicionamento da marca de ser essência básica para expressão criativa. Para reforçar o DNA de básicos da Gang, o G, símbolo tão icônico da marca, ganhou formas mais neutras, mantendo sua personalidade alongada e passou a ser usado tanto dentro do lettering do nome Gang, como dentro da elipse como um apoio gráfico. A paleta de cores segue nos tons azuis, mas agora em uma combinação de dois tons, o azul marinho e o royal em tom vibrante para o universo digital.
“A mudança faz parte da natureza, que nos lembra que as espécies que acompanham a evolução do planeta são aquelas que melhor se adaptam aos novos tempos. E acompanhar a mudança das marcas faz parte do DNA da Néktar, que através de metodologias do branding, alia estratégia e criatividade para que negócios possam evoluir com as pessoas e as tendências”, revela Paula Langie, fundadora e diretora da Néktar.
“Evoluímos a marca com um redesenho que respeita a sua história, com uma linguagem mais atual”, declara Paula.A Néktar já redesenhou outras marcas gaúchas como Do Tambo Iogurtes, Colégio Santa Inês, By Aura, e agora atualizou a marca da GANG, que é uma das marcas de moda mais queridas do público jovem do RS.
Segundo Ana Luiza Ferrão Cardoso, CEO da Gang, esse é um momento muito especial, no qual a marca entende toda a sua história e revitaliza seu DNA de marca de moda que traduz as principais tendências. “Se em 1976 as pessoas contaram com a Gang para mudarem o mundo, hoje elas podem contar com a Gang para mudar o seu mundo. Desejamos ser uma plataforma de inspiração, que tem a expressão criativa como norteador”, declara. Com 52 lojas no Rio Grande do Sul, a Gang está presente fisicamente em mais de 40 cidades gaúchas e com o e-commerce e o APP alcança consumidores de todo o Brasil.
Prestes a completar 19 anos de existência e com mais de 20 premiações nacionais e internacionais, a Néktar conta com uma equipe multidisciplinar que trabalha de forma customizada e colaborativa para gerar os resultados mais criativos e com alto impacto visual junto da área de branding dos clientes. A agência de branding já atendeu marcas como Gerdau, Unimed, BASF, Do Tambo, Guatambu, Bienal do Mercosul, entre outras. Para saber mais, acesse https://www.nektardesign.com.br/ .
Músico retorna à cidade depois de quatro anos em única apresentação
Nei Lisboa retorna aos palcos de Pelotas após quatro anos com única apresentação no sábado, 16 de setembro, às 20h, no Auditório Sicredi. O músico traz na bagagem um mix de trabalhos produzidos durante esse tempo acompanhado por uma banda de constantes e virtuosos parceiros de estrada.
No repertório canções do EP Pandora, gravado e lançado digitalmente durante os anos da pandemia, até extratos da série de shows Três, com a qual Nei vem celebrando os aniversários de lançamento de vários álbuns que coincidiram, em décadas, neste ano de 2023: A vida inteira (2013), Relógios de sol (2003), Amém (1993) e Pra viajar no cosmos não precisa gasolina (1983).
Também não faltarão no setlist os sucessos de outros discos, como Telhados de Paris, Pra te lembrar, Baladas e Cena beatnik, entre outras, executadas no palco por Nei (violões e voz), Paulinho Supekovia (guitarra), Luiz Mauro Filho (teclado) e Giovanni Berti (percuteria).
O quê: Nei Lisboa & banda. Com Nei (violão e voz), Giovanni Berti (percuteria, vocais), Luiz Mauro Filho (teclado, vocais) e Paulinho Supekovia (guitarra, vocais)
* estudante/ professor/ idoso/ pessoa com deficiência/ jovem de baixa renda/ doador certificado
** doação de 1kg de alimento não perecível ou roupa
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos. Não há marcação de assentos, a ocupação se dá à vontade pela ordem de chegada. A plateia estará aberta a partir de 19h30.
Projeto que estreou com temporada lotada no Zona Cultural e contou com apresentações no teatro do CHC Santa Casa celebra 45 anos de teatro e amizade de Mirna Spritzer e Sergio Lulkin
Apresentações gratuitas ocorrem nos dias 25 e 26 de agosto
Quarenta e cinco anos de dedicação ao teatro e de amizade se celebram no palco, com duas apresentações nos dias 25 e 26 de agosto: Mirna Spritzer e Sergio Lulkin comemoram mais de quatro décadas de trajetória profissional iniciada no mesmo espaço, o Teatro de Arena de Porto Alegre, com Terra sem Mapa, que após estreia no Zona Cultural com temporada lotada em todas as sessões e apresentações no teatro do CHC Santa Casa, integra a programação da VII Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres com entrada franca. Nesta criação autoral, reúnem-se por suas semelhanças artísticas e seus diferentes caminhos de formação para dar corpo a uma dupla que há muito se desenha: Vrum e Luba.
Apaixonados por Teatro, Vrum e Luba resolvem fazer um espetáculo. Em cena, eles revivem lendas e casos e narram histórias de vida e de morte, de exílios e encontros, de casas deixadas para trás e de novos lares. Entre bênçãos e pragas, dançam as lembranças e miram as estrelas. Viajantes de um tempo imaginado perambulam pela terra sem mapa da Memória. “Esse universo de narrativas brota de fontes literárias sobre migrantes que aportam em novos mundos onde as pessoas buscam vida, alimento e futuro. Correm riscos, no limite da vida e da morte e desembocam na cena que é desenhada no espaço puro, denso de luz e sombra, e por textos diversos apropriados por dois tipos que habitam a memória familiar”, contam Mirna e Sérgio. O espetáculo apresenta imagens advindas da memória, das palavras e dos corpos em desenho no espaço. Profundamente apoiado no trabalho da atriz e do ator em relação com a luz, a sombra, o silêncio e a música. Humor e melancolia se mostram no movimento e na pausa. E no vazio imenso e intenso do palco aberto ao jogo e à contracenação.
Após o primeiro encontro, há 45 anos, a dupla de artistas cruzou por muitas vezes, em diversos âmbitos profissionais, ambos com experiências em diferentes linguagens como o teatro, o rádio, cinema e televisão. Estudantes do Departamento de Arte Dramática e Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, onde também realizaram seu Doutoramento na área da Educação. Em Terra sem Mapa, reúnem-se para a criação autoral após a experiência desses personagens com teatro online e vídeo, decidem ancorar seus desejos artísticos no Estúdio Stravaganza, onde trabalharam com práticas diversas, jogos, dramaturgias e ensaios. Assim, após trabalhos com diferentes direções e meios, iniciam aqui uma nova trajetória onde são criadores artísticos da cena em que habitam.
Mirna e Sérgio estiveram juntos nos filmes O Mercado de Notícias, direção de Jorge Furtado, Antes que o mundo acabe, direção de Ana Luiza Azevedo e no telefilme Doce de Mãe, direção de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo para TV Globo, todas produções da Casa de Cinema de Porto Alegre. No teatro contracenaram no icônico O casamento do pequeno burguês, de Brecht, com direção de Irene Brietzke, em 1978. Mirna integrou o Teatro Vivo, sob direção de Irene Brietzke, de 1979 a 2001, Sergio integrou o grupo TEAR sob direção de Maria Helena Lopes, de 1980 a 2002.
Terra sem Mapa conta com colaboração artística de Carlos Mödinger, figurinos de Rô Cortinhas, desenho de luz de Ricardo Vivian, música original de Gustavo Finkler, identidade visual de Leandro Selister e produção de Mirna, Lulkin e Renata Stein. O espetáculo estará em cartaz nos dias 25 e 26 de agosto, às 19h, com retirada de ingressos a partir do dia 22 de agosto de 2023 na Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 18h e no sábado, somente 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade.
Saiba Mais
Sinopse: Apaixonados por Teatro, Vrum e Luba resolvem fazer um espetáculo. Em cena, eles revivem lendas e casos e narram histórias de vida e de morte, de exílios e encontros, de casas deixadas para trás e de novos lares. Entre bênçãos e pragas, dançam as lembranças e miram as estrelas. Viajantes de um tempo imaginado perambulam pela terra sem mapa da Memória.
TERRA SEM MAPA NA VII MOSTRA DE ARTES CÊNICAS E MÚSICA DO TEATRO GLÊNIO PERES
Dias: 25 e 26 de agosto, 19h
Teatro Glênio Peres | Av. Loureiro da Silva, 255 – Câmara Municipal de Porto Alegre
Entrada franca – retirada de ingressos a partir do dia 22 de agosto de 2023 na Seção de Memorial da Câmara Municipal, das 9h às 18h e no sábado, somente 30 minutos antes do espetáculo, quando houver disponibilidade
Duração: 55 minutos
Classificação Livre
Ficha Técnica:
Criação e Atuação: Mirna Spritzer e Sergio Lulkin
Colaboração Artística: Carlos Mödinger
Figurino: Rô Cortinhas
Iluminação: Ricardo Vivian
Operação de luz: Ricardo Vivian e Fabi Santos
Trilha sonora original: Gustavo Finkler
Operação de som: Luiz Manoel e Fabi Santos
Identidade Visual: Leandro Selister
Fotografia: Adriana Marchiori
Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
Produção: Mirna Spritzer, Renata Stein e Sergio Lulkin
Mirna Spritzer: Atriz, professora e radialista. Pesquisadora das vozes, escutas e paisagens sonoras nas Artes Cênicas e Radiofônicas. Bacharela em Interpretação, Mestre e Doutora em Educação pela UFRGS. Professora aposentada do DAD e PPGAC, UFRGS. Seus trabalhos mais recentes são, no cinema, Ana, Sem Título, com direção de Lúcia Murat, da Taiga Filmes. Aos olhos de Ernesto, com direção de Ana Luiza Azevedo, da Casa de Cinema de Porto Alegre, YONLU, com direção de Hique Montanari, da Container e Prana Filmes. No teatro, Expresso Paraíso, de Thomas Kock, direção de Maurício Casiraghi, pela ATO Cia Cênica e A Comédia dos Erros, de William Shakespeare, direção de Adriane Mottola, com a Cia Stravaganza. Cidade Proibida, Cena Urbana com direção de Patrícia Fagundes para Cia Rústica de Teatro. Língua Mãe. Mameloschn de Mariana Salzmann, direção de Mirah Laline, Troféu Braskem de Melhor Atriz, no 22º Festival Internacional Porto Alegre em Cena e Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo. Na televisão o, Doce de Mãe, realização da Rede Globo de Televisão e Casa de Cinema de Porto Alegre, direção de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo. E Fantasias de uma Dona de Casa, realização da RBS TV e Casa de Cinema de Porto Alegre, com direção de Ana Luiza Azevedo, série com duas temporadas. Participou com Sergio Lulkin do vídeo Lubi e Vrum no Clube de Esquina apresentado no show on-line SOS Ocidente, em 2021. Participou como atriz do Projeto Quartas Drama ticas, realização da Ato Cia Cênica, Cia Indeterminada e Cia Stravaganza, com a leitura de Lesões incompatíveis com a vida, de Angélica Lidell, direção de Paulo Roberto Farias, e Os Cegos de Michel de Ghelderode, onde foi também diretora, E ainda, Tudo nasce de uma ferida íntima, espetáculo multimídia dentro do Festival Kino Beat e Sarau Deslocamentos, espetáculo cênico – musical dentro do Projeto Unimúsica UFRGS, com direção de Miriam Amaral e Carla Joner, em ambos como atriz e roteirista. Foi criadora, apresentadora e produtora do Programa RADIOTEATRO na Rádio FM Cultura de Porto Alegre, 10 anos no ar. Premiada no Edital NOSSA ONDA do Minc e da Cinemateca Brasileira para peças radiofônicas, com a peça Radiofônica Guarda-Roupa. Participou como atriz do podcast O amor que horror, dentro do 28 Festival Internacional Porto Alegre Em Cena. E ainda, A história do Disco, de Bruna Paulin e Submersa, de Camila Proto, dentro do Festival Kino Beat 2019. Também do projeto acústico P.S. Palavras que entrego a ti, de Danuta Zaghetto. E o episódio Das peças radiofônicas, no podcast RESPIRA CULTURA da UFRGS. Produz o perfil Coisas pra dizer em voz alta, no Instagram. Fez a leitura vocalizada de A Caverna, com a presença de Jose Saramago, no lançamento da obra em Porto Alegre, em 2000. Duas vezes premiada com o Troféu Açorianos e uma com o Prêmio Quero Quero, todos de Melhor Atriz. Compo s com Irene Brietzke, Denize Barella e Antonio Carlos Brunet, o TEATRO VIVO, grupo que marcou a história do teatro no Rio Grande do Sul com espetáculos como Salão Grená, Mahagonny, No Natal a gente vem te buscar e Peer Gynt, o imperador de si mesmo, entre outros. Publicou os livros Bem Lembrado, memórias do radioteatro em Porto Alegre, com Raquel Grabauska pela Editora AGE e A formação do Ator, um diálogo de ações, pela Editora Mediação, em sétima edição. E ainda, capí tulos de livros e artigos publicados em va rios perio dicos em especial A poética da escuta, na Revista Voz e Cena, em https://periodicos.unb.br/index.php/vozecena/article/view/31599/2 6378
Sergio Lulkin: Ator, bacharel em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983). Mestre em Educação (2001) e Doutor em Educação (2007) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e professor aposentado pela mesma Universidade e mantém atividades de formação e criação nas áreas de Educação e Teatro. Atua desde 1977, tendo integrado o Grêmio Dramático Açores do Teatro de Arena e, posteriormente, atuou em O Casamento do Pequeno Burguês de Bertolt Brecht, primeira montagem, com direção de Irene Brietzke; atuou em outros espetáculos sob direção de Roberto Ruas, Suzana Saldanha e Luiz Arthur Nunes. Integrou o grupo TEAR de 1980 a 2002, sob a direção de Maria Helena Lopes, tendo participado de espetáculos com destaque como Quem Manda na Banda (Prêmio Tibicuera de Melhor Ator, 1981), Os Reis Vagabundos, Crônica da Cidade Pequena e O império da Cobiça. Em 2001, com o espetáculo Solos em Cena, com direção de Maria Helena Lopes, ganhou o prêmio Açorianos de Melhor Ator. Atuou em diversos filmes de curta e longa metragem, tendo participado de Saneamento Básico, com direção de Jorge Furtado, em 2007. Participou do longa-metragem Antes que o mundo acabe (2010), com direção de Ana Luiza Azevedo. De 2008 a 2010 atuou no espetáculo O bairro, dirigido por Marco Fronchetti. Em 2012 e 2013 participou do Telefilme e da série de TV Doce de Mãe, produção Casa de Cinema e TV Globo. Em 2013 integrou o elenco do filme O mercado de notícias, documentário rio longa metragem com direção de Jorge Furtado. De 2016 a 2019 apresentou o espetáculo El Juego de Antonia, em parceria com Luciana Paz e direção de Andre Carreira. Entre 2020 e 2022 seguiu diversos cursos de formação em Clown, Canto para o Teatro, Experimentos de Zoom para o Teatro, Experimentos em Audiovisual, ofertados em plataformas digitais. Nesse mesmo perí odo, com direção e roteiro de Marco Fronchetti, a partir da obra “O torcicologologista” de Gonçalo Tavares, participou de Excelências, Experimento Zoom I e II, apresentados pelo youtube e pela Fundarte de Montenegro, RS. Em 2021, atua com Mirna Spritzer em Lubi e Vrum no Clube de Esquina, vídeo apresentado no show on-line SOS Ocidente.
Sucesso literário da escritora francesa Virginie Despentes chega aos palcos sob direção de Yara de Novaes e traz no elenco três das mais importantes atrizes da cena teatral brasileira: Amanda Lyra, Ivy Souza e Verónica Valenttino
Uma das mais contundentes escritas sobre os códigos comportamentais e os padrões estruturais impostos à condição feminina chega aos palcos cariocas a partir de 25 de agosto, no Sesc Copacabana. Teoria King Kongfoiescrito em 2006 pela escritora Virginie Despentes e tornou-se um sucesso absoluto pelo impacto e ousadia de narrar, em primeira pessoa, experiências que tangenciam temas como gênero, estereótipos e ativismo. No Brasil, o livro foi lançado em 2017 pela N-1 e teve sua tradução assinada pela atriz, jornalista e escritora Márcia Bechara, que também assina a dramaturgia do espetáculo. Considerado um fenômeno de vendas, a publicação encontra-se esgotada desde 2020 no Brasil e na América Latina.
No palco, as atrizes Amanda Lyra, Ivy Souza e Verónica Valenttino atualizam o texto a partir das suas escrevivências e subjetividades, ora se colocando como as tradutoras da obra, ora incorporando a própria Virginie Despentes e dando voz às reflexões que abarcam a complexa condição feminina, exposta pela autora num jorro literário, virulento e desconcertante capaz de desacomodar formas de perceber, pensar e interagir com determinadas heranças que ainda orientam nosso comportamento em uma sociedade patriarcal. O espetáculo reúne em sua ficha técnica uma equipe de mulheres que despontam em várias áreas do Teatro, o que fortalece esse pacto feminino e feminista em torno da encenação.
Para a dramaturga Márcia Bechara, o maior desafio de transpor Teoria King Kong para os palcos em 2023 é, justamente, encontrar sua atualização, visto que isso acontece mais de uma década depois do lançamento na França: “Muita coisa mudou, da nossa compreensão interna do que seja o feminismo ou os feminismos e de como essas coisas se interpelam mutuamente na América Latina, na Europa e em vários outros contextos. Esse é o grande desafio, atualizar esse texto que é magnífico e magnânimo, para a realidade brasileira, para que ele converse com a gente também da maneira que o teatro sabe fazer. O teatro como essa grande ágora contemporânea, um espaço potente e propício para as discussões do nosso tempo”, afirma a tradutora dramaturga de Teoria King Kong.
De acordo com a diretora Yara de Novaes, a aproximação de Márcia e das atrizes –– que também colaboram com a dramaturgia, facilitou o processo de construção do texto. “São elas (as atrizes) que estão trazendo para a dramaturgia essas pessoalidades, essas fricções”. Bechara optou por não trazer apenas falas na primeira pessoa, mas escolheu a figura de três tradutoras-transcriadoras para que fossem as cicerones, as experimentadoras cênicas do livro da Virginie, elas estão fincadas na realidade contemporânea brasileira e fazem esse percurso com muito humor e acidez.
“O teatro é uma matéria que é feita do corpo, a sua principal mídia é o corpo. E o corpo brasileiro está em cena com essas três atrizes. A presença delas em cena é extremamente revigorante desse novo Brasil que emerge depois desses desses seis anos de total loucura fascista e que tem muita coisa pra dizer, inclusive em relação ao mundo, para o mundo. A gente vê no Brasil uma atualização dos feminismos, das questões que a gente chama de identidades, mas que vão muito além disso, que são coletivas também”, afirma a dramaturga.
A escolha do elenco foi uma busca de entrar em diálogo de alguma forma em paridade com o texto, pesquisa que ocorreu na total sinergia entre Yara de Novaes e as produtoras e idealizadoras do projeto, Verônica Prates e Valencia Losada, da Quintal Produções. “Quando a gente coloca essas três atrizes em cena é a possibilidade que temos de alguma maneira deixar o livro mais plural. Para poder dialogar com a obra era preciso trazer pessoalidades e singularidades, e foi isso que elas trouxeram”, revelam.
“Para marcar a fogo a radicalidade contemporânea do texto, convidamos as atrizes Amanda Lyra, Ivy Souza e Verónica Valenttino para compor o núcleo artístico do projeto. Atrizes múltiplas, plurais e com trajetórias pavimentadas em lugares muito singulares de classe, raça e gênero. Atrizes pactuadas com o Teatro, e que farão de Teoria King Kong um dos acontecimentos teatrais mais marcantes deste tempo pós-pandêmico”, declaram Verônica Prates e Valencia Losada.
Para Verônica Valenttino, o projeto traz a potência de não apenas reproduzir ou representar uma história, ou um só tipo de mulheridade. “Na minha condição de travesti é importante abordar outras questões, então tem sido potente essa construção em conjunto com a Marcia. É um desafio reproduzir uma dramaturgia que nasce de fatos reais, mas nós nos desafiamos a transpor, transcriar, transgredir e não apenas traduzir o livro para o teatro mas de também traí-lo”.
Ivy, que há pouco tempo trabalhou como assistente de direção de Yara no projeto Mãos Trêmulas, destaca o quão enriquecedor e desafiador é o processo de reencontro com a obra: é muito enriquecedor e sensivel, tenho aprendido muito. Entender como cada uma reverbera a obra a partir da sua existência é muito potente. É desafiador me circunscrever na teoria ao mesmo tempo que surpreendente me vejo enredada nela”, afirma.
Colocar o dedo na ferida sem dó de temas profundos e colocar pensamentos polêmicos em pauta é o que tem sido mais surpreendente para Amanda. “Cada vez que chegamos a capítulo novo do livro nos ensaios a gente se dá conta de quantas questões essa obra abarca, quantas camadas vão surgindo. E criar um imaginário juntas, mesmo a partir de nossas diferenças, é para mim o mais poderoso e revolucionário deste processo – um imaginário que dê conta de todas as singularidades, heterogêneo, compreensivo e generoso”, declara.
Os ensaios, que ocorreram em São Paulo durante os meses de maio a agosto de 2023, serviram de espaço para muitas experiências e diálogos transversais ao projeto: “Trouxemos para a sala de ensaio, nesse grande laboratório, algumas mulheres muito incríveis para trocarem com a gente, como a pensadora transfeminista Helena Vieira, a roteirista e dramaturga Silvia Gomez, a jornalista e comunicadora popular do Movimento das Mulheres Camponesas, Adriane Canan, essa equipe foi essencial para essa migração do livro para o palco”, conta Yara.
A temporada de estreia ocorre de quinta a domingo, sempre às 20h30, com sessão extra no sábado, 16 de setembro, às 17h30, no mezanino do Sesc Copacabana, com ingressos na bilheteria do local entre R$ 30,00 e R$ 7,50, até 17 de setembro. O Sesc Copacabana fica na Rua Domingos Ferreira, 160. Informações pelo telefone (21) 2547-0156. Para saber mais sobre o projeto, acesse instagram.com/quintalrio
SINOPSE
Teoria King Kong é um espetáculo com uma dramaturgia não-realista, onde três atrizes buscam, através de suas traduções e vivências, trazer para a realidade brasileira alguns temas abordados pela escritora francesa Virginie Despentes. O espetáculo apresenta –– numa espiral cheia de humor e acidez, reflexões para um possível pacto civilizatório. Protagonizam a montagem três das mais brilhantes atrizes da nossa geração, Amanda Lyra, Ivy Souza e Verónica Valenttino, sob a direção de Yara de Novaes.
Bilheteria – Horário de funcionamento: Terça a sexta – de 9h às 20h; Sábados, domingos e feriados – das 14h às 20h.
Classificação indicativa: 16 anos
Duraçã o: 1h20
Lotação: 86 lugares – sujeito à lotação da sala
Gênero: drama
FICHA TÉCNICA
Autora//Virginie Despentes
Direção// Yara de Novaes
Dramaturgia// Marcia Bechara
Elenco e colaboração dramatúrgica// Amanda Lyra, Ivy Souza e Verónica Valenttino
Direção de movimento e assistente de direção// Murillo Basso
Cenografa// Dina Salem Levy
Desenho de luz// Sarah Salgado
Figurinos// Marichilene Artisevskis
Trilha sonora// Natalia Mallo
Operação de mics e instrutora de auto-defesa feminina // Adriana Lima
Operadora de luz // Luana Della Crist
Coreografia voguing// Danna Lisboa
Assessoria de Comunicação// Bruna Paulin
Identidade visual // Evee Ávila
Fotos // Igor Marotti
Idealização e produção // Quintal Produções
Diretora de produção// Verônica Prates
Coordenadora de projetos// Valencia Losada
Produtora executiva// Camila Camuso
Assistência de produção// Luana Della Cris e Ellen Miranda
Contrarregra // Nivaldo Vieira
Saiba Mais
Yara de Novaes – Atriz, diretora e professora de teatro. Lecionou na PUC-Minas , UFPE e Uni-BH e , atualmente, na FAAP-SP. Curadora do FIT-BH 2012, FiT-Rio Preto 2020, FIT BH- 2022. Trabalha como atriz há 40 anos e como diretora há mais de 30 anos. Seus trabalhos mais recentes como atriz são, “Contrações”, de Mike Bartlett e “Uma Espécie de Alasca”, de Harold Pinter, LoveLoveLove, de Mike Bartlett “Justa”, de Newton Moreno e “ Neste mundo louco, nesta brilhante ”, de Dilvia Gomez. Recebeu vários prêmios por suas atuações e direções, entre eles, o APCA, Prêmio, Shell, Questão de Crítica,APTR, Aplauso Brasil, Fundacen. Em Belo Horizonte, sua terra natal, fundou duas companhias, o Grupo Teatral Encena e a Odeon Companhia de Teatro. Na Odeon dirigiu e atuou em espetáculos de grande importância para a cena teatral mineira e brasileira. Entre eles, Ricardo 3°, de W. Shakespeare e O Coordenador, de Benjamim Galimiri.
Em 2005, já em São Paulo, funda o Grupo 3 de Teatro, junto com Débora Falabella e Gabriel Fontes Paiva. Dirigiu como convidada diversos espetáculos nos últimos anos, entre eles, “Tio Vania” do Grupo Galpão e “Caminho para Meca”, com Cleyde Yaconis e as adaptações de “A Mulher que Ri”, de Móricz Zsigmond, “Maria Miss”, de Guimarães Rosa, “As Meninas”, de Lygia Fagundes Telles, “O Capote”, de Nicolai Gógol, “Noites Brancas”, de Fiodor Dostoiévski.,”Noturno”, com o Teatro Invertido,“Tiros em Osasco”, de Cássio Pires, com um elenco formado por 11 jovens atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP. Suas direção-geral mais recentes são “A Ira de Narciso”, de Sérgio Branco e “Corpos Opacos”, um poema-cênico, com Carolina Virguez e Sara Antunes, “Brian ou Brenda”, de Franz Kepller , a”Entre”, de Eloísa Elena e “Neblina” de Sérgio Roveri.
Amanda Lyra – Atriz formada pela Escola de Arte Dramática da USP. No teatro foi indicada na categoria Melhor Atriz aos prêmios Shell (SP), APCA, APTR (RJ) e Aplauso Brasil. Ganhou o Prêmio Questão de Crítica (RJ) com o monólogo Quarto 19, dirigido por Leonardo Moreira. Com 14 peças no currículo, seus trabalhos mais recentes são, além da peça Quarto 19, os espetáculos Língua Brasileira, direção de Felipe Hirsch com músicas de Tom Zé; Mãe Coragem, com direção de Daniela Thomas; Fim, dirigida por Felipe Hirsch e Agamenon, 12 horas, direção de Carlos Canhameiro. Na televisão atuou em Mila no Multiverso (Disney+), Hebe (Globo); Hard (HBO), Samantha! (Netflix), entre outras. Seu último trabalho no cinema foi o longa metragem Tia Virgínia, dirigido por Fábio Meira, com estreia prevista para o segundo semestre de 2023.
Ivy Souza – Atriz, performer e diretora de teatro. Formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. No cinema participou de A felicidade delas, de Carol Rodrigues, A passagem do Cometa direção de Juliana Rajas; Helen de André Meirelles Collazzo, Mar de Dentro de Dainara Toffoli, A Sombra do Pai de Gabriela Amaral, Boas Maneiras de Marco Dutra e Juliana Rajas. Na TV interpretou Nina Simone no especial Falas Negras dirigido por Lázaro Ramos, Rota 66 – A polícia que mata, Verdades Secretas 2. No teatro integrou o coletivo E quem é gosta?, grupo que circulou com o espetáculo Isto é um negro?. É diretora assistente do espetáculo Mãos Trêmulas, texto de Victor Nóvoa e direção de Yara de Novaes. É curadora do projeto Risca Faca, um podcast sobre arte contemporânea do Instituto Goethe São Paulo. Dirigiu a peça Mato Cheio da coletiva Carcaça de Poéticas Negras; Galpão de Espera, texto de Allan da Rosa e Entre Cy do Grupo Teatral Saga . Com a Cia Os Crespos foi produtora do projeto de De Brasa e Pólvora: Zonas Incendiárias; Panfletos Poéticos e atuou em Os Coloridos, infantil com direção de Lucelia Sergio.
Verónica Valenttino – Atriz ganhadora do Prêmio Shell de Teatro como melhor atriz de 2022, Prêmio Bibi Ferreira como Atriz Revelação de 2022, Prêmio Atriz Revelação de 2022 do Prêmio – Destaque de Imprensa Digital pelo espetáculo Brenda Lee e o palácio das Princesas. Vinda do Ceará, a atriz e cantora, vocalista da banda Verônica Decide Morrer e radicada na cidade de São Paulo há 6 anos, participou de importantes festivais de Música pelo Brasil, como Virada Cultural (SP), Maloca Dragão (CE), Ruído em cena (PR), Tomar Rock (RO), Teia (RN), Festival Marsha! (SP), 2º Festival Transversalidades Casa Chama (SP) e For Rainbow (CE). Graduada em Artes Cênicas pelo IFCE.
Bar com drinks especiais e cozinha contemporânea inaugurou espaço na Alameda Bom Fim
Um novo empreendimento de gastronomia chega ao Bom Fim com marca assinada pela Néktar Design: o Spia Bar e Cozinha, focado em drinks especiais e cozinha contemporânea, inaugurou na última semana na Alameda Bom Fim, no coração do bairro, na rua Fernandes Vieira.
A operação foi fundada pelos sócios da Balcone Pizza Napolitana, que também tem nome e marca assinados pela Néktar, e conta com pátio reservado com muito verde e ambiente descolado e intimista. Localizado aos fundos da Alameda, o nome é uma provocação ao público: “nos aproveitamos de uma característica que poderia ser negativa para o negócio, por conta do ambiente ficar pouco exposto para quem passa em frente à Alameda para criar um conceito original para o restaurante. A marca é um convite às pessoas para espiar o espaço, a descobrir um tesouro escondido, despertando a curiosidade”, revela Paula Langie, fundadora e diretora da Néktar.
Também localizada no bairro, a empresa de design e branding tem uma relação especial com o Bom Fim: em 2014, ao completar dez anos de fundação, a Néktar lançou o projeto Coisas que nos fazem amar o Bom Fim, que conta com uma série de ilustrações de lugares especiais da região, como Auditório Araújo Viana, Lancheria do Parque, Capela Nosso Senhor Jesus do Bom Fim, Ocidente, entre outros, e que viraram cartões postais e posteres. Além disso os projetos Bom do Bom Fim e Poa Tri Boa, que também estão conectados ao bairro, tem marcas assinadas pela empresa.
Prestes a completar 19 anos de existência e com mais de 20 premiações nacionais e internacionais, a Néktar conta com uma equipe multidisciplinar que trabalha de forma customizada e colaborativa para gerar os resultados mais criativos e com alto impacto visual junto da área de branding dos clientes. O escritório já atendeu marcas como Gerdau, Unimed, BASF, Do Tambo, Guatambu, Bienal do Mercosul, entre outras. Para saber mais, acesse https://www.nektardesign.com.br/