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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

junho 2023

Projeto inédito resgata a história de Pelotas por meio de projeções mapeadas na fachada do Theatro Sete de Abril

“À Luz da Memória: Patrimônio em Evidência” conta com patrocínio da CEEE Grupo Equatorial, financiamento da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC-RS) e realização da Perene Patrimônio Cultural

O evento chega a Pelotas nos dias 07 e 08 de julho com intervenções que combinam tecnologia e memória na fachada do Theatro Sete de Abril, integrando a programação de comemoração do aniversário da cidade

A comunidade de Pelotas terá a oportunidade de desvendar as histórias fascinantes relacionadas ao Theatro Sete de Abril e a cultura da cidade por meio de um projeto inovador que promove um mergulho em quatro municípios gaúchos com projeções que colocam o patrimônio em evidência. “À Luz da Memória: Patrimônio em Evidência” já passou por Porto Alegre, no Memorial do Rio Grande do Sul, e Rio Grande, no Prédio da Alfândega, e em julho será a vez das intervenções acontecerem em Pelotas e Bagé. Com patrocínio da CEEE Grupo Equatorial Energia, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC-RS), a iniciativa tem como objetivo valorizar o patrimônio do estado, criando narrativas que se comuniquem de maneira lúdica e informativa com a herança cultural das quatro cidades..

Utilizando uma abordagem que combina tecnologia, linguagem audiovisual e envolvimento da comunidade, edifícios emblemáticos são iluminados por duas noites consecutivas com projeções que retratam momentos e símbolos da memória local. As apresentações serão acompanhadas de intérpretes de LIBRAS e terão intervalos ao longo da noite. Cada projeção tem a duração de 10 minutos, sendo especialmente criada para aquela cidade, contando com a assinatura da Imersiva. As projeções, gratuitas, começarão sempre ao entardecer. 

Em Pelotas, o público poderá conferir a ativação na fachada do Theatro Sete de Abril, nos dias 07 e 08 de julho, a partir das 18h, integrando a programação das comemorações do aniversário da cidade. Ainda em julho, À Luz da Memória passará pela Antiga Estação Férrea de Bagé, nos dias 15 e 16. Os prédios escolhidos para o projeto são tombados em nível estadual ou federal e facilmente acessíveis à população, permitindo que a atividade receba um grande público.

Cada cidade e seu respectivo prédio trazem uma temática – comunicação, trabalho, cultura e transporte – e conta com um roteiro original produzido com base em pesquisas desenvolvidas pelos historiadores Darlan Marchi e Olívia Nery. “Acreditamos que essa união entre tecnologia e o patrimônio por meio da experiência virtual contribui à fruição da obra concreta, atraindo públicos que de outra forma não se interessariam pelo tema preservação. A intervenção efêmera instiga a percepção do bem de forma diferente, transmitindo informações de maneira poética e lúdica a um público diverso”, afirma Simone Neutzling, proponente e uma das produtoras executivas do projeto.

“O Grupo Equatorial Energia tem, em seu DNA, a conexão com a cultura local de suas áreas de concessão através da proximidade e do fomento econômico, com foco no desenvolvimento social. Com o patrocínio, a CEEE Grupo Equatorial valoriza a importância da conservação do patrimônio histórico e cultural das cidades que atendemos, colaborando, assim, para o fortalecimento de nossa memória e cultura”, resume Fabrizio Bopp Panichi, executivo de Comunicação Externa, Marketing e Sustentabilidade da CEEE Grupo Equatorial.

O icônico Theatro Sete de Abril, o mais antigo do estado, transportará o público através dos séculos para conhecer o patrimônio cultural da cidade. As projeções mapeadas apresentam uma viagem na história local, desde os tempos em que indígenas habitavam essas terras alagadiças, até a chegada dos europeus e o desenvolvimento da indústria do charque no século XIX. A área no entorno da praça Coronel Pedro Osório tem sua história contada a partir da segunda fase de desenvolvimento urbano, período onde o teatro foi construído. O roteiro também revela aos espectadores a dura realidade da escravidão e o florescimento da expressão artística que floresceu na cidade, assim como os famosos doces, reconhecidos como patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2018.  

À Luz da Memória” nos convida a refletir sobre a pluralidade das expressões culturais de Pelotas e a importância de compreender a construção de sua história. Uma oportunidade única de testemunhar a complexidade e a riqueza das identidades, valorizando as heranças e contribuições das gerações passadas. É um convite para nos conectarmos com elementos dos diferentes tempos e culturas que seguem reafirmando, reivindicando e constituindo as memórias compartilhadas da cidade na atualidade”, revela Darlan Marchi, historiador responsável pela pesquisa na cidade.

Ações de educação patrimonial em Pelotas ocorreram com crianças e pré-adolescentes do Instituto Hélio D’Angola

Além da pesquisa histórica, ações de Educação Patrimonial são desenvolvidas nos municípios, como a realização de oficinas nos prédios relacionados ao projeto, murais colaborativos e exposições.  Em cada uma das quatro cidades contempladas pelas projeções são desenvolvidas atividades com a comunidade local. O objetivo principal é incentivar a apropriação cultural e cidadã, a partir da reflexão sobre a importância do patrimônio histórico e cultural no passado, presente e futuro das cidades integrantes.

Em Pelotas as atividades ocorreram no sábado, 17 de junho, com crianças e pré-adolescentes do Instituto Hélio D´Angola, com uma visita guiada ao Museu do Doce (Casarão 8). Os visitantes  conferiram a exposição que conta a história do Doce de Pelotas, patrimônio imaterial brasileiro, assim como a trajetória da sede e arquitetura do prédio. Em seguida, os alunos integraram uma oficina ministrada pela Museóloga Jossana Peil Coelho e pela historiadora Rita Juliana S. Poloni, com proposta mais lúdica, utilizando desenhos e pinturas na criação de mapas afetivos em relação ao entorno da Praça Coronel Pedro Osório, localizada no centro histórico da cidade. Encerrando as atividades, o grupo participou de visita guiada pelo Theatro Sete de Abril. 

Os produtos gerados pelas atividades de educação patrimonial – mapas afetivos, legendas e ingressos – serão analisados e selecionados pela equipe responsável pela área e servirão como material para a exposição “devolutiva” que ocorrerá em cartaz (lambe lambe) fixado no tapume em frente ao Theatro Sete de Abril durante os dias de projeções. 

Em caso de chuva, o evento será transferido. Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/aluzdamemoria/ 

À LUZ DA MEMÓRIA: PATRIMÔNIO EM EVIDÊNCIA

PELOTAS – 07 e 08 de julho

Theatro Sete de Abril – Pr. Cel. Pedro Osório, 152 – Centro

Ficha Técnica

Produção executiva: Simone Neutzling e Roberta Manaa

Videomapping: Imersiva

Produção local: Renata Pinhatti e Luísa Maciel

Pesquisa histórica: Darlan Marchi e Olívia Nery

Coordenação Educativo: Rita Juliana Poloni

Educativo local: Bruno Salvaterra (Porto Alegre), Eliza Antochevis (Rio Grande), Adriana Barbosa (Bagé) e Jossana Peil (Pelotas)

Coordenação de Comunicação e Marketing: Bianca Maraninchi Ricci

Identidade visual: Nathália Fenner

Assessoria Imprensa: Bruna Paulin

Mídias sociais: Thaís Lettnin

Redação e revisão: Joana Maciel

Sobre a Perene 

A Perene Patrimônio Cultural é uma empresa especializada na gestão e conservação do patrimônio histórico, artístico e cultural do Rio Grande do Sul. Reconhecida pelo trabalho de excelência, é responsável pela realização de projetos e obras de restauração, consultorias e elaboração de inventários urbanos do patrimônio edificado.

Com mais de 40 projetos em prédios representantes do patrimônio cultural, a Perene já realizou iniciativas em renomadas edificações do patrimônio histórico gaúcho. Com uma abordagem holística, são elaboradas ações de preservação em imóveis públicos, privados e institucionais, buscando sempre potencializar as características arquitetônicas, históricas e culturais de cada proposta.

Os prédios históricos que fazem parte da trajetória da Perene estão espalhados por diferentes cidades do estado. Em Pelotas, destacam-se a Catedral Metropolitana de São Francisco de Paula, a Casa 08 e a Charqueada São João. Em Jaguarão, a Antiga Sede do Clube Jaguarense, a Igreja Matriz do Divino Espírito Santo e a Igreja Imaculada Conceição. Já em Rio Grande, destacam-se a Antiga Estação Villa Siqueira e a Antiga Fábrica Rheingantz. E em Porto Alegre, temos o Museu de Arte do Rio Grande do Sul – Ado Malagoli. 

À frente da Perene está a experiente arquiteta Simone Neutzling, que soma mais de 20 anos de atuação em projetos e obras de restauração. É doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas, onde também concluiu o mestrado em 2018.

Sobre a CEEE Grupo Equatorial

A distribuidora gaúcha, adquirida pelo Grupo Equatorial em 2021 e originada do Grupo CEEE, atende 72 municípios do Rio Grande do Sul, distribuindo energia e serviços para mais de 1,8 milhão de clientes nas regiões Metropolitana de Porto Alegre, Litoral Norte, Centro Sul, Sul, Litoral Sul e Campanha. A Equatorial Energia é o 3º maior grupo de distribuição do país em número de clientes e está presente em 31% do território nacional, atendendo 15% do total de consumidores brasileiros e respondendo por 13% do mercado de distribuição de energia elétrica do país. O Grupo Equatorial também atua nos setores de Transmissão, Serviços, Telecom, Comercialização, Geração Distribuída, Saneamento e Renováveis, sendo um player de atuação integrada no segmento de energia. Tudo isso respeitando o seu compromisso primordial com o crescimento sustentável.

Segunda edição do Samba do Quintana ocorre no domingo, 02 de julho, na Casa de Cultura Mario Quintana

Projeto com entrada franca tem como objetivo promover a cena do gênero e conta com curadoria e programação da jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin

As atrações de julho são Thiago Ribeiro & Amigos e Pâmela Amaro e Herdeiras do Samba 

Após o sucesso da primeira edição em junho, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) realiza a segunda edição do Samba do Quintana no domingo, 02 de julho, a partir das 16h. O evento foi criado para promover mensalmente a cultura do estilo musical em um espaço público e central da cidade, valorizando os artistas da cena local, e ocorre na travessa Rua dos Cataventos, em frente ao bar Térreo. O público poderá conferir gratuitamente as performances de Pâmela Amaro e a roda Herdeiras do Samba, seguidas de apresentação de Thiago Ribeiro & Amigos, grupo residente do projeto, criado pela jornalista e pesquisadora musical Bruna Paulin. Com dois blocos de apresentação, a ideia é que os músicos possam tanto executar clássicos do gênero como seus trabalhos autorais, em um espaço de formação de público e cena. 

“O grande diferencial do Samba do Quintana é, além de oferecer uma atividade gratuita e acessível a todos os públicos, também proporcionar aos artistas um espaço de divulgação de seu trabalho autoral, formato tradicional em casas de samba como Beco do Rato, no Rio de Janeiro, que conta com noites específicas de promoção de compositores e que são um sucesso entre o público”, afirma a curadora e programadora do projeto. 

O Samba do Quintana dialoga com outros núcleos da CCMQ, que abriga o Instituto Estadual de Música (IEM) e a Discoteca Natho Henn, além de manter no ar a Rádio Quintanares, uma emissora pública e inclusiva de rádio, com programação 24 horas por dia. Segundo a diretora da CCMQ, Germana Konrath, “nada melhor do que uma roda de samba, na rua, para reafirmar o caráter cultural e democrático da Casa, sempre aberta a todos os públicos, e ampliar a inserção da música no nosso cotidiano”. 

A banda residente é formada por Thiago Ribeiro (vocais e cavaquinho), Fernando Duarte (repique de mão, tamborim, bongô), Marcelo Rossi (violão), Paulo Wolff (pandeiro, carrilhão e chocalhos) e Rogério Menezes (tantan). Thiago Ribeiro começou na música aos 15 anos, quando ganhou seu primeiro cavaquinho, mas o samba vem de berço, começando com a influência de seu pai, o violonista e cantor Antonio Lima. Já na infância demonstrava amor ao estilo, batucando em todos os cantos e formando bandas com os amigos. Entre suas referências musicais estão nomes como Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, João Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Duda do Cavaco, Alemão Charles, grupo Flor de Ébano, entre outros artistas locais e nacionais. Há 19 anos Thiago se apresenta profissionalmente, em casas de shows em Porto Alegre, no litoral e no interior do estado. Já acompanhou Eliana de Lima por duas vezes em performances na cidade e abriu shows de Fundo de Quintal, Diogo Nogueira e Luiz Carlos da Vila. No momento está gravando seu primeiro single de seu álbum de estreia. 

As convidadas do mês de julho são Pâmela Amaro e a roda Herdeiras do Samba, que conta com Carine Brasil (surdo), Louise Nunes (voz, violão), Nanná Senna (voz, pandeiro, conga) e Gabi Barbosa (voz, rebolo). A vocação musical de Pâmela Amaro começou a ser moldada na infância, no ambiente familiar, onde a música era presença constante. Nascida em Porto Alegre, Pâmela Amaro tem se revelado como uma das novas expressões do samba no estado do Rio Grande do Sul, principalmente, a partir das composições, reverenciando as africanidades e o enaltecimento de mulheres negras. Atriz, cantora, compositora e musicista (percussão e cavaquinho) a artista elencou espetáculos de teatro, cantou e tocou samba em rodas e em bares e integrou diversos grupos musicais formados por mulheres, como o grupo Três Marias. Seu álbum de estreia, Samba às Avessas (Mundaréu/YB-SP), lançado em abril de 2022, patrocinado pela Natura Musical e disponível em todas as plataformas musicais, apresenta sua vertente artística. Em 2022, Pâmela recebeu o Prêmio Açorianos de Música na categoria Intérprete MPB.

Bruna Paulin é artista, jornalista e Mestre em Comunicação e atua como pesquisadora musical há 21 anos. Assinou projetos de curadoria e produção de conteúdo na área para editora Belas Letras, Cubo Play, Fábrica do Futuro, entre outros. É criadora e apresentadora do podcast A História do Disco, um dos programas de música mais ouvidos no Spotify Brasil. 

O Samba do Quintana ocorre no domingo, 02 de julho, às 16h. O bar Térreo contará com produtos promocionais durante o evento, com chopp com valor especial e dose dupla de drinks selecionados. Em caso de chuva a atividade será transferida para o domingo seguinte, 09 de julho. Para mais informações, acesse https://www.instagram.com/ccmarioquintana/

A CCMQ é uma instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) e tem o patrocínio do Banrisul. 

SAMBA DO QUINTANA

Com Pâmela Amaro e a roda Herdeiras do Samba + Thiago Ribeiro & amigos 

Domingo, 02 de julho, a partir das 16h

Na Travessa Rua dos Cataventos – térreo da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre) 

Entrada Franca

Nei Lisboa promove shows comemorativos dos álbuns “A Vida Inteira”, “Relógios de Sol” e “Amém”

Performances integram a série de shows do projeto “Três”, que celebra o aniversário de quatro álbuns da carreira do compositor

No dia 28 de junho o público confere a comemoração dos dez anos de lançamento de “A Vida Inteira” e o relançamento em vinil de “Telas, tramas & trapaças do novo mundo”, no Teatro Renascença

Em julho é a vez de Relógios de Sol e Amém, com duas sessões nos dias 21 e 22 no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa

Nei Lisboa comemora em 2023 o aniversário de quatro álbuns de sua carreira, e as comemorações iniciam no mês de junho. Este ano, os discos A vida inteira (2013), Relógios de sol (2003), Amém (1993) e Pra viajar no cosmos não precisa gasolina (1983)completam 10, 20, 30 e 40 anos, e claro, a celebração será musical com a série Três, que trará performances na íntegra das obras.

Iniciando a programação, o músico se apresenta no dia 28 de junho, às 20h, no Teatro Renascença, para a festa do caçula, A Vida Inteira e o relançamento de Telas, tramas & trapaças do novo mundo, de 2015, que sai em vinil pela gravadora ENC. Os ingressos já estão esgotados.

Foi em meados de 2013, no Brasil convulsionado pelas históricas “jornadas de junho”, que Nei alinhavou o repertório de “A vida inteira”, viabilizado por um financiamento coletivo e gravado em Porto Alegre com produção de Leo Henkin. Das onze canções inéditas do disco, boa parte receberia uma versão ao vivo, dois anos após, com o registro de “Telas, tramas e trapaças do novo mundo”, realizado no Salão de Atos da UFRGS, sob patrocínio do edital Natura Musical. 

Nesta performance de aniversário, o músico vem acompanhado de Paulinho Supekovia (guitarra), Luiz Mauro Filho (piano/teclado) e Giovanni Berti (percuteria).

Em julho, é a vez de Relógios de Sol e Amém, com duas sessões nos dias 21 e 22 no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa. Amém é um instante de rara latinidade na carreira do compositor. Gravado ao vivo, e chancelado pela participação dos uruguaios Mauricio Trobo (teclados) e Lobo Nuñez (percussão), o álbum desborda admiração pela cultura do país vizinho, em particular pelo candombe e seus intérpretes na cena urbana de Montevidéu.

Relógios de sol, trabalho de estúdio com produção de Paulinho Supekovia, vira o século e a página contemplando o universo feminino e as matizes do amor e do desencanto. Com peculiar humor e ironia ou requintado lirismo, cada faixa traz seu tempo e estilo para compor um portifólio de relacionamentos e desejos.

No setlist do show, entre as mais conhecidas, estão Pra te lembrar, Romance, Relógios de sol, Candombe para Gardel, Bom futuro, Dirá dirás, Cha cha cha moderno, Babalú, Amarycá e as demais canções dos dois discos, que podem ser conferidas em todas as plataformas digitais e no site oficial neilisboa.com.br.

Ainda no segundo semestre, estão sendo preparadas as comemorações do disco quarentão do compositor, Pra viajar no cosmos não precisa gasolina, que serão divulgadas em breve.

Os ingressos para as apresentações do CHC já estão à venda pela plataforma Sympla, com valores entre R$ 60,00 e R$ 120,00.

A vida inteira 10 anos / Telas, tramas & trapaças lanç. vinil

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos.

O quê: A vida Inteira / Telas, tramas & trapaças. Com Nei Lisboa (violão e voz), Giovanni Berti (percuteria, vocais), Luiz Mauro Filho (teclado, vocais) e Paulinho Supekovia (guitarra, vocais)

Onde: Teatro Renascença (Av. Érico verissimo, 307 – Porto Alegre)

Quando: 28 de junho de 2023

Horário: 20h

Ingressos esgotados

Relógios de sol / Amém

Com Nei Lisboa (violão e voz), Giovanni Berti (percuteria, vocais), Luiz Mauro Filho (teclado, vocais) e Paulinho Supekovia (guitarra, vocais)

Onde: Teatro CHC Santa Casa (Av. Independência, 75 – Porto Alegre)

Quando: 21 e 22 de julho de 2023

Horário: 20h

Ingressos: (1º lote) meia-entrada: R$ 60,00 / inteira:  R$ 120,00 

https://www.sympla.com.br/evento/relogios-de-sol-amem/2012412

Terra sem Mapa estreia na quinta-feira, 22 de junho, no Zona Cultural

Projeto celebra 45 anos de teatro e amizade de Mirna Spritzer e Sergio Lulkin

Quarenta e cinco anos de dedicação ao teatro e de amizade se celebram no palco, a partir de 22 de junho: Mirna Spritzer e Sergio Lulkin comemoram mais de quatro décadas de trajetória profissional iniciada no mesmo espaço, o Teatro de Arena de Porto Alegre, com Terra sem Mapa, que estreia no Zona Cultural. Nesta criação autoral, reúnem-se por suas semelhanças artísticas e seus diferentes caminhos de formação para dar corpo a uma dupla que há muito se desenha: Vrum e Luba.

Apaixonados por Teatro, Vrum e Luba resolvem fazer um espetáculo. Em cena, eles revivem lendas e casos e narram histórias de vida e de morte, de exílios e encontros, de casas deixadas para trás e de novos lares. Entre bênçãos e pragas, dançam as lembranças e miram as estrelas. Viajantes de um tempo imaginado perambulam pela terra sem mapa da Memória. “Esse universo de narrativas brota de fontes literárias sobre migrantes que aportam em novos mundos onde as pessoas buscam vida, alimento e futuro. Correm riscos, no limite da vida e da morte e desembocam na cena que é desenhada no espaço puro, denso de luz e sombra, e por textos diversos apropriados por dois tipos que habitam a memória familiar”, contam Mirna e Sérgio. O espetáculo apresenta imagens advindas da memória, das palavras e dos corpos em desenho no espaço. Profundamente apoiado no trabalho da atriz e do ator em relação com a luz, a sombra, o silêncio e a música. Humor e melancolia se mostram no movimento e na pausa. E no vazio imenso e intenso do palco aberto ao jogo e à contracenação. 

Após o primeiro encontro, há 45 anos, a dupla de artistas cruzou por muitas vezes, em diversos âmbitos profissionais, ambos com experiências em diferentes linguagens como o teatro, o rádio, cinema e televisão. Estudantes do Departamento de Arte Dramática e Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/UFRGS, onde também realizaram seu Doutoramento na área da Educação. Em Terra sem Mapa, reúnem-se para a criação autoral após a experiência desses personagens com teatro online e vídeo, decidem ancorar seus desejos artísticos no Estúdio Stravaganza, onde trabalharam com práticas diversas, jogos, dramaturgias e ensaios. Assim, após trabalhos com diferentes direções e meios, iniciam aqui uma nova trajetória onde são criadores artísticos da cena em que habitam. 

Mirna e Sérgio estiveram juntos nos filmes O Mercado de Notícias, direção de Jorge Furtado, Antes que o mundo acabe, direção de Ana Luiza Azevedo e no telefilme Doce de Mãe, direção de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo para TV Globo, todas produções da Casa de Cinema de Porto Alegre. No teatro contracenaram no icônico O casamento do pequeno burguês, de Brecht, com direção de Irene Brietzke, em 1978. Mirna integrou o Teatro Vivo, sob direção de Irene Brietzke, de 1979 a 2001, Sergio integrou o grupo TEAR sob direção de Maria Helena Lopes, de 1980 a 2002.

Terra sem Mapa conta com colaboração artística de Carlos Mödinger, figurinos de Rô Cortinhas, desenho de luz de Ricardo Vivian, música original de Gustavo Finkler, identidade visual de Leandro Selister e produção de Mirna, Lulkin e Renata Stein. O espetáculo estará em cartaz nos dias 22, 23, 24, 25, 29, 30 de Junho, 01 e 02 de Julho, sempre às 20h (casa e bar abertos a partir das 19h), com ingressos a partir de R$ 30,00 antecipados pelo Entreatos Divulga

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Sinopse: Apaixonados por Teatro, Vrum e Luba resolvem fazer um espetáculo. Em cena, eles revivem lendas e casos e narram histórias de vida e de morte, de exílios e encontros, de casas deixadas para trás e de novos lares. Entre bênçãos e pragas, dançam as lembranças e miram as estrelas. Viajantes de um tempo imaginado perambulam pela terra sem mapa da Memória.

Dias: 22, 23, 24, 25, 29, 30 de Junho, 01 e 02 de Julho

De quinta-feira a domingo, 20h

Zona Cultural | Av. Alberto Bins, 900 – Centro Histórico

Ingressos: R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia

Ingressos antecipados: https://www.entreatosdivulga.com.br/terrasemmapa 

Duração: 55 minutos

Classificação Livre

Ficha Técnica:

Criação e Atuação: Mirna Spritzer e Sergio Lulkin

Colaboração Artística: Carlos Mödinger

Figurino: Rô Cortinhas

Iluminação: Ricardo Vivian

Operação de luz: Ricardo Vivian e Fabi Santos

Trilha sonora original: Gustavo Finkler

Operação de som: Luiz Manoel e Fabi Santos

Identidade Visual: Leandro Selister

Fotografia: Adriana Marchiori

Assessoria de imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Produção: Mirna Spritzer, Renata Stein e Sergio Lulkin

Mirna Spritzer: Atriz, professora e radialista. Pesquisadora das vozes, escutas e paisagens sonoras nas Artes Cênicas e Radiofônicas. Bacharela em Interpretação, Mestre e Doutora em Educação pela UFRGS. Professora aposentada do DAD e PPGAC, UFRGS. Seus trabalhos mais recentes são, no cinema, Ana, Sem Título, com direção de Lúcia Murat, da Taiga Filmes. Aos olhos de Ernesto, com direção de Ana Luiza Azevedo, da Casa de Cinema de Porto Alegre, YONLU, com direção de Hique Montanari, da Container e Prana Filmes. No teatro, Expresso Paraíso, de Thomas Kock, direção de Maurício Casiraghi, pela ATO Cia Cênica e A Comédia dos Erros, de William Shakespeare, direção de Adriane Mottola, com a Cia Stravaganza. Cidade Proibida, Cena Urbana com direção de Patrícia Fagundes para Cia Rústica de Teatro. Língua Mãe. Mameloschn de Mariana Salzmann, direção de Mirah Laline, Troféu Braskem de Melhor Atriz, no 22º Festival Internacional Porto Alegre em Cena e Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo. Na televisão o, Doce de Mãe, realização da Rede Globo de Televisão e Casa de Cinema de Porto Alegre, direção de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo. E Fantasias de uma Dona de Casa, realização da RBS TV e Casa de Cinema de Porto Alegre, com direção de Ana Luiza Azevedo, série com duas temporadas. Participou com Sergio Lulkin do vídeo Lubi e Vrum no Clube de Esquina apresentado no show on-line SOS Ocidente, em 2021. Participou como atriz do Projeto Quartas Drama ticas, realização da Ato Cia Cênica, Cia Indeterminada e Cia Stravaganza, com a leitura de Lesões incompatíveis com a vida, de Angélica Lidell, direção de Paulo Roberto Farias, e Os Cegos de Michel de Ghelderode, onde foi também diretora, E ainda, Tudo nasce de uma ferida íntima, espetáculo multimídia dentro do Festival Kino Beat e Sarau Deslocamentos, espetáculo cênico – musical dentro do Projeto Unimúsica UFRGS, com direção de Miriam Amaral e Carla Joner, em ambos como atriz e roteirista. Foi criadora, apresentadora e produtora do Programa RADIOTEATRO na Rádio FM Cultura de Porto Alegre, 10 anos no ar. Premiada no Edital NOSSA ONDA do Minc e da Cinemateca Brasileira para peças radiofônicas, com a peça Radiofônica Guarda-Roupa. Participou como atriz do podcast O amor que horror, dentro do 28 Festival Internacional Porto Alegre Em Cena. E ainda, A história do Disco, de Bruna Paulin e Submersa, de Camila Proto, dentro do Festival Kino Beat 2019. Também do projeto acústico P.S. Palavras que entrego a ti, de Danuta Zaghetto. E o episódio Das peças radiofônicas, no podcast RESPIRA CULTURA da UFRGS. Produz o perfil Coisas pra dizer em voz alta, no Instagram. Fez a leitura vocalizada de A Caverna, com a presença de Jose Saramago, no lançamento da obra em Porto Alegre, em 2000. Duas vezes premiada com o Troféu Açorianos e uma com o Prêmio Quero Quero, todos de Melhor Atriz. Compo s com Irene Brietzke, Denize Barella e Antonio Carlos Brunet, o TEATRO VIVO, grupo que marcou a história do teatro no Rio Grande do Sul com espetáculos como Salão Grená, Mahagonny, No Natal a gente vem te buscar e Peer Gynt, o imperador de si mesmo, entre outros. Publicou os livros Bem Lembrado, memórias do radioteatro em Porto Alegre, com Raquel Grabauska pela Editora AGE e A formação do Ator, um diálogo de ações, pela Editora Mediação, em sétima edição. E ainda, capí tulos de livros e artigos publicados em va rios perio dicos em especial A poética da escuta, na Revista Voz e Cena, em https://periodicos.unb.br/index.php/vozecena/article/view/31599/2 6378

Sergio Lulkin: Ator, bacharel em Artes Cênicas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983). Mestre em Educação (2001) e Doutor em Educação (2007) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e professor aposentado pela mesma Universidade e mantém atividades de formação e criação nas áreas de Educação e Teatro. Atua desde 1977, tendo integrado o Grêmio Dramático Açores do Teatro de Arena e, posteriormente, atuou em O Casamento do Pequeno Burguês de Bertolt Brecht, primeira montagem, com direção de Irene Brietzke; atuou em outros espetáculos sob direção de Roberto Ruas, Suzana Saldanha e Luiz Arthur Nunes. Integrou o grupo TEAR de 1980 a 2002, sob a direção de Maria Helena Lopes, tendo participado de espetáculos com destaque como Quem Manda na Banda (Prêmio Tibicuera de Melhor Ator, 1981), Os Reis Vagabundos, Crônica da Cidade Pequena e O império da Cobiça. Em 2001, com o espetáculo Solos em Cena, com direção de Maria Helena Lopes, ganhou o prêmio Açorianos de Melhor Ator. Atuou em diversos filmes de curta e longa metragem, tendo participado de Saneamento Básico, com direção de Jorge Furtado, em 2007. Participou do longa-metragem Antes que o mundo acabe (2010), com direção de Ana Luiza Azevedo. De 2008 a 2010 atuou no espetáculo O bairro, dirigido por Marco Fronchetti. Em 2012 e 2013 participou do Telefilme e da série de TV Doce de Mãe, produção Casa de Cinema e TV Globo. Em 2013 integrou o elenco do filme O mercado de notícias, documentário rio longa metragem com direção de Jorge Furtado. De 2016 a 2019 apresentou o espetáculo El Juego de Antonia, em parceria com Luciana Paz e direção de Andre Carreira. Entre 2020 e 2022 seguiu diversos cursos de formação em Clown, Canto para o Teatro, Experimentos de Zoom para o Teatro, Experimentos em Audiovisual, ofertados em plataformas digitais. Nesse mesmo perí odo, com direção e roteiro de Marco Fronchetti, a partir da obra “O torcicologologista” de Gonçalo Tavares, participou de Excelências, Experimento Zoom I e II, apresentados pelo youtube e pela Fundarte de Montenegro, RS. Em 2021, atua com Mirna Spritzer em Lubi e Vrum no Clube de Esquina, vídeo apresentado no show on-line SOS Ocidente.

Zona Cultural: Localizada entre o Centro Histórico e o chamado Quarto Distrito, a Zona Cultural proporciona à cidade um lugar único de convívio e experiência artística em um espaço múltiplo com projetos criativos e pedagógicos que articulam diálogos sociais. A  programação oferece peças teatrais (sempre com o bar aberto), performances, pocket shows, eventos, cursos e oficinas. 

Esse novo centro cultural da capital gaúcha ocupa um prédio de dois andares com mais de quinhentos metros quadrados. No térreo, há espaço para apresentação de espetáculos com capacidade para 80 espectadores, bar, banheiro acessível e depósito. Já o piso superior conta com saguão, camarins, duas amplas salas de ensaio, aulas e reuniões e banheiros para público e artistas. 

Financiada sem patrocínio e apenas com recursos privados, a Zona Cultural é gerenciada por uma rede de artistas gaúchos, que inclui Sandra Possani, Carlos Mödinger, Patrícia Fagundes, Iassanã Martins, Diego Nardi, Juliana Kersting, Rodrigo Shalako, Heinz Limaverde, Mirna Spritzer, Batista Freire, André Varela e Roberta Alfaya.

Sarau da Clara Corleone promove edição do Dia dos Namorados na quarta, 07 de junho, na Livraria Paralelo 30

Edição Love is in the air conta com a participação de com Beta Pires e Paulo Germano

Na quarta-feira, 07 de junho, a partir das 19h, a escritora Clara Corleone promove seu sarau literário na Livraria Paralelo 30. A edição Love is in the Air recebe a psicanalista Beta Pires e o jornalista Paulo Germano, um casal há 4 anos. 

Criado em 2017 com edições mensais no Von Teese Bar, o evento literário traz sempre um tema que pauta os textos lido por Clara e seus convidados e já recebeu as escritoras Martha Medeiros, Claudia Tajes e Luisa Geisler, as políticas Manuela D’Ávila e Fernanda Melchionna, os diretores de cinema Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, os jornalistas Katia Suman, Carol Anchieta e Roger Lerina, as atrizes Mirna Spritzer, Maria Galant e Catharina Conte, entre outros.

Os ingressos custam R$ 15,00 e o bar funciona durante o evento. A Livraria Paralelo 30 fica na Rua Vieira de Castro, 48, bairro Farroupilha. 

Clara Corleone é atriz, escritora e produtora. Já teve textos publicados no jornal Zero Hora e no site Lugar de Mulher. Desde 2017 comanda um sarau literário com seu nome. “O homem infelizmente tem que acabar – crônicas, deboches e poéticas”, seu primeiro livro – editora Zouk com o selo da Casa da Mãe Joanna, de Joanna Burigo – está, atualmente, em sua quinta impressão e foi vencedor do Prêmio Minuano de Literatura, categoria crônicas (2020). Também em 2020, Clara foi contemplada com dois prêmios no edital FAC Digital RS – como apresentadora com seu sarau virtual em parceria com a produtora Ah Tri Cultural e como dramaturga do projeto “Músicas para remendar o coração” em parceria com a artista Bruna Paulin. Em 2021 lançou seu primeiro romance “Porque era ela, porque era eu”, pela L&PM. Pelo romance, recebeu o Prêmio Jacarandá de Autora Revelação no mesmo ano. Em 2022, também pela L&PM, lançou o segundo romance, “Predadores”.

Beta Pires é psicanalista, membro do Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos, Especialista em adolescência e Mestre em Psicologia Social, pela UFRGS. Sua principal linha de pesquisa é arte e psicanálise, com ênfase na poesia de Paulo Leminski. Trabalha exclusivamente no consultório, há 13 anos. Tb é louca dos gatos, chocólatra, metida a maromba, maluca por música brasileira e cada dia mais apaixonada pelo Paulo Germano.

Paulo Germano é jornalista formado pela PUCRS, colunista do jornal Zero Hora e do portal GZH, além de apresentador da Rádio Gaúcha e comentarista da RBS TV. Ama os Beatles, filmes sobre psicopatas e documentários históricos, mas, quando o assunto é literatura, gosta de se gabar por ter lido 11 vezes “O Apanhador no Campo de Centeio”. Viciado em queijo e chocolate, não dirige nem sabe fazer churrasco – coisas que a Beta Pires, por quem é apaixonado, resolve muito bem na rotina dos dois.

Sarau Clara Corleone convida Beta Pires e Paulo Germano

Edição: Love is in the air

7/6, quarta-feira, 19h

Livraria Paralelo 30 (R. Vieira de Castro, 48)

Ingresso: R$ 15,00

Show de Karina Buhr, performance Animal Autotune e oficina sobre circuit bend são as atrações de junho do Farol.Live 

  • Com patrocínio do Santander, primeira temporada do Farol.live contará com 20 performances ao vivo e atividades formativas

A programação do mês de junho do Farol.Live, no Farol Santander Porto Alegre, conta com três atrações, que iniciam nesta próxima quarta-feira, 07de junho: o show de Karina Buhr, a performance Animal Autotune e uma oficina sobre circuit bend, esta com entrada franca. Com ingressos já esgotados, Karina Buhr se apresenta acompanhada de Régis Damasceno, com repertório de canções autorais além de releituras de grandes autores brasileiros.  Congas, alfaia, pandeiro, ganzá, triângulo, xequerê e outras percussões fazem a base rítmica desse show, e junto com Karina, Regis toca violão e guitarra nesse show que exalta a mistura de influências que transparece no repertório, arranjos e forma de cantar.

No dia 20, o público poderá conferir Animal Autotune, com Mario Arruda e Filipi Filippo. O projeto é um misto de produto audiovisual e performance que explora as potências sugestivas e imersivas da manipulação ao vivo de imagem e som. A obra pode ser compreendida enquanto um documentário experimental live. Essa proposta e essa nomenclatura justificam-se primeiramente pela obra experimentar o espaço do Farol Santander Porto Alegre enquanto espaço para música ao vivo sem deixar de lado as potencialidades do lugar enquanto sala de projeção cinematográfica; além disso, o termo “documentário experimental” é utilizado para vincular-se à perspectiva fabulatória do cinema que encontra a verdade informativa não é um decalque de uma suposta realidade concreta, mas na verossimilhança das relações que expõe em seu interior. A execução da obra parte de samples de som e imagem, que são disparados, modulados e loopados ao vivo por Mario e Filipi através de computadores e instrumentos digitais.

Mario Arruda é artista, produtor musical e pesquisador. Faz a ponte entre prática e pesquisa, buscando produzir novos saberes através da música e desenvolver perspectivas de mundo alinhadas às ressonâncias da arte. Filipi Filippo é artista transmídia com percurso traçado entre a pintura, a escultura, o desenho e a música.

No sábado, 24 de junho, às 15h, o projeto promove a oficina (Re)Construindo Circuit Bends, ministrada por Olimpio Machado, produtor (Produção Fonográfica – UNISINOS) e técnico de áudio e eletrônica (SENAI). Um dos objetivos da atividade é a prática de circuit bend, que compõe a modificação de circuitos analógicos ou digitais, através de intervenções eletrônicas com o objetivo de reconstruir sons e sinais gerados por equipamentos variados, sejam eles brinquedos eletrônicos como pianos e samplers, toca-fitas, efeitos analógicos e digitais; a fim de criar novas possibilidades e sensações a partir dessas modificações únicas em cada equipamento, seja variando seu Pitch, Intensidade, Modulação, Distorção entre outros, além de possibilitar também o uso desses novos equipamentos para práticas de live, tocando ao vivo com seus instrumentos.

Para participar, conhecimento prévio em eletrônica é bem vindo, mas não é necessário. Os participantes também são convidados a trazer os seus equipamentos (brinquedo, tape etc) para o circuit bend, e a produção disponibilizará alguns itens para modificações em grupo. As inscrições são gratuitas através de formulário e a atividade tem duração de 3 horas, na Sala Arena do Farol Santander Porto Alegre. 

O projeto produzido pelo festival Kino Beat e Cuco Produções é um espaço de incentivo à criação e experimentação em diversas linguagens e tecnologias, suas intersecções e desdobramentos. A programação conta com variadas imersões artísticas envolvendo nomes da cena cultural brasileira, apostando no cruzamento de música, artes visuais, artes cênicas, audiovisual e tudo mais que couber no imaginário de cada artista envolvido. 

Com curadoria de Gabriel Cevallos, fundador e curador do Kino Beat Festival, as apresentações serão desenvolvidas de forma inédita ou em adaptações pensadas especificamente para o espaço, explorando os recursos e limitações da sala enquanto dispositivo criativo. Ao longo de 10 meses, o público poderá conferir 20 performances da primeira edição reunindo artistas de diferentes vertentes, com projetos comissionados ou adaptados que serão gravados ao vivo na sala e difundidos pelos canais do projeto.

Além das performances, atividades formativas gratuitas também serão promovidas como oficinas, palestras, vivências e workshops, criados a partir de tópicos práticos e teóricos derivados das apresentações artísticas. “O corpo presente, seja na prática dos artistas envolvidos ou na fruição do público, será premissa das apresentações. O objetivo é promover e difundir a produção artística autoral do estado do RS em intercâmbio com a produção nacional”; revela o curador.

Os ingressos custam R$ 15,00 com benefícios de meia-entrada, e já estão à venda por meio da plataforma Sympla. Para o benefício da meia-entrada (50% de desconto) de estudante, idosos, PNE, jovens de baixa renda, entre outros, os documentos válidos são determinados pela Lei Federal 12.933/13. Para mais informações, acesse: https://www.instagram.com/farol.live.poa/

Esse projeto é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o patrocínio do Santander e Farol Santander Porto Alegre. Realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – Brasil – União e Reconstrução.

Sobre o Farol Santander Porto Alegre

Criado para relembrar o passado, marcar o presente e iluminar o futuro, o Farol Santander Porto Alegre completou quatro anos em março de 2023. Neste período, recebeu 12 exposições de artes visuais, em diversas temáticas, com artistas nacionais e internacionais, divididas entre os espaços do Grande Hall e do Mezanino. 

Em 2022, o Farol Santander Porto Alegre ampliou sua atuação cultural com concertos de música clássica e popular, além de espetáculos de dança. Participaram respectivamente a Orquestra de Câmara da ULBRA e a Cisne Negro Cia. de Dança.

Projetos conectados à gastronomia, como o Restaurante PopUp!, além de inovações culturais como o Extensões e o Farol.Live, também passaram a ocupar o edifício no Centro da capital gaúcha. Ainda em 2022, o Farol Santander Porto Alegre marcou presença como uma das instituições participantes da Bienal do Mercosul 2022.

O histórico prédio, construído na década de 1930 e tombado pelo patrimônio histórico e artístico estadual, também possui atrações permanentes. No subsolo, a exposição fixa Memória e Identidade apresenta a história da cidade, do prédio e da política monetária brasileira. Também no subsolo, a outra mostra permanente, Os Dois Lados da Moeda, conta com um importante acervo de numismática do Rio Grande do Sul, propondo uma analogia entre as moedas “oficiais” e “não oficiais” que circulavam na região. Nas laterais da sala é contada a evolução da moeda oficial do estado brasileiro.

Além dos espaços já citados, o Farol Santander Porto Alegre conta ainda com duas arenas para discussões e debates acerca de temas como cultura e gastronomia. O subsolo do prédio ainda oferece aos visitantes o Kofre Café e o restaurante Moeda.

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