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Theatro São Pedro

Macarenando Dance Concept comemora 05 anos de fundação com programação especial no Theatro São Pedro

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Evento com quatro espetáculos e bate-papo com artistas e equipe ocorrem de 09 a 11 de agosto

Nos dias 09, 10 e 11 de agosto a Macarenando Dance Concept chega ao Theatro São Pedro para celebrar seus cinco anos de existência, promovendo um evento com quatro espetáculos do grupo e um bate-papo com artistas e equipe. A Macarenando Dance Concept é uma iniciativa cultural que investe na Dança como linguagem protagonista fundada em 2013 por Diego Mac. Inserida na perspectiva do desenvolvimento cultural e econômico junto à indústria criativa, a companhia aposta no bom humor e em experiências artísticas originais para se aproximar do público, mobilizar pessoas e provocar transformações.

A “Macarena”, nome que batiza o grupo, é uma canção da dupla espanhola Los Del Río, que obteve imenso sucesso durante os anos 1990 após a criação da célebre coreografia por uma bailarina de flamenco, que se espalhou pelo mundo em 1996 como o hit do verão. Por aqui a iniciativa que utilizou o nome da dança “insiste em resgatar, valorizar e reprocessar o que está a nossa volta e também aquilo que nós mesmos criamos e deixamos no mundo”, afirma Mac. Nestes cinco anos, a Macarenando conta com público total de mais de 10 mil pessoas, mais de 500 produções, passando por diversas cidades e espaços culturais e 14 criações em seu repertório.

Para as comemorações no Theatro São Pedro, estão agendadas as apresentações dos espetáculos Abobrinhas Recheadas: Dance a Letra, Abobrinhas Recheadas Rei Roberto, Dance a Letra Grupão Pocket Live Gestos Caetano e Das Tripas Sentimento (2018), além de uma edição especial do projeto Conversas Macarenando.

A programação inicia no dia 09 de agosto, às 21h, com Abobrinhas Recheadas: Dance a Letra. Primeiro espetáculo de Stand-Up Dance Comedy do RS, a obra explora a união da dança e da comédia e apresenta coreografias criadas a partir da pesquisa de gestos literais para letras de músicas brasileiras, que vão de Chico Buarque a Tom Jobim, passando por canções como Construção, Águas de Março, Emoções e Faroeste Caboclo, além dos hits regionais como Amigo Punk, Tertúlia e Porto Alegre é Demais!

No sábado, a Macarenando recebe o público para uma edição do Conversas Macarenando, na Sala de Oficinas do Multipalco Eva Sopher. O bate-papo, uma roda de conversa promovida pela Macarenando Dance Concept e composta por toda e qualquer pessoa interessada em conversar sobre DANÇA e assuntos que dela partem ou que nela chegam, ocorre em diversos espaços trazendo temas relacionados ao mundo da dança. Esta edição especial comemorativa será um encontro de artistas e equipe da companhia para dividir um pouco da história do grupo com o público. A atividade tem entrada franca e as inscrições devem ser feitas pelo formulário até dia 09 de agosto – http://bit.ly/conversas10AGO.

Às 18h, o público poderá conferir o espetáculo Abobrinhas Recheadas: Rei Roberto, uma espécie de versão do espetáculo “Abobrinhas Recheadas: Dance a Letra” somente com músicas da obra do cantor e compositor Roberto Carlos. A performance estreou em 2018 dentro da programação do projeto Ponto de Teatro do Instituto Ling, que promove montagens inéditas de grupos locais com apoio do espaço. Abobrinhas Recheadas: Rei Roberto foi construído a partir de resgates muito pessoais da equipe e que de alguma maneira alcança os mais diversos públicos: “ninguém é imune a Roberto Carlos. Na primeira passada, selecionei quase 300 canções. Precisei de um olhar de fora para controlar o fã”, declara o diretor. Músicas como Além do horizonte, Não vou ficar, Se você pensa, Esse cara sou eu, Todos estão surdos e Eu te darei o céu integram o setlist com 53 canções da performance.

Às 21h é a vez de Dance a Letra Grupão Pocket Live Gestos Caetano, que apresenta um conjunto de coreografias criadas a partir da pesquisa de gestos literais para 30 letras de músicas da obra de Caetano Veloso. Em Dance a Letra Grupão Pocket Live Gestos Caetano, o procedimento Dance a Letra ganha novas camadas por meio do aprofundamento do estudo da literalidade gestual enquanto elemento de composição cênico-coreográfica e da articulação à poética musical do compositor baiano.

“’Dance a Letra…Caetano’ foi criado num Brasil pós-Queer-Museu. Em um tempo tão partido, cheio de partidas e particionamentos, inundado de intolerância, homofobia, machismo, transfobia, racismo, pós-verdades, vítimas silenciadas e humanos despidos de direitos, louco talvez seja aquele que se pensa inteiro sem a arte e sem o artista. E nós continuamos Macarenando e dançando Caetano ao pé da letra.”, diz Gui Malgarizi, diretor do espetáculo junto com Diego Mac.

No domingo, encerrando a mostra, às 18h ocorre a apresentação do mais recente espetáculo da Macarenando, Das Trips Sentimento (2018). Após 18 anos de sua estreia, o espetáculo Das Tripas Sentimento ganhou uma nova versão, estreada em setembro de 2018. Elis Regina é a personagem que inspirou a montagem original e que segue alimentando esta nova versão. Das Tripas Sentimento (2018) objetiva cultivar, através da linguagem da dança, a memória cultural da música brasileira tendo como fonte a forte interpretação da imortal cantora.

“A proposta é resgatar o sentimento Elis através do universo poético que o seu canto nos sugestiona. Sua trajetória marcada por atitudes inflamadas de guinadas estéticas (e políticas) radicais e interpretações transcendentes nos leva a refletir sobre o percurso da linha evolutiva da sociedade em que vivemos. E, no momento atual em que se faz urgente ouvir uma das vozes femininas mais importantes desse país, direção e equipe se unem no desafio de realizar este projeto. Em 2000, homenageamos. Em 2018, reivindicamos a VOZ”, declara June Machado, diretora das duas versões do espetáculo e mãe de Diego.

O título do espetáculo vem de uma frase da artista: “é preciso fazer das tripas sentimento para poder viver neste país”. Nada mais emblemático neste momento em que estamos vivendo. No repertório do espetáculo, 19 canções célebres da carreira de Elis pautam as cenas que contam com a dramaturgia de Gui Malgarizi.

Os ingressos custam R$ 30,00 para qualquer uma das apresentações, com 50% de desconto para estudantes, idosos, classe artística e professores, mediante comprovação e estão à venda pelo site https://vendas.teatrosaopedro.com.br ou na bilheteria do teatro. O evento Macarenando 05 Anos conta com apoio da Casa de Teatro de Porto Alegre e Theatro São Pedro. Mais informações: https://www.facebook.com/macarenando

 

Cinco anos de Macarenando – por Diego Mac e Gui Malgarizi

A Macarenando Dance Concept é uma iniciativa cultural que investe na Dança como linguagem protagonista na criação de conteúdos artísticos, fornecimento de criatividade e oferecimento de cursos e treinamentos. Inserida na perspectiva do desenvolvimento cultural e econômico junto à indústria criativa, opera na simplicidade, no bom humor, na proposição da experiência sensível, na aproximação com o público, na popularização da dança cênica, na formação de plateia, no agenciamento com diferentes setores e mercados, e no desejo de mudar o mundo, mobilizar pessoas e provocar transformações. Completados cinco anos de existência e chegado o momento de celebração, é inevitável imaginar um jeito de tentar resumir essa jornada. Mas “como medir um ano?”, já questionava Jonathan Larson em “Seasons of Love”. Em horas? Em dias? Aulas? Beijos? Em bilheteria? Bom dia? Centímetros? Em coreografias? Desistências? Em dinheiro? Discussões? Emojis? Espectadores? Espetáculos? Festas? Em fitas de linóleo? Fracassos? Gestos? Em lágrimas? Likes? Luas? Movimentos? Músicas? Noites? Obras? Patrocínios? Pores do sol? Em prêmios? Projetos aprovados? Quilômetros rodados? Em risos? Sustos? Títulos? Vídeos? Em xícaras de café? O próprio compositor nos dá um caminho em sua canção: meça com o amor. Pois bem; quem conhece um pouco da jovem história da Macarenando sabe o quanto nos empenhamos arduamente para celebrar a Cultura, Arte e a Dança por meio do nosso trabalho, com a vivacidade mais contundente que podemos ter, num esforço diário para responder à pergunta: O QUE SE FAZ COM O QUE JÁ SE TEM? Essa pergunta não é nada nova para nós. Não à toa, a Macarena dá nome a essa iniciativa, que desde 2013 insiste em resgatar, valorizar e reprocessar o que está a nossa volta e também aquilo que nós mesmos criamos e deixamos no mundo. Pensar no que já se tem e apontar caminhos para a valorização e o reaproveitamento das nossas conquistas são, sim, também, atitudes éticas, poéticas, políticas, empáticas, amorosas e sustentáveis frente aos possíveis desabamentos trágicos que podem aparecer na vida humana em sociedade. Com o olho vivo, com a piada da ponta da língua ao dedo do pé, com o braço firme para o golpe, com o coração aberto e com a cabeça bem feita para os giros, aí estamos, mostrando um pouco do que temos e de como pretendemos seguir em frente.

Serviço – Mostra Macarenando Dance Concept 05 anos

09, 10 e 11 de agosto – Theatro São Pedro

  • [09/ago, 21h] ABOBRINHAS RECHEADAS: DANCE A LETRA
  • [10/ago, 10h] CONVERSAS MACARENANDO: bate-papo com artistas e equipe Macarenando – Sala de Oficinas Multipalco Eva Sopher – inscrições até 09/08 pelo link http://bit.ly/conversas10AGO.
  • [10/ago, 18h] ABOBRINHAS RECHEADAS: REI ROBERTO
  • [10/ago, 21h] DANCE A LETRA…CAETANO
  • [11/ago, 18h] DAS TRIPAS SENTIMENTO (2018)

 

FICHA TÉCNICA | ABOBRINHAS RECHEADAS: DANCE A LETRA

  • Direção e coreografia: Diego Mac e Gui Malgarizi
  • Bailarinos: Daniela Aquino, Diego Mac, Juliana Rutkowski e Nilton Gaffree
  • Produção: Sandra Santos
  • Assistência de produção: Giulia Baptista Vieira e Arthur Bonfanti
  • Iluminação: Gui Malgarizi e Sandra Santos
  • Operação de som: Dani Dutra
  • Fotos: Gui Malgarizi e Dani Dutra
  • Duração: 75 minutos
  • Classificação etária: livre

 

FICHA TÉCNICA | ABOBRINHAS RECHEADAS: REI ROBERTO

  • Direção: Diego Mac e Gui Malgarizi
  • Coreografia: Aline Karpinski Dias, Arthur Bonfanti, Dani Boff, Daniela Aquino, Dani Dutra, Denis Gosch, Diego Mac, Giulia Baptista Vieira, Gui Malgarizi, Juliana Rutkowski, Nilton Gaffree Jr. e Sandra Santos.
  • Produção: Sandra Santos
  • Elenco: Aline Karpinski Dias, Arthur Bonfanti, Daniela Aquino, Dani Dutra, Denis Gosch, Giulia Baptista Vieira, Juliana Rutkowski e Nilton Gaffree Jr.
  • Iluminação: Gui Malgarizi e Sandra Santos
  • Trilha sonora: montagem de Diego Mac e Gui Malgarizi a partir da obra de Roberto Carlos
  • Duração: 60 minutos
  • Classificação etária: livre

FICHA TÉCNICA | DANCE A LETRA…CAETANO

  • Direção: Diego Mac e Gui Malgarizi
  • Coreografia: Diego Mac
  • Produção: Sandra Santos
  • Elenco: Aline Karpinski Dias, Arthur Bonfanti, Daniela Aquino, Dani Dutra, Dani Boff, Denis Gosch, Giulia Baptista Vieira, Juliana Rutkowski e Nilton Gaffree Jr.
  • Iluminação: Gui Malgarizi e Sandra Santos
  • Assistência de produção e iluminação: Arthur Bonfanti e Giulia Baptista Vieira
  • Trilha sonora: montagem de Diego Mac e Gui Malgarizi a partir da obra de Caetano Veloso
  • Fotos: Cintia Bracht e Gui Malgarizi
  • Duração: 45 minutos
  • Classificação etária: livre

 

FICHA TÉCNICA | DAS TRIPAS SENTIMENTO (2018)

  • Direção artística e coreográfica: June Machado
  • Elenco: Cassandra Calabouço, Dani Boff, Denis Gosch, Diego Mac, Joana Amaral, Rossana Scorza, Thais Petzhold
  • Dramaturgia: Gui Malgarizi
  • Direção de pesquisa: Eunice Muniz da Silva
  • Direção de Produção: Sandra Santos
  • Produção e Cenário: Arthur Bonfanti
  • Iluminação: Gui Malgarizi e Sandra Santos
  • Fotografias: Gui Malgarizi e Claudio Etges
  • Gestão do projeto: Diego Mac
  • Duração: 90 minutos
  • Classificação etária: livre

Mostra Macarenando Dance Concept 05 anos

  • Realização: Macarenando Dance Concept
  • Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor
  • Apoio: Casa de Teatro, Theatro São Pedro

Macarenando Dance Concept na coluna de Luiz Gonzaga Lopes no Correio do Povo

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Espetáculo Peça do Casamento em Zero Hora do fim de semana

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Espetáculo Peça do Casamento é capa do Segundo Caderno em Zero Hora de hoje

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Espetáculo “Peça do Casamento” na revista Donna em Zero Hora do fim de semana

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Show do Grupo Canto Livre encerra a programação de 2018 do Festival de Primavera Vivar no Multipalco Eva Sopher neste domingo

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Evento com entrada franca promove atividades na concha acústica do Theatro São Pedro

Porto Alegre, 10 de dezembro de 2018 – O Festival de Primavera Vivar, que ocorre no Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro, recebe neste domingo, 16 de dezembro, o Grupo Canto Livre, que apresenta show com um repertório regionalista e urbano que marcou a música gaúcha nos anos 1980, além de composições inéditas.

O grupo é até hoje lembrado como sendo um dos maiores nomes no cenário musical gaúcho da época. Os primeiros anos de trabalho foram registrados nos LP’s “Canto Livre” e “Comunicação”, marcados principalmente pelos vocais elaborados e elementos dos estilos pop e regionais.

Em 2002, Sérgio Napp, seu mais importante incentivador e letrista, lançou o CD “Nos Palcos da Vida”, registrando diversas parcerias com os compositores do grupo. Este evento reuniu, mais uma vez, os antigos companheiros e, desde então, o Canto Livre está de volta.

O show tem início às 19h, com entrada franca. O Festival Primavera Vivar promoveu ao longo de três meses shows de Os Fagundes, Orquestra Eintracht, 50 Tons de Pretas, além de apresentação do espetáculo “Assobia e Chupa Cana”, e atividades da 2ª Mostra de Teatro de Bonecos.

O Festival tem patrocínio da Vivar e realização do Multipalco Eva Sopher, Associação Amigos do Theatro São Pedro, Theatro São Pedro e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Para mais informações, acesse:http://www.teatrosaopedro.com.br/multipalco/

Festival de Primavera Vivar

Multipalco Eva Sopher – Concha Acústica

Sempre às 19h, com entrada franca

16/12 – Canto Livre

Grupo Canto Livre

Ao vencer a Vindima da Canção, de Flores da Cunha, em 1981, o Canto Livre foi oficialmente apresentado, defendendo a música que deu nome ao grupo, com letra de Sergio Napp. O grupo consagrou um estilo, calcado nas harmonias vocais, que, no Rio Grande do Sul, era explorado apenas no regionalismo, por formações como o Conjunto Farroupilha e o Caverá. Nacionalmente, as referências nessa seara são, entre outros, MPB 4, Quarteto em Cy, Boca Livre e Garganta Profunda. O grupo gravou dois LPs, Canto Livre (1982) e Comunicação (1984).

Ficha Técnica

Calique Ludwig – direção musical, arranjos vocais, voz e violão

Flávio Englert – teclado e voz

Jairo Kobe – voz e percussão

Pedro Guisso – voz, violão, harmônicas e percussão

Carmen Nogueira – voz

Maria do Carmo Torri Dischinger – voz

Selma Martins – voz e percussão

Vânia Mallmann – voz e percussão

“Peça do Casamento” chega a Porto Alegre nos dias 14, 15 e 16 de dezembro no Theatro São Pedro  

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Espetáculo com Eliane Giardini e Antonio Gonzalez tem direção de Guilherme Weber e encerra as comemorações dos 160 anos do Theatro

 

Encerrando as comemorações dos 160 anos do Theatro São Pedro, chega a Porto Alegre nos dias 14, 15 e 16 de dezembro o espetáculo “Peça do Casamento”, de Edward Albee.

 A montagem é uma produção da Quintal Produções, da  gaúcha Valencia Losada e da mineira Verônica Prates, e conta com um time formado por nomes de peso das artes cênicas: Guilherme Weber assina a adaptação do texto e a direção da montagem, no elenco, Eliane Giardini e Antonio Gonzalez interpretam o casal prestes a se separar, a cenografia é assinada por Daniela Thomas e Camila Schmidt e a iluminação é do premiado Beto Bruel.

Quando no dia 16 de setembro de 2016 o dramaturgo Edward Albee faleceu, aos 88 anos, nem todas as pessoas tinham conhecimento do legado que o escritor deixava com seus mais de 50 anos de atuação no teatro. Considerado o maior dramaturgo estadunidense e um dos mais consagrados da história, Albee é o autor de mais de 30 peças, alguns dos quais se tornaram rapidamente clássicos e foram premiados com as honrarias máximas do teatro contemporâneo, o Tony Awards e o Prêmio Pulitzer, como “The Sandbox” (1959), “Quem tem medo de Virgínia Woolf” (1962) e “Three Tall Women” (1991), que venceu o Prêmio Pulitzer de 1994.

Passados 30 anos desde a estreia do texto, a Peça do Casamento chega a capital gaúcha mostrando como a dramaturgia de Albee trabalha questões atemporais e intrínsecas às relações sociais e afetivas. O autor faz do embate entre um marido e uma esposa um jogo de metalinguagem e desconstrução do gênero “peça de relacionamento” nesta sua ácida comédia “Peça do Casamento.” Após trinta anos juntos uma crise obriga um casal a revisar suas vidas e os embates que se seguem os obrigam a aprender algo sobre si mesmos e sobre o outro.

Considerada por Albee “a estrutura social fundamental da cultura contemporânea ocidental”, o casamento é o objeto de estudo a ser dissecado na montagem, levantando questões contemporâneas, mas que também eram pertinentes à época em que o texto foi escrito, como a idealização de relações amorosas duradouras apesar da existência de diversos casamentos infelizes e de divórcios e separações motivadas pela infidelidade.

O casamento como instituição social fundamental da cultura ocidental é um dos temas fetiches de sua obra e isso sempre me pareceu fascinante. Além dos fascínios pelos meandros que sustentam a fragilidade de um casamento, a maneira que Albee, especificamente nesta obra, propõe um paralelo entre o casamento e o jogo teatral é muito instigante para um diretor. Usar os mecanismos da cena para iluminar, aprofundar e até revelar aspectos da obra está sendo um exercício fascinante”, conta o diretor Guilherme Weber.

Diferentemente de seus outros trabalhos que se tornaram clássicos da dramaturgia, a “Peça do Casamento” ainda não é um texto muito encenado no Brasil. A adaptação de Weber é a segunda de uma trilogia que traz o casamento como temática, levada aos palcos pelo diretor também na peça “Os Realistas”, de Will Eno, e que será completada com “De Verdade”, de Tom Stoppard, ainda inédita.

A percepção de uma trilogia aconteceu de maneira bastante informal. Junto com a montagem de ‘Os Realistas’ percebi que as ideias de futuras montagens falavam principalmente do mesmo tema, o casamento e suas diversas manifestações. Então batizou-se esta ideia de trilogia, revela o encenador.

trilogia também traça um painel sobre a dramaturgia anglo saxã do final do século passado, com dois textos da década de oitenta, “De Verdade” de 1982, e “Peça do Casamento” de 1987 e do início deste século com “Os Realistas” de 2014. Estes três autores também seguiram se influenciando mutuamente, tendo Eno sido um aluno direto de Albee, enquanto Stoppard foi altamente influenciado pelo jogo de Albee durante o processo para criar a sua comédia sobre amor e teatro.

As apresentações ocorrem às 21h de sexta a domingo. Os ingressos, já à venda na bilheteria do teatro, custam entre R$ 40,00 e R$ 120,00.

 

Sinopse

Edward Albee faz do embate entre um marido e uma esposa um jogo de metalinguagem e desconstrução do gênero “peça de relacionamento” nesta sua ácida comédia “Peça do Casamento.” Após trinta anos juntos, uma crise obriga um casal a revisar suas vidas e os embates que se seguem os obrigam a aprender algo sobre si mesmos e sobre o outro.

 

Ficha Técnica

Autor: Edward Albee

Adaptação e Direção: Guilherme Weber

Elenco: Eliane Giardini e Antonio Gonzalez

Cenário: Daniela Thomas e Camila Schmidt

Iluminação: Beto Bruel

Figurino: Bruno Perlatto

Direção de movimento: Toni Rodrigues

Realização e Produção: Quintal Produções

Direção Geral: Verônica Prates

Coordenação Artística: Valencia Losada

Produtor Executivo: Thiago Miyamoto e Nely Coelho

Assistente de produção: Eduardo Alves

Contrarregragem: Antonio Lima

Assessoria de imprensa local: Bruna Paulin Assessoria de Flor em Flor

Serviço

 

Peça do Casamento

Data: 14, 15 e 16 de dezembro de 2018

Local: Theatro São Pedro

Horário: sexta a domingo, 21h

Ingressos: 40,00 a 120,00

Classificação: 16 anos

2º Encontro de Teatro de Bonecos é a atração deste domingo no Festival de Primavera Vivar no Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro

A Revolta dos Perus, Grupo TIA, fotografias de Tony Capelão

Evento com entrada franca promove atividades na concha acústica até dezembro

Porto Alegre, 27 de novembro de 2018 – O Festival de Primavera Vivar, que ocorre no Multipalco Eva Sopher do Theatro São Pedro, recebe neste domingo, 02 de dezembro, o 2º Encontro de Teatro de Bonecos, com produção do CRTB-RS (Centro de Referência do Teatro de Bonecos do Rio Grande do Sul).

As atividades incluem apresentação de espetáculos, exposição e performances, e a recepção ao público é feita pelos próprios bonecos, proporcionando uma intensa vivência desta arte milenar em suas mais variadas formas.

Na Concha Acústica, as performances teatrais tem duração de dois a três minutos, e incluem as montagens “A Caixa”, de Alexandre Kleine, “Memórias”, de Marion dos Santos, “A Nuvem”, de Anderson Gonçalves, “Peraltices”, de Viviane Marmitt, “Sonho com Oxum”, de Caroline Falero,  “Caixa Craniana”, de João Vasconcellos, “Borboleta”,  de Elaine Regina, “Desencontros”, de Júlia Santos e Dragulengo, de César Camargo.

Também será apresentada “A Revolta dos Perus”, nova criação do grupo TIA (Teatro Ideia Ação), que desenvolve um trabalho contínuo há mais de 13 anos, tendo como proposta um teatro popular e de intervenção social. O espetáculo conta, em uma narrativa cômica, a história de uma família de perus na véspera de Natal, e propõe reflexões sobre as relações sociais, com classificação livre e duração de 50 minutos.

A exposição fotográfica “Bonecos”, de Ana Teresa Pereira Neto, poderá ser  conferida pelo público.

As atividades têm início às 19h, com entrada franca. O Festival encerra a programação de 2018 no dia 16 de dezembro, com apresentação do grupo Canto Livre.

O Festival tem patrocínio da Vivar e realização do Multipalco Eva Sopher, Associação Amigos do Theatro São Pedro, Theatro São Pedro e Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Para mais informações, acesse:http://www.teatrosaopedro.com.br/multipalco/

 

Festival de Primavera Vivar

Multipalco Eva Sopher – Concha Acústica

Sempre às 19h, com entrada franca

2/12 – 2ª Mostra de Teatro de Bonecos

16/12 – Canto Livre

 

CRTB-RS

O Centro de Referência Teatro de Bonecos RS é uma iniciativa inédita dos bonequeiros gaúchos, viabilizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul (FAC), e busca resgatar a memória do teatro de bonecos no RS, atuar na formação de novos profissionais e fomentar a pesquisa na área.
O Centro tem sua sede no prédio da Cia de Arte, na Rua dos Andradas, nº 1780, Centro Histórico de Porto Alegre.

 

 

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