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Luiz Villaça

“Eu de Você” tem pré-estreia em Porto Alegre nos dias 06, 07 e 08 de setembro

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 Solo texto inédito escrito a partir de histórias reais com Denise Fraga e direção de Luiz Villaça tem apresentações no Theatro São Pedro

 

Porto Alegre, 26 de agosto de 2019 – Eu de Você, um solo com música ao vivo e texto inédito, com patrocínio da BB Seguros através de Lei Federal de Incentivo à Cultura, Secretaria Especial da Cultura e Ministério da Cidadania, traz Denise Fraga de volta a Porto Alegre para temporada de pré-estreia nos dias 06, 07 e 08 de setembro, no Theatro São Pedro.

Durante seis meses, Denise convocou o público a enviar suas histórias para seu novo projeto: “anunciamos no jornal, nas redes sociais e fizemos uma delicada seleção de todo o material que recebemos – mais de 400 histórias, com 33 selecionadas”. Este material vem costurado a pérolas da literatura, música, imagens e poesia. “Que seria de nós sem os poetas? E o que seria deles sem a vida comum?  É dessa mistura que surge a ideia de nosso Eu de Você. O que tem em comum a Mariana, o Fernando Pessoa e o Paulinho da Viola? Tchekhov, eu e Luiz Carlos? Pelo que a bisavó da Cláudia estava chorando enquanto Lupicínio Rodrigues compunha mais uma canção? O que fará a Elisete quando ouvir o que Chico Buarque fez com o seu também coração partido”, conta a atriz.

Eu de Você foi idealizado por Denise, ao lado do diretor Luiz Villaça e o produtor José Maria, parceiros de longa data no teatro e no cinema.  Na equipe de criação do projeto, estão o dramaturgo Rafael Gomes, que assina o texto final, através de dramaturgia criada por Villaça, Denise, Cassia Conti, André Dib, Kenia Dias, Fernanda Maia e Simone Mina. Dib também é o diretor de imagens em vídeo, Simone diretora de arte, Fernanda diretora Musical e Kenia diretora de movimento.

“Podemos, assim, rir de nós mesmos. Porque rimos do que entendemos. Rimos quando conseguimos assistir a própria vida enquanto ela passa. Acredito no humor como uma arma poderosa para a ampliar nossa consciência e sabedoria. Acredito no Teatro como um ritual de reflexão. E acredito que há uma fronteira preciosa no ofício de representar, um fino fio entre o humor e o drama que é um terreno fértil de comunicação,
meu lugar favorito. É aí que mais uma vez quero estar”.

Os ingressos custam entre R$ 40,00 (galerias) e R$ 70,00 (plateia) em 20 de agosto pelo site e bilheteria do teatro, com desconto para estudantes, idosos, doadores de sangue, pessoas com deficiência, jovens de baixa renda e clientes BB Seguros. As sessões estão agendadas para às 21h nos dias 06 e 07 e 18h no domingo, dia 08.

 

Eu de Você

Não há melhor espelho do que o outro. Sabemos quem somos a partir do que reverberamos. É́ urgente ver o outro, olhar pelo olhar do outro, ser eu de você̂. O que seria de nós se pudéssemos ser eu de você̂ e você̂ de mim, deixando-nos ambos atravessar por nossas experiências?

Sou do tipo de pessoa que vai ao mercado e volta com uma história. Sempre me encantei pelo cotidiano, sempre me fascinaram as diversas formas de vida e a criatividade de cada um para resolver nossos eternos problemas. O que nos difere? O que nos iguala? O que é capaz de tornar cada um de nós especial?

Não foi à toa que fizemos por nove anos um programa de televisão contando histórias reais: o Retrato Falado, na TV Globo.

Também sou do tipo de pessoa que ama os escritores, os poetas, os músicos, os artistas. São eles que nos salvam da mediocridade, que embelezam nossos dias comuns, que dão voz à nossa angústia e palavras para o que nos fica na garganta.

Que seria de nós sem os poetas? E o que seria deles sem a vida comum?

É dessa mistura que surge a ideia de nosso Eu de Você. O que tem em comum a Cris, o Paulo Leminski e o Zezé di Camargo? Tchekhov, eu e Francisco? Pelo que a avó do Felipe estava chorando enquanto os Beatles compunham mais uma canção? O que fará o Wagner quando ouvir o que Chico Buarque fez com o seu também coração partido?

Costumo dizer que a arte ajuda a gente a viver, que quem lê̂ Dostoiévski e Fernando Pessoa, no mínimo, vai sofrer mais bonito. Porque sofrerá com companhia, sofrerá com a cumplicidade dos poetas. Entenderá que fazemos parte de algo maior, que pertencemos à roda da humanidade, seus dilemas eternos e sua fatídica imperfeição.

Podemos, assim, rir de nós mesmos. Porque rimos do que entendemos. Rimos quando conseguimos assistir a própria vida enquanto ela passa. Acredito no humor como uma arma poderosa para a ampliar nossa consciência e sabedoria. Acredito no Teatro como um ritual de reflexão. E acredito que há́ uma fronteira preciosa no ofício de representar, um fino fio entre o humor e o drama que é um terreno fértil de comunicação, meu lugar favorito. É aí que mais uma vez quero estar.

Resolvi subir no palco para um solo, mas jamais estarei sozinha. Estarei com a Fátima, com o Bruno, com a Clarice, com a Dona Maria. E, como não poderia deixar de ser, com os poetas. Convidamos artistas de extremo talento, criadores cujos trabalhos admiramos há́ muito tempo, para juntos, em parceria, tecermos este bordado da vida com a arte.

Luiz Villaça, premiado cineasta, roteirista, criador e diretor de teatro de reconhecimento internacional, que tem nos tocado sempre com seu humor delicado, sua compreensão humana e sua inquietude, criando pequenas perolas de nossa cena no cinema e no teatro. A diretora de arte Simone Mina, multiartista, professora, figurinista, artista plástica, cenógrafa, premiada por importantes parcerias na cena teatral. Geraldinho Carneiro, poeta, compositor e dramaturgo, membro da Academia Brasileira de Letras, grande tradutor de Shakespeare, uma companhia preciosa para criação de nossa dramaturgia. Rafael Gomes, criador, roteirista, dramaturgo e diretor de teatro e de cinema, responsável por montagens teatrais de reconhecimento nacional. Kenia Dias, pesquisadora, encenadora e pedagoga no campo da dança e do teatro, desenvolve trabalhos que tem a corporalidade, teatralidade e composição como diretrizes, com o foco nas dinâmicas do movimento e suas relações com a improvisação. E Fernanda Maia, musicista, diretora musical, maga extraordinária da composição de vozes para diversos espetáculos. Pessoas que admiro muito e que tenho a imensa honra de estar na companhia para este trabalho.

Temos a alegria de contar, desta vez, com o patrocínio de um novo parceiro, empresa que acredita no valor da Arte, da Cultura, do Teatro e, principalmente, dos Artistas para o contínuo enriquecimento subjetivo e cultural de um povo, imprescindíveis para o crescimento de um país: BB Seguros,  que através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, torna a criação deste trabalho uma realidade.

Nosso Eu de Você̂ foi construído na sala de ensaio. Nossa matéria prima são as histórias reais costuradas com pérolas da literatura, música, imagens e poesia. Recolhemos as histórias. Anunciamos no jornal, nas redes sociais e fizemos uma delicada seleção de todo o material que recebemos.

Vivemos tempos estranhos que nos convidam diariamente ao isolamento, ao medo do convívio e ao individualismo. Uma espécie de epidemia que nos tem aprisionado atrás de nossas telas geniais, que nos conectam e distanciam em alternância estroboscópica num abismo de encantamento e retórica. Um tempo que tem confundido e abalado a nossa esperança. Tenho a impressão de que cada dia nos distanciamos mais da potência que poderíamos ser se estivéssemos realmente conectados e acredito que o Teatro ainda é capaz de promover este milagre.

Muitas vezes, estou em cena e me comovo com o próprio evento teatral. Penso naquele pacto oculto entre nós, atores e público, quinhentas, seiscentas pessoas, celulares desligados, o silêncio coletivo, as risadas, todos concentrados no mesmo ponto, conectados de verdade, num milagre de presença. Recebemos sempre o público na porta para fazê-los perceber ainda mais, que estamos, sim, inacreditavelmente, verdadeiramente, todos ali.

Acredito no que esta percepção de presença é capaz de provocar, na potência desse poderoso ritual de reflexão chamado Teatro. Acredito porque vi ele acontecer. Rodamos o Brasil há́ mais

de dez anos com as produções de nossa NIA TEATRO e já colecionamos cerca de 700.000 espectadores, sempre fazendo espetáculos das periferias aos grandes centros, de pequenas a grandes cidades. O retorno que tivemos deste público tão diverso, a maneira com que vimos eles  saírem do teatro, me enchem de esperança.

Agora vamos para EU DE VOCÊ. Contando histórias reais, rompendo a fronteira entre palco e plateia, fato e ficção, pedaços de vida embalados pela arte, pretendendo ampliar o nosso Teatro para uma real experiência de empatia.

Denise Fraga, julho de 2019

 

Ficha Técnica

Idealização e Criação: Denise Fraga, José Maria e Luiz Villaça

Com Denise Fraga

Direção Luiz Villaça

Produção José Maria

Obra inspirada livremente nas narrativas de Akio Alex Missaka, Anas Obaid, Barbara Heckler, Bruno Favaro Martins, Clarice F. Vasconcelos, Cristiane Aparecida dos Santos Ferreira, Deise de Assis, Denise Miranda , Eliana Cristina dos Santos, Enzo Rodrigues, Érico Medeiros Jacobina Aires, Fátima Jinnyat, Felipe Aquino, Fernanda Pittelkow, Francisco Thiago Cavalcanti, Gláucia Faria, José Luiz Tavares, Julio Hernandes, Karina Cárdenas, Liliana Patrícia Pataquiva Barriga, Luis Gustavo Rocha, Maira Paola de Salvo, Marcia Angela Faga, Marcia Yukie Ikemoto, Marlene Simões de Paula, Nanci Bonani, Nathália da Silva de Oliveira, Raquel Nogueira Paulino, Ruth Maria Ferreiro Botelho, Sonia Manski, Sylvie Mutiene Ngkang, Thereza Brown, Vinicius Gabriel Araújo Portela, Wagner Júnior

Dramaturgia: Cassia Conti, André Dib, Denise Fraga, Kênia Dias, Fernanda Maia, Geraldo Carneiro, Luiz Villaça e Rafael Gomes.

Texto Final: Rafael Gomes, Denise Fraga e Luiz Villaça

Direção de imagens em vídeo: André Dib

Direção de Arte: Simone Mina

Direção Musical: Fernanda Maia

Direção de Movimento: Kenia Dias

Iluminação: Wagner Antônio

Fotos para arte: Willy Biondani

Fotos de cena: Cacá Bernardes

Programação visual: Guime Davidson, Phillipe Marks

Redes Sociais: Pedro Lins

Assessoria de Imprensa SP: Morente Forte Comunicações

Assessoria de Imprensa POA: Bruna Paulin

Projeto realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura

Apoio: Hotel Everest

Parceria Institucional: Theatro São Pedro

Co-produção: Café Royal

Produção: NIA Teatro

Patrocínio:  BB Seguros

Realização: Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal

 

Ingressos

Galeria – R$ 40,00

Camarote lateral – R$ 50,00

Camarote central – R$ 60,00

Plateia – R$ 70,00

Descontos para estudantes, idosos, doadores de sangue, pessoas com deficiência, jovens de baixa renda e clientes BB Seguros

Espetáculo com Denise Fraga marca as comemorações dos 160 anos do Theatro São Pedro

Ministério da Cultura e Bradesco apresentam:

Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira,

Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho,

Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves

 

em

 A VISITA DA VELHA SENHORA

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De Friedrich Dürrenmatt

 Tradução: Christine Röhrig

Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich

Adaptação: Christine Röhrig, Denise Fraga, Maristela Chelala

 Direção Geral: Luiz Villaça

 

Espetáculo marca as comemorações dos 160 anos de fundação do Theatro São Pedro, com temporada de 27 de junho a 07 de julho

Venda de ingressos inicia em 04 de junho

 

Porto Alegre, 28 de maio de 2018 – Depois do sucesso das apresentações de “Galileu Galilei” em 2016, Denise Fraga, acompanhada de grande elenco e sob direção de Luiz Villaça, volta ao palco do Theatro São Pedro, para uma temporada de duas semanas, com o espetáculo A Visita da Velha Senhora. As apresentações, com patrocínio do Ministério da Cultura e Bradesco, integram as comemorações do aniversário de 160 anos do teatro.

O texto do suíço Friedrich Dürrenmatt apresenta um olhar irônico sobre a fragilidade dos nossos valores morais, da justiça e da esperança. Depois de temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo está em turnê pelo Brasil e em Porto Alegre estará em cartaz de 27 de junho a 07 de julho.

Em A Visita da Velha Senhoraque traz 13 atores em cena, Friedrich Dürrenmatt expõe a fragilidade de nossos valores morais e de nossa noção de justiça quando a palavra é dinheiro. A protagonista da peça é quase a encarnação mítica do poder material, a milionária Claire Zachanassian, vivida por Denise, que com seu bilhão põe em xeque a cidade de Güllen.

Os cidadãos da arruinada Güllen esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salvá-los da falência. No jantar de boas-vindas, Claire Zachanassian impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida por um casamento de interesse. Ouve-se um clamor de indignação e todos rejeitam a absurda proposta.  Claire, então, decide esperar, hospedando-se com seu séquito no hotel da cidade.

A partir dessa premissa, o suíço Friedrich Dürrenmatt nos premia com uma obra-prima da dramaturgia, construindo uma rede de cenas que se entrelaçam, cheias de humor e ironia, um desfile de personagens humanos e reconhecíveis que pouco a pouco, vão escancarando a nossa fragilidade diante do grande regente de nossas vidas: o dinheiro. Quem mata Krank?  Cairá Güllen na tentação de satisfazer o desejo de vingança da milionária?  Ou fará justiça?  O que é fazer justiça?  Até que ponto a linha ética se molda ao poder dinheiro?

Dürrenmatt caracteriza A Visita da Velha Senhora como uma comédia trágica e com seu humor cáustico nos pergunta: Até onde nos vendemos para poder comprar? Como o poder e o dinheiro vão descaracterizando os nossos ideais?   Por outro lado, quanto nos custa a não submissão?  O texto se desenrola abrindo ainda outros ramos de reflexão. Dürrenmatt era completamente obcecado pela questão da justiça e as sutilezas de suas fronteiras. O que é justo? O que significa justiça em nossos tempos? Até que ponto o valor moral da justiça se adequa ao poder?  Reconhecível no Brasil nos dias de hoje? A Visita da Velha Senhora expõe questões que sempre estiveram em pauta na história da humanidade, mas que caem como uma luva em nossos tão tristes tempos.

Segundo Denise, encenar A Visita da Velha Senhora depois de A Alma Boa de Setsuan e Galileu é quase como finalizar uma trilogia.  “A trilogia de nosso eterno dilema entre a ética e o ganha pão”, afirma. Em A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, espetáculo visto por mais de 220 mil pessoas, entre 2008 e 2010, a personagem principal perguntava: “Como posso ser boa se eu tenho que pagar o aluguel? Como posso ser bom e sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?” Em Galileu Galilei, também de Brecht, espetáculo que esteve um ano e oito meses em cartaz e foi visto por mais de 140 mil pessoas, o tema é revisitado: Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como manter meus ideais comprando meu vinho bom?

Como Brecht, Dürrenmatt é mestre em dissecar as relações de poder e os conflitos morais em suas obras, em questionar o papel do herói e a sua necessidade para uma sociedade justa, em fazer uso do humor para gerar reflexão. Nas três peças: Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora, tudo isso está explícito. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.

“Acredito no poder de transformação pela arte. Na formação do indivíduo pela arte. O teatro como espelho do mundo, nos fazendo rir para nos reconhecer, dando voz a nossa angústia, dando palavras àquilo que pensamos e não sabemos dizer. O humor e a poesia nos ajudando a elaborar o pensamento para agir, para transformar, para viver criativamente, para por a mão da massa da nossa história”, afirma Denise Fraga. “Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht.  Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”, declara a atriz.

A direção é do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de “Sem Pensar”, de Anya Reiss, e “A Descida do Monte Morgan”, de Arthur Miller, retorna ao teatro. A montagem tem a sofisticação de contar com cenários e figurinos do mineiro Ronaldo Fraga, que foi o vencedor da 30ª edição do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo. A batuta do maestro Dimi Kireeff, na direção musical, o desenho de luz de Nadja Naira, da companhia brasileira de teatro, Lucia Gayotto na preparação vocal, Keila Bueno nas coreografias e preparação Corporal e Simone Batata, no visagismo.

No elenco, além de Denise, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho, Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves.  A Visita da Velha Senhora recebeu indicações ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga) e Melhor Figurino (Ronaldo Fraga) e ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga), Melhor Direção (Luiz Villaça), Melhor Arquitetura Cênica (Ronaldo Fraga) e Melhor Espetáculo Independente.

As apresentações em Porto Alegre ocorrem nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho e 01, 05, 06 e 07 de julho, às 21h de quarta a sábado, e às 18h aos domingos. Os ingressos custam entre 40,00 e 70,00 e estarão à venda na bilheteria do teatro a partir de 04 de junho.

Por Denise Fraga

Amo a comédia porque confio no humor e na ironia como um poderoso agente para a reflexão. Só se ri daquilo que se entende. O humor chama o pensamento e, com isso, dá eficácia e prazer à comunicação de uma ideia.  É incrível como muitos dos autores tidos como clássicos confiavam nisso, mas estão com a risada do público presa na poeira de suas linhas. É preciso sacudi-las, dar uma escovada, deixá-las voar.

Brecht dizia: divertir para comunicar. Me identifico com isso. Divertir o público e mandá-lo para casa em estado de reflexão é o que tem me garantido a sensação de plenitude com o meu ofício. O sucesso de ALMA BOA e GALILEU me confirmaram a popularidade de Brecht. Mais da metade de nosso público talvez nunca tivesse ouvido falar dele, mas nem por isso deixaram de ser completamente capturados por sua genialidade.

Esta necessidade de propagar aquilo que me tocou o coração, dar-lhe comunicação e clareza para ver mover no outro o que moveu em mim, se tornou mesmo a grande força motriz de meu trabalho. Tem dado certo. E a cada espetáculo, renovo minha esperança de continuar fazendo o Teatro em que acredito.

Ficha Técnica:

Autor: Friedrich Dürrenmatt

Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich

Tradução: Christine Röhrig

Adaptação: Christine Röhrig, Denise Fraga e Maristela Chelala

Direção Geral: Luiz Villaça

Direção de Produção: José Maria

Elenco: Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Eduardo Estrela,

Maristela Chelala, Renato Caldas, Beto Matos, David Taiyu, Luiz Ramalho, Fernando Neves,

Fábio Nassar e Rafael Faustino

Direção de Arte: Ronaldo Fraga

Direção Musical: Dimi Kireeff

Trilha Sonora Original: Dimi Kireeff e Rafael Faustino

Desenho de Luz: Nadja Naira

Produção Executiva: Marita Prado

Preparação Corporal e Coreografias: Keila Bueno

Direção Vocal: Lucia Gayotto

Preparação Vocal: Andrea Drigo

Visagismo: Simone Batata

Assistente de Direção: André Dib

Assistente de Produção: Musical Nara Guimarães

Engenheiro de Mixagem: Fernando Gressler

Camareira: Cristiane Ferreira

Assistente de Iluminação e Operador de Luz: Robson Lima

Operador de Som: Janice Rodrigues

Cenotécnicos: Jeferson Batista de Santana, Edmilson Ferreira da Silva

Assessoria Financeira: Cristiane Souza

Fotografia: Cacá Bernardes

Making Off: Pedro Villaça e Flávio Torres

Redes Sociais: Nino Villaça

Programação visual: Gustavo Xella

Projeto realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 Produção Original: SESI São Paulo

 Patrocínio Exclusivo: Bradesco

 Realização: NIA Teatro, Ministério da Cultura e Governo Federal

Assessoria de Imprensa Porto Alegre: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

SERVIÇO

A Visita da Velha Senhora

Com Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho, Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves

Dias 27, 28, 29 e 30 de junho e 01, 05, 06 e 07 de julho

Quarta a sábado 21h, domingo 18h

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Classificação: 14 anos

Duração: 120 min

Gênero: Comédia Trágica

 Ingressos (valores da inteira):

Plateia, cadeira extra e camarote central: R$ 70,00

Camarote lateral e galeria: R$ 40,00

A Descida do Monte Morgan na imprensa

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Ministério da Cultura apresenta A Descida do Monte Morgan

É possível ser fiel a si e aos outros ao mesmo tempo?

Espetáculo com direção de Luiz Villaça tem apresentações em Porto Alegre nos dias 12, 13 e 14 de julho no Theatro São Pedro

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Chega ao Theatro São Pedro nos dias 12, 13 e 14 de julho o espetáculo A Descida do Monte Morgan, texto inédito de Arthur Miller no Brasil. A montagem é a segunda direção teatral do cineasta Luiz Villaça, que estreou com Sem Pensar em 2011, eleito Melhor Espetáculo de Comédia pelo voto popular no Prêmio Contigo!. Villaça está no ar atualmente com a série 3 Teresas no canal GNT e preparando nova série para a TV Globo, A Mulher do Prefeito, com estreia programada para o segundo semestre. Os ingressos estarão à venda na bilheteria do teatro a partir do dia 27 de junho, com preços populares. No elenco, Ary França, Lavínia Pannunzio, Samya Pascotto, Fábio Nassar, Ju Colombo e Paula Ravache. Quem assina a produção é Denise Fraga.

Ary França vive o apaixonante e dividido Lyman Felt, um homem de sucesso, bígamo, filho de judeus e albaneses, que conseguiu fundar sua própria empresa de seguros e tornar-se um dos homens mais respeitados dos Estados Unidos. Fiel a seus sentimentos única e exclusivamente, Lyman envolve suas duas mulheres – interpretadas por Lavínia Pannunzio e Samya Pascotto – numa vida de mentiras que resulta em uma pergunta: É possível ser fiel a si mesmo e aos outros? Nesta comédia dramática sobre amor, fidelidade e ambição, os diálogos, regados de humor, refletem com lucidez implacável o fim de um sonho.

A montagem de Villaça envolve o espectador em uma história eletrizante, onde as personagens transitam por estados, emoções e tempos de uma réplica a outra, resultando num jogo ágil e teatral por excelência.  O cenário instigante, criado por Márcio Medina e a ousada criação de luz de Wagner Freire reforçam e salientam a proposta do diretor. A trilha de Fernanda Maia acompanha o conjunto com precisas intervenções.

Com muito humor, o autor tece esse emaranhado de sentimentos e relações que misturam diversos conceitos e preconceitos sociais, sentimentos díspares e ambíguos, fazendo com que, como as personagens, o público também se questione: consigo ser fiel ao que sinto e penso sem magoar os outros ou soar como mero arrogante egoísta? Como equacionar a resposta correta? Talvez seja só um ponto de vista.

Miller já tinha 76 anos quando escreveu A Descida de Monte Morgan (estreou em 1991, mas seguia inédito no Brasil), e o resultado parece afirmar um individualismo ao extremo, ao ponto de não perceber os efeitos colaterais que esse tipo de comportamento causa, questionando a responsabilidade social de cada homem.

Os ingressos custam entre R$ 20,00 e R$ 40,00, com descontos para sócios da AATSP, Clube do Assinante Zero Hora e clientes Porto Seguro. A venda inicia a partir do dia 27 de junho, na bilheteria do teatro e pelo site compreingressos.com

Saiba Mais

O QUE SE DISSE:

“…Preste atenção em como a peça transcende o lugar-comum do triângulo amoroso e da bigamia, ao descontruir um protagonista apaixonante e dividido, aqui nas mãos de um grande comediante como Ary França.” Valmir Santos – Revista Bravo!

*** Eleita entre as Melhores peças em cartaz pela Veja SP.

” … Um grande texto, provocativo e de profunda reflexão, ganha uma leitura de desenho leve e não menos saboroso.” Dirceu Alves Jr – Veja SP

” Surpreenda-se. Vá ao teatro”  Salomão Schvartzman – Band News

” …Existe humor, mas cada riso tem um travo amargo. O imbróglio conjugal abre caminho para questionamentos existenciais. Perguntas que o dramaturgo norte-americano faz questão de não responder: como seguir o próprio desejo sem nublar o desejo de quem está ao redor?…” Maria Eugênia de Menezes – Estadão

Arthur Miller (1915-2005), dramaturgo

Considerado o maior dramaturgo do século XX pelo Royal National Theatre, sua figura e obra sempre estiveram associadas à ousadia, à ruptura e à forte crítica ao modelo social americano vigente. Sempre preocupado com o papel do homem na sociedade em que vive, seus textos sempre apresentam personagens que, com suas tragédias pessoais, apresentam um retrato fiel, irônico e desencantado de seu tempo.

Seu primeiro sucesso é o romance Focus, de 1945, que trata do anti- semitismo. Em 1949, escreve sua peça mais importante, “Morte de um Caixeiro Viajante”, que recebe o Prêmio Pulitzer e três Prêmios Tony, bem como o prêmio do Círculo de Críticos de Teatro de Nova Iorque. Foi a primeira peça a conseguir os três simultaneamente.  Criou e escreveu mais de 30 peças teatrais, entre elas: “As Bruxas de Salém”, “Depois da Queda”, “O Preço”.

“A descida do Monte Morgan” foi escrita em 1991 e permanece inédita no Brasil. Muitos estudiosos consideram esta obra uma síntese formal e temática de toda produção de Miller. Apresenta os aspectos sócio-culturais americanos das décadas de 80 e 90, os quais refletem diretamente nas escolhas e forma de organização social que vivemos hoje. O entendimento e crítica de Miller à prática consumista como símbolo de sucesso, respeitabilidade e inclusão, tão difundidos pela sociedade americana nos anos 80 são indispensáveis para compreensão da sociedade contemporânea.

Luiz Villaça, diretor

É diretor, autor e produtor de cinema, teatro e TV. No cinema, dirigiu e roteirizou os filmes “Por Trás do Pano”, “Cristina quer Casar” e seu último longa – metragem “O Contador de Histórias” estreou em 2009.Na TV, criou e dirigiu vários projetos para a TV Globo, dos quais se destacam “Retrato Falado”, “Te quiero America” e “Norma”.

Em 2011 estreou na direção teatral com a peça “Sem Pensar” de Anya Reiss, em turnê pelo Brasil. Atualmente dirige seu novo seriado para a GNT, “Três Teresas”.

Ary França, ator

Ator e diretor, participou de importantes grupos teatrais de São Paulo, entre eles Pod Minoga, de Naum Alves de Souza; do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), de Antunes Filho e do Ornitorrinco, de Cacá Rosset. Com este, ganhou o Prêmio Apetesp de melhor ator coadjuvante por seu trabalho em “Sonho de uma Noite de Verão”, de Shakespeare. Atuou em importantes montagens teatrais, como “O Doente Imaginário”, de Moliére, “A Alma Boa de Setsuan”, de B. Brecht e “Ricardo III” de W. Shakespeare.

No cinema, está no elenco de “Amor & Cia.”, de Helvécio Ratton, e “Durval Discos”, de Ana Muylaert, entre outros filmes. Na televisão, participou das novelas “Andando nas Nuvens”, “Chocolate com Pimenta”, “Escrito nas Estrelas” e “Som e Fúria”.

Lavínia Pannunzio, atriz

Atriz e diretora, recebeu o Prêmio APCA 2011 por sua atuação nos espetáculos A SERPENTE NO JARDIM, de Alan Ayckbourn, direção de Alexandre Tenório e A BILHA QUEBRADA, de H. Von Kleist, direção de Márcio Aurélio, além da indicação ao Prêmio Shell 2011 pelos mesmos trabalhos e indicação ao Prêmio Mambembe. Em seus últimos trabalhos constam ainda UM VERÃO FAMILIAR, de João Fábio Cabral, direção Eric Lenate, com o qual ganhou o Prêmio Shell 2012; ILUSÃO CÔMICA, de Pierre Corneille, direção Márcio Aurélio, ESTRANHO CASAL, de Neil Simon, direção Celso Nunes; HONEY, de Shelagh Delaney, direção Fernanda d’Umbra; SOLTANDO OS CACHORROS, escrito por Rodrigo Murat. HOMEM SEM RUMO, de Arne Lygre, direção de Roberto Alvim.

A DESCIDA DO MONTE MORGAN

Dias 12, 13 e 14 de julho de 2013

Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 18h

Duração | 100 minutos

Recomendação | 14 anos.

Gênero | comédia dramática

Theatro São Pedro

Praça Mal. Deodoro | Centro |  POA | (51) 3227-5100
Estacionamento Multipalco | (51) 3227-5300

Valores especiais

Início das vendas em 27/06

Plateia e cadeiras extras: R$ 40,00
Camarotes centrais: R$ 30,00
Camarotes laterais: R$ 20,00
Galeria central: R$ 20,00
Galerias laterais: R$ 20,00
Associação Amigos do Theatro São Pedro: 50% na estreia para sócio
Clube do Assinante Zero Hora: 50% titular para os 100 primeiros; após, 20% de desconto para titular

Clientes Porto Seguro: 50% de desconto até quatro ingressos

Venda de ingressos on-line | compreingressos.com

Horário de funcionamento da bilheteria

Dias úteis de 13 às 18h30 | em que não houver espetáculo

13h às 21h | com espetáculo noturno

Sábado | 15h às 21h.

Domingo | 15 às 18h.

FICHA TÉCNICA

Texto: Arthur Miller

Tradução: Rodrigo Haddad

Direção Geral: Luiz Villaça

Elenco: Ary França (Lyman Felt) | Lavínia Pannunzio (Theodora Felt) | Lú Brites (Leah Felt) | Fábio Nassar (Tom Wilson) | Jú Colombo (Enfermeira Logan) | Paula Ravache (Bessie)

Cenografia e Figurinos: Márcio Medina

Iluminação: Wagner Freire

Trilha Sonora: Fernanda Maia

Visagismo: Simone Batata

Fotografia: João Caldas e Willy Biondani

Programação visual: Rodolfo Rezende

Assistente de Direção: Kauê Telolli e Samya Pascotto

Coordenação Financeira: Argemiro Meirelles

Direção de Produção: José Maria e Denise Fraga

Produção local: Antena Cultural/Clarice Chwartzmann

Assistente de produção: Gabriela Martins

Patrocínio: Vivo e Porto Seguro

Este Projeto foi realizado com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2012.

Assessoras de imprensa Mariele Salgado e Bruna Paulin

Mariele (51) 3028 3231 e 9189 8847 –  assessoria@marielesalgado.com.br

Bruna (51) 8407 0657 – brunapaulin@gmail.com

“Sem Pensar” no Theatro São Pedro

Espetáculo tem direção de Luiz Villaça e Denise Fraga no elenco. Estou cuidando da assessoria em Porto Alegre em parceria com a jornalista Mariele Salgado. Olha só a nota que saiu na Contracapa de hoje:

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