Busca

Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

Tag

Lança Filmes

“A Cidade dos Piratas”, de Otto Guerra, chega aos cinemas no dia 31 de outubro

Pôster-Nacional-A-Cidade-dos-Piratas

Longa-metragem com humor ácido e abordando temas atuais como política e identidade de gênero traz Laerte Coutinho e as vozes de Marco Ricca e Matheus Natchtergaele

 

Uma das obras mais polêmicas do diretor Otto Guerra, A Cidade dos Piratas faz uma mistura underground e caótica entre ficção e realidade sobre as vidas particulares de Laerte Coutinho e Otto Guerra. O filme é construído por meio de uma série de referências dos quadrinhos da Laerte, e do cinema do próprio diretor, além de buscar através da história do Brasil – inclusive fatos associados à história recente – fazer uma reflexão sobre a arte, a cultura pop, e política. Com distribuição da Lança Filmes, o filme chega no circuito nacional no dia 31 de outubro.  Em Porto Alegre, o longa terá pré-estreia no domingo, 27 de outubro, às 19h, na Cinemateca Capitólio Petrobras.

A animação é desenvolvida a partir de personagens dos quadrinhos Piratas do Tietê, que passam a ser rejeitados por sua criadora, Laerte Coutinho, quando ela se afirma transgênero, assumindo sua identidade feminina. “Para a Laerte, Os Piratas e outros universos de sua criação, ficaram superados. Ela dizia que os Piratas funcionavam nos anos 1980, mas que hoje os considera machistas. Eu também concordava que suas criações mais recentes eram muito melhores. O projeto do filme iniciou em 1993, evidente que o mundo evoluiu e tratamos de nos adaptar a essa nova fase da autora.”, diz Otto Guerra.

Amigos e contemporâneos, Otto Guerra e Laerte Coutinho beberam nas mesmas fontes dos anos 1970. Assim como Angeli e outros quadrinistas, são artistas influenciados pelas HQs do Crumb, Freak Brothers, pela literatura Beat dos anos 1950, Ginsberg, Kerouac, e essa identificação gerou a parceria que segue até os dias de hoje, e que serviu como base para a construção de A Cidade dos Piratas. 

“Laerte foi generosa em relação ao nosso filme: mesmo não querendo aparecer, se dispôs a gravar as cenas onde ela foi entrevistada por nós e ajudou na liberação dos direitos dos vários programas, de suas participações em diversos canais de TV”, diz o diretor Otto Guerra, que completa: “Ela incentivou a troca do roteiro original, no qual só os Piratas atuavam, pela versão em que os Piratas, ela e seu novo universo eram protagonistas. No início ficamos perdidos em meio ao labirinto que foi criado e isso reforçou muito a atualidade do nosso filme, trazendo questões que estão e ainda vão ser vanguarda dos questionamentos, de como chegamos na beira do abismo.”.

Ao convidar Matheus Nachtergaele e Marco Ricca para emprestarem suas vozes aos personagens, o diretor busca ampliar a dimensão contestadora e existencialista do filme, que retrata um processo de aceitação de desejos e de afetos, com a história de um homem que flerta com a cultura transexual. “Matheus é um ator que parece ser a própria personagem, sempre. E mais, ele facilmente capta a emoção da cena e faz tantas e tantas opções que chega a deixar o diretor de dublagem tonto. Gênio vivo entre nós. Já Marco Ricca tem aquele estigma do mau. Tínhamos o papel do político homofóbico e paranoico, ele era o cara perfeito para o papel.”, explica o diretor.

A Cidade dos Piratas, exibido em diversos festivais no Brasil e América Latina, foi o vencedor do prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Direção no Festival de Cinema de Vitória de 2018, recebeu Menção Honrosa no 46º Festival de Cinema de Gramado e foi eleito o Melhor Filme do Anima Latina, realizado Buenos Aires no último ano, e do MUMIA 2018.  Participará ainda de festivais na Europa, como por exemplo CINANIMA que acontecerá em Espinho / Portugal em novembro e participou do OJO LOCO – Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble / França.

 

SINOPSE 

Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte, a história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

 

FICHA TÉCNICA 

Roteiro: Rodrigo John, Laerte Coutinho, Thomas Créus e Otto Guerra

Direção: Otto Guerra

Produção Executiva: Marta Machado e Elisa Rocha

Direção de Animação: José Maia, Josemi Bezerra

Direção de Fotografia: Marco Arruda

Montagem: Marco Arruda

Direção de Arte: Pilar Prado e Laerte Coutinho

Desenho de Som: Gogó Conteúdo Sonoro

Edição de Som: Matheus Walter e Gogó

Conteúdo Sonoro

Mixagem: Gogó Conteúdo Sonoro

Trilha Sonora: Matheus Walter, Tiago Abrahão

Trilha Musical: Matheus Walter

Elenco: Laerte, Otto Guerra, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras e Luis Felipe Ramos

 

PRÊMIOS E FESTIVAIS 

Menção Honrosa – 46º Festival de Cinema de Gramado – 2018;

Melhor Roteiro e Melhor Direção – 25º Festival de Cinema de Vitória – 2018;

Pirita – Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira 2018;

Melhor Filme – MUMIA 2018;

Melhor filme júri estudantil – Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble;

Melhor filme – Anima Latina, Buenos Aires.

Mostra Int. de Cinema de São Paulo – 2018;

Festival ANIMAGE – Recife – 2018;

Mostra MUMIA – Belo Horizonte – 2019;

Anima Mundi – 2019;

Fest. Cine Latinoamericano de Grenoble – 2019;

Anima Latina, Buenos Aires – 2019;

ANIMA – Fest. Int. de Animação de Córdoba – 2019.

 

DIRETOR OTTO GUERRA  

Um dos pioneiros da animação autoral no Brasil, criou a Otto Desenhos Animados, que se tornou uma das produtoras de animação mais importantes do país. É o único diretor com quatro obras na lista dos 100 filmes mais importantes da animação brasileira definida pela ABRACCINE.

Entre suas obras:

“Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994);

“Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006);

“Até que a Sbórnia nos Separe” (2014).

 

LAERTE COUTINHO 

Laerte Coutinho é uma das quadrinistas mais conhecidas do Brasil. Começou sua carreira nos anos 70 fazendo o personagem “Leão”. Nos anos 80 lançou a revista “Piratas do Tietê” com a Circo Editorial e “O Tamanho das Coisas”. Foi colaborador de jornais e revistas como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Veja e Isto É.

Em 2010 revelou publicamente sua opção pelo crossdressing e em 2012 fundou a ABRAT, Associação Brasileira de Transgêneros.

 

SOBRE A OTTO DESENHOS ANIMADOS 

O patamar que a animação brasileira atingiu no cenário mundial nos últimos anos mistura-se com a trajetória dos 40 anos da Otto Desenhos Animados.

Além de “Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994), “Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006), “Até que a Sbórnia nos Separe” (2014) e mais tantos curtas, no currículo da produtora também está o curta-metragem “Castillo y el Armado” (2014), vencedor de mais de 50 prêmios, dentre eles o de melhor curta no FICG30 Guadalajara e Festival de Havana e selecionado para mais de 200 festivais, dentre eles o Festival de Veneza.

 

SOBRE A LANÇA FILMES 

Atuando no mercado de distribuição, a Lança Filmes valoriza a qualidade técnica e artística de seus filmes, levando para o público histórias que emocionem, comovam e permaneçam nas suas memórias. Entre as últimas estreias da distribuidora são: Meditation Park (2019), Depois do Fim (2019), Fantástica – Uma aventura no Mundo Boonie Bears (2018) e Yonlu (2018).

Nós Duas Descendo a Escada estreia dia 08 de setembro nos cinemas

nosduas_cartaz

Comédia romântica escrita e dirigida por Fabiano de Souza chega às salas comerciais de Porto Alegre, Rio e São Paulo

 

A primeira comédia romântica brasileira com duas mulheres como protagonistas já tem data de estreia nos cinemas: Nós duas descendo a escada, escrito e dirigido por Fabiano de Souza, chega às salas comerciais de Porto Alegre e São Paulo no dia 08 de setembro, com distribuição da Lança Filmes.

Estrelado por Carina Dias e Miriã Possani, Nós Duas retrata nove meses do relacionamento de duas mulheres, iniciando pelo final de semana em que se conhecem. As filmagens, quase todas em Porto Alegre, revelando diversos locais da cidade, ocorreram entre outubro de 2011 e julho de 2012, com duas diárias por mês. “Esta era a proposta básica do projeto: filmar ao longo do período em que se passava a história, sempre incluindo cenas com escadas e misturando improvisações no roteiro guia”, contam os produtores executivos Souza e Milton do Prado, também montador do filme.

“A ideia principal era fazer um filme com uma intensidade que reverberasse a alma apaixonada. Um filme que vibrasse com cores, diálogos e músicas. Embebido de melodrama, musical, comédia, cinema íntimo, existencial, com alegria e tristeza no último volume”, revela o diretor.

Adri (Miriã Possani) recém-saída da faculdade de artes, vive naquele limbo posterior à formatura, perdida entre a terapia, um bico em uma livraria e as conversas com seu único amigo. Mona (Carina Dias) é uma arquiteta sem neurose, com planos, dinheiro e uma turma sempre pronta para uma festa.

A odisseia sentimental das duas percorre os périplos do mergulho no amor: Adri precisa ser aprovada pelos amigos de Mona e ainda conviver com o fato de que a nova namorada vai fazer uma viagem sem data para voltar. Para a vertiginosa Mona é fácil apresentar sua mãe a Adri, mas comemorar o fim do ano no topo de uma roda gigante é um desafio e tanto. Entre a primavera e o inverno, entre o céu azul e o algodão das nuvens, elas redescobrem que a intimidade tem seus encantos.

“Com uma equipe pequena, nos infiltramos na cidade, rodando cenas em ruas marcantes da convivência urbana de Porto Alegre. A cidade também é vista por uma câmera apaixonada, que tateia escadarias, avenidas, vielas, anda de ônibus, lotação e táxi, perambula por feiras, festas, hotéis, motéis, cinemas, parques e bares.  A passagem do tempo também se dá enquanto o espectador acompanha a história, já que muitas das imagens gravadas em 2011 e 2012 revelam locais que não existem mais ou sofreram alterações: “o segundo andar do Mercado Público sofreu um incêndio, o cinema do Instituto NT fechou suas portas, uma banca de revista típica do bairro Bom Fim também não está mais lá … assim, o filme flagra uma cidade que existe muito e não existe mais”, revela o diretor.

A música original foi composta por Frank Jorge, inspirada nos primeiros filmes de Truffaut, e em scores de Alberto Iglesias e Philip Glass. A canção Me Ajude a Lembrar, calcada no clima sessentista tão caro ao compositor, ganhou um videoclipe produzido pela Rainer Cine, que terá lançamento próximo à estreia do filme.

Nós Duas Descendo a Escada conta com Tainá Rocha e Milton do Prado na Direção de Produção, Bruno Polidoro na Direção de Fotografia, Adriana Borba, Valeria Verba e Pauliana Becker na Direção de Arte e Figurino, Assistência de Direção de Germano Oliveira, Som Direto de Tomaz Borges e Edição de Som e Mixagem de André Sittoni. A produção, distribuída pela Lança Filmes também traz no elenco Diones Camargo, Rafael Tombini, Zeca Brito, Frederico Vasques, Janaína Kraemer, Joana Vieira, entre outros nomes da cena local.

Para saber mais, acesse: facebook.com/nosduasdescendoaescada/

Sinopse: Comédia romântica que retrata nove meses de relacionamento entre Adri, uma artista recém-saída da faculdade, e Mona, uma arquiteta cheia de planos e dinheiro.

Versão estendida: Elas são bem diferentes. Adri acabou a faculdade de artes, mas vive naquele limbo posterior à formatura, perdida entre a terapia, um bico numa livraria e as conversas com seu único amigo. Mona é uma arquiteta sem neurose, com planos, dinheiro e uma turma sempre pronta para uma festa. Uma paixão, com Porto Alegre de fundo e o vento soprando os dias. Entre a primavera e o inverno, entre o céu azul e o algodão das nuvens, elas redescobrem que a intimidade tem seus encantos. Nove meses, nove escadas e nove estações do amor

Nós Duas Descendo a Escada (2015, 98 minutos) uma produção Rainer Cine.

Roteiro e Direção: Fabiano de Souza

Produção Executiva: Milton do Prado e Fabiano de Souza

Direção de Produção: Tainá Rocha e Milton do Prado

Direção de Fotografia: Bruno Polidoro

Direção de Arte e Figurino: Adriana Borba, Valeria Verba, Pauliana Becker

Som Direto: Tomaz Borges

Assistente de Direção: Germano Oliveira

Montagem: Milton Do Prado

Edição de som e mixagem: André Sittoni

Música Original: Frank Jorge

Elenco: Carina Dias, Miriã Possani, Diones Camargo, Rafael Tombini, Zeca Brito, Frederico Vasques, Fabrício Gorziza, Joana Vieira, Natalia Karam, Mirian Benigna, Gina Toccheto

Festivais: Prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular no CLOSE – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual; Exibido nos festivais: KASHISH Mumbai International Queer Film Festival; Los Angeles CineFest; For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual (Fortaleza); Modive-se – Mostra da Diversidade Sexual de Campinas; Festival de Cinema de Gramado.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑