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Bruna Paulin

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“Cartazes: uma história do cinema brasileiro” inaugura em 23 de julho na Cinemateca Capitólio Petrobras

1964_Deus e o diabo na terra do sol

Exposição com cartazes que retratam a história do cinema brasileiro durante 90 anos tem curadoria da historiadora Alice Trusz e integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 

Porto Alegre, 17 de julho de 2019 – Inaugura na próxima terça-feira, 23 de julho, na Cinemateca Capitólio Petrobras, a exposição Cartazes: uma história do cinema brasileiro, que acompanha os principais fatos da história do cinema brasileiro entre 1928 (ano da inauguração do Cine-Theatro Capitólio) e 2018, data em que o prédio, onde hoje está sediada a Cinemateca Capitólio Petrobras, completou seu 90º aniversário, por meio de uma narrativa construída a partir de uma seleção de alguns de seus cartazes mais significativos, boa parte deles pertencentes ao acervo da instituição. Cartazes integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre através da Secretaria da Cultura/Coordenação de Cinema e Audiovisual.

 

Com curadoria assinada pela historiadora Alice Trusz, concepção visual da designer Tatiana Sperhacke e expografia a cargo de Andreia Vigo, a exposição é formada por três módulos: o primeiro deles apresenta uma linha do tempo, com 101 cartazes, fotografias e pequenos textos. O segundo módulo exibe um slide-show, que projeta uma seleção de cartazes digitalizados. Já o terceiro e último módulo traz uma projeção de trechos dos filmes representados nos cartazes da exposição.

O público é convidado a percorrer a história do cinema brasileiro em suas distintas temporalidades, valorizando o cartaz como peça fundamental para a divulgação dos filmes, e que por isso mesmo são peças que se constituem como objeto de interesse para o acervo da Cinemateca, tanto por seu valor documental quanto artístico.

“Nesta exposição, os cartazes de cinema são abordados enquanto peças de uma coleção museológica e fatores de cultura. Sob este novo estatuto, eles passam a servir como documentos históricos de práticas culturais, que informam sobre as formas de promoção publicitária do cinema, as mudanças no gosto do público, a história do design gráfico e a história do cinema. Como referências dos filmes, eles permitem evocar a sua lembrança e, assim, ganham um novo valor. Eles são memória e provocam memória, dos filmes e da experiência subjetiva de tê-los assistido”, revela a curadora. Alice contou com a assessoria de pesquisa de Marcus Mello e Rosemeri Iensen.

A abertura ocorre às 19h30 de 23 de julho e a visitação segue com entrada franca até 29 de setembro, de terça a sexta-feira das 09h às 20h30 e sábados, domingos e feriados das 14h às 20h30.

Para Visitas Orientadas, os interessados devem entrar em contato pelo email cdmcapitolio@gmail.com ou pelo telefone (51) 3289 7463.

A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o projeto Cinemateca Capitólio Petrobras programação especial 2019 aprovado na Lei Rouanet/Governo Federal, que será realizado pela FUNDACINE – Fundação Cinema RS e possui patrocínio master da PETROBRAS. O projeto contém 26 diferentes atividades entre mostras, sessões noturnas e de cinema acessível, master classes e exposições.

A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br | facebook.com/cinemateca.capitolio

 

 

CARTAZES: Uma História do Cinema Brasileiro no Capitólio

 Cartazes de cinema são peças gráficas que representam nossa cultura material, nossos sistemas de ideias e valores, nossas concepções de mundo. Como produtos históricos, eles revelam aspectos da dinâmica social, em suas contradições e transformações. Os cartazes, sendo objetos, possuem uma trajetória social, ao longo da qual desempenham diferentes usos e funções, sendo atribuídos de sentidos. Produzidos para divulgar um filme e atrair o espectador ao cinema, os cartazes podem, a seguir, ser descartados ou guardados por um colecionador privado ou institucional.

Nesta exposição, os cartazes de cinema são abordados enquanto peças de uma coleção museológica e fatores de cultura. Sob este novo estatuto, eles passam a servir como documentos históricos de práticas culturais, que informam sobre as formas de promoção publicitária do cinema, as mudanças no gosto do público, a história do design gráfico e a história do cinema. Como referências dos filmes, eles permitem evocar a sua lembrança e, assim, ganham um novo valor. Eles são memória e provocam memória, dos filmes e da experiência subjetiva de tê-los assistido.

Ao evidenciarmos certos aspectos da história do cinema brasileiro a partir dos cartazes de seus filmes mais relevantes, buscamos oferecer um panorama inicial de um processo histórico muito mais amplo e complexo, daí o caráter apenas exploratório da curadoria. No entanto, esperamos com tal amostra da coleção de cartazes de cinema do Centro de Documentação e Memória da Cinemateca Capitólio Petrobrás despertar a comunidade para a sua importância para além de meios de comunicação comercial, espaços de criação artística e formação estética, fomentando o seu reconhecimento e preservação também como repositórios de nossa memória, documentos de nossa história e formadores de nossa identidade cultural.

Alice D. Trusz

Historiadora e curadora

 

Ficha técnica
Pesquisa e Curadoria: Alice D. Trusz
Expografia: Andreia Vigo
Concepção visual e Design gráfico: Tatiana Sperhacke
Assessoria de pesquisa: Marcus Mello, Rosemeri Iensen
Projeto de mobiliário e Coordenação de montagem: Eduardo Saorin

Edição de vídeo: Kevin Agnes
Produção: Débora Palhares, Juli Fossatti, Paola Mallmann

Exposição com obras inéditas de Britto Velho inaugura em 12 de junho no Theatro São Pedro

Obra Britto Velho_crédito_Nathalia Sasso (5)

Personagens conta com dez obras inéditas do artista e integra a programação dos 160 anos do teatro

Porto Alegre, 04 de junho de 2018 – Na próxima terça-feira, 12 de junho, às 19h, o Theatro São Pedro abre as portas de sua sala de exposições para receber a mostra Personagens,com dez pinturas inéditas de Britto Velho, integrando as comemorações dos 160 anos do teatro, que ocorre no final do mês.

Com curadoria de Cézar Prestes, Personagens estará exposta ao público com entrada franca no mesmo local que abriga um importante marco da história das artes visuais do Estado. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul, prestes a completar 64 anos, já funcionou no foyer do Theatro. Em julho de 1957, com seu primeiro diretor, Ado Malagoli, que hoje nomeia o Museu, abria sala expositiva do MARGS no foyer do São Pedro, sua sede por 16 anos.

“Esta mostra comemorativa com as criações do reconhecido artista Britto Velho, composta por obras recentes inéditas na técnica que caracteriza a maior parte do seu trabalho, pintura acrílica sobre tela, mostrará seus personagens imaginários. São figuras “brittovelhianas” que mapeiam a trajetória do artista com tonalidades vibrantes em composições carregadas de identidade e teatralidade que irão festejar a dupla importância do Theatro São Pedro para a cultura”, declara o curador.

De acordo com o artista, seu início na arte foi aos nove anos pela pintura: “uma tela, tintas e pincel. Sinto que essa é a técnica que mais me representa, principalmente pelas cores”. Nas dez pinturas selecionadas para a mostra, personagens fictícios habitam as telas: “os imagino passeando, comunicando-se com o palco, com o teatro, com as pessoas que estão a volta, figuras lúdicas que existem nas peças de teatro”, conta.

A mostra estará aberta ao público de 13 de junho a 22 de julho, com entrada franca. A mostra estará aberta ao público conforme programação do TSP: em dias de espetáculos, de terça a sábado às 19h e domingos às 16h.

Personagens, exposição de pinturas de Britto Velho

Sala de Exposições Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Abertura, 12 de junho, 19h

Exposição aberta ao público de 13 de junho a 22 de julho

Em dias de espetáculos, de terça a sábado às 19h e domingos às 16h.

No mês das comemorações dos 160 anos do Theatro São Pedro, o artista visual e maestro das cores Britto Velho homenageia esse espaço que conta a história do teatro nacional. E mais: abriga também importante marco da história das artes visuais do Estado. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul, prestes a completar 64 anos, já funcionou no foyer do Theatro. Em julho de 1957, com seu primeiro diretor, Ado Malagoli, que hoje nomeia o Museu, abria sala expositiva do MARGS no foyer do São Pedro, sua sede por 16 anos.

Esta mostra comemorativa com as criações do reconhecido artista Britto Velho, composta por obras recentes inéditas na técnica que caracteriza a maior parte do seu trabalho, pintura acrílica sobre tela, mostrará seus personagens imaginários. São figuras “brittovelhianas” que mapeiam a trajetória do artista com tonalidades vibrantes em composições carregadas de identidade e teatralidade que irão festejar a dupla importância do Theatro São Pedro para a cultura.

Cézar Prestes,  Curador 

Estou muito contente em fazer a exposição Personagens no mês do aniversário de 160 anos do Theatro São Pedro. Tive a honra de receber esse convite do Dilmar Messias, diretor artístico da casa. O Theatro São Pedro é uma referência para as artes e foi inclusive o primeiro espaço que Ado Malagoli usou para criar o Margs, em 1955.

A exposição Personagens contempla 10 pinturas mais recentes, em tamanhos diferentes. Nelas, personagens fictícios que eu as imagino passeando, comunicando-se com o palco, com o teatro, com as pessoas que estão a volta, figuras lúdicas que existem nas peças de teatro. De todas as coisas que eu faço, como gravuras, esculturas e desenhos, a pintura é a que mais me representa, principalmente pelas cores. Muitos artistas iniciam pelo desenho, mas minha primeira arte foi aos 9 anos justamente pela pintura, com uma tela, tintas e pincel. Eu sinto que essa é o que mais me representa.

Britto Velho, artista

Britto Velho, ao longo dos anos, construiu uma obra absolutamente pessoal. Quem tem acompanhado seu trabalho tem descoberto um universo único, que não faz qualquer concessão ao fácil ou ao simples: a elaboração de seus trabalhos é meticulosa, e cada peça vai-se revelando como aqueles antigos enigmas escritos com tinta invisível. O receptor precisa descobrir as imagens que só vão se revelando a ele após a junção das partes aparentemente desconexas e individualizadas. Com isso, descobre-se uma narrativa forte e desafiadora: surrealismo, ingenuidade? Na verdade, nem uma coisa nem outra. A obra de Britto Velho se afirma enquanto discurso único, que encanta e, ao mesmo tempo, se coloca como um desafio: decifra-me, se não te devoro…

Antonio Hohlfeldt, Presidente da Fundação Theatro São Pedro

Minha rua tem um pintor

Sinto o mesmo orgulho que acredito tenha sentido o nosso querido Erico quando dizia: “Moro numa cidade que tem Orquestra Sinfônica”. Pois eu “Moro numa rua que tem um pintor!” O Britto Velho ilumina minhas manhãs. Sempre que passo pelas janelas do seu atelier, vejo o mestre pintando, concentrado. Suas personagens exóticas e coloridas carregam uma teatralidade absurda, onde estão presentes todos os sentimentos humanos. Entro e saio deste universo peculiar e suas expressivas criaturas com alguns passos. É um luxo que eu desfruto, ora lentamente, ora rapidamente. Às vezes, esquecendo a pressa, posso acompanhar parte da criação do artista, bater um bom papo e desfrutar do saboroso café da Zuneide. E toda esta maravilha só acontece porque moro numa rua onde também mora um extraordinário artista plástico: Britto Velho.

Dilmar Messias, Diretor Artístico do Theatro São Pedro

Carlos Carrion de Britto Velho (Porto Alegre RS 1946). Pintor, desenhista, gravador, professor e escultor. Muda-se para Buenos Aires (Argentina) e reside dos onze aos dezenove anos na cidade, onde faz as primeiras pinturas. Em 1965 retorna a Porto Alegre, onde expõe pela 1ª vez em 1971. Estuda litografia com Danúbio Gonçalves, em 1974.

No ano seguinte, viaja a Paris (França) e faz estágio na gráfica de litografia Desjobert. Na cidade pinta a série Reflexões e Variações sobre a América Latina, onde as figuras em cores escuras surgem vendadas e com microfones, que segundo o artista representam uma denúncia à ditadura da época. Fica em Paris até 1976, quando volta ao Brasil e passa a lecionar pintura no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre, entre 1978 e 1981. Nessa época ocorre uma mudança em seu trabalho. As figuras passam a ter olhos novamente e como no início de sua carreira, são pintadas em tonalidades mais claras.

Em 1981, as figuras ganham um 3º olho, o que segundo o artista significa o olho da visão interior. Nas pinturas, interagem o homem, animais e objetos do cotidiano, como elefantes de rodas, transformando-se em veículos e esses possuindo membros humanos. A partir daí em todas as pinturas observam-se os três olhos, até 1995, quando volta a pintar figuras com dois olhos. É convidado pela Rede Brasil Sul de Comunicações de Porto Alegre a fazer um outdoor para o projeto Vamos Colorir a Cidade. Muda-se para São Paulo em 1985 e no ano seguinte participa da 2ª Bienal de Havana. Participa do Projeto Extremos, uma exposição de pintura com Aprígio Fonseca, Dina Oliveira e Leonel Mattos, montada em 10 capitais brasileiras. É convidado pelo Sesc Pompéia em São Paulo a realizar o cartaz da exposição Gente de Fibra, mostra de que participa com esculturas.

Em 1991, volta a morar em Porto Alegre, onde recebe homenagens do Museu de Arte Contemporânea de Porto Alegre – MAC e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs que dão destaque a sua obra. Nessa época realiza a retrospectiva O Realismo Mágico de Britto Velho, com obras desde 1975. Realiza em 2011, na La Photo Galeria, uma mostra individual de pinturas, com recentes produções do artista. Em 2012, ganhou o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas, e a Casa Rima e os criativos da Galeria Mascate apresentam a edição limitada de estampas do consagrado artista Britto Velho, dando continuidade em 2013, com o lançamento de baguettes. Vive atualmente em Porto Alegre, onde ministra cursos particulares de pintura em seu ateliê.

Galeria Mascate inaugura quatro mostras individuais nesta quinta-feira, 21 de julho

Ursula Jahn - A la Carte

Exposições reúnem trabalhos de estudantes do Curso de Fotografia da Unisinos

 

Nesta quinta-feira, 21 de julho, a partir das 19h, a Galeria Mascate abre suas portas para a inauguração de quatro mostras sobre autoimagem e autoestima, com trabalhos de quatro estudantes do Curso de Fotografia da Unisinos, que gradua sua primeira turma este ano.

O curso, recente no mercado do RS, vem chamando atenção pela qualidade dos trabalhos que ultrapassam a fotografia clássica dialogando com as artes visuais. Com curadoria de Tiago Coelho, os alunos Matheus Amaral, Michele Geremia, Ursula Jahn e Vanessa Schwartzhaupt, diante de toda efervescência em torno do empoderamento feminino, aproveitaram o processo pessoal delicado que vivenciam e relacionaram seus projetos diretamente com a percepção de autoimagem e autoestima.

Com 30 obras, as mostras Âyo, Corpóreo, À La Carte e Não tem Cabimento, apresentam um profundo questionamento de importante discussão em plena era do espetáculo pessoal de alegria fabricada que vivemos nas redes sociais.

No mesmo dia, Régis Duarte lança nova coleção de sua marca com estampas do chargista Rafael Corrêa, tudo com entrada franca. As quatro exposições seguem em cartaz até 21 de agosto. A Galeria Mascate fica na Rua Laurindo, 332, Bairro Santana, e funciona de segunda a sexta das 14h às 18h.

Saiba Mais

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, Tiago Coelho e Régis Duarte inauguraram a Galeria Mascate em setembro de 2011 e já passaram pelo espaço diversas mostras coletivas e individuais, de artistas locais e internacionais. As obras são apresentadas inseridas nos espaços do Barraco Estúdio, deixando de lado a caixa branca usada tradicionalmente em mostras, museus e galerias, para serem percebidas como parte do ambiente, com um clima de “lá em casa”, como se o visitante estivesse em uma sala de estar, não em um espaço de arte.

“Nossa intenção é fazer com que o distanciamento entre arte e público seja eliminado”, afirma Duarte. O nome Mascate remete a comércio, consumo de uma maneira popular e acessível. O espaço também conta com a Loja de Museu, onde é possível adquirir além das obras à venda na galeria, peças de coleções femininas e masculinas de Régis Duarte, publicações, acessórios, entre outros.

SERVIÇO

Mostras + lançamento coleção Régis Duarte – estampas Rafael Corrêa

À La Carte – Ursula Jahn

Âyo – Matheus Amaral

Corpóreo – Michele Geremia

Não tem Cabimento – Vanessa Schwartzhaupt

 

Inauguração – 21 de julho, 19h

Até 21 de agosto

Entrada Franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De segunda a sexta, das 14h às 18h | Barracoestudio.com.br

Cultura no Pátio promove abertura de exposição de Alex Ramirez no dia 14 de abril

 

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Projeto é patrocinado pelas Lojas Pompéia e tem realização do Ministério da Cultura e Maria Cultura

 

O projeto Cultura no Pátio promove na quinta-feira, dia 14 de abril, a abertura da primeira exposição do Quinta no Pátio, com obras de Alex Ramirez. Um olhar sobre o Invisível traz fotografias de pessoas pelas ruas de Porto Alegre e São Paulo, produzidas especialmente para a inauguração da Galeria do Pátio. “São fotos de pessoas invisíveis aos olhos da sociedade, mas não às minhas lentes”, afirma o artista.

O material integra um ensaio que está sendo produzido há alguns anos por Ramirez. Com foco experimental, as 16 imagens provocam o olhar através de uma camada de dramaticidade sob as imagens dos anônimos. O resultado final apresenta uma obra quase abstrata, como um “olhar cego”, como a cegueira dos transeuntes.  Alex Ramirez é artista visual e fotógrafo de moda e publicidade. Mestre em Design, é professor de fotografia em cursos de graduação e pós-graduação.

Com cinco meses de atividades, o Cultura no Pátio pretende movimentar o bairro Moinhos de Vento com programação que reúne espetáculos teatrais e circenses, exposições e bate-papos com nomes de referência na cultura local, abordando a moda como manifestação cultural e estética relacionada ao teatro, cinema e ao ambiente urbano. Até o mês de julho, o público poderá participar de diversos eventos gratuitos para adultos e crianças, com patrocínio das Lojas Pompéia e realização do Ministério da Cultura e Maria Cultura.

A segunda edição do Quinta no Pátio também conta com happy hour e uma entrevista com o artista, mediada pela jornalista Gabriella Bordasch, a partir das 19h. Para animar o evento, o DJ Guilherme Guinalli comanda as pick-ups. A exposição “Um olhar sobre o Invisível” segue em cartaz no Pátio Ivo Rizzo até 05 de junho, com entrada franca.

O Cultura no Pátio tem curadoria e coordenação geral da Maria Cultura. Todas as atividades têm entrada franca. Para mais informações e programação, acesse: culturanopatio.com.br | facebook.com/culturanopatio.

QUINTA NO PÁTIO – PROGRAMAÇÃO ABRIL

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19h// Opening Galeria do Pátio

Exposição “Um olhar sobre o Invisível” – Alex Ramirez + Entrevista com o fotógrafo (Mediação: Gabriella Bordasch)

Mostra segue em cartaz até 05 de junho

HORÁRIOS

Quinta no Pátio

Abertura: 18h

Bate Papo: 19h

Encerramento: 21h

 

FICHA TÉCNICA

Coordenação Geral | Maria Cultura

Direção de Produção | Rita Masini

Curadoria | Camila Farina

Produção | Nicole Agra

Assessoria de Imprensa | Bruna Paulin

Programação Visual | Luisa Hilgemann

Técnico de Som e Luz | Magnus Viola

Vídeos | Guilherme Bellini

Fotografia | Everton Silveira

DJ | Guilherme Guinalli

 

Patrocínio Lojas Pompéia

Apoio Itapema FM e Tea Shop

Realização Maria Cultura e Ministério da Cultura

culturanopatio.com.br |  facebook.com/culturanopatio/

Ocupação inaugura no dia 30 de outubro na Galeria Mascate

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Mostra apresenta recorte da produção de quatro fotógrafos que integram Grupo de Estudos em Fotografia da galeria

Na próxima sexta-feira, dia 30 de outubro, às 19h, a Galeria Mascate inaugura a mostra intitulada Ocupação, dos fotógrafos José B. Glass, Iara Nunes, Ricardo Neves e Thiéle Elissa, Os artistas integram o Grupo de Estudos em Fotografia da Galeria Mascate, coordenado por Marco A. F. e Tiago Coelho. São trabalhos que exploram as mais diversas possibilidades de linguagem, reforçando a pluralidade e o protagonismo da fotografia enquanto meio expressivo na contemporaneidade.

No andar inferior, Iara Nunes e Ricardo Neves exploram os ambientes impessoais e burocráticos de repartições públicas para fazer, cada um ao seu modo, uma espécie de arqueologia do contemporâneo. Em “O Arquipélago”, Neves investiga um departamento de tecnologia da informação, onde as interfaces virtuais se projetam sobre o espaço físico. Já a série “Id9037a84”, de Iara, questiona a burocracia, apropriando-se de retratos 3×4 copiados de dentro dos processos. Onde se espera conhecer a face do indivíduo, apenas vestígios ilegíveis, acumulados sem sentido prático em todo tipo de requerimento. Um retrato que nada revela, senão o absurdo.

Na galeria superior, Thiéle Elissa e José B. Glass apresentam trabalhos que partem do ato de construção e visitação de memórias. “O avesso do sublime” tem como ponto de partida os slides que Glass tomou da família durante a década de 1970. Debruçando-se sobre o próprio arquivo, o autor cria uma narrativa descontinuada e lacunar, buscando assim aproximar-se do ato de rememoração, uma experiência para além dos limites da lógica de um tempo linear. Thiele, em “Apto 202” procura retratar de forma íntima e afetiva a vida de Diná, sua tia e espécie de segunda mãe. Através dos ambientes e objetos do pequeno apartamento habitado por Diná, cria um pequeno conto sobre a beleza presente na aparente banalidade do cotidiano.

As exposições vão até dia 20 de novembro, com entrada franca. A Galeria Mascate funciona na Rua Laurindo, 332, Bairro Santana, de terça a sábado, das 14h às 18h.

Saiba Mais

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, Tiago Coelho e Régis Duarte inauguraram a Galeria Mascate em setembro de 2011 e já passaram pelo espaço diversas mostras coletivas e individuais, de artistas locais e internacionais. As obras são apresentadas inseridas nos espaços do Barraco Estúdio, deixando de lado a caixa branca usada tradicionalmente em mostras, museus e galerias, para serem percebidas como parte do ambiente, com um clima de “lá em casa”, como se o visitante estivesse em uma sala de estar, não em um espaço de arte.

“Nossa intenção é fazer com que o distanciamento entre arte e público seja eliminado”, afirma Duarte. O nome Mascate remete a comércio, consumo de uma maneira popular e acessível. O espaço também conta com a Loja de Museu, onde é possível adquirir além das obras à venda na galeria, peças de coleções femininas e masculinas de Régis Duarte, publicações, acessórios, entre outros.

SERVIÇO

Ocupação

Inauguração

30 de outubro, 19h

Até 20 de novembro

Entrada Franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De terça a sábado, das 14h às 18h

Barracoestudio.com.br 

Exposição “30 / 34º S – Paralelos Urbanos” tem início no dia 17 de setembro no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

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Projeto com dez fotógrafos de Buenos Aires, Montevidéu e Porto Alegre promoverá quatro exposições até maio de 2017

Inaugura no dia 17 de setembro, às 19h30min, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, a mostra 30/34º S – Paralelos Urbanos. O projeto reúne dez fotógrafos de Buenos Aires, Montevidéu e Porto Alegre que buscam descobrir que cidades são essas que, entre os paralelos 30 e 34, pulsam no sul da América do Sul.

O olhar de Alfredo Srur, Andrés Cribari, Carlos Contrera, Fábio Rebelo, Fabrício Barreto, Francisco Landro, Gabriel García Martínez, Gilberto Perin, Lena Szankay e Lorena Marchetti traduz a cidade onde vivem ou como sentem a ação dela sobre o seu cotidiano. Suas fotografias exigem um olhar atento, pois provocam reflexões ou um convite à poesia urbana de Buenos Aires, Montevidéu e Porto Alegre.

Esta é a primeira etapa do projeto. Em 2016, os artistas realizarão mostras em Buenos Aires (previsão de lançamento em maio) e Montevidéu (setembro de 2016). Durante as estadas em cada município, o grupo produzirá novas imagens que serão apresentadas no encerramento, em exposição prevista para maio de 2017 em Porto Alegre.

30 / 34º S – Paralelos Urbanos segue em cartaz até 24 de outubro, com entrada franca. O Centro Cultural CEEE Erico Verissimo funciona de terça a sexta das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h, na Rua dos Andradas 1223, em Porto Alegre (RS).

Três novas mostras inauguram no dia 11 de setembro na Galeria Mascate

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Parcialmente Nublado, Retratos de um Cozinheiro e Nuvem integram a programação comemorativa aos quatro anos do espaço

Na próxima sexta-feira, dia 11 de setembro, às 19h, a Galeria Mascate inaugura três novas mostras: Parcialmente Nublado, de Tiago Coelho e Régis Duarte, Retratos de um Cozinheiro, de Junior Schmitz, e Nuvem. de Alexandre Carvalho. O evento marca os quatro anos de inauguração do espaço.

A previsão do tempo é uma tentativa do homem de apropriar-se do ciclo vital. A chuva quase sempre complica a vida na metrópole, é desejo da lavoura seca e uma estraga prazeres na praia. Em Parcialmente Nublado, o céu avisa que vem água e os veranistas de Tramandaí parecem indiferentes como se a tempestade fosse apenas o fundo infinito de um estúdio imaginário. Um vai e vem eclético de corpos urbanos a caminho do mar. O projeto é o mais recente trabalho de Tiago Coelho e Régis Duarte, que assinam o desenvolvimento de imagens (vídeo e fotografia) no Barraco, espaço de criação localizado em Porto Alegre. Juntos coordenam a Galeria Mascate e desenvolvem ensaios que dialogam a fotografia documental com a ficção. Parcialmente Nublado foi finalista no 6º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografias em Belém do Pará.

A Galeria Mascate completa quatro anos mantendo os mesmos propósitos de sua abertura:  a troca de experiências e processos criando um diálogo entre arte, design, moda e música. Na abertura desta sexta, o cozinheiro Junior Schmitz apresenta Retratos de um Cozinheiro, uma série de colagens realizadas em seu último ano enquanto trabalhou como modelo em Nova York. São retratos roubados em preto e branco que recebem inserções de recortes com formas orgânicas e um certo erotismo. A sala preparada para mostra abrigava um antigo depósito da galeria e agora recebe espaço expositivo nos fundos do prédio.

A monotipia é o conceito básico e parte do processo de criação do artista visual e escritor Alexandre Carvalho na mostra Nuvem. Criando manchas na “tela” a partir de suportes variados, que vão desde vidro, acrílico e papel até metal, pedra, borracha e gelatina, Carvalho mistura tintas – as mesmas são colocadas sobre um suporte e em seguida, sobre a “tela”, ou a tela sobre o suporte. Ao repetir o processo diversas vezes e com variados pigmentos, surgem acidentalmente algumas figuras. A partir daí começa uma nova etapa do trabalho, onde através de suas percepções emocionais, reconhece formas, como nos tempos de infância nas descobertas de figuras nas nuvens do céu. “Cada obra é como um filho que vai para o mundo. Nós artistas não temos controle sobre elas. Assim como não se pode ter controle sobre os filhos. Quando ela abre espaço; ‘desformata-se’ para se ‘reformatar’ individualmente. Assim como os sentimentos que não se deixam imitar”.

A abertura também conta com o lançamento da nova coleção da marca Régis Duarte, Archivo. As exposições vão até dia 16 de outubro, com entrada franca. A Galeria Mascate funciona na Rua Laurindo, 332, Bairro Santana, de terça a sábado, das 14h às 18h.

 

Saiba Mais

Galeria Mascate

Sentindo a carência na cidade de uma galeria que realmente misturasse arte, fotografia contemporânea, design e moda, o fotógrafo Tiago Coelho, o designer Régis Duarte criaram a Galeria Mascate em setembro de 2011.

O nome Mascate ficou sempre associado à imigração árabe no Brasil, resultante do grande contingente de imigrantes proveniente do Líbano e da Síria que se dedicaram a esta atividade.

Em menor número chegaram também ao Brasil imigrantes de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque. A mascateação introduziu inovações que hoje são traços marcantes do comércio popular, como as práticas de alta rotatividade e alta quantidade de mercadorias vendidas, das promoções e das liquidações. Inicialmente os mascates visitavam as cidades do interior e as fazendas de café, levando apenas miudezas e bijuterias. Com o tempo e o aumento do capital, começaram também a oferecer tecidos, roupas prontas e outros artigos.

SERVIÇO

Parcialmente Nublado, Retratos de um Cozinheiro e Nuvem

Inauguração

11 de setembro, 19h

Com lançamento da coleção Archivo de Régis Duarte

Mostras seguem até 16 de outubro

Entrada Franca

Galeria Mascate – Rua Laurindo, 332 – Bairro Santana – Porto Alegre – RS

De terça a sábado, das 14h às 18h

Barracoestudio.com.br

Encontro de Vera Chaves Barcellos com Ivair Reinaldim e Glória Ferreira e lançamento da publicação Enigmas ocorre no dia 22 de maio

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O projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos com financiamento do Rede Nacional Funarte Artes Visuais promove encontro com entrada franca

Encerra a visitação no dia 23 de maio no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica a exposição Enigmas, de Vera Chaves Barcellos. Para finalizar a temporada da mostra promovida pela FVCB, o público poderá participar de um encontro de Vera com o crítico, curador e historiador Ivair Reinaldim e a crítica e curadora Glória Ferreira no dia 22 às 18h30, com entrada franca. A data também marca o lançamento da publicação da exposição, que será distribuída gratuitamente aos participantes da atividade.

A presente exposição, atualmente exibida no Rio de Janeiro, é uma releitura da mostra originalmente apresentada na Galeria Artual, em Barcelona em 1996. Igualmente, marcou a abertura da Fundação Vera Chaves Barcellos em 2005, em Porto Alegre.

Formada por fotografias de primatas, e a sua manipulação, um alfabeto grego esculpido em sal, em caixas de luz, pequenos “sudários” (pele de vison coladas a telas pintadas), pequenos fósseis de peixes em uma vitrine e, em um salto de tempo, fotos de uma galáxia do telescópio Hubble. A instalação culmina na contravertida imagem da noiva primata, questionando de forma irônica a efetividade do casamento do animal-homem com a cultura.

Para o curador Bernardo José de Souza, Enigmas resgata questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico. “Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida”.

 

Enigmas

Período da exposição: 07 de março até 23 de maio de 2015

Encontro com Vera Chaves Barcellos, Ivair Reinaldim e Glória Ferreira: 22 de maio, às 18h30, com entrada franca. Na data também ocorre o lançamento da publicação da exposição

Galerias 1 e 2 (térreo) | Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Rua Luís de Camões – Centro | Rio de Janeiro – RJ, 20060-030

Telefone (21) 2232-4213/2242-1012.

Enigmas é um projeto da Fundação Vera Chaves Barcellos, viabilizado através de recursos obtidos do programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais.

 

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Enigmas – por Bernardo José de Souza

A partir de uma série de elementos visuais que nos fornecem pistas sobre as questões ontológicas que jamais deixaram de despertar a curiosidade do homem, e fazer avançar o conhecimento científico, Vera Chaves Barcellos investiga a natureza humana e, por consequência, a origem da vida. Construída como uma espécie de laboratório, esta instalação composta por imagens, fósseis, pedaços de pele e caixas de sal, lança o público em um universo tão familiar quanto intrigante, confrontando-o com o desconhecido, mas também com o reconhecível.

Fotografias de primatas contemplativos, aparentemente confortáveis em suas celas num zoológico, produzem um incômodo sentimento de empatia com esta espécie ancestral tão semelhante à nossa ao ponto de recuperarmos, ainda que inadvertidamente, a noção de sermos todos animais – muito embora nós dotados de uma inteligência transcendente. Entretanto a faculdade de pensar que, em tese, nos permitiria compreender a complexidade do mundo e das coisas de maneira holística, aparta a humanidade dos demais seres vivos, gerando uma cisão entre cultura e natureza absolutamente deletéria à manutenção da vida; esta consiste em uma das principais questões a se impor à agenda contemporânea nesta era do antropoceno, quando o homem impacta o ecossistema de forma tão dramática ao ponto de rivalizar com as sucessivas mudanças de ordem natural e geológica ocorridas em nosso passado remoto.

Se a tipologia de peles de vison (caçados, abatidos?) dispostas na parede concorre com os resíduos de sal que formam um alfabeto grego nas caixas dispostas pelo chão, aludindo assim não só à selvageria de nossa relação com o reino animal, mas também à esfera do conhecimento acumulado ao longo da história, é, no entanto, a imagem de uma primata, vestindo véu e grinalda, que sintetiza a condição humana. Somos os mesmos, mas também somos o outro.

A relação com a alteridade segue profundamente mal resolvida em nossa espécie, em que pese nosso esforço coletivo para superar querelas filosóficas e científicas quanto à essência humana, quanto às faculdades humanistas e quanto a esta centelha criativa, por nós tão celebrada, que nos distingue no cosmos de toda e qualquer forma de vida da qual se tem notícia.

A imagem difusa da galáxia M100, registrada pelo telescópio Hubble, e publicada pela Associated Press, nos dá a dimensão do universo, mas também a escala e a estatura do homem.  O céu seria o limite? Mas há limites para a engenhosidade humana, tanto na ciência quanto na ficção? Não seriam a vida e a própria ciência formas de ficção?

Representamos o mundo e, apenas assim, dele depreendemos sentido. Somente deste modo fomos capazes de articular a linguagem, ela própria um instrumento de limitado alcance face à complexidade do mundo.

Em seu processo de criação intuitivo, Vera Chaves Barcellos parece ignorar a busca pela resposta última, pelo elo perdido, assim descartando o evolucionismo e mesmo o misticismo para nos demandar ontologicamente, sempre a partir da linguagem: que coisa é essa que chamamos arte?

Sobre a FVCB – http://fvcb.com.br/

A Fundação Vera Chaves Barcellos – FVCB – é uma entidade cultural privada e sem fins lucrativos, que tem como missão a preservação, pesquisa e difusão da obra da artista Vera Chaves Barcellos, assim como o incentivo à criação artística e à investigação da arte contemporânea. Entre as metas da instituição estão a realização de uma programação regular de exposições, o estímulo à pesquisa, debates, seminários e projetos editoriais.

A programação conta com exposições regulares e gratuitas que trazem ao público sempre um novo olhar sobre o acervo da instituição. As mostras são acompanhadas de atividades paralelas, com o intuito de dar suporte ao debate da arte contemporânea. A Fundação dispõe ainda de um rico acervo documental sobre arte contemporânea, aberto à pesquisa pública em seu Centro de Documentação e Pesquisa, na região central de Porto Alegre.

Em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, estão localizadas a Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², construído especialmente para abrigar a programação de exposições e atividades e a reserva técnica que abriga o acervo da instituição.

A sede

A sede da FVCB está localizada em Viamão-RS, a 22 Km de Porto Alegre. É formada pela Sala dos Pomares, um prédio de 400 m², com áreas expositivas, sala multiuso e sala de trabalho, projetado especialmente para receber a programação de atividades e pela Reserva Técnica, aonde está guardado o acervo de obras.

Em Porto Alegre, estão localizados a Administração e o Centro de Documentação e Pesquisa, aberto ao público desde 2008, quando aumentou sua coleção, através da aquisição de livros e catálogos e iniciou um processo de intercâmbio com outros centros de pesquisa do Brasil e do exterior.

Vera Chaves Barcellos

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, RS, Brasil, em 1938. Nos anos 60, dedicou-se à gravura depois de estudos na Inglaterra e Holanda. Em 1975, foi bolsista do British Council, no Croydon College em Londres, estudando fotografia e sua aplicação em técnicas gráficas. Em 1976, participou da Bienal de Veneza com o trabalho Testarte. Está entre os fundadores do Nervo Óptico (1976-78) e do Espaço N.O. (1979-82), e também da galeria Obra Aberta (1999-2002), atuantes no sul do Brasil.

Realizou inúmeras exposições individuais no Brasil e no exterior; participou de quatro Bienais de SP e exposições coletivas na América Latina, Alemanha, Bélgica, Coréia, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e Austrália.

Como artista convidada, participou da exposição Cegueses no Museu de Arte de Girona e do Panorama de Arte Brasileira em SP (1997), do Salão Nacional do RJ e da exposição Pasaje de Ida, na Galeria Antonio de Barnola, Barcelona, Território Expandido no SESC Pompéia, SP (2000) e Sem Fronteiras, mostra de abertura do Santander Cultural, em Porto Alegre (2001), onde mostra sua instalação Visitant Genet,

Entre suas exposições, a partir do ano 2000, individuais estão: Visitant Genet no Museu D´Art de Girona (2000) e Le Revers de Rêveur na Capela de San Roc, em Valls, (2003), ambas na Espanha, e Enigmas, FVCB, Porto Alegre, (2005). Em 2007, realizou uma grande mostra antológica – O Grão da Imagem – realizada no Santander Cultural, em Porto Alegre, Brasil. Essa mostra contou com curadoria triple de Agnaldo Farias, Fernando Cocchiarale e Moacir dos Anjos.

Participou da V Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre (2005) e da mostra MAM na Oca, Arte Brasileira do Acervo do MAM, São Paulo, (2006).

Com curadoria de Glória Ferreira, faz uma grande mostra abrangente de sua trajetória denominada Imagens em Migração, no MASP, São Paulo, em 2009.

No mesmo ano, tem publicou o livro Vera Chaves Barcellos- Obras Incompletas (Editora Zouk) sobre sua obra, analisada em detalhes num extenso texto do filósofo francês especializado no estudo da imagem fotográfica contemporânea, François Soulages.

Desde a década de oitenta, realiza instalações multimídia, empregando, além da fotografia, outros meios. Instituiu uma fundação que leva seu nome, dedicada à divulgação da arte contemporânea (2004). Vive e trabalha em Viamão, RS, Brasil, mantendo também seu estúdio em Barcelona, Espanha, desde 1986.

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