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Assessoria de Flor em Flor

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Denise Fraga

Espetáculo com Denise Fraga marca as comemorações dos 160 anos do Theatro São Pedro

Ministério da Cultura e Bradesco apresentam:

Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira,

Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho,

Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves

 

em

 A VISITA DA VELHA SENHORA

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De Friedrich Dürrenmatt

 Tradução: Christine Röhrig

Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich

Adaptação: Christine Röhrig, Denise Fraga, Maristela Chelala

 Direção Geral: Luiz Villaça

 

Espetáculo marca as comemorações dos 160 anos de fundação do Theatro São Pedro, com temporada de 27 de junho a 07 de julho

Venda de ingressos inicia em 04 de junho

 

Porto Alegre, 28 de maio de 2018 – Depois do sucesso das apresentações de “Galileu Galilei” em 2016, Denise Fraga, acompanhada de grande elenco e sob direção de Luiz Villaça, volta ao palco do Theatro São Pedro, para uma temporada de duas semanas, com o espetáculo A Visita da Velha Senhora. As apresentações, com patrocínio do Ministério da Cultura e Bradesco, integram as comemorações do aniversário de 160 anos do teatro.

O texto do suíço Friedrich Dürrenmatt apresenta um olhar irônico sobre a fragilidade dos nossos valores morais, da justiça e da esperança. Depois de temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, o espetáculo está em turnê pelo Brasil e em Porto Alegre estará em cartaz de 27 de junho a 07 de julho.

Em A Visita da Velha Senhoraque traz 13 atores em cena, Friedrich Dürrenmatt expõe a fragilidade de nossos valores morais e de nossa noção de justiça quando a palavra é dinheiro. A protagonista da peça é quase a encarnação mítica do poder material, a milionária Claire Zachanassian, vivida por Denise, que com seu bilhão põe em xeque a cidade de Güllen.

Os cidadãos da arruinada Güllen esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salvá-los da falência. No jantar de boas-vindas, Claire Zachanassian impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada na juventude e que a abandonou grávida por um casamento de interesse. Ouve-se um clamor de indignação e todos rejeitam a absurda proposta.  Claire, então, decide esperar, hospedando-se com seu séquito no hotel da cidade.

A partir dessa premissa, o suíço Friedrich Dürrenmatt nos premia com uma obra-prima da dramaturgia, construindo uma rede de cenas que se entrelaçam, cheias de humor e ironia, um desfile de personagens humanos e reconhecíveis que pouco a pouco, vão escancarando a nossa fragilidade diante do grande regente de nossas vidas: o dinheiro. Quem mata Krank?  Cairá Güllen na tentação de satisfazer o desejo de vingança da milionária?  Ou fará justiça?  O que é fazer justiça?  Até que ponto a linha ética se molda ao poder dinheiro?

Dürrenmatt caracteriza A Visita da Velha Senhora como uma comédia trágica e com seu humor cáustico nos pergunta: Até onde nos vendemos para poder comprar? Como o poder e o dinheiro vão descaracterizando os nossos ideais?   Por outro lado, quanto nos custa a não submissão?  O texto se desenrola abrindo ainda outros ramos de reflexão. Dürrenmatt era completamente obcecado pela questão da justiça e as sutilezas de suas fronteiras. O que é justo? O que significa justiça em nossos tempos? Até que ponto o valor moral da justiça se adequa ao poder?  Reconhecível no Brasil nos dias de hoje? A Visita da Velha Senhora expõe questões que sempre estiveram em pauta na história da humanidade, mas que caem como uma luva em nossos tão tristes tempos.

Segundo Denise, encenar A Visita da Velha Senhora depois de A Alma Boa de Setsuan e Galileu é quase como finalizar uma trilogia.  “A trilogia de nosso eterno dilema entre a ética e o ganha pão”, afirma. Em A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, espetáculo visto por mais de 220 mil pessoas, entre 2008 e 2010, a personagem principal perguntava: “Como posso ser boa se eu tenho que pagar o aluguel? Como posso ser bom e sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?” Em Galileu Galilei, também de Brecht, espetáculo que esteve um ano e oito meses em cartaz e foi visto por mais de 140 mil pessoas, o tema é revisitado: Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como manter meus ideais comprando meu vinho bom?

Como Brecht, Dürrenmatt é mestre em dissecar as relações de poder e os conflitos morais em suas obras, em questionar o papel do herói e a sua necessidade para uma sociedade justa, em fazer uso do humor para gerar reflexão. Nas três peças: Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora, tudo isso está explícito. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.

“Acredito no poder de transformação pela arte. Na formação do indivíduo pela arte. O teatro como espelho do mundo, nos fazendo rir para nos reconhecer, dando voz a nossa angústia, dando palavras àquilo que pensamos e não sabemos dizer. O humor e a poesia nos ajudando a elaborar o pensamento para agir, para transformar, para viver criativamente, para por a mão da massa da nossa história”, afirma Denise Fraga. “Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht.  Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”, declara a atriz.

A direção é do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de “Sem Pensar”, de Anya Reiss, e “A Descida do Monte Morgan”, de Arthur Miller, retorna ao teatro. A montagem tem a sofisticação de contar com cenários e figurinos do mineiro Ronaldo Fraga, que foi o vencedor da 30ª edição do Prêmio Shell de Teatro de São Paulo. A batuta do maestro Dimi Kireeff, na direção musical, o desenho de luz de Nadja Naira, da companhia brasileira de teatro, Lucia Gayotto na preparação vocal, Keila Bueno nas coreografias e preparação Corporal e Simone Batata, no visagismo.

No elenco, além de Denise, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho, Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves.  A Visita da Velha Senhora recebeu indicações ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga) e Melhor Figurino (Ronaldo Fraga) e ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga), Melhor Direção (Luiz Villaça), Melhor Arquitetura Cênica (Ronaldo Fraga) e Melhor Espetáculo Independente.

As apresentações em Porto Alegre ocorrem nos dias 27, 28, 29 e 30 de junho e 01, 05, 06 e 07 de julho, às 21h de quarta a sábado, e às 18h aos domingos. Os ingressos custam entre 40,00 e 70,00 e estarão à venda na bilheteria do teatro a partir de 04 de junho.

Por Denise Fraga

Amo a comédia porque confio no humor e na ironia como um poderoso agente para a reflexão. Só se ri daquilo que se entende. O humor chama o pensamento e, com isso, dá eficácia e prazer à comunicação de uma ideia.  É incrível como muitos dos autores tidos como clássicos confiavam nisso, mas estão com a risada do público presa na poeira de suas linhas. É preciso sacudi-las, dar uma escovada, deixá-las voar.

Brecht dizia: divertir para comunicar. Me identifico com isso. Divertir o público e mandá-lo para casa em estado de reflexão é o que tem me garantido a sensação de plenitude com o meu ofício. O sucesso de ALMA BOA e GALILEU me confirmaram a popularidade de Brecht. Mais da metade de nosso público talvez nunca tivesse ouvido falar dele, mas nem por isso deixaram de ser completamente capturados por sua genialidade.

Esta necessidade de propagar aquilo que me tocou o coração, dar-lhe comunicação e clareza para ver mover no outro o que moveu em mim, se tornou mesmo a grande força motriz de meu trabalho. Tem dado certo. E a cada espetáculo, renovo minha esperança de continuar fazendo o Teatro em que acredito.

Ficha Técnica:

Autor: Friedrich Dürrenmatt

Stage rights by Diogenes Verlag AG Zürich

Tradução: Christine Röhrig

Adaptação: Christine Röhrig, Denise Fraga e Maristela Chelala

Direção Geral: Luiz Villaça

Direção de Produção: José Maria

Elenco: Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Eduardo Estrela,

Maristela Chelala, Renato Caldas, Beto Matos, David Taiyu, Luiz Ramalho, Fernando Neves,

Fábio Nassar e Rafael Faustino

Direção de Arte: Ronaldo Fraga

Direção Musical: Dimi Kireeff

Trilha Sonora Original: Dimi Kireeff e Rafael Faustino

Desenho de Luz: Nadja Naira

Produção Executiva: Marita Prado

Preparação Corporal e Coreografias: Keila Bueno

Direção Vocal: Lucia Gayotto

Preparação Vocal: Andrea Drigo

Visagismo: Simone Batata

Assistente de Direção: André Dib

Assistente de Produção: Musical Nara Guimarães

Engenheiro de Mixagem: Fernando Gressler

Camareira: Cristiane Ferreira

Assistente de Iluminação e Operador de Luz: Robson Lima

Operador de Som: Janice Rodrigues

Cenotécnicos: Jeferson Batista de Santana, Edmilson Ferreira da Silva

Assessoria Financeira: Cristiane Souza

Fotografia: Cacá Bernardes

Making Off: Pedro Villaça e Flávio Torres

Redes Sociais: Nino Villaça

Programação visual: Gustavo Xella

Projeto realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 Produção Original: SESI São Paulo

 Patrocínio Exclusivo: Bradesco

 Realização: NIA Teatro, Ministério da Cultura e Governo Federal

Assessoria de Imprensa Porto Alegre: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

SERVIÇO

A Visita da Velha Senhora

Com Denise Fraga, Tuca Andrada, Fábio Herford, Romis Ferreira, Maristela Chelala, Renato Caldas, Eduardo Estrela, Beto Matos, Luiz Ramalho, Rafael Faustino, David Taiyu, Fábio Nassar e Fernando Neves

Dias 27, 28, 29 e 30 de junho e 01, 05, 06 e 07 de julho

Quarta a sábado 21h, domingo 18h

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Classificação: 14 anos

Duração: 120 min

Gênero: Comédia Trágica

 Ingressos (valores da inteira):

Plateia, cadeira extra e camarote central: R$ 70,00

Camarote lateral e galeria: R$ 40,00

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Espetáculo “Galileu Galilei” na mídia

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Sessão extra do espetáculo Galileu Galilei neste sábado, 25 de junho

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O espetáculo “Galileu Galilei”, que estará em cartaz no Theatro São Pedro neste final de semana, terá uma sessão extra neste sábado, 25 de junho, às 17h.
Para as outras sessões temos disponíveis apenas ingressos de galeria. Todos os outros setores estão esgotados.

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24, 25 e 26 de junho

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Sexta-feira, 21h | Sábado, 17h e 20h | Domingo, 18h

Ingressos à venda (bilheteria do teatro e site compreingressos.com)

Plateia e cadeira extra: R$ 70,00 – disponível para sessão de 25/06 às 17h

Camarote central: R$ 60,00 – disponível para sessão de 25/06 às 17h

Camarote lateral: R$ 50,00 – disponível para sessão de 25/06 às 17h

Galeria: R$ 40,00 – disponível para todas as sessões

 

Descontos:

50% para Assinantes do Clube Zero Hora e para Clientes e Funcionários AVIANCA (categoria AMIGO), para compra de até 02 ingressos mediante carteira e documento de identificação. Válido somente para titular e 1 acompanhante.

50% para sócios AATSP em 100 ingressos na apresentação do dia 24 de junho

25% para Clientes BRADESCO para compra de até 02 ingressos. Para titular e acompanhante, mediante compra com Cartão do Banco e documento.

50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

– até 15 anos mediante RG;

– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

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Ministério da Cultura e Bradesco apresentam Galileu Galilei em Porto Alegre

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Espetáculo com direção de Cibele Forjaz e Denise Fraga no elenco integra a programação dos 158 anos do Theatro São Pedro

 

Depois do sucesso das apresentações durante a programação do Porto Alegre em Cena em 2015, Denise Fraga e grande elenco retornam ao palco do Theatro São Pedro para uma curta temporada do espetáculo Galileu Galilei, de Bertolt Brecht. As sessões integram a programação dos 158 anos do São Pedro, que ocorrem de 24 a 26 de junho. As vendas dos ingressos iniciam no dia 30 de maio, na bilheteria do local e pelo site www.compreingressos.com

“A ideia de montar Galileu Galilei surgiu durante as temporadas do espetáculo ‘Alma Boa de Setsuan’, outro título do autor, que ficamos em cartaz durante dois anos e meio e alcançamos mais de 220 mil espectadores”, conta Denise. “Tomei coragem e resolvi ser Galileu”, revela a atriz, que dá vida ao grande cientista italiano redesenhado por Brecht, que se apropria desta situação histórica e, com afiado humor e ironia, abre ramos da riqueza desse conflito para além do acontecimento. “Cada vez que eu lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto de teatro para mim é quase como uma fofoca. É como se eu escutasse algo no ouvido que eu não pudesse deixar de passar adiante. A necessidade de me apoderar das palavras de um autor e dar comunicabilidade ao que parece encarcerado no papel é o que me move, me empurra para o palco.  Quando vejo, já estou lá, tentando fazer voar tal ideia”.

Denise convidou Cibele Forjaz para dirigir essa montagem, realizando um desejo que alimentava há anos. “Quando Denise me convidou, juntou a fome com a vontade de comer: o desejo de trabalhar com ela e a vontade de voltar ao texto de Brecht que já havia montado no final dos anos 1990”, revela.

Brecht costumava falar em seus diários da necessidade de DIVERTIR PARA COMUNICAR e empregou essa receita em toda a sua obra. “Ele se faz valer de uma boa história, do humor e do entretenimento para deixar claras as suas ideias. A grande estrela de Galileu Galilei é o poder da palavra. A clareza de raciocínio, o humor, o fio inebriante por onde Brecht escolhe contar essa história nos leva passo a passo a um profundo estado de reflexão”, relata Fraga.

Na Itália do século XVII, Galileu consegue construir um telescópio melhor que os existentes e explorar os céus como nunca antes haviam conseguido.  Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprovaria a doutrina de Copérnico de que o Sol é o centro do Universo e de que a Terra se move e gira em torno dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que ela era contrária ao dogma da Igreja.  Entretanto, este homem apaixonado, o cientista genial movido por uma nova verdade, vê os senhores do poder estabelecido se negarem à obviedade dos fatos.

A ideia da Terra não ser o centro do Universo ameaçava convenientes estruturas de poder.  Galileu tinha muito prestígio e amizades dentro do próprio clero e acreditou que, com este escudo, poderia seguir em frente para instalar seu novo esquema de mundo.  Ledo engano.  Foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, e, ameaçado de tortura, foi obrigado a negar, suas ideias publicamente. Somente em 1992, mais de três séculos após a sua morte, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.

Se, em A Alma Boa, a questão principal era: “Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?”, em Galileu, ela extrapola os limites do individual e pergunta: “Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como contribuo para o avanço social sem me preocupar unicamente com meu conforto individual?”

Galileu Galilei é uma profunda e divertida reflexão sobre o que somos, o que viramos, o quanto abandonamos de nós, a luta de classes, o “ser mandado” e “ser patrão”, a tirania do poder econômico, as liberdades de escolha e o preço a pagar por elas.

O espetáculo desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contrarregragem, totalmente disponíveis artisticamente para contar a história que Brecht reinventou.  O elenco mistura atores parceiros de longa data de Denise e de Cibele, em sua Cia Livre: Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren.  A trilha sonora de Lincoln Antônio e Théo Werneck cria novas canções, ambientes sonoros e reinventa músicas originais de Hanns Eisler para a obra original de Brecht.

“O que eu espero é divertir as pessoas com um espetáculo festivo e fazê-las sair do teatro pensando em qual será a nossa alternativa para escapar desta areia movediça. Reiterar a fé na ideia de que o conhecimento e a razão humana ainda são os melhores instrumentos de luta contra a repressão, a injustiça, a miséria e o único caminho possível para o avanço social.” –  acredita Denise.

Os ingressos custam entre R$ 40,00 e R$ 70,00, com descontos para Sócios da AATSP, Clube do Assinante  ZH, clientes e funcionários Avianca e clientes Bradesco. As apresentações ocorrem na sexta-feira às 21h, sábado às 20h e domingo às 18h.

https://www.youtube.com/watch?v=SpnRni_fUto&feature=youtu.be

 

Ficha Técnica:

Direção Artística: Cibele Forjaz

Adaptação/Dramaturgia: Christine Röhrig, Cibele Forjaz, Maristela Chelala e Denise Fraga

Cenografia: Márcio Medina

Trilha Sonora: Lincoln Antônio e Théo Werneck

Iluminador: Wagner Antonio

Figurinista: Marina Reis

Visagista: Simone Batata

Preparação Corporal e Coreografia: Lu Favoretto

Preparação Vocal: Andrea Drigo

Assistente de Direção: Ivan Andrade

Fotos: João Caldas

Programação Visual: Philippe Marks

Produção Executiva: Lili Almeida

Direção de Produção: José Maria

Produção Local: Primeira Fila Produções

Assessoria de Imprensa Local: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Realização: NIA Teatro

 

Texto DENISE FRAGA

 Por que quero fazer Galileu?

Porque tenho esperança e quero falar dela.

A Alma Boa de Setsuan me confirmou a comunicabilidade e popularidade de Bertolt Brecht. “Divertir para comunicar”- já dizia ele em seus diários. É incrível como Brecht se faz valer de uma boa história, do humor e do entretenimento para nos colocar em estado de reflexão. A trajetória de A Alma Boa renovou minhas esperanças no fazer teatral. Foram dois anos e meio em cartaz com apresentações por todo o Brasil, sucesso de público, crítica, prêmios e mais de 220.000 espectadores. Provavelmente, cerca de 60% deste público nunca tinha ouvido falar do dramaturgo alemão, mas nem por isso deixou de ser capturado por ele com extremo vigor. Testemunhei muitos maridos bonachões, que chegavam ao teatro arrastados por suas mulheres nas sessões de domingo, renderem-se boquiabertos à ironia e inteligência do humor brechtiano. Sou encantada com Brecht. Me identifico com seu teatro, sua maneira de pensar o mundo e também acredito que preciso divertir para comunicar.

Em meio à temporada de A Alma Boa, fomos lendo em grupo alguns textos de sua obra. Chegamos a Galileu Galilei. Nova pulga atrás da minha orelha. Líamos, relíamos e marcávamos novas leituras. O texto é magnífico. Um homem possuído por uma nova ideia, a força de uma verdade descoberta que precisa ser propagada. Mas a quem interessa a verdade quando já estão dadas as cartas do jogo? Galileu é impedido de fazê-lo por conveniência à cegueira vigente. No início do século XVII, a ideia da Terra girar em torno do Sol era considerada total heresia pela Santa Inquisição.  Brecht se apropria desta situação histórica e, com seu habitual humor e ironia, abre ramos da riqueza desse conflito para além do acontecimento. Privilegiando a vida à história, o homem ao herói, seu Galileu Galilei nos faz acreditar que a história do mundo foi construída por homens que tinham suas fraquezas e suas dúvidas misturadas a seus atos de coragem e clareza. Homens que acordavam, lavavam o rosto,  tomavam seu café com leite e, mobilizados por suas ideias e projetos, muitas vezes, se enredavam em terríveis jogos de poder.  Galileu Galilei nos faz refletir sobre o quanto abdicamos de nossos ideais para sobreviver no meio desses jogos hierárquicos que nos mobilizam desde a escola primária, passando pela família, o trabalho até chegar ao poder em si, ao governo e seu dilema de existência banhado na autoridade.

A grande estrela da peça é o poder da palavra. A clareza de raciocínio, o humor, o fio inebriante por onde Brecht escolhe contar essa história nos leva passo a passo a um profundo estado de reflexão. Cada vez que lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto, pra mim, surge quase como a fofoca.Ao ler o texto é como se eu escutasse algo no ouvido que não eu não pudesse deixar de passar adiante.  Esta necessidade tem sido a grande força motriz do meu trabalho. A necessidade de me apoderar das palavras de um autor e dar comunicabilidade ao que parece encarcerado no papel é o que me move, me empurra pro palco.  Quando vejo, já estou lá, tentando fazer voar tal ideia.  Resolvi ser Galileu.

Nosso Galileu ainda traz algo a mais: reunir companheiros de longa data, que fizeram comigo A Alma Boa de Setsuan com outros que são felizes novas descobertas.  Juntar dez atores de raros talento e história para, como uma companhia, nos colocarmos nas mãos da mestra Cibele Forjazé um ponto de partida sem igual, um coquetel de talento e competência.  Me sinto honrada e fortalecida por poder contar esta riqueza de texto em tão boa companhia.

Trabalhei com Cibele a primeira vez fazendo uma leitura encenada de Ponto de Partida, poucas apresentações feitas no próprio Tuca nos 50 anos do Golpe Militar.  Já nos falávamos há tempos da vontade que tínhamos de trabalhar juntas.  Adoro o que ela faz.   Para Cibele, o Teatro não tem limites.  Dona de sensibilidade única, ela nos leva para o campo dos sonhos, nos fazendo acreditar numa história ao mesmo tempo em que vemos a mágica do fazer teatral.  Brecht ia adorar Cibele.  Cibele adora Brecht.  Esta senhora da luz não ilumina não só o palco com suas lindas imagens,  mas faz brilhar cada linha de uma ideia.

Fazer chegar a todos este tesouro não é só mais uma vontade, é pura necessidade.

Como Galileu, não vejo a hora de contar a todos a boa nova.

 

Galileu Galileu

24, 25 e 26 de junho

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Sexta-feira, 21h | Sábado, 20h | Domingo, 18h

Ingressos à venda a partir de 30 de maio (bilheteria do teatro e site compreingressos.com)

Plateia e cadeira extra: R$ 70,00

Camarote central: R$ 60,00

Camarote lateral: R$ 50,00

Galeria: R$ 40,00

 

Descontos:

50% para Assinantes do Clube Zero Hora e para Clientes e Funcionários AVIANCA (categoria AMIGO), para compra de até 02 ingressos mediante carteira e documento de identificação. Válido somente para titular e 1 acompanhante.

50% para sócios AATSP em 100 ingressos na apresentação do dia 24 de junho

25% para Clientes BRADESCO para compra de até 02 ingressos. Para titular e acompanhante, mediante compra com Cartão do Banco e documento.

50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

– até 15 anos mediante RG;

– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

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