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Bruna Paulin

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Cidades Fantasmas e Quem é Primavera das Neves estreiam no circuito comercial em 15 de junho

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Documentários produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre serão exibidos nas mesmas salas em sessões intercaladas

 

Porto Alegre, 26 de maio de 2016 – Chegam às salas comerciais no dia 15 de junho os documentários Cidades Fantasmas e Quem é Primavera das Neves, ambos produzidos pela Casa de Cinema de Porto Alegre. Segundo a Produtora Executiva dos dois projetos e sócia da Casa, Nora Goulart, os filmes serão exibidos nas mesmas salas em sessões intercaladas. “Participamos do festival É Tudo Verdade com os dois longas, e durante o evento percebemos o interesse do público em assistir aos dois filmes, mesmo trabalhando histórias e personagens tão distintos. Assim, decidimos realizar um lançamento único para os dois projetos”, conta.

Cidades Fantasmas e Quem é Primavera das Neves tem mais em comum do que seu lançamento: são filmes que falam sobre memória, resgate e esquecimento. Também participaram da Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens e da itinerância do É tudo verdade – 22º Festival Internacional de Documentários, onde Cidades Fantasmas saiu como melhor filme da categoria e possuem coprodução com Globo Filmes e GloboNews.

Dirigido por Tyrell Spencer, Cidades Fantasmas conta a história de cidades prósperas, que abrigaram populações inteiras e hoje estão abandonadas e consumidas pelo tempo. Catástrofes naturais, motivações econômicas, embates políticos, guerras, são algumas das condições que levaram esses lugares ao total despovoamento. Sepultadas pelo tempo e esquecidas pelos mapas, o filme refaz os passos das populações dessas cidades, quatro delas apresentadas no longa realizado em coprodução com a Galo de Briga Filmes e oito que integram a série que será lançada no segundo semestre no Canal Brasil. No Brasil: Ararapira (PR), Cococi (CE), Fordlandia (PA), Minas do Camaquã (RS) e Vila do Ventura (BA), Epecuén, na Argentina, Armero, na Colômbia, e Humerstone, no Chile.

Quatro destinos na América Latina, onde as ruínas e o silêncio são o plano de fundo da jornada. Alguns de seus antigos moradores ainda guardam na memória o que viveram ali e, através de relatos mais intimistas, evocam lembranças de um passado que não querem esquecer. “Com um olhar contemplativo sobre o que restou, refletimos sobre o que deixamos e podemos deixar do nosso legado, entendendo que tudo pode ter um fim e que nada está livre da luta contra o esquecimento”, afirma Spencer.

O projeto será lançado em junho como longa-metragem documentário e no segundo semestre como série documental de oito episódios de 15min em coprodução com o Canal Brasil. A fotografia é de Glauco Firpo, correção de cor de Ligia Tiemi Sumi, roteiro de André Luis Garcia, Carolina Silvestrin André Luis Garcia e Guilherme Soares Zanella, direção de produção de Glauco Urbim, som direto de Gabriela Bervian, trilha original de Leo Henkin e montagem de Germano de Oliveira.

A reconstrução de parte da vida de uma pessoa que possuía histórias tão incríveis quanto às que traduzia, este é o documentário Quem é Primavera das Neves. Em março de 2010, Jorge Furtado publica em seu blog, indagando quem pode ter notícias sobre a tradutora de Alice no País das Maravilhas, Primavera das Neves, cujo nome o fascina. Três anos depois, numa noite de insônia, Eulalie Ligneul responde: Primavera Ácrata Saiz das Neves foi sua amiga. A busca sobre quem foi Primavera ganha a ajuda de duas amigas de infância da tradutora e poetisa: Eulalie e a artista plástica Anna Bella Geiger.

Primavera veio para o Brasil aos nove anos quando os pais fugiam da ditadura de Franco e Salazar. Aos 28 anos volta a Portugal e se apaixona por um jovem tenente português, Manoel Pedroso. E é Manoel quem revela outros detalhes dessa história: a vida dele com Primavera em Portugal, a resistência à ditadura Salazarista, o exílio na embaixada brasileira, a fuga para o Brasil pouco antes do golpe de 1964 com uma filha de seis meses no colo. Primavera morreu aos 48 anos, falava seis idiomas, traduziu mais de oitenta livros e deixou uma obra poética até então inédita. Uma vida curta, intensa, com um tanto de aventura e muita melancolia. Para partilhar um pouco da produção de Primavera, Ana Luiza Azevedo e Furtado, diretores do filme, convidaram a atriz Mariana Lima que lê trechos de traduções e poemas da escritora.

Pedro Furtado assina ao lado de Jorge o roteiro do projeto, que tem direção de fotografia de Alex Sernambi, montagem de Giba Assis Brasil, som direto de Rafael Rodrigues, direção de produção de Bel Merel, trilha original de Mauricio Nader, pesquisa de Lilian Ferrari e desenho de som Kiko Ferraz Studios.

O que já falaram sobre Cidades Fantasmas

“Nenhum filme foi mais belo que o de Tyrell Spencer. (…) Não foi só a tragédia embutida na história – o tema de Cidades Fantasmas – que seduziu os jurados. A forma do filme também é brilhante. O jovem não é só talentoso. Já é um mestre”. O ESTADO DE SÃO PAULO

“Além dos bons depoimentos, o filme se vale de uma filmagem intimista, a percorrer as ruínas em labirinto em longos plano-sequência, como a câmera de O Ano Passado em Marienbad, de Alain Resnais sobre o tempo. (…) Belo e melancólico filme”. LUIZ ZANIN – O ESTADO DE SÃO PAULO

“Em pouco mais de uma hora, Cidades Fantasmas mostra com poesia visual e depoimentos sinceros como uma comunidade ou um grande empreendimento, que já foram cenários de prosperidade, podem ser transformados em ruínas que pouco aludem aos dias de glória. (…) Cidades Fantasmas faz com que o público saia da sessão pensativo, em especial aqueles que vivem a reclamar dos problemas do lugar onde moram e cogitam mudar-se algum dia”. PAPO DE CINEMA

O que já falaram sobre Quem é Primavera das Neves

“(…) desse encontro, nasce essa joia preciosa, Quem é Primavera das Neves, dos diretores gaúchos Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado. A forma como o material é captado expressa a inteligência, a capacidade dos diretores em ir ao essencial. A maneira como é montada (por Giba Assis Brasil, sempre) dá ao filme o tom de um thriller gentil envolvente. Não deixe de ver”. LUIZ ZANIN – O ESTADO DE SÃO PAULO

“É uma história que comove por ser, ao mesmo tempo, expressão dos horrores e dos encantos do século 20 – com sua massa de mortos, humilhados, excluídos, exilados. (…) Assim, as lacunas não podem ser vistas como falhas de documentação ou pesquisa, e sim como um alerta: esquecimento, nesse caso, também diz muito sobre a história que é contada no filme”. MAURICIO MEIRELES – FOLHA DE SÃO PAULO

“(…) é um filme que se basta, uma pequena pérola. (…) Furtado teve o insight dos cientistas e sua busca pode não mudar o cinema, nem o mundo discreto dos tradutores, mas emociona qualquer espectador que valoriza as pequenas surpresas”. IVONETE PINTO, CALVERO

“O esqueleto convencional vem acompanhado de uma montagem instigante, que ressalta os traços cômicos da história e deixa o espectador sempre querendo mais. O fio narrativo mantem-se constante, agradável”. HENRIQUUE ARTUNI, BASTIDORES

“Para além da figura particular de “Vera”, o filme se abre como uma doce reflexão sobre a tradução, as línguas, o exílio e a nacionalidade. Nada é exposto como tese, mas embutido naturalmente no ato de evocar uma vida através das suas entrelinhas. Nisso Furtado e Ana Luiza confirmam uma inteligência – e também um humor – já bem conhecidos de seus trabalhos anteriores. Os tantos encontros afetuosos que se dão em torno de Primavera das Neves fazem desse filme uma joia irretocável”. CARMATTOS

“Enquanto boa parte dos diretores preferiria adotar uma abordagem didática e cronológica da vida de Primavera, Furtado e Azevedo tomam a coerente decisão de enxergá-la através das lentes (muitas vezes embaçadas) dos óculos daqueles que a conheceram em vida, construindo uma figura que é simultaneamente concreta e mítica humana e romantizada”. JOÃO MARCOS FLORES – CINENEWS

 

Cidades Fantasmas (2017, 71min)

Deserto chileno, Amazônia brasileira, Andes colombianos e Pampa argentino. Quatro destinos na América Latina, onde as ruínas e o silêncio são o plano de fundo da nossa jornada. Alguns de seus antigos moradores ainda guardam na memória o que viveram ali e, através de relatos mais intimistas, evocam lembranças de um passado que não querem esquecer. Com um olhar contemplativo sobre o que restou, refletimos sobre o que deixamos e podemos deixar do nosso legado, entendendo que tudo pode ter um fim e que nada está livre da luta contra o esquecimento.

Produção: Casa de Cinema de Porto Alegre e Galo de Briga Filmes

Co-Produção: Globo Filmes e GloboNews

Direção: Tyrell Spencer

Produção Executiva: Nora Goulart

Fotografia: Glauco Firpo

Correção de cor: Lígia Tiemi Sumi

Roteiro:  André Luis Garcia,  Carolina Silvestrin, Guilherme Soares Zanella

Direção de produção: Glauco Urbim

Som direto: Gabriela Bervian

Trilha Original: Léo Henkin

Montagem: Germano de Oliveira

 

Quem é Primavera das Neves (2017, 75min)

“Quem é Primavera das Neves”? Assim começa esta história: Jorge Furtado tenta descobrir na internet quem é a tradutora de Alice no País das Maravilhas que tem um nome tão peculiar e poético. Não encontra. Faz a pergunta num blog. Três anos depois, numa noite de insônia, Eulalie Ligneul responde: Primavera Ácrata Saiz das Neves foi sua amiga. Era uma tradutora e poeta portuguesa, que veio para o Brasil aos nove anos quando os pais fugiam da ditadura de Franco e Salazar. Aos 18 anos Primavera volta a Portugal e se apaixona por um jovem tenente português, Manoel Pedroso. E é Manoel quem revela outros detalhes dessa história: a vida dele com Primavera em Portugal, a resistência à ditadura Salazarista, o exílio na embaixada brasileira, a fuga para o Brasil pouco antes do golpe de 64 com uma filha de seis meses no colo. Primavera morreu aos 48 anos, falava seis idiomas, traduziu mais de oitenta livros e deixou uma obra poética até aqui inédita. Uma vida curta, intensa, com um tanto de aventura e muita melancolia.

Produção: Casa de Cinema de Porto Alegre

Coprodução – Globo Filmes e GloboNews

Roteiro – Jorge Furtado e Pedro Furtado

Direção – Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado

Produção Executiva – Nora Goulart

Direção de Fotografia – Alex Sernambi,AGC

Montagem – Giba Assis Brasil

Som direto – Rafael Rodrigues

Direção de Produção – Bel Merel

Trilha Original – Maurício Nader

Pesquisa: Lilian Ferrari e Joana Bernardes

Desenho de Som: Kiko Ferraz Studios

 

Casa de Cinema de Porto Alegre

A Casa de Cinema de Porto Alegre ganhou em 2015 o Emmy Internacional de Melhor Comédia pela série Doce de Mãe. A produtora foi criada em 1987 por um grupo de cineastas do sul do Brasil. Em 30 anos, a Casa já produziu mais de uma centena de filmes, vídeos, programas de TV e séries. Nossos parceiros e clientes incluem empresas como TV Globo, Globosat, RBS TV, Canal Futura, Canal Brasil, Canal Curta!, a britânica Channel 4, a alemã ZDF, HBO Latin America, as fundações norte-americanas Rockefeller e Macarthur, as distribuidoras Columbia, Elo Company, Imagem Filmes, Espaço Filmes, Fox e a produtora argentina 100 Bares.  A estratégia da Casa de Cinema de Porto Alegre é produzir conteúdo exclusivo com relevância social, com foco no desenvolvimento artístico e cultural.

www.casacinepoa.com.br | https://www.facebook.com/casacinepoa | https://www.youtube.com/user/casacinepoa | https://vimeo.com/casacinepoa | @casacinepoa

Globo Filmes

Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 160 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, dramas e aventuras, apostando em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como ‘Tropa de Elite 2’, ‘Se Eu Fosse Você 2’, ‘2 Filhos de Francisco’, ‘O Palhaço’, ‘Getúlio’, ‘Carandiru’, ‘Nosso Lar’ e ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

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Mulher do Pai participa da programação do 18º Festival do Rio e da 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

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Longa-metragem de estreia de Cristiane Oliveira será visto pela primeira vez nesta quinta-feira, 13 de outubro

 

O longa-metragem Mulher do Pai, uma produção da Okna Produções em coprodução com a uruguaia Transparente Filma, terá sua primeira exibição nesta quinta-feira, 13 de outubro, integrando a programação do 18º Festival do Rio. O filme disputa o troféu Redentor na Première Brasil, principal mostra competitiva do festival.

Roteirizado e dirigido por Cristiane Oliveira, Mulher do Pai também poderá ser visto na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ainda este mês, onde participa da mostra competitiva, intitulada “Novos Realizadores”.

Apresentando a jovem atriz gaúcha Maria Galant, o filme tem Marat Descartes e os uruguaios Verônica Perrota (Wisky) e Jorge Esmoris (Artigas) no elenco principal. Completam o time de atores Amélia Bittencourt, Aurea Baptista, Fabiana Amorim e Liane Venturella.

Em Mulher do Pai, Nalu (Maria Galant) é uma adolescente que precisa cuidar do pai cego depois da morte da avó, que os criou como irmãos numa modesta casa perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando Ruben (Marat Descartes) percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, surge uma perturbadora proximidade entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma professora uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

Diretora de um dos curtas mais premiados dos anos 2000 (Messalina, 2004), a cineasta porto-alegrense Cristiane Oliveira estreia em longas com Mulher do Pai. Atuou como assistente de direção em diversos curtas, documentários, longas e série para TV. Entre 2005 e 2007, coordenou a produtora gaúcha Clube Silêncio, onde produziu o longa-metragem Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, além de curtas e telefilmes. Trabalhou também como co-roteirista, produtora associada e assistente de direção nos longas Nove Crônicas para um Coração aos Berros Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa, ambos de Gustavo Galvão.

Antes mesmo de sua estreia, o filme já tem uma carreira de destaque.  Em sua fase de desenvolvimento, o longa venceu o VFF Talent Highlight Pitch Award, do Festival de Berlim, ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento e foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival 3 Continentes, em Nantes, França. A estreia internacional do filme está programada para o primeiro trimestre de 2017.

Mulher do Pai é uma coprodução Brasil – Uruguai, produzido pela Okna Produções com a Transparente Filma e distribuído pela Vitrine Filmes. O filme foi todo rodado na Vila de São Sebastião, distrito de Torquatro Severo, pertencente ao município de Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha.

Um filme de mulheres

Durante as gravações em 2015, a produção proporcionou trabalho remunerado a diversas mulheres da região. A cultura do gado, atividade motriz da economia no interior do RS, oferece pouco espaço para a mulher, onde muitas acabam dedicando-se exclusivamente à vida doméstica.  Com a chegada recente da internet na vila, o quadro começa a mudar, sendo que algumas já começam a estudar pela rede.

As mulheres são uma constante na obra de Cristiane, que realiza seu primeiro longa com protagonista feminina e conta com diversas mulheres nas funções chaves de equipe: A equipe de produção conta com Aleteia Selonk, Graziella Ferst e Gina O’Donnell, a Direção de Fotografia é assinada por Heloísa Passos, Direção de Arte de Adriana Nascimento Borba, Montagem de Tula Anagnostopoulos, Corroteiro e Continuidade de Michele Frantz e supervisão de Edição de Som de Miriam Biderman.

Tendo como pano de fundo a cultura machista da região, enraizada até mesmo na protagonista, o filme conta em sua trilha sonora com um samba de Dona Ivone Lara, primeira mulher a ser aceita, em 1965, como compositora de escola samba, e um funk da paulista MC Gi. Concebida por Cristiane Oliveira, a trilha tem ainda músicas originais de Arthur de Faria (que assina a trilha de Insolação, de Filipe Hirsch e Daniela Thomas).

Mulher do Pai tem previsão de estreia nas salas comerciais no primeiro semestre de 2017 e já está sendo vendido nos circuitos internacionais através da Loco Films, de Laurent Danielou.

 

Mulher do Pai

Produção: Okna Produções (Brasil) | Coprodução: Transparente Filma (Uruguai)

Ficção, 94min, 2016

FICHA TÉCNICA

Roteiro e Direção: Cristiane Oliveira

Produção: Aletéia Selonk, Cristiane Oliveira, Diego Fernández

Produção executiva: Graziella Ferst, Gina O´Donnell, Gabriel Richieri

Produção Associada: Gustavo Galvão

Direção de Fotografia: Heloisa Passos, ABC

Direção de Arte: Adriana Nascimento Borba

Consultoria de Arte: Gonzalo Delgado Galiana

Som Direto: Raúl Locatelli

Montagem: Tula Anagnostopoulos

Corroteiro e Continuidade: Michele Frantz

Supervisão de Edição de Som: Miriam Biderman, ABC

Desenho de Som: Ricardo Reis

Mixagem: Paulo Gama

Música Original: Arthur de Faria

Elenco: Maria Galant, Marat Descartes, Verónica Perrotta, Amélia Bittencourt, Áurea Baptista, Fabiana Amorim, Jorge Esmoris, Liane Venturella, Diego Trindad

Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes

Agente de vendas internacional: Loco Films (Laurent Danielou)

SINOPSE CURTA

Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma perturbadora proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúmes quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

SINOPSE MÉDIA

Em uma pequena comunidade, próxima à fronteira do Brasil com o Uruguai, uma relação entre pai e filha se transforma. Ele é Ruben, um homem de 40 anos que ficou cego ainda jovem. Ela é Nalu, uma adolescente de 16 anos que está se tornando mulher. Eles precisarão aprender a se tratar como pai e filha depois da morte de Olga, mãe de Ruben – forte e super protetora, que os criou quase como irmãos. O afeto que surge entre ambos entra em conflito quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME

MULHER DO PAI teve destacada trajetória em sua fase de desenvolvimento. Foi selecionado para o Talent Project Market onde ganhou o VFF Talent Highlight Pitch Award, sendo apresentado no concorrido Coproduction Market do Festival de Berlim. Foi selecionado para o workshop Produire au Sud, do Festival 3 Continentes (em Nantes, França); e ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento. Com esse histórico, o projeto teve seu financiamento completo através dos editais de Coprodução Brasil/Uruguai – Ancine/Icau, Ibermedia, e na primeira linha voltada à renovação de linguagem lançada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Natural do Rio Grande do Sul, estado ainda com poucas diretoras de longas-metragens de ficção, Cristiane se destaca por sua trajetória e, neste contexto, realiza seu primeiro longa com protagonista feminina e mulheres nas funções chaves de equipe, tais como: na produção, Aletéia Selonk e Graziella Ferst, da Okna Produções; direção de fotografia, com Heloisa Passos (premiada porViajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes); direção de arte, encabeçada por Adriana Borba (premiada pelo longa A Última Estrada da Praia, de Fabiano de Souza); montagem, de Tula Anagnostopoulos (premiada pelo curta Messalina); e supervisão de som, a cargo de Miriam Biderman (conhecida por títulos importantes, como Mãe só Há Uma, Amarelo Manga, Faroeste Caboclo, entre muitos outros da cinematografia nacional).

O filme tem no elenco Marat Descartes, ator de Trabalhar Cansa (de Juliana Rojas e Marco Dutra) dentre tantos outros títulos importantes da cinematografia nacional recente e que foi homenageado pelo conjunto de sua obra na Mostra de Tiradentes em 2014. Ele contracena com a revelação Maria Galant, que vive Nalu – a protagonista e filha do personagem Ruben, vivido por Marat. Descoberta aos 16 anos, em Porto Alegre a partir de casting realizado com diversas meninas, Maria participou de um trabalho de preparação, junto à diretora, no decorrer de 12 meses. Um processo cuidadoso não apenas de sensibilização artística, mas também de aproximação entre atriz e diretora, para que se desenvolvesse a confiança necessária ao isolamento que Maria teria que vivenciar nas filmagens (ela viveu com a equipe do filme por cinco semanas na locação, que ficava sete horas de distância de sua cidade, Porto Alegre).

MULHER DO PAI é uma coprodução Brasil-Uruguai e contou com vários talentos uruguaios renomados internacionalmente: Gonzalo Delgado (diretor de arte de Whisky, de Pablo Stoll e Juan Pablo Rebella), que atuou como consultor de arte; Raúl Locatelli (técnico de som de Luz Silenciosa, de Carlos Reygadas); Diego Fernandez (diretor de produção de Whisky) que atuou como coprodutor à frente do setor de conteúdo da Transparente Filma; Verónica Perrotta (atriz de Whisky e Acné, de Federico Veiroj) e Jorge Esmoris (ator de Artigas: La Redota, de César Charlone).

O filme foi rodado no interior do Rio Grande do Sul, em uma vila de funcionários das estâncias de gado, com cerca de 200 habitantes, localizada na região de fronteira Brasil-Uruguai. Para se instalar lá, a produção precisou consertar estradas em razão do isolamento do local. Com a estrada ruim, a cidade mais próxima ficava a mais de uma hora de distância, tornando a logística muito difícil. Com o apoio dos habitantes da vila e das prefeituras de Bagé, Dom Pedrito e Lavras do Sul, inúmeras melhorias foram realizadas para, inclusive, hospedar a equipe nas casas da região e poder criar uma boa integração entre a produção e os locais. Sendo que 40 locais participaram de alguma forma do filme, é importante destacar que muitos eram do sexo feminino. Proporcionar trabalho remunerado a mulheres foi uma ação importante para a região, porque, na cultura do gado, não há espaço para a mulher trabalhar, fazendo com que muitas se ocupem exclusivamente da casa e da família. Com a chegada recente da internet na vila, o quadro começa a mudar, sendo que algumas já começam a estudar pela rede.

Tendo como pano de fundo a cultura machista da região, enraizada até mesmo na protagonista, o filme conta em sua trilha sonora com um samba de Dona Ivone Lara, primeira mulher a ser aceita, em 1965, como compositora de escola samba, e um funk da paulista MC Gi. Concebida por Cristiane Oliveira, a trilha tem ainda músicas originais de Arthur de Faria (que assina a trilha de Insolação, de Filipe Hirsch e Daniela Thomas).

A ideia para MULHER DO PAI surgiu das pesquisas para o primeiro curta da diretora, Messalina. E assim como a protagonista do curta, Vanise Carneiro (que ganhou diversos prêmios por sua atuação como uma personagem cega em Messalina), Marat Descartes fez laboratório para a preparação com deficientes visuais e conviveu com um homem cego da vila em que foi rodado MULHER DO PAI, cujo isolamento em sua própria casa é como o do personagem do filme.

PERFIL DIRETORA

Cristiane Oliveira, nascida em Porto Alegre, estreou na direção com o curta “Messalina” (2004), exibido na competição oficial dos Festivais do Rio, Gramado e Brasília. Nesses últimos ganhou o Kikito de Prêmio Especial do Júri e os Candangos de Melhor Roteiro e Atriz. O filme recebeu outros 10 prêmios pelos mais de 20 festivais que participou mundo afora. De lá para cá, Cristiane dirigiu outros dois curtas (“Hóspedes”, 2008 e “Portualleria”, 2007) e atuou como assistente de direção, roteirista (como do longa “Nove Crônicas para um Coração aos Berros”, de Gustavo Galvão, premiado pelo júri da FIPRESCI no Festival Internacional do Uruguai) e produtora (como do longa “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, Melhor Filme no Festival de Milão). Seu primeiro longa, “Mulher do Pai” ganhou os prêmios VFF Talent Highlight Pitch Award (no Talent Project Market do Festival de Berlim) e Santander Cultural/APTC/Prefeitura de Porto Alegre para desenvolvimento de projeto; e foi selecionado na oficina Produire au Sud, do Festival 3 Continentes (Nantes, França). Realizado em coprodução com Uruguai, graças ao apoio do Ibermedia e do Edital de coprodução Brasil-Uruguai (Ancine-Icau), o filme foi viabilizado com suporte da primeira chamada para renovação de linguagem do FSA/2014. Atualmente, Cristiane prepara outros dois projetos de longa que foram premiados no edital de desenvolvimento e no de desenvolvimento em parceria Brasil-Itália do FSA.

PERFIL PRODUTORA

Aletéia Selonk é produtora desde 1995, atuou em diversos formatos de produção, para cinema e TV. Em 2006 criou a Okna Produções – uma das produtoras mais atuantes da região Sul do Brasil. Aletéia se destaca por ter sido selecionada para participar dos mais importantes espaços voltados a inserção de projetos no mercado internacional, como o Talent Project Market do Festival de Berlim e o Match Me do Festival de Locarno. Paralelamente, desenvolveu sua trajetória acadêmica. É pós-graduada em Produção Audiovisual e doutora pela PUC-RS (com passagem pela Sorbone, Paris V), focando suas pesquisas nas áreas de produção e distribuição. Atualmente, é professora do Curso Superior de Tecnologia em Produção Audiovisual da PUCRS, onde também comanda o projeto do Centro Tecnológico Audiovisual do RS.

OKNA PRODUÇÕES

Criada em 2006, a Okna Produções, empresa produtora de Aletéia Selonk com sede em Porto Alegre, produziu 6 longas-metragens, 16 médias, 20 curtas e 3 séries de TV. Juntos, seus filmes já participaram de mais de 200 festivais e arrebataram mais de 70 prêmios. Especializada na produção e produção executiva de produtos audiovisuais, a Okna realiza o gerenciamento não apenas de projetos mas também de talentos criativos. Dentre suas produções já lançadas destacam-se os longas Ponto Zero, As Aventuras do Avião Vermelho e A Última Estrada da Paia. Desde 2011 a empresa dedica-se também à distribuição, tendo lançado títulos como a ficção Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa e o documentário Walachai.

TRANSPARENTE FILMA

Com base em Montevidéu (Uruguai), a Transparente Filma tem se consolidado no mercado audiovisual desde 2003 ao produzir filmes para cinema e publicidade, conteúdos para televisão e ainda prestando serviços para produções internacionais. Entre seus sócios está Diego Parker, produtor de Mulher do Pai, que atingiu reconhecimento internacional com seus curtas. Atuou também como diretor de produção do filme de maior destaque da cinematografia recente uruguaia, Whisky, de Juan Pablo Rebela e Pablo Stoll.  Seu primeiro longa-metragem como diretor, Rincón de Darwin, recebeu apoio do conceituado Programa Ibermedia (Fundo Ibero-americano) e tem coprodução da premiadíssima produtora portuguesa O Som e a Fúria.

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Nós Duas Descendo a Escada estreia dia 08 de setembro nos cinemas

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Comédia romântica escrita e dirigida por Fabiano de Souza chega às salas comerciais de Porto Alegre, Rio e São Paulo

 

A primeira comédia romântica brasileira com duas mulheres como protagonistas já tem data de estreia nos cinemas: Nós duas descendo a escada, escrito e dirigido por Fabiano de Souza, chega às salas comerciais de Porto Alegre e São Paulo no dia 08 de setembro, com distribuição da Lança Filmes.

Estrelado por Carina Dias e Miriã Possani, Nós Duas retrata nove meses do relacionamento de duas mulheres, iniciando pelo final de semana em que se conhecem. As filmagens, quase todas em Porto Alegre, revelando diversos locais da cidade, ocorreram entre outubro de 2011 e julho de 2012, com duas diárias por mês. “Esta era a proposta básica do projeto: filmar ao longo do período em que se passava a história, sempre incluindo cenas com escadas e misturando improvisações no roteiro guia”, contam os produtores executivos Souza e Milton do Prado, também montador do filme.

“A ideia principal era fazer um filme com uma intensidade que reverberasse a alma apaixonada. Um filme que vibrasse com cores, diálogos e músicas. Embebido de melodrama, musical, comédia, cinema íntimo, existencial, com alegria e tristeza no último volume”, revela o diretor.

Adri (Miriã Possani) recém-saída da faculdade de artes, vive naquele limbo posterior à formatura, perdida entre a terapia, um bico em uma livraria e as conversas com seu único amigo. Mona (Carina Dias) é uma arquiteta sem neurose, com planos, dinheiro e uma turma sempre pronta para uma festa.

A odisseia sentimental das duas percorre os périplos do mergulho no amor: Adri precisa ser aprovada pelos amigos de Mona e ainda conviver com o fato de que a nova namorada vai fazer uma viagem sem data para voltar. Para a vertiginosa Mona é fácil apresentar sua mãe a Adri, mas comemorar o fim do ano no topo de uma roda gigante é um desafio e tanto. Entre a primavera e o inverno, entre o céu azul e o algodão das nuvens, elas redescobrem que a intimidade tem seus encantos.

“Com uma equipe pequena, nos infiltramos na cidade, rodando cenas em ruas marcantes da convivência urbana de Porto Alegre. A cidade também é vista por uma câmera apaixonada, que tateia escadarias, avenidas, vielas, anda de ônibus, lotação e táxi, perambula por feiras, festas, hotéis, motéis, cinemas, parques e bares.  A passagem do tempo também se dá enquanto o espectador acompanha a história, já que muitas das imagens gravadas em 2011 e 2012 revelam locais que não existem mais ou sofreram alterações: “o segundo andar do Mercado Público sofreu um incêndio, o cinema do Instituto NT fechou suas portas, uma banca de revista típica do bairro Bom Fim também não está mais lá … assim, o filme flagra uma cidade que existe muito e não existe mais”, revela o diretor.

A música original foi composta por Frank Jorge, inspirada nos primeiros filmes de Truffaut, e em scores de Alberto Iglesias e Philip Glass. A canção Me Ajude a Lembrar, calcada no clima sessentista tão caro ao compositor, ganhou um videoclipe produzido pela Rainer Cine, que terá lançamento próximo à estreia do filme.

Nós Duas Descendo a Escada conta com Tainá Rocha e Milton do Prado na Direção de Produção, Bruno Polidoro na Direção de Fotografia, Adriana Borba, Valeria Verba e Pauliana Becker na Direção de Arte e Figurino, Assistência de Direção de Germano Oliveira, Som Direto de Tomaz Borges e Edição de Som e Mixagem de André Sittoni. A produção, distribuída pela Lança Filmes também traz no elenco Diones Camargo, Rafael Tombini, Zeca Brito, Frederico Vasques, Janaína Kraemer, Joana Vieira, entre outros nomes da cena local.

Para saber mais, acesse: facebook.com/nosduasdescendoaescada/

Sinopse: Comédia romântica que retrata nove meses de relacionamento entre Adri, uma artista recém-saída da faculdade, e Mona, uma arquiteta cheia de planos e dinheiro.

Versão estendida: Elas são bem diferentes. Adri acabou a faculdade de artes, mas vive naquele limbo posterior à formatura, perdida entre a terapia, um bico numa livraria e as conversas com seu único amigo. Mona é uma arquiteta sem neurose, com planos, dinheiro e uma turma sempre pronta para uma festa. Uma paixão, com Porto Alegre de fundo e o vento soprando os dias. Entre a primavera e o inverno, entre o céu azul e o algodão das nuvens, elas redescobrem que a intimidade tem seus encantos. Nove meses, nove escadas e nove estações do amor

Nós Duas Descendo a Escada (2015, 98 minutos) uma produção Rainer Cine.

Roteiro e Direção: Fabiano de Souza

Produção Executiva: Milton do Prado e Fabiano de Souza

Direção de Produção: Tainá Rocha e Milton do Prado

Direção de Fotografia: Bruno Polidoro

Direção de Arte e Figurino: Adriana Borba, Valeria Verba, Pauliana Becker

Som Direto: Tomaz Borges

Assistente de Direção: Germano Oliveira

Montagem: Milton Do Prado

Edição de som e mixagem: André Sittoni

Música Original: Frank Jorge

Elenco: Carina Dias, Miriã Possani, Diones Camargo, Rafael Tombini, Zeca Brito, Frederico Vasques, Fabrício Gorziza, Joana Vieira, Natalia Karam, Mirian Benigna, Gina Toccheto

Festivais: Prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular no CLOSE – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual; Exibido nos festivais: KASHISH Mumbai International Queer Film Festival; Los Angeles CineFest; For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual (Fortaleza); Modive-se – Mostra da Diversidade Sexual de Campinas; Festival de Cinema de Gramado.

Epidemia de Cores estreia dia 02 de junho na Casa de Cultura Mario Quintana

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Filme dirigido por Mário Saretta retrata a Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro

 

Estreia no dia 02 de junho, na Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana, o documentário Epidemia de Cores, dirigido pelo antropólogo Mário Saretta. O projeto, com financiamento do Fumproarte, retrata o dia a dia dos participantes e coordenadores da Oficina de Criatividade ministrada no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre.

A Oficina de Criatividade do Hospital Psiquiátrico São Pedro foi criada em 1990, inspirada nos trabalhos de Nise da Silveira desenvolvidos em um hospital psiquiátrico no Rio de Janeiro. Atualmente, as atividades contam com a participação de ex-internos, moradores do hospital psiquiátrico (pessoas internadas há décadas) e frequentadores interessados em arte, arteterapia ou no desenvolvimento de atividades expressivas diversas, tais como pintura, bordado, escultura em argila e escrita criativa. O Acervo da Oficina de Criatividade conta com cerca de 200 mil obras.

Em mais de dois anos de filmagens, o diretor realizou a captação de imagens interagindo com os participantes para falar sobre arte, loucura e liberdade. “Não há uma busca por um artista, mas pela importância de levarmos a sério a expressão destas pessoas. Meu interesse foi um encontro com cores, com histórias de vida, mas principalmente com acontecimentos não registráveis em prontuários médicos. Realizado com participantes da Oficina de Criatividade, sejam eles moradores do hospital ou apenas interessados em arteterapia, é um filme que visa produzir uma relação de afeto com vidas que pulsam em um hospital psiquiátrico que nasceu como um hospício”,  conta Saretta.

Distribuído pela Lança Filmes, o filme tem trilha sonora original de Vinicius Corrêa, montagem de Tatiana Nequete, desenho de som de Gabriela Bervian e Pós-Produção de Imagens de Bruno dos Anjos e Tiago Demaman.

Na estreia, um debate com a diretora e roteirista da Casa de Cinema de Porto Alegre, Ana Luiza Azevedo, Saretta e a professora de Filosofia e organizadora do livro “Cinema, Ética e Saúde”, Ana Fonseca, ocorrerá após a exibição do filme, na sessão das 19h30. Na terça-feira, dia 07, os médicos psiquiatras e psicanalistas Gley Costa e Gustavo Soares e psicólogo e professor titular do departamento de psicanálise e psicopatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Sousa promovem sessão comentada

O filme segue em cartaz até 08 de junho, com sessão diária às 19h30.

Mais informações: https://www.facebook.com/epidemiadecores | http://www.epidemiadecores.com/

 

FICHA TÉCNICA COMPLETA:

Direção, Produção e Roteiro: Mário Eugênio Saretta

Composição De Trilha Sonora: Vinicius Corrêa

Direção De Fotografia: Mário Eugênio Saretta

Montagem: Tatiana Nequete

Desenho De Som: Gabriela Bervian

Produção Executiva De Finalização: Vinicius Corrêa E Éverton Kniphoff

Pós-Produção De Imagem: Tiago Demaman e Bruno Dos Anjos

Assistente De Direção: Marco Antonio Poglia

Designer Gráfico: Thomas Benz

Motion Graphics: Ramiro Simch

Tradução Para O Inglês: Flávia Fusaro

Tradução Para O Espanhol: Marina Waquil E Paula Salem Carpio

Tradução Para O Francês: Charlotte Dafol
Legendagem: Charlotte Dafol

Assistente De Produção: Marco Antonio Poglia

Assistente De Montagem: Camila Daronch

Som Direto e Operação De Câmera: Mário Eugênio Saretta

Artista De Foley: Tiago Mayer

Gravação e Edição De Foley: Rafael Heck

Estúdio De Edição e Mixagem 5.1: Boomboom

Direção Musical: Vinicius Corrêa

Estúdio De Gravação De Trilha Sonora: Estúdio Boca De Sons

Violão: Vinicius Corrêa

Guitarra: Alison Knak

Distribuição: Lança Filmes

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Duração: 70min

Classificação: Livre

 

Músicas da Trilha Sonora:

[todas compostas exclusivamente para o documentário]

TODA A VIDA (Vinicius Corrêa)

MAQUINADO (Vinicius Corrêa)

LADRILHAR (Vinicius Corrêa)

Sobre o diretor:

MÁRIO EUGÊNIO SARETTA

Doutorando em Antropologia Social. Realizou pesquisa antropológica no hospital psiquiátrico, originárias da monografia “As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis” e da Dissertação de Mestrado intitulada “Terceira Margem do Hospital Psiquiátrico: Ética, Etnografia e Alteridade”. Em 2012, foi vencedor do concurso fotográfico Ser Estrangeiro: Sensações Visuais (RELINTER/UFRGS) e em 2014 foi finalista do prêmio Pierre Verger com a ensaio fotográfico A Razão das Cores, que foi exposto em diversas cidades brasileiras. Autor da fotografia de capa do livro Etnografia em Serviços de Saúde.

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Meu Amigo Hindu, longa mais recente de Hector Babenco, estreia dia 3 março de 2016

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Depois de oito anos o diretor retorna aos cinemas com, em suas próprias palavras, “uma história que aconteceu comigo e a conto da melhor forma que eu sei.”

 

Uma experiência pessoal de Hector Babenco foi o ponto de partida para seu novo longa, “Meu Amigo Hindu”, que estreia em 3 de março no circuito comercial do país.

Diego (Willem Dafoe) é um diretor de cinema que, ao saber que sofre de uma doença que pode ser fatal, casa-se com sua mulher de muitos anos, despede-se de seus amigos e entra numa rotina de longas jornadas em um hospital.

Lidando com a dor e conversando com a morte, conhece um menino hindu que se torna seu mais novo amigo. Um dia ele não aparece mais. Diego recebe alta, mas sua vida nunca mais será a mesma. Seu casamento acaba e, solitário, chega a se questionar se ele não estaria morrendo e ninguém lhe diz nada, até que conhece uma nova mulher.

No elenco, estão nomes como Willem Dafoe, Maria Fernanda Cândido, Barbara Paz, Selton Mello, Guilherme Weber, Reynaldo Gianecchini, Tuna Duek e Dan Stulbach.

O longa é uma produção é da HB Filmes e foi produzido por Babenco, além de contar com os produtores executivos Jeremy Thomas e Marcelo Torres. A distribuição nacional é da Europa Filmes.

O Diretor

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, Hector Babenco se mudou para o Brasil aos 19 anos. No cinema, antes de assinar seu primeiro longa-metragem, foi produtor executivo e codiretor, com Roberto Farias, de “O Fabuloso Fittipaldi” (1973). Dirigiu seu primeiro longa de ficção, “O Rei da Noite”, em 1975 e em 1977, “Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia”. Em seguida, lançou dois de seus filmes mais reconhecidos, “Pixote, A Lei do Mais Fraco” (1980) e “O Beijo da Mulher-Aranha” (1984).

Trabalhou com Jack Nicholson e Meryl Streep em “Ironweed”(1987), filme pelo qual os dois atores foram indicados ao Oscar, e com Aidan Quinn e Katty Bates em “Brincando Nos Campos do Senhor” (1990). “Coração Iluminado” (1998) marcou a volta de Babenco à ativa, depois de vencer um câncer linfático, descoberto oito anos antes. Em “Carandiru” (2003), levou para as telas o livro Estação Carandiru de Dráuzio Varella, médico oncologista que acompanhou seu tratamento. Em 2007, abriu a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo com “O Passado”, assim como em 2015, com “Meu Amigo Hindu”.

Também dirigiu a série “Carandiru – Outras histórias” (2005), da Rede Globo e diversos espetáculos teatrais como “Loucos de Amor”, (1988), “Closer – Mais Perto” (2000) e  Hell (2010).  Sua montagem mais recente foi “Vênus em Visom”, que esteve em cartaz em 2013 e 2014.

Meu Amigo Hindu (Brasil, 115 min., 2015)

Direção e roteiro: Hector Babenco

Produção: HB Filmes

Produtor: Hector Babenco

Produtores executivos: Jeremy Thomas e Marcelo Torres

Coprodutores: Lúcia Segall e Sun Moritz

Direção de Fotografia: Mauro Pinheiro Jr. ABC

Música original: Zbigniew Priesner

Montagem: Gustavo Giani

Designers de produção: Caroline Schamall (Carrô), Clovis Bueno, Isabel Xavier, Luís Oliveira e Clissia Morais

Figurinista: Rita Murtinho

Casting: Julia Medeiros

Elenco: Willem Dafoe, Maria Fernanda Cândido, Barbara Paz, Selton Mello, Guilherme Weber, Reynaldo Gianecchini, Denise Weinberg, Maitê Proença, Dan Stulbach, Vera Valdez, Stella Schnabel, Phil Miler, Dani Galli, Dalton Vigh, Clara Choveux e Rio Adlakha (Menino Hindu)

Produção

A HB Filmes foi fundada na década de 1970, com o intuito de produzir os filmes e trabalhos de seu sócio-fundador, o cineasta Hector Babenco.

Em mais de 40 anos, produziu longas como:

. O Rei da Noite (1975), que foi visto por mais de um milhão de expectadores nos cinemas.

. Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1977), que levou aos cinemas brasileiros seis milhões de pessoas.

. Pixote – A Lei do Mais Fraco (1981), que foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro pela Associação de Críticos de Los Angeles e de Nova York, além de ter sido visto por três milhões de espectadores somente no Brasil.

. O Beijo da Mulher Aranha (1985), que recebeu quatro nominações ao Oscar: Filme, Diretor, Roteiro Adaptado e Ator para Willian Hurt, que levou a estatueta.

. Ironweed (1987), pelo qual Jack Nicholson e Meryl Streep foram indicados ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Atriz.

. Brincando nos Campos do Senhor (1991), que teve em seu elenco nomes como Tom Berenger, Tom Waits, Kathy Bates, John Lithgow, Aidan Quinn.

. Coração Iluminado (1996), pelo qual Hector Babenco foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes.

. Carandiru (2003), que teve cerca de dez milhões de expectadores no Brasil e também concorreu à Palma de Ouro em Cannes.

. O Passado (2007), que com o ator mexicano Gael Garcia Bernal em seu elenco.

. Meu Amigo Hindu (2015), que é protagonizado por Willem Dafoe, Maria Fernanda Cândido, Selton Mello e Bárbara Paz.

Distribuição

A Europa Filmes é uma empresa brasileira que atua no mercado de distribuição de filmes, em cinema, vídeo, televisão e internet (VOD), desde 1990. Tem como diretor geral, Wilson Feitosa, fundador da empresa.

Possui um amplo repertório de filmes, que vai de blockbusters americanos aos filmes de arte europeus. Em seu catálogo, estão muitos indicados e ganhadores do Oscar, tanto estrangeiros como brasileiros. A Europa Filmes é uma distribuidora preocupada em oferecer o que há de melhor em conteúdos e serviços a seus parceiros e consumidores.

Globo Filmes

Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 160 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, dramas e aventuras, apostando em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como “Tropa de Elite 2”, “Se Eu Fosse Você 2”, “2 Filhos de Francisco”, “O Palhaço”, “Getúlio”, “Xingu”, “Carandiru”, “Nosso Lar” e “Cidade de Deus”– com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

Informações para a Imprensa

Porto Alegre: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

 

Nacional: ProCultura

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