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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

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cinema

“A Cidade dos Piratas”, de Otto Guerra, chega aos cinemas no dia 31 de outubro

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Longa-metragem com humor ácido e abordando temas atuais como política e identidade de gênero traz Laerte Coutinho e as vozes de Marco Ricca e Matheus Natchtergaele

 

Uma das obras mais polêmicas do diretor Otto Guerra, A Cidade dos Piratas faz uma mistura underground e caótica entre ficção e realidade sobre as vidas particulares de Laerte Coutinho e Otto Guerra. O filme é construído por meio de uma série de referências dos quadrinhos da Laerte, e do cinema do próprio diretor, além de buscar através da história do Brasil – inclusive fatos associados à história recente – fazer uma reflexão sobre a arte, a cultura pop, e política. Com distribuição da Lança Filmes, o filme chega no circuito nacional no dia 31 de outubro.  Em Porto Alegre, o longa terá pré-estreia no domingo, 27 de outubro, às 19h, na Cinemateca Capitólio Petrobras.

A animação é desenvolvida a partir de personagens dos quadrinhos Piratas do Tietê, que passam a ser rejeitados por sua criadora, Laerte Coutinho, quando ela se afirma transgênero, assumindo sua identidade feminina. “Para a Laerte, Os Piratas e outros universos de sua criação, ficaram superados. Ela dizia que os Piratas funcionavam nos anos 1980, mas que hoje os considera machistas. Eu também concordava que suas criações mais recentes eram muito melhores. O projeto do filme iniciou em 1993, evidente que o mundo evoluiu e tratamos de nos adaptar a essa nova fase da autora.”, diz Otto Guerra.

Amigos e contemporâneos, Otto Guerra e Laerte Coutinho beberam nas mesmas fontes dos anos 1970. Assim como Angeli e outros quadrinistas, são artistas influenciados pelas HQs do Crumb, Freak Brothers, pela literatura Beat dos anos 1950, Ginsberg, Kerouac, e essa identificação gerou a parceria que segue até os dias de hoje, e que serviu como base para a construção de A Cidade dos Piratas. 

“Laerte foi generosa em relação ao nosso filme: mesmo não querendo aparecer, se dispôs a gravar as cenas onde ela foi entrevistada por nós e ajudou na liberação dos direitos dos vários programas, de suas participações em diversos canais de TV”, diz o diretor Otto Guerra, que completa: “Ela incentivou a troca do roteiro original, no qual só os Piratas atuavam, pela versão em que os Piratas, ela e seu novo universo eram protagonistas. No início ficamos perdidos em meio ao labirinto que foi criado e isso reforçou muito a atualidade do nosso filme, trazendo questões que estão e ainda vão ser vanguarda dos questionamentos, de como chegamos na beira do abismo.”.

Ao convidar Matheus Nachtergaele e Marco Ricca para emprestarem suas vozes aos personagens, o diretor busca ampliar a dimensão contestadora e existencialista do filme, que retrata um processo de aceitação de desejos e de afetos, com a história de um homem que flerta com a cultura transexual. “Matheus é um ator que parece ser a própria personagem, sempre. E mais, ele facilmente capta a emoção da cena e faz tantas e tantas opções que chega a deixar o diretor de dublagem tonto. Gênio vivo entre nós. Já Marco Ricca tem aquele estigma do mau. Tínhamos o papel do político homofóbico e paranoico, ele era o cara perfeito para o papel.”, explica o diretor.

A Cidade dos Piratas, exibido em diversos festivais no Brasil e América Latina, foi o vencedor do prêmio de Melhor Roteiro e Melhor Direção no Festival de Cinema de Vitória de 2018, recebeu Menção Honrosa no 46º Festival de Cinema de Gramado e foi eleito o Melhor Filme do Anima Latina, realizado Buenos Aires no último ano, e do MUMIA 2018.  Participará ainda de festivais na Europa, como por exemplo CINANIMA que acontecerá em Espinho / Portugal em novembro e participou do OJO LOCO – Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble / França.

 

SINOPSE 

Inspirado nos famosos quadrinhos da cartunista Laerte, a história mescla a jornada de transição da artista e do diretor, que encara a morte após ser diagnosticado com câncer. Cria-se, então, um abismo caótico entre ficção e realidade na animação mais louca de todos os tempos.

 

FICHA TÉCNICA 

Roteiro: Rodrigo John, Laerte Coutinho, Thomas Créus e Otto Guerra

Direção: Otto Guerra

Produção Executiva: Marta Machado e Elisa Rocha

Direção de Animação: José Maia, Josemi Bezerra

Direção de Fotografia: Marco Arruda

Montagem: Marco Arruda

Direção de Arte: Pilar Prado e Laerte Coutinho

Desenho de Som: Gogó Conteúdo Sonoro

Edição de Som: Matheus Walter e Gogó

Conteúdo Sonoro

Mixagem: Gogó Conteúdo Sonoro

Trilha Sonora: Matheus Walter, Tiago Abrahão

Trilha Musical: Matheus Walter

Elenco: Laerte, Otto Guerra, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca, Marcos Contreras e Luis Felipe Ramos

 

PRÊMIOS E FESTIVAIS 

Menção Honrosa – 46º Festival de Cinema de Gramado – 2018;

Melhor Roteiro e Melhor Direção – 25º Festival de Cinema de Vitória – 2018;

Pirita – Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira 2018;

Melhor Filme – MUMIA 2018;

Melhor filme júri estudantil – Festival de Cine Latinoamericano de Grenoble;

Melhor filme – Anima Latina, Buenos Aires.

Mostra Int. de Cinema de São Paulo – 2018;

Festival ANIMAGE – Recife – 2018;

Mostra MUMIA – Belo Horizonte – 2019;

Anima Mundi – 2019;

Fest. Cine Latinoamericano de Grenoble – 2019;

Anima Latina, Buenos Aires – 2019;

ANIMA – Fest. Int. de Animação de Córdoba – 2019.

 

DIRETOR OTTO GUERRA  

Um dos pioneiros da animação autoral no Brasil, criou a Otto Desenhos Animados, que se tornou uma das produtoras de animação mais importantes do país. É o único diretor com quatro obras na lista dos 100 filmes mais importantes da animação brasileira definida pela ABRACCINE.

Entre suas obras:

“Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994);

“Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006);

“Até que a Sbórnia nos Separe” (2014).

 

LAERTE COUTINHO 

Laerte Coutinho é uma das quadrinistas mais conhecidas do Brasil. Começou sua carreira nos anos 70 fazendo o personagem “Leão”. Nos anos 80 lançou a revista “Piratas do Tietê” com a Circo Editorial e “O Tamanho das Coisas”. Foi colaborador de jornais e revistas como O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Veja e Isto É.

Em 2010 revelou publicamente sua opção pelo crossdressing e em 2012 fundou a ABRAT, Associação Brasileira de Transgêneros.

 

SOBRE A OTTO DESENHOS ANIMADOS 

O patamar que a animação brasileira atingiu no cenário mundial nos últimos anos mistura-se com a trajetória dos 40 anos da Otto Desenhos Animados.

Além de “Rocky e Hudson: Os Caubóis Gays” (1994), “Wood e Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll” (2006), “Até que a Sbórnia nos Separe” (2014) e mais tantos curtas, no currículo da produtora também está o curta-metragem “Castillo y el Armado” (2014), vencedor de mais de 50 prêmios, dentre eles o de melhor curta no FICG30 Guadalajara e Festival de Havana e selecionado para mais de 200 festivais, dentre eles o Festival de Veneza.

 

SOBRE A LANÇA FILMES 

Atuando no mercado de distribuição, a Lança Filmes valoriza a qualidade técnica e artística de seus filmes, levando para o público histórias que emocionem, comovam e permaneçam nas suas memórias. Entre as últimas estreias da distribuidora são: Meditation Park (2019), Depois do Fim (2019), Fantástica – Uma aventura no Mundo Boonie Bears (2018) e Yonlu (2018).

“Cartazes: uma história do cinema brasileiro” inaugura em 23 de julho na Cinemateca Capitólio Petrobras

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Exposição com cartazes que retratam a história do cinema brasileiro durante 90 anos tem curadoria da historiadora Alice Trusz e integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 

Porto Alegre, 17 de julho de 2019 – Inaugura na próxima terça-feira, 23 de julho, na Cinemateca Capitólio Petrobras, a exposição Cartazes: uma história do cinema brasileiro, que acompanha os principais fatos da história do cinema brasileiro entre 1928 (ano da inauguração do Cine-Theatro Capitólio) e 2018, data em que o prédio, onde hoje está sediada a Cinemateca Capitólio Petrobras, completou seu 90º aniversário, por meio de uma narrativa construída a partir de uma seleção de alguns de seus cartazes mais significativos, boa parte deles pertencentes ao acervo da instituição. Cartazes integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre através da Secretaria da Cultura/Coordenação de Cinema e Audiovisual.

 

Com curadoria assinada pela historiadora Alice Trusz, concepção visual da designer Tatiana Sperhacke e expografia a cargo de Andreia Vigo, a exposição é formada por três módulos: o primeiro deles apresenta uma linha do tempo, com 101 cartazes, fotografias e pequenos textos. O segundo módulo exibe um slide-show, que projeta uma seleção de cartazes digitalizados. Já o terceiro e último módulo traz uma projeção de trechos dos filmes representados nos cartazes da exposição.

O público é convidado a percorrer a história do cinema brasileiro em suas distintas temporalidades, valorizando o cartaz como peça fundamental para a divulgação dos filmes, e que por isso mesmo são peças que se constituem como objeto de interesse para o acervo da Cinemateca, tanto por seu valor documental quanto artístico.

“Nesta exposição, os cartazes de cinema são abordados enquanto peças de uma coleção museológica e fatores de cultura. Sob este novo estatuto, eles passam a servir como documentos históricos de práticas culturais, que informam sobre as formas de promoção publicitária do cinema, as mudanças no gosto do público, a história do design gráfico e a história do cinema. Como referências dos filmes, eles permitem evocar a sua lembrança e, assim, ganham um novo valor. Eles são memória e provocam memória, dos filmes e da experiência subjetiva de tê-los assistido”, revela a curadora. Alice contou com a assessoria de pesquisa de Marcus Mello e Rosemeri Iensen.

A abertura ocorre às 19h30 de 23 de julho e a visitação segue com entrada franca até 29 de setembro, de terça a sexta-feira das 09h às 20h30 e sábados, domingos e feriados das 14h às 20h30.

Para Visitas Orientadas, os interessados devem entrar em contato pelo email cdmcapitolio@gmail.com ou pelo telefone (51) 3289 7463.

A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o projeto Cinemateca Capitólio Petrobras programação especial 2019 aprovado na Lei Rouanet/Governo Federal, que será realizado pela FUNDACINE – Fundação Cinema RS e possui patrocínio master da PETROBRAS. O projeto contém 26 diferentes atividades entre mostras, sessões noturnas e de cinema acessível, master classes e exposições.

A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br | facebook.com/cinemateca.capitolio

 

 

CARTAZES: Uma História do Cinema Brasileiro no Capitólio

 Cartazes de cinema são peças gráficas que representam nossa cultura material, nossos sistemas de ideias e valores, nossas concepções de mundo. Como produtos históricos, eles revelam aspectos da dinâmica social, em suas contradições e transformações. Os cartazes, sendo objetos, possuem uma trajetória social, ao longo da qual desempenham diferentes usos e funções, sendo atribuídos de sentidos. Produzidos para divulgar um filme e atrair o espectador ao cinema, os cartazes podem, a seguir, ser descartados ou guardados por um colecionador privado ou institucional.

Nesta exposição, os cartazes de cinema são abordados enquanto peças de uma coleção museológica e fatores de cultura. Sob este novo estatuto, eles passam a servir como documentos históricos de práticas culturais, que informam sobre as formas de promoção publicitária do cinema, as mudanças no gosto do público, a história do design gráfico e a história do cinema. Como referências dos filmes, eles permitem evocar a sua lembrança e, assim, ganham um novo valor. Eles são memória e provocam memória, dos filmes e da experiência subjetiva de tê-los assistido.

Ao evidenciarmos certos aspectos da história do cinema brasileiro a partir dos cartazes de seus filmes mais relevantes, buscamos oferecer um panorama inicial de um processo histórico muito mais amplo e complexo, daí o caráter apenas exploratório da curadoria. No entanto, esperamos com tal amostra da coleção de cartazes de cinema do Centro de Documentação e Memória da Cinemateca Capitólio Petrobrás despertar a comunidade para a sua importância para além de meios de comunicação comercial, espaços de criação artística e formação estética, fomentando o seu reconhecimento e preservação também como repositórios de nossa memória, documentos de nossa história e formadores de nossa identidade cultural.

Alice D. Trusz

Historiadora e curadora

 

Ficha técnica
Pesquisa e Curadoria: Alice D. Trusz
Expografia: Andreia Vigo
Concepção visual e Design gráfico: Tatiana Sperhacke
Assessoria de pesquisa: Marcus Mello, Rosemeri Iensen
Projeto de mobiliário e Coordenação de montagem: Eduardo Saorin

Edição de vídeo: Kevin Agnes
Produção: Débora Palhares, Juli Fossatti, Paola Mallmann

Mostra sobre Cinema, Ciência e Tecnologia ocorre de 18 a 31 de julho na Cinemateca Capitólio Petrobras

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Cinema, Ciência e Tecnologia: Diálogos Possíveis traz mais de 20 filmes que traduzem o impacto sociocultural e muitas transformações vivenciadas no século XX e integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 

Porto Alegre, 08 de julho de 2019 – A Cinemateca Capitólio Petrobras apresenta de 18 a 31 de julho a mostra Cinema, Ciência e Tecnologia: Diálogos Possíveis com mais de vinte filmes, entre curtas e longas, que trazem múltiplas perspectivas a respeito da intersecção tripla entre os saberes. Em diferentes tempos e territórios, as obras traduzem o impacto sociocultural e muitas transformações vivenciadas no século vinte.

A mostra é dividida em dez seções temáticas – Enigmas, Investigações, Ilusões, Experiências, Artifícios, Limites, Aprendizados, Consciências, Horizontes e Horrores – e apresenta obras que contribuíram com reflexões instigantes sobre as transformações tecnológicas testemunhadas pela própria história do cinema, como Matrix, de Lilly e Lana Wachowski, Um Homem com a Câmera, de Dziga Vertov, O Fundo do Coração, de Francis Ford Copolla e Razzle Dazzle: The Lost World, de Ken Jacobs.

A sessão de abertura, na quinta-feira, 18 de julho, às 19h30, apresenta uma das primeiras exibições brasileiras do longa-metragem A Noite Amarela, destaque do Festival de Rotterdam deste ano, dirigido pelo paraibano Ramon Porto Mota. O diretor estará presente para um debate após a exibição. A sessão de encerramento, na quarta-feira, 31 de julho, às 19h30, conta com a ficção-científica Plano Controle, o mais novo filme da realizadora de Baronesa, Juliana Antunes, seguido da versão restaurada do longa-metragem Abrigo Nuclear, de Roberto Pires, um clássico sci-fi brasileiro. Juliana estará presente e participa de uma conversa após a sessão.

Outra estreia importante na cidade é Mirante, longa-metragem experimental de Rodrigo John, que parte de um registro de mais de 10 anos das janelas de um apartamento no Centro de Porto Alegre. Completam a programação brasileira Branco Sai, Preto Fica, o híbrido entre documentário e ficção-científica de Adirley Queiróz, e o retrato das indígenas do Alto Xingu As Hiper Mulheres, de Takumã Kuikuro, Leonardo Sette, Carlos Fausto. O Auge do Humano, co-produção entre Argentina e Brasil, de Eduardo Williams, ganha sessão comentada pela Gogó Conteúdos Sonoros, a equipe responsável pela criação sonora do filme.

A programação também destaca grandes pioneiras do cinema, com filmes de Maya Deren, nome essencial do cinema de vanguarda, Julie Dash e Zeinabu irene Davis, integrantes do movimento L. A. Rebellion, grupo de realizadores que saíram da Universidade da Califórnia em Los Angeles e transformaram o cinema negro dos Estados Unidos, e Kathleen Collins, diretora de Sem Chão, outro marco da produção afro-americana realizada na década de 1980.

 O diálogo com as artes visuais no recorte temático da mostra está presente nas exibições do documentário Giuseppe Penone, sobre a obra de um dos grandes nomes da Arte Povera, que será comentado pelas pesquisadoras Marina Câmara e Maria Ivone dos Santos, e do vídeo da artista Nancy Holt que registra a criação Sun Tunnels, uma das obras-primas da Land Art.

A mostra ainda apresenta filmes impactantes de Michelangelo Antonioni, James Gray, David Cronenberg e Kiyoshi Kurosawa.

A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o projeto Cinemateca Capitólio Petrobras programação especial 2019 aprovado na Lei Rouanet/Governo Federal, que será realizado pela FUNDACINE – Fundação Cinema RS e possui patrocínio master da PETROBRAS. O projeto contém 26 diferentes atividades entre mostras, sessões noturnas e de cinema acessível, master classes e exposições.

Os ingressos para as sessões custam R$ 10,00, com meia entrada para estudantes, idosos e portadores do Cartão Petrobras com acompanhante, além de gratuidade para os funcionários da Petrobras. A bilheteria abre 30 minutos antes de cada sessão. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br | facebook.com/cinemateca.capitolio

 

 

FILMES

 ENIGMAS

 A Noite Amarela

Brasil, 2019, 100 minutos, DCP

Direção: Ramon Porto Mota

O que pode ser morrer, frente ao medo de existir? Uma viagem de turma de adolescentes paraibanos para uma cidade pequena.

 

O Mistério de Oberwald

(Il Mistero di Oberwald)

Itália/Alemanha, 1980, 129 minutos, digital

Direção: Michelangelo Antonioni

Sebastian, um homem procurado, chega ao Castelo de Oberwald para matar a rainha, mas desmaia antes do crime. Ele é a imagem do rei assassinado no dia do casamento.

 

INVESTIGAÇÕES
Mirante

Brasil, 2019, 79 minutos, DCP

Direção: Rodrigo John

Morador observa os habitantes do centro de Porto Alegre, enquanto uma reviravolta na história do Brasil ecoa velhos fantasmas. No vidro das janelas, o lado de fora e o de dentro se misturam, numa sinfonia fora do tempo.
Giuseppe Penone

Brasil, 2018, 52 minutos, HD

Direção: Pedro Urano

Em seu estúdio em Turim, o artista apresenta alguns de seus trabalhos mais emblemáticos e o entendimento sobre a natureza e o tempo que eles contém. Acompanhamos a instalação da obra “Elevazione” no Inhotim, visitamos o “jardim das esculturas fluidas” – uma expressiva coleção de esculturas ao ar livre instalada permanentemente por Penone nos arredores de Turim – e flagramos o artista trabalhando no bosque próximo a sua casa de campo em San Raffaele.

ILUSÕES

Matrix

Estados Unidos/Austrália, 1999, 135 minutos, HD

Direção: Lilly e Lana Wachowski

Em um futuro próximo, jovem programador é atormentado por estranhos pesadelos: está conectado por cabos em um imenso sistema de computadores.

 

  1. A. Rebellion: Julie Dash e Zeinabu irene Davis

 

Ciclos

(Cycles)

Estados Unidos, 1989, 17 minutos, digital

Direção: Zeinabu irene Davis

Uma mulher aguarda a menstruação. Sua apreensão logo se aprofunda em transe.

 

Diário de uma Freira Africana

(Diary of an African Nun)

Estados Unidos, 1977, 15 minutos, digital

Direção: Julie Dash

O fluxo de consciência de uma freira negra vivendo em Uganda.

 

Ilusões

(Illusions)

Estados Unidos, 1982, 36 minutos, digital

Direção: Julie Dash

O encontro entre uma assistente de produção de Hollywood e uma cantora negra contratada para dublar atrizes brancas em cenas musicais.

 

EXPERIÊNCIAS

Cavaleiros Divinos – Os Deuses Vivos do Haiti

(Divine Horsemen: The Living Gods of Haiti)

Haiti/Estados Unidos, 1977, 53 minutos, HD

Direção: Maya Deren, Teiji Ito e Cherel Ito

Estudo etnográfico íntimo das danças e rituais de Vodu filmado por Maya Deren durante seus anos no Haiti (1947-1951). Edição feita por Teiji Ito e Cherel Ito nos anos 1970.
Z – A Cidade Perdida

(The Lost City of Z)

Estados Unidos, 2016, 141 minutos, DCP

Direção: James Gray

O explorador britânico Percy Fawcett viaja para a Amazônia no início do século XX e descobre evidências de uma civilização avançada que pode ter habitado a região.

 

ARTIFÍCIOS

Sun Tunnels

Estados Unidos, 1978, 26 minutos, digital

Direção: Nancy Holt

Sun Tunnels documenta a produção da obra-prima da Land Art criada pela artista Nancy Holt em 1976.
O Fundo do Coração

(One From the Heart)

Estados Unidos, 1982, 107 minutos, HD

Direção: Francis Ford Coppola

Numa Las Vegas onírica, Hank e Frannie decidem que seu casamento chegou ao fim. As novas paixões podem ser tão ilusórias quanto o brilho da cidade que os cerca.

 

LIMITES

Um Homem com uma Câmera

(Chelovek s kinoapparatom)

União Soviética, 1929, 68 minutos, HD

Direção: Dziga Vertov

A cidade acorda. A câmera-olho inicia sua aventura neste marco da vanguarda soviética dos anos 1920.

 

O Auge do Humano

(El Auge de Humano)

Argentina, 2016, 100 minutos, DCP

Direção: Eduardo Williams

Exe, argentino, Alf, moçambicano e Archie, das Filipinas, acabam se conhecendo na internet enquanto buscam algum tipo de conexão.

 

APRENDIZADOS

Sem Chão

(Losing Ground)

Estados Unidos, 1982, 86 minutos, HD

Direção: Kathleen Collins

Professora de filosofia vive crise com o marido, um pintor vanguardista. Longa de estreia Kathleen Collins e marco do cinema negro dos EUA.

 

O Professor Aloprado

(The Nutty Professor)

Estados Unidos, 1963, 107 minutos, HD

Direção: Jerry Lewis

Professor atrapalhado (e apaixonado) inventa uma fórmula para se transformar em outro homem.

 

CONSCIÊNCIAS

A Vida de Galileu

(Galileo)

Reino Unido, 1975, 139 minutos, digital

Direção: Joseph Losey

Galileu Galilei busca, por meio de instrumentos e da verificação científica, a validade das teorias de Copérnico. Adaptação da obra de Brecht.
Branco Sai, Preto Fica

Brasil, 2015, 94 minutos, DCP

Direção: Adirley Queiroz

Tiros em um baile de black music na periferia de Brasília ferem dois homens, Marquim e Sartana. Dimas vem do futuro para encontrar Sartana e provar que a culpa é da sociedade repressiva. Marquim trabalha numa invenção que irá levar a voz e a música de Ceilândia para o espaço.

 

HORIZONTES

As Hiper Mulheres

Brasil, 2012, 80 minutos, DCP

Direção: Takumã Kuikuro, Leonardo Sette, Carlos Fausto

Temendo a morte da esposa idosa, um velho pede a seu sobrinho que realize o maior ritual feminino do Alto Xingu, para que ela possa cantar uma última vez.

 

Razzle Dazzle: The Lost World

Estados Unidos, 2008, 92 minutos, digital

Direção: Ken Jacobs

Jacobs manipula digitalmente um curta de Thomas Edison de 1903, onde um grupo de crianças monta uma espécie de montanha russa.

 

HORRORES

Pulse

(Kairo)

Japão, 2001, 118 minutos, HD

Direção: Kiyoshi Kurosawa

Adolescentes japoneses investigam uma série de suicídios ligados a uma página de internet que promete aos visitantes a chance de se conectarem com os mortos.

 

eXistenZ

Canadá/Reino Unido, 1999, 96 minutos, HD

Direção: David Cronenberg

Uma renomada designer de jogos de realidade virtual é vítima de uma intensa perseguição por fanáticos religiosos que querem assassiná-la.

 

 

SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Plano Controle + Abrigo Nuclear

Plano Controle

Brasil, 2018, 15 minutos, DCP

Direção: Juliana Antunes

Em um contexto político distópico, Marcela usa um novo serviço do celular para deixar o país.

Abrigo Nuclear

Brasil, 1981, 85 minutos, HD

Direção: Roberto Pires

O planeta foi contaminado por múltiplas explosões nucleares e os sobreviventes dos eventos vivem sob o solo, num abrigo controlado por cientistas. Após um acidente dentro do local, um grupo de rebeldes decide desafiar as restrições impostas e subir para a superfície

 

GRADE DE HORÁRIOS

18 a 31 de julho de 2019

18 de julho (quinta)

16h – A Vida de Galileu

19h30 – A Noite Amarela + debate com Ramon Porto Mota

 

19 de julho (sexta)

16h – Branco Sai, Preto Fica

18h – O Mistério de Oberwald

20h30 – Cavaleiros Divinos – Os Deuses Vivos do Haiti

 

20 de julho (sábado)

16h – Z – A Cidade Perdida

18h30 – Branco Sai, Preto Fica

20h – Giuseppe Penone + debate

 

21 de julho (domingo)

16h – A Vida de Galileu

18h30 – Sun Tunnels + debate

19h30 – O Mistério de Oberwald

 

23 de julho (terça)

16h – Matrix

18h30 – Um Homem com a Câmera

20h – O Fundo do Coração

 

24 de julho (quarta)

16h – O Fundo do Coração

18h – Um Homem com a Câmera

19h30 – O Auge do Humano + debate com integrantes da Gogó Conteúdo Sonoros

 

25 de julho (quinta)

16h – As Hiper Mulheres

17h30 – Z – A Cidade Perdida

20h – Razzle Dazzle: The Lost World

 

26 de julho (sexta)

16h – Branco Sai, Preto Fica

18h – O Professor Aloprado

20h – Projeto Raros Especial: Sem Chão + debate com Juliana Costa

 

27 de julho (sábado)

16h – As Hiper Mulheres

18h – Matrix

20h30 – L. A. Rebellion: Julie Dash e Zeinabu irene Davis

 

28 de julho (domingo)

16h – Pulse

18h – Um Homem com a Câmera

19h – Mirante + debate com Rodrigo John

 

30 de julho (terça)

16h – Pulse

18h – Z – A Cidade Perdida

20h30 – eXistenZ

 

31 de julho (quarta)

18h – eXistenZ

19h30 – Plano Controle + Abrigo Nuclear (debate com Juliana Antunes)

Goethe-Institut e Aliança Francesa Porto Alegre promovem mostra sobre movimentos sociais e insurgências populares na Cinemateca Capitólio Petrobras

Uma Juventude Alemã

 Insurreição ocorre de 18 a 27 de junho e traz em sua programação filmes e debates sobre as relações entre os movimentos estudantis da década de 1960 e os protestos atuais

 

No exato momento em que as ruas do Brasil voltam a ser palco de grandes manifestações políticas, o Goethe-Institut e a Aliança Francesa Porto Alegre promovem de 18 a 27 de junho na Cinemateca Capitólio Petrobras, a mostra Insurreição, que conta com 17 filmes e três mesas de debate sobre as relações entre os movimentos sociais protagonizados por estudantes nas décadas de 1960 e 1970, em particular na Alemanha e na França, e as atuais formas de insurreição popular e desobediência civil.

Os 50 anos das revoltas estudantis de Maio de 1968, celebrados em 2018, a passagem do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim e das revoltas estudantis na Praça da Paz Celestial de Pequim, ou ainda os 50 anos do levante de Stonewall, em Nova York, marco da luta pelos direitos da comunidade LGBT (todos comemorados em 2019), são acontecimentos que estimularam os organizadores a propor uma reflexão sobre a permanência dos movimentos de insurreição na sociedade contemporânea. Para tanto, o crítico e pesquisador de cinema Marcus Mello, curador da mostra, elegeu como ponto de partida o filme Uma Juventude Alemã, de Jean-Gabriel Périot, uma co-produção entre Alemanha e França que estreou na seção Panorama do Festival de Cinema de Berlim em 2015 e permanece inédita no Brasil.

Neste documentário, o diretor resgata, através de um riquíssimo material de arquivo, as origens estudantis do grupo Baader-Meinhof e suas relações com o movimento dos estudantes franceses que tomaram as ruas em maio de 1968, refletindo sobre os seus distintos desdobramentos históricos e sua repercussão internacional.

Através de uma seleção de filmes clássicos e outros de produção recente, Insurreição busca relacionar esses movimentos de revolta iniciados na Europa no final da década de 60 e ver como eles ainda reverberam nos dias de hoje, em particular com as ocupações de escolas por estudantes secundaristas no Brasil, reconhecido como um dos mais relevantes e inspiradores gestos de desobediência civil no cenário político atual. “Junte-se a isso outras manifestações recentes, como as ocupações urbanas protagonizadas pelo MTST, ou de grupos feministas radicais, como o ucraniano Femen, e teremos um atestado revelador de que os tempos atuais estão longe de poderem ser classificados como conformistas, existindo uma chama persistente de insatisfação e revolta na sociedade civil”, declara Mello.

Entre os destaques da programação, está a primeira exibição na cidade do documentário Espero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai, sobre o movimento de ocupação das escolas em São Paulo, que ganhou o prêmio da Anistia Internacional no último Festival de Berlim. A diretora e a jovem ativista Marcela Jesus, uma das protagonistas do filme, estarão presentes na abertura da mostra, no dia 18, para sessão seguida de debate ao lado de Cacá Nazário, diretor do curta Secundas, que retrata o movimento de ocupações escolares em Porto Alegre.

Já controversa atuação do grupo terrorista Baader-Meinhof e suas repercussões na história recente da Alemanha está representada por um bloco de cinco filmes que trazem a visão de diretores alemães de diferentes gerações sobre as ações do grupo, também conhecido como Fração do Exército Vermelho: A Terceira Geração (1979), de Rainer Werner Fassbinder, Os Anos de Chumbo (1981), de Margarethe von Trotta, A Segurança Interna (2000), de Christian Petzold, e As Consequências do Crime (2015), de Julia Albrecht e Dagmar Gallenmüller, além de Alemanha no Outono (1978), produção coletiva assinada por dez diretores (Rainer Werner Fassbinder, Alf Brustellin, Hans Peter Cloos, Alexander Kluge, Maximiliane Mainka, Edgar Reitz, Katja Rupé, Volker Schlöndorff, Peter Schubert e Bernhard Sinkel), considerado um dos clássicos do cinema político alemão.

A programação inclui ainda produções inéditas no Brasil, como os documentários Morrer aos 30 Anos, de Romain Goupil (sobre Maio de 1968 e suas consequências), e A Assembleia, de Mariana Otero (sobre o movimento de organização social Nuit Debout, que eclodiu na França em 2016). Já a resistência dos movimentos em prol dos direitos homossexuais, está representada pela exibição de 120 Batimentos por Minuto, emocionante drama de ficção que resgata a história dos ativistas do Act Up na França, à época da eclosão da epidemia da Aids. Também da França vem a obra-prima Zero de Conduta (1933), de Jean Vigo, que mostra a ocupação de uma escola por alunos revoltados com a tirania de seus professores, na década de 1930 do século passado.

Ao lado do inédito Espero Tua (Re)Volta, os recentes movimentos de resistência e desobediência civil no Brasil estão representados por uma seleção de títulos que retratam desde as revoltas dos estudantes secundaristas, como Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli, e Rasga Coração, de Jorge Furtado, a mobilização dos trabalhadores sem teto (O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni, e Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé), e as grandes  manifestações de junho de 2013 (Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos).

A mostra também conta com três debates. O primeiro deles, na abertura da mostra em 18 de junho, reúne os diretores Eliza Capai e Cacá Nazário e a ativista Marcela Jesus. Já no dia 24, às 19h, o diretor Jorge Furtado debate o seu filme Rasga Coração, ao lado da cientista política Céli Pinto, no Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre. Finalmente, no dia 27 de junho, a cineasta Liliana Sulzbach e a cientista política Silvana Krause, discutem o documentário Uma Juventude Alemã, no encerramento da mostra, na Cinemateca Capitólio Petrobras, às 19h30.

Os ingressos custam R$ 10,00 para as sessões na Cinemateca Capitólio Petrobras, com bilheteria aberta 30 minutos antes das sessões. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. A sessão de Rasga Coração no auditório do Goethe-Institut Porto Alegre tem entrada franca e distribuição de senhas uma hora antes da sessão.

 

FILMES DA PROGRAMAÇÃO

Uma Juventude Alemã (Une Jeunesse Allemande), de Jean-Gabriel Périot (França/Suíça/Alemanha, 2015, documentário, 93 minutos).

No final da década de 1960, a geração do pós-guerra alemão, desiludida pelo capitalismo anticomunista, se revoltava. O protesto contra o Estado levou à fundação da Fração do Exército Vermelho (RAF). O documentário de Jean-Gabriel Périot descreve, sem comentários, a transformação gradual e a crescente politização da era RAF, das suas origens estudantis até chegar à resistência armada, comparando o movimento dos estudantes alemães e seus desdobramentos com o movimento de Maio de 1968 na França. Exibição em HD.

 

Espero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai (Brasil, 2019, documentário, 90 minutos).

Quando a crise se aprofundou no Brasil, os estudantes saíram às ruas e ocuparam escolas protestando por um ensino público de qualidade e uma cidade mais inclusiva. O documentário de Eliza Capai acompanha as lutas estudantis desde as marchas de 2013 até a vitória do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Inspirada pela linguagem do próprio movimento, o filme é conduzido pela locução de três estudantes, representantes de eixos centrais da luta, que disputam a narrativa, explicitando conflitos do movimento e evidenciando sua complexidade. Ainda inédito nos cinemas, o filme de Eliza Capai ganha sua primeira exibição em Porto Alegre. Prêmio da Anistia Internacional no último Festival de Berlim. Exibição em DCP.

 

Alemanha no Outono (Deutschland im Herbst), de Rainer Werner Fassbinder, Alf Brustellin, Hans Peter Cloos, Alexander Kluge, Maximiliane Mainka, Edgar Reitz, Katja Rupé, Volker Schlöndorff , Peter Schubert e Bernhard Sinkel (Alemanha, 1978, 123 minutos).

Filme formado por diferentes episódios, assinados por um grupo de diretores que inclui alguns dos nomes mais importantes do cinema alemão do pós-guerra, como Alexander Kluge, Rainer Wener Fassbinder, Edgar Reitz, Volker Schlöndorff e Hans Peter Cloos. O filme cobre o período de dois meses no ano de 1977, quando um empresário foi raptado e posteriormente morto pela Fração do Exército Vermelho, grupo terrorista de esquerda cujas ações convulsionaram a opinião pública alemã na década de 1970. Após essa operação frustrada, três líderes do movimento, Andreas Baader, Gudrun Ersslin e Jean-Carl Rasper, teriam cometido suicídio na prisão de Stammheim. O filme inclui raras imagens do funeral de Baader, Ersslin e Rasper, e a participação de intelectuais como os escritores Heinrich Böll e Max Frisch e dos cineastas Margarethe von Trotta, Rainer Werner Fassbinder e Volker Schlöndorff. Exibição em HD.

 

A Terceira Geração (Die Dritte Generation), de Rainer Werner Fassbinder. Com Margit Carstensen, Hanna Schygulla, Eddie Constantine, Bulle Ogier, Udo Kier e Hark Bohm (Alemanha, 1979, 111 minutos).

Uma comédia de humor negro sobre as atrapalhadas ações de um grupo de terroristas clandestinos. Polêmica visão de Fassbinder em relação à atuação da Fração do Exército Vermelho na Alemanha, o filme provocou reações extremas na época de seu lançamento, incluindo o espancamento de um projecionista em Hamburgo e a invasão de um grupo de jovens a um cinema em Frankfurt, que tentaram destruir a sua cópia com ácido. Condenado a um longo período de invisibilidade, e ofuscado pelo sucesso de outras produções do prolífico diretor Fassbinder, este filme debochado e anárquico somente seria redescoberto em meados dos anos 2000, quando reestreou nos cinemas alemães e pode ter suas virtudes finalmente reconhecidas. Exibição em HD.

 

Os Anos de Chumbo (Die Bleierne Zeit), de Margarethe von Trotta. Com Jutta Lampe, Barbara Sukowa, Rüdiger Vogler e Luc Bondy (Alemanha, 1981, 106 minutos).

Filhas de um rígido pastor protestante, as irmãs Juliane (Jutta Lampe) e Marianne (Barbara Sukowa) se afastam da severidade religiosa de seu ambiente familiar para militarem na luta pelos direitos das mulheres. Enquanto Juliane se torna uma jornalista engajada, sua irmã passa a integrar uma organização terrorista. Quando Marianne é presa, Juliane decide ajudar a irmã, apesar das diferenças de opinião que ambas têm em relação aos limites de seu comprometimento político. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, onde conquistou também o prêmio de melhor atriz para Jutta Lampe e Barbara Sukowa, este impactante drama de Margarethe von Trotta foi incluído pelo diretor sueco Ingmar Bergman na lista de seus filmes favoritos. Exibição em HD.

 

A Segurança Interna (Die Innere Sicherheit), de Christian Petzold. Com Julia Hummer, Barbara Auer, Richy Müller, Bilge Bingül e Bernd Tauber (Alemanha, 2000, 106 minutos).

Um casal de ex-terroristas alemães vive na clandestinidade em Portugal, na companhia de sua rebelde filha adolescente. Com roteiro co-assinado por Harun Farocki, foi o filme que revelou o cineasta Christian Petzold, um dos grandes nomes do cinema alemão contemporâneo, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros com Em Trânsito. Vencedor do troféu de melhor filme do ano no Deutscher Filmpreis, a principal premiação do cinema alemão. Exibição em HD.

 

As Consequências do Crime (Die Folgen der Tat), de Julia Albrecht e Dagmar Gallenmüller (Alemanha, 2015, documentário, 80 minutos).

Após 37 anos do assassinato de Jürgen Ponto, diretor do Dresdner Bank, por um grupo terrorista, as diretoras Julia Albrecht e Dagmar Gallenmüller investiga o envolvimento de sua irmã Susanne Albrecht neste crime, que provocou traumas profundos tanto entre os familiares de Ponto quanto na sua própria família. Um documentário corajoso e altamente pessoal, que investiga os efeitos de fatos históricos recentes na vida de indivíduos comuns. Exibição em HD.

 

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé. Com Carmen Silva, Isam Ahmad Issa, Suely Franco, José Dumont e Gabriel Tonin (Brasil, 2016, 93 minutos).

No centro de São Paulo, o prédio do antigo Hotel Cambridge é ocupado por trabalhadores sem moradia. Através de uma hábil combinação entre documentário e ficção, a diretora Eliane Caffé produz um contundente retrato sobre os movimentos de ocupação dos trabalhadores sem-teto, o MTST, no Brasil, descrevendo sua organização e seus embates contra o Estado. Exibição em DCP.

 

Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos (Brasil, 2017, documentário, 83 minutos).

As manifestações que ocorreram no Brasil entre junho de 2013 e julho de 2014 estão no centro do documentário de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos, que trabalha exclusivamente com material de arquivo. A abordagem tradicionalista dos grandes meios de comunicação e a cobertura alternativa das mídias independentes são comparadas e exploradas, evidenciando as suas diferenças e a posição do observador e do observado em cada uma delas. Ao propor um olhar sobre reportagens de televisão, materiais gravados por jornalistas e cineastas que acompanharam as manifestações e mídias alternativas (como a cobertura do coletivo Mídia Ninja), a dupla de diretores busca encontrar as relações internas às imagens, apresentando esses documentos produzidos no calor da hora sem hierarquização entre as diferentes fontes. Um filme de arquivo tenso e urgente, no qual a edição provoca novas relações entre imagem e discurso. Exibição em DCP.

 

Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli (Brasil, 2017, documentário, 77 minutos).

Em São Paulo, alunos secundaristas reagem ao decreto oficial que determina o fechamento de 94 escolas da rede pública e a realocação dos alunos. A resposta estudantil surpreende. Em poucos dias, por meio de redes sociais e aplicativos, eles organizam uma reação em uma verdadeira Primavera Secundarista – algo completamente inédito no país –, ocupando 241 escolas e saindo às ruas para protestar. O estado decreta guerra aos estudantes. Exibição em DCP.

 

Zero de Conduta (Zéro de Conduite), de Jean Vigo. Com Jean Dasté, Robert le Flon, Louis Lefebvre, Delphin e Gilbert Prouchon (França, 1933, 47 minutos).

Um grupo de estudantes ocupa sua escola para protestar contra a tirania de seus professores. Clássico de Jean Vigo realizado na década de 30, este média-metragem é considerado uma autêntica celebração da revolta e da insubordinação, e durante anos esteve proibido na França. Um filme maldito, de um diretor maldito, que somente teria seu talento reconhecido após a sua morte. Exibição em HD.

 

Morrer aos 30 Anos (Mourir à 30 Ans), de Romain Goupil (França, 1982, documentário, 95 minutos).

Após o suicídio de seu amigo Michel Récanati, o cineasta Romain Goupil se interroga a respeito de seu passando militante na extrema esquerda da CAL (Comités d’Action Lycéens). Ele insere em meio a imagens de assembleias gerais e manifestações em torno de 1968, documentos íntimos e depoimentos de antigos companheiros que partilharam desse momento. Através de um documentário de tom comovedoramente pessoal, Goupil traça o retrato de uma geração. Vencedor da Caméra d’Or no Festival de Cannes em 1982. Exibição em HD.

 

A Assembleia (L’Assemblée), de Mariana Otero. França, 2017, documentário, 99 minutos.

Em 31 de março de 2016, na Praça da República em Paris, nasce o movimento Nuit Debout. Durante mais de três meses, pessoas de todos os horizontes experimentaram a invenção de uma nova forma de democracia. Como falar juntos sem falar de uma só voz? Eis a pergunta colocada pelo movimento, ao qual a diretora Mariana Otero procura dar voz, neste documentário inédito nos cinemas brasileiros. Exibição em HD.

 

120 Batimentos por Minuto (120 Battements par Minute), de Robin Campillo. Com Nahuel Pérez Biscayart, Arnaud Valois, Adèle Haenel e Antoine Reinartz (França, 2017, 143 minutos).

A organização dos movimentos LGBT na França no começo da década de 80, a fim de garantir aos portadores do vírus da Aids tratamento de saúde digno e recursos para as pesquisas na área médica. Grande Prêmio do Júri e vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes de 2017. Exibição em DCP.

 

Rasga Coração, de Jorge Furtado. Com Marco Ricca, Drica Moraes, Chay Suede, George Sauma, João Pedro Zappa e Luisa Arraes (Brasil, 2018, 113 minutos).

Após 40 anos de militância, Manguary Pistolão (Marco Ricca) vê o filho (Chay Suede) acusá-lo de ser um conservador, revivendo o mesmo conflito que teve com seu pai (Nelson Diniz) na juventude. Elogiada adaptação de Jorge Furtado para o texto de Oduvaldo Vianna Filho, um clássico da dramaturgia brasileira. Sessão única no Auditório do Goethe-Institut, seguida de debate com o diretor Jorge Furtado e a professora e cientista política Céli Pinto. Exibição em HD.

 

Secundas, de Cacá Nazário (Brasil, 2017, documentário, 20 minutos).

“Uma fagulha pode incendiar uma pradaria”. O conhecido provérbio chinês ilustra a dimensão tomada pelo movimento de ocupação das escolas brasileiras pelos estudantes secundaristas, que se alastrou pelo Brasil em 2016. O empolgante documentário de Cacá Nazário acompanha as repercussões e desdobramentos da ação política desses jovens estudantes nas escolas de Porto Alegre. Prêmio de melhor curta-metragem gaúcho no Festival de Gramado em 2017. Exibição em DCP.

 

O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni. Com Cosme RodriguesFrancisco GickSilvana Rodrigues (Brasil, 2015, 22 minutos).

Ocupantes de um prédio abandonado recebem a notícia de que podem ser despejados a qualquer momento. Enquanto Anna tenta lidar com a notícia, ela se depara com um misterioso homem deitado em sua cama. Prêmio de melhor direção no Festival de Gramado em 2015. Exibição em DCP.

 

 

GRADE DE HORÁRIOS

18 a 27 de junho de 2019 

 

18 de junho (terça-feira)

16:00 – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge

18:00 – Zero de Conduta

19:00 – Secundas + Espero Tua (Re)Volta, sessão seguida de debate com os diretores Cacá Nazário e Eliza Capai e a ativista Marcela Jesus

 

19 de junho (quarta-feira)

16:00 – As Consequências do Crime

18:00 – Os Anos de Chumbo

20:00 – Morrer aos 30 Anos

 

20 de junho (quinta-feira)

16:00 – Operações de Garantia da Lei e da Ordem

18:00 – 120 Batimentos por Minuto

20:30 – Uma Juventude Alemã

 

21 de junho (sexta-feira)

16:00 – A Segurança Interna

18:00 – A Assembleia

20:00 – Secundas + Escolas em Luta

 

22 de junho (sábado)

16:00 – Morrer aos 30 Anos

18:00 – Os Anos de Chumbo

20:00 – A Terceira Geração

 

23 de junho (domingo)

16:00 – Uma Juventude Alemã

18:00 – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge

20:00 – Alemanha no Outono

 

24 de junho (segunda-feira)

19:00 – Rasga Coração, sessão seguida de debate com o cineasta Jorge Furtado e a professora e cientista política Céli Pinto, no Auditório do Goethe-Institut Porto Alegre – ENTRADA FRANCA

 

25 de junho (terça-feira)

16:00 – Morrer aos 30 Anos

18:00 – A Segurança Interna

20:00 – Secundas + Escolas em Luta

 

26 de junho (quarta-feira)

16:00 – Os Anos de Chumbo

18:00 – A Assembleia

20:00 – Secundas + Zero de Conduta

 

27 de junho (quinta-feira)

16:00 – As Consequências do Crime

18:00 – Operações de Garantia da Lei e da Ordem

19:30 – Uma Juventude Alemã, sessão seguida de debate com a cineasta Liliana Sulzbach e a cientista política Silvana Krause

 

 

MOSTRA INSURREIÇÃO

18 a 27 de junho de 2019

Cinemateca Capitólio Petrobras

(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico – Porto Alegre)

Entre os dias 18 e 27 de junho de 2019

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

 

Auditório do Goethe-Institut

(Rua 24 de Outubro, 112 – Independência – Porto Alegre)

Dia 24 de junho de 2019, às 19 horas

 

Exibição e debate do filme Rasga Coração, de Jorge Furtado

(entrada franca)

 

Realização:

 Goethe-Institut Porto Alegre

 Aliança Francesa de Porto Alegre

 

Mostra com produções de realizadores que transformaram o cinema nos anos 1960 inicia em 04 de junho na Cinemateca Capitólio Petrobras

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  O Fenômeno dos Novos Cinemas ocorre de 04 a 16 de junho e integra a programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras e produção cultural da Fundacine e Prefeitura Municipal de Porto Alegre

 

 

A Cinemateca Capitólio Petrobras recebe de 04 a 16 de junho a mostra O Fenômeno dos Novos Cinemas, com uma programação que apresenta obras de quatorze cineastas que transformaram o cinema na década de 1960, como o brasileiro Glauber Rocha, o indiano Mrinal Sen, a norte-americana Barbara Rubin, o canadense Gilles Groulx e o alemão Alexander Kluge.

A mostra conta com a exibição de As Pequenas Margaridas, obra-prima transgressora da tcheca Věra Chytilová, realizada em 1966, na abertura, terça-feira, 04 de junho, às 20h. Carro-chefe da Nouvelle Vague Tcheca, o filme é um exercício audiovisual extravagante, anarquista e dadaísta, com uma explosão de cores psicodélicas e símbolos do inconsciente. A diretora definiu o filme como “uma farsa filosófica feminista”.

O público poderá participar de duas sessões comentadas, agendadas para os dias 05 e 16 de junho: na quarta-feira, 5 de junho, às 20h, o pesquisador das cinematografias africanas Pedro Henrique Gomes participa de um debate após a sessão com quatro filmes do realizador nigerino Moustapha Alassane realizados entre 1962 e 1966. No domingo, 16 de junho, às 18h, a sessão de encerramento da mostra apresenta a cópia restaurada em DCP de O Demônio das Onze Horas, um dos filmes mais celebrados de Jean-Luc Godard, seguida de debate com o crítico Enéas de Souza, autor do livro Trajetórias do Cinema Moderno.

Barravento, primeiro longa-metragem de Glauber Rocha, tem exibição de cópia restaurada em DCP no sábado, dia 08. A mostra também marca a celebração do 50º aniversário de três obras-primas vanguardistas realizadas em 1969: O Chacal de Nahueltoro, filme emblemático do nuevo cine chileno de Miguel Littin, Mr. Shome, o marco inicial do Cinema Paralelo Indiano, realizado por Mrinal Sen, e Diário de um Ladrão Shinjuku, um dos filmes mais radicais de Nagisa Oshima, um dos fundadores da Nouvelle Vague Japonesa.

O Fenômeno dos Novos Cinemas tem co-organização do Goethe-Institut Porto Alegre, da Cinemateca Chilena, da Embaixada da França no Brasil, Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e Institut Français.

A Cinemateca Capitólio Petrobras conta, em 2019, com o projeto Cinemateca Capitólio Petrobras programação especial 2019 aprovado na Lei Rouanet/Governo Federal, que será realizado pela FUNDACINE – Fundação Cinema RS e possui patrocínio master da PETROBRAS. O projeto contém 26 diferentes atividades entre mostras, sessões noturnas e de cinema acessível, master classes e exposições.

A bilheteria abre 30 minutos antes das sessões, para distribuição de senhas. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 | http://www.capitolio.org.br |facebook.com/cinemateca.capitolio

 

 

FILMES

 Barravento

Brasil, 1962, 78 minutos, DCP

Direção: Glauber Rocha

Numa aldeia de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local, polarizando tensões.

 

A Solidão do Corredor de Fundo

(The Loneliness of the Long Distance Runner)

Reino Unido, 1962, 104 minutos, HD

Direção: Tony Richardson

Rapaz rebelde vai para reformatório depois de um roubo mal sucedido. O diretor descobre nele um enorme talento para corrida e se aproveita disso para tentar conquistar o campeonato entre reformatórios.

 

Natal na Terra

(Chrismas on Earth)

Estados Unidos, 1963, 30 minutos, HD

Direção: Barbara Rubin

Obra transgressora inspirada no poema Uma Temporada no Inferno, escrito por Arthur Rimbaud. Ao combinar, através de um ritual orgiástico, as paixões da jovem cineasta – 17 anos de idade – e as aspirações de emancipação de seu tempo, Natal na Terra tornou-se rapidamente uma obra de arte icônica da cena underground dos Estados Unidos.

 

O Evangelho Segundo São Mateus

(Il vangelo secondo Matteo)

Itália, 1964, 138 minutos, HD

Direção: Pier Paolo Pasolini

A vida de Jesus Cristo é recontada segundo o primeiro e o mais belo dos Evangelhos, o de São Mateus.

 

O Gato no Saco

(Le Chat dans le Sac)

Canadá, 1964, 75 minutos, HD

Direção: Gilles Groulx

Um jornalista encontra-se em um conflito entre tentar mudar a sociedade ou aceitar seu lugar nela. Enquanto vive essa tensão existencial, sua namorada, uma jovem atriz, não compartilha dos mesmos pensamentos. Surge uma tensão entre os dois. O longa de estreia de Groulx é um dos pilares do cinema moderno realizado no Québec nos anos 1960.

 

O Demônio das Onze Horas

(Pierrot Le Fou)

França, 1965, 115 minutos, HD

Direção: Jean-Luc Godard

Para escapar de uma sociedade entediante, Ferdinand Griffon viaja com Marianne. Os dois iniciam uma onda de crimes que vai da França ao Mediterrâneo e termina com um banho de sangue.

 

Filmes de Moustapha Alassane

 

O Anel do Rei Koda

(La bague du roi Koda)

Níger, 1962, 24 minutos, HD

Direção: Moustapha Alassane
Ilustração de uma lenda do país de Djerma em Niger. No reino do Rei Koda, um selvagem e cruel déspota, vive um bravo pescador chamado “Dedo de Deus”. Para testar sua virtude, o rei Koda lhe dá o anel que ele usa em seu dedo com a missão de devolvê-lo depois de um ano.

 

Aouré

Níger, 1962, 30 minutos, HD

Direção: Moustapha Alassane

Neste híbrido de ficção e documentário, Alassane narra a vida conjugal de um jovem casal muçulmano de etnia Zharma que vive no vale do rio Níger.

 

O Retorno do Aventureiro

(Le retour d’un Aventurier)

Níger, 1966, 33 minutos, digital

Direção: Moustapha Alassane

Uma sátira aos filmes de cowboys norte-americanos é o plano de ação que leva o diretor Moustapha Alassane a questionar a África e o mundo ocidental.

 

Boa Viagem, Sim

(Bon Voyage, Sim)

Níger, 1966, 5 minutos, digital

Direção: Moustapha Alassane

Sim, presidente da ‘Repúplica dos Sapos’, parte em viagem convidado pelo presidente de um país vizinho

 

As Pequenas Margaridas

(Sedmikrásky)

Tchecoslováquia, 1966, 72 minutos, 35mm

Direção: Věra Chytilová

Duas garotas, ambas chamadas Marie, reconhecem que o mundo está corrompido e decidem embarcar em uma série de brincadeiras destrutivas que consomem e destroem o que está ao redor delas. Carro-chefe da Nouvelle Vague Tcheca, o filme é um exercício audiovisual extravagante, anarquista e dadaísta, com uma explosão de cores psicodélicas e símbolos do inconsciente. A diretora definiu o filme como “uma farsa filosófica feminista”.

 

Despedida de Ontem

(Abschied von Gestern)

Alemanha, 1966, 84 minutos, digital

Direção: Alexander Kluge

Uma jovem, Anita G., rouba um pulôver para se aquecer. Cumprida a pena, ela faz várias tentativas de começar vida nova. Depois de uma fuga em ziguezague, vai parar de novo na cadeia. Os nazistas tinham levado seus pais. Ela vem do Leste. E agora passa frio no Oeste. Três Alemanhas.

 

Memórias do Subdesenvolvimento

(Memorias del subdesarrollo)

Cuba, 1968, 97 minutos, HD

Direção: Tomás Gutiérrez Alea

Baseado no livro homônimo de Edmundo Desnoes, o filme conta a história de Sergio. Mesmo após a partida de seus amigos e familiares de Cuba, no início dos anos 1960, ele decide permanecer no país e acompanhar as transformações vivenciadas após a Revolução.

 

A Cor da Romã

(Sayat Nova)

União Soviética, 1969, 80 minutos, HD

Direção: Sergei Parajanov

A vida, a arte, as ideias, as paixões, os tormentos e as trepidações da alma do trovador armênio do século XVIII, Harutyun Sayatyan, conhecido como Sayat Nova (O Rei da Canção). Uma abordagem lírica e mística recriada por Parajanov a partir do mundo interior do poeta.

 

O Chacal de Nahueltoro

(El Chacal de Nahueltoro)

Chile, 1969, 95 minutos, HD

Direção: Miguel Littin

Basado em fatos reais, o filme é a recriação de um impactante crime, descoberto na crônica policial do Chile em meados da década de 1960, quando um campesino chamado Jorge del Carmen Valenzuela Torres foi preso pelo assassinato múltiplo de uma mulher campesina e seus cinco filhos, na localidade de Nahueltoro.

 

Mr. Shome

(Bhuvan Shome)

Índia, 1969, 85 minutos, digital

Direção: Mrinal Sen

Viúvo acostumado à rotina resolve tirar um dia de folga. O encontro com uma jovem camponesa abala seu modo de ver a vida. Comédia política com uma enorme abertura à invenção cinematográfica, o filme é considerado o marco inicial do cinema paralelo indiano.

 

Diário de um Ladrão de Shinjuku

(Shinjuku Dorobu Nikki)

Japão, 1969, 96 minutos, HD

Direção: Nagisa Oshima

Um retrato híbrido de Shinjuko, bairro famoso de Tóquio, livremente centrado em duas personagens: Torio Okanoue, que tem um fascínio quase erótico pelos livros que rouba de uma livraria, e Umeko Suzuki, a assistente da loja começa a se relacionar com ele após tê-lo observado a roubar.

 

GRADE DE HORÁRIOS

4 a 16 de junho

 

4 de junho (terça-feira)

20h – As Pequenas Margaridas

 

5 de junho (quarta-feira)

18h30 – As Pequenas Margaridas

20h – Filmes de Moustapha Alassane + debate com Pedro Henrique Gomes

 

6 (quinta-feira)

18h30 – Filmes de Moustapha Alassane

20h – O Gato no Saco

 

7 (sexta)

18h30 – Despedida de Ontem

20h – A Cor da Romã

 

8 (sábado)

18h30 – Barravento

20h – Memórias do Subdesenvolvimento

 

9 (domingo)

18h30 – Despedida de Ontem

20h – A Solidão do Corredor de Fundo

 

11 (terça)

18h30 – Despedida de Ontem

20h – Memórias do Subdesenvolvimento

 

12 (quarta)

18h30 – O Demônio das Onze Horas

20h30 – O Chacal de Nahueltoro

 

13 (quinta)

18h – A Solidão do Corredor de Fundo

20h – Mr. Shome

 

14 (sexta)

18h – A Cor da Romã

20h – Projeto Raros Especial: Diário de um Ladrão Shinjuku

 

15 (sábado)

18h – O Evangelho Segundo São Mateus

21h – Natal na Terra

 

16 (domingo)

18h – O Demônio das Onze Horas + debate com Enéas de Souza

 

 

Primeira edição do “Noites na Cinemateca” ocorre no sábado, 27 de abril

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Projeto de maratonas cinematográficas temáticas na madrugada integra a programação especial da Cinemateca Capitólio Petrobras 2019

 

Na madrugada do dia 27 para o dia 28 de abril, a Cinemateca Capitólio Petrobras abre as portas da sala de cinema para a primeira edição do Noites na Cinemateca, projeto que a cada dois meses promoverá maratonas cinematográficas temáticas nas madrugadas de sábado para domingo.

Neste primeiro noitão, com início marcado para a meia-noite, a música é o tema que pauta a seleção de filmes, com a exibição de quatro títulos: o premiado documentário brasileiro Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla, sobre a cantora paulista Linn da Quebrada, o mítico documentário inglês Let It Be, sobre as gravações do disco homônimo da banda The Beatles, um filme surpresa (internacionalmente cultuada produção da década de 1970, nunca lançada nos cinemas brasileiros), e o drama russo Verão, sobre a cena roqueira na Rússia durante a década de 1980.

O Noites na Cinemateca faz parte das ações do projeto Cinemateca Capitólio Petrobras – programação especial 2019.  Entre os meses de março a novembro deste ano, a Cinemateca Capitólio Petrobras promove uma programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras através da Lei Rouanet/Governo Federal e produção cultural da Fundacine – Fundação Cinema RS e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura/Coordenação de Cinema e Audiovisual.

Entre cada projeção haverão intervalos de 20 a 30 minutos para os espectadores poderem recarregar as energias. Caso haja disponibilidade de lugares, também serão colocados à venda ingressos para quem desejar assistir a apenas parte da programação.

Os ingressos para o Noites na Cinemateca custam R$ 20,00, com meia entrada para estudantes, idosos e portadores do Cartão Petrobras com acompanhante, além de gratuidade para os funcionários da Petrobras e valem para os quatro filmes da maratona.  A bilheteria abre 30 minutos antes de cada sessão. A Cinemateca Capitólio Petrobras fica na Rua Demétrio Ribeiro 1085 – Esq. com Borges de Medeiros. Mais informações (51) 3289 7453 |http://www.capitolio.org.br | facebook.com/cinemateca.capitolio

 

PROGRAMAÇÃO

Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla (Brasil, 2018, 75 minutos)

Linn da Quebrada, cantora transexual negra, é apresentada ao público neste documentário que captura a sua esfera pública e privada, ambas marcadas não apenas pela força de sua presença de palco, mas também por sua incessante luta pela desconstrução de estereótipos de gênero, classe e raça, aliada a um discurso político contundente. Vencedor do Teddy Award de melhor documentário no Festival de Berlim em 2018 e do prêmio do público no último Festival de Brasília, este original retrato de uma das mais potentes artistas surgidas no Brasil em anos recentes – ainda inédito nos cinemas brasileiros – o  ganha sua primeira exibição em Porto Alegre, abrindo a primeira edição do Noitão na Cinemateca.

 

Let It Be, de Michael Lindsay-Hogg (Inglaterra, 1970, 81 minutos)

Quinto filme feito pelo grupo de rock inglês The Beatles, lançado em maio de 1970, um ano após ser gravado junto com o álbum homônimo. Originalmente a ideia do filme era mostrar a banda gravando e criando um álbum em estúdio. Mas quando começaram as gravações os integrantes dos Beatles viviam em meio a uma série de conflitos e quando o filme foi finalmente lançado a banda já havia se separado. O filme ficaria então reconhecido como o documentário sobre o fim da banda. As câmeras captaram discussões, o gradual desinteresse dos músicos e uma briga notória entre Paul McCartney e George Harrison. A artista conceitual Yoko Ono, casada com John Lennon,  acusada como um dos pivôs da separação do grupo, também é vista em várias cenas do filme. A parte final do documentário é um mini-show realizado no telhado do estúdio em Saville Row. As filmagens começaram em 2 de janeiro de 1969 e terminaram no final do mesmo mês. Algumas músicas gravadas durante as filmagens jamais foram lançadas oficialmente pelo grupo.

Filme Surpresa  (98 minutos)

Filme de culto, nunca lançado nos cinemas brasileiros, esta obra única realizada na década de 1970 e assinada por um artista célebre, vai surpreender o público com sua inventividade.

Verão, de Kirill Serebrennikov (Rússia/França, 2018, 126 minutos)

No verão de 1981, o rock underground chegava na Rússia Soviética, mais precisamente em Leningrado, onde hoje localiza-se a cidade de São Petersburgo. Sob a influência de artistas internacionais, como Led Zeppelin e David Bowie, o rock vibrava na cidade, marcando o nascimento de uma nova geração de artistas independentes. O jovem Viktor Tsoi (Teo Yoo) ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande representante russo do gênero. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike, e a esposa dele, Natasha.

 

 

GRADE DE HORÁRIOS

00:00 – Bixa Travesty, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla (Brasil, 2018, 75 minutos)

02:00 – Let It Be, de Michael Lindsay-Hogg (Inglaterra, 1970, 81 minutos)

04:00 – Filme Surpresa (98 minutos)

06:00 – Verão, de Kirill Serebrennikov (Rússia/França, 2018, 126 minutos)

Primeira edição do Débats d’Idées 2019 recebe Anne Poiret na sexta, 05 de abril

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Evento promove exibição do filme “Welcome to Réfugistan” seguido de debate com a diretora com realização do Ministério da  Cidadania e  Aliança Francesa  Porto Alegre

Na sexta-feira, 05 de abril, às 20h, a Aliança Francesa de Porto Alegre promove a primeira edição 2019 do projeto Debats d’Idées, que contará com a presença da jornalista Anne Poiret, na Cinemateca Capitólio Petrobras.

Vencedora do Prix Albert Londres, o principal prêmio do jornalismo francês, em 2007 por “Muttur: um crime contra o humanitário” (França 5), a escritora e jornalista produz documentários há 15 anos. Anne participa de sessão comentada do filme Welcome to Réfugistan, que trata sobre histórias de refugiados pelo mundo, que hoje já somam mais de 17 milhões de pessoas.

Welcome to Réfugistan revela o modo como a agência de refugiados das Nações Unidas administra campos que abrigam milhões de refugiados em todo mundo, criando um país virtual do tamanho da Holanda. Como lidar com as necessidades urgentes de milhares de refugiados que chegam todos os dias? Como esta resposta de emergência se transformou em uma situação durável com uma permanência média de mais de quinze anos? Quais são as perspectivas de longo prazo para este tipo de resposta à urgência humanitária? O documentário foi rodado em diversos campos pelo mundo, como no Quênia, Tanzânia, Jordânia, fronteira da Grécia com a Macedônia e em escritórios da agência na França, Inglaterra e Suíça.

Anne é diretora de “Meu País Fabrica Armas”, (France 5), “Síria: Missão Impossível” (ARTE), “Sudão do Sul: fábrica de um Estado” (ARTE), “Namíbia: O Genocídio do Segundo Reich” – (França 5) – e colabora com diferentes publicações. No Oriente Médio, África ou Ásia, ela está particularmente interessada nas áreas cinzentas do período do pós-guerra. “Reconstruir Mossul”, gravado ao longo do ano de 2018, será transmitido em breve pelo canal ARTE.

A mediação do Débat d´Idées estará a cargo da jornalista gaúcha Claudia Laitano, com tradução consecutiva de Vanise Dresch e a entrada é franca.

Débats d’Idées é uma realização da Aliança Francesa Porto Alegre que busca promover encontros com pensadores, jornalistas e intelectuais sobre questões como fronteira, geopolítica, imigração, cultura e meio ambiente, entre outros temas contemporâneos. O Débats d’Idées é realizado pela Aliança Francesa de Porto Alegre e pelo Ministério da Cidadania por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Rouanet), com patrocínio da Timac Agro e apoio da Cinemateca Capitólio Petrobras.

CINEMA

Débats d’Idées com Anne Poiret

Exibição de “Welcome to Réfugistan” (2016, 72min) seguida de debate com Anne Poiret, mediação de Claudia Laitano e tradução consecutiva de Vanise Dresch

05 de abril, 20h – Cinemateca Capitólio Petrobras

Realização: AFPOA e Ministério da Cultura

Patrocínio: Timac Agro

Apoio: Cinemateca Capitólio Petrobras

Entrada Franca

 

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