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Bruna Paulin

Assessoria de Flor em Flor

mês

maio 2016

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Teatro Mototóti promove atividades em Jundiaí

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Companhia gaúcha de teatro de rua apresenta espetáculos de seu repertório em turnê pelo Sudeste até junho

 

 O Teatro Mototóti, companhia gaúcha de teatro de rua, chega a Jundiaí para apresentações dos espetáculos O Vendedor de Palavras e Flor da Vida, com entrada franca, no Sesc Jundiaí. As atividades integram uma turnê pelo Sudeste que segue até o mês de junho. Além das apresentações dos espetáculos O Vendedor de Palavras e Flor da Vida, o grupo ministra a oficina A essência do teatro de rua.

Em O Vendedor de Palavras, o grupo inicia uma jornada no universo do trabalho autoral, comprometido com a arte como um canal de comunicação entre criadores e público. Com versões em português e espanhol, este espetáculo já percorreu o Brasil, Argentina e Uruguai. O grupo já foi assistido por 124.000 espectadores em mais de 450 apresentações, passando por 165 cidades. A montagem é a primeira da companhia, tendo estreado em 2009. O Vendedor de Palavras conta a história de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e palavras. Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

Flor da Vida é a mais recente produção do grupo, vencedora do prêmio Funarte Artes na Rua 2013. A dramaturgia foi construída a partir de uma tragédia que os atores Fernanda Beppler e Carlos Alexandre viveram. No ano de estreia do primeiro espetáculo do grupo um incêndio avassalador destruiu quase tudo o que eles tinham em casa, exceto o material do teatro. “Flor da Vida é o momento em que transformamos a dor desse triste episódio em riso e em arte”, revelam. A montagem, que estreou em 2014, contou com um processo de pesquisa e criação em Porto Alegre e Campinas. O grupo buscou parceiros mais experientes na área da palhaçaria, assim surgiram os intercâmbios com palhaços gaúchos, uma iniciativa que proporcionou trocar experiências com oito grupos/artistas da capital e interior do Rio Grande do Sul. Mais tarde, se juntou ao trabalho um dos grandes mestres da palhaçaria no Brasil: Ésio Magalhães, responsável pela orientação palhaçística e assistência de direção do espetáculo. Na peça, os palhaços Charle’s Tone e Thalia Thaluda contam a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

A oficina A Essência do Teatro de Rua é ministrada pelos atores fundadores do grupo, Fernanda Beppler e Carlos Alexandre, que dividem com os alunos saberes e práticas da arte de rua. Os integrantes do Mototóti trabalham com teatro de rua há 18 anos, sendo nove deles desenvolvendo atividades dentro da companhia, ministrando em diversas cidades do país workshops para atores, professores e não atores, a convite de grupos, festivais e instituições. “A rua é um espaço transformador por natureza, onde o pré-estabelecido dá lugar ao inusitado, exigindo de cada um o despojamento, o desapego, a flexibilidade e fluidez tão necessários a essa arte”, afirma Fernanda. Para a atriz, o curso é uma oportunidade de desenvolver novas práticas de atuação, mas também uma experiência pessoal: “são vivências que levamos para a vida pessoal, os relacionamentos e também o trabalho”, conta. A oficina abordará temas como concentração, voz e musicalidade, percepção de espaço, espontaneidade, improvisação, trabalho em grupo, entre outros.

O grupo já passou por Santos, Teresópolis e promoveu diversas apresentações em São Paulo, incluindo X Mostra de Teatro de São Miguel Paulista. A turnê segue até a primeira quinzena de junho, passando por Ribeirão Preto e a unidade do Bom Retiro em São Paulo.

 

Turnê Teatro Mototóti Sudeste 2016

SESC Jundiaí

Projeto “Cia na Casa”

O Vendedor de Palavras – 28 de maio às 17h – Área de convivência da unidade

Flor da vida – 29 de maio às 11h – Área de convivência da unidade

Flor da Vida – 01 de junho às 10h e às 14h – Área de convivência da unidade

Oficina “A Essência do Teatro de Rua” – de 31 de maio a 02 de junho das 19h às 22h – No teatro da Unidade

Entrada franca

Inscrições para Oficina: SESC Jundiaí – (11) 4583-4900

 

Saiba Mais:

Sinopse Flor da Vida: O Teatro Mototóti fala de sua própria jornada ao contar a história de dois palhaços, que se encontram e buscam realizar seu grande sonho: fazer teatro! Provando dos sabores e dissabores da vida de casal, Charle’s Tone e Thalia Thaluda caminham juntos fazendo escolhas dia-a-dia, até que um incêndio arrebatador destrói tudo o que eles têm. Bem, quase tudo. De acordo com a simbologia da Flor da Vida*, cada passo interfere diretamente no desenho de uma história. Qual será o desfecho desses dois? Para onde eles foram quando pensavam já não ter mais para onde ir? Este é um momento de grande alquimia do Grupo, que se vale da linguagem do palhaço para tocar o intangível e contar a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

* Flor da Vida é o nome dado a uma figura geométrica formada por vários círculos sobrepostos, num padrão de flor, representando as formas fundamentais de espaço e tempo. Nesse sentido é uma expressão visual da vida, tecendo ligações entre todos os seres, carregando em si informações básicas de todas as coisas vivas. Acredita-se, desde a mais remota antiguidade, que cada molécula de vida, cada célula em nosso corpo conhece este padrão: ele é o padrão dacriação e da vida em todo lugar. Então não poderíamos ter encontrado uma simbologia melhor para acolher nosso novo trabalho: A Flor da Vida.

Sinopse O Vendedor de Palavras: Há uma grande falta de palavras no mundo e as pessoas ficam repetindo e repetindo as mesmas poucas que têm. Se cada palavra vale um pensamento, quanto mais palavras, mais pensamentos! Essa é a descoberta de Milho, um menino do interior que sonha em ir para a capital e encontrar sua “amiga” Espiga, que o espera para juntos encherem o mundo de pensamentos, sonhos e… palavras!!! Os avós de Milho, Odete, uma impertinente senhora alemã; e Adam, um grande inventor Inglês, não irão poupar palavras nem artimanhas para manter o jovem sob suas asas, garantindo boas risadas e o humor próprio do teatro popular, feito para a rua.

O Teatro Mototóti existe há nove anos e já possui quatro espetáculos em seu repertório. Formado pelos atores Carlos Alexandre e Fernanda Beppler em 2007, o grupo vem se destacando no cenário de teatro de rua, atuando em todo o país, tendo como características de trabalho a pesquisa e prática permanentes em teatro de rua e a construção/manutenção de um repertório de espetáculos, com o propósito de colocar em cena trabalhos autorais que dialoguem com o público nos mais diferentes lugares.

O primeiro espetáculo, O Vendedor de Palavras – Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2008 –   já foi assistido por 80 mil espectadores em mais de 270 apresentações e ganhou uma versão em espanhol, para apresentações na Argentina e Uruguai. A segunda montagem do grupo, i-MUndo – Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2010 – estreou em setembro de 2011 na capital gaúcha e vem realizando participações em importantes mostras e festivais pelo país.  Ao final de 2012, o Grupo comemorou seu quinto ano de atividades, trazendo à cena mais um espetáculo de teatro de rua, “Folia dos Reis”, um auto que conta a história do Natal sob a perspectiva dos três Reis Magos. O espetáculo estreou no Natal luz de Gramado e integra as principais festividades de Natal do Sul do país.

Em 2013 o Grupo trouxe à cena a história da vida e obra de Hermeto Pascoal, com a peça “Hermeto Pascoal: o mago dos sons”, que mescla a linguagem teatral com a contação de histórias. 2014 foi o ano da estreia de Flor da Vida, quarto espetáculo do repertório do Grupo, contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes na Rua (Circo Dança e Teatro) 2013. Este trabalho teve orientação de Esio Magalhães (Barracão Teatro – Campinas/SP), referência na linguagem do palhaço no Brasil. Em 2015 o grupo expandiu seu núcleo de contação de histórias, trazendo à cena o espetáculo Histórias da Bergamotinha, em que utiliza diversos elementos teatrais para contar histórias encenadas e musicadas, apresentando um trabalho multilinguagens que resultou em uma contação de histórias altamente teatral.

Desde 2015 o Mototóti promove mensalmente apresentações de espetáculo e atividades gratuitas em sua sede pública, no Parque Mascarenhas de Morais, em Porto Alegre.  O projeto, intitulado Se Essa Rua Fosse Minha, já recebeu mais de 1500 espectadores e ocorre de forma independente, sem patrocínios ou financiamentos.

http://www.motototi.com.br | www.facebook.com/TeatroMotototi

Ministério da Cultura e Bradesco apresentam Galileu Galilei em Porto Alegre

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Espetáculo com direção de Cibele Forjaz e Denise Fraga no elenco integra a programação dos 158 anos do Theatro São Pedro

 

Depois do sucesso das apresentações durante a programação do Porto Alegre em Cena em 2015, Denise Fraga e grande elenco retornam ao palco do Theatro São Pedro para uma curta temporada do espetáculo Galileu Galilei, de Bertolt Brecht. As sessões integram a programação dos 158 anos do São Pedro, que ocorrem de 24 a 26 de junho. As vendas dos ingressos iniciam no dia 30 de maio, na bilheteria do local e pelo site www.compreingressos.com

“A ideia de montar Galileu Galilei surgiu durante as temporadas do espetáculo ‘Alma Boa de Setsuan’, outro título do autor, que ficamos em cartaz durante dois anos e meio e alcançamos mais de 220 mil espectadores”, conta Denise. “Tomei coragem e resolvi ser Galileu”, revela a atriz, que dá vida ao grande cientista italiano redesenhado por Brecht, que se apropria desta situação histórica e, com afiado humor e ironia, abre ramos da riqueza desse conflito para além do acontecimento. “Cada vez que eu lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto de teatro para mim é quase como uma fofoca. É como se eu escutasse algo no ouvido que eu não pudesse deixar de passar adiante. A necessidade de me apoderar das palavras de um autor e dar comunicabilidade ao que parece encarcerado no papel é o que me move, me empurra para o palco.  Quando vejo, já estou lá, tentando fazer voar tal ideia”.

Denise convidou Cibele Forjaz para dirigir essa montagem, realizando um desejo que alimentava há anos. “Quando Denise me convidou, juntou a fome com a vontade de comer: o desejo de trabalhar com ela e a vontade de voltar ao texto de Brecht que já havia montado no final dos anos 1990”, revela.

Brecht costumava falar em seus diários da necessidade de DIVERTIR PARA COMUNICAR e empregou essa receita em toda a sua obra. “Ele se faz valer de uma boa história, do humor e do entretenimento para deixar claras as suas ideias. A grande estrela de Galileu Galilei é o poder da palavra. A clareza de raciocínio, o humor, o fio inebriante por onde Brecht escolhe contar essa história nos leva passo a passo a um profundo estado de reflexão”, relata Fraga.

Na Itália do século XVII, Galileu consegue construir um telescópio melhor que os existentes e explorar os céus como nunca antes haviam conseguido.  Com os satélites de Júpiter, ele finalmente comprovaria a doutrina de Copérnico de que o Sol é o centro do Universo e de que a Terra se move e gira em torno dele. Galileu passa a defender e a propagar esta ideia, apesar de saber que ela era contrária ao dogma da Igreja.  Entretanto, este homem apaixonado, o cientista genial movido por uma nova verdade, vê os senhores do poder estabelecido se negarem à obviedade dos fatos.

A ideia da Terra não ser o centro do Universo ameaçava convenientes estruturas de poder.  Galileu tinha muito prestígio e amizades dentro do próprio clero e acreditou que, com este escudo, poderia seguir em frente para instalar seu novo esquema de mundo.  Ledo engano.  Foi perseguido pela Santa Inquisição, processado duas vezes, e, ameaçado de tortura, foi obrigado a negar, suas ideias publicamente. Somente em 1992, mais de três séculos após a sua morte, a Igreja reviu o processo da Inquisição e decidiu pela sua absolvição.

Se, em A Alma Boa, a questão principal era: “Como ser bom e ao mesmo tempo sobreviver no mundo competitivo em que vivemos?”, em Galileu, ela extrapola os limites do individual e pergunta: “Como posso ser fiel ao que penso sem sucumbir ao poder econômico e político vigente? Como contribuo para o avanço social sem me preocupar unicamente com meu conforto individual?”

Galileu Galilei é uma profunda e divertida reflexão sobre o que somos, o que viramos, o quanto abandonamos de nós, a luta de classes, o “ser mandado” e “ser patrão”, a tirania do poder econômico, as liberdades de escolha e o preço a pagar por elas.

O espetáculo desvenda o fazer teatral diante do público, com atores que manipulam o cenário e fazem a contrarregragem, totalmente disponíveis artisticamente para contar a história que Brecht reinventou.  O elenco mistura atores parceiros de longa data de Denise e de Cibele, em sua Cia Livre: Ary França, Lúcia Romano, Théo Werneck, Maristela Chelala, Vanderlei Bernardino, Jackie Obrigon, Luís Mármora, Silvio Restiffe e Daniel Warren.  A trilha sonora de Lincoln Antônio e Théo Werneck cria novas canções, ambientes sonoros e reinventa músicas originais de Hanns Eisler para a obra original de Brecht.

“O que eu espero é divertir as pessoas com um espetáculo festivo e fazê-las sair do teatro pensando em qual será a nossa alternativa para escapar desta areia movediça. Reiterar a fé na ideia de que o conhecimento e a razão humana ainda são os melhores instrumentos de luta contra a repressão, a injustiça, a miséria e o único caminho possível para o avanço social.” –  acredita Denise.

Os ingressos custam entre R$ 40,00 e R$ 70,00, com descontos para Sócios da AATSP, Clube do Assinante  ZH, clientes e funcionários Avianca e clientes Bradesco. As apresentações ocorrem na sexta-feira às 21h, sábado às 20h e domingo às 18h.

https://www.youtube.com/watch?v=SpnRni_fUto&feature=youtu.be

 

Ficha Técnica:

Direção Artística: Cibele Forjaz

Adaptação/Dramaturgia: Christine Röhrig, Cibele Forjaz, Maristela Chelala e Denise Fraga

Cenografia: Márcio Medina

Trilha Sonora: Lincoln Antônio e Théo Werneck

Iluminador: Wagner Antonio

Figurinista: Marina Reis

Visagista: Simone Batata

Preparação Corporal e Coreografia: Lu Favoretto

Preparação Vocal: Andrea Drigo

Assistente de Direção: Ivan Andrade

Fotos: João Caldas

Programação Visual: Philippe Marks

Produção Executiva: Lili Almeida

Direção de Produção: José Maria

Produção Local: Primeira Fila Produções

Assessoria de Imprensa Local: Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Realização: NIA Teatro

 

Texto DENISE FRAGA

 Por que quero fazer Galileu?

Porque tenho esperança e quero falar dela.

A Alma Boa de Setsuan me confirmou a comunicabilidade e popularidade de Bertolt Brecht. “Divertir para comunicar”- já dizia ele em seus diários. É incrível como Brecht se faz valer de uma boa história, do humor e do entretenimento para nos colocar em estado de reflexão. A trajetória de A Alma Boa renovou minhas esperanças no fazer teatral. Foram dois anos e meio em cartaz com apresentações por todo o Brasil, sucesso de público, crítica, prêmios e mais de 220.000 espectadores. Provavelmente, cerca de 60% deste público nunca tinha ouvido falar do dramaturgo alemão, mas nem por isso deixou de ser capturado por ele com extremo vigor. Testemunhei muitos maridos bonachões, que chegavam ao teatro arrastados por suas mulheres nas sessões de domingo, renderem-se boquiabertos à ironia e inteligência do humor brechtiano. Sou encantada com Brecht. Me identifico com seu teatro, sua maneira de pensar o mundo e também acredito que preciso divertir para comunicar.

Em meio à temporada de A Alma Boa, fomos lendo em grupo alguns textos de sua obra. Chegamos a Galileu Galilei. Nova pulga atrás da minha orelha. Líamos, relíamos e marcávamos novas leituras. O texto é magnífico. Um homem possuído por uma nova ideia, a força de uma verdade descoberta que precisa ser propagada. Mas a quem interessa a verdade quando já estão dadas as cartas do jogo? Galileu é impedido de fazê-lo por conveniência à cegueira vigente. No início do século XVII, a ideia da Terra girar em torno do Sol era considerada total heresia pela Santa Inquisição.  Brecht se apropria desta situação histórica e, com seu habitual humor e ironia, abre ramos da riqueza desse conflito para além do acontecimento. Privilegiando a vida à história, o homem ao herói, seu Galileu Galilei nos faz acreditar que a história do mundo foi construída por homens que tinham suas fraquezas e suas dúvidas misturadas a seus atos de coragem e clareza. Homens que acordavam, lavavam o rosto,  tomavam seu café com leite e, mobilizados por suas ideias e projetos, muitas vezes, se enredavam em terríveis jogos de poder.  Galileu Galilei nos faz refletir sobre o quanto abdicamos de nossos ideais para sobreviver no meio desses jogos hierárquicos que nos mobilizam desde a escola primária, passando pela família, o trabalho até chegar ao poder em si, ao governo e seu dilema de existência banhado na autoridade.

A grande estrela da peça é o poder da palavra. A clareza de raciocínio, o humor, o fio inebriante por onde Brecht escolhe contar essa história nos leva passo a passo a um profundo estado de reflexão. Cada vez que lia o texto, um frisson invadia meu peito. A origem de um projeto, pra mim, surge quase como a fofoca.Ao ler o texto é como se eu escutasse algo no ouvido que não eu não pudesse deixar de passar adiante.  Esta necessidade tem sido a grande força motriz do meu trabalho. A necessidade de me apoderar das palavras de um autor e dar comunicabilidade ao que parece encarcerado no papel é o que me move, me empurra pro palco.  Quando vejo, já estou lá, tentando fazer voar tal ideia.  Resolvi ser Galileu.

Nosso Galileu ainda traz algo a mais: reunir companheiros de longa data, que fizeram comigo A Alma Boa de Setsuan com outros que são felizes novas descobertas.  Juntar dez atores de raros talento e história para, como uma companhia, nos colocarmos nas mãos da mestra Cibele Forjazé um ponto de partida sem igual, um coquetel de talento e competência.  Me sinto honrada e fortalecida por poder contar esta riqueza de texto em tão boa companhia.

Trabalhei com Cibele a primeira vez fazendo uma leitura encenada de Ponto de Partida, poucas apresentações feitas no próprio Tuca nos 50 anos do Golpe Militar.  Já nos falávamos há tempos da vontade que tínhamos de trabalhar juntas.  Adoro o que ela faz.   Para Cibele, o Teatro não tem limites.  Dona de sensibilidade única, ela nos leva para o campo dos sonhos, nos fazendo acreditar numa história ao mesmo tempo em que vemos a mágica do fazer teatral.  Brecht ia adorar Cibele.  Cibele adora Brecht.  Esta senhora da luz não ilumina não só o palco com suas lindas imagens,  mas faz brilhar cada linha de uma ideia.

Fazer chegar a todos este tesouro não é só mais uma vontade, é pura necessidade.

Como Galileu, não vejo a hora de contar a todos a boa nova.

 

Galileu Galileu

24, 25 e 26 de junho

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

Sexta-feira, 21h | Sábado, 20h | Domingo, 18h

Ingressos à venda a partir de 30 de maio (bilheteria do teatro e site compreingressos.com)

Plateia e cadeira extra: R$ 70,00

Camarote central: R$ 60,00

Camarote lateral: R$ 50,00

Galeria: R$ 40,00

 

Descontos:

50% para Assinantes do Clube Zero Hora e para Clientes e Funcionários AVIANCA (categoria AMIGO), para compra de até 02 ingressos mediante carteira e documento de identificação. Válido somente para titular e 1 acompanhante.

50% para sócios AATSP em 100 ingressos na apresentação do dia 24 de junho

25% para Clientes BRADESCO para compra de até 02 ingressos. Para titular e acompanhante, mediante compra com Cartão do Banco e documento.

50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

– até 15 anos mediante RG;

– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

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Cia de Flamenco Del Puerto estreia primeira montagem voltada ao público infantil dia 04 de junho

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“Flamenco Imaginário” cumpre temporada no Teatro de Arena

 

A Cia de Flamenco Del Puerto comemora em 2016 17 anos de existência com um projeto inédito e inovador: um espetáculo de flamenco para crianças, que estreia no próximo dia 04 de junho no Teatro de Arena. Flamenco Imaginário é livremente inspirado na dramaturgia de “O corcunda de Notre Dame”, de Victor Hugo.

A montagem é vencedora do Prêmio de Incentivo às Artes Cênicas do Teatro de Arena de Porto Alegre e se propõe o desafio de desenvolver uma obra com identidade flamenca focada nos pequenos. Flamenco Imaginário conta com trilha sonora inédita composta especialmente para o projeto por Giovani Capeletti e figurinos de Antonio Rabadan. Idealizado por Daniele Zill, tem direção de Denis Gosch e coreografias de Juliana Prestes. No elenco, além de Daniele, Ana Medeiros, Juliana Kersting e Leonardo Dias.

O projeto conta ainda com uma série de contrapartidas, entre elas oficinas de dança e música, que serão oferecidas gratuitamente durante a temporada de estreia. As apresentações ocorrem até 26 de junho, com sessões às 16h nos sábados e às 11h e 16h aos domingos. Os ingressos custam entre R$ 15,00 e 30,00. O Teatro de Arena fica na Escadaria da Borges e possui estacionamento conveniado.

A Cia Del Puerto foi fundada em 1999 e desde então realiza um intenso trabalho de pesquisa do flamenco como linguagem, envolvendo técnica, expressividade e aspectos histórico-culturais. O grupo já circulou por todo o país com suas montagens, recebeu prêmios e indicações, entre eles o troféuAçorianos de Melhor Espetáculo por Tablao e Las Cuatro Esquinas.

Ficha técnica

Idealização: Daniele Zill

Direção: Denis Gosch

Coreografia: Juliana Prestes

Trilha Sonora Original: Giovani Capeletti

Elenco: Ana Medeiros, Daniele Zill, Juliana Kersting e Leonardo Dias

Percussão e efeitos: Gustavo Rosa

Design e Operação de Luz: Leandro Gass

Técnico de som: José Derly

Figurinos/Cenário: Antonio Rabadan

Produção executiva: Daniele Zill e Juliana Kersting

Assessoria de Imprensa: Bruna Paulin

REALIZAÇÃO: Del Puerto Produções e Prêmio de incentivo à pesquisa em artes cênicas do Teatro de Arena de Porto Alegre

https://www.youtube.com/watch?v=Ra9b7RtWoBU&feature=youtu.be

 

Serviço:

 Flamenco Imaginário

De 04 a 26 de junho

Sábados às 16h, Domingos às 11h e 16h

Ingressos: R$ 30,00 – descontos para Classe Artística, Estudantes e Idosos mediante comprovação

Local: Teatro de Arena

Estacionamento conveniado: Rua Duque de Caxias, 1247 (Safe Park)

www.delpuerto.com.br | facebook.com/flamencoimaginario

Teatro Mototóti realiza apresentação em Teresópolis

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Companhia gaúcha de teatro de rua apresenta espetáculos de seu repertório em turnê pelo Sudeste até junho

 

O Teatro Mototóti, companhia gaúcha de teatro de rua, chega a Teresópolis no dia 26 de maio para apresentação do espetáculo Flor da Vida, integrando a programação da III Mostra de Teatro de Rua de Teresópolis, com entrada franca. A atividade integra uma turnê pelo Sudeste que segue até o mês de junho.

Flor da Vida é a mais recente produção do grupo, vencedora do prêmio Funarte Artes na Rua 2013. A dramaturgia foi construída a partir de uma tragédia que os atores Fernanda Beppler e Carlos Alexandre viveram. No ano de estreia do primeiro espetáculo do grupo um incêndio avassalador destruiu quase tudo o que eles tinham em casa, exceto o material do teatro. “Flor da Vida é o momento em que transformamos a dor desse triste episódio em riso e em arte”, revelam. A montagem, que estreou em 2014, contou com um processo de pesquisa e criação em Porto Alegre e Campinas. O grupo buscou parceiros mais experientes na área da palhaçaria, assim surgiram os intercâmbios com palhaços gaúchos, uma iniciativa que proporcionou trocar experiências com oito grupos/artistas da capital e interior do Rio Grande do Sul. Mais tarde, se juntou ao trabalho um dos grandes mestres da palhaçaria no Brasil: Ésio Magalhães, responsável pela orientação palhaçística e assistência de direção do espetáculo. Na peça, os palhaços Charle’s Tone e Thalia Thaluda contam a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

Depois de Teresópolis, o grupo se apresenta nas cidades de Jundiaí, Ribeirão Preto e São Paulo. As atividades promovidas pelo grupo no Sudeste ocorrem até 02 de junho, com entrada franca.

Turnê Teatro Mototóti Sudeste

Teresópolis – III Mostra de Teatro de Rua de Teresópolis

26 de maio

Local: FEIRARTE (Praça Higino da Silveira, Bairro do Alto, Teresópolis/RJ)
Horário: 14h
Ingresso: gratuito

Realização: Aldeia Cultural Casa Viva e Grupo Mambemberê

Saiba Mais:

Sinopse Flor da Vida: O Teatro Mototóti fala de sua própria jornada ao contar a história de dois palhaços, que se encontram e buscam realizar seu grande sonho: fazer teatro! Provando dos sabores e dissabores da vida de casal, Charle’s Tone e Thalia Thaluda caminham juntos fazendo escolhas dia-a-dia, até que um incêndio arrebatador destrói tudo o que eles têm. Bem, quase tudo. De acordo com a simbologia da Flor da Vida*, cada passo interfere diretamente no desenho de uma história. Qual será o desfecho desses dois? Para onde eles foram quando pensavam já não ter mais para onde ir? Este é um momento de grande alquimia do Grupo, que se vale da linguagem do palhaço para tocar o intangível e contar a história de amor, superação e perseverança de seus criadores.

* Flor da Vida é o nome dado a uma figura geométrica formada por vários círculos sobrepostos, num padrão de flor, representando as formas fundamentais de espaço e tempo. Nesse sentido é uma expressão visual da vida, tecendo ligações entre todos os seres, carregando em si informações básicas de todas as coisas vivas. Acredita-se, desde a mais remota antiguidade, que cada molécula de vida, cada célula em nosso corpo conhece este padrão: ele é o padrão dacriação e da vida em todo lugar. Então não poderíamos ter encontrado uma simbologia melhor para acolher nosso novo trabalho: A Flor da Vida.

O Teatro Mototóti existe há nove anos e já possui quatro espetáculos em seu repertório. Formado pelos atores Carlos Alexandre e Fernanda Beppler em 2007, o grupo vem se destacando no cenário de teatro de rua, atuando em todo o país, tendo como características de trabalho a pesquisa e prática permanentes em teatro de rua e a construção/manutenção de um repertório de espetáculos, com o propósito de colocar em cena trabalhos autorais que dialoguem com o público nos mais diferentes lugares.

O primeiro espetáculo, O Vendedor de Palavras – Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz 2008 –   já foi assistido por 80 mil espectadores em mais de 270 apresentações e ganhou uma versão em espanhol, para apresentações na Argentina e Uruguai. A segunda montagem do grupo, i-MUndo – Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2010 – estreou em setembro de 2011 na capital gaúcha e vem realizando participações em importantes mostras e festivais pelo país.  Ao final de 2012, o Grupo comemorou seu quinto ano de atividades, trazendo à cena mais um espetáculo de teatro de rua, “Folia dos Reis”, um auto que conta a história do Natal sob a perspectiva dos três Reis Magos. O espetáculo estreou no Natal luz de Gramado e integra as principais festividades de Natal do Sul do país.

Em 2013 o Grupo trouxe à cena a história da vida e obra de Hermeto Pascoal, com a peça “Hermeto Pascoal: o mago dos sons”, que mescla a linguagem teatral com a contação de histórias. 2014 foi o ano da estreia de Flor da Vida, quarto espetáculo do repertório do Grupo, contemplado com o Prêmio FUNARTE Artes na Rua (Circo Dança e Teatro) 2013. Este trabalho teve orientação de Esio Magalhães (Barracão Teatro – Campinas/SP), referência na linguagem do palhaço no Brasil. Em 2015 o grupo expandiu seu núcleo de contação de histórias, trazendo à cena o espetáculo Histórias da Bergamotinha, em que utiliza diversos elementos teatrais para contar histórias encenadas e musicadas, apresentando um trabalho multilinguagens que resultou em uma contação de histórias altamente teatral.

Desde 2015 o Mototóti promove mensalmente apresentações de espetáculo e atividades gratuitas em sua sede pública, no Parque Mascarenhas de Morais, em Porto Alegre.  O projeto, intitulado Se Essa Rua Fosse Minha, já recebeu mais de 1500 espectadores e ocorre de forma independente, sem patrocínios ou financiamentos.

http://www.motototi.com.br | www.facebook.com/TeatroMotototi

Mostra de fotos e pinturas sobre o interior do RS inaugura no dia 27 de maio na parilla El Tonel

 

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Lá de Fora reúne trabalhos de Eduardo Rocha e Carlito Bicca

 

Inaugura na próxima sexta-feira, 27 de maio, às 19h, a mostra Lá de Fora, que reúne trabalhos de Eduardo Rocha e Carlito Bicca, na parilla El Tonel (Rua Vasco da Gama, 270). A exposição de fotografias e pinturas revela as semelhanças entre os dois artistas, que são integrantes dos Cavaleiros da Paz e nascidos na Campanha Gaúcha.

Cenas do cotidiano campeiro interpretadas pelas lentes de Rocha e pelos pinceis de Bicca estarão expostas em 20 obras, que ficam em cartaz com entrada franca até 15 de junho. No segundo semestre, o projeto seguirá para uma itinerância pelo interior, passando por Santo Antônio da Patrulha, São Gabriel e Livramento. “A proposta é valorizar o que é nosso, mostrando que temos arte no campo e descentralizar a exposição dos locais tradicionais”, revela Rocha, que conta que a dupla também pretende montar uma versão da exposição ao ar livre.

Lá de Fora tem entrada franca, com visitação durante os horários de funcionamento do restaurante: de segunda a sábado das 18h30 às 23h30, e domingos do meio-dia às 15h.

 

Lá de Fora

De 27 de maio a 15 de junho

Parilla El Tonel – Vasco da Gama, 270

De segunda a sábado, das 18h30 às 23h30

Domingos, do meio dia às 15h

Entrada Franca

 

Saiba Mais

Carlito Bicca

Natural do Pampa Gaúcho, o artista plástico Carlito Washington Costa Bicca nasceu em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. No desempenho de sua atividade profissional, trabalhou com todo o tipo de ferramentas e máquinas, projetos de produtos, estamparia, modelagem, entre outros. Tais atividades lhe aguçaram o gosto pela pintura artística, escultura e modelagem.

Seus primeiros trabalhos foram feitos em Aquarela e Nanquim, técnica que utilizou por muito tempo. Atualmente reside em São Gabriel onde dedica-se à pecuária e agricultura. Sua ocupação lhe permite mais tempo de dedicação ao que mais gosta: pintura, escultura e fotografia.  Em 2003, passou a empregar tinta acrílica sobre tela, técnica que vem aperfeiçoando a cada dia.

Suas obras refletem a vivência no Pampa em um trabalho contemporâneo e de vanguarda. Com cores fortes e muito movimento, traduz em suas telas as impressões da infância mescladas com influências de pintores impressionistas e pós-impressionistas. Sendo um aficcionado pelo conhecimento de novas culturas, tem realizado muitas viagens ao exterior aproveitando para registrar através da fotografia a diversidade cultural dos locais visitados.

Eduardo Rocha

Nasceu na cidade de Dom Pedrito, interior do Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai. Filho de pais uruguaios, cresceu cruzando a “linha” imaginária que divide os países. Em 2000 mudou-se para Porto Alegre onde estudou marketing e fotografia. Em 2008 fundou a Eduardo Rocha – Fotografia, especializando-se em registros da cultura e da arte regional. Eduardo já percorreu países como Argentina, Chile, Uruguai, Peru, Canadá, África do Sul e Mongólia, sempre buscando elementos do cotidiano e da cultura local. Sua área de atuação está distribuída em produção de banco de imagens, cobertura fotográfica, fine art, cursos e expedições.

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http://eduardorocha.fot.br/site/

 

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