mariane_makingof_2_credito_Cassiana Umetsu

Produção levou prêmio especial do júri no evento realizado em novembro, na França

 

O curta-metragem “Mariane com E” foi um dos premiados no Festafilm Montpellier, festival de cinema lusófono e francófono, que está em sua sétima edição. O filme recebeu o prêmio especial do Júri.

A produção dirigida por Fernando Sanches e produzida pela Vetor Filmes traz Antoniela Canto como protagonista. Mariane com E é uma paródia com a situação vivida no dia a dia de todos que trabalham com publicidade.  Mariane é uma atriz de teatro que se submete a um desses testes para um filme de uma marca de comida congelada. Tudo vai bem, até que ela perde a paciência, toma uma atitude drástica e resolve virar o jogo.

Segundo Sanches, os roteiristas não pouparam nenhuma das funções “desde a assistente de direção até o cliente, passando por atores, diretores e criativos de agência”, revela. Mariane é interpretada por Antoniela Canto, que revela: “Ninguém sai ileso dessa brincadeira: da loucura da atriz à vulnerabilidade da assistente de direção. Das mãos atadas do diretor e da agência às decisões, muitas vezes incompreensíveis, do cliente. Em “Mariane com E”, todo mundo faz papel de bobo no melhor sentido da palavra. O filme encontrou a fórmula perfeita para nos dizer que às vezes não precisamos nos levar tão a sério”.

O curta foi todo rodado em uma diária em um estúdio de teste de elenco. Todos os atores e atrizes do cast já passaram por situações parecidas com a de Mariane e se identificaram muito com a trama.  Recentemente foi exibido na Mostra Audiovisual de Cambuquira – MOSCA. O filme ficou em terceiro lugar na categoria Melhor Curta da Mostra Brasil escolhido pelo Júri Popular.

Para saber mais, acesse: http://vetorfilmes.com/2015/03/marianecome/ e https://www.facebook.com/marianecomecurta

Saiba Mais:

Antoniela Canto

Atriz, diretora, locutora, produtora. Antoniela Canto é multitarefa. Integrante da Cia La Plongée, revela que fazer de tudo um pouco é parte do trabalho de estar em uma companhia, onde os papéis, dentro e fora do palco, se dividem e se misturam.

Nascida em Assis, interior de São Paulo, a artista pode ser vista na TV aberta – recentemente participou da série “Doce de Mãe”, uma co-produção da Casa de Cinema de Porto Alegre com a TV Globo – na TV à cabo – integrando o elenco de séries da HBO – como em espetáculos no teatro Cemitério de Automóveis, onde é uma das sócias, no Baixo Augusta, reduto underground de São Paulo.

Apesar da vontade de atuar ter aparecido cedo e a primeira tentativa em estudar teatro tenha sido aos 18 anos, quando saiu de Assis para morar em São Paulo, Antoniela iniciou a carreira em 2001, aos 28 anos. O primeiro espetáculo profissional foi em 2007, “Toalete”, de Walcyr Carrasco com direção de Cininha de Paula. “Acredito que tenha sido muito mais positivo para as escolhas que fiz como atriz ter iniciado mais tarde do que normalmente os colegas começam”, declara. “Os anos de vida a mais e as experiências em outras áreas só ajudaram a seguir em frente com mais serenidade para enfrentar as dificuldades na carreira”.

Na TV, pode ser vista recentemente na série PSI, da HBO, como a personagem Eliane, filha de um casal de sifilíticos. No quarto episódio da segunda temporada de “O Negócio”, também da HBO, Antoniela surge na trama como Rebeca, uma mulher milionária que consegue tudo o que quer e chega para balançar o relacionamento de Luna e Oscar.

No Canal Brasil, participa de “Sonhos de Abu”, um projeto de André Abujamra, totalmente feito com improvisos. “Eu só sabia que faria a Mercedez, personagem que tem um caso com o protagonista, André. A partir daí, foi só diversão nas gravações”, conta.

Fernando Sanches começou a trabalhar com audiovisual em 1997 na área de pós produção da Casablanca Finish em São Paulo. Em 2000 foi contratado pela Conspiração Filmes como supervisor de efeitos digitais.

Em 2008 dirige seu primeiro curta metragem, Landau 66, que participou de vários festivais pelo Brasil e pelo mundo, ganhando o prêmio de melhor montagem no Festival Internacional de Cinema de Brasília. Em 2010, dirige uma campanha para S.O.S. Mata Atlântica intitulada Xixi no Banho, vencedor de prêmios do mercado publicitário, como Leão de Ouro em Cannes, Clio Awards e o troféu de melhor animação comissionada no festival Anima Mundi.

Desde 2012 atua como diretor de cena e animação na Vetor Zero e Vetor Filmes, trabalhando com grandes agências do Brasil e do mundo.

Em 2013 adquiriu os direitos do livro inédito do cultuado escritor paulista Lourenço Mutarelli. Uma Ocasião Exterior, e a partir da obra idealizou uma adaptação para o cinema intitulada O Grifo de Abdera, que será seu primeiro longa-metragem como diretor. Em 2014 lançou seu segundo curta de Ficção “O desejo de Saiuri” que está atualmente rodando festivais internacionais e em 2015 lança seu terceiro curta “Mariane com E”, estrelado por Antoniela Canto.