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Espetáculo integra comemorações do centenário de Lupicínio Rodrigues

A estreia nacional de Lupi, o musical – uma vida em estado de paixão está marcada para o dia 31 de maio, no Theatro São Pedro. O espetáculo integra as comemorações do centenário do músico Lupicínio Rodrigues.

Lupi, o musical é uma homenagem ao artista e um elogio à paixão. Não a um caso, ou casos de paixão, mas à paixão idealizada, pré-existente, na alma de Lupicínio Rodrigues. Segundo o diretor e autor, Artur José Pinto, a montagem é uma celebração de um homem que vai além da dor de cotovelo: “Lupicínio era muito mais do que um músico que falava sobre a dor de cotovelo. Nossa intenção é contar a história do artista, mas também do pai, amigo, amante”, revela.

Lupicínio Rodrigues é reverenciado no Brasil, como um de seus poetas/compositores mais fecundos. De suas 600 composições, ao menos 150 foram gravadas, de Caetano Veloso a Jamelão. A estrutura de seus versos e o tratamento que dava a cada tema eram de uma sofisticação ímpar, fazendo com que se destacasse entre seus pares. Negro, pobre e sambista. Por uma imposição da época, Lupicínio não pode ser jogador profissional de futebol. O esporte era exclusivo para jovens brancos de “boas” famílias. Ou seja, venceu muito mais do que os desafios artísticos: venceu, também, o racismo e o preconceito. Venceu, ainda, a estética musical da época, que situava o samba no eixo Rio/São Paulo. Venceu como cantor, com sua voz macia, quase sussurrada, enquanto a moda eram vozeirões como Nélson Gonçalves, Orlando Silva, Vicente Celestino, Francisco Alves, entre todos.

O musical revela um Lupicínio em situações conhecidas e inéditas. Dentre estas, um soldado jovem, sentando praça, em Santa Maria; um aprendiz de mecânico, da Cia. Carris; um boêmio de família, que celebrou 30 anos de casamento com Dona Cerenita Quevedo. Um homem que, nos finais de semana, era caseiro e adorava receber seus familiares na chácara da Cavalhada. Para Lupicínio, boemia, só de segunda à sexta.

Das 21 músicas selecionadas para o repertório, o público encontrará canções renomadas como “Felicidade”, “Nervos de Aço” e “Se acaso você chegasse”, mas também composições menos conhecidas de sua produção, como Zé Ponte e Judiaria  A Direção Musical e arranjos é de Mathias Pinto.

No elenco, Juliano Barreto, criador do projeto, interpreta Lupicínio com 59 anos. O ator Gabriel Pinto interpreta o músico durante sua juventude. Integram o grupo Nadya Mendes, Nani Medeiros, Pâmela Amaro, Cíntia Ferrer, Gabriel Pinto, Lucas Krug, Mario de Ballentti, César Pereira e Raul Voges.

Acompanham os músicos Mathias Pinto (Violões), Guilherme Sanches (percussão), Lucian Korlow (Flauta), Samuca do Acordeon (Acordeon), André (Trombone), Pâmela Amaro (Pandeiro) e Luis Barcelos (Bandolim e Arranjos).

O figurinos em preto e branco assinados por Fabrízio Rodrigues trazem uma criação contemporânea e conceitual para visual dos personagens, com referências que remetem a um clima de Cabaret e romantismo. A cenografia é de Raul Voges. Todos os objetos de cena são reaproveitados, valorizando o conceito de sustentabilidade. O cenário é dividido em sets. Em cada um deles, serão encenados momentos da vida do Lupicínio. O ambiente predominante será o de uma estação de rádio. O público presente em cada sessão será convocado a ser o público de um grande programa de rádio, ao vivo. Em cena um conjunto musical, contra regras, atores, cantores, sonoplastas, apresentadores, produtores, etc.

As apresentações no Theatro São Pedro ocorrem nos dias 31 de maio e 01 de junho, e os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro, com valores entre R$ 20,00 e R$ 60,00 e descontos de 50% para idosos e sócios AATSP (limitados), 20% para Titular e Acompanhante do Clube do Assinante Zero Hora e 10% para estudantes.

 

Saiba mais

LUPI, o Musical, é uma obra de exaltação à alegria, à amizade e ao amor.
Os tons sombrios, que normalmente são aplicados nas referências que se faz ao poeta, são transformados em cores e brilhos. Essa era a verdadeira essência de Lupicínio. A dor e a traição, aparecem como o risco de quem se entrega à paixão. E coitado de quem não corre esse risco.
Artur José Pinto – diretor e dramaturgo

A ideia de realizar um musical sobre a vida e as canções de Lupicínio Rodrigues começou em um jantar na casa de seu filho Lupinho. eu, Juliano Barreto, estava conversando com ele, sobre a vontade de fazer algo maior que um show, que unisse as artes (música, dramaturgia, dança, poesia) num mesmo espetáculo, com a grandiosidade da música do Lupi.

Um espetáculo que colocasse a obra em primeiro plano, que as músicas contassem a história do homem por de trás dela.

Os caminhos da vida, me fizeram chegar a pessoa certa para este projeto: Artur José Pinto. Dramaturgo e Pai deste projeto, Artur é o criador desta história, do roteiro e diretor desta peça.

Juntos, pesquisamos, entrevistamos e recebemos o apoio luxuoso do co-criador Lupinho e do jornalista Marcello Campos, maior pesquisador da antiga Porto Plegre e de Lupicínio Rodrigues.

Neste momento eu me sentia mais preparado para o processo de viver e cantar a obra do Lupi e o Artur já estava mergulhado no processo de escrever.

Juntando-se ao time, o músico e arranjador Mathias Pinto foi essencial, grande apaixonado e dedicado ao samba e chorinho, Mathias, (violonista 7 cordas), trouxe um estilo ao musical, direcionando o projeto para um caminho com marcas musicais definidas.

Com um elenco de grandes cantores que se desafiaram a atuar e belíssimos atores que enfrentaram as melodias delineadas de Lupicínio, o espetáculo pretende vida longa.

Juliano Barreto

Ficha Técnica

Dramaturgia e Direção Cênica – Artur José Pinto

Direção Musical e Arranjos – Mathias Pinto

Coreogra­fia e Cenografi­a – Raul Voges

Figurinos – Fabrízio Rodrigues

Elenco – Juliano Barreto, Nadya Mendes, Nani Medeiros, Pâmela Amaro, Cíntia Ferrer, Gabriel Pinto, Lucas Krug, Mario de Ballentti, César Pereira e Raul Voges.

Músicos – Mathias Pinto (Violões), Guilherme Sanches (percussão), Lucian Korlow (Flauta), Samuca do Acordeon (Acordeon), André (Trombone), Pâmela Amaro (Pandeiro), Luis Barcelos (Bandolim e Arranjos)

Fotografi­a – Daniel Scherer

Projeto Grá­fico – Rafael Franskowiak

Web Design – João Pedro

Assessoria de Imprensa – Bruna Paulin – Assessoria de Flor em Flor

Produção Executiva – Ana Helena Rilho e Renata Becker

Direção De Produção – Nadya Mendes

Promoção – Ckooqo Entertainment

 

SERVIÇO:

O quê: Lupi, o musical – Uma Vida em estado de paixão
Quando: 31/05 às 21h e 01/06 às 18h, sábado e domingo
Onde: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, Porto Alegre)
Duração: 80min.
Informações: 3227.5100
Ingressos:
R$ 60,00 (inteira), plateia e cadeiras extras
R$ 40,00 (inteira), camarotes centrais
R$ 30,00 (inteira), camarotes laterais
R$ 20,00, galerias (preço único)

* Ingressos à venda: Bilheteria do Theatro São Pedro
Horário de funcionamento: segunda a sexta: das 13h às 18h30min (em dias em que não há espetáculos noturnos) e das 13h às 21h (em dias com espetáculos à noite). Sábados: das 15 às 21h. Domingos das 15h às 18h.

Descontos: Meia entrada: idosos (60 anos) e sócios AATSP (limitados);
20% de desconto para Titular e acompanhante do Clube do Assinante Zero Hora;
10% de desconto para estudantes.
OBS: Nas galerias o preço é único, não havendo meia entrada.

Classificação etária: 12 anos