Venda de ingressos inicia na próxima segunda-feira, dia 22 de outubro

Antonio Fagundes e seu filho Bruno Fagundes, chegam ao Theatro São Pedro nos dias 16, 17 e 18 de novembro com o espetáculo Vermelho, dirigido por Jorge Takla. A produção em Porto Alegre é resultado da parceria exitosa firmada entre o Sistema Fecomércio-RS/ Sesc e Associação dos Amigos do Theatro São Pedro. Em seu ateliê em Nova York, em 1958 o já consagrado artista Mark Rothko recebe pela primeira vez seu novo assistente, Ken. “O que você vê?”, pergunta, apontando para uma das pinturas em que trabalhava. A partir daí, uma bela relação desenvolve-se diante da plateia; um encontro cheio de nuances, em que ambos se permitem indagar e refletir, questionar e ouvir.

Premiadíssimo na Broadway (vencedor de seis Tonys na temporada de 2010), Vermelhoé uma co-produção de Antonio Fagundes e Jorge Takla. Escrita pelo dramaturgo e roteirista John Logan e traduzida por Rachel Ripani, com figurinos de Fabio Namatame, a peça se passa no período entre 1958-1959, quando o pintor russo naturalizado norte-americano – que ganhou notoriedade ao encabeçar o Expressionismo Abstrato -, trabalha em uma série de murais para o sofisticado restaurante Four Seasons, no Edifício Seagram, na Park Avenue, encomendados a ele por uma quantia recorde para a época.

Vermelho é um olhar carinhoso sobre um grande artista consagrado passando o bastão para uma nova geração de novos artistas inquietos, provocadores e talentosos. A peça é também um panorama da arte moderna da New York dos anos 1950. O texto vai muito além de uma biografia de Rothko. “Se deixarmos o artista falar de sua necessidade de comunicação com a plateia e de sua vontade de descobrir a pureza de sua arte, conseguimos ampliar o alcance do texto mais do que se nos limitássemos a imitar o Rothko”, comenta Fagundes. Bruno completa: “É interessante como as discussões podem ser lidas de vários pontos de vista, e tocam em outros âmbitos; é uma troca constante e quase inevitável, como se fosse uma necessidade deles, e isso vai revelando as diversas camadas dos personagens aos poucos.”

A troca de conhecimentos, no entanto, não se dá apenas na ficção. Pela primeira vez, Antônio Fagundes contracena com seu filho, Bruno. No palco, os atores mostram, também, a intimidade construída no processo de criação de um artista. Preparam e misturam a tinta, esticam a tela, debatem a iluminação ideal para, nas palavras do artista, proteger sua obra de arte. Com muita segurança, Rothko conduz Ken – e o público – por um caminho teórico cheio de referências e, ao mesmo tempo, extremamente sensível.

Sobre Mark Rothko

Nascido no ano de 1903 em Dvinsk, na Rússia, Mark Rothko transferiu-se com sua família para Portland, nos Estados Unidos, com apenas dez anos. Apesar de sua má condição financeira, recebeu ótima educação, ingressando na seleta e tradicional Universidade de Yale, em 1921, e vislumbrando uma carreira política que contivesse seu grande engajamento social. No entanto, dois anos depois abandonou os estudos e partiu para um rumo menos acadêmico, estabelecendo-se em Nova York em 1925, quando começou a pintar de forma autodidata.

Mais tarde, estudou a técnica sob a tutela do artista Max Weber, partindo de um estilo realista – como sua série Subways, de 1930 -, para gradualmente desenvolver seu estilo, passeando pelas formas abstratas da década de 1940, até chegar em figuras abstratas que enfatizavam a cor e a forma. Nos anos 1950, distanciou-se do Surrealismo para se tornar um dos principais artistas do movimento Expressionismo Abstrato, ao lado de Jackson Pollock e Willem de Kooning. Sempre com a preocupação de comunicar e de produzir emoção através de suas grandes telas, Rothko evoluiu seu estilo ao simplificá-lo – priorizando a cor e suas sobreposições, desenvolveu em sua obra a noção de “campos de cor”, bastante característica daquele momento.

Mesmo tendo abandonado os estudos na Universidade, Rothko considerava fundamental o conhecimento formal: foi profundo conhecedor de filosofia e arte, sendo muito influenciado pela obra de Friedrich Nietzsche. No período entre 1958-59, retratado no espetáculo Vermelho, Rothko trabalhava na série de murais Seagram, obra encomendada para o sofisticado restaurante Four Seasons, em Nova York. A crise vivida por ele naquele momento culminou na desistência e devolução do dinheiro adiantado pelo trabalho, que hoje encontra-se exposto na Tate Modern, em Londres, na National Gallery of Art, em Washington, e no Kawamura Memorial Museum, no Japão. Além de muito influente como artista, Rothko dedicou-se por décadas ao ensino da arte, lecionando em diversas instituições. Ele suicidou-se em 1970, em Nova York.

Ingressos

A venda de ingressos terá início na próxima segunda-feira, dia 22 de outubro, nas bilheterias do Theatro São Pedro. Os ingressos custam entre R$ 5,00 (exclusivo para comerciários com Cartão Sesc/ Senac nos setores plateia, camarotes centrais e laterais)  e R$ 140,00, com descontos de 50% para os associados da AATSP e para os 100 primeiros do Clube do Assinante e 20% para os demais. Para comerciários, a venda exclusiva ocorre no Sesc Centro (Av. Alberto Bins, 665). – das 8h às 19h30 – Informações: 3284 2070.

Vermelho

Dias 16, 17 e 18 de novembro

Sexta e sábado, 21h | Domingo, 20h

Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n

 

Ingressos

Início das vendas: 22 de outubro

Informações pelo telefone 3227 5100

Duração: 80min

Classificação: 12 anos

Valores dos ingressos:

Plateia: R$ 140,00

Camarotes centrais e cadeiras extras: R$ 120,00

Camarotes laterais: R$ 70,00

Galerias: R$ 40,00